Perdida na Ilha

2 I - Perdida na Ilha: Conhecendo


Notas iniciais
Oi Amores di mi vida, aqui vai mais um capítulo. Obrigada a Leth Cullen e a mary por comentarem o prólogo. Vamos ler

Capítulo I

Sempre me achei, desde pequena, um pouco azarada. Tudo sempre acontece comigo. Eu sempre quebrava a janela num jogo de futebol com meus irmãos, eu sempre me machucava em qualquer situação, eu sempre sofria nas diversas situações constrangedoras. Enfim, tudo acontecia comigo.

Acabei de dizer que me achava um pouco azarada. Não acho mais, agora eu tenho certeza.

Depois que cai do barco consegui me segurar num pedaço de madeira e fiquei a deriva por horas até cair na escuridão. Quando acordei eu ainda estava deitada no pedaço de madeira, só que eu já não boiava na água, eu estava em terra firme. Percebi isso quando estiquei meus braços em busca de água, no entanto, só encontrei areia.

Na hora eu fiquei eufórica, pois pensei que tinha conseguido voltar para praia que tinha saído. Ledo engano. Quando, finalmente, consegui abrir meus olhos o que enxerguei um lugar extraordinário e belo. Mas devo dizer que não foi essas características que me impressionaram e sim o fato dela ser deserta. Isso mesmo, deserta.

Meu primeiro pensamento foi : Puta que pariu, eu estou perdida na droga de uma ilha deserta.

Depois eu comecei a chorar. Chorei, chorei e chorei. Só parei de chorar quando eu percebi que estava com muita fome, sede e frio.

Lentamente, levantei e comecei a olhar em volta da praia à procura de algo. Eu estava com muito medo. Eu não tinha comida, água, cobertores e nem fósforos. Hoje eu lamento por não ter participado daquelas férias de verão em que seus pais insistem que você vá para um acampamento quando mais nova. Eu bem que podia ter aprendido fazer fogo com pedras, ou então como pescar um peixe com uma lança ou então como poder se virar na droga de uma ilha. Mas não, eu tinha que ser uma mula teimosa e ter se negado a ir.

Respirei fundo e caminhei mais um pouco, em alerta, afinal aqui é um ilha e pode ter grandes animais, os quais eu não tenho a mínima vontade de vê-los.

Olhei desesperadamente ao meu redor procurando algo para comer ou um lugar para me abrigar, mas eu só via uma série de árvores, palmeiras, coqueiros e outras que não sei identificar. E terra, é claro.

Eu queria ser corajosa para poder entrar na ilha, mas eu estava com medo e também estava muito cansada. Minhas pernas pareciam muito pesadas e eu estava com uma puta dor de cabeça. Avistei um ótimo lugar para descansar entre as palmeiras e fui correndo até lá deitei e fechei meus olhos em deleite. Era tão bom descansar.

Eu ainda estava com muita fome, mas decidi procurar comida só quando eu acordasse, talvez estivesse mais disposta, eu iria entrar na ilha e encontraria algo. E foi pensando num delicioso banquete que dormi.

[...]

Sabe, eu pensei que dormir no chão dessa ilha iria ser extremamente desconfortável, mas eu estava equivocada. Não sei se era porque eu estava muito cansada, mas é muito bom dormir aqui. Tão quentinho e fofinho.

Suspirei de prazer.

Espera! Eu disse quentinho? Fofinho?

Oh meu deus, que porra é que está acontecendo? Será que tudo que aconteceu foi um sonho e eu vou acordar para mais um dia de trabalho na Editora Cullen?

Eu espero que sim.

Mexi meus braços sentindo que eu estava enrolada num cobertor, tirei meu braço de dentro dele e o estiquei.

Foi nessa hora que eu senti o maior medo de minha vida. Quando eu estiquei os meus braços tudo o que eu toquei foi areia. Isso mesmo! Areia. Isso quer dizer que eu ainda estava na ilha só que não sozinha como eu pensei. Eu me enganei novamente.

Abri uma brechinha dos meus olhos e vi que eu estava no mesmo lugar que dormi, a diferença era que eu tinha uma almofada velha debaixo de minha cabeça e um cobertor, igualmente velho, cobrindo meu corpo.

Ouvi uns passos vindo nessa direção e fechei os olhos rapidamente fingindo estar dormindo. Escutei quando a pessoa chegou perto de mim, fiquei tensa instantaneamente. Essa pessoa tocou meu rosto levemente e lentamente passou a mão da minha bochecha ao meu pescoço três vezes. Eu gostei.

Eu fiquei esperando algo acontecer novamente. Mas nada aconteceu, no entanto, eu ainda sentia a pessoa há alguns centímetros de mim.

Morta de curiosidade não aguentei e abri os olhos.

Aí você se pergunta, o que passou pela minha cabeça?

Eu fiquei com medo? Eu gritei? Eu bati na pessoa? Eu corri?

Eu respondo. Nada disso aconteceu. Eu simplesmente fiquei muda e... Deslumbrada. Sim! Deslumbrada.

O que eu vi na minha frente foi um homem, um belíssimo homem. Olhos verdes esmeraldas, uma boca com formato de M, cabelos longos e acobreados, grande barba e um corpo forte e bronzeado. Ele usava um pano que cobria as suas partes e que deixava seu peitoral a mostra. Ele parecia com os nossos ancestrais homo sapiens só que muito mais sexy

A primeira coisa que pensei foi: uau, uau, uau.

O lindo homem me olhou confuso e ergueu sua mão para me tocar novamente. Ele passou os dedos nos meus olhos e se aproximou. Se aproximou tanto que nossas testas ficaram coladas e depois tocou nos meus olhos.

Qual é a desse cara? Parece que nunca viu um rosto.

Eu ri.

Ele se afastou assustado com o som e depois se aproximou com os olhos estreitos em alerta. Agora foi a minha vez de ficar confusa.

Ele realmente parecia que nunca tinha se comunicado com alguém. Oh Deus.

Ajeitei meu corpo e me sentei com ele agachado ainda perto de mim. Ele me olhava com uma curiosidade tão grande que eu me senti um animal no zoológico.

– Qual é o seu nome? — pronunciei depois de um tempo.

Ele ergueu a sobrancelha em sinal de confusão e aproximou seus dedos tocando meus lábios.

– Então...? — falei novamente.

Ele arregalou os olhos e se aproximou da minha boca como se procurasse de onde vem o som.

Foi a minha vez de arregalar os olhos. Que sorte a minha, eu estava perdida numa ilha com um completo estranho.

Lado bom? Eu não estava mais sozinha.

Lado ruim? Minha estadia na ilha seria longa. Muito longa.

Notas finais
E aí ? Gostaram? Sexta-feira tem mais amores. Comentem bem muito!