Perdida Na Tempestade

53 capítulo -53- A recompensa da coragem...


Notas iniciais
EEEEEuuu cheguei! Sim, tem um monte e gente comigo! Gente conflituosa e estranha, e com um passado mais cabuloso do que o outro! Quem é? Ah pera, vamos ao texto que eu te conto!

_Ficou Lindooo, Ritorirï! Esse vestido combinou perfeitamente com você! -Exclamou com sinceridade Ingraine e teve a concordância das demais.

Igraine, Ritorïri, Souten, Janis, Kagura, Kikyou, Rin e Minara estavam em uma casa do vilarejo, experimentando os vestidos de noiva. A costureira, uma hanyou vinda de uma longa linhagem de youkais aranhas bordadeiras, era rápida e eficiente em seu trabalho, não importando o tecido e com a ajuda de suas quatro irmãs, conseguia fazer os trabalhos muito rapidamente. O modelo escolhido e provado por Ritorïri, era de um tecido pesado e translúcido, branco pérola. Transpassado, com um corte abaixo do busto, ombros levemente descobertos, que culminavam em mangas longas e evasés, e terminava em uma saia ampla com várias camadas de tecido. A cintura era arrematada por um obi grande e vermelho que estava preso por um grande laço nas costas. Embora o vestido só possuísse bordados com pérolas, e em lugares distintos como extremidades da manga e da saia, e na altura dos ombros, o obi era inteiro adornado com pedrarias que pendiam dele, formando uma leve e curta "franja" que enfeitava também o quadril. Apesar de rebuscado, a costureira Hanyou, de nome Setsuka, levou pouco mais de mais de uma hora para fazê-lo. Ela já havia feito vários vestidos e quimonos tradicionais, que haviam sido encomendados na noite anterior por lady Brunhilde, e naquela manhã pela própria Minara. O vestido de Igraine, por exemplo, feito de organza azul da cor de seus olhos, também bordado, mas com um decote tipo princesa e muito volume na saia havia ficado pronto em menos de uma hora. Até aquele momento o mais demorado havia sido o de Izayoi, um quimono feito com quatro tipos de seda diferentes, e bordados de cinco pedras diferentes, que junto com os trajes de Inu no Taishou, e Sesshoumaru, haviam consumido parte da madrugada de Setsuka e de suas ajudantes. O vestido de Rin embora igualmente tradicional, era todo confeccionado, em camadas de tecido armado e em tons de rosa e com transparencias. Tratava-se de um quimono com saia rodada em várias camadas, como se um quimono, mais curto estivesse por cima de outro mais longa. O primeiro mais comprida e rodado, era de seda pérola, sendo recoberto por outro de tecido transparente, e indo até a sétima camada, causando um efeito belíssimo. O decote transpassado,não era muito aberto, e cobria os ombros da humana, seguindo por magas compridas, que reproduziam o mesmo efeito da saia. No corpo da peça havia ainda um obi médio, também de seda, mas em um mais róseo, com uma fita dourada no meio. Embora rebuscado, o traje era muito bem cortado e alinhado, mas fora o que menos dera trabalho para ser confeccionado.

_Ah... Pelos deuses, eu mal consigo acreditar que isto está acontecendo comigo... Estou tão feliz que acho que vou chorar! -Disse Ritorïri assim que viu no grande espelho preparado para estas ocasiões.

_Não se atreva a chorar! Vai ficar com o rosto todo enxado!Ei Hime Minara, é a sua vez agora! -Disse Souten, sorrindo.

_É mesmo Minara, quero ver o seu vestido, vamos lá que eu ajudo você a se vestir! -Kikyou se prontificou a ir ajudá-la.

_É eu também mas não sei se já está pronto! — Riu Minara, no entanto uma jovem chamou-a, e Kikyou a acompanhou.

Na outra sala, haviam muitas caixas brancas e nela alguns nomes escritos. A jovem, uma youkai de olhos vermelhos, e pele mulata, adentrou com uma caixa nos braços e na tampa o nome "Minara" estava destacado.

_É o meu! É o meeeeeu! -Gritou Minara dando pulinhos. Kikyou verificou a caixa e elas começaram a colocar o vestido.

Em poucos minutos, Minara estava vestida. Quando ela retornou para onde as demais fêmeas estavam a surpresa foi geral. O vestido de tecido macio e fluído e com um leve brilho, marfim, era tão simples quanto sexy. O vestido em si, era um tomara que caia que emoldurava os seios redondos com uma leve ponta do tecido para cima. Mas os ombros e o cólo eram protegidos por uma espécie de bolero, feito em uma renda grossa, em tom de dourado, que começava como uma gola alta e descia pelos ombros inteiramente rebordado por pedrarias preciosas e brilhantes, e ia até dois centímetros acima do busto, tocando as pontas do decote às pontas do bolero. Nas costas da peça, de cada ponta, uma em cada lateral, pendia um tecido transparente e brilhante no mesmo tom de dourado, que desciam em separado, até unirem-se na altura do quadril, e seguindo juntos, ao chão. O vestido era justo na cintura e quadril, mas ia enlarguecendo conforme descia pelas coxas e formava uma calda, mediana e fluída que era recoberta pelo fim da capa, dando um belo efeito. Não havia nenhum bordado no vestido, apenas no "bolero" e na cintura onde desenhavam um corpete estilizado com pedras preciosas e fios dourados. Era belíssimo, e mesmo não sendo genuínamente branco, era um vestido de noiva digno de uma rainha. Apesar de belo, Minara assustou-se ao vêr-se no espelho.

_Pelos deuses, Mina! Você está maravilhosa... -Disse Janis, que ficou de pé, para admirá-la.

_Mas jan... Esse não foi o que eu escolhi! Houve um engano, meninas... O que eu pedi para que fosse feito, era muito diferente desse! Kikyou, pode por favor chamar a moça? -Disse Minara sem graça, e assustada, ainda admirando-se no espelho.

_Sim, algum problema, Hime? -Perguntou a própria Keyko que aproximando-se cordialmente.

_Setsuka, esse não é o meu vestido! Ele é lindo, mas, a dona não vai querer me ver com ele! -Disse Minara caminhando na direção da sala onde pretendia despir-se. Estava tomada por um sentimento estranho quase nostálgico.

_Não há engano, princesa. Na verdade, este vestido foi encomendado para você. -Disse calmamente a costureira.

_Mas se este não foi o que ela encomendou, então, quem encomendou, esta obra de arte? -Perguntou Kagura, estupefacta com o vestido.

_O general Hikaru, minha senhora. Ele esteve aqui logo pela manhã, bem antes da senhora chegar aqui para encomendar os trajes de seus convidados. Pelo que sei ele estava procurando pela princesa mas não a havia encontrado, então passou ela frente da loja e disse que queria encomendar seu vestido de noiva, porque tinha a certeza de que hoje, vocês se uniriam. Ele também encomendou o traje dele, mas só deve buscar mais tarde. -Explicou a costureira com um sorriso. Em seguida foi buscar outra caixa e as deixou totalmente surpresas.

_Meu Irmão? Meu irmão encomendou este vestido lindo??? Agora sim, agora ele me assustou! — Igraine disse, boquiaberta.

_Ele... Antecipou a minha decisão? Meu Hikaru... A cada minuto que passa, eu tenho mais certeza de que eu fui feita pra ele... — Disse Minara quase sem querer, com um sorriso bobo, enquanto falava sem pensar.

_Isso é lindo, tão lindo que dá vontade de amarrar vocês dois para sempre! -Souten disse com sua "delicadeza", arrancando risadas e relaxando o ambiente.

_Eu concordo com você Souten, é mesmo muito lindo ver esses dois juntos! -Rin apoiou a nova amiga.

_Vocês estão pensando no que eu estou pensando???- Minara disse com um sorriso marotto nos lábios.

_Minara hime! Dá azar o noivo ver a roupa da noiva antes do casamento! -Kagura alertou-a

_Mas eu não sou o noivo! Eu sou a noiva!!! Será que assim tem problema?-A hanma ruiva perguntou.

_Humm acho que assim, não tem problema... -Kikyou ponderou e todas concordaram, mas no momento em que iam para o outro quarto pegar as caixas foram impedidas por Setsuka.

_Sinto muito senhoritas, as vestes só poderão ser entregues à seus respectivos donos. — A hanyou disse séria.

_Ohh Cara!- Janis declarou, verbalizando a decepção do grupo. Mas não demorou muito para se animarem novamente.

Depois de alguns minutos, todas receberam seus respectivos trajes. Souten recebeu um vestido de cetim, em estilo vitoriano, justo, acinturado e longo com direito à um chapéu no melhor estilo moulin rouge, ideia de Kikyou, já que a youkai queria um estilo "moderno". Janis aprovou, mas como queria arrasar e humilhar um certo youkai, optou por um modelo provocante preto e brilhante, composto por um decote frente única, profundo e degagê, que terminava um pouco acima do umbigo , e evidênciava os seios. Nas costas outro degagê pegava acima da cintura e caía, emoldurando o quadril e o bumbum, por onde descia em uma saia longa e justa na medida. Kagura, sentia-se livre para provocar, e estava disposta a mudar um pouco a visão que os outros tinham dela. Com a ajuda de Rin, que sentia uma estranha simpatia, pela youkai que antes lhe apavorava, escolheu por vestido um que estava longe do tradicional quimono que ela tanto apreciava. Aproveitando-se de seus cabelos, que se encotravam mais longos, ela escolheu um vestido de gola alta e de uma manga só, todo em renda preta com forro de cetim azul esverdeado. O comprimento longo também lhe dava direito à uma pequena calda redonda, e uma grande fenda na lateral esquerda, até o meio da coxa. A manga esquerda era longa e justa e a renda desenhava na pele de seu braço. Enquanto o ombro direito estava à mostra.
Kikyou preferiu um modelo mais simples, e o vestido eleito, possuía um belo decote ombro à ombro, mangas longas, ajustado na cintura e de volume moderado, na barra. O tecido empregado era pesado, com um brilho discreto, em tom de azul turquesa escuro, quase marinho. O diferencial da peça, eram miúdas flores de tecido vermelhas, quase sanguíneas, que embora estivessem presas, "saltavam" do tecido, como se tivessem caído naquele momento e estavam salpicadas nas mangas, decote e barra e combinavam com o obi vermelho escuro, com flores, desta vez estampadas, pretas. A peça causara frisson às fêmeas presentes sobretudo as humanas por ser algo nunca visto por elas. Como Kagome ainda estava no aposento com Inuyasha, Kikyou, pediu um vestido para ela, tambem, mas foi avisada que Shippöu teria ido buscar alguns trajes pedidos por Inuyasha, e inclusive trajes de festa dele e de Kagome.

Todos estavam ocupados, e a maioria das coisas já estavam prontas quando a brisa do meio da tarde começou a resfrecar o dia. As sacerdotizas foram a seus aposentos, para se prepararem. Hikaru, estava em seu quarto, pensando no quanto sua fêmea era agitada, e na misteriosa serva que lhe dera há pouco a notícia esperada por ele, enquanto observava as servas que arrumavam o aposento para a noite de núpcias, quando ouviu batidas na porta. Assim que a abriu, uma multidão atirou-se sobre ele e o imobilizou. Amarrado e vendado foi carregado até uma sala afastada. Lá dentro, ouviu uma música animada e várias vozes conhecidas. Quando o sentaram em uma poltrona e lhe tiraram a venda ele já tinha uma ideia do que se tratava tudo aquilo.

_Ah não, vocês vão mesmo fazer, o que estou pensando? -Perguntou ele, ao ser desvendado e vir, Yuko, Masato, Susanoo, e seu pai Teigure.

_Nós somos os machos mais velhos e queremos que vocês aprendam algumas coisas conosco! -Susanoo disse enquanto terminava de acender os castiçais.

_E nem precisa tentar sair. As cordas são específicas para youkais... -Riu malicioso, Katashi, que se aproximou do grupo. O youkai Karasu, não estava muito satisfeito, com a união de Isamu, mas como bom general, sabia a hora de baixar as armas...

Foi aí que Hikaru percebeu que estavam na sala secreta, o lugar usado pelas feiticeiras do tempo, para seus feitiços e trabalhos, ao vislumbrar a única janela no alto da parede. O lugar era idêntico ao que Brunhilde havia construído em seu tempo vivendo no Dai San no Shiro. Os objetos de estudo, estantes cheias de livros e frascos com liquidos diferentes, um globo brilhante onde a lua aparecia, um caldeirão grande com uma fornalha formando uma peça de ferro única muito engenhosa e bonita, uma mesa com uma espécie de ninho de cristais, e até alguns esqueletos, humanos e youkais, todos, foram empurrados para os cantos, para dar espaço à festa. Em seus lugares, haviam músicos, que tocavam músicas conhecidas e machistas, poltronas espalhadas, uma mesa cheia de bebidas e iguarias diferentes, e louças e cálices de cristal e metal.

_ Vocês como assim, vocês? Vocês quem? — Perguntou Hikaru curioso, pois imaginava ser o único.

Susanoo sorriu e abriu a porta, Nagato, kazuyia, Raijin e Hideaki, Traziam Isamu amarrado e amordaçado o que deixou Hikaru apavorado. Depois dele, Inu no Taishou trazia Sesshoumaru, que vinha caminhando contrariado, mas desamarrado. E por fim, Hokuto e Koüga, trazendo Inuyasha amordaçado e amarrado, vestido somente com um roupão.

_Agora sim, podem trazer as meninas, e vamos aproveitar enquanto nossas fêmeas estão ocupadas! — Disse Susanoo abraçando Teigure, e abrindo uma garrafa de saquê, com os dentes.

A porta abriu novamente e Kurö Ookami, trouxe consigo cinco fêmeas youkais que diziam serem as melhores dançarinas das redondezas. De fato, elas eram belas de rosto e corpo, pareciam feitas para as artes do sexo. Ele as apresentou e apressou-se em sair, do aposento, no entanto foi impedido, por Inu no taishou que o pegou pelo ombro e o abraçou antes de questioná-lo.

_Posso saber onde meu general, Kurö Ookami, meu amigo pessoal de longa data, pretende ir? — Questionou o Inu Dai youkai sorrindo.

_Inu no Taishou, eu não tenho a sua sorte em ter uma fêmea humana... A minha fêmea é vidente lembra? — Justificou-se ele, temendo por sua fêmea.

_Sim, e eu tenho uma fêmea humana, que não é vidente, mas pode ser bastante violenta quando quer. E tenho uma fêmea youkai que também não é vidente, mas que pode acabar com a minha festa só com um olhar! — Inu no Taishou retrucou.

Antes que Kurö Ookami pudesse dizer algo, ou pensasse em sair novamente Akane entrou, e perguntou imperativa.

_O que pensam que estão fazendo? Uma festa de solteiro, sem mim? — A youkai sorriu maliciosa enquanto olhava Raijin nos olhos, fazendo-o prever que teria problemas.

_Sem nós, não é mesmo Akane, corrigiu Agláia, olhando para Hikaru como se estivesse faminta e ele fosse o prato principal.

_Pessoal, a minha fêmea é vidente, violenta e pode acabar com a MINHA vida com um olhar, LITERALMENTE! É melhor me deixarem sair daqui!- Avisou Hikaru, preocupado com os olhares de Agláia, e arrancando gargalhadas.

_ ...Eu não tenho o mesmo problema do Hikaru, mas, também quero sair daqui... Vamos, podem me soltar! Eu já entendi, estou emocionado é claro, mas já está bom para mim e ... -Isamu não terminou de falar, por que foi banhado com um balde de água gelada.

_Esfria a cabeça, irmãozinho! É sua festa de despedida de solteiro, pelo menos uma vez na vida aproveite! — Hideaki, disse, dando uma taça de vinho na boca de Isamu que bebeu de impulso.

_Isso mesmo senhores, está na hora de vocês dizerem adeus às regalias dos solteiros! E você também, vai se divertir Sesshoumaru! — A frase de Inu no Taishou, soou como uma sentença, deixando o jovem lorde ainda mais irritado.

_Mal posso esperar por tanta diversão... — O Inu dai youkai respondeu sério, deixando o corpo cair sentado em uma poltrona, enquanto era servido, por uma youkai seminua, que ele sequer destinou um olhar.

_POR FAVOR, EU VOU COLABORAR, mas não jogue água gelada em mim, pessoal! Eu estou só de roupão e ...

_Só de roupão? Podemos ver se é verdade??? — Duas dançarinas, vestidas somente com tops bordados, calcinhas minúsculas, e saias de véus transparentes que pendiam até os pés, interromperam a fala de Inuyasha, aproximando-se maliciosas.

_CLARO QUE NÃO!! Eu sou um Dai Youkai compromissado! Não ousem fazer isso, ouviram? EEEII saiaam daí! — Disse o ex hanyou, cruzando as pernas, quando as youkais ameaçavam levantar o roupão.

_O que é isso Inuyasha? Tá com vergonha de mostrar uma coisa tão minúscula? — Riu Sesshoumaru, sem lhe dirigir o olhar.

_E como você sabe que é tão minúsculo, Sesshoumaru? Andou me manjando, é? — Respondeu Inuyasha na mesma proporção.

_Eu não preciso disso, seu idiota. Mas qualquer macho que se orgulhe do que tem, não precisa se esconder... -Sesshoumaru respondeu sorrindo malicioso.

_Então mostra o seu!- Inuyasha estava perdendo a discussão.

_Está mesmo curioso, não é? Diga-me, tem essa curiosidade peculiar, há muito tempo?- O inu Dai youkai disse encarando o meio irmão com deboche e malícia. Estava dado o golpe final, e todos riram com a insinuação.

_Vá pro inferno Sesshoumaru! Eu não tenho um... Uma coisa minúscula!

_Acho melhor mostrar o meu e acabar logo com essa dúvida ou isso vai manchar o "nome" da família! -Inu no Taishou se meteu na conversa e tirou a parte de cima do quimono, deixando seus músculos do peitoral à mostra, e as costas cobertas apenas pelos longos cabelos soltos.

_Por favor, meninas dancem, dancem logo! -Disse Kurö Ookami chamando as fêmeas, para dar um fim à discussão familiar, e a exibição do Dai youkai.

_Exibido! Eu tenho tenho muitos músculos e cicatrizes quer dar uma olhada querida? — Susanoo também tirou seu quimono, e aproximou-se de outra dançarina curiosa.

_ Uaaaau! Hummm, quem diria que o Lorde Inu no Taishou, ou o meu lindo sogrinho, fossem tão gostosos, Agláia! Agláia? — Akane disse baixinho, mas a youkai loura, já estava longe, sendo arrastada por Masato.

_Me larga seu morcego idiota! -Vociferou a loura youkai.

_Não vê que está agindo como uma prostituta Agláia? Vá embora daqui, agora! — Masato disse com a mesma ferocidade.

_E o que você tem com isso, hein? Eu não sou nada sua! Posso fuder com todos os machos dessa sala e você vai continuar não tendo nada com isso! -

_Você não percebe, o que está fazendo? Está se humilhando por um macho que não quer você, Agláia. — Masato tentou argumentar com ela.

_Isso não é da sua conta, seu morcego horroroso... Agora me larga, ou vou quebrar essa sua cara horrenda!- Disse loura youkai soltando seu braço e dando as costas à Masato.

Neste momento, o youkai morcego lembrou-se do pedido de Aika e puxando a youkai loura pelo pulso, concentrou seu poder para ver a mente dela.

Assim como os poderes de Hikaru que podiam ver a mente do seus inimigos com clareza, Masato, também podia vasculhar a mente alheia. Mas havia uma importante diferença entre os dois. Enquanto Hikaru o portador da espada da luz do sol, possuía o poder mental da telepatia, e do controle mental, Masato possuía um poder mental, mais profundo, e podia vasculhar a mente de qualquer um só com um olhar e sem despertar suspeitas da vítima. Além disso, seu poder era tão intenso, que englobava a telecinesia, e a desmaterialização da matéria, possibilitando ao youkai morcego, transformar-se em uma espécie de neblina. Sua especialidade no entanto, era prender o oponente em um sonho controlado por ele, fazendo com que o mais experiente dos guerreiros, se perdesse em sua própria loucura, e perdesse a batalha, sem que conseguissem trocar um só golpe.

Assim que virou a youkai para si, e vislumbrou os olhos cor de coral, dela, uma explosão de imagens tomou conta de sua mente. Palavras desconexas e uma dor lacerante, fizeram com que Masato caísse de joelhos.

_O que foi, seu morcego imundo? Achou mesmo que conseguiria invadir minha mente, assim com tanta facilidade? Kkkkkk você, é mesmo muito idiota!

_Ag... Agláia, o que... O que fez comigo?

_Isso se chama , magia negra, coisinha repugnante... Ninguém, pode invadir a minha mente, nem mesmo você... -Agláia sussurrou no ouvido de Masato, para que os demais não percebessem que algo estava acontecendo ali.

_Você.... Não... Não tem poderes mentais... Você... Não conhece magia negra...

_É claro que conheço, coisinha... Eu conheço a origem da magia negra... — A youkai vociferou baixo, e por um instante seus olhos ficaram negros com orbes verdes esmeraldas. Masato estava perplexo, e perguntava-se como aquilo era possível.

Enquanto o youkai levantava-se devagar, ainda sentindo as terríveis dores, Agláia colocava seu melhor sorriso nos lábios e retornava para o meio dos outros, como se nada tivesse acontecido. Restava à Masato, a dúvida de quem era Agláia verdadeiramente e a certeza de que precisava esquecê-la para sempre. E usando seu poder , com dificuldade, transformou-se em um nuvem negra, para sair ao menos mais discretamente do aposento.

Enquanto isto, Shippöu chegava à Meikakü mun, na carruagem voadora com Satori Hime e Emi, a fêmea de Katashi. Brunhilde e Claire foram recebê-las e foi uma recepção bastante calorosa.

_É muito bom ver vocês duas. Onde estão meu marido e meus filhos? -Perguntou Emi, levemente aflita.

_Ah você sabe como eles são! Minara decidiu se unir hoje mesmo à Hikaru já que ela planejou uma festa para comemorar a união de Isamu, então Kurö Ookami saiu escondido de mim e Inu no Taishou e Susanoo pegaram bebidas e petiscos.... — Brunhilde comentou.

_FESTA DOS MACHOS! — Disseram todas as quatro ao mesmo tempo, e riram.

_SEi, sei, deixe-os lá, então! Finalmente teremos alguns minutos de paz!Rsrsrs -Satori riu e relaxou. Em seguida caminharam até a varanda e se sentaram nas poltronas, para continuar a conversa.

_Brunhilde, você disse, que Minara estava preparando uma festa de união para Isamu, que Isamu seria? — Emi perguntou curiosa.

_O seu Isamu, Emi! Isamu marcou sua fêmea hoje pela manhã, e Minara decidiu fazer uma comemoração. — Claire completou.

_Isamu marcou Yukina? Mas como isso foi acontecer? — Emi se exasperou.

_Na verdade, ele marcou um outra jovem youkai... — Claire começou a explicar mas deixou que Brunhilde concluísse.

_Que outra? -Emi quis saber.

_Ele se interessou por uma youkai valorosa, amiga de Minara. Foi graças à ela, que Minara pôde ser salva, e ela também salvou a vida de Sesshoumaru e do próprio Isamu, quando foi atacado, há quatro dias. Ela é uma serva Usage no ie. Mas garanto-lhe que trata-se de uma fêmea youkai incrível e que...

_Está querendo em dizer que ele se apaixonou por uma serva, Usage, e a marcou hoje de manhã? — Emi simplificou.

_Emi não veja por esse lado... Mas é isto, sim. — Brunhilde foi categórica.

_Graças aos Deuses! Estou tão feliz, por meu filhinho! Que todos os deuses possam abençoar esta união! -Disse Emi com toda a sua emoção, nitidamente aliviada.

_Nossa, uma Usage no ie? Quem diria que o Isamu fosse gostar de sexo! -Satori disse com malícia.

_Satori hime! -Brunhilde apontou para Emi, sorrindo ruborizada.

_O quê?Ela é mãe, ela entende! Vai me dizer que ele tem cara de quem gosta de coelhinhas submissas? Ele sempre me pareceu tão sério, tão sem sal. Eu tinha a nítida impressão de que o dia em que ele estivesse com Yukina, eles iam cruzar de roupa e sem fazer qualquer som! — Satori completou arrancando risadas de todos, inclusive de Emi.

_Eu não tenha contra a Yukina. Sempre gostei muito dos pais dela, e ela não me pareceu uma má youkai. A única coisa que me incomodava na reação deles, era justamente isto! A frieza entre eles. Eu não queria que meu filho se unisse à uma fêmea nenhum sentimento... -E dizendo isso, Emi abaixou os olhos.

Satori também acabou por virar o rosto, lembrando-se de sua própria situação. E foi neste momento de silêncio que Byaküro, mãe de Yukina, chegou à varanda guiada pelo cheiro de Emi. As duas eram muito próximas e Emi sofreu muito com a morte da amiga. Ela estava acompanhada por Izayoi e por Kikyou e Kagome. Ao se virem, Emi e Byaküro, abraçaram-se, enquanto Satori olhava Izayoi intensamente. Foi a humana quem deu o primeiro passo, e aproximou-se para reverênciá-la. E a tensão do encontro, deu origem à um grande alívio quando Satori a reverênciou, igualmente.

_É bom ver você, Izayoi. -Satori disse ao se encararem.

_Também é muito bom ver você, Satori Hime. Você conhece a Kagome? Ela será a fêmea de Inuyasha. E ele agora não é mais um hanyou. Minara hime, deu metade de seu poder para transformá-lo em Dai youkai. — Izayoi apresentou Kagome, e contou a novidade fazendo com que satori sorrisse verdadeiramente.

_Eu já conheço a miko. Aliás todas elas, até mesmo a de Sesshoumaru. E pelo que posso observar, Inuyasha já tomou sua fêmea para si... — Disse a youkai referindo-se a Rin, e ao cheiro de Kagome que havia mudado.

_Kagome? Eu achei que você e eu esperaríamos pela cerimônia!? — Kikyou exclamou surpresa.

_Ah... Bem, Raijin, já marcou você, mas não dormiram juntos! E eu e Inuyasha... só que ele vai me marcar na cerimônia! Dá praticamente no mesmo! — Respondeu Kagome envergonhada.

_Concordo com você jovem Miko! Dá praticamente no mesmo! -Riu Byaküro, e continuou. _À propósito, Sesshoumaru tomou a miko. E pelo que vi no jardim, ele também a marcou.

_Típico de Sesshoumaru! Ele não poderia fazer como Inuyasha fez, e me dar a chance de fazer uma grandiosa cerimônia? Mas não! Ahh, os filhos! -Satori disse irritada, com a praticidade do filho.

_Bem, agora vocês poderiam me dizer onde posso encontrar a futura mãe de meus netos? Onde está a fêmea de Isamu? — Emi perguntou calmamente.

_AH, eu levo você lá! Ela e Minara estão se arrumando junto com Igraine e Rin, e as outras fêmeas amigas. — Claire se propôs, e foi acompanhada pelas demais fêmeas, inclusive Emi e Satori que também iriam se instalar.

Brunhilde estava indo quando ouviu uma serva dizer ao capitão Shippöu que as mikos estavam conversando na varanda. Assim que a hanyou vislumbrou um jovem kitsune desconhecido à primeira vista, chamando por Kagome e com um semblante triste, ela tinha certeza de que o assunto estava relacionado a História de Tomoko/Kaede. Antes que ele conseguisse se fazer ouvir pela humana, ela se intrometeu, e pediu para falar com o kitsune naquele momento, se apresentando à ele que ficou sem jeito de recusar.

Notas finais
Agradeço muito aos comentários e ao carinho que vocês tem demonstrado por mim e pela fic! Valeu mesmo pessoal! Beijos. e até a próxima!