Perdida Na Tempestade

43 Capítulo - 43 - O acerto de contas...


Notas iniciais
Olá a todos!! Feriado, passou e me enrolou inteirinha, então por favor, Não me apedrejem!!! Eu escrevi este cap, e metade do próximo e prometo que o outro sai amanha à noitinha sem falta, ok? Porque tanta pressa? Ah bom, digamos que teremos uma crise de ciúmes brutal e inexplicável, do casal mais cutecute da fic... Ok vamos ao texto...


O crepúsculo se erguia no horizonte abrindo o espaço para a chegada da noite. Apesar de estarem ávidos para retornar ao Dai San, não era prudente, tendo em vista a grande quantidade de feridos e a exaustão dos remanescentes, e nem era necessário, já que Meikaku mün se encontrava em perfeito estado, assim como o belo vilarejo à seus pés. Ao caminharem de volta ao vilarejo, se depararam com os muros de granito imaculadamente branco e admiraram a beleza da arquitetura altiva com seus casarões altos, construídos com as pedras claras da montanha, cachoeiras de águas cristalinas que desciam de diferentes alturas e formavam fontes naturais junto à rua principal do vilarejo, e os jardins suspensos, construídos em grandes "degraus" esculpidos na rocha. Os prisioneiros retornaram à suas casas e para o espanto geral tudo estava exatamente como era antes do ataque de Mizuki. Em algumas casas o fogo estava aceso e até mesmo a comida continuava borbulhando nos caldeirões. Os moradores ficaram aliviados, por terem a oportunidade de recomeçar a vida de onde pararam. Brunhilde e Kuro Ookami, fizeram questão que todos permanecessem em seu Shiro, até que os feridos se recuperassem. Sesshoumaru assentiu, mas não somente pela saúde de seus guerreiros e companheiros de batalha, como também ganharia algum tempo para pensar e resolver junto a seu pai, sobre a sua nova condição. Voltaria ele a ser apenas um príncipe? Ele não tinha certeza se Inu no Taishou estava disposto a abrir mão de seus título em seu favor, principalmente agora que Inuyasha, havia se tonado um youkai completo, e era melhor resolver isso o quanto antes.
Ao chegarem bem ao centro do vilarejo, avistaram, a enorme porta de pedra com o desenho da águia branca, o Símbolo de Izanami que dava para o interior da montanha. Lá dentro uma monumental escada levava a diversos níveis esculpidos, que davam acesso, aos túneis que levavam a outros pontos específicos e de difícil acesso do lado de fora da montanha. os túneis eram usados para entrada e saída de mercadorias e por pastores que levavam os rebanhos de um lado à outro dependendo do clima e do tipo de pastagem. Apesar de estarem dentro de uma montanha, o hall principal da escadaria, era impecavelmente limpo e claro, adornado pelas esculturas no granito branco e iluminado por castiçais de prata. No primeiro havia uma espécie de hospital. Tratava-se de um lugar onde as sacerdotisas atendiam a população que sofresse de alguma moléstia. Haviam leitos, poltronas, armários de remédios e todo o tipo de ervas e apetrechos para o preparo de pequenas poções e feitiços. Ao passarem pelo nível, Hildrah, Siegfrieda, Kara e Misty, abriram as portas para que os feridos fossem tratados adequadamente. Brunhilde aproximou-se discretamente de kagura e Kanna, que vinham cabisbaixas e deslocadas atrás dos demais. Alegando que sabia de tudo o que elas haviam passado e de toda a ajuda dada por elas, Brunhilde convidou-as para ficarem e recomeçarem suas vidas em Meikaku mün, o que elas prontamente aceitaram. Animadas com as novas oportunidades que lhes eram proporcionadas, ambas foram auxiliar as quatro sacerdotisas com os feridos. Janis e Aika também ficaram para ajudar,enquanto o restante do grupo era acomodado por Brunhilde e Ritorirï, que mesmo não conhecendo bem o shiro, esforçava-se para ajudar. Foi ela também que reuniu as servas que estavam em melhor estado, para ajudar na cozinha, pois, depois de um dia inteiro de batalhas, eles precisariam se alimentar. Claire, Byakurö e Izayoi, também se propuseram a ajudar, enquanto os machos se preocupavam em ajudar os feridos depois de atendidos, a se deslocarem a seus respectivos quartos. Hikaru carregou Minara até o seu antigo quarto e a pôs sobre a cama. Ela dormia profundamente, exausta, por conta de seu enorme esforço na guerra, e nem se incomodou quando ele a despiu de sua armadura. O quimono escuro e curto que ela usava estava completamente destruído, e pelos rasgos da vestimenta o youkai vislumbrou o corpo dela marcado, pelos ferimentos da batalha, mas Hikaru também , não deixou de notar certos arranhões, familiares. Ele sorriu e inclinou-se para beijar a testa de sua fêmea.
_Não acredito que você voltou para mim... Minha Mina... — Murmurou o youkai sentando-se na cama para admirar o rosto adormecido dela.
Sentiu uma vontade imensa de terminar de despí-la, banhá-la, e cuidar dos ferimentos dela, mas sabia que aquela era uma intimidade que não lhe cabia. Não naquele momento,ou naquele lugar. Apesar de tê-la deflorado, ele ainda não tinha "oficializado" a união dos dois e agora que os pais dela estavam de volta era preciso formalizar as coisas antes de tomar mais liberdades com Minara. Quando se levantava para sair do quarto, Kuro Ookami abriu a porta e entrou.
_Hikaru, era com você mesmo que eu queria falar... — Disse o antigo general, que caminhou até a cama e acariciou o rosto da filha. Hikaru ficou imóvel e apenas observou a cena por alguns segundos antes de responder.
_Pois não, Kuro Ookami... Acredito que queira falar do que aconteceu entre Minara e eu. Eu sei que as circunstâncias não foram as melhores, mas, eu a amo e isso não é segredo para ninguém. Como também não é segredo que pretendo oficializar minha união com ela o mais rápido possível. — O youkai falou com clareza e honestidade. Kuro Ookami, esperou que ele acabasse de falar com uma expressão séria no rosto.
_Sei bem dos seus sentimentos por minha filha, Hikaru. E também sei o quanto é difícil manter vocês dois afastados... Foi por isso que Brunhilde e eu, tivemos a ideia de marcá-la para você. Eu conheço seu caráter, e afinal ela sempre lhe pertenceu... Foi por isso que estava à sua procura. Para avisá-lo que ela agora é sua fêmea, e como tal é sua responsabilidade... Espero que goste deste seu novo quarto, vai ficar aqui com ela até que ela esteja recuperada, e possam decidir sobre a nova vida de vocês. — Kuro Ookami disse com seriedade, e uma ponta de satisfação. Hikaru, era muito mais do que um amigo para ele, e estava feliz por poder ver sua filha finalmente ao lado do macho que sempre amara.
_Eu, nem sei o que dizer... É tudo o que eu mais desejava. Obrigado, por confiar no meu caráter. -Respondeu o youkai reverenciando respeitosamente o antigo general. Kuro Ookami, se aproximou e o abraçou.
_Não me agradeça. Apenas faça a minha filha feliz... — Disse o general, sorrindo finalmente e saindo do quarto.
Hikaru se sentia aliviado, e extremamente feliz pela confiança que Kuro Ookami lhe depositara. Logo em seguida, uma serva bateu à porta e após colocar uma bandeja de frutas no criado mudo, entregou-lhe dois quimonos simples, de descanso, um masculino e outro feminino, e explicou-lhe que haviam toalhas e unguentos perfumados dentro dos armários. Antes de sair, ela mostrou-lhe ainda, como abrir e fechar as pequenas comportas que enchiam a grande banheira de pedra, no banheiro que ficava em anexo ao quarto. Assim que ela se despediu, Hikaru trancou a porta, e caminhou até a cama, para satisfazer seu desejo, e cumprir com sua prazerosa obrigação.
Yukina estava à porta do quarto designado para ela, e quando estava prestes a entrar viu Kuro Ookami, saindo da porta ao lado. Ele a cumprimentou costumeiramente, como fazia sempre que a via, e ela respondeu com a mesma cordialidade. Mas no momento em que ele virou-se e continuou seu caminho, ela suspirou se dando conta de que não estava mais tão abalada como costumava ficar. Estava surpresa consigo mesma, mas compreendia que os últimos acontecimentos, eram os responsáveis pela súbita mudança. Encostou a porta e sentiu um cheiro familiar dentro do aposento. Virou-se rapidamente e abraçou Isamu, que a aguardava dentro do aposento, com urgência.
_Isamu! Que bom que está aqui! -Disse ela, antes de ser repelida pelo youkai que afastou-se ainda para encará-la antes de respondê-la.
_Já chega disso Yukina... Eu vim resolver a nossa situação.
_Isamu, eu já lhe pedi perdão... Eu não quis que nada daquilo acontecesse!
_Não quis? Você me atingiu pelas costas com um golpe que me transformaria em uma estátua de gelo! Você quase me tirou a vida e agora está me dizendo que não fez por querer?
_Eu não pretendia congelá-lo completamente... Eu perdi o controle...
_É, eu pude ver você se descontrolando, quando o falso Kuro Ookami te beijou!
_Isamu por favor, eu fui enganada... Me perdoe!
_Eu já lhe perdoei... Mas isso não significa que eu te aceite de volta... -Isamu, disse consternado.
_O que você quer dizer com isso?
_Eu te libero, do nosso compromisso... Você está livre a partir de agora... Eu já havia avisado à Raijin, e agora estou comunicando à você. -Disse o yokai sério, para desespero de Yukina.
_Isamu, não faça isso! Eu imploro... Meus pais... Estão de volta! O que eles pensarão mim... O que pensarão de você?- Yukina tentava de toda forma convencê-lo a não desistir dela.
_Yukina! Olhe pra nós! Estamos comprometidos há mais de cento e cinquenta anos, e no entanto ainda somos completos estranhos um para o outro!-O youkai tentava convencê-la pela racionalidade.

_Mas eu estou disposta a mudar! Eu quero amar você, Isamu! Eu quero você, mais do que nunca!- E dizendo isso Yukina, aproximou-se mais ainda de Isamu e colou seus lábios aos dele. O youkai corvo, correspondeu timidamente ao beijo dado por ela. Estava mais surpreso pela atitude do que pelo beijo em si.

_Yukina, sabe quantas vezes eu quis que você fizesse isso? Sabe o quanto eu lhe desejei, em todos estes anos? -Disse ele afastando-a de si. A mágoa transparecia em cada palavra.

_Isamu, me castigue, mas me dê uma outra chance... Eu imploro, me dê, outra chance... — A youkai tirou o obi e deixou que o elegante quimono que vestia caísse à seus pés, revelando seu corpo semi-nu. Isamu ficou imóvel, enquanto Yukina soltava os longos cabelos negros que lhe cobriam como um manto.
Ela pegou as mãos de youkai corvo e as colocou sobre seus seios nus. A pele claríssima, iluminada pela luz cálida do castiçal e pela lua cheia que nascia no céu, era uma visão encantadora. E Isamu lutava para se manter firme, diante dela, já que seus instintos estavam à flor da pele. A pele estava fria, e a cada toque das mãos quentes do youkai, Yukina se arrepiava. Ao perceber que ele ainda resistia, colou seu corpo ao dele, e beijou-o novamente enquanto suas mãos manipulavam o membro de Isamu, timidamente. O youkai deixou-se levar pelo prazer que sentia, e assim que ele relaxou um pouco, Yukina retirou a parte de cima de seu quimono, e passou a língua por todo o torax de Isamu que gemia ainda tomado pelo desejo. Encorajada pelos gemidos do youkai corvo, Yukina ajoelhou-se na sua frente e abriu a calça que ele vestia, e lambeu o membro já completamente ereto.
Isamu tentou detê-la, sabia que estavam indo longe demais, mas Yukina o empurrou para a cama e pôs-se a chupar e lamber com sofreguidão o membro retesado de desejo. Por mais que quisesse parar com aquilo, seus instintos, não o permitiam. Estava tomado de desejo, e precisava urgentemente extravasá-lo, e por mais que não quisesse admitir, ter a fêmea que o rejeitara por toda a sua vida à seus pés, era muito estimulante para qualquer macho, sobretudo um youkai. Não foram necessários mais do que alguns minutos, para que o youkai se derramasse na boca de Yukina, em um orgasmo, puramente instintivo. Mas estava muito longe de ser saciado. Ele precisava de mais. Levantou-a e deitou na cama, enquanto manipulava o sexo dela com os dedos. Yukina gemia e implorava por mais. Ávido de desejo, Isamu preparou-se para penetrá-la. Sua mente estava confusa, mas no momento em que consumaria o ato, lembrou-se de Ritorirï.

A beleza singela... O jeito delicado, e gentil... A voz doce... E o mundo simples, sem jogos ou artífices... Um mundo onde ele era amado, pelo que era em seu íntimo... Isamu fechou os olhos e suspirou, recobrando completamente a razão. Ao ver que ele hesitara, Yukina tentou encorajá-lo.

_Isamu... Não tenha medo... Eu prometo que vou ser a fêmea com quem você sempre sonhou... — Disse ela acariciando o rosto do youkai corvo.

Mas suas palavras o fizeram pensar em mais uma fêmea: Rin. Ele lembrou-se da conversa que tiveram e da resposta dela. "Se alguém gostar de mim, vai gostar pelo o que sou..."

Yukina não mudaria. Não por Isamu ou por qualquer outro. E mesmo que o fizesse, estaria fazendo o errado. Diante de tal convicção, ele se levantou e vestiu-se novamente. E em seguida ergueu yukina e ajudou-a a fazer o mesmo.

_Isamu? Você não precisa se conter comigo... Eu já lhe disse, que quero ser sua! — Ela afirmou irritada, enquanto vestia a contra gosto seu quimono.

_Yukina, você não tem de mudar por minha causa. Você tem de encontrar alguém que te ame, do jeito que você é... Eu sinto muito ter perdido o controle, o que aconteceu entre nós, não muda nada... Isso vai ser apenas uma lembrança agradável para mim.

_Como ousa me tratar como se eu fosse uma vadia? -Disse ela deixando-se cegar pelo desespero, e acertando um tapa no rosto do youkai corvo. Isamu recebeu o golpe ,mas não o deixou barato. Pegou Yukina pelo pescoço e a jogou na cama.

_VOCÊ É UMA VADIA, YUKINA, E DAS MAIS BARATAS! Mas não, pelo que fizemos. É UMA VADIA POR QUE É CAPAZ DE TUDO PARA CONSEGUIR O QUE QUER! Até mesmo se deitar comigo... O Macho que era seu, e que você nunca valorizou... O MACHO QUE VOCÊ TENTOU MATAR PARA FICAR LIVRE!- Isamu deixou sua fúria vir à tona, e seus gritos foram ouvidos. Alguns segundos depois Susanoo e Raijin, entraram no quarto, seguidos por Katashi e retiraram Isamu de cima de Yukina.

_O que está acontecendo aqui? — Disse Susanoo com autoridade enquanto tentava acalmar Yukina.

_Eu vim aqui apenas para apagar o erro que cometi anos atrás... Senhor Susanoo, eu havia dito à Raijin, anteriormente e comunico agora ao senhor que abro mão do meu compromisso com Yukina.

_Meu pai, ele diz a verdade... Isamu me procurou no dia que Yukina foi raptada por Mizuki. — Raijin procurou dar autenticidade às palavras do amigo.

_Você abre mão? É isto, mesmo que estou ouvindo? Você abre mão do compromisso que eu arquei em seu nome, com a filha de um dos mais corajosos e poderosos generais das Terras do Oeste? -Katashi disse sério, visivelmente irritado e surpreso com a situação.

_Meu pai eu pretendia comunicar-lhe tudo, assim que eu me resolvesse com Yukina. Eu peço desculpas a todos, pelo meu destempero... -Isamu estava constrangido, e tentava contornar a situação difícil.

_Está tudo bem Isamu, não precisa se desculpar. Mas vamos conversar com calma sobre tudo isso amanhã, está bem? Estamos todos muito cansados por conta de tudo o que aconteceu. -Ponderou Susanoo, tocando no ombro de Katashi que concordou. Isamu fez um sinal afirmativo com a cabeça e saiu logo em seguida, sendo seguido por Katashi.

Assim que ficaram a sós com Yukina que já havia se recomposto, Susanoo foi direto ao ponto.

_O que você fez a ele?- Susanoo perguntou sério, transparecendo todo sua autoridade.

_Meu pai, eu não tive culpa de...

_Responda a minha pergunta! — O youkai das tempestades foi enérgico, mas Yukina apenas pôs-se a chorar. Foi Raijin quem amenizou a situação.

_Pai, ela... Só não está apaixonada pelo Isamu! Ele tentou de todas as maneiras, mas Yukina não o ama, e nós não podemos condená-la por isso. — Raijin tentava acalmar o pai. Conhecia muito bem, o tom de voz usado por ele, e quase sempre era sinal de encrenca.

_Não foi só isso, Raijin. Isamu tem lá os seus defeitos, mas ele nunca perderia a cabeça desta maneira com Yukina, se não fosse por um bom motivo! Ele é muito mais frio e lógico do que qualquer um de nós! Vamos Yukina, diga-me o que você fez! — Susanoo continuou interrogando-a. Raijin ia defendê-la novamente, mas Yukina subitamente ficou de pé, e encarou o pai.

_Eu o golpeei pelas costas... Eu quase o matei, meu pai, quando um dos aliados de Mizuki apareceu diante de mim, com a aparência de Kuro Ookami. Fiquei tão fascinada por vê-lo novamente que quando Isamu apareceu e tentou atacá-lo eu não pensei duas vezes... Eu amava Kuro Ookami, meu pai... Eu sempre o amei, e foi por isso que não havia espaço para Isamu no meu coração! Mas eu... Eu o quero de VOLTA! EU PRECISO TÊ-LO DE VOLTA, MEU PAI... — A youkai abriu seu coração, revelando seu maior segredo. Raijin ficou perplexo, mas Susanoo permaneceu impassível. Caminhou até ela que se prostrou ao chão esperando pelo castigo que considerava certo. Susanoo no entanto, abaixou-se à frente dela e tomou o rosto da filha em suas mãos.

_Eu não vou julgá-la Yukina...Imagino que tenha carregado o maior fardo entre todos nós... Infelizmente, diante dessas circunstâncias não há nada que eu possa fazer por você, minha filha... Você vai ter que arcar com as consequências, e isto inclui a perda de Isamu... -Susanoo disse com voz doce. A voz do pai que sofre pela dor de seu filho.

_Eu estou tão arrependida pai... -Yukina chorava copiosamente, com as mãos sobre o rosto.

_Eu sei... E que isso lhe sirva de lição, para que você encontre o seu caminho... Agora vá descansar... -O youkai levantou-se e pôs a filha na cama. Cobriu-a e beijou-a e saiu logo em seguida, sendo seguido por Rajin.

_Pai, você acha que ela estava dizendo a verdade? -Disse Raijin assim que sairam do quarto, pois ainda estava surpreso.

_Estava sim... Agora vamos esperar que Katashi convença Isamu a dar uma nova chance a ela. — respondeu Susanoo, temendo pela sorte da filha.

Rin estava cansada. Havia finalmente chegado ao seu aposento, e tomara um longo banho para tentar aliviar toda a tenção de outrora, mas o cansaço ainda estava ali. Sentou-se diante de uma penteadeira e pôs-se a escovar os longos cabelos com cuidado. Ela vestia um quimono fino de descanso, dado por uma serva, e preparava-se para descansar, quando ouviu batidas na porta. Seu coração pulou ao imaginar que talvez Sesshoumaru pudesse querer vê-la antes de dormir. Ajeitou-se rapidamente e abriu a porta com seu melhor sorriso. A serva com a bandeja, ficou intrigada com a alegria de Rin, que por sua vez escondeu ao máximo sua decepção. Pegou o objeto das mãos da senhorinha, curiosa e entrou novamente em seu quarto, resmungando. Pôs a bandeja sobre a mesa de cabeceira, e levantou a enorme tampa para constatar que se tratava "apenas" do jantar: Uma sopa de legumes, um pouco de arroz, carne de frango empanado, bolinhos. "Uau, um verdadeiro banquete!" Pensou ela. Mas apesar do cheiro delicioso, não estava animada para comer. Voltou a cobrir a bandeja com a tampa, e caminhou de volta ao banheiro. De lá trouxe consigo sua joia mais preciosa: o colar dado a ela por Sesshoumaru. Ela não pretendia levá-lo para a guerra, mas sesshoumaru a precavera de que não deveria tirá-lo, sob pena de parecer uma afronta ao compromisso dos dois. andou com ele até a frente da penteadeira e pôs-se a tentar colocá-lo. Alguns segundos e enquanto Rin ajeitava o fecho uma sombra apareceu atrás dela. nem se deu ao trabalho de erguer os olhos. Criou uma barreira exorcista e com um movimento rápido, virou-se.

O susto foi tamanho que deixou o colar cair de suas mãos. Aqueles olhos dourados, a fitavam curiosos, e havia até uma pitada de surpresa neles. Ao perceber que ela havia também se assutado e o reconhecido, o Dai youkai sorriu e a reverenciou.

_Desculpe assustá-la, jovem Miko. Mas sou um macho curioso ao extremo. Eu não pude suportar até amanhã para conhecê-la a futura senhora do Oeste. -Disse ele pegando a joia no chão e erguendo em direção à Rin.

_Sen.. Senhor... Senhor Inu no Taishou! Eu...O senhor era a última pessoa que eu esperava ver hoje! — Disse Rin ainda surpresa, pegando a joia das mãos dele. O Dai Youkai riu com as palavras da jovem.

_Rsrsrsrsrsr admiro a sua sinceridade, jovem Miko... Mas tens uma vantagem sobre mim. Você conhece meu nome, e eu no entanto, não sei o seu!

_Ah me desculpe, senhor Inu no Taishou! Meu nome é Rin! Mas porque o senhor ficou curioso para me conhecer?

_Sabe, acho que você merece que eu seja tão sincero com você, quanto você está sendo comigo. Vou direto ao ponto. Sesshoumaru é meu filho mais velho. E apesar disto, nós não somos próximos. Isto não é algo do qual me orgulho, muito pelo contrário. Sei que a culpa disso em grande parte é minha. Ele foi criado para ser um grande líder, e desde pequeno foi submetido à treinamentos pesados... Nós raramente nos víamos... Quando dei por mim, ele era um macho frio e calculista, capaz de passar por cima de tudo pelo poder.- O youkai caminhou até uma poltrona junto à porta da varanda e sentou-se, e indicou à poltrona da frente à Rin que obedeceu, sentando-se para ouvi-lo.

_ Meu casamento com a mãe dele, foi um "mal necessário". E foi graças a nossa união que as terras do Oeste se tornaram tão prósperas. Mas nunca houve qualquer sentimento entre nós, além de respeito e companheirismo. Éramos unidos em nome de uma causa, e apenas isso.

_Senhor Inu no Taishou, acho que sei onde está querendo chegar... O senhor Sesshoumaru era mesmo um youkai frio e ambicioso, mas isso mudou...

_Sim, e a maior prova disto é você, Rin. Desde pequeno, Sesshoumaru, só tinha algum respeito por quem tivesse mais poder que ele. Por isso ele detestava e menosprezava os humanos... A situação ficou pior depois que Izayoi engravidou. Acho que ele temia pela sua herança...

_Talvez ele só quisesse que o senhor o tratasse como filho e se sentiu diminuído com a chegada de outro filho... -Disse Rin saindo em defesa de Sesshoumaru. Inu no Taishou ergueu uma sobrancelha.

_Você tem razão... Eu estive muito longe de Sesshoumaru durante toda a sua vida. Não tenho o direito de julgá-lo. Mas eu acreditava, que algum dia, ele poderia sair da enorme redoma que criou para afastar a todos, e se tornar um macho do qual eu me orgulharia. E você, menina, foi o grande estopim dessa mudança. — Inu no taishou, sorriu e acariciou o rosto de Rin, com ternura apreciando o leve rubor de sua face.

_Bondade sua, senhor... -Respondeu ela timidamente.

Em seguida o youkai ficou de pé e despediu-se da humana alegando que ela tinha de descansar.

_Só tenho mais um pedido a lhe fazer, menina Rin. Pelo cheiro do seu sangue, eu percebo que você está debilitada. Portanto gostaria que você se alimentasse adequadamente. Pode fazer isso por mim? -A pergunta soou paternal e Rin gostou do jeito como ele a tratava.

_ Ah claro! Claro, senhor Inu no Taishou! Eu farei sim! -Disse ela ficando ainda mais ruborizada.

_Ótimo... Até amanhã menina Rin.

_Até amanhã, senhor Inu no Taishou! — Disse ela fechando a porta assim que ele se virou.

Estava ainda mais contente. Embora Sesshoumaru estivesse distante dela por conta dos acontecimentos recentes, a visita de Inu no Taishou lhe deixara cheia de confiança. Tocou o colar e caminhou até a lua pensando no jantar à luz de velas que tivera com ele.

_Eu o amo, tanto... Tanto meu Seshoumaru... — Murmurou Rin, olhando a lua.

_Ama mesmo?- A voz de Sesshoumaru se fez ouvir e Rin virou-se e correu para os seus braços. Mas ao se aproximar no entanto, Sesshoumaru a repeliu segurando-a pelos braços.

Rin arregalou os olhos assustada.

_Sesshoumaru está me machucando...

_Porque o cheiro de meu pai está em você Rin? O que ele fazia no seu quarto? — Disse o lorde youkai encarando a humana com todo o seu ódio.

Hildrah, sacerdotisa de meikakumüm.

Notas finais
Agradeço a todos pelos comentários! Eles me incentivam muuuito mesmo! Obrigada por lerem e até a próxima!