Perdida Na Tempestade

36 Capítulo -36- A morte da esperança...


Notas iniciais
Ola a todos! Finalmente chegamos à guerra! Mas infelizmente chegaremos perdendo... É pessoal, preparem os lencinhos e os palavrões e vamos ao texto!

Assim que a porta se fechou, atrás de Akane, Aika deixou-se cair de joelhos ao chão. Igraine que estava com ela, mal conseguia segurar o nesrvosismo. Aika, havia encontrado a Hanyou assim que chegara ao corredor. Em um súbito pensamento, pediu a ajuda dela, para tentar descobrir o que Agláia queria de Akane. A hanyou usara sua velocidade e invisibilidade para entrar no quarto, enquanto a atenção das duas youkais estava voltada para a porta da frente. Por sorte, elas haviam encontrado uma camareira que aceitasse ajuda-las. Aika entrou logo depois com usando sua magia de intangência.
A hanyou, estava enojada e tinha o estômago revirado, por conta de tudo o que havia visto e ouvido das duas. Aika por sua vez sempre soubera que Akane e Agláia eram aliadas, só não imaginava que elas haviam descido tão baixo.
_Pelos Deuses, Hikaru teve um filho! E elas o abandonaram! Meu irmão teve um filho... -Igraine estava apavorada.
_Cerca de cento e vinte anos depois que Minara supostamente morreu, o senhor Teigure cometeu suicídio. Hikaru foi designado para assumir o lugar dele, mas estava em um estado de profunda tristeza. O general Katashi tinha conhecimento de uma princesa youkai que estava precisando de asilo. Ele designou Hikaru, para ajudá-la. No início o senhor Hikaru, foi completamente contra, mas seu capitão, Heráclion, pai de Agláia, praticamente o obrigou a aceitá-la. O plano do senhor Katashi funcionou, pois, Hikaru após alguns anos, acabou se interessando por ela. Ela se chamava Lily, e durante dez anos, ela viveu no Dai ni no shiro, (segundo castelo) com o senhor Hikaru. Mas um dia, ela partiu. O senhor Hikaru achava que ela havia ido embora porque sabia, que ele nunca poderia amá-la verdadeiramente. Pobre Lily... Afinal ela não fugiu como todos pensavam... E ela estava prenhe... -Aika contou o que sabia, confusa e assustada, com tudo aquilo.
_Agláia a matou... E abandonou meu sobrinho em algum lugar... Meu sobrinho! Eu tenho um sobrinho!!! -A hanyou passou de apavorada à eufórica em segundos.
_Eu não quero desanimar você, Igraine, mas é muito improvável que o filhote tenha sobrevivido. Minha irmã e Agláia o deixaram para morrer em algum lugar... Provavelmente na mesma província onde mataram Lily... -Aika falou com franqueza.
_Nós temos de descubrir onde foi! Meu sobrinho está sozinho, mas está vivo! Se eu fui capaz de sobreviver, mesmo sem minha mãe, ele também consegue! O coitadinho deve estar com fome, e confuso! Mas por Kami! Mal posso esperar para encontrá-lo e aconchegá-lo em meus braços! -A hanyou sequer se abalou. Continuou acreditando firmemente que encontraria seu sobrinho e Aika encarou-a. Era por isso que Tatsuo havia se encantado com ela. Sua força e fé eram contagiantes.
_Ele, não é mais, tão pequeno... Isso já aconteceu há mais de oitenta anos... Então, acredito que ele já aparenta ter a sua idade! -Aika sorriu, gentilmente.
_O quê? Ohh é mesmo! Ele é mais velho que eu!? Puxa meu irmão vai ficar tão feliz!
_Não, Igraine! Não podemos contar nada disso a ele! Não antes de encontrarmos as provas! -Advertiu-a, a youkai.
_Como assim provas? Nós as ouvimos! Elas confessaram! -Igraine estava perplexa.
_Infelizmente isso não quer dizer nada! Agláia e Akane, podem argumentar que ouvimos errado! E acredite em mim, elas vão acabar colocando todos contra nós! Temos que avisar a Kikyou e a Kagome, e ficar atentas. Assim que pudermos vamos atrás do seu sobrinho, mas por hora, temos que guardar segredo quanto a isso. Agora vamos, o lorde Sesshoumaru deve estar nos esperando!
_Aika, não posso contar nem para o Tatsuo? É que eu não quero ter segredos com ele...
_Bem é você quem deve decidir, mas o senhor Tatsuo, é um dos melhores amigos de seu irmão. Eu duvido muito que ele esconda isso de Hikaru... -Aika disse sem jeito, afinal Igraine tinha razão.
_Está certa. Eu não posso contar isso a Tatsuo! Estaria colocando-o em uma situação bastante delicada com um amigo... Comigo é diferente, eu sou irmã dele... Mas se Hikaru souber que Tatsuo omitiu essa informação dele, com certeza, vai se aborrecer... Não, Tatsuo não vai saber! É melhor assim... -Disse a Hanyou com convicção. Aika sorriu mais uma vez. A hanyou estava mesmo disposta a proteger Tatsuo. E isso era prova de que Igraine era mesmo uma fêmea de valor.
_Sábias palavras, pequena Hanyou... Agora vamos! — Aika usou seu poder de se fazer intangível, pra levar a ela e a Igraine, para fora do quarto de uma maneira mais discreta.
Em poucos minutos todos aguardavam na porta de entrada, já devidamente prontos para a batalha. As armaduras e espadas reluziam no sol da manhã. Kagome caminhou até a frente de todos vestida com sua capa e seu vestido e com seu arco, pendurado nos ombros. Seguida por Souten, e Shippöu, vestidos com suas respectivas armaduras e Ritorirï que ficou imediatamente corada ao notar o olhar dos machos sobre si. Especialmente o olhar de Isamu.
Shuhei no entanto, não se contentou apenas em olhar. Mas sendo ele discreto como era, comentou com Kazuyia a sua surpresa.
_Essa Usage, é muito delicada, não acha?
_Acho... Daria uma excelente atendente de bordel... — Respondeu Kazuyia, igualmente baixo, mas suficiente para que Isamu o ouvisse. O senhor dos corvos, aproximou-se de Kazuyia e lhe disse ao pé do ouvido.
_Meça suas palavras. Se ela se ofender, é comigo que você vai ter de se entender... Compreendeu? -Kazuyia estava disposto a mostrar ao youkai corvo que lhe devia mais respeito, mas Hokuto, apoiou uma mão em seu ombro, fazendo com que ele se calasse.
Assim que Isamu se afastou, Kazuyia, indagou Hokuto.
_Porque me impediu? Isamu, esta preocupado com Yukina eu entendo, mas eu não lhe devo nada! -Kazuyia disse, indignado.
_Não é por causa de Yukina. É por Ritorirï que ele está abalado. Você não devia ter dito o que disse. -Replicou-lhe Hokuto.
_Está me dizendo que Isamu, está se encantando, pela Usage? — Kazuyia perguntou.
_Não... Mas ele está... — Respondeu o youkai griffo cruzando os braços à frente de seu corpo, deixando um sorriso leve escapar dos lábios. Enquanto Kazuyia permanecia perplexo.

Kagome concentrou sua energia espiritual, e criou uma grande sombra onde ela, Souten, Ritorirï, e Shippö entraram. Poucos segundos depois, saíram aos pés da montanha de Meikakumün.
_Conseguimos Souten! Você tinha razão! — Comemorou Kagome.
_Sim, mas agora é minha vez! Vamos trazer uma bela nuvem, bem escura e carregada!- Disse Souten concentrando seus poderes. Assim que a grande nuvem se formou e sua sombra se consolidou no chão, Kagome caminhou até o meio dela e afundou como se estivesse na água. Segundos depois, ela retornou trazendo Sesshoumaru, as Mikos e todos os demais youkais que a aguardavam impacientemente.
_Kagome, estou impressionado! Não imaginava que uma miko humana tivesse tanto poder! — Hokuto estava realmente surpreso, mas Kagome apenas sorriu simpática.
_Isso é por que você não viu as demais em ação, Hokuto. Mas preste a atenção e garanto que verá muito mais. — Sorriu ela, apontando para Kikyou, Rin e Igraine.
_Isso é estranho, não há nenhum soldado pela área. E esse cheiro... — Hideaki usou seus sentidos aguçados para rastrear a área e não percebeu nenhum youkai nas imediações.
_Fogo e fumaça... Ryotaro deve estar em sua forma youkai. — Yuko concluiu.
_Vamos usar isso a nosso favor, será a distração perfeita. — Disse Inuyasha e todos concordaram.
_ Venham os túneis dos empregados, não ficam longe daqui. Se entrarmos por lá dificilmente nos acharão. — Ritorirï tinha pressa em encontrar Ryotaro.
_Vamos nos dividir primeiro. Eu, Rin, Kagome, Inuyasha e Tatsuo e Igraine, e os devidos capitães, de Inuyasha e Tatsuo, Iremos pela frente do shiro. Kikyou, Raijin, e seus capitães, Juntamente com Yuko, Hideaki e Nagato, vão com Ritorirï, pelos túneis. Os youkais alados, Hokuto, Souten e seu dragão, Agláia, Isamu e Masato, vão por cima da Montanha. Todos Entenderam? -Sesshoumaru, foi objetivo, e todos assentiram com a cabeça, e quando se preparavam para sair, ouviram um grande estrondo, seguido de um enorme rugido de um tigre, vindo do alto da montanha.
_E não se esqueçam de que estamos com pressa! – Continuou o lorde Youkai, antes de pegar Rin nos braços e partir em disparada, sendo seguido por Inuyasha que fez o mesmo com Kagome, Tatsuo que foi puxado pela mão por Igraine, e seus respectivos capitães.
Enquanto isso, dentro de esconderijo, Ryotaro atacava violentamente Hikaru. A luta entre os dois Youkais era tão intensa, que ambos, já haviam destruído todo o andar inclusive o quarto de Mizuki. A youkai tentava a todo custo, detê-los, sem ferir gravemente Ryotaro, e já havia perdido muitos soldados na tentativa. Yuu havia sido ferido e Hayato o ajudava, e tentava tirar Minara e Nana do meio da luta deles. Mas o ódio entre os dois era tão grande que seus poderes estavam no mais alto nível. O calor das chamas de Ryotaro era insuportável, e até as pedras de cima da caverna se derretiam, transformando tudo ao redor em armadilhas letais.
_Hayato, temos que pegá-la, se Minara morrer, estaremos perdidos! Deixe Yuu e vá logo! — Gritou Mizuki, que com seu chicote conseguiu puxar a cama onde elas se encontravam. Hayato usou sua velocidade e suas serpentes para se aproximar e assim que chegou perto da cama, a velha Nana que se mantinha abraçada a princesa, gritou, mas teve seu grito interrompido pela katana de Hayato que invadiu sua garganta, matando a velha serva. Ao sentir o sangue quente dela em seu rosto, Minara despertou lentamente, ainda sem forças para reagir.
_Nana? O que aconteceu... Nana... Fale comigo... Por favor, Nana, não morra, não... — A princesa repetia, enquanto era arrastada por Hayato. O cheiro de suas lágrimas, chamou a atenção de Ryotaro e Hikaru, que voltaram a suas formas humanas. Ryotaro correu para acudir a velha humana, mas já chegou tarde, ela estava mesmo morta, e seu sangue se esvaía de seu corpo. Hikaru correu e atacou Hayato, jogando-o no chão e perfurando seu ventre com sua espada.
_HAYATOO... Nãooo! -Mizuki, correu para acudir sua cria, enquanto Hayato usava suas últimas forças, para fazer uma serpente gigante engolir a princesa e fugir com ela, na direção do subsolo. Depois que o fez, Hayato deixou-se cair ao chão, e Mizuki ordenou a Yuu e seus dois misteriosos generais, que mantivessem Hikaru e Ryotaro longe da serpente e de Hayato.
_Mamãe... Não se preocupe, ainda que eu morra aqui, você poderá me trazer, de volta. Aproveite essa oportunidade, e roube os poderes dela, agora... Temos a pedra, e a feiticeira... –Hayato, falava com dificuldade, quando Mizuki o tomou nos braços.
_Mas a maldita Minara, mal consegue ficar de pé! Como pode ter seu poder elevado? — Disse Mizuki desacreditando dele.
_Ela... Conseguia burlar os selos da parede do quarto... Mesmo estando desacordada, ela estava em outros lugares... Eu e Yuu a vimos trazer Brunhilde para falar com as Mikos... Confie... Confie em mim mamãe... Tem que fazê-lo... Ela vai suportar... Mas faça... ughh... Agora! Eu... Não... nnnn...
_ Hayato... — A youkai apenas se levantou e conjurou mais três enormes serpentes youkais, para manter Hikaru e Ryotaro ocupados. Em seguida correu para o subsolo da construção para encontrar Yukina, ordenando a todos os seus soldados que lhe dessem cobertura.
Correu pelo calabouço, e entrou na cela de Yukina, e sem que ela pudesse dizer nada acertou-lhe um golpe que a jogou no chão, e a atingiu com sua garra, fazendo a youkai ficar sob seu controle.
_Muito bem, vadiazinha, vamos fazer o feitiço do Hanyou, naquela porca humana. E você vai fazer isso bem rápido, senão, eu vou quebrar cada osso do seu corpo com meu chicote! — E dizendo isso agarrou a Youkai e puxou-a até o sobsolo, em um lugar construído por ela sem que ninguém além dela própria e Hayato, soubesse. Assim que entrou e trancou a porta atrás de si, mandou que Yukina acendesse os castiçais e foi prontamente atendida.
Um estrondo ensurdecedor, invadiu o lugar. Era a serpente que trazia a princesa em seu ventre. Assim que o monstro contemplou Mizuki, regurgitou a princesa lentamente ao lado de um enorme tanque de água e retornou pelo mesmo buraco que saiu, com ordens expressas para matar Hikaru. Mizuki, voltou ao calabouço, e trouxe consigo, mais quatros fêmeas, todas youkais, sacerdotisas de Meikaku Mün. Todas sob efeito de seu veneno controlador. Em seguida as ordenou que entrassem no tanque e segurassem a princesa dentro dele, enquanto ela caminhava até uma caixa de pedra, que estava em uma prateleira. De lá , tirou um colar com uma enorme pedra azulada e o deu a Yukina.
_Aqui está à pedra de Satori Hime, Meidou Seki, vamos começar logo! — Ordenou ela, enquanto se despia e entrava na água, ficando no entanto, fora do círculo formado pelas sacerdotisas. As quatro sacerdotisas, acenderam seus poderes, e começaram a entoar cânticos, enquanto Yukina se aproximava dizendo palavras em uma língua antiga e desconhecida.
Yukina entrou na água lentamente, pôs o colar no pescoço de Minara, cortou os pulsos das sacerdotisas e fez com que Minara, bebesse o sangue de cada uma delas, sem parar de proferir o feitiço. O colar reluzia no pescoço da humana que entrou em um transe, ficando com seus olhos completamentes brancos, e seus cabelos voando ao redor de si, enquanto a magia de Yukina e dos corpos das sacerdotisas, envolviam-na.
_Isso mesmo, fortaleça-a... — Disse Mizuki, se aproximando do corpo da humana. Minara começou a apresentar marcas negras no rosto e no corpo, e seu corpo começou a levitar e a estremecer. Yukina continuava proferindo o encantamento, e a cada palavra Minara se erguia ainda mais do solo. Quando finalmente acabou, Yukina perdeu os sentidos, por conta do enorme esforço e Mizuki pode sentir que o cheiro do sangue de Minara, havia mudado.
_Hanyou... Que pena que ninguém vai te ver assim, minha linda, princesa! — Disse Mizuki que se aproximou do corpo inerte dela que descia lentamente, e a beijou nos lábios, com força.
Em seguida assumiu sua forma youkai, uma cobra naja gigante, e cravou suas presas no pescoço de Minara bebendo todo o sangue e usando sua pele asquerosa para absorver todos os seus poderes. Quando terminou de beber o seu sangue, Mizuki sentiu seu corpo tremer violentamente. Atirou-se no chão e pôs-se a se debater como se estivesse em convulsão. Após alguns minutos, a mudança começou. E ela se ergueu, e se afastou gargalhando enquanto sentia cada mudança de seu corpo.
Minara permanecia nua e inerte na beira do tanque, assim como Yukina e as demais sacerdotisas. As marcas negras desapareceram, assim como a cor em seu rosto. Por conta da falta de oxigênio por estar com o rosto submerso, Yukina acabou despertando. Estava fraca e muito abatida pois, tinha consciência de tudo o que tinha feito. Levantou-se e tentou tirar as demais sacerdotizas da àgua. Algumas estavam tão debilitadas que provavelmente não sobreviveriam, e essa constatação a fazia se sentir ainda pior. Não entendia o que havia acontecido. Ela e Ryotaro, haviam planejado cada passo, de um audacioso plano para tirar Minara das garras de Mizuki. E no entanto ela, a pegara desprevenida, e conseguira atingir seu objetivo. E onde estava Ryotaro à esta altura? Yukina não sabia responder. Não queria acreditar que ele a tivesse enganado, embora parecesse nídido que ele o fizera. Mas o mais desperador fora constatar, ao se aproximar do corpo de Minara, que ela mal respirava. Yukina puxou-a para fora, da água, e tentou reanimá-la, curando a ferida por onde seu sangue havia sido quase todo retirado. Mas nada parecia surtir efeito. Enrolou-a em seu manto que retirou de si mema, para tentar aquecê-la, e a pôs em seus braços, sentindo novamente a agonia de vê-la morrer.
_Minara, por favor... fique firme! Fique viva!... Por favor,... Minara! — Repetia Yukina, sentindo as quentes lágrimas descerem queimando seu rosto.
_Yuki... na... Não chore... Você não teve culpa de nada... Eu apenas cumpri... Eu cumpri meu destino... Cumpra a profecia... Por favor, por favor... — Minara murmurava, mal conseguindo abrir os olhos.
_ Profecia? Eu não entendo... De que profecia, você esta falando? -Disse Yukina, tentando entender o que ela dizia, mas chorando ainda mais, por receber conforto dela.
O cheiro de suas lágrimas, atraíram Hikaru, que saiu pelo buraco da serpente gigante, chutando para fora a cabeça do monstruoso animal. A visão que teve e o cheiro do sangue dela, o fizeram temer a mais terrível das dores. A dor da perda de um ente amado.
_Mina? ... Yukina, não me diga... MINARAAAAA.... NÃAO.... Não... Você não pode morrer... Eu não posso perdê-la de novo! Eu não posso... — O youkai caiu de joelhos em prantos, ao lado de Yukina, e tomou de seus braços o corpo inerte e frio da Princesa.
_Hikaru... Eu te amo... E vou te amar... Para sempre... Não chore... não me esqueça... -Murmurou ela, ainda mais fraca, derramando suas últimas lágrimas.
Neste momento, Ryotaro, saiu pela mesmo lugar que Hikaru, e correu para junto deles.
_Minara? O que você fez a ela, seu bastardo? -O youkai de fogo, estava perplexo, mas foi apenas quando Yukina o deteve, e ele contemplou a face desesperada dela, que se deu conta de que não ouvia mais o coração de Minara batendo.
O horror tomou conta de seu belo rosto, e Ryotaro se deixou cair também de joelhos, cobrindo o rosto com as mãos. Minara esticou o braço com dificuldade e tocou-lhe, fazendo com que Ryotaro, a encarasse. Ela então pegou um de suas mãos, fazendo com que ele se aproximasse ainda mais dela.
_Está tudo bem... Estou cumprindo meu destino... E agora está na hora, de vocês cumprirem o de vocês... Juntos... -E dizendo isso uniu as mãos de Ryotaro e Hikaru, em cima de seu ventre, e cobrindo com suas próprias mãos, que jaziram inanimadas e frias.
Por aquele instante, Hikaru encarou Ryotaro e compreendeu que ele fizera tudo o que podia por que a amava. E era em nome desse amor, que deveriam lutar. Não um contra o outro, mas lado à lado. Mas a dor de perdê-la era algo, que lhe dilacerava a alma, e ele curvou-se sobre ela, deitando sua cabeça em seus seios, e deixando suas lágrimas escorrerem sem reservas. Ryotaro levantou-se subitamente e foi de encontro à parede fria, batendo a cabeça com toda a força. Um ferimento abriu-se na fronte de sua cabeça, mas Ryotaro, não se importava. O sangue, era pouco comparado às lágrimas abundantes que desciam de seus olhos. Minara estava morta, e ele não pode fazer nada para salvá-la. Pelo contrário, fora a sua fraqueza que a tinha matado. Se ele tivesse compreendido que ela não o amava, tudo seria diferente. Desejava ardentemente estar em uma visão, como na outra vez, mas não. Aquilo era o presente, e o futuro nunca mais seria o mesmo.
Yukina aproximou-se dele, para ver o ferimento. Contemplou a face desesperada e desfigurada pela culpa.
_Você, fez tudo o que pôde... -Disse ela enquanto limpava com seu lenço o ferimento.
_Não, eu a traí. Eu me deixei levar e acabei pondo tudo a perder... Eu a traí... EU SOU UM MONSTRO! — Dizia ele tomado pelo desespero. Yukina aproximou-se ainda mais dele e de súbito o tocou no rosto, fazendo com que ele a encarasse.
_Não é não... Você é só, alguém que se deixou levar pelos sentimentos, sem se dar ao trabalho de pensar nas consequências. Você deixou suas emoções te guiarem e isso para um youkai pode ser fatal, porque ao contrário dos humanos, nós não dominamos a emoções. Vamos até as últimas consequências, sem nos dar conta de que seria muito mais fácil se apenas abandonássemos a resistência, e seguíssemos com nossa vida, confiando no futuro. -Yukina repetiu-lhe exatamente as mesmas palavras ditas a ela por ele, na ocasião em que ela se culpava pelo que havia acontecido com Isamu.
Ryotaro encarou-a surpreso. Pela primeira vez ele olhou em seus olhos, e viu o quão claros eles eram. Os longos cabelos negros estavam soltos e desalinhados, e mesmo assim ela estava linda. Pousou a mão em seu rosto, e acariciou-o, causando um arrepio na youkai, que estava surpresa com aquele gesto.
_Você se lembra do que eu disse... Parece que não somos tão diferentes... Como pode ser isso? — Questionou-a o youkai ainda surpreso.
_Não sei... Mas você tem razão, nós somos muito parecidos... As suas palavras me tocaram ao coração. E foi por isso que eu não as esqueci... -Disse Yukina encarando-o com os olhos marejados.
Ryotaro permaneceu em silêncio. Será que ela era mesmo o seu destino? Tudo o levava a crer que sim. Mas quando pegou nas mãos da youkai notou que o anel havia sumido.
_Onde está o seu anel? — Perguntou ele, intrigado.
_Eu, não sei... Oh não, eu não posso perder aquele anel! Ele foi presente de Minha mãe! Era para ser dado à fêmea de meu irmão como presente de compromisso!-Disse ela, sem jeito.
_Tudo bem, isso não tem a menor importância agora... Nós temos que derrotar Mizuki... -Disse Ryotaro recuperando o foco, e se levantando, para em seguida contemplar Hikaru, ainda debruçado sob o corpo de Minara.
Ele se aproximou e estendeu a mão à Hikaru.
_Ela não ia querer ver você neste estado. Está na hora de fazermos o que ela nos determinou... Ao menos desta vez eu quero fazer a vontade dela. -Disse Ryotaro, esforçando-se para não cair novamente de joelhos e se entregar ao desespero.
Hikaru ainda ficou por alguns segundos, sem respondê-lo. Até que Yukina se aproximou, e tocou-lhe no ombro.
_Não se preocupe, eu vou ficar com ela. Eu vou protegê-la... -Disse Yukina, ainda chorando.
Hikaru, gentilmente deitou Minara no chão e encarou a mão estendida de Ryotaro. Estendeu também a sua e se levantou, ainda contemplando o corpo dela.
_Você tem razão. Vamos fazer o que ela determinou... Juntos! — Hikaru tinha de volta seu olhar triste e enegrecido pelo ódio.
Ryotaro assentiu com a cabeça e ambos voltaram correndo para o buraco da serpente.

Kazuyia e Hokuto.

Notas finais
Muito obrigada a todos os que leem essa fic. Se possível for, comente, dê sua opinião! Será muitp válido para mim!