Perdida Na Tempestade

22 Capítulo 22- O mal por si só...


Notas iniciais
Olá pessoal, estou verdadeiramente contente com os comentários! Então gostaria de agradecer a todos que estão acompanhando a fic, favoritando e comentando! Obrigada meeeessmo pelo carinho! No cap de hoje, temos um doce castigo para nossa vilã!E uma súbita e tênue mudança de comportamento, de uma de nossas heroínas! vamos ao texto?

No esconderijo de Mizuki, Ryotaro observava o sono de Minara. Apesar de parecer exausta, era visível ela estava mais forte, e essa era única boa consequência do veneno de Mizuki, uma vez que sob o efeito dele, Minara se alimentava e dormia. Ele ainda estava intrigado com o estranho fato de ela estar lendo mentes se repetir, mas sabia que seria difícil encontrar uma explicação naquele momento. Sentou-se ao lado dela e acariciou levemente seu rosto. Sentiu-se um completo idiota por tê-la subestimado. Ela nunca fora uma princesinha delicada e frágil, que precisasse de constante socorro. Era uma fêmea muito diferente das que ele havia conhecido, mas ainda assim, não era o que ele havia imaginado.

Minara era uma mistura exótica da gentileza e delicadeza de sua mãe, com o gênio forte e guerreiro do pai e só agora, Ryotaro se dava conta disso. Ela custara muito a se acalmar, mas acabara por render ao cansaço.


—Estou surpreso por você não ter conseguido sair daqui antes. Não se preocupe Minara Hime, dentro de pouco tempo tudo isso será passado e você estará livre para reescrever seu futuro. –Sussurrou o youkai, para que ninguém mais além dela pudesse ouvir.

Em seguida levantou-se e cobriu-a até os ombros. Recolocou sua máscara e saiu do cárcere dela, antes que fosse visto pela nova serva de Minara, Kameko uma velha hanyou sem escrúpulos, que servia a Mizuki há muitos anos. Dirigia-se a seu quarto quando foi abordado por um soldado que lhe informou que um de seus generais procurava por ele.

Estranhou o fato, já que todos os seus generais estavam encarregados de proteger as terras do leste, somente um deles estava disponível e ele deveria estar junto com Ritorirï. Para sua surpresa era mesmo Yuko quem o chamava.
—Meu Lorde trago notícias das terras do leste. E alguns presentes enviados pelos seus servos. –Disse em alta voz o Youkai cuja aparência imponente, constituída de um corpo alto e altivo, de ombros largos e músculos definidos, olhos vermelhos, pele alva, cabelos platinados e longos que quase escondiam as orelhas pontudas e curiosas de raposa.

Suas palavras ditas em tom quase dramático, serviam para disfarçar o verdadeiro motivo de sua visita inesperada. O lorde youkai, nada disse apenas assentiu com a cabeça e caminhou com ele e direção à seus aposentos. Uma vez dentro do quarto tirou a armadura e voltou ao normal.

—O que você está fazendo aqui? Onde esta a serva? – Perguntou o lorde, irritado e surpreso.

—Ryo, eu não a encontrei. Acredito que ela tenha se perdido ou tenha ido sozinha em direção ao dai san no shiro. Como chovia muito, eu não consegui pegar o rastro dela. –Justificou-se calmamente o youkai.

Ryotaro suspirou pesadamente. Não podia permitir que aquele plano ruísse, ou seria o fim de Minara.

—Vá até o dai san no shiro e espere por ela lá. Não adiantaria ir até lá sem ela, pois nada que dissermos terá validade. Através da ajuda dela, eles podem salvar todos os cativos, sem causar um banho de sangue. Eu preciso fazer algo para ganhar tempo, para eles. Mas vou precisar me tornar ainda pior do que meu pai jamais foi... – Murmurou, o lorde Youkai, após pensar um pouco.

Yuko o observou por alguns segundos, em silêncio. Depois, finalmente assentiu com a cabeça e saiu sem dizer nada. Sabia que Ryotaro estava mais irritado do que o de costume, e nada do que ele lhe dissesse o faria se acalmar.

Sozinho novamente em seu quarto Ryotaro tentava por seus pensamentos em ordem quando ouviu batidas na porta.

—Senhor, Ryotaro, a senhora Mizuki lhe chama para uma reunião. –Disse um soldado aparentemente trêmulo.

Ryotaro o seguiu e chegou até a sala de reuniões, onde Mizuki o aguardava.

—Bom dia Lorde Ryotaro. Sente-se conosco. — Disse a youkai que fazia seu desjejum, aparentemente normal.

—Bom dia lorde. Sente-se bem hoje? Aposto que está faminto... – Perguntou Yuu, com sua atenção indesejada. Ryotaro apenas olhou para eles. Mizuki resolveu começara falar.

—Bem, como sabe, a nossa “arma”, está enfraquecendo muito rapidamente. Mas pelo menos agora sob o efeito do veneno ela vai se vai voltar a se fortalecer e logo poderemos continuar com nosso plano. É claro que isso aconteceria mais rapidamente se conseguíssemos trazer uma miko, e usássemos o sangue dela para fortalecê-la. -A youkai lançou um olhar de reprovação na direção de Hayato que abaixou a cabeça, antes de continuar.

—Contudo seria apenas uma solução paliativa. Ainda estamos muito longe de nosso objetivo, mas já temos nosso inimigo em nossas mãos. Então acho que nossa única solução é conseguir todas as formas possíveis de aumentar o poder dela e em seguida roubá-lo. O que me dizem? -Mizuki, falava calmamente, sorvendo um pouco de sangue humano, posto em uma taça.

—Roubar os poderes dela? E como faríamos isso, Mizuki? Não creio que isso seja possível! – Perguntou Yuu, incrédulo.

— Sendo eu, uma Shiro Hebi, legítima e de sangue puro, possuo uma característica rara, herdada de meus ancestrais. Algo que eu consegui aprimorar, depois de muitos séculos de procura. – A youkai ficou de pé, e caminhou até um dos soldados, pegando a katana dele enquanto sorria.

Em seguida pôs a mão sobre a mesa e com um golpe, decepou alguns dedos da própria mão, para surpresa de todos os presentes. Rapidamente voltou ao soldado ainda perplexo e com um movimento rápido, rasgou a garganta do mesmo, sorvendo todo o sangue dele. Logo a youkai ascendeu seu miasma escuro e grotesco, e em questão de segundos, outros dedos começaram a nascer no lugar dos que foram cortados fora.

—Como podem ver, eu posso me regenerar, mas preciso absorver muita energia para que isso seja possível. Com esse poder, eu certamente poderei absorver os poderes da feiticeira do tempo. Mas ela precisa estar em seu ápice para isso. E com a minha resistência física muito superior a dela, vou poder destruir a todos e ter a minha vingança. E isso só para começar. Teremos tanto sangue humano que vamos até enjoar! –Riu-se a youkai, jogando a katana do soldado enqunato limpava os lábios sujos de sangue com um lenço.

Yuu sorria com sadismo, enquanto Hayato parecia encantado com o desempenho da mãe. Ryotaro, permanecia impassível.

—Como pretende fortalecê-la? -Ryotaro perguntou finalmente.

—Nós precisaremos refazer o feitiço do hanyou em definitivo. Para isso vamos da pedra da lua que está em poder da mãe de Sesshoumaru e claro, da feiticeira das terras do oeste... Aquela maldita traidora da Yukina é a única que pode realizar esse feitiço! -Mizuki vociferou com desprezo.

—Minhas serpentes estão espreitando o shiro, em busca das Mikos ou de qualquer sinal dela. Assim que uma delas sair, será trazida imediatamente aqui. Mas a que feitiço a senhora se refere minha mãe?- Perguntou Hayato, curioso.

—Me refiro ao feitiço do hanyou, que Izanami e Brunhilde sabiam realizar. Segundo apurei, Minara não foi submetida ao verdadeiro feitiço do hanyou. A velha Izanami apenas a manteve jovem por uso de sua mágica simples. E como seu corpo ainda possui o sangue de Izanami, o feitiço se manteve. O feitiço do hanyou não só vai transformá-la em definitivo, como também vai aumentar e muito os poderes de Izanami que estão escondidos dentro dela. Embora Minara não tenha aprendido quase nada Yukina, a filha de Susanoo e Byakurö, foi secretamente uma aprendiz de Brunhilde. Ela certamente sabe realizar esse feitiço. Todo o conhecimento dela pode nos ser muito útil. Temos de dar um jeito de trazê-la até nós. Com tudo que sei a respeito dela, duvido que se negue a nos ajudar. Já a pedra da lua, originariamente pertencia a Izanami. Mas quando se aliou a Inu no Taishou, ela deu a pedra da lua, para Satori Hime, como um presente de casamento. Eu mesma já mandei um de meus capitães mais poderosos, para busca-la. É só uma questão de tempo até a pedra estar em nossas mãos. Mas voltando à Yukina, Yuu, acho que pode cuidar dela com alguma de suas ilusões... — Mizuki respondeu de maneira prática.

—Cuidar dela? Ahh isso é mesmo importante? Eu não poderia tentar iludir um dos generais? Por que não deixa a bruxa com Lorde Ryotaro? Ele gosta muito de persuadir jovens fêmeas... –Disse Yuu, com seu tradicional olhar insinuante para Ryotaro, que simplesmente odiava cada segundo próximo aquele youkai, mas tinha de se manter calado ou poria seu plano inteiro em risco.

Mizuki sorriu com o comentário e aproveitou para falar do “ocorrido” com Ritorirï.

—Infelizmente preciso dela viva, Yuu, portanto terá de ser você. Hayato poderá lhe acompanhar. E afinal, lorde Ryotaro já provou que além de ser um macho misterioso, é um sádico incurável. Que o diga Ritorirï, ou o que sobrou dela... –Riu a youkai encarando Ryotaro.

Hayato não gostava nada do jeito que a mãe falava com Ryotaro. Mas conseguia disfarçar bem sua irritação. Principalmente por que Ryotaro era um dos poucos youkais que ele temia. Dissimulou um sorriso e vendo que o assunto acabara, saiu da mesa para se preparar para cumprir as ordens que lhe foram dadas.

Ryotaro manteve-se sério e em completo silêncio. Após alguns minutos, foi vez de Yuu sair da mesa. Mizuki continuava o observando com atenção. Em seguida mandou que os guardas saíssem e fechassem as portas, da sala, pois, ela desejava falar a sós com Ryotaro e não desejava ser incomodada.

— Você quase não fala, não é mesmo Lorde Ryotaro? Quando o encontrei a caminho daqui, na primeira vez que nos vimos, imaginei que estivesse interessado em sua prometida, mas agora vejo que não. Ninguém que tivesse qualquer sentimento por alguém permitiria que esse ser, sofresse tanto. As únicas exigências que me fez, foi que nenhum macho tocasse nela e que metade de tudo o que fora conquistado, lhe pertencesse. E desde então nesses longos meses de parceria, nós sequer nos conhecemos melhor. – Disse a youkai se levantando e caminhando até Ryotaro. Em seguida, apoiou as mãos no encosto da cadeira, onde ele se encontrava sentado.

—Nunca tive sentimentos, quanto mais por uma humana. Só exigi meus direitos no que diz respeito a ela, por que me pareceu justo usufruir dela. – grunhiu o youkai com sua voz gutural.

—E está absolutamente certo. É só para isso que os humanos servem. Para usufruirmos deles. Mas me ocorreu que se eu vou absorver sua prometida, significa de certa forma, vou me tornar sua prometida... O que acha? –perguntou a youkai tocando a máscara de Ryotaro para que ele olhasse para ela.

— Seria uma honra, ser macho da senhora dos shiro hebi. – grunhiu novamente o youkai. Mizuki sorriu satisfeita.

—Então por que esperar? Podemos consumar nossa união agora mesmo. O que me diz de me mostrar seu rosto verdadeiro?... Sussurrou a youkai, exalando seu cheiro de cio.

Ryotaro estava enojado. Sabia perfeitamente, que era só um jogo para mantê-lo do lado dela. Mas Ryotaro era um macho youkai, filho de Kyuura o demônio de fogo, Lorde das terras do leste.

Mentir, enganar, destruir e usurpar estavam em seu sangue e embora ele mesmo não gostasse muito disso, ele sabia usar suas armas tão bem quanto ela. Lembrou-se de que Mizuki morria de inveja da beleza de Minara, consequentemente qualquer comparação bem sucedida em relação a ela, lhe faria muito bem. E como uma fêmea vaidosa, que era não resistiria à beleza dele. Com esse pensamento retirou a máscara e retomou sua forma normal, deixando seus belos olhos azuis fazerem o resto. Mizuki quase caiu sentada, tendo que dar dois passos para trás para tentar se equilibrar, diante da real aparência dele.

Ryotaro sorriu de lado, de forma ainda mais sedutora

—Lorde Ryotaro! Por que nunca se mostrou? Com tanta beleza tudo teria sido ainda mais fácil... – Questionava a youkai ainda surpresa.

—Esperava a hora certa, para fazê-lo. Eu não desejava tirar vantagem de minha aparência para com você, Mizuki. Mas me permita dizer estou realmente satisfeito em tê-la no lugar da humana. Você sem sombra de dúvidas é muito mais bela. – Respondeu o youkai com sua bela voz grossa e polida, se aproximando dela lentamente.

—Oh... Lorde... Achas mesmo isso? – respondeu a youkai desmanchando-se na armadilha de Ryotaro.

—Por favor, Mizuki, me chame de Ryotaro... Você será a Lady das terras do leste... Não precisa me chamar de Lorde... – Continuava ele em seu jogo de sedução, passando a língua nos lábios.

— Isso é tão honesto de sua parte! Oh Ryotaro... Não me tomes por uma fêmea fácil... Mas eu não gostaria mesmo de esperar sequer um segundo para possuir toda a sua beleza. Beije-me e selaremos nossa união, que perdurará por toda a nossa vida. – Disse a youkai embriagada de desejo, por aquele macho tão belo e sedutor. Ryotaro estreitou os olhos.

—É isso mesmo que quer? – Disse ele estreitando os olhos. E diante da resposta afirmativa de Mizuki, puxou-a pelo braço e com sua garra rasgou o braço dela, abaixo do ombro, cerca de cinco centímetros, desenhando um círculo. A youkai sorriu contente, mas foi por pouco tempo. Ryotaro puxou-a pela nuca e a beijou com violência, sangrando a boca da youkai, que gemeu de dor e desejo.

—Ryotaro...? Acho que devemos pensar um pouco antes de agirmos com os instintos. Você ainda não marcou totalmente, esse é só o início de seu brasão. — Disse a youkai confusa e assustada com a brutalidade dele. Ryotaro sorriu com malícia.

—Você já está marcada, o resto é mera formalidade. És minha fêmea agora, lembra-se? Você não pretende voltar com sua palavra, não é mesmo? Como minha fêmea marcada, você vai fazer tudo o que eu quiser que você faça! – Disse Ryotaro pegando com força pelo queixo.

— Mas vou te dar um tempo para descansar e se preparar para mim, para que veja como sou benevolente. Hoje à noite, você me pertencerá por inteiro! Mas antes um pequeno aperitivo... – e dizendo isso a pôs, ajoelhada no chão.

Em seguida pegou seu membro e ordenou que ela o chupasse. Mizuki contemplou o membro grosso e descomunal do youkai muito maior que o de Hayato. Completamente apavorada com as palavras de Ryotaro, e percebendo que havia cometido um erro crasso, pois não poderia voltar atrás, pegou o membro e sorveu como força. O youkai continuava puxando-a pelos longos cabelos, forçando-a, a chupar, ou enfiando o membro até a garganta da youkai com força.

—Gosta disso minha fêmea? Diga se gosta! Vamos! Chupe isso com força. -Ryotaro estava excitado com a oportunidade de humilhá-la. Mizuki estava sendo brutalizada. Com os olhos fechados, Ryotaro precisava se concentrar para continuar com aquilo. Fechou os olhos e pensou em Minara, e em seu belo corpo, mas imaginá-la se entregando para ele, lhe pareceu algo muito surreal. Minara nunca seria submissa a ele. “Vamos lá Ryotaro, pense em alguém que te agrade!” pensava o youkai concentrando-se ao máximo. Imediatamente, a imagem de Ritorirï nua, lhe veio à mente. Ele não havia se excitado com ela, mas apenas por respeitá-la. No entanto na louca fantasia que estava criando, ela servia perfeitamente. Pensou no corpo pequeno e delicado e nos lindos seios grandes e redondos com bicos rosados. Imaginou, as duas fêmeas, Ritorirï e Minara, juntas, nuas e insinuantes. Imediatamente seu membro adquiriu sua maior forma, ficando retesado de puro desejo. Pegou a youkai e pôs sentada sobre a mesa arrancando o elegante quimono que ela usava e rasgando o obi, com um só movimento. Pegou os seios de Mizuki, pequenos, mas duros e consistentes, com suas mãos e apertou-os. Mordeu os ainda, com força, fazendo a youkai gritar de dor. Mordeu e arranhou o corpo dela, em seguida posicionou-a de frente para ele, e penetrou-a de uma só vez, fazendo-a gritar novamente, por sentir sua vagina ser rasgada com o membro pulsante e grosseiro dele. Irritado, Ryotaro calou-a com dois tapas fortes no rosto, que a fizeram ir da esquerda à direita caindo por fim com as costas na mesa. A youkai estava com os olhos arregalados, enquanto Ryotaro penetrava-a com violência fazendo seu corpo se sacudir no mesmo embalo das estocadas dele. Em seus devaneios, Ryotaro devorava com delicadeza e sem pressa, a virgindade de Ritorirï depois de tê-la beijado, e ter saciado seu desejo de chupar-lhe seus lindos seios. Minara o beijava e se masturbava na frente dele. Enquanto isso a vagina de Mizuki espirrava sangue, por estar sendo tão machucada. Após alguns instantes, Ryotaro virou-a de costas, pondo Mizuki com as pernas, já trêmulas, no chão e os braços apoiados na mesa. Voltou-lhe a castigar com estocadas fortes e doloridas, enquanto mordia a nuca dela, e arranhava com força a pele clara de seus quadris. Imaginando estar possuindo Minara. Em pouco tempo o sangue escorria de todo o corpo da youkai, que apesar de ter muita resistência física, sequer tinha forças para reagir, apenas gemia baixinho, e amaldiçoava Ryotaro. Após alguns minutos, Ryotaro, percebeu que estava próximo de chegar ao seu ápice. Tirou o membro de dentro da youkai e virou-a, Colocando o membro, com violência, de volta a boca de Mizuki. Segundos depois seus olhos voltaram a ficar vermelhos e seus longos cabelos voaram ao seu redor, enquanto suas garras ficavam maiores e mais afiadas. Os jatos de seu sêmen foram engolidos, pela youkai, com dificuldade, por conta da grande quantidade e da espessura do líquido. Em sua fantasia, gozava dentro da humana, sentindo o coração dela acelerado, e beijando Ritorirï, que gemia enquanto ele a masturbava. Assim que terminou Ryotaro, abriu seus olhos e contemplou Mizuki, completamente sem forças, desfigurada por ele.

Os cabelos, antes alinhados em um penteado rebuscado, estavam completamente bagunçados. A maquiagem borrada se misturava com sangue e hematomas no rosto. Havia ainda cortes e arranhões por todo o corpo dela fazendo-a sangrar por cada ferimento. No entanto Ryotaro, não se abalou, e apenas se limitou a dizer o quanto tinha “adorado”. Depois como única demonstração de misericórdia, enrolou-a no que sobrou de suas roupas, vestiu sua armadura e escondeu sua face, e em seguida levou-a de volta ao quarto dela, tomando o cuidado de ocultar-lhe os ferimentos, para que ninguém se apavorasse com sua aparência. Assim que saiu, ainda foi cruel o suficiente para assustá-la ainda mais.

—Mal posso esperar pela nossa primeira noite. – Sussurrou ele, sentindo o cheiro de medo da youkai. Mizuki, apenas sorriu, sem conseguir verbalizar qualquer reação, tamanho o desespero que sentiu. Apenas pediu que ele chamasse Kameko para cuidar pessoalmente dela. E que designasse uma serva qualquer para cuidar de Minara. Pois não desejava que qualquer outra serva visse seu estado.

Abriu os olhos e espreguiçou-se devagar. O tempo lá fora ainda estava vagamente nublado, mas para ela era um dia maravilhoso. Kikyou acordou muito bem disposta depois de sua primeira noite com seu “macho”, embora tenha realmente apenas dormido ao lado de Raijin. Procurou o corpo dele, que se encontrava atrás dela segurando-a pela cintura. Fitou o rosto de Raijin dormindo tranquilamente e notou que ele parecia tão sereno. Muito diferente do Youkai mal encarado e malicioso que ela conhecera. Levantou-se com muito cuidado, para fazer sua higiene matinal, mas assim que se sentou na cama foi pega pela cintura e colocada deitada de volta na cama por um movimento rápido de Raijin.

—Onde você pensa que vai, minha fêmea? – Disse ele aconchegando-a junto de si, ainda de olhos fechados. Kikyou sorriu.

—Vou fazer a minha higiene, não quero ficar descabelada na sua frente! – Respondeu ela, ainda sorrindo. Raijin sorriu ainda de olhos fechados.

—Eu já te vi descabelada antes e até que você não fica nada mal. Mas se quiser posso te dar um banho aqui mesmo. – Disse o youkai, passando a língua pelos lábios.

—Você não se atreveria! – Kikyou arregalou os olhos. Raijin abriu um olho, e agarrou a bem para que ela não pudesse fugir.

—Quer apostar? – Disse o youkai, e pôs-se a lamber o rosto dela. Os gritos e gargalhadas de protesto de Kikyou foram inúteis.

—Ai não! Não, Raijin, pare... Pareee! Rsrsrsrs....

—agora sim, está limpinha! — Sorriu o youkai com sarcasmo.

—Você é muito mal sabia?- Disse ela, fingindo estar chateada.

—Ahh minha querida Kikyou, você não viu nada ainda... Mas prometo que vou ser bonzinho com você! E dizendo isso, ficou de pé na cama e pegou a nos braços para levá-la até o quarto de banho. Encontrou a banheira já cheia e não pensou duas vezes em entrar lá dentro, de roupa mesmo e com Kikyou nos braços.

—Raijin! Olha só como estamos! Rsrs – Disse a humana molhada dos pés à cabeça.

—Prometi ao idiota do Inuyasha que só desvirginaria você depois que nos “casássemos” exatamente como ele fará com aquela humana, sua amiga. Eu queria tomar banho com você, mas se você ficasse nua, eu confesso que não teria muita disposição em cumprir com a minha palavra. -Respondeu o youkai com ironia e malicia nos olhos. Kikyou estranhou a situação.

—Então foi isso que vocês conversaram ontem? – Questionou ela. Raijin assentiu com a cabeça.

—Por que a pergunta? Você achou que se tratava de outro assunto? – Perguntou o youkai desconfiado. Kikyou percebera que havia falado demais.

—Bem, é que... – A humana escolhia as palavras.

—Diga, Kikyou. – O youkai parecia impaciente.

—É que eu e Inuyasha, já fomos meio que namorados... Nós tivemos um envolvimento, rápido.

—E depois? – Ele virou-se costas para ela, e pôs-se a se banhar.

—Depois o que?

—Por que se separaram?- Perguntou o youkai sério e impaciente.

—Por que eu... Bem, é que eu fui morta por, Naraku.

—Morta?

—Sim... E eu reencarnei na Kagome. Mas uma feiticeira fez outro corpo de barro com os meus ossos e eu renasci do ódio que sentia por Inuyasha. Um tempo depois a joia de quatro almas foi novamente refeita e Kagome pediu a ela que eu renascesse. E depois disso ficamos como irmãs. Nós agora temos almas distintas, mas ainda somos como as metades de um todo. É essa a minha história com ele. –Concluiu Kikyou, com pressa. Raijin estava em silêncio. A humana percebera a iminente irritação dele.

—Raijin, você e eu ainda mal nos conhecemos. Mas o que sinto por você é muito diferente do que senti por ele. Eu amo você verdadeiramente, e não vejo motivos para que você fique irritado. — Disse a humana abraçando-o pelas costas. Raijin suspirou, para expurgar a raiva que sentia. Não havia como argumentar, ela estava certa. Mas ainda assim, sentia sua raiva crescendo dentro dele.

—Eu sei que isso é passado. Mas não consigo imaginar você sendo tocada pelo maldito hanyou. Pelo menos agora sei por que aquele cão sarnento, tem tanta proximidade com você... – Disse Raijin estreitando os olhos.

—Ele, só se preocupa comigo. É só isso! Não existe mais nada entre nós. Às vezes acho que nunca existiu! – Disse Kikyou o soltando. No entanto continuava olhando intensamente para ele.

O youkai retirou a camisa do quimono de dormir e a hakama, ficando nu dentro da banheira. Kikyou corou até a raiz dos cabelos. Raijin sorriu de lado, enquanto estreitava os olhos. Aproximou-se da humana e estendeu o braço para pegar um frasco de sabão líquido perfumado que estava atrás dela. Kikyou ficou com a respiração alterada.

—O que foi minha querida? Está agitada! Nem parece que já me viu nu! Não precisa se preocupar, eu não vou te tocar. Banhe-se da maneira que achar melhor. Eu não vou te atrapalhar mais. –Disse o youkai olhando-a com desprezo. Kikyou estava surpresa com a atitude dele.

—Raijin por que está me tratando assim? Eu não fiz nada de errado! Está deixando o ciúme lhe cegar novamente. – O youkai ficou furioso. Terminou de se lavar, saiu da banheira e foi para pia fazer sua higiene bucal, e ao terminar, saiu sem sequer olhar para ela. Kikyou não insistiu, achou melhor deixá-lo um pouco sozinho.

Terminou de se banhar e voltou ao quarto para se vestir, mas Raijin já havia saído. Procurou se vestir. Mas sentia algo diferente em si mesma. Algo que ela não conseguia discernir. Olhou suas roupas no armário, sua boa e velha calça jeans escura, não lhe parecia mais tão boa. Escolheu um quimono com decote ombro a ombro, azul marinho com flores brancas na barra, e um Obi vermelho e dourado. Penteou os cabelos, mas os deixou soltos, usando apenas uma flor, uma rosa vermelha, pega por ela em um arranjo que jazia no móvel, como adorno, nos cabelos. Como maquiagem, uma sombra cor de terra, e bege, de forma bem leve, completando apenas com um pouco de rímel, e um brilho labial. Olhou novamente para o espelho e achou-se apresentável. Respirou fundo, e desceu, para tomar o desjejum.

Notas finais
Pessoal eu realmente estou muito feliz com todo o carinho de vcs! No entanto quero avisar que estou aberta a sugestões e até a críticas! Realmente o importante para mim é que vcs se manifestem a respeito da fic! Combinado então? Aguardo seus comentários! até a próxima!!