Perdida Na Tempestade

20 Capítulo 20- Lutando contra si mesmo...


Notas iniciais
Meus queridos leitores mil perdões. Tive um problema seríssimo com minha internet! (fui obrigada a trocar de provedor!, mas enfim vocês não tem culpa disso, por isso mil perdões pelo atraso. Estou postando esse cap que ficou maiorzinho e vou tentar postar o mais rápido possível. Aqui temos o nosso hentai, e no próximo vai ter também... e aí, vamos descobrir quem é a tal personagem???

Ritorirï continuava sua fuga por entre as árvores da grande floresta que circundava a montanha. Havia corrido o suficiente para sair do campo de vigília dos soldados, mas tinha consciência que haviam, muitas armadilhas e soldados youkais escondidos, para manter o esconderijo em segurança, prontos para notar a presença de qualquer desavisado, que aparecesse por ali.

A chuva caia sem piedade e aliada a descarga de adrenalina que ainda percorria seu suave corpo, faziam com que ela se perguntasse onde encontraria o tal general, que segundo Lorde Ryotaro, estaria esperando por ela.

Depois de muito relutar, resolveu finalmente afastar-se da trilha principal que levava a Meikakumün, para evitar encontros desagradáveis com qualquer Soldado, e foi em direção há uma grande concentração de árvores que ficava mais distante. Após açguns minutos dentro da mata fechada, a usagi sentiu um cheiro de fumaça, muito leve, como se estivesse a quilômetros de distância.

Usando toda a sua velocidade, ela foi em direção ao odor, certa de que seu olfato apurado detectara uma fogueira não muito longe.

—“Deve ser o general” -Pensou ela ainda em disparada na direção do cheiro.

No entanto seu olfato havia, de fato, se enganado. Não se tratava de uma fogueira, mas de um grane dragão de fogo que caminhava por entre as arvores se protegendo da grossa chuva. Não conseguindo desviar à tempo, a pequena usagi esbarrou violentamente contra a traseira do imenso animal, caindo sentada, com o impacto.

Quando olhou novamente para frente, ficou cara a cara com o animal e deu um grande grito, pondo as mãos na frente do rosto para não ver a morte iminente. Mas o nobre animal, não a atacou, apenas ficou olhando para ela, como se tentasse entender o porquê dela estar se escondendo.

—Kōryü por que você parou? Temos de ir logo ou vamos ficar afogados no meio de toda essa água! –Disse uma voz que vinha de cima do dragão.

Ritorirï então descobriu o rosto para ver de onde vinha aquela voz. Uma bela jovem Youkai, com longos cabelos negros e olhos vermelhos estava montada sobre o dragão. Pela aparência dela, Ritorirï concluiu que ela deveria ser bem jovem, pelo menos, para uma youkai. A jovem fitou Ritorirï com desdém, mas ficou encantada com a pedra que ela trazia pendurada no pescoço.

—Mas que belo colar o seu! Com certeza deve ter sido um presente de alguém importante! –Disse a jovem descendo do lombo do animal para ver de perto.

Ritorirï presumiu que o interesse dela pelo colar, fosse pelo fato de tê-lo reconhecido como o colar de Ryotaro.

—Sim foi presente de um grande Lorde! Que bom que encontrei a senhorita! Eu tive medo de ter me enganado, oh, mas onde estão meus modos! Eu sou Ritorirï, a serva da senhora Minara. Muito prazer em conhecê-la senhorita... -Reverenciou-a a Usagi.

—Souten, da grande tribo dos youkais relâmpagos. Este é o meu dragão e mordomo, Köryü. Muito prazer, em conhecê-la! Pelo seu cheiro eu presumo que pertença a clã dos Usagi. Sendo assim sua senhora deve ser muito importante. -Sorriu a jovem, enquanto retribuia a reverência com elegância. O grande e simpático dragão, também fez um reverência e sorriu, encontrando o sorriso aliviado de Ritorirï como resposta.

—Sim, a princesa Minara é de suma importância. Mas devemos ir o quanto antes. Afinal, aqui não é seguro. -A Serva mudou o tom.

— Devemos ir? Para onde NÓS vamos? –Perguntou Souten com sarcasmo.

—Ora senhora, para o Dai San no Shiro! Não é lá que encontraremos lorde Sesshoumaru e seus generais?

—Como sabe que estamos indo para lá? E por que acha que você irá conosco? – Indagou a jovem youkai, com certa desconfiança.

—O senhor Ryotaro me mandou. Disse para encontrá-la aqui, que a senhora me levaria até lá em segurança. Eu confesso que esperava encontrar um macho youkai, pelo jeito que ele falou da senhorita...

—AHH não, será que as pessoas nunca vão me enxergar com outros olhos? Eu admito que quando era pequena eu me vestia e me portava como um menino, mas já tem muito tempo que eu mudei! Olha bem para mim eu ainda pareço um menino?- Perguntou a youkai levemente angustiada.

—Oh não, claro que não senhorita! Muito pelo contrário, é muito mais feminina que muitas youkais que eu conheço! – Analisou Ritorirï, ao reparar a jovem.

Ela possuía longos cabelos negros que estavam soltos caindo pelas costas. E trajava um vestido, muito bem cortado, remetendo ao seu bom gosto e senso de moda, coisas que obviamente condiziam com o comportamento de uma fêmea vaidosa. Em contraponto levava consigo uma grande espada, e, Ritorirï, presumiu que se tratava de uma clara referência ao posto de general. Souten ficou satisfeita ao ouvir as observações de Ritorirï ao seu respeito.

—Ah Obrigada! Não sabe o quanto isso me tranquiliza! Eu lutei muito para mudar o meu jeito de ser. E ainda tenho pessoas como esse tal lorde Ryotaro, para me lembrar disso o tempo todo! Mas voltando ao assunto, como ele soube que eu estava por aqui? Tem muitos anos que não nos venho até aqui e... – Um grande barulho veio de perto deles.

Havia algo grande se aproximando. Köryü mandou que as duas subissem em suas costas e rapidamente saiu voando, mas foi seguido por alguma coisa que voava rapidamente atrás deles. O céu estava escuro demais por conta da tempestade, e não era possível enxergar do que se tratava. Após muitas manobras evasivas da parte do dragão, Souten avistou um lugar onde poderiam despistá-lo. Fez um sinal para Köryü que se preparou, e em seguida bradou sua espada no ar. Centenas de relâmpagos clarearam os céus de tal maneira que não conseguiam ver nada, exceto Köryü que manteve seus olhos fechados e conseguiu fugir e escondê-los e uma caverna debaixo de uma grande queda d’água.

O animal misterioso rugiu e desapareceu. Fora um grande susto, para todos, e certamente seria perigoso demais, sair dali até que a luz do dia voltasse. Ritorirï estava exausta e prontamente concordou em acampar ali. Köryü preparou uma fogueira bem no fundo da caverna, e Souten se encarregou e trazer alguns peixes. Ritorirï os preparou e em poucos minutos todos estavam satisfeitos e exaustos. Depois tiraram suas roupas para pô-las para secar. Souten ficou seminua sem nenhuma cerimônia. Ao vê-la quase sem nenhuma cobertura, Ritorirï ficou completamente vermelha e hesitou em tirar as suas. Souten sorriu de lado. Caminhou até onde ela estava e ajudou-a a se despir.

—Não precisa se preocupar, eu sou uma menina como você! E do tipo que gosta de meninos, infelizmente! Às vezes acho que é mais fácil para as mulheres quando elas se apaixonam por outras... -Souten tentou tranquilizá-la.

—Eu não acho... Certa vez uma das servas que trabalhava comigo na mansão da senhora Mizuki, se apaixonou pela nossa senhora. Ela se esmerava em demonstrar o seu amor e devoção, mas quando ela finalmente se declarou, a senhora Mizuki fez questão de humilhá-la de todas as maneiras possíveis... Por fim, ela foi enviada pra longe, vendida como uma escrava... -Ritorirï contou com seus olhos cheios de lágrimas.

—Que vadia, essa tal de Mizuki! Ela não merecia ser amada de maneira alguma! -Replicou Souten, e a serva assentiu com a cabeça.

Quando ambas estavam quase nuas, Souten percebeu que Ritorirï tremia.

—Você está com muito frio? Venha, vamos nos aquecer um pouco... -Disse a youkai de olhos de sangue.

—N-não é frio... É que agora que me lembrei disso, não consigo parar de pensar no que pode acontecer comigo, se a senhora Mizuki descobrir que eu a traí... -A jovem serva murmurou temerosa.

Souten engoliu em seco.

—Hey... Não precisa se preocupar! Eu sou uma youkai dos trovões e minha família é nobre! E eu vou proteger você... Essa tal de Mizuki não vai ser louca de mexer comigo! Nós vamos resolver isso tudo amanhã! Por agora, precisamos descansar se quisermos chegar logo ao Dai San no Shiro. — E dizendo isso, pegou a serva pelas mãos com gentileza, levou a para dormir junto com ela, sob o mesmo cobertor tendo Köryü, atrás delas para mantê-las seguras.

Bem longe dali, no caminho que levava a Meikakumün, o general das terras do leste, Yuko, um youkai descendente do lendário clã Kitsune (raposa), aguardava impaciente pela serva enviada por seu senhor Ryotaro. A chuva estava ficando cada vez mais pesada e visibilidade reduzida.

“Onde foi parar essa maldita serva?” -Pensou o Youkai já sem paciência, partindo para tentar encontrá-la novamente.

No Dai san no Shiro, o jantar estava sendo servido e a ausência de Hikaru era sentida e justificada por sua recuperação.

Rin se levantou e tomou a palavra para contar sobre o filho de Kyuura, já que ela não tivera a oportunidade de fazê-lo anteriormente. Sesshoumaru e os demais presentes ouviram atentamente as palavras dela, mas o lorde youkai permanecia sentindo seu peito apertado ao perceber a melancolia discreta nos olhos da jovem, todas as vezes que ela o encarava.

Apesar de deliberarem bastante sobre os fatos, algumas dúvidas permaneciam sem explicação. Sesshoumaru tomou a palavra.

—Não há dúvidas de que o Lorde das terras do leste nos traiu. Ao que parece, ele mentiu sobre Minara e a manteve sob sua custódia por todo esse tempo. E de alguma forma ele conseguiu despertar o poder de Izanami nela. Mas porque ele esperaria tanto tempo para ter sua vingança? Porque ele não atacou quando as terras do Oeste estavam sem um lorde?- O inu youkai questionou.z

—Maldito... E pensar que meu pai, antes de morrer, garantiu que ele era inocente... -Raijin murmurou com os olhos em fendas.

—Isso realmente não faz nenhum sentido, se me permite dizer, lorde Sesshoumaru. Porque um youkai que foi amplamente defendido pelos generais de Inu no Taishou, quebraria a aliança próspera que havia entre os reinos, sem nenhum motivo? -Kikyou ressaltou.

—Além disso, Minara ainda é virgem. Mesmo que ele tivesse o direito sobre ela, ele não a tomou como fêmea, ou a marcou para si. -Inuyasha lembrou do cheiro da jovem.

—Os motivos que o levaram a isso pouco importam agora. Temos que nos concentrar em encontrar o esconderijo de Mizuki e resgatar Minara. -Isamu enfatizou com praticidade.

—Há outra informação importante. Mais cedo, Hayato, o bastardo de Mizuki tentou levar Kikyou. Ele não revelou seus reais motivos, mas deixou claro que voltará para buscá-la. -Revelou Raijin.

—Ele atacou vocês... Aqui no MEU SHIRO? -Inuyasha questionou perplexo com a audácia de seus inimigos.

—Estávamos na floresta próxima ao desfiladeiro. Não havia dúvidas de que eles estavam nos vigiando. Mas o que me intriga é saber que eles poderiam querer com uma miko... -Raijin explicou.

—O sangue de uma miko é forte e pode fortalecer amplamente um youkai, e até mesmo curá-lo de certas moléstias. Acredito que eles estejam desesperados para fortalecer alguém que tenha se ferido gravemente. -Yukina opinou de maneira mecânica. Sua mente estava muito longe dali.

Sem mais nenhuma pista do que poderia estar ocorrendo, o jantar transcorreu normalmente. Depois disso, Inuyasha e Raijin foram até o escritório para acertar os detalhes da união dele com Kikyou, acompanhados de Isamu e Tatsuo que se certificariam que os dois sairiam vivos e inteiros do escritório. Kagome e Kikyou foram conversar um pouco no quarto de Kagome. Igraine estava sem sono e Rin resolveu ir junto para o quarto dela, para passarem um tempo juntas.

Sesshoumaru foi para seu aposento, ainda transtornado com o que havia acontecido com Rin naquela tarde. Voltou seu olhar para o horizonte e contemplou a pesada chuva que os atingia. Como mal conseguia se concentrar em mais nada, decidiu se deitar, cobrindo-se apenas da cintura para baixo, e pôs os braços atrás da cabeça, esperando conseguir descansar, mas sabia que seria quase impossível.

Fechou seus olhos e suspirou. E quando os abriu novamente uma bela fêmea estava ao seu lado. A surpresa foi imediata.

—Minara? O que você faz aqui? –Perguntou o youkai sentando-se imediatamente na cama.

—Hahaha Sesshoumaru, desculpe pelo susto! Eu juro que não foi minha intenção! -Disse a Jovem sorridente.

—Então foi mesmo você, que entrou no meu quarto naquela vez. Por que não disse logo quem era?- Perguntou ele, estreitando os olhos.

—Por que eu não estava totalmente recuperada ainda... E tive medo que você fosse atrás de mim. Seria perigoso demais e você tinha outras prioridades naquela época... Além disso, eu não menti para você eu sou mesmo sua serva! — Jovem ponderou.

—Então suponho que também foi você, que falou com as Mikos. – Disse ele cruzando os braços, nitidamente contrariado.

—Eu mesma, claro! Afinal, elas precisavam encontrar a Igraine. Tenho certeza que onde quer que esteja, a tia Claire vai ficar em paz em saber que Hikaru a encontrou. Os poderes delas vão ajudar a recuperar tudo o que foi destruído por Mizuki e no futuro, elas serão as mães de uma nova geração de Youkais e Hanyous que trarão a paz que nós tanto precisamos. Elas e a sua Rin... – Disse a humana sorrindo abertamente. Sesshoumaru arqueou uma sobrancelha.

—Minha, Rin? Minha protegida, você quis dizer...

—Não, eu quis dizer SUA Rin! Ora, vamos Sesshoumaru, nós dois sabemos que ela é a única fêmea no mundo que foi capaz de te fazer abrir os olhos e olhar o mundo ao seu redor. Ela é muuito especial! – Disse a humana, sentando-se à frente dele e olhando-o com ternura.

O dai youkai estreitou os olhos e suspirou. Não havia como evitar, Minara sempre o deixava nervoso com a maldita mania de dizer o que pensava sem rodeios. Ele na verdade apenas odiava o fato dela, saber exatamente tudo o que ele sentia.

—Acho que está me confundindo com Hikaru. Já que, é ele quem gosta de meninas humanas. Eu não tenho sentimentos, e não mudei por ninguém. Este Sesshoumaru é o que é. –Respondeu ele, ríspido e visivelmente irritado.

— Olha, eu tenho que comentar isso... Você pagou mesmo por sua língua, não foi? Hahahaha... Você criticava tanto o Hikaru por passar tanto tempo comigo e agora se viu na mesma situação que ele! Viu, Sesshoumaru, o destino tem um senso de humor maravilhoso! Olha, mas falando sério agora, eu não me importo que você tente mentir para mim, por causa de seu orgulho youkai desnecessário. O que me preocupa, é saber que está mentindo para si mesmo! Você não vê isso, mas, só vai trazer dor e desgosto para si. Você realmente está disposto a deixar que o orgulho faça de você um macho solitário e amargurado? -Perguntou ela, segurando cuidadosamente a lateral esquerda do rosto dele, para que ele a olhasse.

O Inu youkai, olhou-a por alguns segundos. Apesar de ser menos delicada, a sinceridade de Minara o lembrava cada vez mais de Brunhilde. E tais lembranças o levavam da nostalgia à tristeza muito rapidamente. Além delas, apenas Rin havia sido tão confiável para ele.

—Ainda que eu quisesse cometer tal loucura, por que acha que ela aceitaria? Rin é uma humana bela e poderosa e pode ter uma vida tranquila, longe das adversidades que teria se estivesse ao meu lado. Se ela for tão inteligente quanto acho que é, vai querer ficar longe de mim. – Respondeu ele disfarçando a dor que sentia em dizer tais coisas.

Minara, no entanto sabia muito bem que ele estava sofrendo, mas achou por bem não dizer nada. Sem se dar conta, começou a mexer nos cabelos de Sesshoumaru, que revirou os olhos para ela.

— O quê foi, agora? Ah desculpe! Você sabe que eu não resisto aos seus cabelos! Eu sempre os achei lindos! –Sorriu ela, arrancando um pequeno sorriso de Sesshoumaru.

Não havia como negar, aquele era a mesma Minara que ele havia visto nascer. Sesshoumaru aproveitou-se que ela estava sentada na lateral da cama e deitou a cabeça no colo dela, do mesmo modo que fazia quando ela era criança, para que ela trançasse seus cabelos. Minara sorriu emocionada com o gesto simples, pois vindo de quem vinha, era um grande sinal de confiança. Abraçou-o com carinho, pegando-o de surpresa.

—Ah Sesshoumaru, é tão bom saber que você finalmente conheceu o amor! – Afirmou ela, animada.

—Como foi que você sobreviveu, e por que você possui os poderes de sua mãe? Como você faz isso? Aparece e desaparece? – Perguntou ele sentindo a maciez das coxas dela, por baixo de sua cabeça. Não se tratava de uma ilusão, era ela mesma ali.

—Isso é uma história muito longa e infelizmente, eu não tenho muito tempo. Eu consigo projetar meu corpo, pelo tempo e espaço e embora eu não controle isso muito bem... Nesse momento, meu corpo também está preso, no esconderijo de Mizuki e eu não consigo sair totalmente de lá por causa dos feitiços usados por ela. Além do fato de que ela vai matar todo o meu povo se eu fugir... – Disse ela trançando uma fina mecha dos cabelos de Sesshoumaru.

—Diga-me onde é vamos buscar você, e acabar com essa vingança estúpida de Mizuki. – Disse o Youkai sério.

—Você vai saber logo. Minha amiga Ritorirï está vindo aqui, para contar-lhes tudo o que se deve saber. Não se preocupe, eu vou ficar bem até que vocês possam me ajudar. Mas não estou aqui por isso. Eu senti a sua angústia, e estou aqui para ajudá-lo, meu príncipe.

—Eu não sou mais o príncipe... Sou o senhor das terras do oeste. – Retrucou Sesshoumaru com um olhar obscuro.

—Ahh eu sei disso. Mas para mim vai ser sempre o PRÍNCIPE mimado e chatinho que nunca queria brincar comigo, mas que sempre acabava brincando! Agora, vamos dar um jeito nessa sua angústia. Vou mostrá-lo, seu futuro se você for um macho forte. E não se esqueça nunca Sesshoumaru, você DEVE ser forte! –Sorriu ela, e em seguida fez menção para que Sesshoumaru se sentasse e olhasse nos olhos dela.

Uma luz muito forte invadiu os olhos do Youkai que piscou e apertou os olhos. Quando recuperou a visão estava em seu quarto no seu shiro. Levantou-se e reparou que estava vestido com um quimono de dormir. Ouviu passos e caminhou até a porta. Quando a abriu uma linda criança hanyo pulou em seus braços.

—Papai, papai, eu vim dar boa noite! – Disse uma pequena fêmea de olhos amarelos e cabelos castanhos escuros.

Sesshoumaru observou que ela não tinha mais do que três anos humanos. Era quase um bebê. O sorriso dela era iluminador e mesmo Sesshoumaru não conseguiu resistir a ele. Pegou-a nos braços e pôs-se a observá-la.

—Boa noite, pequena. – Disse ele, mas quando ia perguntá-la seu nome, notou outra presença se aproximar. Desta vez um macho.

— Boa noite meu pai. Vejo que Aimi já esta incomodando o senhor. – Disse um garoto youkai de aparência idêntica a de Sesshoumaru. E pelo o que pode observar até mesmo o humor era semelhante.

— Eu não estou incomodando Daisuke! Eu sou muito boazinha! Não sou papai? – perguntou a pequena fêmea fazendo beicinho. O garoto revirou os olhos e cruzou os braços em sinal de irritação.

Sesshoumaru estava admirado com os dois. Eram de grande beleza e inteligência. Uma voz conhecida chamou por ele.

—Já chega crianças. Vamos para a cama. Seu pai está cansado e também precisa descansar. – Uma fêmea humana se aproximou sorrindo.

—Rin?- Balbuciou ele, enquanto ela se aproximava para beijá-lo delicadamente nos lábios.

A humana fez menção em pegar a pequena de seus braços, mas ela afundou o rosto nos ombros de Sesshoumaru de tal forma, que se ele abrisse os braços ela permaneceria ali agarrada a ele.

—Nossa, mas que amor é esse, com o papai! Está bem, então vamos todos para a cama. – Disse ela abraçando o garoto e Sesshoumaru, e assim todos caminharam pelo corredor em direção aos quartos.

Primeiro o do Garoto. E Sesshoumaru reparou que se tratava do seu quarto quando era pequeno, apenas com uma decoração diferente. O pequeno youkai tirou as sandálias que calçava e deitou-se na cama e em seguida foi coberto por Rin.

—Boa noite meu pequeno príncipe. Eu te amo muito! –Disse ela antes de depositar um beijo carinhoso na testa do pequeno youkai.

—Boa noite mamãe. –Repetiu ele apertando a mão de Rin que o abraçou.

A pequenina se agitou nos braços de Sesshoumaru.

—Vem papai, vamos dar um beijo no Daisuke. — Disse ela e Sesshoumaru se aproximou deles e inclinou-se para que a pequena desse um beijo no irmão.

—Boa noite Daisuke, eu te amo! – Disse a pequenina sem soltar dos braços do pai.

—Eu também te amo, Aimi. Boa noite. –Respondeu o garoto sorrindo para ela.

Em seguida encarou o pai e abraçou-o. Sesshoumaru foi pego de surpresa pelos braços do garoto que parecia tão independente, mas que era ao mesmo tempo tão carinhoso. Abraçou-o de volta, se lembrando de como queria que seu pai o tratasse daquela maneira. Olhou os olhos dele, e se viu, por alguns segundos.

—Boa noite, meu filho. –Disse ele com voz firme. O garoto sorriu e virou-se de lado. Rin então pegou novamente pelo braço de Sesshoumaru e eles saíram do quarto indo e direção ao antigo quarto de Rin.

Dentro do cômodo, agora quase todo decorado de cor de rosa, a pequena Aimi desceu do colo de Sesshoumaru e correu com suas curtas e roliças perninhas, para a enorme cama, se esforçando para subir. Rin gargalhou com a cena e o próprio Sesshoumaru se pegou sorrindo abertamente. Rin aproximou-se dela e a pôs deitada na cama cobrindo-a em seguida.

—Boa noite minha princesinha linda! Eu te amo tanto! –Disse Rin beijando-a e colando a testa na dela.

—Eu te amo tanto também, mamãe. Papai, papai eu quero um abraço! – Disse a pequena voltando o olhar para ele. Sesshoumaru se aproximou da cama e abraçou a pequena que o apertava com força.

—Boa noite papai. Eu te amo muito! –Disse ela ainda abraçada a ele. Sesshoumaru sentia-se estranhamente bem, ouvindo aquilo. Encarou-a por alguns segundos e sorriu.

—Boa noite, Aimi hime. –Repetiu ele, e pode ver a alegria transbordar no rosto da pequenina.

Rin se aproximou e pegou-o pelo braço e os dois se encaminharam pelo corredor, enquanto Rin falava das crianças com orgulho e doçura. Caminharam de volta ao quarto de Sesshoumaru. Ao entrar novamente, percebeu que o grande cômodo, possuía agora características de um quarto de casal. Rin entrou e dirigiu-se ao quarto de banho. Em seguida voltou e olhou para ele, que estava completamente distraído absorvendo as mudanças ao redor.

—Sesshoumaru? Venha, logo. A água vai esfriar! –Disse ela sorrindo, enquanto caminhava até ele vestida somente com um roupão de banho.

E Sesshoumaru reparou no quanto ela estava linda. Um pouco mais madura com seios um pouco maiores, possivelmente por ter sido mãe. Mas ainda assim seu corpo estava lindo. Seu sorriso era ainda mais sedutor. Os longos cabelos estavam presos elegantemente em um coque e combinavam com sua maquiagem leve.

—O que foi Sesshoumaru? Esta me olhando tanto! – Disse ela se aproximando para ajudá-lo a se despir.

Sesshoumaru permanecia em silêncio contemplando a linda mulher que ela havia se tornado. Ela tirou o nó do quimono dele e retirou a peça, enquanto passava as unhas de leve no peitoral definido do youkai que gemeu.

—Você é tão lindo meu Sesshoumaru. Eu nunca me canso de olhar para você. –Disse ela em seguida beijou o peitoral dele.

Sesshoumaru arrepiou-se com a carícia, e principalmente com a ousadia da fêmea. Ela percebeu a excitação dele e pegou-o pelas mãos e puxou-o para o quarto de banho. Uma vez lá, Rin tirou o roupão que vestia ficando inteiramente nua, caminhou até a banheira entrando e submergiu na grande banheira, até a altura do pescoço. Sesshoumaru sentou-se no banco de mármore que jazia ao lado da mesma e ficou olhando para ela se perguntando se estaria fazendo o certo. Levantou seus olhos e encontrou os de Rin, que estava molhada na sua frente.

—Está tudo bem meu amor? Você está me preocupando... – Questionou ela. Sesshoumaru não respondeu. E ela afastou os braços dele para sentar-se em seu colo, de frente para ele, colando sua pele molhada e quente ao corpo frio do Youkai.

Sesshoumaru fechou os olhos para senti-la. Resolveu não mais resistir e pegou-a pelos quadris, colando seus lábios nos dela, com sofreguidão.

O beijo lânguido e molhado incendiou o corpo do casal. E Sesshoumaru se viu totalmente entregue àquele sentimento tão poderoso.

—Ah Rin... O que está fazendo com este Sesshoumaru? –Perguntou ele se afastando um pouco para tomar os seios dela com a boca. Beijou-os, e mordeu-os enquanto introduzia um dedo na intimidade de Rin que gemia como se estivesse no cio.

—Humm está tão molhada... –Sussurrou ele.

O youkai sentou-a no banco e pôs a masturbá-la com a língua. Rin se segurava enquanto mantinha as pernas entrelaçadas nos ombros de Sesshoumaru, e não demorou muito para que ela chegasse ao orgasmo. Vendo que a humana se derramava em sua boca, Sesshoumaru tirou a hakama que vestia e preparou-se para penetrá-la mas Rin moveu-se de súbito, e pôs o membro grande e grosseiro na boca e pondo-se a chupá-lo com todo o seu desejo.

—Rin... aaaahhh Rin... -Gemia o Youkai sendo levado à loucura pela boca gulosa da humana.

Estava prestes a se derramar, quando respirou fundo e levantou-a para continuar o que pretendia. Queria fazer aquilo dentro dela. Fazê-la sua e toda sua.

Desta vez penetrou-a rapidamente e com força. Rin gemeu alto.

—Ahh assim meu macho... Meu Sesshoumaru... Me faça sua... –Os gemidos de Rin o enlouqueciam.

Sesshoumaru passou a manipular o clitóris dela com uma das mãos enquanto a outra segurava fortemente o quadril de Rin e continuou com as estocadas fortes até que ela se derramou novamente. Ele sentia que não suportaria segurar seu prazer por muito mais tempo. Apertava os seios dela e segurava-a pela nuca enquanto mordia o lábio inferior dela e movia os quadris de forma aumentar a pressão das estocadas. Depois de algum tempo seus olhos ficaram vermelhos. As garras arranhavam o quadril dela, mas Rin não importava.

—Eu sou sua... A sua cadela... Meu amor... -Gemeu ela, sentindo seu orgasmo novamente chegar junto ao de Sesshoumaru.

O lorde Youkai, chegou ao seu ápice, gemendo o nome dela. Exausta ela se deixou cair no peito dele, e assim que sua respiração se acalmou ele levantou-a no colo e entrou na banheira ainda tendo a em seus braços, mantendo-a junto de si dentro da água morna.

—Rin... Isso foi... Maravilhoso. -Confessou ele, sussurrando, enquanto passava a ponta do nariz no pescoço dela, e logo observou sua marca na pele dela. Ao ouvir as palavras dele, Rin sorriu.

—Sempre é maravilhoso, meu amor... Porque você é maravilhoso. Eu te amo tanto, Sesshy... –Sesshoumaru sorriu, com o apelido.

Nunca fora chamado por outro nome além do seu e de repente tudo aquilo era inacreditavelmente real. Dentro de si uma paz, que ele nunca havia experimentado, e uma vontade insaciável de ficar para sempre ao lado dela.

Notas finais
Quero deixar aqui meus sinceros agradecimentos a todos aqueles que favoritaram o fic, e pedir que comentem, isso me estimula muito mesmo. Não se preocupem assim que a minha net voltar a funcionar, eu vou voltar a postar com regularidade. Obrigado por lerem, até a próxima.