Perdida Na Tempestade

13 Capítulo 13- Dar o melhor de si...


Notas iniciais
Obrigada a todos que têm favoritado a fic e também comentado! A cada comentário eu me sinto mais motivada a continuar escrevendo! Nesse capítulo temos algumas surpresas e o nosso casal preferido trocando carícias! Mas é por pouco tempo, viu? sinto que o tempo vai fechar! rsrrs boa leitura!

A tarde chegou preguiçosa enquanto Igraine e Hikaru conversavam nos jardins sobre o tempo que passaram afastados. O youkai tigre enumerou todas as semelhanças entre Igraine e sua família. A hanyo contou sobre como fora criada e como o diário de sua mãe lhe dera esperança de encontrá-lo. Ao longe os dois irmãos eram observados discretamente por um par de olhos azuis turquesa, que parecia igualmente interessado nas histórias da hanyou loura.

Rin e Kikyou por sua vez conversavam enquanto passeavam pelos grandiosos corredores do shiro saboreando aquele momento de fantasia que ambas tanto esperavam vivenciar. O shiro parecia ter renascido das páginas do diário de Claire e ambas percebiam isso com todo o encantamento que o momento pedia.

Mais tarde Kagome juntou-se a elas em uma das varandas. As moças acomodaram-se juntas nas poltronas e enquanto esperavam por Igraine, tiveram a ideia de descerem até o vilarejo para visitarem a senhora Kaede e conhecerem um pouco mais da vila. Apesar da ideia original ser descer a colina a pé, ao ser consultado por Kagome sobre o assunto, o general Inuyasha sugerira de maneira contundente que elas fossem de carruagem. Assim que a hanyo as encontrou, as moças desceram a colina enquanto o sol se preparava para descer no horizonte.

Chegaram alegremente na casa de Shippöu quando os últimos raios do sol davam lugar as primeiras estrelas.

A velha Kaede ficou muito satisfeita com a visita. Shippöu não se encontrava em casa, e as moças ficaram sabendo que ele havia partido para uma missão de reconhecimento ao redor das terras do shiro, mas que provavelmente não demoraria a retornar.

Kaede ainda contou que trabalhava como uma espécie de governanta no shiro de Inuyasha, mas que estava fora de seu posto por aqueles dias por conta de alguns contratempos na vila. Haviam algumas mulheres prestes a dar a luz, e era ela quem fazia as vezes como parteira.

Após jantarem, as meninas decidiram que já era hora de voltar ao shiro. Passaram ainda pelo vilarejo pois elas queriam ver as condições sanitárias das construções, já que haviam estudado também sobre isso.

Os moradores já começavam a se retirar para suas casas, quando as meninas começaram a subir a colina. Elas conversavam sobre todas as mudanças que poderiam fazer para melhorar os vilarejos e a qualidade de vida dos humanos quando finalmente chegaram aos portões do shiro.

Passaram pelas portas de entrada e cada uma tomou um caminho diferente: Rin foi para seu quarto, enquanto Igraine caminhou até o seu. Kikyou e kagome seguiram em direção ao escritório, mas quando estavam prestes a entrar, Raijin passou por elas.

O lobo da neve cumprimentou as duas mikos cordialmente e convidou Kikyou para um passeio pelo jardim. Kikyou aceitou o convite e deixou Kagome com uma piscadela e um sorriso.

Ao entrar no grande escritório do shiro, Kagome encontrou seu amado hanyo ainda ocupado com suas obrigações.

Ao avistá-la o olhar do general se iluminou. Sentira a falta dela no jantar, embora soubesse onde ela se encontrava. A miko contou sobre tudo o que havia visto no vilarejo e nas coisas que eles poderiam melhorar enquanto o ele observava cada palavra dela atentamente. Ambos conversaram animadamente sobre todas as mudanças quando o hanyo subitamente parou de falar e apoiou o rosto em uma das mãos, sorrindo ainda observando-a.

—O que foi, eu disse algo errado? -Kagome perguntou ligeiramente envergonhada.

—Não, não disse. É que eu sentia falta de ouvir você falando sobre as suas ideias. Você sempre foi tão inteligente, Gome. Você tem ideia de que em pouco tempo você será minha fêmea e a lady, deste shiro? Me alegra saber que você tem tantos planos para melhorar a vida dessas pessoas. Mas aquece meu coração saber que você será minha... -O hanyo sussurrou de modo apaixonado.

Kagome sentia seu rosto queimar, mas isso não a impediu de beijar demoradamente seu general.

Ela estava muito feliz em estar de volta. E principalmente em estar com ele. Mas havia algo que a preocupava.

—Inuyasha, você falou com Kikyou?

—Eu falei, mas ela parecia confusa. Acho que ela se envolveu mais do que devia com o Raijin. E temo pela honra dela. Raijin é conhecido por ser um youkai promíscuo que anda com prostitutas e adora orgias. Ele nunca teve qualquer compromisso sério, com uma fêmea. Além disso, ele odeia os humanos, por acreditar que o pai dele tenha morrido por causa de um deles. – Kagome compreendeu imediatamente o porquê de Inuyasha agir daquela forma tão protetora com Kikyou.

—Você contou isso a ela? – Perguntou Kagome.

—Não... Sou amigo dela, mas, não acho que eu seja a pessoa certa para dizer isso a ela... Você é a irmã de alma dela, Gome... Se ela tiver que saber dessas coisas é melhor que seja por você. –Pediu ele, com delicadeza.

Kagome assentiu com a cabeça, estava ainda absorta em seus pensamentos, quando foi pega de surpresa por um beijo molhado e quente de Inuyasha.

—Vamos voltar a nós... Quero marcar nossa união para o mais rápido possível. Não quero esperar para ter você comigo, Gome. -O hanyo murmurou.

—Eu também, não quero esperar... -Kagome afirmou olhando nos olhos dourados de seu general antes de beija-lo novamente, tomada por um desejo incontrolável.

Inuyasha pôs uma mão na nuca dela e outra na cintura e pressionou a contra seu corpo. Ela suspirou ao perceber a ereção dele em sua coxa. Mas não queria parar, queria fazê-lo perder a cabeça. Baixou a mão que estava nas costas dele e acariciou o membro ereto por cima da calça do quimono fazendo o hanyo gemer.

—Ahh Kagome... Não faça isso... ahh Gome, c-como foi que você ... Pare Gome... Ah... – Dizia ele em meio a suspiros e gemidos involuntários.

Kagome agora o masturbava com delicadeza.

—Está gostando? Eu sonhei tanto com isso Inuyasha... Você me pertence... Quero que sinta o quanto desejo você... -Kagome sussurrou pegando uma mão do hanyo e colocando sobre seus seios.

—Gome... E-eu não estou me aguentando... -Sussurrava Inuyasha pegando os seios de Kagome por cima do vestido que ela usava.

Depois abaixou o decote, libertando o seio direito. Os seios de Kagome eram macios e rosados e Inuyasha não resistiu em chupá-los com desejo. A miko gemeu alto com a carícia.

—AAAhhh Inuyasha... Não... por favor... Não pare... – Repetia ela sem parar de masturbá-lo.

—Gome... Eu não consigo parar... – Disse ele levantando o vestido dela e pegando-a pela cintura.

Em seguida "limpou" a escrivaninha, com um movimento rápido, deitando a miko de costas, e arrancou a calcinha dela com as garras. Abaixou o rosto e lambeu a intimidade úmida da miko.

Kagome mordia os dedos para não gritar de desejo. Inuyasha lambeu os lábios, degustando o sabor doce e virginal da jovem. Continuou chupando e lambendo o sexo dela, demorando-se em especial no clitóris entumescido, pois estava adorando aquele sabor. Kagome gemia e segurava a cabeça de Inuyasha entre os joelhos, cada vez mais enlouquecida. Após alguns minutos de deliciosa tortura a miko chegou a um orgasmo intenso.

—Eu quero você... Quero muito você Inuyasha... – murmurou ela.

Ele a encarou por alguns instantes ainda sorvendo o sabor de sua doce humana. Ela, a mulher que dominava seus pensamentos nos últimos anos, estava ali diante dele, ofegante, semidespida e linda.

—Gome... Você é tão linda... E eu quero você... Quero tanto, que não posso fazer isso. Não posso tomar você aqui, não desse jeito. –Disse Inuyasha, erguendo a humana e pegando a em seus braços.

—Inuyasha... Eu amo você... -Murmurou a jovem deixando algumas lágrimas de emoção descerem enquanto ela o beijava ternamente.

—Eu também, Kagome. Amo demais. -Respondeu o hanyo, colando sua testa a dela.

Aconchegou-a em seu colo, sentando-se sobre a escrivaninha e acariciou os longos cabelos da miko enquanto ambos acalmavam o poderoso desejo que os envolvia.

Igraine não conseguia dormir. Sua mente estava agitada demais para que ela simplesmente parasse e descansasse. A conversa com seu irmão havia sido esclarecedora e empolgante. Ela realmente tinha uma família que a esperava e amava e seu irmão deixara bastante claro que faria tudo para que ela nunca mais se sentisse sozinha de novo.

A hanyo loura sorria sozinha lembrando de cada detalhe, extasiada com tal conclusão. Debruçada na mureta da sacada de seu quarto, Igraine observava a noite sem luar, mas cheia de estrelas. Nem mesmo o vento frio que vinha das montanhas ao redor, era capaz de desanimá-la. Tinha vontade de gritar para que todos ouvissem o quanto ela estava feliz.

Tomada pela emoção daquele reencontro e da perspectiva de um futuro ainda mais alegre e emocionante, decidiu que precisava de um pouco exercício. Usando seus tênis de corrida, ela ficou de pé na mureta colocou seus fones de ouvido bluetooth e ligou seu mp3 player, preso ao seu braço, para tocar sua música favorita. E como uma ginasta saltou da plataforma caindo com um joelho no chão e erguendo-se em seguida para correr prontamente.

Por entre as árvores da floresta a hanyo corria ainda sorrindo, desviando dos obstáculos com maestria. Em seguida, ainda correndo, ela puxou suas sais e passou a marcar cada árvore atacando inimigos invisíveis enquanto corria e pulava por entre os galhos, sempre seguindo o ritmo da música.

Após alguns instantes chegou a uma clareira bem na ponta do precipício. De onde ela estava, ainda era possível ver as luzes do shiro.

Olhando para o precipício, Igraine se aproximou da ponta e fechando seus olhos sentiu a brisa da noite tocar todo o seu corpo como se a chamasse para pular na escuridão da floresta que seguia lá em baixo.

Uma sensação de liberdade sem precedentes tomou-a. Vontade de rugir alto como o animal que ela sabia que era. E em meio a toda essa explosão de emoções, a jovem hanyo sentiu um cheiro estranho se aproximar.

Rapidamente retirou seus fones e olhou ao redor, preparando suas armas para atacar a quem quer que tivesse a audácia de enfrentá-la. Alguns segundos de muito suspense se passaram sem que nada ao redor parecesse diferente. O vento continuava soprando sobra a copa das árvores. E o som dos ocupantes do shiro estavam bem ao longe assim como as luzes do mesmo.

A hanyo continuava girando suas sais em seus dedos esperando o ataque iminente. Fechou seus olhos e deixou que seus poderes a tomassem. Quando abriu-os novamente, seus olhos estavam completamente vermelhos e seus cabelos voavam desordenados, coordenados pelo miasma que ela emanava.

Olhou ao redor e enxergou no escuro o animal que ela farejara. Tratava se de um urso negro jovem, que vagava provavelmente buscando restos de alimento.

A hanyo voltou ao estado normal e balançou a cabeça sorrindo. Não havia nada a temer. Colocou novamente seus fones e virou-se preparando-se para voltar ao shiro. Mas mal deu um passo sentiu que algo avançava sobre ela. Virou o rosto bem a tempo de ver uma enorme serpente que estava prestes a mordê-la.

Com o susto Igraine afastou-se em um movimento de defesa rápida, ficando bem na ponta do precipício enquanto empunhava suas sais novamente, mas mal teve tempo de saca-las, sentiu o chão ruir sobre seus pés.

A hanyo agiu instintivamente e retomou o equilíbrio do corpo enquanto caia, cravando suas sais numa fresta do paredão de pedra para tentar frear a queda, o que de fato funcionou.

—Argh... O que foi isso? -Gemeu a Hanyo olhando para a escuridão do precipício abaixo dela.

—Calma Igraine, eu vou tirar você daí. — Gritou uma voz masculina.

A hanyo loura tentava identificar a voz, mas estava muito ocupada em manter-se segura. Usando as sais e os pés, ela tentava escalar o paredão de volta ao topo, temendo tanto pela instabilidade das rochas quanto pelo que poderia estar aguardando-a no topo.

Mal conseguira subir alguns metros, quando o apoio de um de seus pés simplesmente se desprendera, cedendo ao seu peso. Fazendo com que jovem hanyo se desequilibrasse novamente ficando pendurada apenas por um braço.

Estava prestes a cair quando sentiu uma onda de energia fria a atingir. Foi como se estivesse sendo engolida por um rio, mas sem a sensação de estar molhada. O turbilhão a envolvia protetivamente enquanto a levava de volta ao cume da colina.

—Calma... Você está segura agora. -Disse finalmente o dai youkai dragão, segurando nos braços enquanto retomava sua forma.

—General Tatsuo...? -Sussurrou a hanyo ainda surpresa.

—Hmm... Esse animal não me parece comum. É muito maior do que normalmente é, e estava prestes a atacar você, mas não da maneira convencional. -O youkai constatou encarando a enorme serpente morta à seus pés, por alguns segundos, antes de chutar o cadáver no precipício.

Logo em seguida encarou a jovem hanyo que ainda estava em seus braços, surpresa com a proximidade e situação.

—General... O que está fazendo aqui...? -Igraine perguntou tentando recuperar o raciocínio.

—Estou salvando você, Igraine. E pode me chamar de Tatsuo somente. -O dai youkai sorriu simpaticamente.

—Gener... Quero dizer Tatsuo... Pode me colocar no chão, e-eu posso andar! -A hanyo tentou argumentar sentindo o rosto em brasas.

—Não acho que seja uma boa ideia. Você forçou seu tornozelo direito quando escorregou e caminhar agora poderia causar uma contusão. Não precisa se preocupar, eu posso carregar você até o shiro sem nenhum problema. Apenas relaxe e me deixe cuidar de tudo. -Ele respondeu sorrindo ainda mais encantador.

Após mais alguns momentos ambos chegaram à varanda do quarto da hanyo. O general dragão entrou pela porta da varanda e colocou a sentada sobre a cama. Em seguida ajoelhou-se para ajudá-la a tirar o tênis e examinar o tornozelo que estava realmente inchado, embora não estivesse ferido.

—Pronto... Um pouco de gelo e uma boa noite de sono e seu tornozelo estará perfeito pela manhã. -O youkai disse ainda ajoelhado aos pés da hanyo.

Em seguida com as pontas dos dedos criou pequena hastes de gelo que ele envolveu em um lenço e colocou sobre a luxação.

—Esse gelo vai demorar um pouco para derreter. Aconselho que você o tire antes de ir dormir. Precisa de algo mais? -O dai youkai completou se erguendo.

—Ah, n-não... Você já fez muito... Se não fosse por você, nem sei o que teria acontecido. Obrigada por tudo... Tatsuo. -A hanyo se limitou a dizer virando o rosto para não encará-lo diretamente.

O general notou certa melancolia nas palavra dela. Estava prestes a sair mas algo o deteve. Recuou dois passos para trás, virando se para a hanyo e ajoelhando-se novamente na frente dela.

—Você... Não deveria ser grata a mim. Eu não estava lá por acaso... -Ele disse com seu rosto levemente ruborizado.

—O-o que... O que você quer dizer com isso?- A hanyo loura questionou contrariada.

—Eu estava observando você. Passei o dia inteiro fazendo isso. Mesmo quando você saiu com as humanas eu... me senti compelido a segui-las. Parecia a coisa certa a se fazer. E Isso parece terrivelmente problemático quando dito em voz alta... Mas eu simplesmente não consegui parar de pensar em você desde que você pulou na mesa pronta para nos atacar. Então quando você saiu para ir até a clareira do precipício, eu estava bem atrás de você. Eu precisava me certificar que você estaria bem. Não consigo entender o que houve comigo, nem por que motivo estou agindo desta maneira. Mas tenho certeza de que lhe devo desculpas, por meu comportamento inadequado.- O youkai dragão disse nitidamente consternado.

— Tatsuo... Você tem razão, esse comportamento é muito estranho e absolutamente inadequado. Mesmo assim... Obrigada por tudo. Você não precisava me contar nada, mas escolheu ser honesto comigo. E se não fosse por você eu não sei o que teria acontecido... Eu... Não sei como a coisas funcionam aqui nessa era, mas... Você não precisa se esconder para me conhecer melhor, ou mesmo falar comigo. Nós podemos ser amigos, não é? Eu não sei o que você pensa sobre isso, mas eu sei que eu gostaria disso...- A hanyo sorriu com sinceridade e em seguida segurou as mãos do youkai dragão o reverenciando respeitosamente. — Tatsuo encarou-a por alguns segundos ainda surpreso.

E em um repente sentiu o próprio coração palpitar de modo muito estranho. Como se algo o aquecesse de repente.

—Amigos? Gosto dessa ideia... Obrigado por sua gentileza e compreensão... Agora descanse, Igraine. Amanhã teremos o dia todo para isso. -O dai youkai sorriu de volta para a hanyo e se despediu rapidamente. Não queria que ela notasse o descompasso de seu coração.

Quando finalmente se encontrou de volta ao seu aposento, fechou a porta atrás de si e tocou o peito como se quisesse acalmar os sentimentos. Respirou profundamente e sorriu ainda surpreso com o calor que emanava de si mesmo, enquanto se lembrava do sorriso e das mãos de Igraine sobre as dele.

O dia amanheceu depressa para Kikyou e Raijin. Ambos passearam pelo jardim ainda em construção do shiro e conversaram sobre as ideias de Kikyou para a vila humana. Raijin mostrou-se extremamente interessado no assunto especialmente por que o outono e o inverno se aproximavam e a cada inverno mais e mais humanos pereciam nas aldeias de seu shiro devido ao frio intenso e as condições mais inóspitas.

A conversa os levou à varanda do quarto de Raijin. A certa altura o assunto continuava tão fluído que fez com que o youkai levasse um cobertor para a varanda e acomodando a miko em seus braços, ambos acabaram por adormecer sentados juntos em uma poltrona.

Aos primeiros raios do sol, o youkai despertou, ainda com Kikyou em seus braços. Permitiu-se contemplar o rosto adormecido dela por alguns instantes e depois observou o amanhecer do novo dia. Pela primeira vez em muito tempo sentia-se em paz. Mas esse sentimento estava ameaçado, já que muito em breve ele devera levá-la para seu aposento. Ela não pertencia a ele e o youkai começava a se questionar sobre o quão estranho aquela situação lhe parecia e no quão desconfortável ele se sentia quando ela estava longe dele.

Inuyasha já se encontrava de pé em seu escritório. O hanyo ansiava pelo retorno de seus capitães e de notícias dos demais shiros. Estava ainda olhando o sol que nascia reluzente sobre o vale, quando Mirok chegou ao escritório.

— Finalmente Mirok eu estava começando a me preocupar. E então como foi a missão? -Inuyasha cumprimentou o monge, nitidamente aliviado.

—Eu diria que foi produtiva. Trago notícias da fronteira norte. Parece que os sobreviventes do último ataque disseram ter visto uma grande ave de fogo saindo do local após a destruição das vilas. Em outro local foram encontradas penas de pavão branco recheadas de um tipo de veneno letal apenas para youkais. E outras com uma espécie de veneno da obediência, que controla as mentes de quem é infectado. –Disse Mirok se servindo de uma bebida e sentando-se na poltrona à frente de Inuyasha.

—Veneno letal apenas para youkais? Então eu estava certo em pedir ao general Raijin que desse ordens aos capitães dele para encontrar aquelas duas. –Disse Inuyasha se levantando.

— E isso não é tudo. Algumas cobras incomuns foram vistas na região antes dos ataques. Os relatos são tantos que estamos começando a traçar u bem paralelo entre as aparições e os ataques. -Mirok continuou bebericando sua bebida.

—Hmm... Sempre soubemos que haviam youkais de clãs tradicionais envolvidos nesses ataques. Talvez essas cobras sejam uma pista de quem está por trás de tudo isso. Não há tempo a perder. Mirok, quero que você vá para casa e descanse. Sango deve estar preocupada. Eu devo colocar os demais generais a par do que descobrimos. Mas antes... Tenho mais um pedido a você. -O general ponderou.

—Deixe me adivinhar. É sobre Kagome? -Mirok terminou a bebida e colocou o copo de volta a bandeja.

— Sim... Preciso apressar minha união com ela. Eu vou enlouquecer se não a tiver. -O hanyo colocou a mão sobre a testa buscando clarear seus pensamentos.

—Você esperou por tempo demais, meu amigo. Eu lhe avisei sobre isso. Mas imagino que tê-la tão perto possa ser uma tortura ainda maior do que qualquer outra. Você precisa se lembrar de seu treinamento. Essa guerra que se aproxima vai exigir muito de todos nós. -Mirok colocou a mão sobre o ombro do hanyo em sinal de apoio.

—Eu sei... Por isso quero tê-la comigo o quanto antes. Preciso dessa força. -O hanyo disse com segurança.

—Está certo. Eu vou resolver o que for necessário para que isso ocorra o mas breve possível. -Mirok assegurou. Inuyasha suspirou aliviado e balançou a cabeça positivamente.

Ambos saíram do escritório juntos e caminharam pelo corredor indo em direção à sala de entrada do shiro. De lá cada um deles tomou uma direção específica.

Inuyasha chegou a sala de refeições e encontrou Sesshoumaru e Hikaru já tomando seus respectivos desjejuns juntos. O hanyo se juntou a eles, e logo Isamu e Tatsuo também chegaram para o desjejum. Raijin chegou alguns minutos depois.

—E então o que você descobriu?- perguntou Sesshoumaru impaciente. E foi informado por Inuyasha dos fatos ocorridos bem como também as provas encontradas.

—Mas isso é muito mais preocupante do que imaginamos. Não há dúvidas de que estão querendo nos eliminar individualmente. –Disse Raijin.

— A youkai que usou o veneno em você tem relação com os possíveis criminosos. E prova disso é que o veneno é do mesmo tipo. Só não foi usado da mesma maneira. –Disse Inuyasha, convicto de suas palavras.

—Essa pena, é de um youkai pavão do clã das aves celestiais. – Disse Tatsuo olhando a pena branca em suas mãos.

—Acho pouco provável. O clã das aves celestiais é pacífico. Eles dedicam a suas vidas a buscar iluminação e a divindade. Por que eles atacariam aldeias em busca de tesouros?- Questionou Isamu.

— Sim, mas pode ser que exista algum desgarrado que busque mais da vida do que apenas iluminação. -Disse Hikaru.

Tatsuo e Inuyasha concordaram com o tigre dourado. Não era impossível encontrar youkais desgarrados que acabassem como uma espécie de mercenário.

—De qualquer forma, meu capitão está no encalço das duas. Quando as tivermos será fácil descobrir quem são os demais comparsas. Köuga é muito bom em seguir rastros. Eu mesmo não chego aos pés dele nesse quesito. Além de fazer sucesso com as fêmeas, sobretudo às humanas. –Disse ele olhando de lado para Inuyasha que estava impassível, mas por dentro fervia de ódio.

O lobo da neve sabia perfeitamente que o hanyo e seu capitão se detestavam. Mas nunca tivera a curiosidade de perguntar o por quê. Colocar a fêmea humana em pauta foi um palpite que se mostrou muito útil. Raijin jogou o "verde" e colheu "maduro".

— É sim, foi uma pena ele ter se casado! Pena de Ayame, claro. Mas eu espero que ele não se demore, em trazê-las, pois pode ser que elas terminem o serviço. Se eu fosse você, ficaria de olhos bem abertos, Raijin. Não vai querer que uma humana, proteja você de novo, vai? – Disse Inuyasha com um sorriso irônico e retrucando a provocação.

O lobo da neve ponderou em silêncio por alguns minutos antes de finalmente responder.

— Para ser bem franco, Inuyasha, eu realmente quero muito que ela faça isso. — Disse ele, mantendo um semblante sério. As conversas paralelas cessaram no mesmo instante.

—O que está querendo me dizer general Raijin?- Perguntou Inuyasha olhando fixamente para ele que assim como os outros ao redor da mesa.

—Que ter a companhia dela é algo inusitadamente prazeroso para mim... E começo a me incomodar com a sua super-proteção. Então, eu gostaria de saber, afinal, qual a sua relação com Kikyou? – O lobo da neve questionou diretamente e todos os presentes ficaram apreensivos.

Não parecia ser real ouvir Raijin dizer que queria a companhia de alguém, sobretudo a de uma humana. Inuyasha o encarou seriamente antes de respondê-lo.

—Ela é uma pessoa importante para mim. Foi graças a ela que eu conheci e me apaixonei por minha prometida Kagome e me tornei tudo o que eu sou hoje. Ela é como uma irmã querida e eu vou protegê-la com a minha vida se for preciso. E já que você começou esse diálogo, me permita perguntar Raijin. O que você quer dela, afinal? Acho que está nítido que ela não é uma de suas cortesãs... -O hanyo respondeu no mesmo tom sincero e questionou o youkai lobo com ferocidade.

—Eu sei quem ela é Inuyasha. E sei o que você e todos aqui pensam sobre isso. Eu mesmo me sinto um tanto quanto confuso sobre essa situação. Mas conheço meu papel e minhas obrigações como general das terras do Oeste. Eu jamais desonraria uma virgem, mesmo ela sendo uma humana. Não tenho certeza de como isso vai acabar, mas estou certo de que não quero que ela se afaste de mim. NÃO permitirei isso ocorra. -Raijin foi enfático e surpreendemente, sincero.

Inuyasha pensou em respondê-lo e questioná-lo ainda mais, mas logo passos apressados foram ouvidos se aproximando rapidamente.

—Senhor Inuyasha, temos uma emergência. Os batedores que o senhor enviou para cuidar do perímetro do shiro, acabaram de nos avisar que há uma vila à leste que está sendo atacada neste instante!– Disse um soldado que abriu a porta, esbaforido e apavorado.

Inuyasha, Sesshoumaru e os demais generais se levantaram imediatamente e saíram porta a fora seguindo o soldado que corria de volta exasperado. No salão principal do shiro encontraram as fêmeas que desciam juntas naquele momento para o desjejum.

Nenhum deles no entanto, se deteve ao vê-las. Atravessaram o salão e foram diretamente para a entrada principal do shiro onde os soldados do shiro e os capitães de Inuyasha já o aguardavam.

—Mirok, Shippou, comandem os soldados, cuidem do Shiro e da vila. -Gritou Inuyasha já empunhando Tessaiga e correndo rapidamente na direção informada pelos soldados.

—Eu e Inuyasha vamos à frente, encontramos vocês lá! – Disse Hikaru para os demais generais, pegando Inuyasha pelo braço e usando sua velocidade para chegar muito mais rapidamente onde aconteciam os fatos.

Sesshoumaru puxou Bakusaiga e partiu com os outros em suas formas de energia. Ao chegar ao ponto exato onde antes era uma vila de mineração, viram uma enorme redoma de energia envolvendo toda a região. Hikaru aproximou-se da barreira e desembainhou sua Nisshō no ken (espada de luz de sol ). Estava pronto para usá-la quando uma voz lhe chamou a atenção.

—Espere Hikaru eu acho que posso atravessar essa barreira sem maiores problemas. –Disse Kagome saindo da sombra de um carvalho bem na frente de onde ele estava. Junto com ela estavam Kikyou, Rin, Igraine e Yukina.

O youkai tigre ficou assombrado. Nunca imaginou que as humanas pudessem ter tamanho poder.

— O que estão fazendo aqui? É perigoso demais, vocês sabem! – Protestou Inuyasha, com o apoio de Hikaru.

—Não se preocupe irmãozão a gente sabe se cuidar! – Respondeu Igraine sorrindo. Kikyou se aproximou da barreira e tocou-a cuidadosamente.

—Não é uma barreira repelente. É uma barreira de energia para reter o tempo. – Analisou Kikyou com as mãos dentro da barreira.

—Então como vamos entrar?- Perguntou Rin empunhando seus leques.

—Vamos entrar? Vocês não vão a lugar algum! Eu vou entrar! –Disse Inuyasha com altivez.

— Vocês não vão conseguir ir a lugar algum sem nós! – Disse Kikyou, com calma.

Em seguida fez uma barreira refletiva em volta de si e disse a Igraine para fazer o mesmo, e dar as mãos à Hikaru. Kagome também fez uma e pegou Inuyasha pela mão. Yukina decidiu ficar para trás para esperar por Sesshoumaru e os demais generais. Feito isso eles entraram na barreira de energia.

A barreira feita por elas impedia que os efeitos da grande barreira as atingisse. Graças a tal fato, elas conseguiam se mover quase que normalmente. Caminharam alguns metros até perceber que havia soldados que se moviam rapidamente por entre as pessoas matando e destruindo tudo o que estivessem em seu caminho.

—Então, é por isso que eles destroem tudo tão rápido! Covardes! Vamos logo, nós temos que achar quem está mantendo a barreira. — Gritou Kikyou atacando os soldados inimigos usando sua Hinoken.

Seguindo o exemplo da miko, Hikaru desembanhou sua espada para derrotar alguns soldados, tendo Igraine com suas sais, ao seu lado, enquanto tentavam avançar. Rin tentou usar seus leques para jogar as pessoas para fora da barreira, mas não fazia efeito. Parecia que até o vento estava impossibilitado de se mover. O jeito era usá-los fechados como bastões para se defender dos ataques.

Ainda em luta, Hikaru e Igraine foram parar na rua central da aldeia e viram no fim da mesma, uma mulher encapuzada que estava levitando a alguns metros do chão e parecia irradiar a barreira.

Alguns minutos depois que eles haviam entrado, Sesshoumaru e os demais generais chegaram até o local e imediatamente foram avisados e instruídos por Yukina, sobre como deveriam entrar.

A feiticeira youkai criou as barreiras refletivas tanto para os demais generais quanto para o lorde que apressou-se em entrar, preocupado e contrariado com a presença de sua protegida no campo de batalha.

O lorde inu dai youkai não demorou muito a encontrá-la. E quão não foi a sua surpresa ao vê-la lutando vigorosamente com os soldados inimigos. Assistiu-a confiante e poderosa, atacando os inimigos com golpes precisos e muito bem calculados e sem se dar conta, Sesshoumaru sorriu. Sentia-se verdadeiramente orgulhoso da fêmea admirável que ela havia se tornado.

Saindo daquele momento de encantamento, ele avançou sobre alguns soldados antes que cercassem á Rin. Com a ajuda da Bakusaiga cortou os ao meio.

—Rin como foi que você chegou aqui? – Perguntou ele enquanto se desferia outro ataque igualmente letal.

—Senhor Sesshoumaru, eu prometo que conto tudo depois, mas nós temos que ajudar Igraine e Hikaru!- Disse ela apontando para uma figura sinistra que ia em direção ao casal de irmãos.

Com a ajuda dos generais ficou muito mais fácil enfrentar os muitos soldados. Hikaru estava cada vez mais próximo da tal fêmea, quando foi atingido de raspão por um chicote.

— Você não parece mais tão veloz Hikaru, o que há com você? – Disse uma voz sarcástica.

—Quem é? Vamos apareça! – vociferou o tigre dourado. E logo diante dele uma youkai de cabelos e olhos verde escuros se colocou.

—Mizuki...? -Questionou Hikaru, incrédulo.

Notas finais
obrigada por ler a fic! Quer saber mais sobre a sinopse de cada personagem? Não hesite em me perguntar! Que tal uma sugestão? Fique à vontade para me deixar o seu comentário! será muito bem vindo!