Perdida Na Tempestade

39 Capítulo -39- O retorno da feiticeira do tempo...


Notas iniciais
Geeeeentee!! o meu carnaval acabou segunda feira passada e eu passei essa semana todinha preparando esse cap! desculpa a demora gente. Mas enfim estou muito feliz com todos os comentários, e quero pedir que vcs não fiquem bravos comigos, por que eu vou postar mais rápido a partir de agora ok? Vamos ao texto!!!

Isamu pôs Ritorirï no chão em segurança e pôs-se na frente dela, para enfrentar a pequena youkai.

_Saiam daí! — Gritou o youkai corvo, para as sacerdotisas, que insistiam em permanecer na água procurando pelo corpo de Minara.

A luta entre Kagura e Rin estava cada vez mais violenta. A youkai dos ventos usava seu leque para arrancar pedras do teto e das paredes irregulares, para atingir Rin e os outros, enquanto Kanna traçava sua estratégia para pegá-los desprevenidos. Rin defendia-se da maneira que conseguia, mas assim como Janis, Kagome e Kikyou, estava enfraquecida, por dar seu sangue para o feitiço, e sentia que não suportaria os ataques por muito tempo. A cada ataque, Kagura chegava mais perto de atingi-la.

_Vamos lá garotinha insuportável, me mostre o que sabe fazer! Achou mesmo que conseguiria dominar os ventos melhor do que eu? –Riu-se Kagura, tentando manipular a mente de Rin.

A Humana deteve mais um golpe, no entanto não conseguiu se desvencilhar de outro, e foi atingida bem em cheio. O dano só não foi maior, por que Yuko, conseguiu pegá-la, antes que ela se chocasse contra a parede instável. As sacerdotisas se mobilizaram e usaram seus poderes para fazer com que Kanna ficasse visível. Mas quando iam ataca-la a visão de Mizuki, apareceu no espelho, com seu sorriso nefasto, e as atirou longe com um golpe de sua cauda.

_Um presentinho para Sesshoumaru... Vamos ver a Fêmea humana dele, ser despedaçada! –Disse o reflexo da Youkai.

No salão onde os demais Youkais lutavam, uma grande barreira se estendeu parando o tempo, prendendo todos os youkais que lutavam contra Mizuki, mas mantendo-os conscientes, enquanto o espelho de Kanna aumentava drasticamente de tamanho, mostrando simultaneamente o Salão onde Sesshoumaru e os outros generais lutavam, e o altar de Mizuki, onde Kagura atacava impiedosamente à Rin. Sesshoumaru tentava de todas as formas se libertar, mas era impossível se mover. A angústia tomava conta dele, e de Rin que por sua vez temia que ele fosse morto.

_Sesshoumaru! Não, não o machuque, por favor! – Implorava a humana caída de joelhos diante das imagens.

Yashiho, Yuko e Isamu bem como todas as sacerdotisas youkais, tentaram reagir, mas foram presos pela mesma barreira do tempo. A própria Kagura ficou incomodada com a visão de Sesshoumaru indefeso, mas precisava eliminar a humana, ou Mizuki não cumpriria o acordo de libertá-la. A sua liberdade, porém, não seria a mesma se ela não pudesse ter Sesshoumaru ao seu lado. Ela teria de agir rápido.

_Fique quieta menina, eu prometo que você não sentirá nada... – Disse a youkai pronta para ataca-la. Mas foi detida por um golpe certeiro, de Igraine que partiu para cima da youkai dos ventos com toda a sua fúria.

_NINGUÉM, machuca a minha amiga! – Gritou a Hanyou desferindo seus golpes. Janis, Kagome e Kikyou também vieram para enfrentá-la.

A youkai dos ventos conseguia se desvencilhar facilmente dos golpes, por ser mais ágil que elas, mas não conseguiu escapar dos ataques de Igraine que era igualmente veloz. Kanna, no entanto usou seu poder para paralizá-las enquanto Kagura atingiu-as com seus ventos e desta vez ninguém pôde ajuda-las. As cinco amigas chocaram-se contra a parede, mas antes que chegassem ao chão, receberam outro golpe. Janis foi a mais atingida pelos ventos, que a fizeram atravessar uma coluna de pedras, enquanto Igraine que se pôs na frente de Rin, tinha seu ombro dilacerado, por uma estalagmite pontiaguda na lateral da parede. Kikyou avançou com sua barreira de fogo, mas novamente Kanna se pôs em seu caminho, usando um espelho, criado por ela, refletiu uma luz fortíssima, que a cegou momentaneamente, fazendo com que ela fosse atingida novamente por Kagura. Kagome correu para ajuda-la, enquanto Rin reagia para dar-lhe cobertura. Caída ao chão, Kikyou segurava o ventre, rasgado por um corte de mais de um palmo de cumprimento. O cheiro de sangue se fez presente e Raijin que a tudo assistia sem poder interferir, sentia seu ódio, misturado ao desespero de sua impotência.

_Termine logo isso Kagura, quero que Sesshoumaru e seus generais, vejam suas fêmeas morrendo bem na frente deles... –Disse a youkai serpente.

Kagura relutou ao ver Sesshoumaru novamente. Ela sinceramente não desejava matar Rin, mas não estava disposta a abrir mão de sua tão sonhada liberdade. Teria de fingir lealdade à Mizuki, se quisesse salvar seu amado Sesshoumaru. Ela aproximou-se de Rin, para dar seu golpe fatal, enquanto Mizuki gargalhava vitoriosa. “Estou saindo do forno para ir à frigideira... Eu deixo de ser escrava de Naraku para me tornar escrava de Mizuki... Do que adiantará? Eu sempre serei escrava... Mas, desta vez, Sesshoumaru vai me odiar para sempre... Não... Eu prefiro à morte, a ser odiada por ele...” A youkai refletiu, e baixou sua guarda corajosamente. Mizuki compreendeu que ela a desobedeceria e gritou de ódio.

_Sua maldita traidora! Naraku, acabe com ela agora mesmo! Eu quero ver o sangue dessa vadia tingir o chão! –Gritou a youkai naja, entre os dentes.

Naraku fechou o cenho. Estava enojado, e envergonhado, com a atitude de Kagura. Atravessou o espelho calmamente e caminhou até onde ela estava. Quando se aproximou da youkai que se pôs à frente das humanas, no entanto, uma luz começou a brilhar no fundo do tanque de água.

_Kanna, o que está fazendo? Porque está usando seus poderes na água? –Questionou Kagura.

_Não sou eu... Estou bem aqui Kagura, ao seu lado. – Respondeu, a Youkai com o semblante tranquilo.

_Mas então, o que é isso? –A youkai dos ventos questionou para si própria, surpresa.

Enquanto isso, no mundo dos mortos, Minara procurava, pelo Senhor do submundo. Ela corria por entre os labirintos obscuros, com a facilidade de alguém que conhecia bem os caminhos, por onde andava.

_Senhor Izanagi? É o senhor?... Como é bom vê-lo... Já faz muito tempo, não?-Disse ela ao se aproximar do trono, onde um macho majestoso e sombrio, estava sentado.

_Sim, pequena feiticeira... Faz muito tempo no seu mundo... Para mim faz apenas algumas horas... O que está fazendo de volta ao yomi? -Respondeu ele, sorrindo melancólico.

_Vim buscar a alma de minha avó... A profecia está prestes a se cumprir, e ela tem de voltar para renascer em meu corpo. –Respondeu Minara, para a surpresa do obscuro macho.

_Você abriria mão, de sua vida, apenas para que sua avó renascesse? –Questionou ele ficando de pé para encará-la.

_Se ela renascer poderá salvar a vida de todos, assim como fez antes. Minha avó abriu mão de seu grande amor, apenas para salvar sua raça... Eu não me importo de morrer para devolver tudo aquilo que lhe pertence... Além disso, ela morreu para me salvar... Porque, eu não retribuiria? Ela é minha avó e eu a amo muito... Assim como amo à todos os meus amigos. Não posso deixa-los morrer apenas pelo capricho de ficar viva... –O macho, ergueu as sobrancelhas, surpreso com as palavras dela.

_A sua coragem me impressiona, pequena feiticeira. Mas infelizmente, a alma de sua avó, não está no Yomi. Se estivesse aqui, eu a teria encontrado... -Respondeu ele dando ás costas, para Minara para que ela não visse sua decepção.

_Não está? Mas... Onde ela pode estar então? –Perguntou Minara, confusa.

“Dentro de você...” – Disse uma voz que falou alto o suficiente para que Minara e Izanagi ouvissem.

_Izanami? Minha amada Izanami, você está aí? –Perguntou o macho, que voltou-se para encarar Minara.

_Sim, Izanagi... Meu amor... Estou aqui e agora poderemos ficar juntos... Se você ainda me quiser. –Respondeu a alma de Izanami, saindo de dentro do corpo de Minara.

_Eu sempre vou querer você... Você é a minha metade, Izanami... E eu fui um tolo em não ver isso antes... Foi por minha causa que tudo isto aconteceu...

_Não... Não se culpe... Também foi por sua causa que eu tive uma nova chance de viver. –Disse ela materializando-se na frente do macho, e acariciando seu rosto. Izanagi perdeu sua postura intimidadora e abraçou Izanami com urgência. Minara ficou emocionada ao ver o encontro das duas metades de uma alma.

_Vovó... Eu vim até aqui, para busca-la. Sua profecia se cumprirá em breve... Este é o momento em que a senhora poderá renascer usando meu corpo, conforme disse que faria! Lembra-se? “caída em humano corpo renasce para a forma youkai imortal e inabalável” A youkai renascida é a senhora, não é mesmo? – Disse Minara aflita.

_Eu só acrecentei este verso, para testá-la. Ver se você seria mesmo capaz de doar sua vida pelo bem dos outros, assim como Izanagi e eu fizemos. Você me enche de orgulho, minha princesa, pela sua coragem, mas isso não é necessário. Se fizesse isso, você certamente nunca mais voltaria à vida... Eu estou onde devo estar... E agora é hora de você voltar e mudar seu destino. -Disse Izanami, abraçando Minara, com carinho. Izanagi aproximou-se delas e concluiu.

_Não importa onde estamos, ou a qual raça pertencemos. Nós somos um só, e eu não vou deixar sua avó fica longe de mim nunca mais. Você têm muito mais poderes do que pensa, pequena, e também tem mais coisas que lhe prendem ao mundos dos vivos do que você imagina... É chegada a hora de deter a youkai serpente, e fazer justiça àqueles que acreditaram em dias melhores. –O macho, ergueu sua enorme lança e fez com que Minara levitasse, sendo empurrada na direção de um grande portal que se abriu em cima de suas cabeças.

_Lembre-se sempre de nós, minha princesinha... Estaremos sempre com você... –Foram às últimas palavras de Izanami e Izanagi, que Minara pôde ouvir, antes de ser tragada para o portal.

Kagura estava resignada. Sua morte se aproximava no semblante sério e nefasto de Naraku. Ficou observando as luzes vindas de dentro do tanque de água, por alguns segundos na esperança de que um milagre a salvasse daquele triste destino.

Um grande turbilhão se formou, e de dentro dele, em meio à toda aquela luz um par de asas brancas surgiu, erguendo para a surpresa de todos, Minara. Ao contrário de antes, seu corpo transbordava vida. Ela vestia uma armadura pesada, que nem mesmo ela reconhecia, e uma espada feita do mesmo material. “A armadura do senhor Izanhagi? Mas, por quê?” Pensou ela, mas logo em seguida lembrou-se das palavras de sua avó. “Estaremos sempre com você”. Assim que seus pés tocaram o chão, liberou sua energia, fazendo com que Naraku voasse longe. Kagura e Kanna tinham os olhos arregalados, ao verem aquela fêmea que caminhava até elas lentamente, passando pelos outros youkais e libertando-os da barreira de Mizuki. Minara aproximou-se delas e as tocou levemente enquanto Kagura fechava os olhos esperando a morte certa. Assim que foi tocada, no entanto sentiu seu corpo se expandir, e se compactar novamente e uma onda de energia lhe invadiu causando um alívio e uma paz antes nunca sentida por ela, seguida de batidas compassadas em seu peito.

_Eu sabia que conseguiria... –Disse Yukina, que sorriu aliviada.

_Dai Celestial... –Balbuciou Isamu, surpreso, assim que Minara passou por ele.

_O que... Aconteceu conosco? –Perguntou Kanna, com as mãos sobre o peito, aparentando confusão, e alegria, pela primeira vez em sua vida.

_Vocês estão livres. Não são mais “crias” de Naraku, e também não precisam se submeter aos caprichos de ninguém. Mas aceito sua ajuda, caso decidam ficar ao meu lado. – Respondeu Minara sorrindo para elas e estendendo-lhes as mãos, e continuou. _Desculpe se assustei vocês... Eu prometo que vou explicar tudo, mas antes... Temos uma serpente para matar... –Disse ela ao contemplar a visão de Mizuki completamente transtornada, ao vê-la viva novamente.

_Sua maldita! Acabem com eles, eu exi... –Mizuki deu a ordem, mas foi interrompida por um golpe certeiro de Minara que a jogou do alto da serpente gigante. Ao ver o olhar apavorado da youkai, Minara resolveu saciar a curiosidade dela.

_Tempo e espaço... Eu sou uma celestial, a neta da semideusa Izanami! E você vai pagar por tudo o que fez Mizuki! – Gritou Minara, retirando a barreira de tempo, e libertando Sesshoumaru e os outros.

O príncipe youkai correu depressa pelo espelho de Kanna, para ver Rin. A chegar ao outro lado, no entanto, avistou Kagura e Kanna lutando contra alguns membros do exército dos sete e o próprio Naraku, e ajudando os demais youkais a proteger as humanas.

A youkai Naja não se deu por vencida. E aproveitando-se que Minara se defendia de um ataque de Shigeko, criou mais um portal, e trouxe Takemaru, em sua forma demoníaca,(O general humano que levou Inu no Taishou à morte) o temido Ryūkotsusei ( o youkai dragão que feriu mortalmente Inu no Taishou) e o Rei Pantera.

_Aqui estão os inimigos do grande Inu no Taishou. EU NÃO SEREI VENCIDA, POR VOCÊ, MINARA! E que volte a tempestade! – gritou Mizuki, criando vários portais, por onde centenas de soldados youkais, que pertenceram a diversos exércitos antigos saíam sedentos de sangue e morte.

Minara usou seus poderes para unir todos os seus aliados ao redor de si, protegendo-os enquanto o terreno ao redor deles mudava. A interferência de Mizuki no tempo, estava causando mudanças drásticas no presente. Até mesmo o relevo estava sendo afetado, e o teto da montanha caía, enquanto o chão se sacudia em seguidos terremotos. Minara envolveu-os em sua forma de energia e levou-os para fora, aos pés da montanha. Alguns segundos depois, eles testemunharam o desabar do pico onde estava o shiro de meikaku mün. Não tiveram tempo sequer, de lamentar, uma vez que foram novamente atacados. A luta continuou ainda mais feroz. Minara atacou Mizuki com sua espada, mas a youkai Naja revidava os ataques com igual poder e velocidade usando sua cauda enorme como chicote. A tempestade avançava bravamente com raios e trovões, e uma pesada chuva os cobria. A visibilidade era pouquíssima, mesmo para os youkais. Por mais que lutassem os aliados de Sesshoumaru, estavam em menor número. A esta altura, Minara que lutava nos céus com Mizuki, viu seus amigos serem encurralados por seus inimigos.

_Então, se é guerra que você quer, é guerra que você terá! – Disse a Celestial, usando sua espada para atingir a youkai e mandá-la ao chão, e concentrou-se, abrindo cinco portais, ao redor de Sesshoumaru e dos demais.

Os inimigos, no entanto não se detiveram. Comandados por Ryūkotsusei, e Kyuura, eles se lançaram sobre Sesshoumaru e os demais. Akane e Aika foram gravemente atingidas pelas chamas de Magatsushy, que atingiu também, Yuko e Shippöu. Hokuto lutava contra o Rei pantera, e estava prestes a vencê-lo, mas de repente centenas de soldados surgiram ao redor dele, imobilizando-o. O youkai grifo, foi salvo na última hora por Hideaki, que conseguiu chegar até ele, mas acabou recebendo um golpe certeiro de Hayato. A espada envenenada do youkai serpente, atingiu as costas de Hideaki, que caiu de joelhos e pôs-se a cuspir sangue, por conta do imenso ferimento. Ao ver a cena, Hokuto sentiu uma dor dilacerante, seguido de um desespero, profundo. Subitamente arrancou a espada das costas do youkai e matou todos os soldados ao redor.

_Calma garoto, você vai ficar bem, apenas fique firme! – Disse o youkai grifo, olhando ao redor em busca de Ritorirï. Avistou-a à sua esquerda, cuidando de Rin, e de Kikyou, juntamente com Souten e as Sacerdotizas de Meikaku mün que lutavam contra os milhares de soldados. Köryu dava cobertura a elas, pelo ar.

Ergueu o jovem youkai nos braços, e abriu suas asas para ir até elas. Assim que pousou, explicou a serva youkai, o que tinha se passado. Deitou Hideaki, e ajudou-a a curá-lo, usando sua própria energia, o que causou certo espanto, em Ritorirï. Não que Hokuto, não fosse altruísta, muito longe disto. Mas a maneira desesperada como fazia, era como se ele tivesse prestes a perder alguém muito importante, e não apenas um companheiro de batalha.

Neste momento Raijin, conseguiu aproximar-se para ver Kikyou. Para sua maior agonia, ela estava muito fragilizada pela perda de tanto sangue. O ódio que sentiu de Kagura o fazia ter vontade de mata-la ali mesmo. Percebendo a intenção dele, Kikyou pegou o punho cerrado de Raijin, e balançou a cabeça negativamente. O macho youkai, cerrou o olhos com pesar e abraçou-a com cuidado, deixando algumas lágrimas escaparem de seus olhos. De repente uma serpente gigantesca saiu do chão bem ao lado deles. Raijin protegeu Kikyou com seu corpo, e preparou-se para atacar a mesma, mas uma sombra saltou depressa e com um golpe de espada, decepou a cabeça da serpente, enquanto o enorme corpo caía de volta no buraco.

_Ahh, agora eu acho que vou poder morrer mesmo em paz! Estou mesmo vendo Raijin, protegendo uma fêmea humana? – Disse uma voz, que Raijin conhecia bem, mas que achou que nunca mais ouviria.

Yukina que auxiliava as Sacerdotizas de meikakumün a curar os feridos, aproximou-se correndo.

_Pai? É você, meu pai? – Disse ela antes de pular nos braços do grande youkai forte, de cabelos fartos e brancos, e olhos tentadoramente vermelhos como sangue.

_Ei, minha princesinha... Você se tornou uma linda fêmea... E olha só para o seu irmão! Continua bonitão como o chichiue (papai) aqui! Kkkkkk... –Disse o youkai sorrindo alto.

_Pa... Pa, pai??? Mas como pode ser? Como isso está acontecendo? – Questonou Raijin, se levantando para olhar direito o youkai que se encontrava à sua frente.

_É, sou eu mesmo... É tudo culpa de sua “melhor amiga”! Ela nos trouxe de volta para ajudarmos com essa bagunça da vadia da Mizuki. – Respondeu o Dai youkai sorrindo de lado.

_Melhor amiga?-Perguntou Kikyou se esforçando para ficar de pé.

_Minara... Ela e eu brigávamos tanto, quando ela era criança, que meu pai dizia que éramos os “melhores amigos”. Pai, esta é Kikyou, a minha fêmea... –Disse Raijin ligeiramente sem graça, antes de levar um tapa no alto da cabeça, de Susanoo.

_Você ficou louco? Trazer sua fêmea para uma guerra perigosa como esta? Ela foi ferida, está vendo? Ainda bem que não foi nada grave, por que se tivesse sido, eu lhe daria uma surra, Raijin! Querida não fique preocupada, nós vamos acabar com tudo isso e depois você vai para casa e só deverá se preocupar com meus netos, está bem? – Disse o youkai, desmanchando-se de cuidados com Kikyou. Raijin massageava a cabeça, ainda em choque por ver seu pai vivo, depois de tantos anos.

_Eu tive que trazê-la, foi uma ordem de Sesshoumaru!-Defendeu-se Raijin.

_E desde quando, você cumpre ordens, filhote? –Riu de lado, novamente o youkai, encarando Raijin, que suspirou, aborrecido.

_Pai, o senhor disse, nós? Nós quem? – Questionou Yukina. Susanoo apontou para a frente. Do meio da poeira causada pela serpente, surgiram mais quatro sombras.

Sesshoumaru sentiu o cheiro conhecido, mas não podia se distrair, ou Shishinki certamente o mataria. Quando o próprio, porém sentiu a presença do youkai que se aproximava, ficou estático. Simplesmente apavorado, com a visão do Dai youkai que caminhava lentamente em direção à eles.

_Mizuki, parece que você deu uma festa e não me convidou. Que coisa mais deselegante! Até mesmo para você. Se bem que apenas a escória tem lugar, ao seu lado...

_Essa voz! Maldito INU NO TAISHOU! –Gritou Ryokotsusei, correndo na direção de Inu no Taishou para ataca-lo. Porém, ao se aproximar dele, recebeu um golpe que o jogou ao longe.

_Você, não vai pegá-lo desprevenido desta vez, vil criatura... O senhor das Terras do oeste, nunca mais, estará sozinho... – Respondeu Kuro Ookami, para surpresa dos presentes.

Foi a vez de Shigeko sentir medo. Principalmente quando avistou, uma sombra dourada, aproximar-se velozmente e dizimar um mar de soldados, enquanto uma outra sombra escura, se movia no ar. Assim que as sombras se detiveram, ele teve certeza de quem se tratava. A sombra dourada aproximou-se de Hikaru. Enquanto a escura voou velozmente para próximo de Hideaki.

_Você se tornou um grande guerreiro, minha cria. Tal como eu sabia que seria...

_Meu pai... –Murmurou Hikaru, encarando sério, o Dai youkai à sua frente.

_Pai? Aquele é o meu pai? – Disse Igraine, em meio aos gemidos de dor, pelo grande ferimento em seu ombro.

_Sim Igraine... Eles estão de volta! As garras da morte de Inu no Taishou! -Respondeu Ritorirï animada.

_ Hideaki? O que aconteceu ao meu filho? — Questionou Katashi assim que pousou, ao lado de Ritorirï. O Youkai grifo aproximou-se dele encarando-o, com um olhar ainda mais obscuro, mas Katashi não se abalou. _Hokuto, que desprazer revê-lo... O grande general desertor voltou a seu antigo posto. O que veio fazer aqui? Não me diga que está preocupado com o futuro de meikaku mün? –Katashi falava friamente, deixando que o desprezo, e o sarcasmo, escorressem em cada palavra.

_O desprazer é todo meu, Katashi... Não faz ideia do quanto esperei para estar cara a cara com você, seu miserável... Vai me enfrentar finalmente, ou vai se esconder debaixo das asas de Emi, sua fêmea, como fez da última vez? – O youkai grifo, revidou com todo o seu rancor, sentindo seus olhos escurecendo sutilmente.

_Você deve a sua vida a Inu no Taishou. Foi ele quem me impediu de acabar de vez com você! Depois de tudo o que você fez com Arina! –Katashi pôs a mão na bainha da espada que ele carregava.

_Não ouse falar o nome dela! Foi você que a envenenou contra mim! Arina me amava e você me odiou desde o princípio por isso... Por que ela escolheu a mim, ao invés de você! –Hokuto, vociferou entre os dentes, com seus olhos completamente vermelhos. _Katashi, seu maldito, não venha me atrapalhar agora! Hideaki precisa ser curado depressa, ou irá morrer!

_E porque eu confiaria em um maldito youkai capaz de abandonar tudo? Você destruiu a vida de Arina, e agora, pretende fazer o mesmo ao meu filho? Saia de perto do MEU FILHO! – Vociferou Katashi.

Diante do clima, Hildrah a sacerdotisa de Meikaku mün que ajudava a curar os feridos, dirigiu seu olhar mais plácido, e suas palavras para os chamarem de volta à razão.

_Por favor, senhores! Resolvam suas diferenças mais tarde. É a vida de Hideaki que está em jogo! –Disse ela docemente.
Isamu se aproximou e constatou que aquele á sua frente era mesmo, o seu pai do presente, e não uma versão do passado. Ao ver o filho, Katashi suspirou, sentindo o alívio de vê-lo bem.

_Isamu... É muito bom vê-lo. –Disse o Dai Youkai mantendo sua postura formal. Isamu aproximou-se dele e abraçou-o, para a surpresa de todos.

_É muito bom ver você também meu pai. Eu sabia que o senhor iria ao Dai San, por causa da senhora Satori, mas achei que ficaria lá, para protegê-la!

_ Quando a luz de Minara me apareceu e ela me explicou o que estava acontecendo, eu tive que vir, filho.

_Tudo isso é tão, lindo... E tão, afeminado! Vamos parar com a melação e partir para a ação! – debochou Susanoo criando seus raios, e atacando Takemaru.

Kuro Ookami, Teigure e Inu no Taishou continuaram sua luta contra Ryokotsusei e os milhares de soldados, e Hokuto usou a espada de Hideaki, e o ódio contido que sentia por Katashi, para finalmente derrotar o Rei Pantera. Mizuki continuava usando seus poderes para trazer mais e mais soldados. Minara por sua vez, usava os seus poderes, para manter a guerra e suas consequências, longe das vilas que se encontravam ao redor. Se por acaso, ela se descontrolasse, a youkai serpente acabaria por destruir tudo à sua volta. Minara sabia que a derrota dos youkais trazidos por Mizuki, a enfraqueceria, por que, estando eles mortos, eram obrigados a retornar ao seu tempo de origem como consequência disto, ela usaria seus poderes de forma quase que involuntária. Era a melhor forma de evitar uma tragédia.

Naraku continuava atacando Inuyasha, que por sua vez tinha a ajuda de Kagura. Yuko, Nagato e Shippou, continuavam a batalhar contra Magatsushi e os milhares de soldados que brotavam dos portais abertos por Mizuki. A cada baixa em seu monstruoso exército, a youkai serpente se enfraquecia mais e mais. Ao perceber que a intensidade dos poderes diminuía, Mizuki se desesperou. Partiu para a batalha corpo à corpo com Minara com todo o seu ódio e desespero. A celestial, não deixou por menos, e retribuía cada golpe com mais força e desenvoltura.

_Porque você não morre, sua vadia? Eu não vou perder pra você, não vou! – Gritava a youkai descontrolada.

_Você já perdeu... E vadia, é você! – Gritou Minara entre os dentes antes de acertar um golpe que decepou um pedaço considerável da cauda da youkai.

Minara celestial.

Notas finais
Obrigada a todos os que comentam, que em mandam sugestões e me puxam as orelhas, obrigada meeeeesmo! Até o próximo cap!