Perdida Na Tempestade
38 Capítulo -38- E se cumpre a última profecia...
Notas iniciais
Mizuki gargalhava vitoriosa, enquanto Sesshoumaru e os outros estavam surpresos com o que viam.
_Não... Não pode ser! Naraku!? — Shippöu, verbalizou toda a sua surpresa.
_Sim, e não só ele, veio para nossa festinha, como também suas crias! Não todas, porque seria perda de tempo, mas as mais interessantes... Kagura, Kanna e Onigumo, estão aguardando os demais convidados... Há, há há há.... Sesshoumaru, eu poderia acabar com vocês facilmente, mas quero vê-los humilhados, e cheios de medo, do mesmo modo que eu fiquei quando fui expulsa das terras do Oeste. Eu quero vê-los implorarem por suas vidas inúteis, e mesmo assim serem mortos impiedosamente! Mas como sou, uma fêmea generosa ,vou dividir esse sabor, com seus piores inimigos... -A youkai voltou a usar os poderes do tempo, e abriu mais alguns portais.
E diante dos olhos de todos os presentes, apareceram, Shishinki (o youkai detentor do poder das ondas lunares do inferno, que foi derrotado e teve metade de seu rosto destruído por Inu no Taishou. Mais tarde, ele enfrentou Sesshoumaru e Inuyasha, que conseguiram derrotá-lo com tessaiga e tenseiga); Magatsushi, (o demônio raposa que teve sua alma presa junto com a da lendária sacerdotisa Midoriko, dando origem à joias de quatro almas); Bankotsu, e o exército dos sete, além de Hayato, e o próprio Shigeko.
_Ora, minha adorada fêmea, vejo que conseguiu atingir nosso objetivo. Humm, quem diria que o grande Sesshoumaru, iria se aliar ao irmão bastardo e Hanyou. O sangue de Inu no Taishou, sempre foi fraco, mas eu tive a ilusão de que você, não tivesse muito dele. -Disse Shigeko, aproximando-se de Mizuki.
A simples visão dele, fez com que o ódio ficasse visível, nos olhos de Sesshoumaru, Raijin e Hikaru.
_Não ouse falar de meu pai, seu maldito traidor. Este Sesshoumaru, vai arrancar essa sua língua, para que nunca mais suje o nome de meu pai! -Sesshoumaru tinha os olhos vermelhos de ódio.
_Não importa quem você traga do passado ou do inferno Mizuki. Eu vou MATAR VOCÊ, e vingar MINARA nem que eu tenha que te buscar no fim deste mundo ou do outro, então, não se dê ao trabalho de fugir. Eu não vou parar até esmagar seu coração, com minhas próprias mãos. — A voz de Hikaru, calou as risadas triunfantes dos malfeitores, e infringiu o temor em suas almas. Ele tinha seus olhos enegrecidos de ódio, e Mizuki sentiu um calafrio lhe subir pela espinha. A youkai serpente arregalou os olhos, mas não teve palavras para respondê-lo.
Ao lado dele Ryotaro, preparava suas chamas, para começar o confronto.
_Vamos acabar logo com isso, Mizuki. Sabe melhor do que niguém que você não tem chance de vencer! -Disse Ryotaro, encarando-a com todo o seu ódio.
_Vejo que finalmente, mostrou o traidor que é, Ryotaro. As memórias de Minara de mostraram o que você realmente pensa a meu respeito, e tudo o que você planejava fazer! Por isso, eu tenho uma surpresa especial... -A youkai concentrou-se novamente e desta vez, trouxe consigo, Kyuura, que sequer esboçou reação ao ver o filho.
_Pai? Pai sou eu, Ryotaro! -Disse o youkai se aproximando de Kyuura. Para sua surpresa, no entanto, foi recebido com um golpe certeiro, que o jogou de volta.
_Meu filho? Meu filho nunca se uniria aos meus inimigos. Você é um fraco, Ryotaro, eu tenho vergonha de você! Sesshoumaru, eu não pretendia lutar com um filhote, mas como algum irresponsável permitiu que você asumisse o trono de seu pai, vejo que terei de matá-lo... -Kyuura encarou Sesshoumaru, com seu olhar frio e sua arrogância, mas foi interrompido por um ataque de Ryotaro.
_Não, meu pai... Sou eu que tenho vergonha do traidor que você é! Esqueça Sesshoumaru, por que vai lutar comigo, o legítimo senhor das terras do Leste! -Vociferou Ryotaro, sentindo toda a revolta de uma vida inteira de desprezo, acumulada em seu peito.
_ Lorde Sesshoumaru, Inuyasha, vocês já os venceram uma vez e podem fazê-lo de novo! Não deixem que ela manipule as mentes de vocês! -Gritou Souten, cheia de coragem mesmo diante de inimigos tão poderosos.
Shippöu encarou-a surpreso. Era perceptível o quanto ela havia mudado, mas sua essência continuava a mesma. A mesma youkai guerreira e corajosa que tanto o havia encantado na infância. Shippöu havia crescido forte e belo, e nunca lhe faltara um flerte aqui e alí entre as várias fêmeas do vilarejo. A beleza delas e de seus corpos, sempre lhe chamavam a atenção, e despertavam seu interesse. Mas com Souten era diferente. A beleza dela lhe chamou a atenção, mas apenas, depois que seu jeito determinado lhe marcou profundamente. E ela continuava sendo a mesma fêmea Youkai forte e determinada de antes, só que muito mais bela e feminina. Voltou sua atenção para os inimigos e para Mizuki que ria das afrontas. Ele lutaria com toda a sua força, ao lado de Souten e provaria a ela, que também havia mudado muito, mas não havia deixado de ser o youkai que ela conhecera.
_Chega de conversinhas, hora do meu divertimento... Ataquem meus queridos aliados! -Disse finalmente a youkai serpente, invocando uma serpente gigantesca que se enrolou debaixo dela formando uma espécie de Trono mostruoso.
Cada youkai se ocupou de um inimigo e a grande batalha começou. Sesshoumaru pôs-se a enfrentar Shigeko, que entrou na sua frente quando ele pretendia atacar Kagura e Kanna, que partiram na mesma direção onde Yashiho havia levado as mikos. Ele sabia que Rin e as demais não eram totalmente indefesas, por isso se obrigou a concentrar-se apenas em derrotar Shigeko. Ele tinha de confiar em Rin, Isamu e Yashiho. Inuyasha atacou Naraku, com toda a sua força, e teve a ajuda de Koüga que saltou sobre Renkotsu (integrante do Exército dos sete), apenas para ter finalmente sua vingança contra Naraku. Ambos estavam mais do que determinados à destruí-lo. Raijin pretendia golpear shishinki, mas Onigumo se pôs em sua frente.
_Porque sinto o cheiro de Kikyou em você, Youkai? -Disse Onigumo, levantando uma sobrancelha, com todo o seu orgulho. Raijin estreitou os olhos para ele, querendo entender como ele conhecia Kikyou. Lembrou-se então que ela era mais velha do que a parentava e que tinha uma vida, como sacerdotisa da shikon no tama. Lembrou-se inclusive de seu "romance" com Inuyasha e ficou ainda mais irritado.
_Ah, então você conhece, a MINHA FÊMEA, Kikyou? É bom que guarde a lembrança dela, por que vai ser a última coisa que você vai se lembrar! KAMINARI NO BUMÜ! -Raijin bradou sua lança do trovão, e partiu para a luta com ele.
No dai san no shiro, um tumulto chamou a atenção de Satori que permanecia sentada no grande salão. Assim que ergueu seus olhos na direção da porta de entrada vislumbrou um imponente dai youkai, de longos cabelos cinza escuros, e olhos vermelhos como sangue, vestindo uma armadura prateada, cruzar o salão e se pôr à sua frente.
_Salve Satori hime, é bom ver que está bem. -Cumprimentou-a com uma reverência o youkai guerreiro.
_Eu digo o mesmo, Katashi. Mas como foi que me encontrou aqui?
_Depois que recebi seu pedido de socorro, eu pus o meu melhor rastreador, para encontrá-la. Não foi muito difícil, havia um rastro que trazia exatamente nesta direção. Mas, afinal , o que Mizuki queria com você?
_Meidou Seki. E ela conseguiu... Sesshoumaru partiu há algumas horas, mas como foi atravéz das sombras da Miko, eu acredito que...
_Sombras? Miko? O que está querendo me dizer?- Katashi sentou-se enquanto uma serva lhe servia um pequeno cálice com uma bebida transparente.
_Sesshoumaru tem mais quatro aliadas. As duas Mikos, que ajudaram Inuyasha, e ele, contra o Hanyou Naraku, mais a menina que ele salvou da morte. As três treinaram e se tornaram Mikos poderosas. –Satori tentou ser enfática.
_A tal menina humana que fez com que ele passasse no teste de Inu no Taishou... Então ela está de volta?- Katashi levantou uma sobrancelha, surpreso.
_Está, e será, a próxima Lady das Terras do Oeste.
_Você não pode estar falando sério! Como foi que você permitiu uma coisa desta?! – O youkai endireitou-se na poltrona surpreso.
_Eu não só permito como também, apoio a decisão de Sesshoumaru. Aquela humana é muito especial... Ela e as outras não são como as humanas fúteis que conhecemos... Ela me lembra de Izayoi... – Satori abaixou os olhos. Por mais que tentasse nunca conseguia disfarçar a admiração que tinha pela fêmea Humana, que encantara seu marido.
_Satori, isso será muito mal visto, por nossos aliados! Imagine como os outros generais vão reagir?- Katashi tentava explicar a óptica do problema.
_Eles não dirão nada... Inuyasha está comprometido com uma das Mikos, enquanto a outra, ja foi marcada por Raijin. Hikaru deflorou Minara, nesta madrugada, e Tatsuo, se comprometeu com uma hanyou, a quarta aliada deles. Então imagino que nenhum deles tenha o que falar da decisão de minha cria. – Disse Satori, erguendo o queixo, orgulhosa.
_Mas o que, diabos, está acontecendo neste shiro? E quem é essa Hanyou? –Katashi perdeu definitivamente sua paciência.
_Parece inacreditável, mas trata-se da filha perdida de Teigure e da Miko, Claire... Naquele maldito dia, Brunhilde, salvou Claire, enviando-a para dar à luz no futuro. As tais Mikos, a encontraram lá, com uma ajuda de Minara. -Riu-se Satori.
_ A filha de Teigure? Viva, e sendo cortejada por um membro do clã mais tradicional entre nós? Parece que finalmente eu já vi de tudo! Sorte minha Isamu, estar comprometido com Yukina! Só espero que Hideaki, não me dê este desgosto! – Disse o youkai com seu olhar altivo.
_Mas apesar de todas essas notícias, a que mais me preocupa, é que um certo youkai grifo, retornou.
_Eu tenho que admitir que esperava por isso. Quando fui informado de que Mizuki estava em meikaku mün, eu imaginei que aquele maldito apareceria mais cedo ou mais tarde. Mas não me diga que ele procurou por você? Ele desconfia de alguma coisa?- Katashi estreitou os olhos.
_Não... Ele nem imagina...
_Talvez seja chegada a hora, Satori... Já se passaram mais de quatrocentos anos... — o youkai abaixou a cabeça, como se estivesse resignado.
_Nunca! Ele não merece saber de nada! Nós prometemos a Arina, você se esqueceu? Esqueceu-se de sua promessa, Katashi? -Exasperou-se Satori.
_Eu nunca vou me esquecer de Arina. Mas começo a me questionar se estamos fazendo o certo. Eu criei meus dois filhos e eles me enchem de orgulho... Mas sinto como se os tivesse traindo... Eles ainda são jovens, mas sao capazes de compreender tudo o que fiz.
_Eles não devem saber disso nunca! Este era o desejo de Arina! Ninguém deve saber disso, principalmente Hokuto! Como acha que ele reagirá se souber?
_Pouco me importa a reação daquele maldito. Só me preocupo, com meus filhos, e com Emi... -Disse o youkai demonstrando sua preocupação.
_Katashi... Não me diga que depois de todos esses anos, você, finalmente se apaixonou por sua fêmea! Satori estava surpresa, e ao mesmo tempo feliz. Katashi sempre fora seu aliado, e apesar de não lhe ser muito próxima, Emi, era uma fêmea excelente. Sempre doce e delicada, incapaz de uma grosseria.
_Não é nada disso. Emi é minha fêmea, a mãe das minhas crias. Nós temos uma vida juntos, e ela sempre esteve ao meu lado. Ela não tem ideia do que aconteceu, e eu não gostaria de magoá-la, depois de tudo o que vivemos. -Katashi, disfarçou o constrangimento.
_Este é mais um motivo, para não revelarmos nada... Poderemos evitar tantos aborrecimentos desnecessários... Pense nisso Katashi! Emi não merece essa decepção, a esta altura da vida! -Disse Satori tentando argumentar com o youkai.
Katashi respirou fundo. Sabia que de certa forma Satori tinha razão, embora contar a verdade aos filhos fosse algo que ficasse martelando em sua cabeça.
_Está bem. Temos coisas mais importantes a resolver. Mas então, me diga como essas mikos usam as sombras?
Satori sorriu. Katashi nunca fora curioso, e se questionava por determinado assunto, era por que realmente estava interessado. Mas orgulhoso como era, nunca adimitiria. Pôs-se a explicar tudo o que soubera a respeito das Mikos.
No altar que Mizuki preparara para sacrificar Minara, Yukina e Kikyou aguardavam pacientemente enquanto ajudavam Ritorirï a salvar as quatro sacerdotisas de Meikaku mün. Ali estavam quatro, das sete principais sacerdotisas do reino. As outras três, consideradas mais poderosas, foram assassinadas friamente durante a invasão.
_Obrigada... Obrigada por me ajudar Ritorirï... Aquela louca da Mizuki... Não acredito que ela conseguiu! -Disse a meiga, Hildra, ainda chorando.
_Eu só lamento não poder salvá-la... Pobre princesa! — Foi a vez da guerreira, Kara, se perder em lágrimas.
_Talvez ainda possamos fazer algo! Antes de morrer ela falou sobre uma profecia. A última profecia de Izanami! Vocês sabem algo à respeito? -Ritorirï estava obstinada a descobrir qualquer coisa que pudesse ser útil.
_Eu me lembro... A senhora Izanami, enviou a profecia à sua filha, alguns dias antes da princesa Brunhilde falecer! — Recordou-se Sigfrieda, a mais mística.
_Eu também me lembro da carta... Mas não tenho ideia do que ela dizia! –Disse Misty, a mais física.
_A carta fala desta última profecia. A senhora Minara, disse que a profecia e as mikos, eram a chave para libertá-la. – Insistiu a serva youkai.
_Isso é muito vago Ritorirï, não há mais nada que você nos possa dizer a este respeito? – Questionou-a Sigfrieda.
_Lembro- me que se tratava de uma poesia. Falava do passado e do presente darem seu sangue, para reviver uma vidente. Falava também da filha do sol e da lua, e a daquela que renasceu duas vezes, e era amada pelo maior assassino...
_Sesshoumaru. – Disse Hildra.
_O que?- Questionou Kikyou.
_O maior assassino. “Sesshoumaru”, quer dizer, assassino supremo. — Respondeu Hildra, a sacerdotisa dos cabelos louros com mechas verdes e azuis.
_Espera um pouco, então a profecia fala de seres específicos?- Misty, a youkai sacerdotisa de cabelos verdes e olhos azuis, Indagou.
_É lógico! Como não pensei nisso antes? Apenas seres vivos, podem dar seu sangue! Por isso ela disse que éramos a chave! –Disse Kikyou.
_Mas sangue por si só, não pode reviver ninguém... – Repetiu Yukina, confusa e descrente.
_Sangue por si só, não! Mas um feitiço com o sangue certo... Pode fazer muita coisa... –Disse Sigfrieda com seus cabelos prateados, estreitando os olhos, azulados, para Yukina. Não sabia explicar porque, mas havia algo naquela youkai que lhe incomodava profundamente.
_Minara? Então é mesmo verdade? Eu não posso acreditar nisto! – Gritou Rin, assim que se aproximou.
Ela havia feito uma barreira simples ao redor do grupo para evitar que fossem seguidos. Por essa razão, nenhum youkai havia percebido a aproximação deles. Rin correu até Minara, e ajoelhou-se no chão, ao lado do corpo. Igraine a seguiu, igualmente ressentida, mas tentava se segurar ao máximo, porque não queria que Yashiro, a visse chorar. Kagome abraçou Kikyou, chorando, tanto pela princesa morta, quanto pelo alívio em vê-la bem. Yashiho, vinha logo atrás dela, trazendo Janis, ainda desacordada, nos braços. Por último aproximou-se Isamu, e para sua surpresa, Yukina atirou-se em seus braços, quando o viu.
_Isamu! Por favor, meu querido Isamu, perdõe-me! Eu fiquei com tanto medo, Isamu! Tanto medo de perder você!- Disse a youkai, derramando lágrimas sinceras de arrependimento.
O youkai corvo, ficou em silêncio tentando absorver aquelas palavras. Seus olhos, no entanto estavam sobre Ritorirï e seu coração estava aliviado por ter a certeza de que ela estava bem. Voltou sua atenção à Yukina que tinha os braços ao redor de seu pescoço, e resolveu apenas acalmá-la, por hora. Eles teriam de ter uma conversa definitiva, mas ali não era a hora e tampouco o lugar para tê-la.
_Está tudo bem, Yukina. Acalme-se... Temos que nos concentrar em ajudar Minara, agora. – Disse o youkai sendo o mais delicado possível, mas sem muito êxito. Apesar de sentir que ela estava sendo sincera, a mágoa de ter sido traído por ela, ainda o atormentava.
Desvencilhou-se delicadamente dos braços dela, e caminhou até onde Rin e Igraine estavam. Yashiho também se aproximou e contemplou o corpo de Minara deitado no chão. Atrás deles, estava o tal tanque onde Mizuki havia consumado sua vingança, e onde agora havia um grande esquife de gelo.
_Porque fez esse esquife, Yukina? -Questionou-lhe Isamu.
_É para colocarmos o corpo dela... Eu não gostaria que ela se deteriorasse.
_Você tem razão. Eu vou coloca-la lá, até que possamos desvendar tudo isso. – Disse o Youkai que se ajoelhou, preparando para erguê-la do chão.
_Tenha cuidado, Isamu... Ela só está vestida com essa capa... –Avisou Kikyou, para evitar constrangimentos.
O youkai corvo, então com muito cuidado, puxou o braço por debaixo da capa, para passar a capa em cima do seio e assim fazer com que ela ficasse mais “segura”. Mas no momento em que descobriu o braço da humana, teve uma grande surpresa.
_Que estranho, seu corpo não enrijeceu. Como isso é possível? A marca...? Yuko, pode me ajudar aqui? – Disse Isamu exasperado. O Youkai kitsune aproximou-se de Isamu que tinha Minara em seus braços.
_O coração dela não bate, mas a marca está intacta. –Disse o surpreso, youkai corvo.
_O que isso quer dizer?- Kagome, perguntou secando os olhos.
_A marca só perdura enquanto a fêmea está viva. Isso significa de alguma forma, ela ainda está viva.- Respondeu-lhe Yuko.
_Estado de suspensão. Ela está presa entre os tempos, passado e presente. O corpo não envelhece e também não reage. É uma morte em vida, e uma vida morta! O último recurso utilizado pelas feiticeiras do tempo. Dessa maneira conseguem se curar e se manterem vivas por séculos! –Repondeu Sigfrieda, espantada com a constatação.
_Eu não imaginei que a princesa soubesse fazer isso! E muito menos que tivesse força para fazê-lo, ela não deve ter mais do que algumas gotas de sangue em todo o corpo! – Disse Yukina assustada.
_Há mais sangue do que imaginam. Atrás da marca, está quente. Há um aglomerado de sangue aqui. Sangue celestial... – Constatou Isamu, examinando o braço da humana.
_Isso mesmo. A senhora Brunnhilde descobriu que Minara era uma Hanma quando preparava-se para marcá-la. Mas ela tinha medo de que Kyuura fizesse algo à Minara , por isso criou um feitiço, uma espécie de tranca, que prendia o sangue celestial de Minara, de modo que sua verdadeira natureza ficasse omitida, até que ela tivesse sua primeira noite com um macho. O feitiço marcou a pele de Minara com o brasão de Ryotaro, mas por baixo dele, repolsa a marca verdadeira, feita pela senhora Brunhilde para o youkai que a própria Minara escolheu. – Revelou Hildra.
_Como vocês sabem de tudo isso? –Questionou Igraine incrédula.
_Fomos nós mesmas que ajudamos a preparar o tal feitiço. Se Minara ainda tem forças, significa que de alguma forma ela já liberou o poder celestial que existe nela. Respondeu Sigfrieda.
_Hikaru disse que eles... Tiveram sua primeira noite... – Igraine disse pensativa.
_Aqui está a profecia que Minara me confiou. Ela diz: “E quando a dor for forte e a morte presente, o passado e o futuro, em corpos diferentes se tocam e dão seu sangue, para reviver a vidente. A filha da lua e do sol, e a da morte nascida duas vezes, trazida pela luz e força, caída em humano corpo renasce para a forma youkai imortal e inabalável, temida e amada pelo maior assassino. Em força constante, e luta perene cai a chuva da vida sob o campo inerte da morte, em vão se desdobra a temida serpente, jaz sem vida sob o jugo da youkai renascida, perdida na tempestade...”
_Que linda poesia... Mas um tanto quanto rebuscada! –Yuko se pronunciou enquanto sorria de lado. Ali estava um desafio à sua altura.
Caminhou de um lado para o outro enquanto todos os presentes tentavam imaginar a quem se referia à profecia. Olhou para a jovem que Yashiho havia trazido e que ainda estava em seus braços. No meio de toda aquela comoção ele sequer cogitou coloca-la no chão frio.
_Quem é esta humana? –Questionou o youkai kitsune.
_Ah, Não! Janis! Janis, como ela está? –Disse Hildra levantando-se depressa e caminhando até a jovem.
_Isto mesmo... Vocês conhecem a Janis? – Kagome espantou-se.
_Claro! Ela é a reencarnação da filha do Deus Datara e da Princesa Tsugumi ! A senhora Izanami a trouxe de volta há alguns anos, para fazer companhia a Minara. – Misty se pronunciou.
_já encontramos nossa primeira pista. – Disse Yuko aproximando-se da jovem para mostrar, a todos o que havia descoberto: Em cada pulso da Hanma, havia uma tatuagem. Um sol e uma lua.
_O Deus Datara era o Deus das tempestades, mas servia a Amaterasu. Por isso era chamado de filho do sol. E a princesa Tsugumi, era soberana das terras do senhor Tsukuyomi, chamada de princesa das terras da lua. Isso quer dizer que essa fêmea é a “filha do sol e da lua”.
_Certo, agora, “aquela que renasceu duas vezes” e que é amada pelo Sesshoumaru, é lógico que é você Rin! –Respondeu Kikyou sorrindo discretamente.
_”Quando a dor for forte e a morte presente, O passado e o futuro...Dão seu sangue”- Repetia Isamu.
_O que será que isso quer dizer?- Questionou kagome
_Eu não tenho ideia! – Respondeu Kikyou, e Yuko arregalou os olhos.
_Passado e presente, em corpos diferentes, mas não em almas! Kagome e Kikyou, são corpos diferentes da mesma alma que viveu no passado e vive no presente!- Concluiu o youkai kitsune, com um sorriso de satisfação nos lábios.
_Isso é o feitiço do Hanyou! Quatro seres dão seu sangue e seus poderes para transformar um ser em outro! – Yukina finalmente disse, ainda descomposta pela presença de Isamu.
_Mas vocês são humanas, ela vai ser transformada em humana?- Igraine perguntou, igualmente confusa.
_Não, querida! Elas são sacerdotisas! E Janis é uma hanma! Esse feitiço vai transformar a princesa Minara em... Um ser celestial!- Respondeu Sigfrieda, sorrindo.
_Isso não é possível! Ela vai se tornar uma deusa?! Mas o feitiço fala de uma youkai renascida!- Yashiho estava assombrado.
_Bem, acho que só há um modo de termos certeza... – Disse Kikyou, encorajando os demais.
Yukina imediatamente desfez o esquife de gelo, e Yuko ajudou a derretê-lo com seu fogo de raposa. As quatro sacerdotisas de Meikaku mün ficaram do lado de fora do círculo de água e usaram seus poderes para levar o corpo inerte de Minara novamente para o centro do círculo. Kagome, Kikyou e Rin, entraram na água e ficaram aguardando enquanto Yashiho tentava despertar Janis.
_Vamos, acorde logo, Hanma. –Yashiho, a tinha em seus braços, enquanto usava seu poder de água para molhar o rosto dela, em uma tentativa de despertá-la. Não tinha muita paciência em realizar aquela tarefa, mas sabia que era necessário. Em sua impaciência acabou molhando o corpo inteiro da Jovem.
O tecido fino, por baixo da armadura que ele havia arrancado, colou na pele alva da humana revelando o contorno dos seios fartos e até mesmo a coloração rosada dos mamilos. Yashiho, sentiu um arrepio percorrer-lhe desde a base da coluna até a nuca. Era inegável que se tratava de uma bela fêmea, e por alguns segundos ele perdeu-se naquela visão. Mas logo em seguida balançou a cabeça negativamente. “Meu irmão desejando uma Hanyou, e eu desejando uma Hanma? Nunca! Não vou me tornar motivo de escárneo por causa de uma fêmea!” pensou ele consigo mesmo. Era descendente de um clã tradicional, e jamais abriria mão de seu orgulho.
_Humm... Onde... Onde eu estou...? Quem é você? – A bela Janis abriu seus olhos verdes esmeraldas para deleite de Yashiho.
_Eu sou Yashiho, capitão do Daishi no shiro, das terras do oeste. Você estava prisioneira de Mizuki e eu te resgatei. Agora precisamos de sua ajuda para salvar a hime Minara. –Disse o youkai de forma objetiva disfarçando seus olhares.
_Minara? O que aconteceu com ela? – A Jovem sentou-se imediatamente e yashiho pôs-se a explicar o ocorrido. Rapidamente ela se pôs de pé e partiu ainda um pouco cambaleante para onde se encontravam as Mikos.
Ao vê-la, kagome correu para abraça-la. Depois de se cumprimentarem rapidamente cada uma ficou em uma determinada direção.
_Todas prontas? – Disse Yukina de fora do círculo, erguendo com sua mão direita a Meidou Seki. As mikos assentiram com a cabeça e a feiticeira Youkai começou a proferir o feitiço novamente em língua estranha.
As mikos exalavam suas energias com tal intensidade que seus cabelos voavam ao redor delas, e a agua que lhes chegava à cintura, se afastava de seus corpos. As sacerdotisas de meikaku mün também usaram sua magia para ajudar Yukina, proferindo o feitiço junto com ela, e continuando enquanto ela entrou na água e com um punhal fez um corte considerável nos pulsos das humanas. Primeiro Kagome, e Kikyou. Em seguida Rin e por fim Janis. A cada corte Yukina elevava o sangue até a boca entre- aberta de Minara. A cada sangue diferente, uma parte da sua marca desaparecia. Quando Minara bebeu o sangue de Janis a marca começou a faiscar. As mikos se afastaram assustadas, mas nem Yukina, nem as sacerdotisas de meikaku mün interromperam o ritual. Quando a última palavra foi dita, no entanto, não havia nenhuma mudança no corpo da princesa, salvo o desaparecimento da marca de Ryotaro, dando lugar ao tigre solar de Hikaru.
_Não deu certo! E agora? O que faremos? –Questionava Rin.
_Tirem, ela da água... Acho que chegamos tarde demais... – Isamu disse, sentindo o desânimo tomar conta de todos.
E foi neste momento que uma rajada de vento jogou, uma enorme pedra na direção de Hildra. A sacerdotisa Youkai teve de ser salva por Yuko, de ser esmagada. As outras também se desconcentraram e o corpo da princesa caiu na água, imergindo imediatamente.
_Quem está aí? – Questionou Isamu desembainhando suas duas espadas e abrindo suas imensas asas negras.
Ritorirï ficou surpresa em vê-lo naquela forma. Ele estava ainda mais belo do que ela recordara. Havia ficado deveras incomodada com o afeto demonstrado por Yukina para com Isamu, mas o olhar dele sobre si, fez com que ela acalmasse seu coração. Mas naquele instante, era impossível acalmar as batidas selvagens de seu órgão vital. O pequeno e frágil coração youkai batia descompassado dentro do peito da jovem serva.
_Ora, se não vejo, a fedelha que acompanhava meu Sesshoumaru? Parece que cresceu...
_Essa voz... Não! Não pode ser... Você está morta! –Gritou Kikyou surpresa.
_Ah a Miko que Naraku temia... Conseguiu voltar à vida... Mas que pena! Será por pouco tempo! – Disse a youkai dos ventos com deboche.
_Kagura! Não se atreva a atacar os meus amigos! É a mim que você quer! Enfrente-me, agora, se for capaz!- Disse Rin, se pondo na frente da Youkai dos ventos.
_Ora sua insolente, eu vou mostra-la que não pode brincar comigo!- A youkai disse antes de desferir outra rajada de ventos cortantes. Mas antes que pudessem atingi-la, Rin deferiu uma rajada de ventos com seu leque afastando o golpe da youkai para a parede esquerda.
Isamu, aproveitou-se e correu para ajudar Ritorirï que tentava inutilmente tirar Minara da água.
_Eu não a encontro! Alguém me ajude a senhora desapareceu! – Gritou desesperada a youkai serva. Isamu aproximou-se dela bem a tempo de ver uma youkai com um espelho que pretendia ataca-la. Imediatamente puxou-a para junto de si, e alçou voo, para se esquivar do ataque de Kanna.
Janis, e Sigfrieda.

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