Perdida Na Tempestade
33 Capítulo -33- O mistério da marca...
Notas iniciais
Na biblioteca do shiro, Kikyou explicava a Kagome tudo o que lhe acontecera.
_Ahh Kikyou, não pense assim! Raijin te ama! E ainda bem que eu consegui puxar você a tempo do quarto do Tal Yuko. Do jeito que ele é ciumento, ia acabar tendo alguma confusão! – Kagome tentava argumentar com ela, pois tinha certeza plena que ela estava se precipitando, em seu julgamento.
_Não Kagome, ele só me marcou por que queria esquecê-la! Foi por isso que ele me pediu para ensiná-lo a me amar... Você viu como ela é? Ela é linda... Nenhum macho iria resistir a ela estando sozinho! –Kikyou, sentia novamente o amargor, de se sentir traída, misturado a salgado sabor de suas lágrimas. Kagome a consolou, recostando a cabeça dela em suas pernas e acariciando seus cabelos.
_ Kikyou, depois de tudo o que eu te contei, você está chamando aquela vaca, de linda? Ela tem tetas maiores do que um melão! E uma bunda que parece um pufe! Além disso, foi Raijin, que não a quis, e isso muito antes de ele te conhecer! Não tire conclusões precipitadas, Kikyou! Ele quis mesmo você! Se não quisesse, não teria te marcado! – Kagome sabia que o coração da humana ainda sentia as dores das cicatrizes do passado.
Neste minuto, Raijin adentrou na biblioteca, seguido por Inuyasha, Kasuyia, e claro, Akane. Ignorou os presentes, e caminhou até ela, pegando-a nos braços, com alívio.
_Kikyou! Onde você estava? Diga-me, o que aconteceu minha fêmea? –Raijin encarava-a, angustiado, por sentir o cheiro das lágrimas dela, mas ao encarar o olhar frio que ela lhe lançara, sentiu que havia algo mais do que um simples sumiço. Devagar foi soltando-a até que livre de seus braços, ela se afastou, para encará-lo com desprezo.
_Acho melhor deixarmos vocês a sós. – Kazuyia se adiantou, enquanto Inuyasha pegava Kagome pela mão.
_ General Raijin, avise a sua fêmea humana que nós não estamos à disposição dela, e que se ela quiser brincar de se esconder, que procure...- Akane começou com seu tradicional deboche, mas foi interrompida por Kikyou, que depois de tudo o que ouvira de Kagome a respeito da youkai, tinha ainda mais desprezo por dela.
_ A fêmea dele tem nome e se chama Kikyou. E eu ouço muito, bem, Akane. Não sou o tipo de fêmea que brinca com a vida da pessoas, ao meu redor. Esse papel ridículo eu deixo exclusivamente para você. Com sua licença, eu e meu macho temos um assunto íntimo para conversar. – A miko, disparou deixando Kazuyia e Akane, que ainda não a conheciam bem, perplexos, com sua altivez. A youkai, novamente encarou-a cheia de ódio. Mas no momento em que ia retrucar, Inuyasha chamou-lhe a atenção.
_Está certa Kikyou, vamos TODOS, deixá-los conversar. – Disse o Hanyou, olhando Kagome de soslaio. Em seguida aproximou-se de Kikyou que permanecia na mesma posição.
_ Você está bem mesmo? Eu e Kagome estaremos no escritório se você precisar... – Disse o hanyou, aproximando-se dela, o que deixou Raijin bastante incomodado. Kikyou apenas assentiu com a cabeça. Inuyasha ainda encarou Raijin por alguns momentos e em seguida pegou Kagome pela mão e saíram calmamente da Biblioteca.
Assim que ouviu o barulho da porta se fechando, Raijin abriu um enorme sorriso.
_Estou orgulhoso de você! Encarou Akane de igual para igual, e venceu! – o Youkai encarava-a mas quando se aproximou dela ela esquivou-se, mantendo a mesma expressão séria de antes.
_O que está acontecendo, Kikyou? Fale de uma vez! – O youkai falou impaciente.
_Eu já sei de tudo, Raijin... Sei porque você me escolheu, para ser sua fêmea... –
_É claro que sabe! Eu já te disse o porquê. Mas não entendo o que isso tem a ver...
_Não seja cínico! Sabe muito bem o quero dizer!
_Kikyou, você está me chamando de cínico? Estou dizendo que não sei do que você está falando e você me chama de cínico? –Os olhos de Raijin estavam em fendas na direção da humana mas ela não se intimidou.
_Eu, JÁ SEI Raijin.... EU SEI QUE VOCÊ E AKANE TIVERAM UM ROMANCE! E sei que você só se sentia perdido, por que ainda a amava! Foi por isso, que você me marcou tão rápido Raijin? Para chamar a atenção dela novamente? – Kikyou destilava todo o seu rancor para Raijin, que ouvia a tudo surpreso.
_ Kikyou, você está, rssrrsrsrsr, você está com ciúmes? Rsrsrsrsr; — O youkai se segurava mas as risadas escorriam pelos cantos de sua boca. A miko, o odiou mais ainda por debochar dela.
_Ciúmes? Raijin você não percebe o que fez comigo? Você me usou, para se aproximar de novo dela!
_Kikyou, eu não fiz nada disso! Será que você não percebe que está divagando sobre teorias inconsistentes?
_Raijin tenha hombridade ao menos uma vez! Admita que me usou e me deixe ir embora, para tentar recuperar minha dignidade algum dia, mesmo já tendo uma marca! – As palavras dela caíram em Raijin como um golpe brutal e o youkai sentiu-se tremer com a possibilidade de perdê-la. Agarrou-a pelos braços, obrigando-a a encara-lo.
_Ir embora? Você é minha fêmea Kikyou, minha fêmea! E eu nunca vou permitir que você se vá! Eu nunca te enganei, você sempre soube que eu tive várias fêmeas antes de você! Você está me acusando sem que eu tenha feito nada! Está deixando o ciúme... Ah... Então é isso...
_Isso, o quê? – A humana o empurrou novamente.
_É por isso que você está agindo assim... Kikyou, escute, sei que está confusa, mas tente se lembrar que você e eu somos um só... Para o resto de nossas vidas, somos um só... – O youkai tentava acamá-la, pois sabia que a culpa não era dela. Mas diante da resistência dela, afastou-se para encará-la.
_Sim vamos ficar juntos, até eu ficar velha e acabada? QUANTO TEMPO EU VOU VIVER, RAIJIN? No máximo, mais uns setenta anos, isso se eu tiver sorte! E você vai viver mais uns setecentos, isso se tiver azar! E vai continuar, lindo, e jovem, enquanto, eu, vou definhar! – A humana não conseguia mais segurar as lágrimas, e pare seu espanto, rosnou de ódio.
Raijin, no entanto, não se surpreendeu, continuou encostado na janela com os braços cruzados, esperando que ela mesma se desse conta.
_Mas o que foi, isso? O que está acontecendo comigo? – Kikyou estava ainda mais confusa.
Raijin abandonou a posição em que estava, tirou a parte de cima de seu quimono, e caminhou até ela aninhando-a em seus braços. Kikyou a princípio, resistiu, mas em seguida sentiu uma estranha paz, e uma sensação de segurança, e bem estar, como nunca havia sentido.
_Sente, isso? É o que eu sinto quando estou com você. Você está agindo assim, porque somos um, Kikyou... Você é parte de mim. E como partes um do outro, é natural que compartilhemos das mesmas sensações e incertezas... Tudo isso está acontecendo por causa da marca... É por isso que você está agindo como eu... E eu como você... Você vai viver tanto ou mais do que eu, e vai envelhecer na mesma proporção. Por que tem a minha marca... – O youkai sentou na grande poltrona, colocando Kikyou, sentada em seu colo, e aconchegando-a, ainda mais em seus braços.
Nesse instante, a miko, que ainda chorava suspirou ao sentir um desejo avassalador, uma vontade única de ser possuída por Raijin. Sem conseguir se conter, deixou um gemido escapar. Raijin sorriu malicioso.
_Está sentindo isso também... Esse é o desejo que eu sinto por você... É sufocante, não é?
_Então porque, não me toma... Porque não me faz sua? – A miko, gemia enquanto beijava o youkai, roçando sua língua contra a dele, desesperada de desejo. Raijin resistia bravamente, mas tinha as mãos nas coxas da humana subindo lentamente, o quimono que ela vestia.
_Porque eu fiz uma promessa. Em nome da sua honra... Eu prometi que só possuiria você depois que nos “casássemos”. E fiz isso, por que... Eu acho que te amo... Kikyou eu quero que você seja minha para sempre... –O youkai acariciava o rosto da humana com carinho, e de repente, o coração da miko se encheu de um sentimento forte. Um calor que aquecia o peito, uma vontade única de fazê-lo feliz e estar ao lado dele para sempre. A miko sorria enquanto contemplava surpresa uma lágrima, descendo do rosto do youkai.
_Raijin, eu também te amo... Me desculpe, por tudo... eu não sabia... Achei que você... Perdido... Por que... Akane... – Kikyou falava palavras desconexas mas Raijin compreendia exatamente tudo aquilo ao qual ela se referia.
_Eu estava perdido. Mas não era por causa de Akane. Ela e eu tivemos nossos momentos, mas ela nunca significou nada para mim. E quando ela começou a querer tornar as coisas mais concretas, eu me dei conta de que aquilo era loucura. Eu só queria uma vida libertina, e adorava a que eu tinha... Até que um dia, tudo se tornou banal. Por mais fêmeas que eu tivesse, nenhuma delas preenchia o vazio que eu sentia. Até encontrar você. Mesmo vendo o meu pior, você foi capaz de me salvar. E fez isso, porque é forte, e corajosa. Nenhuma fêmea me fez sentir o que você fez. Eu me sinto em paz...
_Eu sei... Também me sinto assim... – Sussurrou ela. E beijou-o novamente, com doçura e desejo. Raijin suspirava enquanto o desejo acendia seu corpo de modo assustador.
_Pare Kikyou... É melhor assim... Eu, não sou de me segurar... – Raijin mantinha a mão nas pernas da miko, tocando a pele clara dela e apertando levemente. A outra mão ele elevou até os cabelos de Kikyou, soltando-os e deixando que eles caíssem em suas costas.
_Então não se segure... – Gemeu ela, entre beijos cada vez mais calorosos. Passou as unhas de leve no peitoral forte do youkai que rosnou baixo.
_Mas eu prometi... Ao Inu bobão... –Disse Raijin entre os dentes, baixando uma das mãos, para massagear, os seios de Kikyou, ainda por cima da roupa, a outra mão ocupava-se de erguer um pouco mais o quimono dela, que já chegava à altura do quadril.
_Mas não devia! Eu sou tua fêmea marcada... E não devo nada a ninguém... – A humana sorriu de olhos fechados. Raijin ficou ainda mais excitado, em vê-la daquele jeito. Virou da frente para ele, colocando o sexo dela sobre o seu, para senti-la úmida de desejo. Rosnou mais uma vez, chegando no limite de sua resistência.
_Kikyou... AHHH Kikyou, eu prometi... Para resguardar sua honra... Eu preciso, te dar a joia, me casar com você, como os humanos... Eu só quero fazer tudo certo... – Raijin ainda a beijava. Mas retirou suas mãos do corpo dela, para pegá-la pelo rosto e encará-la.
Kikyou ficou atônita e chorou ao perceber que o youkai, capaz de brutalizar uma fêmea, estava se segurando o quanto podia, apenas para que ela se sentisse honrada diante de seu povo. Povo esse, que ele sempre desprezara, mas que por ela, era capaz de respeitar.
_Se você prometeu então está prometido... Somos um só... –Respondeu ela, abraçando-o, para que as respirações se acalmassem. Ficaram abraçados, por muito tempo, sentindo o cheiro um do outro, e saboreando a estranha paz que sentiam.Em Meikakumün, o exército de Mizuki já contava baixas consideráveis, causadas por Ryotaro. Embora Mizuki, Yuu e Hayato o atacassem juntos, nada fazia com ele parasse. O mais preocupante, era o fato de Minara estar isolada por ele, tendo apenas Nana como proteção. Em meio ao frenesi em que Ryotaro, se encontrava, a morte dela seria apenas questão de tempo.
Em meio ao desespero, Mizuki juntou suas forças a de seus aliados, na tentativa de recuperá-la.
A notícia de que Kagome e Kikyou haviam sido encontradas, amenizou o clima anteriormente tenso. Kikyou e Raijin ainda estavam na biblioteca conversando. Inuyasha e Kagome haviam saído do escritório, e caminhavam em direção ao salão, e Inuyasha estava preocupado com o que ela havia contado, sobre a discussão de Yashiho, e Tatsuo. Tiveram que interromper o assunto ao chegar ao salão e encontrar Isamu, Tatsuo, Hideaki, Shuhei e Kazuyia conversando alegremente.
_Alí estão eles, hei, General Inuyasha, e Kagome! Eu estava aqui nesse exato momento contando como Akane ficou em imediato silêncio depois que Kikyou deu aquela resposta esplêndida a ela! – Kazuyia sorria, falando sem censura, provocando risadas nos outros Youkais.
_Kagome quero que conheça, Shuhei, o capitão do general Raijin. Kazuyia, Isamu e Tatsuo você já conheceu... E este é Hideaki, meu primo. – Disse Inuyasha quando se aproximaram. O polido, Shuhei levantou-se e pegou a mão de Kagome levando-a à boca para um beijo casto.
_Encantado. –Disse ele.
_O prazer é todo, meu. – respondeu Kagome com igual educação.
_Kazuyia, está surpreso, por que Kikyou enfrentou Akane. Eu sinceramente não esperava menos. Assim que a conhecer melhor, vai entender perfeitamente por que Raijin, a marcou. –Isamu falava com uma melancolia doce no olhar, causando surpresa nos demais presentes.
Nesse instante, Igraine e Rin chegaram ao salão e se aproximaram do grupo, que estava sentado nos sofás de madeira avermelhada, acolchoados com tecidos em tons de terracota.
_Ah Kagome! Que bom que você está aqui. Você tem que ver a Ritorirï, ela ficou linda! – Disse Rin. Assim que ela e Igraine se aproximaram do grupo, Inuyasha apresentou-as.
_Essa é Rin, a prometida de Sesshoumaru, e Igraine a irmã de Hikaru. Rin, Igraine, estes são Kazuyia, Shuhei, Nagato e Hideaki meu primo. -As jovens reverenciaram os youkais que retribuíram os gestos.
_Primos? Eu nem imaginava que o senh, quer dizer, que Sesshoumaru, tivesse um primo. – Rin ficou encabulada, e impressionada. Hideaki tinha uma semelhança vaga com Sesshoumaru e Inuyasha, mas era igualmente belo.
_Somos parentes distantes, mas nos consideramos primos. Bem acho que o Inuyasha prefere me chamar assim do que de mestre! – Riu o youkai, com uma simpatia ímpar.
_Mestre? – Kagome se interessou.
_Sim, foi Hideaki quem me treinou. Ele e o Tatsuo. – Inuyasha estava levemente incomodado, mas conseguiu disfarçar bem.
_Irmã de Hikaru... Eu não sabia que ele tinha uma irmã... Ainda mais, tão bonita! –Elogiou-a Nagato, sorrindo de forma encantadora.
A hanyou sorriu com o elogio.
_Sim, ela é irmã de Hikaru, e minha prometida. Desculpe se não contei a todos mas não tivemos tempo ainda. –Tatsuo, ficou de pé ao lado da Hanyou e pegou-a pelas mãos. Igraine corou até a raiz dos cabelos, mas as mãos quentes de Tatsuo a faziam se acalmar. O momento foi interrompido por Souten que entrou no salão.
_Ah vocês estão aí! A Ritorirï está esperando. –Disse Souten que hesitou ao ver todos os machos. Inuyasha fez um sinal para que ela se aproximasse, pois desejava apresenta-la aos demais.
_Souten quero que conheça os demais capitães. – Disse Inuyasha, mas para sua surpresa, Souten, não pareceu estar muito impressionada.
_Souten estes são os Generais Isamu e Tatsuo, e os capitães, Shuhei, Kazuyia, Nagato e meu primo Hideaki. Esta é Souten uma amiga nossa. – Continuou Inuyasha tentando ser gentil, afinal ela os havia ajudado até agora.
_Uma youkai dos relâmpagos... Que surpresa... –Shuhei levantou-se para cumprimenta-la. Souten retribuiu o gesto mas não compreendeu o porquê das palavras dele. Diante do olhar desconfiado dela, Hideaki resolveu explica-la.
_Shuhei também é um youkai dos relâmpagos... –Simplificou o youkai, com um olhar sério.
_Na verdade, pertenço ao clã dos lobos vermelhos... Os raios e o fogo, andam juntos, como você deve saber... –Disse Shuhei, destilando seu charme.
_Sim eu sei. O seu clã uniu os dois... Criaram os raios vermelhos que cortam o céu nas tempestades mais violentas... –Souten continuou, levemente impressionada.
_Sim, minha cara, raios vermelhos como o sangue... Como o rubro dos seus belos olhos... –Continuou ele beijando a mão de Souten e passando a língua discretamente por entre os dedos indicador e médio, sem retirar os seus olhos também vermelhos, dos dela.
Souten segurou a respiração, enquanto do outro lado na saída do corredor principal, Shippöu que acabara de voltar ao shiro na companhia de Aika, observava a tudo. Ele não compreendia o porquê mas tinha os punhos cerrados, em observar que Shuhei cortejava Souten. Aika percebeu e sorriu discretamente.
Quando se aproximaram, notaram que Ritorirï descia as escadas hesitante. A surpresa pode ser vista na face de todos. A youkai serva, tinha seu cabelo em um tom de rosa mais acentuado, e com um corte moderno para a época, com mechas na altura dos ombros na frente e curto na altura da nuca atrás da cabeça. A sobrancelhas foram remodeladas dando um ar mais atrevido ao antes sofrido olhar dela. O Quimono rebuscado e largo que cobria seu corpo inteiro, fora substituído, por um dos vestidos de Igraine que embora fosse mais alta tinha um corpo mais parecido com o dela, já que Souten era mais corpulenta. O decote transpassado acomodava bem os seios grandes e redondos. As meias 7|8 pretas, contrastavam com o vermelho no vestido cujo cumprimento ia até o meio das coxas. Para finalizar um obi azul marinho, com uma fina fita dourada. Kikyou estava chegando ao salão na companhia de Raijin foi a primeira a se pronunciar.
_Ritorirï? Você ficou, tão, linda! Igraine você merecia um prêmio! – Disse a Miko a passos largos para abraçar a serva youkai que corou violentamente.
_Está mesmo, não é Kikyou? Viu Ritorirï, eu disse que você não precisava ter seus cabelos longos de volta! –Rin disse sorrindo.
_Eu não fiz nada! Só realcei a beleza dela! –Disse a Hanyou, aproximando-se assim como Souten que se aproveitou da oportunidade para fugir das mãos e da língua furiosa de Shuhei. Kagome também se aproximou, e aproveitou-se para falar com Aika.
_Venha aqui, Aika quero apresentá-las a minhas amigas! – A miko falou animadamente. Kikyou ficou incomodada, mas tentou não demonstrar. Aika no entanto, sentia-se incomodada pela proximidade delas. Não estava acostumada com tanta atenção.
_Pode vir Aika, ninguém vai contar para sua irmãzinha que você a desobedeceu... –Disse Kazuyia com deboche. Aika encarou-o alguns segundos e em seguida se retirou a passos largos sem nada dizer.
_Kazuyia, porque você implica tanto com Aika? Não vê que ela não precisa de mais tormento? –Tatsuo, chamou-lhe a atenção. Kazuyia deu de ombros.
_O que eu fiz de errado? Eu não disse nada demais, ela é que é muito estranha! –Disse o youkai ajeitando-se para pegar mais um cálice de vinho.
_Esqueça ele, Tatsuo, Kazuyia sempre foi um insensível por natureza... As fêmeas para ele são todas iguais... –Hokuto, disse no momento em que adentrava o salão, junto com Hikaru e Masato.
_Eu não sou insensível, Hokuto. Eu peço desculpas depois de que as magoo... E por falar em beleza, como vai Masato? –Disse Kazuyia com um sorriso sarcástico, arrancando risadas discretas dos outros youkais presentes, incluindo Raijin e Inuyasha. Hikaru, não sorriu e ainda balançou a cabeça negativamente, e teve o apoio de todas as fêmeas presentes.
_Vou muito bem Kazuyia. Mas estaria melhor se não tivesse que dividir os mesmos ares que um youkai, bêbado e infame como você. –Respondeu Masato, sorrindo com toda a sua classe.
_ Ohh, que audácia! –Kazuyia, pôs as mãos no peito, fazendo cena, imitando um afeminado. Dessa vez, o próprio Masato acabou rindo com os demais.
_Masato, Hokuto, quero que conheçam minha irmã, Igraine. E essas são as Kagome Kikyou e Rin, as mikos. E essas lindas youkais, são Souten e Ritorirï a serva da qual falamos. –Hikaru fez questão de apresenta-las.
Masato, reverenciou-as e elas retribuíram.
_Ei Shippöu, como vai Arisu? –Questionou Rin. Souten levantou-o olhar pois, ainda não tinha notado a presença dele.
_Está bem. Ela mandou lembranças e pede que vocês vão visita-la assim que puderem. –O Youkai, raposa respondeu sorridente. Em seguida lançou um olhar profundo na direção de Souten.
_Olá Souten, há quanto tempo... –Limitou-se Shippöu, a dizer.
_Como vai, Shippöu... Sim, tem bastante tempo... –Souten, recordou-se melancolicamente de sua intenção de encontra-lo e mostrar o quanto ela havia mudado, mas agora que sabia que não tinha mudado tanto assim, isso parecia ser algo muito banal.
As conversas continuaram paralelas, e juntas ao mesmo tempo. Os youkais ainda se acostumavam com a presença das fêmeas humanas. Mas a cada palavra se surpreendiam com a sabedoria e força de cada uma delas. Hokuto, encarou Ritorirï, e contemplou-a por alguns instantes.
_ Eu gostava dos seus cabelos longos, mas tenho que admitir, que você atingiu o auge de sua beleza... –O youkai grifo, sorriu de lado, e Ritorirï retribuiu o sorriso. Sentia-se mais confiante diante de tantos elogios.
_ Hokuto tem razão, Ritorirï você está linda. Minara vai ficar feliz em ver você assim... –O Youkai sorria ainda mais encantador, em seguida piscou discretamente para ela e continuou. _ À propósito Isamu, não acha que ela ficou muito bem?
_ Acho... Ela está surpreendente... –O Youkai encarou-a curioso, e ao mesmo tempo frio.
Ritorirï baixou o olhar, disfarçando o máximo possível sua decepção. Kagome percebeu, e tocou levemente no ombro da youkai, para animá-la.
_Mas Diga-me Kagome, Inuyasha nos contou, que você vivia em uma era mais moderna que a nossa. Como é lá? – Quis saber, Nagato, encarando-a com seus olhos verdes, hipnotizantes.
_Ah bem, é muito diferente daqui! Temos máquinas e eletricidade em todas as casas, e Youkais não são comuns por lá... – Kagome tentou simplificar.
_Parece ser um lugar interessante... –Ponderou Hokuto aproveitando-se para sorver um pouco mais de vinho.
_E é. Mas não acredito que vocês fossem gostar de lá. – Concluiu Rin.
_Ora o que temos aqui, uma reunião? – Zombou Agláia, chegando juntamente com Akane.
A bela youkai de cabelos dourados como o trigo, trajava um clássico vestido de um ombro só vermelho, que descia até os pés, que realçava ainda mais seu belo e esguio corpo. Atrás de si, Akane usava um quimono com um decote generoso, e uma fenda que deixava a perna esquerda da youkai praticamente toda exposta. As duas transpiravam sexualidade.
_E então esta é a hanyou, filha de seu pai, Hikaru? Ela tem uma certa semelhança... –Disse Agláia referindo-se a Igraine, e aproveitando-se para sentar-se ao lado de Hikaru. Akane sentou-se de frente para Kikyou, e fez questão de cruzar as pernas e mostrar ainda mais a perna grossa e bem torneada.
O clima estava ficando tenso, mas piorou mesmo quando Yashiho e Köuga entraram no salão. Köuga fez questão de ir até Kagome para cumprimenta-la de maneira apropriada.
_Kagome! Que bom saber que está a salvo. Eu fiquei preocupado... –Disse ele aproximando-se e puxando-a para junto de si, em um abraço cheio de intimidade. Inuyasha que estava sentado ao lado dela, cravou as garras no sofá, para não avançar no youkai lobo.
_Eu estou bem Köuga... De verdade... – Disse a Miko tentando se soltar dos braços de Köuga. E Akane, não pôde deixar a oportunidade passar.
_E depois eu é que sou atirada... Rsrsrsr.... –Riu-se a youkai, tendo a concordância de Agláia, que completou.
_O que esperar de uma humana? São todas assim... Volúveis! – As duas youkais riram maliciosas.
_Está enganada. Kagome não é atirada... Nem ela, nem nenhuma dessas humanas são. Eu as conheço desde muito tempo. São moças honradas que merecem o respeito de todos nesta sala. –Shippöu resolveu enfrenta-las, chamando a atenção de Souten.
_Ora, o raposinha, ficou ofendido! Que gracinha... – Disse, Akane apoiando o rosto nas mãos, encarando Shippöu com seu olhar assassino.
_Ora, não é para tanto, Shippöu. Agláia e Akane, não disseram nenhuma mentira. Os humanos em geral são volúveis, e inúteis. Mas acredito que essas fêmeas possam ser uma exceção. Afinal, o que explicaria o fato de tantos youkais respeitados, se deixarem envolver por elas? –Yashiho, que estava calado, resolvera se pronunciar, causando revolta nas humanas presentes.
_Yashiho, pondere suas palavras... –Tatsuo, disse estreitando os olhos para ele.
_ Eu tenho uma ideia melhor, por que não fica com sua opinião exclusivamente para você? – Igraine, irritou-se, ficou de pé e encarou Yashiho.
_Eu não me referi a você, hanyou. Por que ficou tão irritada? – Yashiho provocou-a, sorrindo de lado. Tatsuo pretendia interferir mas, Hikaru o impediu.
_Por que minha mãe é humana, e como ela todas as pessoas que conviveram comigo e me criaram, são humanos, que possuem valores, e ideais nos quais acreditam. E me ensinaram a lutar por eles. Eles não eram inúteis, e tão pouco exceções! –Igraine tinha os olhos em fendas enquanto Yashiho, encarava-a com uma expressão divertida no rosto.
_Obrigado por dividir a sua vida fascinante conosco, mas acredite em mim, ninguém aqui está interessado. E sinto muito pela sua mamãezinha... –Igraine, perdeu a compostura e avançou em Yashiho, dando-lhe um soco, tão rápido e forte que pegou o youkai de surpresa e jogou-o no chão.
_Lave bem essa sua boca suja, antes de falar de minha mãe! – Igraine tinha os olhos vermelhos, de ódio. Mas foi detida por Rin, que se aproximou dela, e tocou em seu ombro, fazendo com que ela voltasse ao normal quase que instantaneamente.
_Não perca a sua razão Igraine. Nós sabemos quem somos, e isso já nos basta. Não adianta discutir, esses preconceitos. Assim como eles acreditam que os humanos são uma raça inferior, nós também sempre acreditamos que os youkais são criatura malignas e egoístas que só pensam em si mesmas, e em satisfazerem os próprios desejos. E também acreditamos que estamos cercadas de exceções... –Rin, concluiu, fazendo com que todos caíssem em si. Yashiho, levantou-se confuso, enquanto os outros youkais se entreolhavam, surpresos com a sabedoria da Jovem, e Sesshoumaru que com sua audição aprimorada, ouvia a tudo, mesmo estando oculto na varanda do lado de fora do salão, sentia o peito cheio de orgulho dela.
_ Falou bem, menina. Vejo que é mesmo digna de ser a senhora das terras do Oeste... –Uma macia voz feminina, adentrou ao salão chamando a atenção de todos. Satori hime caminhou até Rin, e todos ficaram de pé para reverenciá-la.
Hideaki, Capitão do General Isamu.

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