Perdida Na Tempestade
29 Capítulo- 29- Reunindo forças...
Notas iniciais
Ainda sentado na varanda, Hikaru não parava de pensar em Minara. Será que ela estava mesmo certa de seu amor por ele? Imaginou Ryotaro, ao lado dela, tocando-a, e tendo dela as mesmas carícias que ele teve. Sem perceber amassou a taça de prata que tinha em sua mão, reduzindo-a a um amontoado de metal. A outra mão que estava pousada sobre a mureta de pedras, reduziu a pó, uma parte considerável da mesma. O ciúme o cegava de tal maneira que já sofria antecipadamente, por imagina-la com outro. O belo youkai estava desnudo da cintura para cima, e não se importava com o vento gélido da alta madrugada. O ciúme, só não era maior do que a saudade que sentia dela. Olhava para a cama, onde tinha se rendido ao seu amor por ela, e tudo o que desejava era tê-la ali, de novo. O quarto estava tomado pela escuridão, e ele se aproximou e se sentou na cama, arrancando debaixo do travesseiro, um pedaço de roupa rasgada. Era a camisa dele próprio, que ainda tinha o cheiro dela. Afundou o rosto no tecido, e rosnou baixinho, deixando que as lágrimas caíssem devagar.
“Onde você está, Minara? Eu preciso de você... Preciso de você, aqui comigo...” Pensou o youkai, sentindo o próprio coração, falhar de saudades. Deitou-se e se deixou ficar envolto naquela escuridão. “Eu estou mesmo ficando louco... Minara está presa... Sou eu quem tem que ir busca-la... Mas ela me pediu, para espera-la... Eu não aguento, mais um segundo sem você... Eu preciso ir até você!” Seus pensamentos estavam confusos, talvez pelo intenso sentimento que nutria por ela, talvez por que seu corpo de macho ansiava por tê-la, como uma necessidade básica. Depois de um tempo, sentiu algo diferente tomando conta de seu corpo. Uma espécie de torpor tomou conta de seus sentidos. Tentou se levantar, mas ficou zonzo, como se estivesse sendo puxado. Deitou-se novamente e se entregou àquela sensação que ele julgava se tratar do efeito da bebida que havia consumido. Após alguns minutos, recobrou sua consciência plena, e notou que não estava mais em sua cama, no Dai san no shiro. Levantou-se ainda surpreso, e constatou que se encontrava em outro aposento, iluminado apenas por um castiçal de metal acima de uma cama. Aproximou-se e reconheceu Minara deitada na mesma. Apesar da surreal situação, o youkai não conseguia pensar em mais nada que não fosse tocá-la. Sentou-se na cama e acariciou o rosto dela. Com o carinho, a humana despertou devagar.
_Hikaru... É mesmo você? Você está aqui?- Balbuciou a princesa, fazendo menção em se levantar, mas foi impedida pelo youkai que embriagado de amor por ela, deitou-se ao seu lado e a pôs em seu peito, sentindo o corpo quente da humana em contraste ao frio que fazia no ambiente.
_Sou eu... Não sei como, mas sou eu... O seu macho, está aqui com você... – A humana sorriu e levantou a cabeça para encará-lo. Foi surpreendida por um beijo terno. E Depois por outro mais sensual. Até que se beijaram com paixão ardente.
_ Minara... Eu não posso ficar longe de você... Mas não podemos ir adiante... — Gemeu o youkai desesperado de desejo, enquanto suas mãos seguravam o rosto dela. A Jovem humana sussurrou em seu ouvido.
_Podemos, por que sou tua Hikaru, assim como você é meu macho... Eu sou tua desde que nasci... e você, me pertence... E sabe disso! – Diante das palavras dela, o Youkai beijou-a novamente e virou o corpo, deitando-a de costas na cama. Tirou a camisola que ela vestia, devagar, beijando cada parte desnuda do corpo dela. Primeiro os ombros, depois os seios, que fez questão de chupar e morder delicadamente, depois a barriga, passando a língua em volta do umbigo, e por fim o sexo dela, já úmido de desejo.
_Mina, eu amo tanto você... Tanto... Minha fêmea... –Hikaru explorou a intimidade dela com os dedos, estimulando o clitóris e introduzindo-os. Depois usou a língua para excitá-la ainda mais, e leva-la a um orgasmo. Mesmo estando ela ainda ofegante, Hikaru ergueu-a delicadamente e puxando-a pelos cabelos, fez com que ela abocanhasse, seu membro pulsante. A humana o fez com muito cuidado e receio, por nunca tê-lo feito. Tentava sorvê-lo como se ele fosse um doce raro, e sentia muito prazer em ouvir o youkai gemer, cada vez que sua língua o tocava. Ajudou-o a se despir por completo ficando ambos nus.
Mesmo estando tão intimamente ligado à ela, Hikaru sentiu receio de possuí-la em definitivo. Teve medo de que ela se arrependesse depois.
_Hikaru, meu amor, meu macho... Sempre fui sua, e para sempre serei. – Ela disse enquanto acariciava o corpo do youkai, fazendo com que Hikaru se surpreendesse. Ela havia acabado de ler seus pensamentos. Mas não teve tempo de dizer nada já que ela ergueu-se e encaixou-se sobre o membro retesado dele fazendo o youkai rugir de desejo. Hikaru teve medo de machuca-la, medo da marca. Mas Minara o encorajava com seus gemidos e com sua convicção. Ele acariciou a parte interna das coxas dela, e a puxou pelos quadris, para penetrá-la.
Penetrou-a delicadamente, mas, Minara apertou os olhos com a dor. O youkai passou a se movimentar dentro dela, cada vez mais rápido, sempre olhando nos olhos dela, sempre a beijando até fazer com que ela perdesse o ar. Minara gemia baixinho, e movimentava seu corpo de encontro ao de Hikaru, sentindo com prazer, cada movimento. Algum tempo depois, os olhos do youkai ficaram completamente negros, e marcas igualmente negras apareceram ao redor de seus olhos, indicando que seu orgasmo não demoraria a chegar. Hikaru percebeu que mesmo estando já dentro dela, ainda não havia retirado completamente a virgindade dela. Mesmo assim, sentiu cheiro de sangue e notou imediatamente que o sangue escorria abundante de sua marca. O youkai fez menção de parar, mas, a humana cravou suas unhas nos ombros do youkai e pôs- se a cavalgar no membro dele, com força.
_Minara... ahh... Temos que parar... Sua marca...
_Esqueça a minha marca! Eu sou tua! E apenas tua! Ahh Hikaru... Faça-me sua...
_Eu... Eu não aguento mais... Minara... Seja minha, PARA SEMPRE! – O Youkai agarrou-a pelos quadris, puxando-a com força, contra seu membro, rijo, e latejante, que mal conseguia entrar inteiro na intimidade da humana, por causa do tamanho e da espessura avantajada. Minara gemeu alto, enquanto sentia seu corpo ser possuído, com força e desejo, pelo macho que amava. Hikaru erguia o corpo dela e o trazia de volta de encontro ao seu, com força, e mantinha seus olhos fixos na face dela.
_ Era o que você queria, não era? Queria ver o monstro que sou? Pois olhe para mim, minha deliciosa presa... -O Youkai estava enlouquecido pelo forte desejo. Segurava com as garras, da mão direita o quadril da humana, e manipulava o seio direito dela com a outra, enquanto sua boca mordia com mais força o bico do seio esquerdo. Depois de alguns minutos, os dois chegaram juntos ao orgasmo, Hikaru sentado, com Minara em seu colo, beijando-se apaixonadamente, enquanto seus corpos estavam colados. Mesmo tendo chegado ao fim, continuaram na mesma posição, olhando-se profundamente, enquanto as respirações se normalizavam. Hikaru acariciou lhe novamente o rosto, retirando algumas mechas de seu cabelo que colavam em sua testa, levemente suada, e sorriu constatando a loucura que havia feito. Ela o encarava com um sorriso delicado nos lábios, vermelhos, por conta dos beijos acalorados.
_Mina... Você está bem? A sua marca... – Hikaru analisou a marca e constatou que o sangramento havia parado. No entanto a marca ainda estava ali.
_Que pergunta é essa, depois de tudo o que fizemos agora? Rsrs... Eu estou ótima... Estou no meu lugar... Em seus braços... E eu amo, quando você me chama de Mina... –Respondeu ela, arrancando boas risadas do youkai.
_Acho que estou ficando meio ridículo! Mas... eu não machuquei você... Machuquei? — O youkai disfarçou a preocupação e o rubor em sua face.
_Não... Eu gostei muito, do seu monstro... E também não há nada ridículo em você... Você está lindo... –A humana, elogiou-o e em seguida ele a aninhou em seu peito. Depois disso, descansaram alguns minutos, mas o desejo de ambos ainda estava longe de ser saciado. Bastou um toque e um suspiro, para começarem a se amar novamente, até ficarem exaustos e dormirem, um nos braços do outro.
O dia ainda não tinha clareado, mas o dai san no shiro já estava desperto. As servas que agora estavam proibidas de deixar o shiro, para que não houvesse mais nenhum problema, já se encontravam trabalhando, preparando a comida que seria servida para tantos convidados. A senhora Kaede estava lá especialmente para coordená-las, e mesmo de fora da cozinha era possível ouvi-la dando ordens ás criadas.
_Olhem os bolos no forno! Pelo cheiro, já devem estar assados. Não deixem o chá muito tempo em infusão, pode ficar amargo! Ei você, me ajude a arrumar essas bandejas.
_Bom dia, velha Kaede... Vejo que está bastante animada hoje! – Saudou-a Inuyasha tentando transparecer segurança.
_O que faz acordado tão cedo? Deveria estar descansando. –Kaede serviu-lhe uma xícara de chá, e fitou-o por alguns segundos. Ele vestia sua roupa de pele de rato de fogo, e uma armadura por cima. Além de sapatos, bem protegidos com escamas de metal, e mantinha seu cabelo preso em um rabo de cavalo alto. Estava muito imponente, mas ao mesmo tempo remetia-a as suas lembranças de quando se conheceram.
_Eu não consegui dormir direito, estou preocupado, com essa guerra... – Mentiu o Hanyou, mas Kaede não se deixou enganar. Sabia exatamente o que o incomodava.
_Está preocupado com a presença de Kouga, não é mesmo? –A velha senhora, virou-se e trouxe uma fatia de bolo de cerejas ao hanyou.
_Kéh... Eu não sei do que está falando, Kaede! – Ele ficou tão nervoso que deixou seu velho hábito de gritar voltar à tona. A velha Kaede sorriu com a certeza de que havia acertado em cheio.
_Não se preocupe, Inuyasha, Köga está casado, com Ayame. E Kagome não tem nenhum interesse nele! Nunca teve! –A velha pegou uma tigela das mãos de uma das servas e continuou mexendo freneticamente o conteúdo. O hanyou suspirou e olhou para o bolo à sua frente.
_Você tem razão, Kaede... Eu não devia me preocupar com nada disso! Temos uma guerra para vencer e eu me prendendo a pequenos detalhes do passado! Como estou sendo idiota! –o Hanyou levou uma boa garfada de bolo à boca. A velha Kaede sorriu.
_Na verdade, você está agindo como humano! Mas isso não chega a ser um grande problema, não é? O que achou do bolo de cerejas?
_Humm, está delicioso, Kaede, como tudo o que você... Eii! Me devolve meu bolo! –A velha pegou o prato da frente dele antes que pudesse terminar de falar.
_Ótimo então, fora da minha cozinha! Vou servir o desjejum em quarenta minutos, vá comer lá fora! –Ela levou o prato para fora e assim que o hanyou saiu, entregou-lhe o prato e fechou a porta atrás dele.
_Ahh que grande general eu sou! Expulso da minha própria cozinha! E por uma velha humana! Bem, pelo menos, ela me devolveu o meu bolo! –Reclamou o Hanyou pondo-se a caminho de seu escritório, ao menos lá, não seria incomodado... Nem expulso!
No quarto de Raijin e Kikyou, embora os dois dormissem juntos havia um abismo entre eles. Depois da discussão que tiveram e da ligeira crise de ciúmes do youkais na mesa de reuniões, ambos deitaram e viraram cada um para seu lado. Mas nenhum deles dormiu direito. Kikyou se lembrava da conversa com Kagome, na noite anterior. Estaria ela realmente mudando? Já Raijin pensava no que Isamu, seu companheiro e prometido de sua irmã, havia dito na conversa que tiveram depois do jantar. Ambos foram até a biblioteca, por que Isamu queria contar algo a Raijin. O youkai havia passado toda a reunião praticamente em silêncio. E isso era incomum. Não que Isamu fosse de falar muito, muito longe disso, mas sempre usava sua lógica para encaixar perfeitamente os fatos.
“_O que você está dizendo, Isamu? Desistir do seu compromisso com Yukina? Mas você sempre a quis, por que desistir agora que está tão perto de tê-la? – Raijin questionava Isamu, completamente abismado.
_Eu, não sei como explicar isso. Mas vendo o modo como as humanas se portam... Elas são tão frágeis e mesmo assim, são capazes de darem suas vidas pelos sentimentos que têm. Imagino que ter ao seu lado, uma fêmea que é capaz de dar sua vida por você, é algo muito melhor do que uma que gostaria que você estivesse morto para que ela fosse livre. Sempre nutri sentimentos por Yukina e você sabe bem disso. Eu estive presente em todos os momentos na vida dela, na esperança e que ela me enxergasse com outros olhos. Mas isso não foi o suficiente para que ela se apaixonasse por mim... Raijin, nós somos amigos apesar de tudo. Eu confesso que fiquei muito surpreso quando soube que você havia marcado uma humana. Mas vendo como ela se comporta com você, e como a humana de Sesshoumaru quase morreu para salvá-lo, eu confesso que senti inveja de vocês... Sei que poderia através do acordo eu fiz com seu pai, obriga-la a ser minha fêmea. Mas eu não conseguiria ver Yukina sendo tão infeliz ao meu lado. Eu a quero bem demais para isso...”
Isamu falava sério e Raijin compreendera que ele tinha razão. Era uma pena que Yukina, não estava ali para ouvir aquilo. Com certeza ouvir uma declaração como aquela, mexeria até mesmo com seu coração de gelo. Virou-se na cama e viu Kikyou dormindo tranquilamente. Aconchegou-se junto a ela, abraçando-a pelas costas. Em seguida tirou os cabelos dela da lateral do rosto e deitou seu rosto em cima do dela.
_uhmm, Raijin? O que foi... – Kikyou perguntou sonolenta, sem abrir os olhos, apenas aconchegando-se para junto dele, pois sentia muito frio. Raijin ficou com seu corpo colado ao dela e por alguns segundos, ficou sentindo aquela sensação única de conforto e segurança que ela lhe proporcionava.
_Não foi nada, Kikyou, eu... Só queria pedir desculpas... Por tudo... – O youkai sussurrava com receio.
_Está desculpado, meu amor... Sei que você apenas, não sabe como lidar com seus ciúmes... Mas tem que confiar em mim... Eu te aceitei do jeito que é, não foi?– A humana sussurrou ainda de olhos fechados, enquanto erguia um braço para acariciar os cabelos de Raijin. O youkai suspirou aliviado.
_Foi... Eu vou tentar não me esquecer disso... Minha linda Kikyou... – O youkai beijou o pescoço da humana, arrepiando o corpo dela. Raijin queria um pouco mais daquele abraço, mas, como a manhã estava próxima, e Kikyou parecia mesmo estar muito cansada, ele apenas se deixou ficar abraçado a ela, recebendo seu carinho até que o dia clareasse.
Com o nascer do sol, as carruagens e as montarias exóticas chegaram rapidamente. Os capitães já estavam quase todos, presentes no Dai san no shiro. Miroko e Kohako estavam à porta recepcionando os que chegavam, já que Shippö, ainda não havia chegado de sua missão.
Cada um dos cinco generais tinha pelo menos dois capitães. Quem possuía um shiro com mais terras ou problemas, como Tatsuo, cujo shiro, fazia fronteira com as terras do leste e o país das terras de gelo, possuía três capitães. Eram eles, Yashiho, seu irmão caçula, cuja aparência era idêntica à dele com a exceção deste, possuir cabelos, em um tom mais escuro de azul, quase roxo. As gêmeas Akane; uma youkai manipuladora de fogo, poderosa e altiva, ávida por paixões, cujo passatempo favorito, era colecionar youkais apaixonados. Sua única frustração havia sido Raijin, de quem havia recebido seu primeiro e único ‘não’. E Aika, uma youkai de grandes poderes e sabedoria, com o temperamento dócil e manso, completamente oposto ao de sua irmã devassa, mas possuidora de um complexo de inferioridade, por não compartilhar da mesma beleza dela.
De Raijin, estava Köga, desacompanhado de sua fêmea, Ayame, por conta dela estar próxima de dar a luz o segundo filho do casal. Shuhei um membro do clã dos lobos vermelhos, Mulherengo e carismático, e Kazuyia primo e grande companheiro de Raijin, um youkai que chamava a atenção pela beleza discreta, pela sabedoria, e por ser ele também, apreciador de bebidas e farras, e um frequentador assíduo dos melhores bordéis. Ele possuía cabelos negros com mechas brancas na parte frontal da cabeça, e olhos azuis claríssimos, como os de Yukina, e uma pele muito branca.
De Isamu, estava Nagato, um youkai igualmente poderoso e belo, de espírito livre e aventureiro, cuja personalidade forte era a marca mais conhecida. Além dele havia também Hideaki, um Inu dai youkai altivo, e sedutor, pertencente ao clã inukami, parentes distantes do pai de Sesshoumaru e Inuyasha. Conhecido por ser um youkai tranquilo e educado, que foi resgatado por Inu no Taishou e pelo general Katashi ainda filhote. Foi criado como um filho por ambos, mas como nunca foi ambicioso e por ter um espírito amante das artes, preferiu ser “apenas” capitão de Isamu, seu amigo e irmão de criação, pois assim, teria mais tempo para apreciar aquilo que ele considerava ser realmente importante.
De Hikaru, estava, Masato, o youkai de pele branca como porcelana, olhos vermelhos fendidos, e orelhas dobradas e longas como se fossem chifres. Apesar da aparência assustadora, se tratava de um macho gentil e extremamente educado, além de ser um perfeito cavalheiro e o melhor amigo de Hikaru e um grande amigo de Inuyasha. E Agláia, uma youkai pertencente a um clã das corujas brancas, detentoras da sabedoria e da arte da guerra, que originalmente pertencia a terras longínquas. Tinha os cabelos louros dourados e sedutores olhos de cor coral. Era conhecida pela beleza e polidez, além de ser uma excelente estrategista, mas também, uma fêmea, prepotente e arrogante, que fazia questão de pisar em qualquer um que ela julgasse estar abaixo dela. Isso incluía humanos, hanyous e até mesmo youkais, desde que, não pertencessem a sua “elite”. Sempre fora interessada em Hikaru, mas este nunca lhe deu brecha alguma.
E finalmente de Inuyasha, Miroko o monge, que apesar de não possuir mais o buraco de vento, havia aperfeiçoado seus dons espirituais e seu poder de exorcismo de youkais, por isso era respeitado e temido. Shippö, que foi treinado pelo próprio Inuyasha, mas que desenvolveu seus poderes muito além do esperado por ele. Além de usar os poderes, como o ‘fogo de raposa’, Shippö também conseguia se disfarçar sem nenhuma dificuldade e pelo tempo que quisesse em qualquer ser vivo. Além de ser veloz e muito eficiente em qualquer ataque físico.
Quando o último deles cruzou a entrada do Shiro, Inuyasha os saudou.
_Sejam bem vindos ao Dai San no Shiro. Vamos todos tomar o desjejum, e em seguida vamos a nossa reunião. – O hanyou estava imponente. Caminhou até a sala de reuniões ricamente posta para que todos se alimentassem. O dia mal havia nascido e todos eles já se encontravam tomando o desjejum juntos. Eles os seguiram, e ficaram aguardando seus respectivos generais chegarem. Antes de se sentar, no entanto, Inuyasha viu que Shippö finalmente retornara, e o convidou a tomar seu lugar.
Assim que se acomodaram, Inuyasha tratou de avisar a Shippö de sua 'visitante inusitada'.
_ Souten? Aqui, no Dai San? Isso é alguma brincadeira Inuyasha? –Questionou o youkai raposa, tão confuso, que sequer lembrou-se de chamar o hanyou, de senhor.
_ E por acaso eu brincaria com algo desse tipo?- Respondeu-lhe o Hanyou em voz baixa, compreendendo que ele estava nervoso.
As conversas paralelas eram no mínimo curiosas, já que entre eles, haviam grandes amizades e grandes diferenças. Sesshoumaru fez questão de esperar por Rin para descer com ela, para que todos ficassem logo sabendo a sua decisão. O imponente colar estava em destaque no pescoço da humana que sentia o rosto queimando todas as vezes que lembrava que seria apresentada como futura senhora do Oeste. Sesshoumaru, no entanto, agia com a mesma placidez de sempre. Entrou no recinto tendo Rin ao seu lado, e com todos os olhares sobre eles. Como se nada estivesse acontecendo, sentou-se como de costume à frente de Inuyasha, sendo reverenciado por todos. Alguns minutos depois, foi à vez de Raijin e Kikyou, que entraram de braços dados, causando um silêncio constrangedor, que só foi quebrado pelo grande burburinho da entrada de Tatsuo e Igraine. Isamu chegou e cumprimentou a todos de forma polida. Seus companheiros, no entanto, perceberam que ele estava com um ar mais leve, com seus longos cabelos, soltos e sua armadura de guerra. Hikaru não havia descido ainda e Masato, decidiu ir ver se ele estava bem.
_Senhor Inuyasha, se me permite, eu vou verificar se tudo está bem com o senhor Hikaru, o meu general. — Ponderou educadamente o Youkai. Inuyasha assentiu com a cabeça, e fez sinal para que um soldado o acompanhasse até o quarto de Hikaru. Ao chegar na porta, foi chamado por Agláia que o havia seguido.
_O que está fazendo aqui, Agláia? Quer que pensem que o Hikaru está com problemas? – Questionou-a Masato, mas a youkai deu de ombros.
_Não me importa, o que aqueles idiotas, pensem. Está acontecendo alguma coisa com Hikaru! Ele nunca se atrasaria. E eu vou descobrir o que é. –Respondeu a Youkai com sua arrogância. Masato encarou-a por alguns segundos mas resolveu prosseguir. Ele sabia que discutir com Agláia era inútil.
Bateu na porta três vezes, mas não ouviu nenhuma resposta. Quando se aproximou, novamente para bater, foi empurrado por Agláia que pôs a mão na maçaneta e abriu diretamente a porta. Sem dar maiores explicações, a youkai entrou no aposento.
_Hikaru? Hikaru meu querido, você está aí? – A youkai parou diante da cama de Hikaru, mas não o encontrou. Um barulho no banheiro chamou a atenção deles, e após a porta se abrir, viram Hikaru, enrolado em uma toalha. Apesar das garrafas de bebida espalhadas, e da bagunça na varanda, o youkai estava muito bem disposto, e até mesmo mais bonito. Masato levantou uma sobrancelha, desconfiado, mas não teve tempo de questioná-lo, pois Agláia o fez primeiro.
_Hikaru? Está tudo, bem? – A youkai sorria sem conseguir tirar os olhos do belo corpo do youkai.
_Estou ótimo, Agláia, mas o que faz no meu quarto? Bem, isso não importa, estou atrasado e não tenho nada que você nunca tenha visto, e você Masato, como está? – O youkai falou vigorosamente sem dar tempo de resposta a Agláia. Pegou suas roupas rapidamente no armário, e tirou a toalha, ficando nu diante dos dois capitães sem nenhuma cerimônia. Agláia, apesar de estar gostando, ficou sem fala, surpresa pela atitude dele, pois, Hikaru sempre fora muito resguardado. Masato sorriu compreendendo que algo de muito interessante havia acontecido com seu amigo.
_Está sim, General. E pelo visto com você também... Como se sente? – Questionou ele, com um olhar malicioso. Hikaru que havia vestido sua calça, sentou-se na cama e parou por um momento para encarar o amigo, percebendo que ele já sabia do que se tratava.
_Nunca estive melhor, meu amigo... – Ele sorria enquanto vestia sua armadura e se preparava para sair.
_Que bom saber, meu querido, Hikaru... Estive preocupada com você!- Agláia percebeu que eles compartilhavam de algum assunto que ela não conhecia. Hikaru terminou de se vestir e a respondeu.
_ Agláia, é bom que você esteja aqui. Eu tenho um assunto importante para tratar com você. – O youkai, estava sério, mas mantinha seu bom humor.
_Não ouviu Masato? Hikaru tem um assunto para tratar comigo. Quer por favor se retirar? – Disse a Youkai dando as costas a ele. Masato estreitou os olhos para ela, e fez menção em sair, mas foi impedido pelo próprio Hikaru.
_Masato, por favor, fique. Eu não tenho segredos com você. Eu vou ser breve e direto, Agláia.–A youkai engoliu em seco, o silencioso sorriso de lado, de Masato. Mas não perdeu a pose, apenas sentou-se e aguardou que Hikaru falasse.
_Agláia, sei que prometi a seu pai, que tomaria você como minha fêmea assim que essa guerra acabasse. Mas também disse a ele, que se eu encontrasse outra fêmea que me tocasse o coração antes do fim da guerra, nosso compromisso estaria desfeito. Agláia, eu encontrei essa fêmea. — A youkai ficou pálida, e mal conseguia manter a calma. Tinha vontade de gritar aos quatro ventos e quebrar tudo naquele maldito quarto. Mas manteve-se firme, e respondeu com toda a calma possível.
_Oh, sim... Bem, o que posso dizer? Fico feliz por você! Mas, será que posso a menos, saber o nome dessa fêmea tão especial? – Questionou a youkai, sentindo todos os nervos de seu corpo tremerem de ódio. Hikaru ponderou mas acabou por dizer.
_Claro, quanto mais cedo souberem, melhor. Eu reencontrei Minara, e ela será minha fêmea...
Masato e Agláia...

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