Perdida Na Tempestade

26 Capítulo 26- Quando o futuro é incerto...


Notas iniciais
Por favor, meus caros, não me matem! Eu prometi que teria hentai, mas comecei a me organizar e não deu! Eu preciso seguir a ordem coerente das coisas, por isso só teremos umas pequenas partes picantes! Mas juro que estou enxugando o máximo que posso do próximo para colocar um hentaizinho! Nessa cap, temos uma revelação que vai enrolar muita gente ainda!! vamos ver?

Ryotaro acabara de sair de seu banho onde permanecera por muito tempo apenas para tirar o cheiro de Mizuki. Só de lembrar-se de seu devaneio com Minara e Ritorirï eu corpo já apresentava sinais de excitação. Tentou acalmar-se molhando mais uma vez a cabeça na água fria, mas era inútil. Saiu do banho e vestiu-se como de costume, pois o fim da tarde já se aproximava. Era provável que Hayato e Yuu estivessem quase chegando, e ele pretendia ver Minara mais uma vez. Assim que Mizuki chamou de volta sua serva mais antiga, Ryotaro tratou de colocar outra no lugar dela. Uma que fosse mais confiável. A nova serva era uma senhora mais idosa e fora também serva de Izanami. Uma das poucas que foi poupada. Assim que Ryotaro a levou ela ficou tão grata por poder ver a princesa que jurou que o ajudaria no que fosse necessário. Assim sendo, Ryotaro sabia que poderia ver sua prometida quando quisesse sem ter medo de ser descoberto. Caminhou até a porta do quarto de Mizuki, entrou e contemplou-a recostada em um divã sendo massageada pela velha kameko, com óleos e unguentos cicatrizantes. No momento em que sentiu a presença dele, Mizuki cobriu-se.

—Ryotaro? O que faz aqui! Eu estou ocupada agora... E...

—Calada Mizuki, você é minha fêmea e eu posso vê-la, como e quando eu desejar! –Vociferou o Youkai, deixando Mizuki com ainda mais ódio dele.

—Mas, meu senhor... É que eu não gostaria que o senhor me visse neste estado... Eu ainda estou me curando do que aconteceu hoje... -Respondeu ela disfarçando seus reais sentimentos.

—Bobagem Mizuki. Essas são apenas as marcas de nossa paixão. Você fica muito bem com elas. –Disse o Youkai pegando-a pelo queixo, e mordendo o lábio dela, sem muita força. Mizuki esforçou-se para sorrir.

—Que bom que pensa assim... Meu senhor. – Disse a youkai fingindo contentamento.

—É bom mesmo. Mas já que começou é melhor que termine. Eu vou esperar por Hayato e Yuu, e você não ouse sair deste aposento. Quero que fique linda para nossa primeira noite.

—Mas Ryotaro! Nós temos que deliberar sobre o ataque que foi realizado! – Disse a Youkai tentando reaver sua liberdade. Ryotaro encarou-a seriamente.

—Eu vou resolver tudo isso e te comunico depois. Mas nem você, nem sua serva vão sair deste quarto até que eu determine isso. Estamos entendidos?-Disse ele olhando ameaçadoramente para Kameko que assentiu com a cabeça antes de engolir em seco.

Mizuki concordou a contra gosto. Mas sabia que não poderia ir contra a vontade dele. Depois disso, Ryotaro saiu do quarto e dirigiu-se até o quarto de Minara. Ao chegar lá, viu-a comendo e bebendo alegremente na companhia da velha serva humana de nome Nana. Ficou olhando para ela, por alguns segundos. Minara não demorou muito para sentir a presença dele. Ao encará-lo levantou as sobrancelhas surpresa.

—O que faz aqui? Sua dona não te pôs na coleira ainda? – Perguntou ela, em um tom divertido. Ryotaro olhou para a velha Nana, e compreendeu que todos já sabiam que ele havia feito de Mizuki, sua fêmea.

Percebendo o desconforto dele, a velha resolveu se retratar de alguma forma.

—Senhor Ryotaro, eu irei até a cozinha levar essas louças. Por que não faz companhia a princesa enquanto isso?- Perguntou a velha senhora, com um sorriso inocente nos lábios.

—Faça isso Nana, e diga aos soldados que assim que Hayato chegar eu quero ser o primeiro, a ser comunicado. – A velha senhora assentiu com a cabeça e saiu. O youkai encarou a bela humana por alguns segundo.

—Vejo que não está sob o efeito do soro. Você sequer pensou em fugir? – Questionou o Youkai, tentando mudar o assunto da conversa. Minara levantou o lençol que cobria suas pernas para mostrar-lhe a corrente encantada que a prendia pelo calcanhar.

— A velha Kameko me prendeu antes de sair. Essas correntes são enfeitiçadas. Elas não podem ser quebradas pelos poderes youkais. E mesmo que eu quisesse fugir eu não poderia. Mizuki ainda mantém muitas pessoas presas, e se eu fugir ela vai mata-las! Eu não posso permitir isso. – Disse firmemente a humana.

Ryotaro ainda a encarava, curioso. Na verdade não conseguia tirar os olhos dela. A determinação dela o fazia ficar ainda mais encantado.

—Eu ainda não descobri onde Mizuki está mantendo os reféns... Mas isso é só uma questão de tempo, agora. — Respondeu ele desviando o olhar.

—Cá entre nós, Ryotaro, tem muita coisa que você ainda NÃO sabe. – Minara estava sendo sarcástica, e Ryotaro resolveu entrar na brincadeira.

—É mesmo? Como o quê, por exemplo? -Ryotaro puxou uma poltrona para perto da cama e sentou-se olhando para ela.

—Tipo, que Mizuki e o escroto do filho dela têm um caso. Tipo, que ela pretende te envenenar assim que conseguir uma oportunidade. Tipo, que eu sei muito bem que você se decepcionou com o fato de eu não ser uma princesinha encantada! Essas coisas! – Continuou ela nitidamente irritada. O youkai acompanhou os movimentos dela com os olhos.

—E quem disse a você que eu não sei dessas coisas? Mas a pergunta correta é, porque isso te incomoda?– O youkai inclinou seu corpo para frente para encará-la.

—Por favor... Não faça isso. Se tem algo que eu não suporto, é que insultem a minha inteligência. Eu detesto esse joguinhos, sociais, sabe? Não tenho a menor paciência para isso! Nós dois sabemos que Mizuki é uma assassina fria, capaz de qualquer coisa para conseguir o que deseja! E você se precipitou muito ao fazer o que fez! Tomar Mizuki, como sua fêmea? Você está literalmente dormindo com uma serpente e ela vai te devorar muito antes que você perceba! – Esbravejou a humana.

—Eu só estou fazendo o que posso para ganhar tempo... Você sabe que ela pretende te matar, o quanto antes! -Ryotaro respondeu seriamente, incomodado com as palavras dela.

—Eu só sei, que não posso permitir que você se sujeite a isso Ryotaro! Há muitas vidas em perigo, eu sei. Mas você é meu principal aliado... Meu amigo! Que droga! Porque você tinha que se por nesta situação? -Minara esbravejou, ficando de pé de súbito, enquanto caminhava de um lado para outro nitidamente irritada.

—Entendo o que você quer dizer, mas você não deveria me subestimar. Eu não planejei nada disso. Apenas aproveitei a chance quando ela tentou me seduzir. Ela acredita que esteja realmente marcada pro mim, então vai continuar me obedecendo, porque me teme. Mas confesso que eu não fazia ideia que essa situação, te abalaria tanto. Está mesmo preocupada com a minha vida ou... -O youkai fênix sorriu de lado, ficando de pé para encará-la.

—...Ou o quê? Seja coerente, Ryotaro! Estou preocupada com a sua sanidade. Mesmo que nosso plano funcione perfeitamente, existem feridas que jamais cicatrizam! Acha que eu desejo isso para vc? Você é o lorde das terras do leste, meu aliado e meu amigo, lembra-se? A simples ideia de que você teve que se violentar dormindo com uma fêmea imunda como Mizuki, apenas para me salvar, me deixa doente! -Minara encarou-o seriamente, com seus olhos marejados.

E novamente Ryotaro se viu perdido nos olhos esverdeados da princesa. Sem se dar conta, aproximou-se e a beijou instintivamente, pressionando seu corpo ao dela contra a parede.

Minara não teve tempo de se soltar, tampouco de impedir o gesto dele. A urgência daquela carícia lhe mostrava anos de uma solidão tão dolorosa quanto a dela. Aos poucos a jovem conseguiu separar as bocas, mantendo sua testa colada ao do youkai que mantinha seus olhos cerrados.

—Não... Não faça isso. Eu não quero que você se machuque mais. _Minara balbuciou.

—Não me deixe cair... Fique comigo. -Ryotaro murmurou ainda abraçado à ela.

— Eu jamais te deixaria cair... Mas não sou eu, meu amigo... Não sou eu quem vai te amar como você merece! -Minara tentou se afastar.

—Você não vê? Eu fiz tudo isso por você! Eu me sujei com aquela youkai imunda, para salvar você! Para te proteger e impedir que ela continue com seus planos! Eu nunca faria nada para magoar você. Eu amei você desde a primeira vez que a vi. Eu amei a criatura frágil e guerreira que você era, e amo a mulher audaciosa que você se tornou. –Sussurrou ele tentando mantê-la colada a ele.

—Não Ryotaro, você não me ama. Você ama a imagem que fez de mim... E é só isso que eu sou pra você. A idealização de alguém que você ainda não conheceu, mas que existe. E se iludir comigo, só vai te atrapalhar a encontrar essa mulher! Eu te garanto que ela é muito mais especial do que eu jamais serei. -Minara afastou-se em definitivo do youkai.

—É outro macho, não é? Você... Está apaixonada por outro macho! Me diga quem é ele... Com certeza deve ser algum dos aliados de Sesshoumaru. Pelo menos agora eu tenho motivos para começar uma guerra.- Disse o youkai fênix, entre os dentes, tomado pelo ciúme.

—Você não vai fazer isso. E sabe que não fará. Minara sentou-se novamente em sua cama.

—E como pode ter tanta certeza? Viu em uma de suas visões? – Disse o youkai com sarcasmo.

—Não preciso de minhas visões para conhecer você. Você jamais faria isso. — A jovem respondeu resignada.

—Se me conhece tão bem, então você sabe que o que eu sinto é real. Eu quero estar com você, quero protege-la. Quero ser seu macho, e seu amigo... – Os belos olhos azuis violeta, encaravam-na sem censura, enquanto ele se ajoelhava à frente da jovem.

—Meu querido amigo, eu sei o que você sente. E eu posso lhe garantir que essa solidão via se findar em breve. Mas a verdade é que eu não sou seu laço de prata. Agora, olhe pra mim. Eu vou te mostrar algo, que eu preciso que você preste bastante atenção. – E dizendo isso, fez com que o youkai se sentasse novamente na poltrona.

Pediu que ele olhasse no fundo de seus olhos. E uma grande luz, invadiu a vista do youkai fênix, fazendo o fechar os olhos. Quando os abriu, estava em seu shiro, nas frias terras do leste. Apesar do frio era um belo dia de sol, e ele ouvia muito barulho. Conforme caminhava, via youkais todos muito bem vestidos, e ao chegar ao salão principal de seu shiro entendeu que se tratava de uma festa. Foi quando um servo se aproximou dele.

—Aqui meu senhor, beba um pouco, este vinho de uvas brancas, está digno de um rei! A senhora, disse-me, que o quer bem animado! – Disse Junko, seu nobre servo particular dando lhe uma taça de vinho branco.

Junko o conhecia desde criança, era servo da família da mãe de Ryotaro e praticamente o criara. Tratava-se de um youkai macaco, de pelos escuros, e estatura mediana, extremamente educado. Ryotaro estava confuso.

—Senhora? Que senhora? Junko, o que está acontecendo aqui? -Ryotaro questionou surpreso.

—Ora, senhor Ryotaro, está tudo bem com o senhor? Eu me refiro a SUA fêmea a senhora das terras do leste! E este é a festa que o senhor esta dando em homenagem ao senhor Sesshoumaru para confirmar a aliança de paz entre os reinos! É a oficialização de sua união. – Ryotaro, piscou os olhos, ainda mais confuso, e Junko percebeu.

—Ahh, acho melhor o senhor parar de beber! Está ficando sem noção! – Disse o servo pegando de volta a taça nas mãos de Ryotaro e apontando para um espelho.

Ryotaro então percebeu que estava ricamente vestido, com seus cabelos trançados. Estava realmente vestido para uma grande ocasião. Assim que se deu conta, virou-se para perguntar ao servo.

—E onde está minha fêmea? -O youkai fênix questionou olhando ao redor.

—Eu não saberia precisar. Ela deve estar com seus pais, entretendo os convidados. -Junko falou com incerteza.

—Mas, quem é ela... O quê? M-meus... pais...? – Perguntou ele o mais baixo possível assombrado com tais palavras.

—Possivelmente... Mas também pode estar com as crianças. Os pequeninos são mesmo adoráveis! -Junko comentou com um sorriso orgulhoso.

—Crianças? Eu... Tenho filhos? Por acaso isso é um sonho?- Ryotaro, encarou o mordomo, em completo choque.

O youkai mordomo levantou uma sobrancelha sem entender o que se passava. Ia responder, mas, outro servo se aproximou e disse algo no ouvido do mordomo que saiu em disparada apenas se desculpando. Ryotaro reparou que todos o olhavam, por ele ser o anfitrião.

Desconfiado com tal situação, e sem mais alternativas começou a procurar quem seria ‘sua fêmea’. Viu e cumprimentou Sesshoumaru que estava acompanhado de seus Generais e de uma fêmea humana. Isso chocou Ryotaro, uma vez que nunca havia imaginado que um youkai como ele, que se gabava de ser de uma linhagem pura, pudesse ter uma fêmea humana.

Mais adiante, viu outras humanas que ele reconheceu como as mikos que lutaram contra Mizuki no ataque onde Minara quase recuperou seus sentidos. Continuou andando e viu uma hanyou loira que conversava animadamente com uma youkai, de longos cabelos negros e olhos vermelhos. Ambas estavam ricamente vestidas e sorriram para ele de modo encantador e simpático.

Viu mais youkais, conhecidos e desconhecidos, todos muito alegres. No fundo do salão vislumbrou Minara conversando com Ritorirï e outra youkai. As três estavam belíssimas.

Ela caminhou na direção delas, mas elas saíram em direção ao corredor que dava para as outras salas do shiro. Ryotaro teve que se deter para falar com Yuko e Kyo, o general que ele julgava morto. Assim que conseguiu sair, foi até o corredor, mas não havia ninguém lá. Ouviu a porta de seu escritório bater e entrou logo em seguida. O aposento se se encontrava às escuras. Havia muitas flores e um cheiro fortíssimo de rosas, no recinto. Eram provavelmente presentes para as convidadas. Caminhou até a janela, e selada por grossas cortinas, na esperança de retirar um pouco do cheiro do lugar. Ao se aproximar das janelas, no entanto, sentiu uma presença atrás de si, mas quando ia se virar foi abraçado por duas mãos femininas, e uma voz quase inaudível sussurrou no seu ouvido.


— Você me achou, meu amor... – Murmurou a fêmea em seu ouvido.

E Ryotaro sentiu o calor dos braços dela. Das mãos pequenas e delicadas, a única coisa capaz de ser distinta era um anel de ouro puro com uma grande safira, das mais valiosas.

Ryotaro observou a joia com curiosidade, e pode perceber que se tratava de uma joia de família, do tipo que a filha herdava da mãe. As mãos da fêmea acariciaram o corpo e o membro do youkai com maestria, como se já conhecesse onde exatamente ele sentia mais prazer.

— Vejo que me conhece muito bem... – Gemeu o youkai entregando-se carícias. Seu peito transbordava de um sentimento que ele nunca tivera experimentado. E ele mal conseguia respirar.

—Sou sua fêmea, meu amor... Sou parte de você... – Sussurrou novamente, ela, não permitindo que ele conseguisse discernir ao certo de quem pertencia àquela voz.

Ele fez menção em se virar, mas quando, o fez uma luz novamente o cegou. Quando voltou a enxergar o youkai estava de volta ao seu quarto, mais precisamente, dentro da banheira. Olhou ao redor, e percebeu para a maior frustração, que sequer tinha notado o cheiro da fêmea, por conta do forte cheiro das rosas. Arrumou-se novamente e correu direto ao quarto de Minara.

—Você me levou ao futuro! E agora ao passado! Como fez isso? Se há feitiços que te impedem de sair, como faz isso? — Disse ele assim que entrou, mas Minara, não estava alegre conversando, como ele vira da primeira vez.

Desta vez, a serva chorava, sentada na beira da cama enquanto velava o sono comatoso da princesa.

—Ah Lorde Ryotaro... Eu pensei que ela estava melhorando, mas veja por si mesmo, como ela está exausta! Coitadinha, está tão fraca que nem consegue acordar para comer! – O youkai se aproximou, estarrecido. Ele tinha razão, ela havia conseguido de alguma maneira burlar os feitiços de Mizuki, mas era óbvio que pagava um alto preço por isso.

O youkai se aproximou e tocou na mão da humana. Antes a pele estava quente e corada. Agora jazia fria e pálida, de um modo preocupante.

—Eu sinto muito, tê-la enfraquecido... Obrigado por me mostrar que teremos um futuro maravilhoso, juntos... – Ele beijou a mão da princesa e em seguida reconfortou a velha senhora.

Depois disso saiu e foi atormentar Mizuki mais um pouco. Quando se deu por satisfeito, voltou para seus aposentos, mas assim que a noite caiu, um soldado foi lhe avisar do retorno de Hayato e Yuu. Ryotaro partiu para encontra-los. Assim que entrou na sala de reuniões, contemplou a linda fêmea Youkai, desmaiada sob a mesa.

— Ryotaro, onde está minha mãe? Por que fui impedido de entrar nos aposentos dela?- Questionou Hayato.

—Ela agora é minha fêmea Hayato. E como tal me deve obediência. A partir de hoje quem dará as ordens, serei eu. Estamos entendidos? – O youkai olhou novamente para o jovem youkai serpente. Hayato odiou, mas aprendeu com a mãe a dissimular bem sua opinião.

—Como quiser, Lorde. Agora se me dá licença, vou me banhar, já que estou exausto. E afastou-se sem olhar para trás. Ryotaro deu de ombros.

—Essa fêmea, quem é? – Questionou, o lorde youkai. Dando a volta na mesa para vê-la melhor. Havia algo familiar nela, mas Ryotaro não sabia discernir exatamente o quê.

—Ela é a feiticeira das Terras do Oeste. Yukina, a filha de Susanoo. – Yuu disse sem nenhum interesse.

Ryotaro então se lembrou da jovem youkai que lhe entregou Minara quando criança. Na ocasião, não havia visto seu rosto com precisão, pois ela usava uma grande capa que lhe cobria quase o rosto todo. Ele nunca imaginara que ela fosse dona de traços tão delicados.

— Eu vou leva-la para meus aposentos, quero me divertir com ela até que ela decida cooperar. – Disse o Lorde, procurando uma maneira de conseguir ajuda-la. Yuu, no entanto o impediu.

—Ora lorde, mas se tomou Mizuki por sua fêmea hoje, com certeza, vai querer passar sua primeira noite com ela! Não se preocupe com a bruxa. Ela vai dormir até amanhã com a quantidade de veneno que estava na minha pena. Eu vou leva-la até a cela que Mizuki preparou para ela. – Vendo que estava sem opções, Ryotaro assentiu com a cabeça.

Em seguida Yuu a pegou novamente nos braços, mas quando a ergueu, as mãos dela antes por baixo das grandes mangas do quimono, repousaram em seu ventre, de modo que ficava mais fácil carrega-la assim. Mesmo afastado Ryotaro viu um cintilar de uma joia.

—Espere!- Gritou o Youkai. Yuu se deteve e o Lorde se aproximou à passos largos.

Pegou as delicadas mãos de Yukina, e ficou estarrecido com o que viu. No dedo anelar estava um lindo anel, de ouro com uma safira. O mesmo que tinha visto na mão de sua fêmea, na sua visão do futuro...

Notas finais
Meus caros leitores, eu tenho colocado imagens nos capítulos anteriores, então não custa dar um olhadinha para conferir! Garanto que vocês vão gostar! Até o próximo capítulo!!