Notas iniciais
Gentee cheguei!! Kikyou tava toda contentinha com seu casório... Ou não tava?? Então porque ela tá se pegando com o.... HIKARU??? Bora lá veer!!!!

—Kaede? Coomo isso é possível? –Kikyou disse ao encará-la.

—Acho que eu tenho que explicar... Kikyou, ela veio atrás de você quando houve a guerra. Mas foi atacada, e Masato e eu a encontramos. Depois disso, meus poderes foram ativados, e ela rejuvenesceu. Nós mantivemos em segredo, pois, não sabíamos exatamente o porquê do destino tê-la escolhido. E ainda não temos certeza mas talvez tenha haver com um certo general que anda assobiando todas as manhãs! –Minara contou sorrindo.

—É verdade Kikyou... Eu tenho que pedir seu perdão... –Kaede começou a falar, mas Kikyou a impediu. Abraçou-a e enxugou-lhe as lágrimas.

— Está tudo bem! Agora mais do que nunca minha irmãzinha vai ter o destino que merece, ao lado de um macho que realmente faz jus à grande mulher que você é. –Kikyou disse sorrindo, e continuou. _Agora só quero que você se vista com o traje cerimonial das mikos, rapidamente! Não importa a sua aparência, ainda quero que você celebre a minha união.

—Ahh aqui está! Eu o deixei por perto caso porque tinha certeza, que a senhora Kaede apareceria. Só não esperava que ela fosse aparecer tão jovem! –Kagome disse sorrindo. Mais algumas batidas na porta e desta vez Kagura surgiu para checar se Kaede estava bem.

—E aí velha, conseguiu? –Kagura perguntou sorrindo.

—Até a Kagura sabia e eu não? –Kagome questionou surpresa.

—Haha... Eu nunca conseguiria esquecer o cheiro dessa velha! E como sacerdotisa de Meikakuna mun, digamos que eu esteja mais interada aqui do que vocês, apenas isso, Kagome! Não é mesmo Kaede? –Kagura riu-se e as demais acabaram rindo junto.

—E quem diria que essa youkai maluca, ia se tornar uma boa amiga? Parece que aqui é mesmo um reino de milagres!-Kaede continuou a provocação e Kagura abraçou-a de maneira terna.

—Bem, pessoal eu vou lá avisar para todos se prepararem! –Minara disse, deixando as brincadeiras com suas amigas para retirar-se.

—Eu também vou com você! –Kagome disse, antes de se despedir e deixar as demais.

Após saírem do quarto onde Kikyou terminava de se arrumar, Kagome e Kaede caminharam pelo amplo interior do templo, indo em direção aos jardins, onde tudo estava pronto para acontecer à união e posteriormente a festa. Foi neste momento que a caminhada das duas fêmeas foi interrompida por um macho desejoso de falar com uma delas.

—Talon? Oi, como você está? –Minara o reconheceu de imediato.

—Vou bem, garotinha. E pelo que vejo, está melhor acompanhada. Permita-me que eu me apresente Milady. Sou o príncipe Lukyan Talon Drago, das terras do fogo. –Talon disse pegando a mão de Kagome para beijar delicadamente. Kagome olhou para Minara surpresa com os modos refinados, para com ela, e sem entender o porquê dele ser tão cordial.

—Ele é irmão da Naelle! –Minara esclareceu-a.

—Ah sim! É um prazer imenso conhecê-lo, Príncipe Talon. Eu sou Kagome, a prometida do general Inuyasha. – A humana disse sorrindo.

—O prazer certamente é todo meu. Agora, permitam-me acompanhá-las. Eu realmente não consigo ver fêmeas andando sozinhas. –Talon disse e estendeu os braços paras as duas que o aceitaram.

Conversaram por todo o percurso, animadamente. E Kagome estava surpresa pela cordialidade do youkai para com ela, uma humana. Quando se aproximaram do jardim, a maioria dos convidados estava de pé, em pequenas rodas sociais. E um dos mais próximos era justamente Inuyasha que conversava com seu pai, sua mãe, Rin e Satori hime. Talon fez questão de entregar Kagome nas mãos do general e príncipe das terras do oeste, e cumprimentar as três fêmeas e Inu no Taishou, com a mesma cordialidade. Mas de maneira muito mais formal que Minara que abraçou e beijou todos no rosto.

—Perdoe-me por tocar em sua adorável fêmea, mas eu simplesmente não consigo deixar que fêmeas andem desacompanhadas. Pela prazerosa conversa que tivemos, posso dizer que o senhor é um macho de muita sorte, assim como seu pai e seu irmão, pelo que vejo. –Talon disse com desenvoltura, e Minara segurava-se para não rir dos galanteios sublimes do youkai.

—Eu é que devo agradecê-lo, Príncipe Talon, pela gentileza. Sei que minha prometida esteve em boas mãos. -Inuyasha respondeu com sua face mais plácida e cordial.

—Foi muita gentileza, de sua parte, sem dúvida. Por que não se junta à nós em nossa conversa, príncipe? –Inu no Taishou perguntou tentando conhecer aquele jovem tão galante, e ao mesmo tempo tão familiar para ele.

—Seria um imenso prazer, mas tenho de entregar esta hime ao seu macho. Ele certamente deve estar à procura dela... –Talon sorriu de lado para Minara.

—Está absolutamente certo quanto à isso. O pobre macho dessa Hime precisa mesmo mantê-la sob vigilância. –Inu no Taishou riu, e piscou para Minara que piscou de volta.

Assim Talon e Minara saíram, por entre os convidados. Minara Procurando por Hikaru e Talon procurando uma maneira de tentar ficar um pouco mais ao lado dela. Mas antes que começassem foram encontrados por Naelle.

—Talon! Eu estava te procurando há um tempão! –Disse a doce princesa logo após abraçar Minara com todo o seu carinho.

—O que houve Naelle? O que é tão importante? –Talon quis saber, um tanto irritado por ela aparecer e dificultar seus planos.

—Seu remédio! Papai disse que você tomou o remédio errado hoje, por que a mamãe acidentalmente trocou os frascos ontem à noite. Você tomou o remédio para dor de cabeça dela!–Naelle respondeu enquanto procurava algo em uma pequena bolsinha de seda que possuía a mesma estampa do esvoaçante vestido que ela usava.

—Mas que maldição! Não se preocupe Naelle, diga ao nosso pai, que eu o tomarei assim que a festa acabar. – Talon praguejou irritado.

—Não, não Talon! Eu trouxe um comigo, porque o papai disse que você não pode ficar sem ele! Onde está esse frasquinho? Oh, achei! –A hanma disse vitoriosa, mas assim que foi entregá-lo nas mãos de seu irmão, foi empurrada.

O pequeno frasco de vidro espatifou-se no chão. Para agonia de Naelle. Ao olhar para trás ela viu um youkai com roupas de serviçal, levando um imenso tapete enrolado, às costas.

—Sinto muito Talon! Eu sou uma desastrada... – A pequena hanma lamentou-se.

—Não foi culpa sua, Naelle! Aquele macho com o tapete, passou tão apressado, que te empurrou, e eu vi bem! Aliás, porque um tapete daquele tamanho estaria circulando por aqui, justo, minutos antes da união da Kikyou? –Minara questionou desconfiada.

—Ora, garotinha, esse tipo de coisa é comum em festas. Há sempre algo que fica para última hora. –Talon minimizou o incidente de maneira racional e Minara acabou concordando.

—Tem razão, Talon. Vamos Naelle, estamos procurando o Hikaru, você por acaso não o viu? –Minara Perguntou enquanto dava a mão para Naelle, para irritação de Talon.

—Não vi. Mas também acabei de chegar aqui. Papai e mamãe já devem estar sentados lá dentro. Eles devem saber! –Naelle contou.

—Ótimo, vamos perguntar à eles. Com certeza papai deve ter trazido mais do meu remédio. Assim que aproveito e fico livre dele. –Talon suspirou antes de falar e estender o outro braço para Naelle.

Os três voltaram-se para retornar ao jardim, e caminharam sem pressa até a porta. Assim que chegaram até ela, viram que os pais de Raijin, assim como ele próprio já estavam à postos, e todos os presentes procuravam se sentar.

—Ah não! Agora não dá mais para passar a Kikyou já deve estar vindo! –Minara exclamou decepcionada.

—Oh que pena, parece que vamos ter que nos sentar aqui mesmo... Olhem, papai e mamãe estão logo ali! Assim que a cerimônia acabar vamos perguntar à eles. –Talon tentou em vão, esconder sua satisfação em conseguir ficar mais um pouco ao lado de Minara.

—Olha Mina, o seu general! Está ao lado do capitão Masato... –Naelle apontou, enquanto suspirava docemente, para irritação de Talon.

—Oh, é ele mesmo! Hikaru? Hikaru! – Minara chamou, mas em meio à todo o burburinho, ele não a ouviu.

—Garotinha, não vai adiantar você gritar, ele não vai... –Talon tentou argumentar, mas foi impedido por um abraço inusitado.

— Irmãozão! Onde você estava? Eu e Tatsuo estávamos procurando você e o papai e... Ei, Você não é o meu irmão! –Igraine disse completamente vermelha.

—Eu lhe disse Igraine, este não é o seu irmão... Mil perdões, pela minha prometida, ela é uma hanyou mas, ainda não controla muito bem seus sentidos. –Tatsuo que vinha logo atrás, disse com gentileza.

—Mas ele parece muito o meu irmão de costas... E quando eu vi a Minara ao seu lado, não imaginei que... Me desculpe! –Igraine tentou se justificar.

—Está tudo bem, essas coisas acontecem. Não precisa se desculpar. –Talon sorriu tentando amenizar o ambiente.

—Oi Cunhadinha fofa, oi general Tatsuo! Este é Talon, o príncipe das terras do fogo, e esta é a irmã dele, Naelle. E esta é a Igraine, irmã do Hikaru, e o prometido dela o general Tatsuo. A Naelle e o Talon, são filhos de uma parente do clã da minha mãe. Eles e o irmão deles, o Kedrik, são como meus primos! –Minara justificou, enquanto os demais se cumprimentavam.

—Ohh que lindas orelhas de tigre você tem! Você é tão bonita e fofa! A Minara não exagerou quando falou de você! E o senhor, é o descendente do clã Seiryuu que representa o deus dragão celeste das longínquas terras além do mar! Nosso pai pertence ao clã dos dragões vulcânicos, cujo antigo senhor era Ryūkotsusei o desonrado.- Naelle disse displicentemente.

—Oo queêe? Eu não fazia ideia disso!Seu pai é descendente do Ryūkotsusei? –Minara perguntou surpresa.

—Naelle diz a verdade, nosso pai é filho dele, infelizmente. Mas ele não se orgulha disso. E graças a Inu no Taishou até mesmo meu pai pode ficar livre da tirania daquele monstro. Só não entendi porque você mencionou isso agora Naelle. –Talon completou ligeiramente envergonhado pela inocência de Naelle em dizer algo tão constrangedor com tanta naturalidade.

—Oh, falei por referência mesmo... Mas veja, ela é uma Gorudën Taiga, e o general um dragão como nosso clã! Não se lembra de que o papai disse que nós deveríamos nos casar com Taigas? Ele disse isso porque os melhores amigos dos dragões são os Taiga! Isso significa que eles nasceram um para o outro! –Naelle completou seu romântico raciocínio, fazendo com que Igraine sorrisse ainda mais animada.

—Haha... Naelle você é uma graça mesmo! Mas não se esqueça do que diz a nossa mãe: O amor não escolhe clã, nem raça, nem cor. Só escolhe o que quer, o amor. –Talon repetiu para a hanma que fez uma expressão melancólica.

—Sim... Eu sei disso. –A hanma respondeu transparecendo uma tristeza ainda mais doce ao olhar na direção de Masato.

— Sua mãe é muito sábia, e certamente tem razão no que diz. –Tatsuo elogiou enquanto Igraine olhava na mesma direção que Naelle, para tentar entender o que havia lá que a entristecera tanto.

—É o capitão Masato... Meu coração se sente preso à ele desde que o vi pela primeira vez, eu não sei porque... –A hanma disse com sinceridade, para Igraine ao perceber que ela tentava identificar quem era o responsável pela melancolia da pequena princesa.

—Naelle, Tatsuo tem razão, sua mãe é mesmo muito sábia. Não se deixe desanimar. O amor verdadeiro passa por muitos obstáculos. –Igraine animou-a e a fez sorrir timidamente.

—Ora, pra onde o Hikaru está indo?-Minara disse ao ver seu macho abrir um envelope e sair andando para a parte interior do templo, onde ficava os aposentos e o quarto onde Kikyou se arrumava. –A hanma perguntou-se curiosa. Lembrou-se então da comunicação telepática que ambos compartilhavam, por conta dos poderes de Hikaru, e pela marca. Mas quando a hanma concentrou-se em sua mente, imagens trágicas e gritos estridentes quase a fizeram cair de joelhos, não o fazendo apenas, por que Talon a segurou.

—O que houve Mina? –Igraine perguntou exprimindo a preocupação de todos no grupo.

—Não consigo, falar com o Hikaru... Alguma coisa me impediu de usar a ligação da marca!-Minara atestou surpresa e assustada.

Neste momento uma serva aproximou-se do grupo, e direcionando-se à Minara, entregou-lhe uma caixa pequena com um bilhete, afirmando que tratava-se de algo enviado para ela pela noiva. Ao explicar a procedência, a serva limitou-se a sair logo em seguida.

—”Para Minara”-Murmurou a hanma antes de desdobrar o dito bilhete e começar a ler.

“Eu tentei avisá-la, mas não tive coragem... Ao menos faça a coisa certa e vá atrás do seu macho. Certamente verá que eu tenho razão. Esta peça estava debaixo de seu travesseiro, e é apenas uma das provas de que você foi enganada.”

A hanma não entendeu exatamente o que aquilo queria dizer, mas sentia seu coração aos pulos. Dentro da caixa, uma peça de roupa íntima, moderna, que Igraine reconheceu imediatamente, sendo de Kikyou. Enquanto todos se perguntavam como e porque aquilo havia sido enviado para Minara, a hanma usou o tempo espaço para ir até a frente e assim poder encontrar Hikaru.

Estava tão nervosa que não percebeu que Talon havia segurado sua mão. Deste modo os dois foram parar na frente do altar da união, e rapidamente Minara tomou o mesmo caminho em busca de Hikaru, com Talon atrás de si.

—Vai com calma garotinha! –Talon disse segurando-a pelo braço.

—Agora não, Talon! Está acontecendo alguma coisa com grave! –Minara voltou-se para ele nitidamente nervosa. E diante disso, Talon sentiu impelido a ajudá-la.

—Ficar nervosa só piora as coisas... Vamos, juntos, eu estou com você, certo?-Talon disse acalmando-a um pouco. Minara apenas balançou a cabeça de modo afirmativo.

Ambos caminharam até o fim do corredor, e ouviram vozes do quarto onde Kikyou se vestia. Entre elas, a voz de Hikaru.

Minara pôs a mão sobre a maçaneta, e abriu a porta de uma só vez. Para seu espanto total, lá dentro estavam Kikyou e Hikaru, seminus, e se beijando ardentemente.

Minara paralisou ao ver a cena. Queria encontrar um modo de explicar aquilo, mas não podia. Ao vê-la na porta, Hikaru que estava só de calças, vestiu sua camisa rapidamente e veio tentar-se explicar.

—Mina... Por favor, acalme-se... Eu queria ter te contado antes, mas... Perdoe-me Mina... –Hikaru disse visivelmente alterado. No momento em que ele tentou tocar Minara Talon se colocou na frente dela, e o confrontou.

—Como ousa se dirigir à ela dessa forma depois de tudo o que estamos vendo? Isso é repugnante! Você não a merece! Venha Minara, vamos embora daqui. Esse miserável nunca mais vai chegar perto de você eu juro! –Talon disse tentando tirá-la daquele lugar. Minara estava em choque, e prontamente obedeceu.

Mas no momento em que se virou de costas para a porta, viu Raijin aproximar-se, e pediu a Talon que o impedisse de ver o que se passava ali.

Talon relutou, mas acabou por ir. Kikyou ainda se vestia. A maquiagem estava pronta, mas por conta do calor em que estava, precisava de retoques. Minara caminhou até ela, e ela agradeceu por protegê-la e implorou por perdão. A hanma então entregou à ela a calcinha que havia recebido minutos antes. Quando Hikaru tentou novamente falar com ela, ela desferiu-lhe um tapa no rosto com toda a sua força e mandou-o sair dali. Ele relutou um pouco, mas acabou por sair.

Alguns minutos depois, Kaede apareceu na porta, para levar Kikyou.

A miko passou por Minara e saiu pela porta indo em direção à sua união com Raijin, e Kaede estranhou o comportamento de Minara.

—Minara hime o que Há? A senhora é sempre tão alegre, aconteceu algo?-Kaede perguntou aproximando-se de Minara.

Neste momento, Talon retornou e Minara perdeu a força nas pernas. As lágrimas rolaram sem controle, embora a hanma se negasse a acreditar que aquilo poderia ser possível.

—Não é nada, Kaede... Por favor, vá agora... Todos estão à espera... –Minara se limitou a dizer, sendo amparada por Talon.

—Mas... Senhora...? Kikyou olhe a hime não está se sentindo bem!-Kaede questionou a irmã.

—Não é nada, Miko, não está vendo? Vamos agora, meu macho não pode me esperar mais... –Disse Kikyou saindo e deixando Kaede estupefata com sua indiferença.

—Isso não pode estar acontecendo... Isso não pode ser real! –Ela repetia angustiada.

—Calma Garotinha... Vai ficar tudo bem... –Talon tentava acalmá-la.

—Talon... Isso não pode ser real... Kikyou e o Hikaru? Isso só pode ser uma farsa... Mas eu vi... Eu mesma vi! –Minara repetia em prantos. Talon estava pronto para tirá-la dali, mas assim que abriu a porta Ícaro estava à espera.

—Minara? O que está acontecendo aqui? –Ícaro perguntou assustado, tomando Minara das mãos de Talon.

—Eu estou bem Ícaro... Mas, meu coração está morrendo... –A hanma murmurou entre soluços.

—Calma Minara... Yukina me pediu para procurar por você. Ela não pode sair por causa da cerimônia, mas ela disse que sentiu que você precisava dela. Diga-me o que aconteceu exatamente. –Ícaro pediu, e Talon explicou rapidamente, para poupar Minara.

—Então se o quê você viram é verdade, temos que impedir esta união! –Ícaro foi enérgico.

—Mas, e o Raijin? Ícaro, ninguém merece passar por isso... Quanto mais no dia de sua união! –Minara tentava argumentar.

—Ele merece saber a verdade, Minara. Vamos, eu vou impedir a união e você vai contar à ele o que vocês viram... Como está sua marca? –Ícaro questionou preocupado, após falar com firmeza.

—Esta normal... Ela não reagiu... Há algo errado com ela... Eu não consegui me ligar à Hikaru ainda há pouco... –Minara percebeu e uma esperança ascendeu-se em seu peito.

—Como assim?Se o macho que te marcou te causou tanta dor, por que a marca não reagiu?-Ícaro questionou observando a marca para concluir que realmente esta permanecia intacta.

—Porque talvez não fosse o tal Hikaru afinal... -Talon murmurou enquanto caminhava para o lado mais afastado da porta onde no chão, jazia um pequeno vidrinho de cor escura. Em seguida o youkai pegou o pequeno objeto com cuidado, cheirou-o e lambeu o dedo, que aparou a ultima gota de substância contida ali.

Os três chegaram ao jardim quando a cerimônia já havia se iniciado. Faltava pouco para que tudo fosse consumado. Neste momento, Minara perdeu a compostura de antes e foi direto até o casal que ouvia as palavras de Kaede atentamente.

Quando se preparava para interromper a cerimônia, Hikaru apareceu novamente atrás dela, e disse em alta voz, “Parem essa cerimônia, imediatamente.”

Minara olhou para ele, tentando encontrar qualquer coisa que estivesse diferente. Mas não havia nada. Era o mesmo Hikaru que havia chegado à festa com ela mais cedo. As mesmas roupas, o mesmo penteado, o mesmo perfume. Ele passou por ela ignorando completamente sua presença e caminhou até Kikyou, tomando-a pela mão, e beijando-a calorosamente à vista de todos.

O coração de Minara parou diante da cena. O mundo todo parecia estar ruindo. Ela olhou para Raijin, que permanecia congelado, e pela primeira vez, sentiu-se próxima à ele. Todos ao redor estavam escandalizados, e se perguntavam o que aquilo significava.

—Kikyou?HIKARU? COMO OUSAM? –Raijin proferiu tomado de ira, clamando sua lança.

—Raijin, nos perdoe... Mas nós nos apaixonamos quando estávamos ainda no Dai San no shiro. Perdoe-nos por deixar que você e a Minara acreditassem que nós amávamos vocês. Não temos culpa disso ter acontecido. –Hikaru falou ainda segurando Kikyou pela cintura.

—Sim, Raijin e Minara, por favor, nos perdoem. Nós vamos para longe das terras do oeste, para vivermos nosso amor longe de todo o ódio que despertamos. Não incomodaremos mais ninguém. Adeus à todos. –Kikyou proferiu, enquanto dava as mãos à Hikaru para sair daquele local.

—Você não é Hikaru! Diga a verdade, você não é o meu macho! –Minara gritou enquanto atacava o casal. O youkai se esquivou e segurou a mão da hanma para olhar em seus olhos.

—Sinto muito, por tudo isso minha princesa... Lamento por fazê-la sofrer tanto... –O Youkai disse exprimindo toda a sua sinceridade, enquanto soltava seu punho. Mais atrás deles Claire e Teigure se entre olhavam apavorados, e a humana negava-se a acreditar que aquele era mesmo seu filho adotivo, e pretendia intervir, mas foi detida por Teigure.

—São eles mesmos... Os cheiros são os mesmos... Infelizmente todos devem ter percebido que não há nenhum engano... Por isso, não vão se meter... – Teigure murmurou dizimando pequena esperança de sua fêmea.

—Kikyou? Não vai se despedir de sua irmã? –Kaede disse enquanto Minara era amparada por Brunhilde, Ritorirï e Souten, e Raijin era contido por Susanoo, Koüga, Kazuyia e Ícaro.

—Miko, não torne as coisas piores... Minara e Raijin, tiveram a dignidade de aceitar os fatos. –Hikaru disse com sua face mais piedosa.

—Deixe que ela a responda! Kikyou, você não vai ao menos se despedir de sua irmã? Ela está velha e não pode ter esse tipo de decepção. –Kagome vociferou enquanto fazia o mesmo jogo de Kaede, por estar igualmente incrédula de que aquela era sua irmã de alma.

—Eu sei que lhe magoei Kagome... Mas também sei que você deseja a minha felicidade e eu finalmente serei feliz ao lado do youkai que eu amo desde o princípio... –Kikyou disse à ela e Kagome lembrou-se do encantamento que Kikyou sentia por Hikaru, ao ler sobre ele no diário de Claire. Apesar de tudo parecer loucura, nos últimos dias elas estavam mais afastadas, e talvez fosse por isso que Kikyou não havia dito nada à ela. Tal contestação a fez perder a determinação de antes.

— Você não vai me responder!? Tenho que dizer à sua irmã que você partiu e nunca mais a verá? –Kaede Insistiu. E Kikyou bufou antes de responder visivelmente irritada.

—Eu vou me despedir de minha irmã quando for chegada a hora. Afinal, ela sequer apareceu para o meu casamento! Raijin, seja feliz com Akane, ela é a única capaz de fazer você feliz... Agora se me dão licença, nós temos que... –Kikyou começou a falar, mas foi interrompida por um soco na boca, dado com toda a força por Minara.

Notas finais
Pessoal quero agradecer por todos os comentários e mensagens animadoras! Sério, vocês são 10! Continuem mandando suas sugestões favoritem a fic, porque isso me ajuda D MAIS! Obrigada por tudo, e até o próximo!