Perdida Lost
1 A pequena e inocente fuga.
- Ta bom mãe! — Gritei para minha mãe com raiva, por que ela não pode me deixar ir á festa de Melanie? Ela nem se importa comigo.
- Não grite comigo, Katherine eu sou sua mãe! — Minha mãe gritou de volta.
-Ótimo! Agora você é minha mãe? — Gritei e fechei a porta, a raiva subindo á minha cabeça tão rápido que quase não senti a dor de minha mãe ter socado a parede.
Minha mãe, Michele era a pior mãe do mundo e meu pai já estava bem longe de mim na primeira oportunidade, nunca vou admitir que sinto a falta dele e que minha vida virou um inferno por causa dele e de minha mãe.
- Quer saber? Eu vou nessa festa sim, quero ver me impedir.. — Sussurro para mim mesma, observando meu reflexo no espelho em meu quarto.
A festa seria às 10 horas da noite e só acabaria às 4 horas do outro dia, como minha mãe dorme às 9 horas da noite eu vou esperar ela cair no sono e vou sair para a festa. Deitei em minha cama e li alguns livros nesse tempo de repente escuto um barulho vindo da cozinha, uma batida de porta, teria minha mãe saído para algum lugar? Será que alguém entrou?. Saio do quarto com um bastão de beisebol que era de meu pai, só para não ser surpreendida por algum invasor, desço as escadas e vejo que minha mãe tinha saído de casa realmente.
- Finalmente, sozinha ! — Pulo no sofá e ligo a TV no canal de noticias: MENINA DESAPARECIDA ! "Hoje recebemos uma noticia de uma menina desaparecida chamada Christina Montydall, foi vista pela última vez ontem com um suposto namorado, as autoridades suspeitam do rapaz." — Que loucura, eu hein...
Em alguns minutos seria a festa, minha mãe já estava no sétimo sono e eu arrumada, vestia preto como sempre, fui para meu quarto e arrumei a cama com algumas almofadas para parecer que estivesse ali e pulei a janela, me segurando no suporte das trepadeiras e pulando de encontro com o chão. Pego o celular e ligo para Kelsey..
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Telefonema:
Eu: " Oi, Kelsey pode me buscar na minha casa? Só não buzina nem nada por que minha mãe ta dormindo e ela não sabe que vou á festa."
Kelsey: " Okay, Kathy estou indo. Em 10 minutos eu chego aí, beijo."
Eu: " Obrigada, beijo."
Fim do telefonema.
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Esperei sentada no banco do jardim de minha casa quando Kelsey chega e faz um movimento de "venha", entro no carro e deixo a porta encostada só fechando quando estamos a três quarteirões da minha casa.
- Ela não deixou, então eu fugi. — Comecei a gargalhar. — Ela quer ser minha mãe depois de sete anos me tratando como lixo? Não, não.
- Não sei Kathy, talvez ela queira reparar o erro dela.
- Não. Chega desse assunto Kel. — Fiquei irritada com o assunto e virei o rosto para a janela.
O local da festa era a própria casa de Melanie, o caminho de pedras até sua casa estava cheio de adolescentes com copos na mão, provavelmente bebidas alcoólicas, entrei na casa e a vi cheia também. Kelsey me deixou sozinha para achar seu namorado e eu fui direto para a mesa de bebidas para pegar Soda com Vodka quando um garoto aparece atrás de mim.
- Está sozinha? — Ele diz com um olhar estranho, como se quisesse me caçar.
- Porque? O que te interessa? — Empurro ele para o lado e vou para um lugar onde poderia sentar e o garoto me segue.
- Só quero puxar papo menina, calma. — Diz o garoto que agora estava com um feixe de luz em seu rosto, ele era bonito até com a pele branca e o cabelo um pouquinho grande fazia parecer charmoso.
- Tudo bem, fale então... — Dou espaço para ele sentar. — Pode sentar se quiser.
- Obrigada, qual é o seu nome mesmo? — Aquele garoto sentou colando nossos ombros, me deixando arrepiada.
- Hmm e como posso ter certeza de que você não é um psicopata que quer me matar? — Levantei uma sobrancelha e sorri — Meu nome é Katherine, mas todos me chamam de Kathy e qual é o seu nome mesmo?
- Ryan, não sou um psicopata pode deixar — Ele deu uma gargalhada que me dava vontade de rir também.
Ryan e eu ficamos conversando a noite toda, dançamos, bebemos, contamos piadas e ainda quando várias pessoas já tinham ido embora nós ficamos ali bêbados demais para dirigir mas bêbados de menos para conversar normalmente. Ainda estávamos acordados às 3 horas mas sonolentos, foi aí que aconteceu algo inesperado..
- Kathy, você gostou de mim?
- Sim, você gostou de mim Ryan? — Olhei para ele, um pouco antes Melanie nos deu um colchão para dormir, estávamos deitados nele um encarando o outro.
- Você me beijaria se estivesse afim de mim? — Ele me perguntou de uma forma séria para um cara que acabou de tomar tanta vodka.
- Sim, eu beijaria — Eu respondi, confusa.
- Sem nenhuma vergonha? — Ele me olhou mais profundamente.
- Sim, por que? — Nesse momento meu coração batia tão rápido e alto que supus que dava para ouvir de onde ele estava.
- Você acha que se eu estivesse afim de você eu deveria te beijar sem ter vergonha? — Meu coração deu uma leve "trancada" e fiquei sem ar para responder essa.
- S-sim.. — Gaguejei.
E então como em um filme Ryan se aproxima de mim lentamente e encosta seus lábios nos meus e eu retribuo, me entrego para aquele tremendo estranho que conheci a apenas algumas horas, enquanto Ryan me beijava ele colocava a mão em minha cintura e me puxava para mais perto dele. O beijo foi ficando cada vez mais quente e de repente ele para como se estivesse com medo, olha nos meus olhos e sussurra: Você é virgem?. E no exato momento fico corada com a pergunta, sim eu era virgem e tinha vergonha disso, eu tinha 16 anos e era a única de minhas amigas que ainda não havia tido sua primeira noite.
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