Perdida Existência

3 Ameaça Transmitida


Notas iniciais
Este capítulo era para ter saído ontem, mas eu sem querer apaguei o rascunho dele dos meus arquivos. Kkkkkkkkk. Por isso, tive que reescrevê-lo. Espero que gostem! ^^

Oliver e Jasmine assistiam à declaração de Ethan Kimsky, sem entender. "Todos em Nova York irão morrer? O que ele queria dizer com isso?".

— O mundo inteiro está prestes a mudar. — continuou Kimsky. — A Hidra de Lerna lançará o seu maior ataque.

A "Hidra de Lerna" é o nome da organização terrorista que Ethan Kimsky fundou cerca de trinta anos atrás. O nome é claramente uma referência à criatura da mitologia grega, filha do deus Tifão e da criatura Equidna. O monstro vivia nos pântanos de Lerna, daí o seu nome, possuía corpo de dragão e várias cabeças gigantes de serpente. Claro que essa criatura só existia na mitologia, mas já imaginou se a Hidra de Lerna existisse na vida real? Com certeza ela causaria pânico por onde passasse. Essa era a intenção de Ethan ao criar uma organização terrorista: provocar medo nas pessoas. Por isso, batizou seu grupo criminoso de "Hidra de Lerna".

Acreditava-se que a organização havia sido desfeita após a suposta morte de Kimsky, mas ao que tudo indica, Ethan ainda estava vivo e sua organização terrorista ainda existia.

— Existe uma poderosa arma escondida no subsolo de um dos prédios mais famosos de Manhattan. — continuou Ethan. — Quando essa arma for detonada, Nova York não será nada mais do que uma enorme cratera. A detestável vida ora oprime, ora cura, para brincar com a mente.

Ethan Kimsky desapareceu aos poucos da tela. Em seu lugar, a imagem de um desenho de vaso grego surgiu. Ele retratava a Hidra de Lerna.

Juntamente com o desenho, ao fundo podia-se ouvir a música "Carmina Burana" tocando.

— Eu conheço essa música. —Jasmine comentou.

— "Carmina Burana". — Oliver respondeu. — Também conhecida como "O Fortuna".

Assim como os olhos de cores diferentes e as figuras em formato de raios no seu corpo, outra característica marcante de Ethan Kimsky era sua paixão por essa música.

"Carmina Burana" é um manuscrito com vários poemas escrito por volta dos séculos XVI e XVII. Entre os poemas, está uma ode à deusa da sorte. Esta ode se chama "O Fortuna". Anos mais tarde, o alemão Carl Orff transformou algumas partes desse manuscrito em uma cantata, que foi encenada pela primeira vez em 1983, tornando-se consagrada, sendo usada em muitos filmes de suspense até hoje. Há quem diga que Kimsky se identificava muito com a letra de Carmina Burana. Sempre que ele e sua organização atacavam, ele tocava essa música antes de começarem os assassinatos. Fazia questão de que aquela fosse a última música que suas vítimas ouvissem. Além disso, ele sempre recitava alguns versos da letra da cantata.

— "A detestável vida ora oprime, ora cura, para brincar com a mente". — repetiu Jasmine. — Isso é um trecho dessa música, não é?

— É sim.

Quando a música parou, a imagem do desenho da hidra também sumiu. Uma mensagem de letras brancas em um fundo preto entrou no seu lugar.

"Na meia-noite de amanhã, quando a luz branca ultrapassar a grande ponta, Nova York será a nova Tunguska."

— Nova York será a nova... Tunguska? — questionou Jasmine. — O que isso quer dizer?

— Provavelmente é alguma referência ao Evento de Tunguska.

— Evento de Tunguska? O que é isso?

— Depois eu explico. Preciso ir para a casa do Dr. Griffin agora.

— Você ainda vai? Depois de tudo isso?

— Prometo que não vou demorar. — Oliver beija a testa de Jasmine. — Tchau.

— Tchau.

Oliver sai, entra em seu moderno carro autômato e compacto, o programa para ir até a casa de Bernard Griffin e parte.

Jasmine olhava Oliver afastar-se, observando o horizonte com uma cara de preocupada.

*

Ethan Kimsky e seus homens saíram da sede da ABC e voltaram para a kombi. Após atacaram a emissora e interceptaram seu sinal, eles se dirigiram até um local do outro lado da cidade.

Era um lugar sinistro, com paredes repletas de manchas de umidade, janelas quebradas e portões enferrujados. Era um hospital abandonado.

O local, por dentro, era meio escuro, mais parecia um cenário de filme de terror. Ethan e seus capangas seguiram por um corredor. Haviam várias quartos, com macas ainda ali, gavetas com alguns equipamentos hospitalares, como seringas e bisturis lacrados, e alguns armários repletos de medicamentos vencidos.

Eles se dirigiram até uma sala no final do corredor, onde Ethan entrou. Os outros homens se separaram, entraram em salas diferentes e foram descansar.

A sala que Ethan entrou possuía vários monitores ligados a câmeras de segurança que filmavam uma parte estranha do hospital.

— E então? — perguntou Kimsky ao homem que monitorava as câmeras de vigilância. — Como foi o interrogatório?

— Eles não disseram nada.

— Sério?

— Sim, senhor.

— Esses dois estão mesmo querendo testar a minha paciência.

Ethan saiu, foi até um local afastado da sala, onde havia um alçapão que levava ao subterrâneo. Incrivelmente, no subsolo do hospital, havia um outro corredor, onde haviam várias celas, parecendo uma prisão. Ethan caminhou até chegar em uma cela específica, onde estavam presas duas pessoas. Dois agentes da CIA. Um homem e uma mulher. Susie Byron e Michaelson Wright.

Susie Byron, de 64 anos, e Michaelson Wright, de 69 anos, são dois agentes da CIA. Tornaram-se mundialmente conhecidos após destruírem um sistema de vazamento de dados criado por um grupo de hackers em 2018 e impedirem um ataque de soldados ciborgues no mesmo ano. Dez anos atrás, ele assumiu o cargo de diretor geral da agência, enquanto ela tornou-se diretora do Centro de Estudos e Inteligência da CIA. Mas agora, lá estavam eles, presos, sentados, com as mãos amarradas em um pilar que ficava no meio da cela.

Ethan pegou a chave e abriu. O barulho do portão fez Susie e Michaelson despertarem com um susto.

— Você de novo? — Susie perguntou. — Já disse que não temos nada que você quer.

— Ela tem razão. — disse Michaelson. — Nos deixe em paz!

— Vocês podem ser agentes da CIA e o caralho a quatro, mas eu passei por experiências que poucas pessoas passaram, que muitas morreriam se passassem. Eu sei que vocês têm algo que me interessa. Diga-me, onde está o controle?

— Se quiser essa informação, vai ter que tirá-la dos nossos cadáveres! — disse Susie.

Ethan Kimsky se abaixou e se aproximou de Susie. Ela pôde ver de perto aqueles olhos coloridos a encararem.

— Isso não seria tão difícil. — disse Kimsky. — Vocês se acham muito corajosos, não é? Mas lembrem-se que a juventude já deu adeus para vocês. Vocês não estão em condições de me afrontar, nunca estiveram.

Susie, cospe no rosto de Ethan. Kimsky, apesar de furioso com a atitude de Susie, mantém a feição estática, se levanta e limpa a saliva da sua cara.

— Sua puta desgraçada. — Ethan dá um soco no rosto de Susie, que cospe sangue devido o golpe.

— Susie! — Michaelson grita.

— Se vocês não tivessem algo que eu preciso tanto, eu já teria matado os dois.

— Escute! — disse Michaelson. — Se bater na minha mulher de novo, você será um homem morto!

Ethan dá um sorriso sarcástico e olha para Michaelson.

— Tem razão. É uma covardia bater em uma mulher que está amarrada desse jeito. Então... Por que não bater em você?

Ethan pega uma barra de ferro que estava jogada no chão e começa a bater com ela em Michaelson. Susie começa a chorar ao ouvir os gritos de dor de seu marido.

Notas finais
E a tensão, como está? Espero que tenham gostado! ^^ Até o próximo! O/