Notas iniciais
Como já disse, esse capítulo provocará lágrimas. Espero que gostem! ^^

Um dos homens mascarados conecta, via cabo, um notebook ao sistema de reconhecimento facial de Bernard. Em poucos segundos, o sistema foi burlado e a porta se abriu.

— Eles estão entrando, Dr. Griffin! — disse Oliver.

— Vá para o meu laboratório. — Bernard entrega uma chave a ele. — Se tranque lá.

— O que você vai fazer?

— Escuta, Oliver. Eu sei que te devo uma explicação, mas infelizmente não terei tempo. — além da chave, Bernard entrega a Oliver um estranho objeto feito de um metal semelhante ao cobre, parecia uma pilha de controle remoto. — Fique com isso.

— O que é isso?

— Você acabará sabendo uma hora ou outra, mas não perca isso! Não mostre isso a ninguém, certifique-se de que isso nunca sairá da sua mão. Cuide disso como se fosse um filho!

— Mas que diabos é isso?

— Já falei. Uma hora ou outra você vai saber. — Bernard escuta o barulho dos passos dos soldados se aproximando. — Agora vá para o laboratório! Depressa!

Embora receoso, Oliver vai até o laboratório e se tranca lá. Enquanto os soldados se aproximam de Bernard, o ex-astronauta escuta tudo de dentro do recinto trancado.

— Dr. Bernard Griffin! — gritou um dos soldados. — Acabou. Você já sabe o que estamos procurando, então, por favor, nos entregue.

— Se referem à bateria, não é?

— Você sabe que sim.

— Eu a destruí, sinto muito, chegaram tarde.

— Não minta para a gente, Dr. Griffin. Todos nós sabemos que você nunca destruiria algo que levou tanto tempo para construir.

— Realmente, eu nunca destruiria. Mas, se fosse para proteger algo como... Nova York... Eu destruiria.

— Bernard Griffin, temos ordens de Ethan Kimsky para matá-lo. Independente de você nos entregar ou não, você não sairá com vida daqui.

— Bem animador, é o tipo de coisa que me faz querer dar a bateria a vocês. — disse ironicamente.

— Mas você disse que a bateria foi destruída.

— E de fato, foi.

— Então... Acho que não se importaria se revistássemos você.

— Me sentiria um pouco incomodado, mas não me importaria.

O soldado olha furioso para Bernard.

— Chequem ele.

Outros quatro soldados se dirigem até Bernard para olhar os bolsos de suas calças e de seu jaleco.

— Nem sinal da bateria. — disse um dos soldados que revistou Bernard.

O soldado que liderava a missão olhou em volta e viu que todas as prateleiras e móveis da mansão de Bernard estavam vazios.

— Vejo que você se preparou para nossa vinda. Como sabia?

— Eu previ.

— Anda escondendo muitos segredinhos ultimamente, não é, Bernard?

Bernard responde com um sorriso sarcástico.

— Vamos ver o seu laboratório...

Bernard toma a frente do soldado.

— Garanto que está tão vazio quanto o resto da casa.

— Então por que ficou tão nervoso?

Bernard não respondeu.

— Sabe o que eu gosto em você, Dr. Griffin? Você sempre se cala quando precisa se calar. Agora, saia da frente!

Bernard evita ao máximo que o soldado chegasse ao laboratório.

— Saia da minha frente, Dr. Griffin!

Bernard continua impedindo a passagem do soldado. Lá dentro, Oliver escutava tudo.

— Dr. Griffin! O senhor está me irritando! Saia da minha frente!

O soldado dá um soco na cara de Bernard que o faz cair no chão.

— Matem-o.

Um dos soldados pega sua arma e atira no peito esquerdo de Bernard. Oliver apenas escuta o barulho do tiro. "Atiraram no Dr. Griffin!", imediatamente se desesperou.

— Agora, arrombem essa outra porta.

Utilizando um maçarico, eles derretem as partes de aço que sustentavam a porta de ferro. Em seguida, apenas com um esforço físico, derrubam a porta.

Ao entrarem no laboratório, não encontraram nada. Não havia nada nem ninguém por lá.

Quando Oliver abriu os olhos, não estava mais no laboratório de Bernard Griffin. Estava agora ao ar livre. Parecia estar no meio de uma floresta, mas as árvores eram estranhas, pareciam samambaias gigantes. O céu tinha uma coloração diferente, com uns tons de amarelo. Na frente de Oliver havia o que parecia ser um rio, e do outro lado desse rio, enormes montanhas rochosas se estendiam.

Oliver olhou para o lago e viu alguns animais estranhos. Alguns artrópodes com exoesqueletos de quitina, que Oliver logo reconheceu se tratarem de trilobitas. O ex-astronauta também viu nadar por ali um anomalocaris, um animal marinho que se assemelhava um pouco aos camarões que conhecemos hoje, mas que possuíam um tamanho maior e feições mais monstruosas. Também viu outra espécie, que ficava estática próximo aos corais, com suas coisas que pareciam pernas apontadas para cima, eram animais do filo wiwaxia.

Só tinha um problema... Todos esses animais estavam extintos há milhões de anos! Foi então que Oliver percebeu... Ele havia voltado para a era paleozoica da Terra! De todas as suas misteriosas viagens no tempo, essa sem dúvidas foi a que o levou para mais longe no tempo.

Em poucos instantes, Oliver estava novamente no laboratório de Bernard Griffin.

Olhou em volta e viu todo o local deserto. Os soldados de Ethan Kimsky tinham ido embora. Oliver olhou para o chão e viu Bernard, com um buraco no peito escorrendo sangue e seus olhos estáticos sem esboçar vida.

— Dr. Griffin? — a voz de Oliver falhou ao chamá-lo, e ele começou a chorar. — Dr. Griffin, por favor fale comigo!

Nada... Bernard Griffin estava morto.

Oliver sentou-se no chão próximo ao cadáver, segurou seu falecido amigo e deu-lhe um último abraço, seu choro já estava incontrolável.

— Não... Bernard... Por quê?

As lágrimas de Oliver caíram no rosto sem vida de Griffin.

— Dr. Griffin... Eu... Eu... Sempre te respeitei... Não importa o que eu tenha dito naqueles tempos... Eu só estava traumatizado... Mas eu queria tanto que você pudesse ouvir isso... Por favor, Bernard, acorde!

Oliver se entrega de vez ao choro e abraça forte o corpo morto de seu amigo.

Após alguns minutos assim, Oliver escuta um barulho. "Será que são os soldados de Kimsky? Será que ainda estão aqui?".

Não foi nenhum membro da Hidra de Lerna que apareceu diante de Oliver e o amigo morto. Era um jovem, de pele parda clara, que mostrava um semblante calmo.

— Quem é você? Você trabalha para Kimsky?

O jovem aponta uma arma para Oliver.

— Ei! Espera...

O jovem atira. Mas, o que sai do revólver não é um projeto, eu sim um tranquilizante, daqueles mesmo que se usa para fazer animais de médio e grande porte dormirem.

Oliver desmaia. O jovem, com um pouco de dificuldade, pega o ex-astronauta e o leva dali.

Notas finais
Não me odeiem. Espero que tenham gostado! ^^ ♡
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.