Notas iniciais
O mundo pareceu girar lentamente enquanto nos abraçávamos, até que eu o soltei e tudo voltou a sua velocidade padrão. - Tchau, Freduardo. Ele sorriu e subiu as escadas. Meu coração ainda batia rápido por alguma razão. E foi aí que paramos. Aviso: Esse capítulo pode conter cenas inapropriadas para alguns leitores.

Segunda feira. Eu odiaria esse dia se não fossem as férias. Férias são como uma recompensação por ir pra escola, também conhecido como o inferno na terra. Ouço meu celular tocar e me acordar, olho no visor e vejo a foto da minha amiga.

- Sam? Ah! Sam! Que bom que conseguir falar com você!

- Bom dia, Carlotta – bocejo – Como está à viagem?

- Boa, eu acho. Não tenho feito nada além de ver TV e usar o computador desde que cheguei. Tenho tentado evitar meus primos o máximo que posso. E você, o que tem feito?

Penso um pouco antes de responder, eu devo mesmo falar o que eu fiz nos últimos dias? É melhor não.

- Nada demais.

- Nossa! Quantos detalhes, Sam! – ela riu irônica – É sério, o que você tem feito?

Suspiro, já devia saber que ela iria pedir por detalhes, ela é a Carly, afinal de contas.

- Só tenho jogado Guitar Hero, to quase zerando o nível médio. Pronta pra jogar contra mim quando voltar?

- Claro! Não vai ter pra ninguém, Puckett, Guarde minhas palavras. Mas então, o que vai fazer hoje?

- Sei lá...talvez eu vá andar um pouco hoje.

- Hum...eu se fosse você ficava em casa!

Ela diz isso com um tom que indica “estou guardando um segredo mas não posso contar! AAAH! EU QUERO CONTAAAR!”

- Porque?

- Hum...nada. Preciso desligar, Sam.

- Já estou com saudades, Carly.

- Eu também, chego na próxima semana, ok? Não se divirta muito em quanto eu não estiver aí.

- Haha, vou tentar, Shay.

Desliguei o celular e liguei o rádio, estava tocando Love Me, Hate Me da Ginger Fox. Ri lembrando o grande fracasso que ela é na verdade: Não sabe cantar, dançar e mal lembra de tomar banho. Foi um pesadelo ter que produzir a apresentação dela, com aquela atitude pior do que a da minha mãe.

Me levanto da cama mexendo no meu cabelo que está todo despenteado e sem paciência pra penteá-lo prendo tudo em um rabo de cavalo mal feito, ligo o chuveiro e jogo meu pijama no chão, deixando o jato de água quente cair pelo meu corpo.

Vou pra cozinha e vejo que não tem nada na geladeira, suspiro e olho pra porta do meu quarto, quase esperando que um garoto moreno em particular saísse de lá. Me sinto um pouco triste, mesmo ele tendo ficado só um dia aqui, é como se a casa estivesse vazia agora.

Estranhamente não sinto mais fome, então decido passear pelo parque perto da minha casa, desço as escadas do apartamento depois de ter esperado um pouco pelo elevador e ter percebido, irritada, que ele estava quebrado. Assim que saio do prédio dou de cara com dois dos homens que estavam lá na noite passada, a razão de Freddie ter dormido na minha casa.

- Ei, olha a loirinha!

Olho surpresa para o homem que disse isso, ele é tão alto quanto o amigo dele. Ele tem a pele muito clara, músculos que se destacam pela camiseta e os olhos escuros, mas não é esse par de olhos castanhos que eu gostaria de estar olhando agora.

- O quê...?

- Bom dia – sorri o homem ao seu lado malicioso – Sabia que estávamos esperando por você?

- Que-quem são vocês?

- Não se preocupe com isso, Samantha.

Os homens se aproximam de mim, noto que algo muito ruim vai acontecer, tento fugir, mas um dele agarra meu pulso, forte o bastante pra me machucar.

- Não! Me solta!

Tento bater nele, mas ele só sorri em quanto segura meu pulso. Os dois fazem uma barreira em volta de mim e começam a me empurrar. Tudo parece um pesadelo, me pergunto como ninguém está vendo isso, tento chamar por ajuda mas o outro homem – o que não segura minha mão – tapa minha boca em quanto me debato. O homem que segura meu pulso coloca sua mão de baixo da minha blusa e uma lágrima rola pelo meu rosto

“Não, isso não pode estar acontecendo! Eu nunca quis que acontecesse assim! O que eu fiz pra merecer isso, alguém, por favor... me ajude”.

Os dedos do homem percorrem meu sutiã, e de repente eu sinto como se eu não estivesse mais lá. Como se minha alma estivesse flutuando e eu estivesse vendo a cena toda de cima. Eu paro de tentar bater neles, eu sei que aquilo é real e sei o que vai acontecer em seguida, mas algo me diz pra tentar parar de lutar.

- EI! SOLTEM A LOIRA AGORA!

Essa voz me faz voltar pra terra. Ela me soa familiar.

Os homens se viram pra encarar o garoto, mas eu não consigo vê-lo. Eles riem e um deles tira a mão de dentro da minha blusa.

- E o que você vai fazer, garoto?

Ouço um barulho de um tiro, os homens me soltam e o meu corpo se choca contra o cimento da rua.

- AAH!

Meu rosto ainda está molhado, me sinto terrível. Como se tivessem arrancado toda a minha mágoa, raiva e tristeza do meu peito de uma vez só. Mesmo que nada realmente tenha acontecido eu me sinto violentada. Não tenho vontade de levantar.

- Sam! Sam!

Tudo se torna um borrão. A última coisa que eu escuto é a voz dele me chamando.

Eu abro meus olhos, estou em meu quarto. Me pergunto se foi tudo um sonho, só que minha cabeça ainda dói comprovando que aconteceu: Os homens, a violência, o garoto. Tudo tinha acontecido. Fecho meus olhos com as pontadas de dor mas logo os abro de novo.

- Sam? Você está bem? Graças a Deus você acordou, aqueles homens te deixaram desmaiada na rua, foi uma pancada muito forte pra sua cabeça

Finalmente consigo ver o rosto dele. Seu cabelo ruivo, despenteado e liso, os olhos castanhos claros e a boca perfeitamente vermelha. Não era difícil ter uma queda por ele.

- Will? O que você ta fazendo aqui?

Ele sorriu automaticamente me fazendo sentir mais calma. Ele tinha um dos únicos sorrisos com um efeito nostálgico assim.

- Quanto tempo, Sam Puckett.

Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo e do novo personagem. Will pertence a mim e acho que o papel desse personagem pode se tornar muito importante na história.Acho que por causa desse capítulo vou ter que subir mais a censura da história! Desculpe aos leitores com pouca idade, eu amo vocês, ok? E MUITO obrigada por todas os comentários! Quase quarenta, meu Deus! Essa é minha fic mais popular agora, oficialmente, graças a vocês que fazem essa autora tão feliz. Continuem mandando comentários e eu queria fazer uma pergunta pra vocês: O que vocês gostariam que acontecesse aqui na fic? :D Mandem sugestões!