Perdi Minha Cabeça?
12 Contando Tudo
Notas iniciais
- Me conta tudo!
Carly pediu quando sai do banheiro, ela me chacoalhava com as mãos no meu ombro.
- Ai, contar o que?
E claro que eu sabia o que ela queria saber mas não estava nem um pouco afim de dizer.
- Alguma coisa aconteceu, ne? Pra você vim aqui com uma cara feliz assim.
Ela parou de ficar me mexendo e me olhou com olhos cheios de expectativa. De repente os olhos dela ficaram focos e e a boca se abriu secamente, tentando contar a surpresa.
- Você e o Freddie não “fizeram”...fizeram?
- Eca, claro que não amiga!
Fiquei vermelha. O que tinham feito com a Carly inocente que eu conhecia, desde quando ela pensava nessas coisas? Quanto tempo ela passou fora mesmo?
- Então porque você ta toda feliz hoje?
- Promete que não vai contar pra ninguém?
- Não conto pra ninguém, agora conta antes que eu morra de curiosidade!
Suspirei.
- EueFreddienosbeijamos.
- O que?
- Eu e Freddie...nos beijamos.
- Meu Deus!
Carly tapou a boca para não soltar um grito, depois de um tempo tirou a mão da boca e disse:
- De novo?
- é.
- E como foi?
- Foi diferente da primeira vez, isso com certeza foi.
- E você gostou?
Fiquei meio vermelha e tentei mudar de assunto.
- Cadê o Spencer, heim?
- Ele ta dormindo e não enrola, gostou ou não?
-...U-hum.
Fiquei mais vermelha em quanto Carly abria um sorriso.
- Você gosta do Freddie!
Ela praticamente tinha gritado.
- Isso, grita mais alto! O pessoal do outro andar ainda não ouviu, sabe?
Ela deu pulinhos no lugar, tava tão empolgada com isso que parecia uma criança.
- Você gosta dele!
Ignorei e rolei os olhos em resposta. Só precisávamos passar no meu apartamento, pegar as caixas e eu me mudaria pra casa do Will. Carly ficou reclamando por isso no final eu fiz um trato que colocaria todas as caixas no carro e ela levaria pra cima. Chegamos na casa do Will depois de umas horas,
- Bem vinda, Sam!
- Oi! Quanto tempo!
Fazia mesmo muito tempo que eu não via o pai do Will, ele sempre cuidou de mim como se fosse meu próprio pai. Fez um trabalho melhor que o original, na minha opinião. Ele me abraçou e disse coisas como:
“Olha como você cresceu, da ultima vez que eu te vi tava desse tamanho aqui, o”
Will chegou pra me resgatar.
- Pai, deixa ela respirar! Vem Sam, vou te mostrar seu quarto.
Acompanhei ele em quanto a Carly vinha atas. Sussurrei um agradecimento pro Will.
- Obrigada, parece que você sempre me salva, ne?
Ele riu concordando com a cabeça.
- Talvez se você ficasse longe de problema, Puckett.
- Eu tento, mas ele que não fica longe de mim!
Quando terminei de dizer isso, Will parou em frente a uma porta e eu deduzi que era mu quarto. Tinha paredes azuis claras, cortinas brancas e piso de madeira. A cama era de casal e tinha edredom de verde camuflado, como roupa de soldado. Provavelmente eram do Will.
- Os lençóis são meus, mas a gente pode comprar outro pra você.
- Não precisa, esse estão ótimos.
Carly colocou as caixas no chão (ela já tava vermelha por carregar elas!).
- Eu já to indo.
- Quer que eu vá com você?
Will se ofereceu, acho que ele queria evitar um acidente como o meu.
- Não precisa, eu pego um taxi.
- Cuidado, Carlotta!
- Pode deixar, Puckett.
Carly foi embora deixando e Will sozinhos, me abaixei pra ver o que tinha dentro da caixa.
- Deixa eu te ajudar.
Ele abriu outra caixa que antes Carly carregava, tirando um porta retrato com uma foto minha, da Carly e do Freddie.
- Sam, ele e seu amigo?
Pensei antes de responder, o “ele” do Will saiu cheio de desprezo. Acho que o certo seria responder “Não Will, ele virou mais que um amigo”. Por alguma razão achei que falar isso não fosse uma boa ideia.
- E, ele e meu amigo.
- Tem certeza? – Olhei pra ele sem entender o que ele queria dizer com aquilo – Amigos não chamam suas amigas de vadias.
Aquelas palavras me deixaram com muita raiva. Quem ele pensa que e pra me dizer quem sãos meus amigos?
- Amigos não se abandonam por dez anos.
Olhei pra ele vendo em seu rosto que o tinha ferido. Me arrependi imediatamente por ter falado aquilo.
- Eu vou pro meu quarto, boa noite, Sam.
Will andou com raiva para a porta deixando o porta retrato na caixa, algo dentro de mim me disse para impedir ele.
- Will, espera! Desculpa!
Agarrei o pulso dele, que olhou pra mim surpreso.
- Eu menti, eu e o Freddie não somos amigos.
Ele olhou pra mim aliviado. Mal sabia ele o que vinha depois dessa frase.
- Somos mais que amigos. Eu e Freddie nos beijamos.
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