Notas iniciais
Eae galerinha, cheguei e to postando, espero que gostem.

POV: Perseus Heitor Jackson.

Abri meus olhos, a enorme claridade ofuscava minha vista, aos poucos fui acostumando com a luz, eu estava na sala dos tronos, no Olimpo, pode ver o braseiro ardendo extremamente baixo, nunca o vê assim, estava realmente quase apagado, quase não podia ver o fogo, vê formas turvas e ofuscadas, várias formas enormes, talvez fossem os Deuses em sua forma divina. Senti algo em meu peito, pesando, olhei para uma longa cabeleira vermelha, uma cabeça, uma cabeça de criança, enterrada em meu peito, era minha senhora Héstia, mas ela chorava, chorava compulsivamente é muito, ela estava desesperada, eu não sabia exatamente o que estava acontecendo, mas vê-la assim, me doía, nunca vira chorar antes, pude sentir o liquido levemente quente que caia em meu peito. Acariciei seu cabelo, ela levantou sua cabeça em um salto, seus olhos vermelhos como fogo, em puro espanto, lágrimas vermelhas como lavas, desciam livremente do seu rosto, isso que molhava e esquentava meu peito, eram suas lágrimas. Héstia, tentava dizer algo, mas não conseguia, as palavras travadas em sua garganta, ela mexia a boca, mas não conseguia formar uma palavra.

—--CHEGA, CHEGA. ---Gritou minha mãe, fazendo todo o Olimpo tremer e meus ouvidos doerem. Como sempre dona Hera, sendo dona Hera, ou seja, gritando com alguém. ---CHEGA DE MORTES. ---Gritou a deusa irada.

—--Quem morreu? ---Perguntei inocentemente, minha voz ecoou por todo o salão, chamando a atenção de todos pra mim, então de repente todos os olhos se voltaram pra mim, quando digo todos os olhos, digo todos mesmo, passei rapidamente os olhos pela multidão, todos os doze Olimpianos estavam aqui. Todos olhos chorosos e tristes, alguns em puro espanto me olhado, o que me deixou confuso. ---O que está.... ---Mas antes que eu pudesse terminar a frase, eu vê um vulto pular em cima de mim, me fazendo rolar pelo chão, então senti o cheiro gostoso da minha mãe, ela chorava desesperadamente me apertando com um abraço de urso, que me esmagava não me deixando respirar. ---Me solta mãe, está me matando. ---Disse sem conseguir respirar, ela me soltou, mas eu preferia que ela continuasse me apertando, por que eu nem vê, apenas senti um tapa na cara, que quase me levou a nocaute. ---mãe pra que isso? ---ela não respondeu, apenas me apertou de novo em outro abraço, eu ri, nunca entendi essa bipolaridade da minha mãe, ela me batia e beijava ao mesmo tempo, chorava e ria, mas eu rir, não foi uma boa ideia, pois eu recebi outro tapa na cara, quase desmaie com esse.

—--SEU IDIOTA, IMBECIL, DESGRAÇADO, IRRESPONSÁVEL. ---Gritou ela chorando, eu não estava entendo nada, ela me abraçava, depois me batia e xingava, isto estava rápido e confuso demais para eu conseguir acompanhar. Mas ela voltou a me abraçar, ainda chorando, eu não conseguia entender nada. ---Não faça mais isso, por favor, eu te amo tanto, te amo tanto. ---Disse ela chorando baixinho agarrada ao meu pescoço, eu não entendi, mas eu fiz o que meu coração mandou, a abracei forte e sussurrei no seu ouvido.

—--Eu também te amo, mãe. ---Disse chorando, eu não entendia, mas eu estava emocionado também. Então senti braços pequenos me abraçando também, soltei-me da minha mãe, era minha tia Héstia, ela sorria e chorava, eu me ajoelhei e a abracei forte, eu sinceramente não entendia o que estava acontecendo. ---Tia, o que está acontecendo? ---Perguntei baixinho para ela, ela deu uma risada meio chorada e soltou-me olhando.

—--Você não se lembra? ---Perguntou ela seriamente, neguei com a cabeça, ela pareceu um pouco nervosa, apreensiva, mas mesmo assim respondeu minha pergunta. ---Você estava morto, Percy. ---Disse ela, a olhei confuso, como assim estava morto? Eu estou aqui, na sala dos Tronos, no Olimpo, na minha casa. De repente eu comecei a lembrar, lembrar de tudo, fazia meses que eu não vinha para o Olimpo, quase cinco meses, estive em alto exilio, curando minha mente e meu juízo, por causa das coisas que tinha feito, lembrei de receber um ligação mental do Grover, ele precisava da minha ajuda, precisava da minha ajuda para salvar dois semideuses, Nico e Bianca Di Angelo, lembrei da luta contra o Vice-diretor, Dr. Espinheiro, que na verdade era um monstro, uma Mantícora, o sumiço dos irmãos, eu lutando contra a Mantícora, da Annabeth caindo no precipício, meu reencontro com a Zoë, Phoebe e as caçadoras, como elas agora me odiavam, principalmente Zoë, minha briga com a Bianca, Zoë e Ártemis, como fui duro e cruel com elas e disse coisas horríveis, como encontrei minha senhora Héstia, como ela me ameaçou por eu me considerar um monstro, isso eu devia lembrar para sempre, ela me mataria, depois Apolo, ele nós levou de volta ao Acampamento, depois o Caça Bandeiras, como ganhamos das caçadoras, depois o Oráculo, a missão da Zoë, minha briga com Dionísio, eu salvando a vaca serpente, Bessie, depois a conversa da Zoë e a Phoebe, como Zoë quis me proteger, minha conversa com Nico no pátio, minha promessa, prometi proteger Bianca sua irmã, eu as seguindo, montado em Blackjack, minha nova discussão com o Sr. D, depois Washington, D.C. como encontrei Dr. Espinheiro novamente, Luke e o General, Atlas, os esqueletos indestrutíveis, que me perseguiam, minha luta contra o Leão de Neméia, nossa fuga rápida com o Furgão do Acampamento, como despistamos os mortais mercenários, com a ideia da Bianca, a ajuda do Apolo, seu vagão de Trem, que ia muito veloz, meu sonho, como Héracles era um maldito e o que ele fez com a pobre da Zoë, jamais irei perdoá-lo, o pequeno vilarejo, nossa luta contra os Esqueletos, Bianca destruindo o esqueleto indestrutível, como tive certeza de que ela filha de Hades, por usar o Golpe da morte, como tivemos ajuda de algo misterioso, que segundo Grover, Phoebe e Zoë, foi Pã o deus desaparecido, que enviara o Javali da Erimantia, como eu conseguia prendê-lo, como descobri que Thalia tinha medo de altura, depois montamos nele, e ele nós levou até um vilarejo fantasma, bem se aquilo possa ser chamado de Vilarejo, como discutimos e Bianca perdeu o controle, ao saber que tinha nascido a mais de 80 anos, como eu a apaguei, usando minhas habilidades de controle de emoções, derivado da minha senhor Héstia, eu contando as minhas suspeitas a todos os outros, depois como entramos no Ferro velho dos deuses, Bianca, como ela furtou a pequena estatueta de Hades e como as coisas ficaram perigosas, quando o protótipo de Talos deu a louca, e como ele, Phoebe, meus deuses, não, eu deixei que ela morre-se, não consigo acreditar. Mais memórias inundavam minha mente, como subimos o rio do deserto até a Represa Rover, minha conversa com a Zoë, por que ela estava muito abatida, pela morte da Phoebe, já na Represa Hoover, como encontrei novamente Bessie, a vaquinha serpente simpática, como avistei os Esqueletos chegando e corri para dentro da Represa, que cá entre nós, foi uma grande idiotice, há guarda divina, Atena, minha avó, depois como fui salvo pela bela e estranha mortal, Rachel Elizabeth Dare, como ela falava como uma louca, parecendo uma metralhadora, depois lembrei, como Grover era um gênio, e nós salvou com aquela ideia brilhante, da guerra de comida, depois como fomos encurralados, no alto da Represa, próximo aos anjos metálicos inúteis, como invoquei dois novos poderes incríveis, que salvaram a meus amigos e a mim, mas era perigoso e doloroso, depois eu usando a minha Chave Hacker, para roubar um carro caríssimo, a viagem até São Francisco, as péssimas lembranças que aquela amaldiçoada cidade trazia pra mim, como precisava encontrar o monstro da profecia, tive que seguir a ideia de Apolo, como tive que encontrar aquele bendito Nereu, o velho do mar, lembrei até como ele era extremamente fétido, e nossa luta, como o derrotei, o arrastando de volta a areia, como ele nós contou aquela amedrontadora história e como aquilo me assustou, como ele sumiu e descobri que o Bessie, sim ele na verdade era macho e chamava-se o Ofiotauro, e como ele era a criatura mais pura do mundo, e como mantar aquele inocente, trazia poderes, poderes devastadores, aponto de destruir todo o Olimpo, todos os deuses, como fomos encurralados, pela Mantícora e os mercenários mortais, seu plano escroto e maléfico, que tentou Thalia, como derrotamos eles e eu destruí a Mantícora, nosso plano, minha conversa com meu pai, como ele nos ajudou, levando Grover e Bessie para o Olimpo, depois disso, voltamos para o carro, e fomos para a montanha do desespero, como vê de relance o navio demoníaco de Luke, o Princesa Andrômeda, como quase fomos reduzidos a pó, com um raio que mandou o carro pelos ares, o fazendo em pedacinhos, como entramos para o Jardim da Hespérides, mas antes disso, minha conversa com a Thalia, meu plano de não deixa-la ser o semideus da profecia, mesmo que para isso, eu tivesse que ser este, era o certo, mesmo que isso custe minha vida. Mas as memórias continuavam, caindo como bomba na minha cabeça, uma atrás da outra, nossa discussão com as escrotas Ninfas Hespérides, como tive vontade de soca-las, naqueles belos rostos, depois a ideia maluca da Zoë, e como a ideia falhou e quase custou sua vida, mas eu consegui salva-la, mas ela foi ferida, e eu curei o ferimento, e encontramos em fim, a deusa acorrentada, Ártemis, como começamos uma luta contra Atlas e seus lacaios, entre estes, Luke o filho de Hermes, ele e Thalia lutaram, enquanto eu, Zoë e Bianca, eu principalmente, como eu tive a brilhante ideia de enfrentar Atlas, como levei uma bela surra do Titã, como tive que segurar o céu e senti muita dor, muita mesmo, como Zoë levou aquele golpe e sumiu da minha vista, me enchendo de desespero, depois como Ártemis conseguiu jogar novamente Atlas em seu incrivelmente pesado, fardo de segurar o Céu, como vê Thalia acidentalmente jogar Luke do precipício, direto em rochas pontiagudas e sua forma quebrada e empalada nas rochas, o desespero da Thalia, como tive que usar meus poderes, para acalma-la, depois Ártemis, segurando Zoë, Zoë estava morrendo, minha vontade de me jogar naquele exército e morrer, do que ao ver Zoë morrer, mas como Festus me ajudou, servindo de distração para o exército de Cronos, como fugimos na carruagem lunar de Ártemis, as palavras desesperadoras da Zoë, enquanto ela morria diante dos meus olhos, como ela desistiu da vida, me enchendo de total desespero, então meu plano suicida, então me veio os últimos momentos, eu fazendo o ritual de sangue para salvar Zoë, deuses, será que funcionou? Se estou vivo, eu falhei, não, pelos deuses, não posso ter falhado. Meus olhos correram entre as pessoas, rostos tristes e chorosos, alguns me olhavam espantados, outros felizes, mas eu não dei importância a eles, cacei desesperadamente, até encontrar o rosto que aliviou meu desespero, avistei Zoë, ela me olhava ainda estática, senti um alivio tão grande quando eu a vê bem, viva, que minhas pernas se mexeram por canta própria, corre até ela a abraçando fortemente, ela me apertou contra seu corpo e chorou.

—--Que bom que você está bem, Zoë. ---Disse apertando ela, lágrimas banhando meu rosto, nós afastei para poder ver ela, Zoë estava molhada, seu rosto estava sujo de poeira, mas ela estava linda, não era um sonho, era real, eu não entendi como meu ritual de sangue funcionou ou falhou, se ambos estamos vivos. Dane-se, estava tão feliz que ela estava viva, que nada mais importava, não poderia viver sem ela também, já perdi tantas pessoas importas. Zoë me deu um leve tapa na cabeça em resposta, e sorriu para mim.

—--Aquilo foi idiota, você não devia ter feito aquilo, eu estava pronta para morrer....

—--Mas eu não estava. ---Disse interrompendo ela. ---Eu não estava pronto para deixar você morrer. ---Disse sorrindo para ela, ela sorriu e me deu beijo na bochecha. ---Eu nunca vou estar pronto, eu te amo tanto.

—--Obrigado, eu te amo. ---Disse ela, nós afastei para olha-la novamente. ---Mais tarde conversamos melhor, agora você, tem muitas pessoas para abraçar. ---Disse ela apontando para minhas costas, eu assenti sorrindo, eu mal me virei e fui esmagado em um abraço, pode sentir minhas costas estralarem com a força do abraço, mas meu nariz foi tomado pelo cheiro de maresia, reconheceria aquele cheiro em qualquer lugar, era tão reconfortante e acolhedor, era simplesmente meu Pai.

—--Pai, está tudo bem. ---Disse com dificuldade, sem conseguir respirar direito, ele me abraçava muito forte, ele me soltou, pude finalmente sentir o ar entrar nos meus pulmões, olhei para ele, seus olhos estavam vermelhos de choro, mas seu sorriso era largo. ---Estou bem pai.

—--Você havia morrido Percy, eu tinha certeza disto, eu senti a sua vida sumir, você morrendo. ---Disse meu pai abalado, sua voz estava embargada, me senti muito mal, pôr o preocupar tanto, eu sei que sou a coisa mais importante pra ele, salvo Roda e minha avó Atena, e vê-lo novamente chorando por minha causa, cortava meu coração. Mas algo chamou minha atenção, pois pude ver que suas mãos estavam banhadas de Icor dourado, suas roupas também, então procurei rapidamente algum ferimento nele, mas ele não estava ferido.

—--Eu não sei, pai. ---Disse para ele. Um barulho de água chamou minha atenção, então eu pude ver meu amigo, a vaca serpente, uma vaca com a traseira de uma serpente, a metade da frente era um bezerro, um bebê, com pelo negro e olhos castanhos grandes e tristes, com focinho branco e sua metade de trás era uma cauda de serpente, de pelo menos dois metros, preta e marrom com barbatanas correndo do início ao fim, como uma enguia gigante, Bessie, ele estava em uma enorme bolha d’agua brincando feliz, sorri. Voltei minha atenção para meu pai, ele ainda me olhava com apreensão, sorri o mais confiante que pude e disse. ---Não se preocupe, depois discutimos isto.

—--Sim, sim, e claro, depois discutimos isto. ---Disse ele sorrindo, ele me deu um breve abraço e beijou o topo da minha cabeça, e se afastou. Então eu vê um punho vindo na minha cara, ele acertou em cheio, me fazendo cair de costas, olhei para cima e vê minha agressora, uma linda mulher, aparentava ter 20 anos, 1,65 cm, seus cabelos negros esverdeados que iam até a metade das suas costas, seus olhos eram de um verde claro, tão lindos, mas agora eles estavam vermelhos, lágrimas desciam da sua face livremente, a propósito era a minha irmã, Roda.

—--Ai Roda. ---Disse massageando meu maxilar, que soco forte, quase arrancou minha cabeça, mas antes que pudesse levantar ou ao menos, dizer algo, ela pulou em cima de mim, me dando um abraço apertado e chorando muito, passei a mão em seus cabelos, tentando acalma-la. ---Calma minha pequena, vai ficar tudo bem.

—--Não me chame de minha pequena. ----Disse ela nervosa, me dando um soco no peito, sorri, Roda era igual minha mãe, um poço de bipolaridade sem nexo, um furação de emoções distintas. ---Sua ameba. ---Disse Roda irritada, dei uma abraço mais forte nela, ela me soltou e eu me levantei sorrindo, dei um beijo no topo da sua cabeça. ---Depois nós conversamos melhor.

—--Mas é claro. ---Disse ela sorrindo. Meus olhos correram o pessoal, todos pareciam ansiosos para conversarem comigo, mas eu avistei ao fundo meu tio Zeus, e Apolo o olhando preocupado, seu terno estava banhando de Icor e seu rosto estava com manchas de Icor, mas já estava todo curado, isso quer dizer, que meu pai surrou Zeus? Legal. Então a próxima pessoa que veio falar comigo foi mais delicada, então, apenas me deu um olhar nervoso, fazendo minhas pernas tremerem, olhar aquela imensidão cinza tempestade, ainda mais com lágrimas e olhos vermelhos, era assustador, mas ela apenas me abraçou apertado, chorando baixinho, como eu sentia falta dos seus abraços. ---Vovó, que bom estar te abraçando.

—--Digo o mesmo, meu querido. ---Disse ela me apertando mais forte, mas como se ela estivesse lendo minha mente, como sempre, diga-se de passagem. ---Seu pai.

—--Mas, porquê? ---Sussurrei.

—--Zeus falou uma besteira, então Poseidon acabou o atacando, não tive tempo de impedi-lo. ---Disse minha avó, contive uma risada, apesar de amar meu tio, as vezes ele merecia. Ela me deu um demorado beijo na bochecha e me olhou nervosa. ---Depois irei ter uma longa conversa, conversa muito séria com você. ---Disse ela calmamente, mesmo assim, eu assenti rapidamente, sentindo minhas pernas bambearem. Me afastei da minha avó, e fui para a próxima da fila, Deméter veio para meu lado, andando pesadamente, ela ainda chorava um pouco, lágrimas verde, como ceiva de árvores manchavam seu rosto branco, ela tinha uma expressão nervosa, pensei que ela iria me socar também, então fechei os olhos e me encolhi, esperando a pancada, mas ela nunca veio, eu apenas senti um beijo na testa. Abri meus olhos, a olhando espantado, ela sorriu e disse:

—--Que bom que você está aqui. ---Disse ela sorrindo, e me abraçou forte, seu cheiro de flores era gostoso e sempre me acalmava. ---Não nos assuste mais desse jeito.

—--Não posso prometer nada tia. ---Sussurrei no seu ouvido, ela me deu um leve aperto na orelha,

—--Não abuse da minha paciência, menino. ---Disse ela nervosa, assenti rapidamente, antes que apanha-se, então ela sorriu largamente.

—--É muito bom ver a senhora de novo tia. ---Ela sorriu e me deu mais um beijo no rosto e me deixou sair, então eu vê um enorme vulto, é recebi outro abraço de urso, nem consegui dizer nada, na verdade mau respirava com a força do abraço.

—--Hefesto, afrouxe esse aperto ou vai matar o garoto desse jeito. ---Disse Afrodite, Hefesto riu alto e me soltou, consegui encontrar o ar, este imbecil do meu irmão, não sabe da força que tem, quase me fiz cuspir o pulmão pela boca.

—--Obrigado Afrodite. ---Disse quando consegui recupera o ar.

—--Que bom que não morreu, meu querido. ---Disse Afrodite sorrindo, retribui o sorriso, Afrodite sempre foi a deusa mais suave ou melhor dizendo, a que menos me batia, salvo Héstia e claro, que nunca me bateu. Afrodite virou-se para Hefesto que sorriu ainda mais. ---Se morre-se, como ela ficaria sem o seu padrinho?

—--Padrinho? ---Perguntei confuso, então olhei na cara dos dois, que sorriam felizes, depois me lembrei que Afrodite estava gravida quando eu partira, e aquela enorme barriga tinha sumido, e ela estava novamente linda e magrinha como sempre, então isso quer dizer que o bebe nasceu. ---Deuses, então nasceu? E menino ou menina? Como e nome? Nasceu quando? Padrinho? Vocês vão me deixar ser o padrinho? Quero ver ela, eu acho que e uma menina, bem Afrodite disse “ela”. ---Perguntei atropeladamente, fazendo Afrodite e meu irmão rirem com meu entusiasmo, mas eu pode ver nos olhos do meu irmão, um brilho de orgulho e puro êxtase dominar aquelas orbes vermelhas fogo, isto havia me deixado tão contente, ver ele tão feliz.

—--O nome dela e Antonieta, depois que a reunião acabar, trago ela pra você conhecer. ---Disse Hefesto sorrindo largamente, assenti sorrindo para ele, como eu estava ansioso para ver minha afilhada, Antonieta e um belo nome. Então recebi um tapa forte nas cortas, quase me jogando de cara no chão, me virei a tempo de ver meu outro irmão idiota.

---Caramba Ares, você poderia maneirar na força, seu idiota. ---Disse me endireitando, aquele tapa quase me deixou torto para sempre.

—--Larga de frescura mulherzinha, vai chorar? vai querer um lencinho? ---Disse Ares, mas eu pude ver que seu rosto tinha algumas lágrimas, ele e sempre metido a fortão, mas quando me viu “morto”, chorou, sorri.

—--Não irmão, estou bem. ---Disse sorrindo.

—--Continue honrando a casa de Ares meu irmão, você e meu aluno. ---Disse ele sorrindo, ele me deu um breve abraço desajeitado, e saiu, olhei de relance para Hades, aparentando seus 22 anos, 1.83 de altura, era muito branco, seus cabelos negros preto-azeviche, e cumpridos até os ombros, seus olhos, orbitas negras sem esclerótica, usava mantos de seda preta e uma coroa de ouro trançado, olhei para ele receoso, nosso último encontro não foi nada legal, muito pelo contrário na verdade, mas ele apenas fez um breve aceno, eu retribui.

—--Percy. ---Disse Apolo dando aquele seu sorriso cegante de sempre, ele trazia Grover inconsciente em seus braços, aquilo me desesperou, ele me dissera quando fez a conexão hepática, que se ele morre-se eu morreria ou no melhor dos casos, viraria um deficiente mental em estado vegetativo, imaginei que isso também poderia acontecer ao contrário e presumindo que eu “morri” Grover sofreu uma enorme carga neural. Mas respondendo minhas muitas perguntas, Apolo se adiantou. ---Não se preocupe, ele está bem, somente inconsciente, por causa da carga neural da conexão hepática, mas ele não sofreu nenhuma sequela. ---Disse ele me tranquilizando, me senti melhor. ---Percy, obrigado, por salvar Ártemis. ---Disse Apolo sério, sorri para ele.

—--Você nem precisava pedir, Apolo. ---Disse sorrindo, então congelei, Phoebe, eu havia deixado Phoebe morrer, ela era filha de Apolo, uma das minhas melhores amigas, uma irmã. ---Apolo, me desculpe, eu falhei em proteger Phoebe e por minha causa, ela agora está morta. ---Disse com lágrimas nos olhos, olhando para baixo.

—--Percy, não se desculpe, não foi sua culpa, meu amigo, Phoebe te amava, assim como todos nós, ela se foi e verdade, triste com toda certeza, mas faz parte, ela viveu muitos anos é ouso dizer, que os melhores e mais felizes dias da vida dela, foi ao seu lado, foi você que proporcionou para ela, então, eu tenho ainda mais para te agradecer, meu discípulo, você honra a casa de Apolo, sempre. ---Disse ele sorrindo, confesso que me senti melhor, muito melhor. ---Tenho que ir, você precisa falar com mais alguns. ---Sorri, dando um tapinha nas suas costas, ele sorriu e seguiu seu caminho. Olhei de relance para Dionisio, que estava em seu trono, ainda na forma de Deus, lendo uma revistas sobre vinhos, ele parecia entediado, mas quando sentiu meus olhos nele, levantou seus olhos da revista, e pela primeira vez, deu um breve sorriso para mim é uma piscadela. Olhei de relance para Hermes, ele parecia um pouco triste, mas mesmo assim deu uma piscadela pra mim, sorri para ele e acenei, acho que ele estava triste de perder o filho, quem não estaria, mas sinceramente, o mundo está melhor depois que a Thalia... Deuses a Thalia, preciso falar com ela. Mas antes de poder pensar em procurar por ela.

—--Então, meu caçador. ---Disse uma voz, me virei e vê Arty, sorrindo para mim, sempre linda, eu não respondi, apenas a puxei para um abraço muito forte, que ela respondeu na mesma intensidade. ---Percy, eu fiquei tão arrasada por que eu te perdi. ---Disse ela com a voz arrastada, olhei em seus olhos, lágrimas da cor de mercúrio desciam por sua face, limpei elas com a ponta do dedo.

—--Mas não perdeu, estou aqui é agora faço parte da caçada novamente, e tenho muito orgulho disto. ---Disse sorrindo para ela, ela sorriu de novo e me abraçou mais forte.

—--Te devo uma, por ter salvado, Zoë. ---Disse ela ainda me abraçando.

—--Então você vai me ajudar muito em breve. ---Disse sorrindo para ela, ela me olhou confusa, eu acenei levemente na direção de Thalia. ---Aceite ela como uma de suas garotas, de proteção a ela, de a imortalidade a ela.

—--Mas Percy, se eu fizer isto a.... ---eu a interrompi.

—--Eu sei, mas se quer pagar sua dívida, aceite ela, por favor. ---Disse sorrindo para ela, ela hesitou por um momento, mas por fim, assentiu positivamente ao meu pedido, dei um beijo no topo da sua cabeça, e caminhei até meu tio Zeus, ele estava de pé, seu terno estava impecável novamente, mas ele ainda estava na sua forma humana, olhei em seus olhos, azuis elétricos como o de Thalia, então me ajoelhei em sua frente, de cabeça baixa. ---Lorde Zeus. ---Disse saudosamente, eu sei que provavelmente, para ele ter tirado meu pai do sério, não era difícil, meu pai e muito inconsequente e impulsivo como eu, e pensando em como ele estava, vendo meu corpo sem vida, não precisaria de muito para tira-lo do sério, na verdade, quase nada.

—--Se levante, Percy. ---Disse Zeus, me levantei, mas Zeus fez algo que me impressionou e me pegou totalmente de surpresa, ele me abraçou, um pouco sem jeito, acho que no começo fiquei atordoado demais para retribuir, mas eu retribui, ele era quente, apesar de tudo, eu gostava muito dele, ele com todos os seus defeitos e seus erros, ele fazia minha mãe muito feliz, e ele mais acertava do que errava, pelo menos ultimamente. ---Obrigado. ---Sussurrou ele me surpreendendo ainda mais. ---E me desculpe, por tudo, mesmo com todos os meus erros, erros que cometi com você, você continuou honrado nossa família, eu sei que não e por minha causa, mas você salvou minhas duas filhas, Thalia e Zoë, serei eternamente grato a você.

—--Não tio, você está errado. ---Disse calmamente, ele separou o abraço, e me olhou levemente irritado, olhei profundamente nos seus olhos, sem hesitar e disse. ---Eu também fiz pelo senhor.