Percy Jackson o Guerreiro Sem limites
60 Capítulo 60
Notas iniciais
POV: Perseus Heitor Jackson.
Depois de resgatarmos a Annabeth dos dois Ciclopes e explicar como funcionava o nosso mundo rapidamente, Thalia e a loira, se deram muito bem logo de primeira, estavam conversando muito, eu apenas olhava as duas conversarem e comer, elas pareciam ser amigas a anos. Olhei para a Annabeth, ela comia comida quase que desesperadamente, ela devia estar faminta, mas pelo pouco que ela me disse, ela estava a vários meses na rua, fugindo de monstros. Analisei ela melhor, ela era extremamente linda, uma beleza incrível, apesar de ainda ter a aparência de uma garotinha e estar muito magra, ela era poderosa, eu sentia isso, ela me olhou, e viu que eu prestava atenção nela, por um instante nosso olhos se ligaram, aquela imensidão cinza tempestade, como os da minha avó, o que me dava quase certeza que ela era uma semideusa de Atena. Sorri pra ela, ela sorriu corada e abaixou a cabeça de novo. De repente veio a visão dos olhos da Yasmin e da minha mãe na cabeça, Annabeth tinha os mesmo olhos cinzentos que elas, senti a raiva brotar de novo em mim, não podia esquecer o que vim fazer aqui.
—--Thalia, você precisa levar a Annabeth pro acampamento. ---disse baixo pra Thalia.
—--Mas enquanto a você? Vai lá sozinho? ---Perguntou ela estreitando os olhos.
—--Sim, eu vou.
—--Não, de jeito nenhum. ---disse Thalia mais alto, não olhei, mas podia sentir os olhos atentos da Annabeth em mim. ---Você não vai fazer isso.
—--Você não manda em mim.
—--E nem você em mim.
—--Eu já me decide, você não vai me deter. ---disse pegando a chave do carro do meu bolso e joguei para Thalia. ---Leve a Annabeth para o Acampamento. ---sorri para a Annabeth e me teletrasportei em chamas.
POV: Thalia Grace.
—--Eu já me decide, você não vai me deter. ---disse Percy, ele levou a mão no bolso e pegou a chave do carro do seu carro e jogou para mim, por reflexo eu agarrei a chave. ---Leve a Annabeth para o Acampamento. ---ele olhou para Annabeth e se transformou em fogo e sumiu.
—--DROGA...---Gritei irritada.
—--Ele sumiu? Como? ---Perguntou Annabeth, ela estava de olhos regalados e estava em choque.
—--Ele e um exibido. ---Disse irritada. ---Vem vamos, precisamos ir ou ele vai acabar se matando. ---disse saindo correndo pro carro, a chuva estava forte, raios cortavam o céu. Annabeth veio atrás de mim, entramos no carro, liguei e disparei com o carro. ---Annie, aonde fica alcatraz?
—--Continua na rodovia. ---disse ela, acelerei. ---Thalia, como o Percy desapareceu daquele jeito?
—--Ele e poderoso, ele e o campeão de Héstia. ---disse ultrapassando um carro a toda. ---Ele se teletrasportou, ele foi atrás dela, sozinho.
—--Atrás de quem?
—--Da Anfitrite, ele está fora de si, eu não posso deixar ele fazer isso. ---disse nervosa, o Percy estava fora de si, o Percy que ouvi falar não era assim, frio e vingativo.
—--Ta, isto está muito confuso. ---disse Annabeth respirando pesadamente, acho que e muita informação de uma vez para ela. ---me explica melhor.
—--Olha Annabeth, você sabe alguma coisa de mitologia? ---perguntei para ela, ela assentiu. ---Pensa o seguinte então, Percy e um semideus diferente de nós duas por exemplo, ele e único, ele e um filho de Poseidon, mas além disso ele e filho de Hera.
—--Espera, Hera? Hera não e esposa do seu pai, Zeus?
—--Sim, mas aquelas histórias são um pouco diferente do que realmente acontecem, bem, Hera adotou o Percy, quando este viu a mãe, que era semideusa como agente, morrer na sua frente. ---Annabeth segurou um gritinho de surpresa. ---Agora ele está aqui e que se vingar, e ele está preste a enfrentar uma deusa e um exército de monstros sozinhos.
—--ainda está confuso. ---disse Annabeth. ---vire a direita.
—--Ele vai acabar se matando de vez. ---o resto do percurso até a Alcatraz foi silenciosa, durou pouco mais de 20 minutos, Annabeth parecia assustada, acho que entendo o lado dela, ela descobrira que agora era uma semideusa, que o mundo mortal e apenas faixada, que deuses antigos existem, que um desses era seu pai ou mãe e agora estava indo enfrentar um exército de monstros com dois desconhecidos. Avistei o cais da ilha, precisávamos atravessar, o estreito até a ilha.
—--Precisamos entrar naqueles barcos. ---disse Annabeth, eu não consegui ver esses barcos que ela disse, estava escuro demais e a chuva não ajudava, então não disse nada, ela já deve ter vindo aqui antes. Mas descemos do carro, havia uma guarita, havia poeira dourada no chão e não tinha nenhum guarda ou coisa do tipo, Percy já havia passado aqui, chegamos aos barcos, finalmente eu consegui ver eles, Annabeth tinha uma ótima visão, perto de onde haviam os barcos a motor, haviam 3 Barcos iguais, Barcos de alumínio de 8 metros com motores de popa, Yamaha 40hp, pulamos para dentro e puxei a fieira e o motor acelerou e partimos, a agua estava manchada de sangue verde e pó dourado e havia outro barco, só que esse estava de ponta cabeça, flutuando na água, em poucos minutos chegamos ao outro lado.
---Annabeth fique de olho aberto. ---disse para ela, ela pegou e sacou a faca de Bronze celestial que o Percy havia dado a ela, girei meu anel e minha alcança estava em sua forma máxima, e toquei no meu bracelete e meu escudo medonho tomou seu lugar. Havia focos da batalha que ocorreu há pouco, havia sangue verde de monstro no chão, lanças de gelo e havia alguns lugares que ainda queimavam em fogo, como por exemplo a torre de vigia, que devia ter uns 6 metros de altura, estava derrubada, ardendo em chamas, ferros torcidos da estruturas, havia pó de monstro para todo lado, mas não havia monstros, continuamos em frente, apesar de estar de noite e chovendo muito, o que dificultava ver o presidio em si, mas era simples branco e rustico, havia várias janelas, com grades, a grande maioria havia vidros quebrados, mas algumas janelas ainda estavam intactas, continuamos até estarmos na porta, grande e de metal, ela quase foi arrancada das dobradiças, adentramos para dentro da prisão, havia mais foco de batalha, paredes quebradas, algumas celas pegando fogo, muita destruição.
—--Thalia, o Percy sozinho fez tudo isso? ---perguntou Annabeth, era realmente assustador, sabia que o Percy era forte, mas isso era surreal demais para apenas um semideus fazer, o que me deixava um pouco assustado, do que o Percy era capaz de fazer nervoso.
—--Acho que sim. ---Continuamos avançando, acho que o Percy deve ter destruído cerca de 60 ou 70 monstros, pelo tanto de destruição que tinha aqui.
—--Ai meu deus. ---disse Annabeth assustada, me pus de guarda e olhei em volta, mas não tinha nenhum monstro. Olhei para onde Annabeth olhava, no chão, havia pedaços da ombreira destruída de uma armadura totalmente negra e também havia uma poça de sangue, sangue vermelho de mortal, esse sangue só podia ser dele.
—--Ele está ferido. ---disse preocupada, ele podia estar morto a essa hora. ---Precisamos nós apressar. ---disse e comecei a correr mais para dentro das celas, começamos a subir correndo, passando por corredores de celas vazias, marcas de luta e coisas do tipo, o desespero começou a tomar conta de mim, ele não podia ter morrido. ---PERCYYY ---gritei, fomos entrando até que o achamos, quando estramos em um corredor longo, que dava a uma porta, corremos até a sala. A Annabeth soltou um grito abafado, por conta que ela levou suas mãos a boca. O cômodo estava totalmente destruído, paredes destroçadas, mobilhas pegando fogo não fazia ideia do que era isso antes da batalha e eu não sei se fiquei feliz ou triste por ter achado o Percy, ele estava sentado, com a cabeça entre as mãos, mas eu pode ver muitos ferimentos em seus braços, que pingava sangue, ele vestia uma armadura de metal completa, toda negra, estava coberta de pó dourado, sangue verde, Icor dourado o sangue dos deuses e seu próprio sangue, mas o que realmente me deixou triste, ao seus pês, havia uma cabeça, longos cabelos negros esverdeados empanados de Icor escorria e misturava ao negro da pedra do piso. Era uma cabeça de mulher, com sua Contracorrente enfincada nela. ---Oh meus Deuses, o que você fez Percy?
—--Eu me vinguei e que saber? Estou me sentindo muito bem.
POV: Perseus Heitor Jackson.
Me teletrasportei em chamas, olhei meu objetivo, a antiga prisão de segurança máxima, Alcatraz, graças eu ser neto de dona Atena, eu podia ver no escuro muito, muito bem, e podia ver a prisão perfeitamente. Não poderia esquecer o que havia vindo aqui fazer, não atravessei o pais para ficar conversando com Thalia e Annabeth em uma lanchonete, hoje era o dia, hoje eu iria vingar minha mãe e minha amiga, hoje Anfitrite não escapara. Destampei minha caneta mortal, dando toda sua forma a minha espada, Contracorrente e invoquei minha armadura, a chuva estava forte, relâmpagos cortavam o céu escuro, parecia um daqueles clichês de filmes baratos, mas eu me sentia bem com a água da chuva caindo no meu corpo. Comecei a caminha na direção da água, havia uma cabine de vigia, à beira da água, nela havia alguns monstros, uma mulher cobra dragão, era uma linda mulher ruiva da cintura pra cima, mas da cintura pra baixo, haviam duas caldas de cobra ao invés de pernas, ela pegou algo da guarita, era um tipo de transmissor.
—--Ele chegou, alerta máximo. ---Disse ela no Alquitoques e ela veio na minha direção, com sua espada em mãos, ela veio correndo na minha direção, ou melhor, se rastejando, ela atacou, da direita para esquerda, um corte na altura do meu pescoço, me abaixei e desviei e cravei a espada na sua barriga, ela uivou de dor e depois a decapitei em um movimento rápido, ela se desfez em pó dourado. Continuei caminhando para os barcos, era barcos de alumínio com motores popa, peguei um deles, puxei a fieira e o liguei, acelerei e parti para o outro lado, de repente um solavanco, como se estivesse batido em uma pedra, e eu e o barco fomos juntos arremessados pra cima, caindo na agua, pode ver a agitação de algo grande, negro e rápido na água, eram cavalos aquáticos, mas diferentes dos hipocampos não tinham nadadeira nem nada, eram como cavalos comuns, porem viviam embaixo da agua e eram carnívoros e selvagens, era um Kelpie, negro como a noite, seus olhos amarelos o destacavam, subi para superfície e fiquei de pé, na flor da água, o Kelpie se levantou, ele relinchou e mostrou seus dentes pontiagudos como de um tubarão.
—--Vai morrer Principezinho, ---Escutei sua voz na minha cabeça, podia entender animais aquáticos e equinos. Parti para cima dele com Contracorrente erguida, ele empinou com suas enormes e fortes patas na minha direção, desviei de seus cascos, e como estivesse surfando na onda, circulei o monstro, até estar em suas costas, pulei para suas costas, e o decepei em um golpe rápido, ele começou a se desfazer em pó dourado. De repente senti algo vindo das profundezes, foi por pouco, mas escapei pulando para trás, porem quase foi mordido de novo, esse monstro tinha muitas cabeças, me concentrei no mar e ordenei que as águas me elevassem em uma onda para longe, agora tento uma boa visão do que me atacou, ou melhor, dos que atacaram, eram dois deles, pense em um cão meio Peixe, seu corpo peludo, um pelo negro, nadadeiras laranjas, devia ter uns 100 kg, e seus dentes eram terrivelmente pontiagudos, eram dois Dobarchus, eles rosnaram para mim, vieram nadando rapidamente na minha direção, um afundou na água e o outro pulou da água, tentando morder minha cabeça, desviei para o lado e cortei o Dobarchu ao meio, ele se desfez em pó dourado, senti as correntes marinhas de baixo dos meus pês se agitaram, o que dizia que o outro estava vindo por baixo, calculei onde ele sairia para se ataque “surpresa”, mas eu era filho do deus do mar, eu sinto as coisas debaixo da água, tenho muita mais força e habilidade no meu território, ele saiu voando, nas minhas costas, tentando morder minha cabeça, me abaixei, o monstro passou por cima de mim, bem quando ele estava bem em cima, levantei Contracorrente e o monstro se desfez em pó dourado. Comecei correr em direção a ilha, a cada passo me sentia mais nervoso, sentia o poder nojento da deusa, ela estava lá. Quando pisei na areia da praia, foi que a coisa ficou realmente feia, haviam algumas dezenas de monstros, talvez uma centena, Cães infernais, Chupas-cabras, Cocatriz pousados no terraço, Dracaenaes, Empousais, Goblins, Glemlins e Lestrigões. Mas meu sangue zuniu no meu ouvido, minha visão ficou vermelha de raiva, lá em cima, atrás de todo o exército de monstros, estava Anfitrite, sorrindo sadicamente, ela ergueu seus braços e disse.
—--Vem, vem me pegar órfãozinho. ---o sangue zuniu no meu ouvido. Gritei a todos pulmões, a raiva e ódio crescendo dentro de mim, parti para cima dos monstros, um Cão Infernal do tamanho de um leão e pesando pelo menos 1 tonelada veio correndo na minha direção, seus olhos vermelhos demoníacos, fixados em mim, toquei no meu bracelete e logo minha lança de 2 metros de bronze celestial estava em mãos, arremessei a lança bem na cabeça do cão infernal, que se desfez em pó dourado, com um ganido de dor. 5 Goblins, vinham correndo na minha direção, era uma criatura esquisitamente feia, humanoide, 1,40cm, acinzentado, orelhas pontudas para cima, vestindo trapos de roupas, mas estavam armados, um com um grande machado, que com certeza era mais pesado que ele, dois estavam com espadas, um com uma lança e o ultimo estava com algum tipo de ripa de madeira, que como vocês podem imaginar, causaria danos muitos sérios em seus oponentes, eles vinham correndo com suas armas em mãos, me concentrei um pouco, na agua da chuva que cai no meu corpo, me deixando mais forte, então imaginei lanças de gelos, e as arremessei na direção dos Goblins, eles gritaram de dor, e foram se desintegrando em pó, 3 Cocatriz, imagine, um misto de dragão e galo, eles tem um corpo de um réptil alado com pernas e crista de galo, tinha uma cor marrom, semelhante a um dragão com cabeça de galo, ele devia ter uma envergadura de uns 3 metros e do rabo a cabeça mais uns 2.50 metros, devia pesar uns 200 Kg.
Rasgavam na minha direção, lancei bolas de fogos neles, mas não tive muito êxito, apenas acertei um, mas ele se desfez em pó dourado que se misturou com a chuva, uma mordida daquele bico faria bastante estrago, um deles desceu em rasante, peguei minha lança no chão e arremessei nele, acertando-o em cheio, bem no meio, ele desfez em pó, minha lança começou a cair, um Chupa-cabra vinha correndo na minha direção, eles eram feios, horrendos, era um animal negro e peludo, lembrava um pouco um cão ou um rato gigante, seus pelos se misturavam com espinhos, parecendo que ele tinha um moicano de espinhos que começava na cabeça e toda as costas até a calda, devia ter uns 100kg, magro e ágil, dentes pontiagudos e sua calda era fina, ele se aproximava rápido, 15 metros, 10, 5 ele pulou em mim, sua boca aberta e seus dentes enormes e afiados vindo na minha direção, não desviei, apenas peguei a lança e a ergui, a lança entrou desde a cabeça até sair na parte de trás, era um belo Espetinho de Chupa-cabra, ele se desfez em pó dourado, arremessei minha lança em uma Dracaenaes, mulheres cobra dragão guerreiras, possuem o corpo de uma mulher e no lugar de pernas, duas caudas de cobras, surpresa, que com um grito de dor se desfez em pó dourado. Eu estava ficando cercado, os monstros estavam me encurralando. Um carcarejar vindo do auto me deu uma ideia, o Cocatriz veio na minha direção, dando um rasante, vindo arrancar um pedaço de mim, meus poucos segundo de distração, quase custaram minha cabeça, se não fosse meu bons reflexos de batalha, não teria erguido Contracorrente em tempo de defender a espada de uma Empousa, brancas como mármore, possuem uma perna de bronze e outra de burro, presas no lugar de dentes, olhos vermelhos e garras no lugar das unhas, desviei a espada dela e a decapitei com um golpe certeiro da esquerda para direita, ela se desfez em pó, olhei para cima, o Cocatriz estava perto, eu não podia errar o tempo, 3, 2 e pulei para cima, desviando do bico e caindo nas costas do Cocatriz, ele carquejou alto, mas vou de novo para cima, olhei para baixo, ainda restavam 5 dezenas de monstros, apertei meu pingente em forma de arco em meu pescoço, presente de Apolo, logo meu arco estava em mãos, peguei 5 flechas com pontas de bronze de uma vez, armei e joguei. Felizmente todas encontraram um monstro, que se explodiram e pó dourado, 2 Empousais, 2 Lestrigões, que eram gigantes de 3 metros de altura, musculosos e humanoides, suas peles eram carne viva, parecendo aquelas fotos que mostram os músculos dos homens e mais um Chupa-cabra.
Cocatriz começou a tentar me derrubar, estava difícil arremessar minha flechas com ele se mexendo tanto, mas peguei mais 5 flechas e arremessei-as de novo, e mais 5 monstros a menos, 2 Dracaenaes, 2 Cães infernais e 1 Goblin. Não pode comemorar o feito, Cocatriz deu mais outro solavanco e quase me derrubou, mais meu arco caiu de minha mão para o chão, meu plano de manter a altitude tinha falhado, precisava descer, tive um plano rápido e com o punho da Contracorrente golpeei a cabeça do Cocatriz, não podia matar ele agora, ele iria se desfazer em pó e me sobraria uma queda de mais de 10 metros, direto no chão, ele cambaleou e foi caindo devagar, mas infelizmente não ocorreu como planejado e caímos direto na base da torre de vigia, amassando sua estrutura, que começou ceder, rolei rapidamente de baixo das ferragens, ela desceu e esmagou 3 monstros, 2 Lestrigões lentos e um Goblin desatento, os monstros já tinham reduzido sobrando meia dúzia, mais eu sabia que havia muito mais lá dentro, eles haviam recuado, olhei para Anfitrite, ela estava de olhos arregalados, quando ela notou meus olhos nela, ela sorriu disfarçando e entrou para dentro da Prisão.
—-- VOLTE AQUI, NÃO FUJA COVARDE. ---Não tive tempo de gritar mais nada, uma Dracaenae da Cítia ruiva me atacou com sua lança, tentando me empalar na altura do peito, desviei sua lança com a espada e ataquei uma bola de chama em seu rosto, ela não se desfez, mas gritou em agonia, largando sua lança e levando as mãos ao rosto, em um movimento rápido a decapitei. Um Lestrigão pequeno, devia ter somente 2 metros, armado com uma clava tão grande quando ele, tentou me esmagar com ela, mas pulei para trás escapando por pouco, toquei no meu bracelete e senti minha lança crescer em meu punho, cravei-a rapidamente no crânio do Lestrigão que urrou de dor, se desfazendo em pó. Escutei um rosnado atrás de mim, um Cão infernal do tamanho de um urso, a 10 metros de distância, joguei minha lança, ele desviou e correu para me atacar, ele foi rápido, rápido demais, quando tomei conta já estava deitado no chão, com um Cão infernal de meia tonelada pisando em mim, Contracorrente havia deslizado da minha mão e eu tive que segurar a cabeça do animal para não ser devorado, com o canto do olho vê 2 Dracaenae virem rastejando de dentro da prisão, para poderem aproveitar a chance de me matar, torci a cabeça do Cão infernal, com um som oco de osso se quebrando e um ganido de dor, ele explodiu em pó dourado, levantei-me rapidamente, desviei da espada da primeira Dracaenae, mas não tive tanta sorte com a espada da segunda, mas felizmente a minha armadura me protegeu, a primeira Dracaenae atacou de novo, um corte precipitado, de cima pra baixo, me precipitei e agarrei o punho da sua espada, ela arregalou os olhos surpresas, soquei seu rosto com força, ela explodiu em pó dourado, usando a espada que acabara de roubar, me defendi do ataque da mulher serpente e em um movimento rápido decapitei-a também, larguei a espada daquela Dracaenae e rapidamente peguei a Contracorrente do chão. Parei e analisei o campo, os monstros recuavam para dentro da prisão, minha respiração estava pesada, meus sentindo nunca estiveram tão aguçados, sentia cada gota de chuva caindo, os raios cortando o céu, o poder que a chuva me dava, talvez por isso os monstros recuaram para dentro da prisão, lá dentro eu não teria essa pequena força extra. E como dizem, mesmo que seja pequeno, nunca pode deixar a chance de privilegiar a luta ao seu favor e era exatamente isso que eles estavam pensado ou pelo menos Anfitrite.
—--NÃO. ---As portas da prisão estavam sendo fechadas, corre na direção da porta, ela estava quase se fechando, cheguei chutando-a para que se abrisse, chutei com tanta força que acabei quase arrancando a grande porta de ferro das dobradiças, um Lestrigão me agarrou pela cintura, dando um apertou de aço, senti uma dor muito forte nos meus ossos laterais, mas não desisti, estava com Contracorrente em mãos, então cravei minha espada, separando o crânio do monstro em 2, ele explodiu em pó, cai no chão, mas não melhorou meu dia, estava cercado, 5 Dracaenaes formavam um círculo ao meu redor.
—--Esssta cercado sssemideusss. ---disse a Dracaenae ruiva que estava armada com uma lança, ela não esperou minha resposta e atacou, tentando empalar a lança em mim, agachei para não ser empalado e por instinto girei Contracorrente em um corte em um círculo completo, cortando todas as 5 Dracaenaes em um único movimento. Senti 3 coisas pularem nas minhas costas, eram pequenos, consegui agarrar um com uma das minhas mãos e o arremessei na parede da cela mais próxima, era um Gremlin, eram criaturinhas verdes de pele escamosa, não tem mais que 1 metro de altura, feios, humanoides e orelhudos, mas orelha do que tudo, unhas incrivelmente longas e afiadas, pelo menos 10cm cada. Joguei-o com tanta força que ele desfez em pó dourado na hora, mas a parede ficou afundada com a força que eu joguei. Senti meus dois braços doerem, dor de facas rasgando a carne, eu sabia como era essa dor, me incendiei, fazendo os 2 Glemlins se queimarem junto, se desfazendo em pó dourado. Arranquei as ombreiras destroçadas da minha armadura, olhei o ferimento, começava do ombro até o meio do antebraço, mas eu não teria tempo de cuidar desses ferimentos. Mais 4 Glemlins vinham correndo, eram pequenos e rápidos, mas não eram muito resistentes a fogo, joguei uma lufada de chamas na direção deles, eles não tiveram o que fazer, seus gritos quando eram destruídos eram horrivelmente agudos. Passei pela coluna de chamas e sai correndo em busca da Anfitrite.
Um cão infernal, do tamanho de um Rinoceronte Branco, com 2 toneladas, ele mal cabia no corredor, ele veio correndo na minha direção, isto me deu uma ideia, aumentei a velocidade, 10 metros, 5 metros, 3,2 e eu escorreguei por baixo dele, entre suas patas, com Contracorrente para cima e ela dividiu o Cão infernal em 2, como uma foca corta manteiga, e ele explodiu em pó dourado. Levantei e continuei correndo, no fim do corredor havia 3 monstros, um Lestrigão de uns 300 kg e 3 metros de altura, uma Empousa loira, armada com lança e escudo e uma Dracaenae morena, com uma espada. A chuva estava forte e havia um grande vazamento, havia água empossada no chão, me concentrei naquela água e mandei uma chuva de lanças de gelo nos monstros, eles foram todos os 3 empados na parede, explodindo em pó dourado.
—-- ANFITRITE. ---Gritei, mas em resposta, mais monstros romperam no corredor, uma dúzia, 4 Dracaenaes, 4 Lestrigões de médio porte, 2 metros um pelo outro e 4 Empousais. A raiva tomava conta do meu corpo, apertei Contracorrente na mão, sentia a dor dos meus braços que queimavam, depois que tudo isso acabasse eu cuidaria desses ferimentos, então parti para cima dos monstros. Corre na direção dos monstros, passei correndo e peguei uma das lanças de gelo e arremessei ela em um dos Lestrigões, acertando bem no peito dele, ele explodiu em pó dourado, 3 das Dracaenaes correram na minha direção, a primeira era um Dracaenae ruiva que estava armada com lança e escudo, ela atacou tentando empalar-me com sua lança, desviei e ataquei com Contracorrente, mas ela se defendeu com seu escudo, mas eu bate tão forte que ela voou para trás caindo em cima da outra mulher dragão.
—--Sssai de cima. ---Reclamou a Dracaenae morena que estava embaixo da outra.
—--Ai meu braço. ---disse ela largando seu escudo, aproveitei a chance que tive e estoquei minha espada na barriga da Dracaenae, furando a de baixo junto, elas explodiram em pó dourado. Desviei de uma lança, mas tive que esquivar tão rápido que não consegui trazer Contracorrente, pulei para trás, 1 Dracaenae e uma Empousa, as duas estavam armadas de lanças, elas aproveitaram por eu estar desarmado, e começaram a me atacar, eu desviava e desviava das lanças como eu podia, elas eram rápidas, eu não tinha tempo de invocar minha lança, mas felizmente o corredor era estreito, o que não deixava os outros monstros me atacarem. Em um movimento rápido, a Empousa estocou na direção do meu rosto, eu desviei, mas trombei na parede atrás de mim, a Dracaenae aproveitou e estocou com sua lança, bem entre a brecha da armadura entre a parte superior e a inferior, urrei de dor, segurei sua lança, impedindo que ela recolhesse de volta, ela largou a arma e recuou, aproveitando a chance a outra atacou, desviei da lança da Empousa que quase me empalou, se cravando na parede, segurei a lança, ela largou e recuou.
—--Maldito sssemideusss. ---Sibilou a Dracaenae, arranquei a lança da parede, e joguei ela no outro corredor, arranquei a lança presa na minha cintura, segurei o grito de dor. Joguei a lança de lado e parti para cima, elas tentaram correr, mas eu fui mais rápido, soquei a Empousa nas costas, ela voou para frente, se desfazendo em pó, dei um chute lateral na linha de cintura da Dracaenae, ela se chocou na parede, destruindo a parede da cela, ela se desfez em pó dourado. Corre para cima de 2 Lestrigões, com as mãos nuas, eles eram grandes, por isso não cabiam lado a lado, ele deu um direto visando acertar meu rosto, me abaixei e soquei seu estomago, ele se curvou com os braços na barriga sem ar, dei um direto na ponta do seu queixo, ele voou para trás, ele ia se chocar no outro, mas se desfez em pó dourado. Peguei Contracorrente do chão e cravei ela no peito do Lestrigão, que estava distraído limpando a poeira dos grandes olhos. 3 Empousa se jogaram na batalha, estavam armadas de espadas, desviei da investida da primeira e golpeei suas costas, ela explodiu em pó dourado, a segunda atacou minha cabeça, defendi com a espada, agachei e girei a espada na altura da cintura da Empousa, a separando em dois, chutei as pernas de burro da terceira Empousa, a fazendo cair no chão, sua espada voando pelo correndo, me levantei rapidamente e cravei a espada no peito da Empousa a fazendo explodir, sobrando apenas pó dourado. Fui atingindo com algo no peito e cai para trás, uma pedra, que acabara de ter sido arremessada pelo Lestrigão, levantei com dificuldade, se não estivesse de armadura teria sido um estrago muito pior, outra pedra do tamanho de uma bola de basquete veio na minha direção, não era pedra, eram pedaços de tijolos das paredes da prisão, desviei rolando pelo chão, ela se espatifou onde eu estava a pouco.
—--Vai morrer semideus. ---Gritou o Lestrigão e arremessou outra, me pós de pé e desviei de novo, corre na direção do Lestrigão, ele jogou mais uma, desviei ela com a espada para o lado e pulei fincando a espada no peito do Lestrigão, a última Dracaenae estava na minha frente, seu cabelo era preto e loiro, e ela estava armada de escudo e espada, ataquei com Contracorrente, ela tentou defender com sua espada, quando as laminas se encontraram, ouve um tilintar diferente e a lamina da Dracaenae se partiu em vários pedaços.
—--Tenha piedade, por favor, sssenhor. ---disse a Dracaenae largando o escudo.
—--Você teria se fosse ao contrário? ---Perguntei, antes que ela pudesse responder dei um golpe arrancando sua cabeça dos ombros e sobrando apenas pó dourado. Continuei andando esperando mais monstros ou achar Anfitrite. Entrei em uma sala, havia uma mulher, uma linda mulher, não podia negar que ela era muito bonita, de aproximadamente 25 anos, 1,65 e de olhos azuis esverdeados que mais parecia um mar doente e poluído, porem seu rosto era belo e seu corpo rodeado de curvas e atlético, com logos cabelos negros esverdeados, escondidos pelo elmo da sua armadura, que tinha penachos negros, ela estava vestida em uma armadura completa, branca com desenhos azuis de ondas, ela segurava uma espada de ouro do mar esverdeada. Senti a fúria dominar meu corpo, de hoje ela não escaparia. Ela sorriu e disse:
—--Preparado para se juntar a sua mãe? ---Senti minha visão ficar vermelha de raiva, senti o poder incandescente do fogo tomar conta. Parti para cima dela, dando um estocada visando seu rosto, ela desviou com a espada e contra atacou, trocávamos golpes violentos e rápidos eu jogava bolas de fogo, tentando acerta-la, mas ela simplesmente desviava-se de todos, em um movimento rápido ela se esquivou da minha investida e cortou meu braço esquerdo, senti ele arder em fogo recuei, respirava ofegante, estava cansado, olhei para Anfitrite ela sorria vitoriosa, olhando o meu sangue pingado da sua espada. ---Logo você vai se juntar a ela.
—--por que você fez tudo isso? Por que fez isso comigo e com a minha mãe? ---perguntei, eu precisava saber disso.
—--Já que você vai morrer, merece mesmo saber a verdade. ---disse ela sorrindo. --- Primeiro por sua mãe ter pego meu marido.
—--Meu pai já tinha largado de você, eu o conheço, ele nunca traíra alguém. ---disse entre os dentes.
—--Sim, é verdade, Poseidon e um cavalheiro. ---Tive um instalo de consciência estava perdendo a batalha, por que estava perdendo a calma, deixando Anfitrite controlar a batalha, não podia esquecer das coisas que meu pai me ensinou. --- mas por causa da sua mãe, ele me deixou e eu perdi meus poderes de Deusa, rainha do mar, ---disse ela extremamente nervosa. ---Voltei ser apenas uma Nereida. ---rosnou ela. ---Fui humilhada e substituída, todo por culpa da sua mãe e sua.
—--Não tenho culpa se você não conseguiu satisfazer meu pai. ---disse calmamente, não podia perder o controle, tinha que fazer ela perder o controle e controlar o ritmo e o fim da batalha. Anfitrite rosnou de raiva e partiu para cima, Anfitrite atacava ferozmente, com força e brutalidade, mas agora com a cabeça mais fria eu via e defendia cada movimento dela, ela atacava com brutalidade, quebrando e partindo os moveis ao meio. Ela atacou com fúria visando me empalar, me abaixei e deslizei, passando Contracorrente na perna da Nereida, ela urrou de dor e cambaleou até a parede. ---Maldito. ---Joguei uma lufada de chamas para calar, por ela ser um espirito do mar, fogo fazia um bom ferimento nela. Mas ela não se importou e continuou me atacando. ---Você matou meu filho. ---ela atacava ferozmente, mas sem nenhuma qualidade, em um movimento rápido segurei seu punho que segura a espada, entortei seu punho a obrigando deixar a espada cair. Bate a guarda da Contracorrente no rosto da Anfitrite a jogando de costas para trás e seu elmo voando longe, Icor escorreu do seu nariz, ela me olhou sorrindo louca, corre e coloquei a ponta da Contracorrente no pescoço da Nereida, mas algo me deteve. ---Vamos, termine o que começou. ---Por um segundo a imagem de Cris Rodrigues veio na minha cabeça, a dor que senti depois de tirar a vida dele. ---Você e covarde, bonzinho demais. ---insultou ela, então a imagem da minha mãe veio na minha cabeça, a imagem da Yasmin, sorrindo para mim, mas de repente a imagem mudou e voltou ser aquela dos meus pesadelos, da Anfitrite cortando a garganta da minha amiga, a imagem da minha mãe toda ensanguentada, morrendo. ---Você e fraco... ---Não deixei ela terminar a frase e em um movimento rápido arranquei a cabeça da maldita deusa. Olhei seu corpo se desmanchar em pó dourado, apenas ficando a cabeça, Icor escorrendo e o brilho dos olhos ausente, cravei Contracorrente na cabeça a chuva lá fora começou a urrar ainda mais forte, relâmpagos cortavam o céu, daqui podia sentir o mar agitado. Sentei me ao lado do corpo, em uns dos moveis destroçados, coloquei os cotovelos no joelhos e as mãos em concha tampando o rosto, não conseguia me concentrar. Minha cabeça parecia uma bomba nuclear, imagens, fatos, pensamentos, pessoas eu não conseguia me concentrar, tudo rodava, sentia minha visão embasada, meu estomago enjoado e meus ouvindo zunindo, eu me sentia como se fosse envenenado novamente. Vê o rosto de Nêmesis na minha mente, ela sorrindo, eu tinha me vingado, estava feito.
—--Oh meus Deuses, o que você fez Percy? ---Escutei a voz de Thalia, levantei meu rosto e encarei as duas garotas que me olhavam assustadas, não sei por que o fato daqueles olhos Cinzes tempestades da Annabeth me olharem daquele jeito me fazia me sentir ainda pior, como se eu tivesse feito uma coisa errada, eram os mesmo olhos da minha mãe, da Yasmin, naquele momento eu não tinha mais dúvida, Annabeth era descendente da minha avó Atena.
—--Eu me vinguei e que saber? Estou me sentindo muito bem.
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