Notas iniciais
E isso ae galera, espero que gostem.

POV: Perseus Heitor Jackson.

Estava navegando a 12 nós, isso para um barco a vela, e muito rápido, o navio estava em ótimas condições para 300 anos, sim eu sou neto de Atena, e conhecia a fama do terrível filho de Ares, Edward Teach ou Thatch, mais conhecido como Barba Negra, era um semideus pirata. Navegava nas Caraíbas e na costa leste das colônias da América. Teach tomou posse de um navio mercante francês, dando-lhe o nome de Vingança da Rainha Ana, este acabara de pegar na ilha de Circe, ele deve ter sido transformado em porquinho-da-índia, e equipou-o com quarenta canhões, e três mastros, com velas negras e vermelhas, a madeira do navio era escura, quase negra, era um navio incrível para época, que era 1718 mais o menos, ele era o terror de muitos mortais, desnaturado, louco e muito do mal, um ser humano horrível, porém seu navio ia sendo muito útil, ao longe, avistei a ilha da sereias, apesar de ter uma mente forte, resolvi não fazer o teste e passar o mais longe possível da ilha, para evitar mais desastres, estava com pressa, tinha muitas coisas para serem resolvidas, e eu não faço ideia, quantos dias fiquei no mar a deriva, poderia já ser tarde demais, meus amigos poderiam ter conseguido ou morrido e fracassado miseravelmente, só sei que preciso ir ajudar, preciso chegar na ilha.

Meu “radar marítimo” me avisa, que estava próximo, logo avistei a ilha, ao longe, 30, 31, 75, 12, estava confirmado, aquela era a ilha de Polifeno, dei uma volta completa pela ilha a observando, era uma linda ilha, afrodisíaca, muito vegetação, água claras, praia de areias brancas um verdadeiro paraíso, era um grande ilha em formato de lua, com um corte gigantesco no meio dela, ao longe, pode ver uma ponte de corda, rustica mais forte, com certeza aguentaria o peso do Polifeno, pensei em entrar com o barco naquela fenda, mais não daria certo, era muito estreita, e provavelmente não era fundo o suficiente, poderia danificar o casco.

Na base da ravina várias dúzias de carneiros andavam em círculos. Pareciam bastante pacíficos, mas eram enormes, do tamanho de hipopótamos. Logo além deles havia um caminho que levava às colinas. No topo do caminho, perto da beira do cânion, estava o grandioso carvalho que eu vira em meus sonhos. Algo dourado brilhava em seus galhos, o velocino de ouro, eu sentia o poder irradiando dele, o poder da natureza, era incrivelmente bom sentir aquilo, porem meu cérebro não podia acreditar, que o velocino estava tão fácil, simplesmente subir até lá e pegá-lo? Deveria haver um guardião, um dragão ou monstro, Foi quando um onça negra, emergiu dos arbustos, olhando os carneiros faminto, somente um daqueles carneiros, poderia alimenta-la por dias, mas de repente, os carneiros baliram todos de uma vez e assustaram o animal, aconteceu tão depressa que a onça negra, tropeçou e se perdeu em um mar de lã e cascos batendo, eu observava tudo aquilo estático, gramas e tufos de pelo voavam pelo ar, alguns segundo depois todos os carneiros se afastaram, de volta às suas pacificas perambulações, agora o que tinha sobrado da onça negra era surreal, havia agora uma pilha de ossos limpos e brancos, aquelas malditas ovelhas eram carnívoras, pareciam piranhas da Amazônia, brasileira, avistei ao longe algo, meu coração se enchei de felicidade, era Birmingham, ancorado, no lado de trás da ilha, onde as falésias subiam em linha reta uns bons sessenta metros. Ali que seria menos provável que vissem o navio ali, Clarisse pensou o bem, menina esperta, o navio estava intacto, toquei meu navio para lá, conversar com meus amigos, me aproximei, logo escutei o alto falante do Birmingham falando.

–---Navio desconhecido, afaste-se ou abriremos fogo. ----Disse a voz do capitão, sorri com o entusiasmo dele, porem por que não foi Clarisse que falou?

–----------------------Quebra de Tempo. ------------------------------------------------------------------------------------------

Depois de conseguir subir abordo do Birmingham, e não ser explodido, felizmente, comecei a conversar com o capitão.

–---Ora, senhor, pensei que você teve-se morrido com Caríbdis, todos achamos, ---disse ele tristemente, confesso que me senti muito mal, por ter deixado meus amigos pensando que estava morto. ----Foi muito difícil acalmar o jovem ciclope, ele e forte e chorava muito e ficou violento. ---Sorri triste, Tyson era muito próximo de mim, sou seu irmão e primeiro amigo. ---Porem, a senhorita La Rue, conseguiu conte-lo, ela também estava muito abalada, assim como a princesinha mestiça. ---Acho que essa ultima era Drew. ----Ela chorou bastante.

–---Bem, eu acabei usando muita força e me sobrecarreguei. ----disse sorrindo. ----Fiquei a deriva, mais consegui chegar aqui. ---omiti maiores detalhes de minhas aventuras solo. ---mas cadê eles?

–---Foram para ilha, somente os três. ---disse o capitão arregalei os olhos.

–---Faz muito tempo?

–----Não, mais o menos 2 horas. ---disse ele calmamente, para ele era fácil dizer, já estava morto.

–---Ou droga, fiquem aqui, vou ajuda-los. ----disse rapidamente, ele assentiu, voltei para meu barco, Ancorei o Vingança da Rainha Ana no lado de trás da ilha, Escalar as falésias até parecia possível, bem já escalei o monte Everest, mas naquela época tinha poderes no vento, hoje em dia não tenho mais, o grau de dificuldade mais ou menos, igual ao da parede de lava no acampamento, acho que conseguirei, pelo menos não havia carneiros. Eu esperava que Polifemo não criasse também cabras montanhesas carnívoras, Remei num bote salva-vidas até a base das rochas e começamos a subir, muito devagar, quase cheguei perto de morrer umas seis ou sete vezes, o que considerei muito bom, varias vezes escapava umas das mãos e me vi pendurado por um braço numa saliência, quinze metros acima da arrebentação rochosa, mas felizmente achei outro ponto de apoio e continuei escalando, finalmente, quando meus dedos já pareciam chumbo derretido e os músculos do meu braço tremiam de exaustão, arrastei-me sobre o topo da falésia e deitei cansado.

–--Grrrr! ----Urrou outra voz, se eu não estivesse tão cansado teria pulado mais uns sessenta metros, a saliência sobre a qual estava sentado era mais estreita do que eu pensava. O lado oposto era um desfiladeiro, e era de lá que vinha a voz.

–--- Você é bem agressiva! ---- rugiu a voz profunda, grossa e monstruosa.

–--- Enfrente-me! ---- Era a voz de Clarisse, sem dúvida, meu coração se encheu de alegria em saber que ela estava bem. ----Devolva minha espada e lutarei com você! --- O monstro riu estrondosamente, essa era minha Clarisse.
eu me arrastei até a beirada, estava logo acima da entrada da caverna do ciclope, devia ter uns 10 metros de altura até o chão abaixo, estavam Polifemo, era o maior ciclope que já vira, devia ter uns 7 metros de altura, e pesar quase 1 tonelada, de músculos e feiura estrema, seu grande olho leitoso, no meio da testa quase cego, ele estava com sua roupa de casamento, eu acho, um saiote tosco e uma manta nos ombros, feitos de smokings azul-bebê costurados um no outro, como se ele tivesse despido uma festa de casamento inteira. E Grover, ainda de vestido de noiva. Clarisse estava amarrada, pendurada de cabeça para baixo acima de um caldeirão de água fervente, junto amarrado a ela estava Drew, as duas estavam muito irritadas, Tyson também estava lá embaixo, estava amarrado e inconsciente no chão, e claro que Tyson não seria adversário contra o Polifeno, este dava uns 3 de Tyson.

–---Hummm ----ponderou Polifemo. ---- Comer as meninas barulhentas ou esperar o banquete de casamento? O que acha minha noiva? ----Ele se voltou para Grover, que recuou e quase tropeçou cauda de seu vestido, terminada.

–--- Ah!, ahn, eu não estou com fome agora, querido. Acho melhor depois, depois do casamento. ----Disse ele.

–---- Tudo bem, esposinha, você manda. ---Disse o Ciclope, Polifeno se adiantou, para tocar Grover, esse que se assustou e foi para trás, porem pisou no seu véu e caiu, Polifeno se assustou e foi tentar ajudar sua “esposinha” a se levantar, mas Grover falou com sua voz de falsete, que qualquer um veria que era homem, mas felizmente o ciclope não.

–--Não, tudo bem amor. ----Disse Grover, ele foi se levantar, mas infelizmente esqueceu algo, se véu, revelando um garoto ruivo, com seus pequenos chifres amostra e sua barba rala, Drew suspirou assustada, Polifeno rugiu nervoso.

–--- Eu não enxergo muito bem, Desde muitos anos atrás, quando o outro herói me furou o olho. Mas VOCÊ...NÃO É... UMA DAMA... CICLOPE! ---Gritou Polifeno, erguendo a mão para esmagar Grover, Grover ficou estático, sem tem o que fazer, pulei do penhasco, dando um chute no peito do Ciclope, que saiu cambaleando para trás, mas infelizmente a aterrisagem não foi como planejado, na verdade cai em cima do Grover.

–---AI, Da próxima não chamo você. ----Disse Grover sorrindo, sorri e me levantei o ajudando a se levantar.

–---PERCY. ---Gritou Drew exaltada, eu já ia responder ela, mais escutei o urro do Ciclope, pisquei para elas, e corre na sua direção, ele estava desarmado, saquei minha caneta estereográfica, e a destampei, tinha que lutar sem poderes, tinha me esgotado demais na luta contra Caríbdis, não teria muito controle nos meus poderes, Contracorrente tomou seu lugar, logo minha espada de mão dupla de Bronze Celestial, de 1,50cm estava em mãos, sem perder tempo, eu parti pra cima do ciclope, começamos a lutar, tentei investi nele, mais ele era rápido para seu tamanho e apesar de não enxergar bem, sua defesa era boa, entrei no seu alcance, fiz um corte no seu pé, ele urrou de dor, desviei do seu chute e me afastei, ele se irritou, urrou nervoso, e puxou uma arvore com raiz e tudo, ótimo, agora ele tinha um tipo de crava com ramos verdes, de 6 metros de comprimento, e tão largo quanto uma pessoa, ele começou me atacar, eu só conseguia desviar e tentar não ser esmagado, em um deslize escorrei em algo, me desiquilibrando, não cai, mais foi tempo suficiente para Polifeno me golpear na barriga com a crava, sai voando, aterrissando em cima do caldeirão de água fervente.

–---PERCY. ---Gritou Drew assustada, Grover ainda tentava cortar o fio que pendura as meninas de ponta cabeça, mas ele não conseguia.

–---VAMOS GROVER, O PERCY, PRECISA DE AJUDA. ----Gritou Clarisse exaltada, tentei me levantar, mas a dor estava grande, felizmente como sou imune a fogo, a água fervente não adiantou de nada, senti o sangue escorrendo da minha boca, com certeza tinha partido alguns ossos e órgãos estavam feridos, levantei-me com dificuldade, estava vendo dobrado, sentia gosto de sangue na boca e minha e respirava com dificuldade, avistei o ciclope vindo a toda, olhei para Grover, que tentava desesperadamente cortar a corda, Drew e Clarisse gritavam com ele, o deixando mais nervoso, ele estava com uma faca pequena, e tentava alucinadamente cortar as cordas, tive uma ideia, precisava afastar Polifeno deles, corri em direção a ponte.

–----Aqui, Polifeio, eu sou ninguém, você quer me pegar não? lembra de mim, seu idiota imprestável. ---disse tentando correr, aquilo provocou exatamente a reação que eu esperava. A cara do monstro ficou vermelha de raiva, o ciclope rugiu nervoso, ainda mais.

–-- Ninguém! ---Polifemo berrou de volta. --- Eu me lembro de você! Venha para cá! Deixe-me matar você, Ninguém! Dessa vez você não me escapa. ---Ele correu na minha direção, a ponte era forte, tão forte que facilmente aguentava uma tonelada de ciclope, ela tinha 4 cordas suspensa, duas em baixo e mais duas em cima, precipitei-me pela ponte, estava sem Contracorrente, mais tinha minha lança e escudo, bati no meu bracelete de coruja, no meu punho direito, ativando minha lança de Bronze Celestial de 2 metros, continuei correndo, meu plano era idiota, mas era meu único, cheguei na outra ponta, deu um estocada na corda da ponte, a superior direita, ela estourou com estalo, balançando toda a ponte, Polifeno não se importou, continuou correndo, estoquei de novo na superior esquerda, a estourando, se tivesse minha espada seria mais fácil, estourei a esquerda de baixo, a ponte oscilou, e caiu ficado de lado, porem para meu azar, Polifeno deu um salto enorme, e pousou atrás de mim, perfeito, deu errado.

–--- Fracasso! ---berrou, felicíssimo.---- Ninguém fracassou! E agora vai morrer. ---disse ele sorrindo, bati no meu Rolex/escudo, logo meu escudo de dragão estava em mãos, bem a tempo, Polifeno deu um soco, mas segurei com o escudo, Polifeno rugiu de dor, e balançou a mão feito criancinha com dor, parti pra cima dele, aproveitando sua distração, empalei minha lança no seu joelho esquerdo, sangue verde jorrou, ele se ajoelho, urrando de dor, e largando sua crava, e colocando a mão na lança, pulei para cima, acertando em cheio o rosto de Polifeno com meu escudo, ele caiu para trás, peguei Contracorrente do bolso, ela felizmente já tinha voltado, e subi em cima do ciclope, apontando minha espada bem no seu olho.

–--Por favor, nããããão! --- gemeu o ciclope, olhando com tristeza para mim. Seu nariz sangrava, ele tinha um corte no supercilio, e estava com a cara um pouco roxa. Uma lágrima se formou no canto do olho meio cego, que não dava para definir a cor, por causa cegueira. ---M-m-meus carneirinhos precisam de mim, estava só tentando proteger meus carneiros! ---Ele começou a soluçar, eu vencera, tudo o que tinha de fazer era fincar a espada, um golpe rápido.

–-- Mate-o! --- berrou Clarisse, olhei para o outro lado da ponte, eles estavam soltos, e me olhavam na expectativa. ---- O que está esperando? ---O ciclope parecia tão desolado, tão parecido com... com Tyson, eu já havia matado ciclopes antes, mais agora era diferente, muito diferente, eu convivia com um, e gostava muito dele.

–-- Ele é um ciclope! --- avisou Grover. ---- Não confie nele! ---Eu sabia que ele estava certo. Mas Polifemo soluçava... e pela primeira vez entrou na minha cabeça o fato de que ele também era filho de Poseidon. Como Tyson. Como eu. Como eu poderia simplesmente matá-lo a sangue frio? Eu simplesmente não conseguia, então veio a imagem de Yeasmin, ela sempre tão boa, sempre calma, ela sempre pouparia uma vida, eu já havia vencido.

–-- Nós só queremos o Velocino --- disse tomando uma decisão, Deixaria o monstro viver. ---- Você concorda em nos deixar levá-lo?

–-- Não! ---gritou Drew. ---- Mate-o! ---O monstro fungou.

–---Mate ele Perseus ou eu juro que acabo com sua raça. ---Gritou Clarisse do outro lado, sua ameaça me fez estremecer de medo, mais não mudei de ideia.

–--- Meu lindo Velocino. Orgulho da minha coleção. Leve-o, ser humano cruel. Leve-o, e parta em paz.

–--- Vou recuar bem devagar ---- disse eu ao monstro. ---- Um movimento em falso, arranco sua cabeça. ----Polifemo balançou a cabeça como se entendesse. Dei um passo atrás... e, rápido como uma cobra, Polifemo me deu uma pancada , me defendi com o escudo, mas a pancada me jogou na beira do penhasco, minha espada escorregou da minha mão, direto para o precipício.

–---DROGA. ---Gritou Clarisse. ele pegou e arrancou minha lança do seu joelho, e a jogou longe.

–--CUIDADO. ---Gritou Drew, o Ciclope tinha pego de volta sua crava de árvore e veio sorrindo feliz.

–--- Mortal insensato! ----urrou ele, ele elevou sua crava. ---- Levar o meu Velocino? Rá! Agora ninguém vai morrer. ---Ele desceu sua crava, só deu tempo de colocar o escudo na frente, senti uma dor muito forte, parecia que meu braço tinha se partido em vários pedaços, coisa bem provável, quando um ciclope de uma tonelada me esmaga com uma crava de arvore gigante.

–---Meus Deuses. ----Gritou Drew.

–--EI SEU CICLOPE MALDITO, VEM ME PEGAR. ----Gritou Clarisse, felizmente o Ciclope tinha prestado atenção nela, olhei para meu braço, a dor era insuportável, meu escudo tinha se quebrado, na força do impacto, só restara a alça de couro presa no meu braço, meu osso do antebraço tinha saltado para fora da carne, onde sai muito sangue, estava feio, aproveitando sua distração rolei por debaixo de suas pernas e me levantei com dificuldades.

–---A menina Fanfarrona, logo chegara sua vez, primeiro, vou esmagar ninguém. ---Disse o Ciclope, ele levantou a crava para acabar de me matar, mais eu já não estava mais na beira do abismo, ele desceu a crava, esmagando a rocha. ----O que onde?

–---Aqui, seu idiota. ----Disse tomando toda minha força, e com um grito de dor, o empurrei usando meu ombro bom, na suas pernas, ele tropeçou e foi jogado pelo precipício, pelo buraco, gritando de raiva, me desequilibrei e quase cai junto, mas consegui ficar, sentei-me no chão ofegante, tentando conter a dor, minha vista estava embaçada e meu braço esquerdo doía como nunca, minhas costas doía, com certeza tinha quebrado algumas costelas.

–---Percy, você esta bem. ---Disse Clarisse, eu não tinha forças para responder, estava tentando conter a dor. ----Deuses, precisamos ir ajuda-lo.

–---Mas como? A ponte caiu. ----Disse Drew.

–--Podemos dar a volta, a uma passagem lá na outra ponta, estreita demais para o Ciclope, mas pra gente não, passei por ela. ---Disse Grover, levantei-me com dificuldades.

–---Percy, o que você vai fazer? ---Perguntou Drew nervosa, sorri, adoro desobedecer.

–---PERCY, AONDE VOCÊ PENSA QUE VAI NESSE ESTADO? ----Gritou Clarisse, sorri e me dirigi com dificuldade para o lago, graças aos Deuses tinha um lago próximo, mas ficava perto demais dos carneiros piranhas do tamanho de hipopótamos, felizmente passei despercebido, eles estavam atacando algum animal ou sei la, entrei no lago, senti-me mais forte, comecei me concentrar para curar os ferimentos, porem precisava colocar meu braço no lugar, me preparei e respirei fundo.

–---AAHHHHHH.... ---Gritei de dor, mas consegui, continuei concentrado, sentindo cada osso, musculo, cartilagem, voltando aos seus lugares, logo, todos os meus ferimentos estavam curados, mais eu estava muito cansado, fui caminhando para fora da água, quando sai completamente, senti uma grande fraqueza e cai de joelhos na areia fofa do lago, logo sinto dois braços me abraçando forte e me derrubando de costa dentro d’água.

–---Percy, pensei que você tinha morrido. ---Disse Clarisse com a voz chorosa, tentei corresponder ao abraço, do melhor jeito possível, de repente Clarisse começou a me dar socos, tapas no meu peito. ---Como você pode ter feito isso com a gente, eu chorei por sua morte. ---Dizia ela me dando tapas e chorando, a abracei a impedindo de me bater, ela abraçou meu pescoço firmemente, sorri com Clarisse, sempre doida. ----não posso perder você também. ---Sussurrou ela.

–---Você vai me aturar muito ainda. ---Disse a abraçando, olhei para Drew que estava de pé, com um sorriso bobo nos lábios, sorri e acenei para ela vim me abraçar, ela se ajoelhou e abraçou Clarisse por trás.

–---Que bom que você esta bem Percy. ---Disse ela sorrindo.

–---Achou que se livrariam tão fácil de mim, vocês estão redondamente enganados. ---Disse rindo, eles me acompanharam, olhei para Grover, ele estava de cabeça baixa, como se tivesse sentindo culpa, me separei das meninas e fui até ele, ele sorriu triste.

–---Obrigado, por não desistir de mim, você foi muito bom amigo. ----Disse ele olhando para baixo, ele estava envergonhado.

–---E pra isso que amigos servem, menino bode, ajudar os outros. ---Dei um abraço apertado nele. ----Agora, como vamos pegar o velocino? ---disse serio.

–---------------------------- Quebra de Tempo. -----------------------------------------------------------------------------------------------

Depois de muito trabalho, e tudo falhar, tive uma ideia idiota, acordei Tyson, o que não foi fácil, mas consegui, ele que ficou muito feliz, quando me viu, destruiu minha coluna em um abraço de urso e chorou um pouco, mas logo ele se acalmou e fez o que eu pedi, ele foi e buscou o Velocino, assim que ele tirou o velocino do galho, no mesmo instante as folhas do carvalho ficaram amarelas e algumas caíram, sorri triste, mais tinha que ser assim, os carneiros carnívoros, não deram atenção a ele, na verdade, brincavam com ele alegremente, acho que ele deve ter o mesmo cheiro do Polifeno, ou pelo menos parecido, por que Tyson não fedia, deixamos o Vingança da Rainha Ana lá, talvez possa ajudar algum naufrago ou sei la, e fomos embora no velho encouraçado Birmingham. Estava na popa, conversando com o Grover, as meninas estavam lá dentro.

–---Eae cara, como você esta? ---Perguntou Grover, me olhando atentamente, eu sabia o que ele queria dizer, Tyson tinha contado a historia para eles. Sorri e me fiz de desentendido.

–---Bem, fora uma dorzinha nas costas, ---disse me esticando, fingindo cara de dor. ---estou bem e você?

–---Para de se fazer de desentendido. ---Disse ele nervoso. ---Você sabe, muito bem, do que eu estou falando, você precisa desabafar, sou seu amigo, só quero te ajudar....

–---Não, não tem como ajudar, e estou bem, obrigado pela preocupação. ---Disse nervoso, me levantando e sentando no corrimão da proa, dando as costas para ele, escutei ele suspirar.

–---Tudo bem, vou te deixar sozinho, boa noite Percy. ----disse ele por fim, depois de um longo silencio, ele se virou e saiu, escutei o barulho dos seus cascos sumindo ao longe.

–--Boa noite. ---disse olhando o mar. Mar, meu porto seguro, meu poder, sou filho dele, sou parte dele, sempre que estava triste, nervoso, feliz, alegre, eu olhava o mar, tudo estava confuso, varias coisas iam e vinham na minha cabeça, o meu passado, repleto de ressentimento, tristezas, pesadelos, dor e raiva, coisas horríveis que vê, coisas horríveis que fiz, que fizeram comigo, quantos milhares de pesadelos, como tive que sempre, enfrentar tudo sozinho, não que eu seja egoísta ou machista, não, muito pelo contrario, eu queria alguém para dividir minhas dores a amenizar elas, sempre tive minhas tias, as Deusas, minha mãe, mas muita coisa eu sempre tive que suportar sozinho, eu nunca consegui contar tudo, desabafar era difícil, mesmo para minha mãe, a pessoa que mais confio no mundo, nem mesmo meu pai, avó, ninguém, nem Zoë. De repente sinto uma mão fria tocando minha pele quente, sinto uma corrente elétrica percorrer meu corpo, me viro assustado, me deparo com a pessoa mais linda que eu conheci até hoje, Nix, ela me olhava com preocupação, por um momento a fiquei encarando, nós olhos, ela sorria, seu sorriso era lindo, me deixava hipnotizado.

–---O que o barco fez. ---Disse ela sorrindo, soltei minhas mãos das barras, que estavam amassadas pela força que apertei. De repente sinto uma grande corrente elétrica percorrer meu corpo, era muito bom, sentir a mão de Nix em meu rosto, acariciando minha bochecha, por um instante me deixei levar pelo toque macio de suas mãos.

–---NÂO. ---Disse dando um tapa na mão da Deusa, ela me olhou chocada e se afastou. ---Não toque em mim, nunca mais. ---Disse pulando do corrimão e indo em direção ao meu quarto, sinto sua mão de novo em meu ombro.

–---Espere, Percy, eu quero conversar com você.... ---Disse ela, me virei revoltado, como ela pode vir aqui, depois de tudo.

–---Você não tem coração, você gosta, gosta de brincar comigo, com meus sentimentos, de me fazer rastejar, você sabe o poder que tem sobre mim.

–--Não, não, jamais queria brincar com você. ---disse ela, tentando se aproximar, a afastei com um empurrão.

–---Você e uma maldita, ordinária, vagabunda. ---Disse nervoso, ela me olhou chocada, com os olhos cheios de lagrimas, não deixei-me recuar pelo seu joguinho de sentimentos, ela vai escutar tudo, tudo que tenho guardado dentro de mim, todos esses anos. ---Por que, porque você vem aqui? Para não e deixar esquecer, esquecer o quanto te amo. ---disse o final gaguejando. ---Sim, esse maldito amor, amor não serve pra nada, só serve para fazer você sofrer, não tem nada de bonito em amar, só dor, angustia, infelicidade, esse e o único amor que você pode me oferecer, eu não quero ser seu escravo sexual, ter que dividir alguém com outra pessoa não e vida para ninguém, vá suma daqui, vai trepar com seu irmão maldito, você preferiu ele mesmo. ---Lagrimas escorriam da sua face linda, livremente. ---Você vem, quando sempre quando estou vulnerável, fazer seus joguinhos de sedução, só me diz por que? Você e esse monstro mesmo? Por que isso e ser mais monstro do que qualquer monstro que eu conheço... ---Disse nervoso, quase gritando. ---Mais monstro do que eu mesmo. ---Disse me virando e indo para minha cabine deixando Nix sozinha.

–---POR QUE EU TE AMO, POR QUE EU TE QUERO, TE DESEJO, NECESSITO DE VOCÊ, POR QUE EU JÀ TENTEI, FICAR LONGE, MAS NÂO CONSIGO, E MAIS FORTE QUE EU.... muito mais forte. ---Disse ela, sussurrando a parte final, parei, e olhei para ela, sua expressão era nervosa, sua força ficou maior, mas não me deixei ser assustado por ela. ----Eu nunca senti isso antes, eu tenho centenas de milhares de anos, e nunca senti isso. ---disse ela se aproximando, borboletas começaram a brincar no meu estomago. ----Eu sonho com você, até mesmo acordada, me pego pensando em você, em nós, naquele beijo, ---Disse ela se aproximando, acho que minha expressão de surpresa foi muito evidente, por que ela sorriu. ---- sim, eu sonho com nosso beijo, a macieis –Disse ela tocando meus lábios com sua mão, uma grande corrente elétrica percorreu meu corpo. ---- com o gosto, dos seus lábios, e indescritível, eu só sei que e salgado, perfeito, me deixa mole, querendo mais, o fato de você ser o único, que eu não consigo ler os pensamentos, nada, e frustrante e me deixa louca, louca, por que de todos os pensamentos o seu e o único, que eu necessito saber. ---Ela já estava parada, frente a frente comigo, sentia sua respiração pesada, se misturando com a minha, meu coração estava a mil? Um milhão? Mais, com toda certeza mais, estava suando, ofegante, ela passou a mão nos meu rosto, sua pele fria, fez percorrer muitos calafrios em meu corpo, correntes elétricas, moleza, Deuses o que esta acontecendo comigo. ---O gosto dos seus lábios. ---Sussurrou ela no meu ouvido, ela mordeu minha orelha, quase gemi, tive que morder os lábios, ela voltou a me encarar, aqueles lindos olhos negros, que se fosse possível, estava ainda mais escuro de desejo, eu não resisti e tomei seus lábios furiosamente, meu cérebro parou, o tempo parou, os problemas, tudo, tudo simplesmente sumiu, só restava o beijo, minha língua explorando todo o paraíso que era a boca de Nix, o gosto doce e maciei dos seus lábios, minha mão foi para sua cintura, a colando no meu copo, ela gemeu entre o beijo, me deixando ainda mais louco, sem separar o beijo, ela rasgou minha camisa, o ar se fez necessário, separei-me ofegante, Nix estava com a boca muito vermelha pela intensidade do beijo, desci para seu pescoço, mordendo, arrancando um gemido baixo de Nix no pé do meu ouvido, aquilo me deixo louco, ela arranhou meu peito, me fazendo gemer, voltei a beijar aquela boca novamente.

–---Não, não. ---Disse me afastando, deixando Nix me olhando confusa e excitada.

–---Mas, por quê?

–--Você vai deixar seu irmão? ---perguntei na lata, ela me olhou assustada, ela encarou-me e abaixou a cabeça, respirei profundamente, já sabia a resposta dela. ---Vamos Nix, me responde?

–---Eu.. não sei, ---disse ela gaguejando, sem me olhar nos olhos, aquilo foi como uma patada, uma pisada de um dragão, dentro do meu coração, esmagando meu peito. ----Eu só sei que te amo.....

–---Não, Não você não me ama, se amasse, o deixaria para ficar comigo, e eu não vou aceitar ser apenas o outro, isso eu não desejo para ninguém, ---Disse firmemente, Nix chorava, lagrimas escorriam de seus olhos, e ela tentava falar algo, mas nada sai. --- só não me procure mais, por favor, adeus. ---disse me afastando e saindo dali, quase correndo, ignorando os chamados de Nix, entrei no meu quarto, fechei a porta, estava confuso, excitado, querendo mais, querendo levar Nix para cama e transar loucamente, mas sabia que ela não teria coragem de me assumir nosso amor, que não teria coragem de deixar seu irmão, soquei a escrivaninha do minha cama, a quebrando, precisava esfriar a cabeça, me levantei e fui para os chuveiros (era um local, que dividimos com todos, que na verdade eram os vivos, já que os zumbis não se banhavam.). Entrei e fechei a porta, quando me virei para os chuveiros, quase enfartei, me escondi rapidamente atrás da parede, olhei de novo, aquela bela visão, Drew e Clarisse tomando banhos juntas, totalmente nuas, mostrando seus lindos corpos, ensaboados e molhados, Ambas estavam de costas pra mim, o que me dava uma linda visão das suas lindas e grandes bundas, Drew se virou, me escondi de novo atrás da parede, espero que ela não tenha me visto, pensei em me virar e sair, mais minha curiosidade falou mais alto e eu já estava alegrinho, olhei de volta, Drew cochichava algo no ouvido de Clarisse, Clarisse sorriu e assentiu, não tive tempo de pensar, por que logo Drew começou a beijar Clarisse, um beijo sedento e forte, os corpos das duas se chocaram, seios contras seios, incríveis, a bunda de Clarisse era quase do tamanho da Drew, e os seios de Drew eram grandes, mas nem tanto quanto os de Clarisse, as mãos das duas passeavam nas curvas da outra, Clarisse virou Drew na minha direção, sem separar o beijo, confesso que era um cena totalmente excitante, ver o sabão escorrer pelas costas da Drew, e descer, até passar no vão daquela bunda incrível, as mãos de Clarisse escorregaram por entre as costas da Drew, parando na sua bunda, ela apertou, as duas nádegas da japinha, pode ouvir o gemido da Drew, Clarisse balançou e abriu a bunda de Drew, me dando uma bela visão do seu anus, tudo sem interromper o beijo delas, elas se separaram ofegantes, Clarisse atacou o pescoço da Drew, que gemia alto, ela deu um tapa forte na bunda da Drew, Que gemeu, até eu gemi em ver aquela cena, em um movimento rápido, Drew virou Clarisse de costas, ainda na minha direção, aqueles seios enormes de Clarisse, apontando na minha direção, Drew atacou o pescoço de Clarisse, que gemeu alto e ergueu a cabeça gemendo, Drew se pender tempo, agarrou seus dois seios, os massageando, juntando, o que os deixavam mais apetitosos, subindo e descendo, eram como imãs estavam me puxando, de repente algo lucido se passou na minha cabeça, elas estavam namorando, as duas me chutaram e estavam juntas, com todos esses acontecimentos, nem levei isso em conta, eu estava com Clarisse e com a Drew, ao mesmo tempo, com as duas e sem nenhuma das duas, confuso? Sim, mas era isso mesmo, um tempo ficava com Clarisse, depois com Drew. Balancei a cabeça, e me virei para sair pela porta.

–--Aonde vai? ---escutei a voz de Drew, ela estava sexy? ---Não quer brincar? ---Me virei e encarei elas, Drew tinhas as mãos em volta da cintura da Clarisse, parando com as mãos bem em cima da intimidade da Clari, escondendo-a, as duas me olhavam com sorrisos safados e olhos escuros, famintos de desejos, sorri e fui em direção a elas.