Notas iniciais
espero que gostem. :D

POV: Perseus Heitor Jackson.

–---Isso e pra você entender, o quanto e insignificante, o quanto e fraco, o quanto sua alma esta manchada pelo sangue, sangue de seus amigos, sangue dos inocentes. ---disse aquela maldita sorrindo.

–---Desculpe, você tinha razão Percy. ---Disse Yeasmin fracamente, ela estava fraca demais para lutar. Eu queria dizer que não, que tudo ficaria bem, que ela estava certa, queria poder lutar, defender ela, mas o aperto do Tritão em meu pescoço era devastador.

–--Veja o inferno diante dos seus olhos. ----disse Anfitrite sorrindo.

–---NÂO.... ----Gritei. Anfitrite puxou a faca na garganta da Yeasmin, o sangue escorreu do ferimento, ela começou a engasgar com o próprio sangue, Anfitrite soltou o corpo inerte da minha amiga no chão, a fúria tomou conta de mim.

POV: 3º Pessoa.

Percy já mais não sabia onde estava, por que estava ali, o que ele tinha vindo fazer, não sentia mais medo, fraqueza, cansaço, dor, nada, o único sentimento era a vontade de se vingar, o ódio, ele queria sentir cada osso do rosto da Anfitrite se quebrar no seu punho. A terra começou a tremer, as ondas no mar começaram a se agitar, logo atingindo 5 metros de altura.

–--- VOCÊS VÃO PAGAR. ----Gritou Percy em fúria. Em um movimento rápido, Percy deu uma cotovelada com toda a sua força na barriga do Tritão, que cuspiu Icor na camisa maltrapilha do irmão, Tritão ficou sem ar e curvado, Percy começou a pegar fogo, e jogou uma lufada de chamas no rosto do irmão imortal, pegando nos olhos do irmão e o segando, sem tempo de deixar tritão nem mesmo gritar, Percy controlou a água, a fez vir para sua mão se transformando em uma espada de gelo de 1,50 cm, Anfitrite se afastou, ele virou para o irmão, que estava com as mãos nos olhos, Percy em um movimento cortou o braço direito do irmão.

–--- AI, SEU MALDITO. ---Gritou Tritão, Icor jorrava do ferimento, Percy tinha um sorriso sinistro no rosto, Anfitrite se lançou na batalha, protegendo o filho de ter o outro braço arrancado, Percy sorriu, e começou atacar a antiga rainha dos mares, ela se defendia como podia, mas o alcance da espada era muito maior, além da terrar esta tremendo, o que atrapalhava Tyson com as algemas, mas Percy queria se vingar, em um movimento rápido ele desarmou Anfitrite, ela o olhou em pânico, ele sorriu e largou a espada, e partiu pra cima de Anfitrite com as mãos em chamas, mesmo com a perna destruída ele continuava a socar Anfitrite, que já estava ficando inconsciente.

–---PERCY. ----Gritou Roda, preocupada, vendo a loucura do irmão,---- Vamos Tyson.

–---Eu estou tentando. ----disse ele com a voz chorosa. Tritão voou nas costas do mais novo tentando impedi-lo de matar a mãe, mas como ele estava sem o braço, caiu de imediato, mas conseguiu chamar atenção do irmão, Percy começou socar o irmão, Icor escorria de muito ferimentos em Tritão.

–---não, Pare, me perdoe. ---disse Anfitrite desesperada, Percy sorriu e se virou para ela, foi atrás do irmão, e o pegou pelos cabelos, tritão já não tinha mais forças para lutar, mas como Percy ainda estava pegando fogo, e o queimava ele gritava de dor. ---O que você vai fazer?

–--- Veja o inferno diante dos seus olhos. ----disse Percy sorrindo loucamente.

–---NÂOOOO ----Gritou Roda, pois apesar de tudo, ela não queria ver um irmão matar o outro, mesmo Tritão sendo um irmão horrível. Percy puxou a cabeça do irmão para cima, com toda a força, a separando do corpo, o mar se agitou mais ainda, uma chuva torrencial começou a cair, raios cortando os céus. Percy segurava a cabeça do seu meio-irmão imortal, Tritão estava morto. Anfitrite estava perplexa, o corpo de seu filho favorito foi se desfazendo em pó dourado.

–--- Agora, e sua vez. ---disse Percy calmamente soltando a cabeça do meio irmão no chão, a única coisa que sobrara de Tritão, ele partiu para cima dela, mas apesar de estar tomado pela fúria homicida, ele não podia ir rápido, Anfitrite foi rápida e usando o resto de suas forças sumiu em uma luz azulada, A terra parou de tremer, a mar continuava agitado, sentido a morte de um filho dele, talvez Poseidon ainda tive-se esperanças do filho voltar a ser fiel a ele, a chuva continuava forte, Percy andou com dificuldades até o corpo de Yeasmin, ele caiu de joelhos na areia da praia, ao lado do corpo da amiga, Tyson finalmente conseguiu soltar a ultima algema, Roda tentou correr, mas ficou muito tempo sendo absorvida pelas algemas, estava esgotada, então ela caiu na areia, Tyson a ajudou a se levantar e foi guiando a irmã até o Percy, que estava ajoelhado, ao lado da amiga morta, Percy fechou os olhos da amiga, dando a ultima olhada naquela tempestade cinza. A chuva que cai fez os muitos ferimentos do Percy serem curados, exceto seu tornozelo, esse precisaria de mais cuidados.

POV: Perseus Heitor Jackson.

Como eu pode falhar de novo, eu jurei, que não deixaria ninguém mais morrer por mim, mas aconteceu de novo, ela era apenas uma criança, ia fazer 12 anos daqui à 15 dias, nunca sentiu os prazeres da vida, nunca beijou, nunca amou, nunca sofreu uma desilusão, deu a vida para salvar um monstro, mais um fantasma, pra provar o quanto eu sou insignificante, o quanto eu sou fraco, o quanto minha alma esta manchada de sangue de inocentes, primeiro minha mãe e agora a Yeasmin, falhei de novo. Nesse momento Tyson soltou Roda e caiu chorando em cima do corpo da Yeasmin a abraçando.

–---Por favor, acorde, vamos brincar, por favor. ----Chorava Tyson abraçando o corpo inerte dela, Roda também chorava olhando a cabeça do irmão mais velho. Mas a única coisa que passa na minha cabeça e a cena daquela maldita cortando a garganta da minha amiga, me levantei com dificuldades, Roda olhava com atenção para mim, Tyson chorava compulsivamente, eu respirei fundo e disse:

–---Vamos Tyson, precisamos dar um funeral digno de uma heroína a nossa amiga, ela merecia muito mais.

–------------------------------ Quebra de Tempo. -----------------------------------------------------------------------------------------

Depois de muito choro do Tyson, eu consegui tira-lo de cima da Yeasmin, consegui ir pra água e curar minha perna, não ficou 100% por cento mais já conseguia andar, apenas mancava um pouco, levamos o corpo de volta para o Acampamento, eu não sabia o que fazer, houve muito choro, muitos filhos de Atena, Deméter, Apolo, principalmente Luana, elas eram grandes amigas, o velório foi naquela tarde, minha avó estava desolada, Tyson chorava muito, Luana, alguns Deuses apareceram no funeral, fora Dionísio que era obrigado a estar ali, minha avó Atena, Poseidon meu pai, Hera minha mãe, Héstia, Deméter, Hécate, Afrodite, Hefesto a maior parte por minha causa, esperando algo de mim.

O velório começou, minha mãe e Héstia, não saiam do meu pé, eu não derrubei uma única lágrima, fui perto do corpo da Yeasmin apenas uma vez, ela estava tão linda, com um vestido cinza, suas madeixas vermelhas penteadas, mas eu só conseguia ver a cicatriz no seu pescoço e a cena da Anfitrite cortando a garganta dela. Encostei-me mais ao fundo, afastado de todos e assisti a cerimonia em silencio.

–---Percy, você quer conversar? ---disse minha mãe, ela estava vestida de preto, um vestido.

–--Não. ---Disse secamente.

–---Filho, você não pode carregar isso com você a culpa não foi sua. ---disse minha mãe calmamente. Eu não respondi. ----Percy, diga algo, você esta me assustando.

–--Não a nada a ser dito. ----disse encarando o corpo ser cremado, as chamas altas.

–---Percy, você precisa desabafar, vai te fazer bem. ---disse Héstia.

–--Eu quero ficar sozinho. ---disse me afastando, minha mãe quis discutir mais Héstia não deixou, dizendo que eu precisava de um tempo, mas e claro que minha mãe não a escutou e mandou meu irmão atrás de mim. Eu estava sentado na praia, olhando o mar, querendo muito ir atrás daquela maldita e cortar sua cabeça fora, Hefesto sentou-se do meu lado, eu continuei encarando o mar e pensando em varias coisas, como por exemplo, que dessa vez, na batalha, eu não perdi a cabeça, não totalmente como quando eu bati no meu tio Hades, eu sabia o que estava fazendo, eu queria fazer aquilo.

–---Sabe, meu irmão, as vezes o silencio e a presença de um amigo vale mais do que mil palavras. ---disse ele, confesso que me senti nada melhor com meu irmão ali. ----A mamãe esta preocupada que você faça alguma burrada, então você vai atrás de Anfitrite? –nada disse me levantando e saindo dali de volta a cerimônia.

–--------------------------------- Quebra de Tempo. --------------------------------------------------------------------------------

O velório acabou, o corpo foi cremado, eu os conselheiros de chalé, e os Deuses fomos pra sala de reuniões, como havia aumentando muito os semideuses e chalés, não era mais na sala de jogos, era num quarto que foi modificado, tinha uma longa mesa, com uma cadeira para cada chalé, apesar de alguns chalés não terem semideuses como o de Nix, que não tinha filho semideus faziam muitos milênios, mais eu fiz o chalé em sua homenagem, apesar de estar muito irritado e magoado com ela, Tântalo havia reivindicado a reunião, eu sabia o por que, os Deuses se convidaram pra ir, e ele não pode dizer não, então eles estavam ali, eu estava de pé ao lado da cadeira de minha mãe, Tyson estava na cadeira de Poseidon nosso pai, Hera e Héstia estavam atrás de mim, como cada Deus estava junto com o conselheiro do chalé e seu filho, Tântalo e Dionísio entraram, e sentaram nos seus lugares.

–---E um grande prazer ter vários Deuses aqui, hoje e tudo mais, mas vamos direto ao ponto, sem delongas. ---disse Dionísio com tedio.

–---Bem, eu e Dionísio decidimos a punição dos sobreviventes da missão não autorizada, o senhor Ciclope Tyson, filho de Poseidon e o Senhor Perseus Heitor Jackson, Filho de Poseidon e Hera neto de Atena, estão banidos por tempo indeterminado do acampamento.

–---o que isso e injusto. Ele salvou sua irmã, matou um monstro antológico e um Deus desleal ----Pude ver uma sombra passar no rosto do meu pai e Roda, Apesar de Roda não ter dito nada, eu sabia que ela esta realmente triste e com raiva de mim, mas eu não me importo. ---- e vocês vão bani-lo do único lugar seguro para ele. ---Disse minha mãe irritada.

–---Desculpe, regras são regras, minha senhora. ---disse tântalo com falso pesar.

–---Eu discordo disto. ----disse meu pai.

–---Com certeza. ---disse minha avó.

–---Eu proponho uma votação. ---sugeriu Beckendorf.

–---Claro, perfeito, assim decidimos se ele deve ou não ser punido. ----Disse Hefesto.

–--Mas as regras são claras.... ---começou Dionísio.

–--O acampamento precisa deles. ----disse Luana. ---A força do Tyson o Poder e a força do Percy, além do mais Festus o dragão dele e muito útil na defesa do acampamento. ----a Discussão foi seguindo por vários minutos, apenas Dionísio e Tântalo contra todo o resto, todo mesmo, todos os chalés apoiavam que eu fica-se.

–---CHEGA. ---Gritei, silenciando todas as conversas. ---- eles têm razão, ---disse, Dionísio fez uma cara de espanto e Tântalo sorriu confuso. --- a punição já foi decretada, por causa da minha desobediência as regras enterramos um amigo hoje e se eu ficar aqui vou enterrar muito mais inocentes, quando precisarem de mim, sempre estarei aqui para ajudar e Festus ficara para defender as fronteiras. Eu aceito minha sentença, parto imediatamente, Tyson, você vem comigo. ---disse me levantando e saindo porta a fora, ignorando os que me chamavam, Tyson me seguiu minha mãe correu até mim e me segurou pelo braço.

–---Percy, se você quer mesmo sair do acampamento, você vai comigo, para casa. ---disse ela firmemente. ----Tyson será bem vindo. ---Disse ela sorrindo para ele, ela gostava do Tyson, minha avó nem tanto.

–---Obrigado dona Hera. ----disse Tyson, apesar da sua inocência eu o ensinei algumas boas maneiras.

–---Não mãe, vou ficar no mundo mortal. ---disse eu, mas e claro que ela não iria concordar.

–---Perseus Heitor Jackson, você vai pro Olimpo, por bem ou mal. ---disse ela apertando o meu braço.

–---Sinto muito, mas vou ter que desobedecer a senhora mãe. ----disse eu, me desvencilhei do seu aperto para seguir meu caminho para buscar minhas coisas.

–---PERCY, VOLTE AQUI, AGORA MESMO. ---Gritou ela. ----Você tem que me obedecer, sou sua mãe.

–---Sim, você e minha mãe, não minha dona. ---disse continuando andando.

–---Poseidon, de um jeito nesse moleque ou eu vou acabar matando ele. ---disse minha mãe nervosa, saindo de perto de mim, ela estava vermelha de raiva, meu pai assentiu e pegou-me pelo braço me afastando dos outros, Roda e minha avó, nós seguiu.

–---Filho, sua mãe esta preocupada, esta muito preocupada, você tem que ficar com ela no Olimpo ou ela vai mesmo te acorrentar e te aprisionar no seu quarto/jaula ----Se eu não tivesse tão nervoso, eu teria rido, só eu conseguiria escapar dela, eu que projetei e eu sei o ponto de saída.

–---Pai ela não conseguiria me manter contra minha vontade, e eu não vou ficar, sinto muito, eu preciso de um tempo, um tempo para refletir.

–--Percy, você não precisa passar por isso sozinho. ---disse minha avó.

–---Claro meu irmão, estamos aqui para te ajudar. ----disse Roda.

–---Eu não quero. ---disse calmamente.

–---Você tem que nós obedecer. ---disse minha mãe surgindo do nada.

–---Não, não tenho, já fiz demais por vocês, me sacrifiquei demais, perdi demais, me transformei nisto. ---disse nervoso. ----um monstro, uma aberração.

–---Mas filho.... ----começou minha mãe.

–---Não mãe, e verdade, o que eu fiz hoje....

–---Você estava dominado pelo ódio... ---começou minha avó. ---E normal para os semideuses poderosos, fazer coisas no automático.

–--Não, não foi, eu quis fazer aquilo, queria ter feito coisas muito piores com aqueles dois malditos. ----disse entre os dentes olhando para o outro lado, pude ouvir os suspiros chocados das Deusas. ----Não foi um acidente, ela mandou, ela mandou aqueles monstros para matarem a minha mãe.

–---O Percy eu sinto muito, eu não sabia. ----disse minha mãe com a voz chorosa vindo me abraçar, ela me abraçou mais eu não correspondi. ----Isso não te faz um monstro.

–---Faz, faz sim. ----disse afastando minha mãe, que me olhou chocada. ----Sabe por que eu não quero me tornar um Deus? Não aceitei, lembram-se daquele pedido que fiz para Hades naquela missão do Kraken, foi para que quando eu morre-se eu não fosse nem pro céu o inferno, apenas o esquecimento...

–---O Percy, por que? ----perguntou Héstia assustada.

–---Por que, por causa de todos os pesadelos, dos fantasmas, das coisas ruins que eu fiz, as coisas ruins que eu sou, no que me tornei. ----disse sumindo em chamas.

–---------------------------------- Quebra de Tempo. ---------------------------------------------------------------------------------------

Conseguir me esconder de todos os deuses e ficar sozinho, por enquanto, peguei uma carona com Festus até minha casa, no praia, Festus voltou logo em seguida para cuidar do Acampamento, minhas ordens, ele ficou sendo comandado por Beckendorf, ele era o mais recomendado e de confiança pra mim. Na hora do banho dei atenção especial a minha perna, ela estava melhor.

–---Boa noite Tyson. ----disse da minha cama, apesar da reforma, a casa tinha apenas 1 quarto, mas construímos rapidamente uma cama pra o Tyson.

–---Boa noite Percy. –respondeu ele, disse ele, como era doce a inocência. Como fazia mais de 40 horas que eu não dormia, dormi de imediato, e tive um péssimo pesadelo, e era uma caverna diferente dos meus pesadelos, No meu sonho, Grover estava usando um vestido de noiva. Não lhe caía muito bem. O vestido era comprido demais e a barra estava incrustada de lama seca. O decote ficava escorregando dos ombros. Um véu esfarrapado cobria seu rosto. Ele estava em uma caverna úmida, iluminada somente por tochas. Havia um catre num canto e um tear antiquado em outro, com um pedaço de pano branco tecido na armação. E Grover olhava diretamente para mim, como se eu fosse um programa de tevê que ele aguardava.

–--- Graças aos deuses! --- gemeu ele. --- Você pode me ouvir? ----Meu eu do sonho demorou a responder. Ainda estava olhando em volta, tentando entender o teto de estalactites, o mau cheiro de carneiros e bodes, os sons de rosnados, resmungos e balidos que pareciam vir de trás de uma rocha do tamanho de um carro, que bloqueava a única saída do recinto como se houvesse uma caverna muito maior atrás dela. ---Percy? ---- disse Grover eufórico. --- Por favor, não tenho forças para me projetar melhor. Você precisa me ouvir!

–-- Estou ouvindo --- falei. ---- Grover, o que está acontecendo? ----De trás da rocha, uma voz monstruosa gritou:

–---Docinho! Você já está pronta? ----Grover se encolheu. Ele gritou em falsete:

–--- Ainda não, meu amor! Mais alguns dias!

–-- Ah! Já não se passaram duas semanas?

–--- N-não, meu amor. Só dois dias. Ainda faltam mais doze. ----O monstro ficou em silêncio, talvez tentando fazer a conta. Ele devia ser pior do que qualquer um em matemática, porque disse:

–---Está bem, mas ande logo! Eu quero VEEEEER embaixo desse véu. ----disse ele dando uma risada no fim, Grover virou-se novamente para mim.

–--- Você precisa me ajudar! Não há mais tempo! Estou preso nesta caverna. Em uma ilha, no mar.

–---Onde? Eas meninas? Estão bem?

–-- Não sei exatamente! Eu fui sequestrado por alguns semideuses parceiro do Luke, eles me trouxeram pra cá, e bem, eles viraram comida de ciclope cego. Enquanto a elas pelo que sei estão bem.

–---O quê? Como você foi sequestrado...

–--- Era uma armadilha! ---- disse Grover. ---- Por isso nenhum sátiro jamais retornou de sua missão. Ele é um pastor, Percy! E ele está com aquilo. Sua natureza mágica é tão poderosa que cheira exatamente como o grande deus Pã! Os sátiros vêm aqui pensando que encontraram Pã e são apanhados e comidos por Polifeno!

–--Poli-quem?

–-- O ciclope! ---- disse Grover, exasperado. ---- ele matou os outros, mas eu achei esse vestido, e ele caiu, mas ele logo vai descobrir. Nós estamos em uma conexão empática, então. Olhe, este vestido de noiva é a única coisa que me mantém vivo. Ele gostou do meu cheiro, mas disse que era apenas um perfume com aroma de bode. Por sorte ele não enxerga muito bem. O olho ainda está meio cego, da última vez que alguém o golpeou. Mas logo vai perceber quem eu sou. Está só me dando duas semanas para terminar a cauda do vestido, e está ficando impaciente!

–---Espere um minuto. O ciclope pensa que você é... ----Perguntei segurando o riso.

–--- Sim! --- resmungou Grover. ----Ele pensa que sou uma dama ciclope, e quer se casar comigo! ----Em circunstâncias diferentes, eu teria explodido numa gargalhada, mas a voz de Grover era muito séria. Ele estava tremendo de medo.

–--- Eu vou salvá-lo ---- prometi. ---- Onde você está?

–---No Mar de Monstros, é claro!

–---è claro, já não basta ter tido que enfrentar a Píton.

–--Píton? ----perguntou ele confuso.

–---Longa história. ----disse tristemente.

–---Tudo bem, não temos muito tempo, E, olhe Percy... Ahn, eu sinto muito por isso, mas essa conexão empática... Bem, eu não tive escolha. Nossas emoções estão ligadas agora. Se eu morrer...

–--- Nem me diga. Eu morro também. ---já tinha ouvido falar neste tipo de magia sátira.

–---Ah, bem, talvez não! Você pode viver por anos em estado vegetativo, ou apenas alguns dias em coma, já que você e forte na cabeça e tudo mais. Mas, ahn, seria muito melhor se você me tirasse daqui.

–--- Docinho! ---- berrou o monstro. ---- É hora do jantar! Ai, que delícia, carne de carneiro! ----Grover choramingou.

–--- Preciso ir. Venha depressa!

–--- Espere! Você disse que "aquilo" estava aí. Aquilo o quê? ----Mas a voz de Grover já ficava mais fraca.

–---- Bons sonhos. Não me deixe morrer! ----Apesar dele ter se despedido o sonho continuo. O quarto-prisão de Grover no covil do ciclope. Grover estava sentado junto ao tear usando seu vestido de noiva encardido, desfazendo em desespero os fios da cauda inacabada do vestido.

–---Docinho! ---- gritou o monstro de trás da rocha. Grover ganiu e começou a tecer os fios de volta. O quarto estremeceu quando a rocha foi empurrada para o lado. Assomando à porta estava um ciclope tão enorme que fazia Tyson parecer verticalmente desafiado, devia ter 6 metros, era o maior que eu já vira. Tinha dentes amarelos e tortos e mãos ásperas quase do tamanho de uma bola de praia das grandes. Usava uma camiseta desbotada que dizia EXPO MUNDIAL DE CARNEIROS 2001. porém o mais assustador era seu enorme olho leitoso, marcado e recoberto por uma teia de catarata não era completamente cego, estava muito perto disso.

–--- O que está fazendo? ---- perguntou o monstro.

–-- Nada! --- disse Grover em sua voz de falsete feminina. ----Só tecendo a cauda do meu vestido de noiva, como pode ver. ----O ciclope estendeu uma das mãos para dentro do quarto e tateou até encontrar o tear. Apalpou o tecido.

–--- Não ficou nem um pouco maior!

–--- Ah! ahn, sim, ficou, querido. Está vendo? Acrescentei pelo menos três centímetros.

–--- Está demorando demais! ---- urrou o monstro nervoso. Então ele farejou o ar. ----– Você tem um cheiro bom! Como os bodes!

–-- Ah! --- Grover forçou uma fraca risadinha. ---- Você gosta? É Eau de Chévre. Eu uso só para você.

–--- Mmrnm! --- O ciclope mostrou os dentes pontudos. ---- Bom de comer!

–--- Ah, você é tão galanteador!

–--- Chega de atrasos!

–--Mas, querido, eu não estou pronta!

–--- Amanhã!

–---Não, não. Mais dez dias.

–--- Cinco!

–--- Ah! bem, então sete. Se você insiste.

–--- Sete! Isso é menos que cinco, certo?

–-- Certamente.

–--Ah, sim! ---O monstro resmungou, não muito satisfeito com sua negociação, mas deixou Grover continuar tecendo e rolou a rocha de volta a seu lugar. Grover fechou os olhos e respirou fundo, trêmulo, tentando acalmar os nervos.

–--- Depressa, Percy ---- murmurou ele. ----Por favor, por favor, por favor! ----A cena mudou, eu estava em uma caverna escura, mas ao fundo havia uma luz fraca, caminhei para luz, tinha um corpo caído, ele era pequeno e branco, tinha longo cabelos ruivos, uma mulher, com roupas maltrapilhas, corre até ela, eu com certeza sabia quem era, quando eu toquei no seu ombro a menina se sentou, assustado, era Yeasmin com toda a certeza.

–---Não, não ----disse ela apavorada.

–---Calma, Yeasmin, sou eu, não tenha medo.

–---Não, tudo que você ama morre, todos ----Sua garganta começou a sangrar, e ela engasgar com o sangue, eu tentei chegar mais perto. ----Você e amaldiçoado. ----A cena mudou de novo, Eu estava em uma caverna, à beira de um poço enorme. Não conhecia muito bem o lugar, mas eu temia que fosse a entrada para o Tártaro. Uma risada fria que ecoou da escuridão abaixo.

–---Ora, ora, o jovem herói. ----A voz era como a lâmina de uma faca raspando pedra. ----A caminho de outra grande vitória. ---- Quis sacar Contracorrente e derrubá-lo com um golpe. Mas não conseguia me mover. ---- Não permita que eu o detenha, ---- disse aquele ser. --- Talvez dessa vez, quando fracassar, e ver mais de seus pobres amigos morrerem, vá perguntar a si mesmo se vale a pena ser escravo dos deuses. ---- Sua gargalhada encheu a caverna. ----A era dourada vai retornar, pode ter certeza. ----Acordei assustado, respirando ofegante e suado, Tyson dormia tranquilamente, roncando alto, ainda bem que tenho sono pesado quando quero.

–---odeio os meus pesadelos! ---disse nervoso. Agora eu tinha algumas certezas, primeiro, Grover precisava de mim, urgentemente, e a missão deles, estava com problemas e eu espero estar errado, que aquela voz não seja quem eu penso que seja.