Percy Jackson o Guerreiro Sem limites
193 Capítulo 193
Notas iniciais
POV: Perseus Heitor Jackson.
Depois de ter ouvido as palavras de Annabeth e ter em minhas mãos o diário da minha falecida mãe, minha cabeça literalmente parou de pensar, em mais nada além de abrir aquele diário e lê-lo o mais rápido possível. Durante toda a reunião sobre os novos projetos dos filhos da minha avó, eu não dei a menor atenção, embora estivesse ali, minha mente não saia do diário, eu tinha que terminar aquela reunião o mais breve possível e sair dali. Além disso, eu sabia que com Annabeth no comando, tudo sairia perfeito, provavelmente melhor do que eu poderia fazer sozinho, até porque arquitetura nunca foi o meu forte, nunca tive muito interesse nessa área.
Assim que a reunião terminou, confesso que comigo tentando termina-la o mais breve possível, eu fui o primeiro a sair dali, quase que correndo, direto para o meu quarto na casa grande. Estava tão ansioso em ler o conteúdo daquele diário, que mal lembrei que Emuna estava comigo, na verdade, eu quase a tranquei para fora do quarto.
—--Calma, Percy, o diário está em suas mãos, ele não vai fugir. ---Riu Emuna, vendo minha grande ansiedade em começar a ler.
—--Eu sei, só estou querendo ler mais. ---Disse sentando na minha cama. Encarei o diário em minhas mãos. ---Você não faz ideia do quanto tive vontade de entender e conhecer melhor minha mãe, ouvir seus pensamentos, saber como ela era, sempre ouvi de minha avó que Sally foi a sua mais incrível e poderosa filha, uma lendária semideusa, inteligente além da conta, mesmo para uma semideusa de Atena.
—--Eu não conheci sua mãe pessoalmente, mas já ouvi sobre suas histórias. ---Disse Emuna sorrindo. Minha doce mãe, Sally Jackson, filha de Atena, com um mortal Victor Jackson, meu avô era um Cientista, um Químico famoso, em especial na área de produção de remédios, narcóticos e drogas medicinais, eu não gosto muito de lembrar dele, devido a turbulenta reação que ele teve ao saber que minha mãe havia falecido, faz mais de dez anos que não o vejo, desde meus cinco anos de idade. Mas nesse momento ele continua sendo irrelevante pra mim, minha mãe, em sua juventude, saiu de perto de seu pai e veio para o Acampamento, ela tinha cerca de sete para oito anos de idade, apesar de ser filha de Atena, minha mãe sempre teve grande habilidade com invenções, tanto que ela era um dos poucos filhos de Atena do qual tinha interesse na arte das forjas, tanto que ela sempre estava na forja do acampamento, melhorando suas habilidades.
—--Aos treze anos, minha mãe conheceu as caçadoras de Ártemis, logo, Ártemis se viu fascinada com ela, com suas habilidades e inteligência, Ártemis me disse que ela nunca ofereceu duas vezes para uma garota a possibilidade de juntar-se as caçadoras, ou elas entravam ou se negassem a generosa oferta, elas jamais poderiam entrar, mesmo implorando a deusa, mas para a minha mãe, lhe foi oferecido a possibilidade duas vezes, aos treze anos e aos dezessete.
—--Realmente é inegável que sua mãe era incrível. ---Disse Emuna sorrindo.
—--Ao final dos seus doze anos, Sally ficou responsável pela proteção e organização da defesa do Acampamento, afinal de contas ainda não havia se criado a proteção do Pinheiro de Thalia, durante seus quatro anos como líder da defesa, nenhuma única baixa foi ocorrida do lado dos semideuses, não entre aqueles que eram destinados a proteção das fronteiras do Acampamento. ---Disse sorrindo, lembrando as histórias que minha avó contou para mim, sobre as missões de minha mãe no comando da defesa do Acampamento. Antes de minha outra mãe, Hera, criar a barreira, constantemente o acampamento era atacado, monstros e mais monstros tentavam conseguir um belo jantar. ---No final do último ano da minha mãe no Acampamento, houve um ataque de um terrível e monstruoso Drakon, minha avó me disse que ele tinha mais de uma centena de metros, negro como a noite, tão forte que passava por cima das árvores as destruindo como se não fosse nada, as caçadoras de Ártemis estavam no encalço da besta, naquela noite em especial, minha mãe estava cumprindo sua função como vigia, junto de Quíron naquela noite, eles foram surpreendidos com a besta colossal, que apareceu e atacou ambos sem deixar muita escolha, senão defender-se, durante o combate, em algum momento, Quíron ficou encurralado pelo monstro, prestes a ser devorado, entretanto, minha mãe atacou com essa lança. ---Disse olhando para meu braço, para a joia em meu punho, uma pulseira de ouro no braço direito, com um pingente em forma de coruja, onde a mesma lança que destruiu aquela besta, hoje era minha arma. ---Usando da sua habilidade especial única, chamada por ela de Núcleo Mortal. ---Era uma habilidade única que somente minha mãe tinha, aparentemente ninguém pode também explicar a origem dessa habilidade, semelhante à minha habilidade de super força ou a mutação e imortalidade de Gustavo Matsumoto. Mas no caso, a habilidade da minha mãe poderia ser ainda mais perigosa que a minha, ou a do filho de Hades, momentaneamente, quando ativada, minha mãe ficava indestrutível, mais do que isso, os ataques sofridos por ela, tantos mágicos, poderes ou mesmo impactos, eram armazenados em forma de energia, da qual depois de um certo momento, ela poderia devolver um ataque com ainda mais potência, um ataque digno de furar uma couraça praticamente invulnerável, mesmo os ataques divinos como o de Ártemis, não furaram a armadura do Drakon. ---Minha mãe canalizou uma energia surreal no ataque da lança, da qual atravessou a escama quase impenetrável da fera, bem no meio da cabeça, mandando-a de volta para o Tártaro, assim salvando o acampamento e a Quíron da morte certa.
—--Eu já havia ouvido sobre essa história antes. ---Disse Emuna sorrindo. ---Creio que foi nesse momento que Ártemis tentou novamente, tornar sua mãe uma caçadora.
—--Sim, foi.
—--Felizmente isso não ocorreu. ---Disse Emuna sorrindo. ---Se sua mãe entrasse para caçada e continuasse virgem para sempre, você jamais teria nascido.
—--É verdade. ---Disse seriamente, mas esse pensamento me deixou um pouco triste. Talvez se minha mãe tivesse aceitado a oferta de Ártemis, tornando-se uma caçadora, ela jamais teria tido o relacionamento com meu pai, eu não teria nascido, mas ela provavelmente ainda estaria viva hoje em dia, na verdade ela seria uma imortal, viveria para sempre, um destino bem melhor do que a minha existência acarretou para ela. Por minha fraqueza, ela se distraiu me vendo ferido e perdeu o controle da sua habilidade única, ficando vulnerável, sendo empalada pelo Minotauro. Senti uma mão no meu rosto, acariciando-o docemente.
—--Não pense dessa forma, meu amor, Sally ficaria decepcionada contigo pensando dessa forma. ---Disse Emuna docemente, enquanto continuava fazendo carinho em meu rosto. Sorri para ela, afastando aqueles pensamentos tristes que invadiam minha mente. ---Conte-me mais da sua mãe, quero conhecer melhor a incrível heroína que ela foi. ---Disse Emuna sorrindo. Sorri para ela, realmente Emuna sabe como me animar.
—--Infelizmente, até mesmo uma grande heroína como minha mãe comete erros. Logo depois dessa batalha, minha mãe saiu do acampamento, deixando seu posto de conselheira do chalé e foi para o mundo, em busca de mais conhecimento, ela acabou se envolvendo com o governo do USA, ao qual, para eles, ela desenvolveu o Lockheed SR-71 BlackBird, o avião tripulado mais veloz do mundo, apesar de sua invenção ser revolucionaria, ela não suportou saber que seu invento estava sendo usado como uma arma de guerra, ao qual ela não tinha a menor intenção quando desenvolveu o projeto, apesar de ser filha da deusa da guerra, minha mãe, assim como minha avó, não tem muita paixão pelo derramamento de sangue, isso é mais coisa para meu irmão Ares, para minha mãe, aquilo foi um golpe muito grande, apesar de ser muito inteligente, ela ainda era ingênua, afinal ainda tinha por volta dos seus dezoito anos, mas ela tentou acabar com o projeto, contudo não conseguiu, perdendo sua patente para outro, ao qual continuou com os serviços, mas não conseguiram melhorar a ideia da minha mãe, que havia conseguido seu avião chegar a três vezes e meia a velocidade do som, isso que ela usou somente obra prima dos mortais para o desenvolvimento, nada do mundo dos Imortais.
—--Realmente meros mortais não a superariam. ---Concordou Emuna.
—--Segundo minha avó, minha mãe ficou extremamente triste, tanto que Atena teve que ir falar com ela pessoalmente, para que ela pudesse se recompor e continuar. Todo o dinheiro que ela ganhou no protótipo e nos meses ao qual trabalhou para o Governo, minha mãe Sally doou para instituições de caridade, na esperança de ajudar o mundo, ao qual seu invento piorou um pouco, não satisfeita com o rumo que sua vida havia tomado. Ela voltou seus esforços na procura de tentar ajudar o seu pai, que buscava um avanço na Medicina Mortal, algo para melhorar a vida das pessoas, ao qual minha mãe ansiava buscar, depois de algumas pesquisas, ela achou o elemento do qual ela podia buscar para melhorar os efeitos de uma nova droga. ---Foi nesse momento que minha mãe deixou de novo o mundo mortal, e retornou para o nosso mundo. ---Então, Sally partiu a procura de meu pai, Poseidon, mas especificamente a procura da água divina, ao qual ela leu em suas pesquisas que é extremamente eficaz na recuperação, mesmo dos mortais.
—--Foi nesse momento, que eles se conheceram então. ---Observou Emuna.
—--Meu pai havia acabado de separar-se de Anfitrite, estava muito recente, ele ainda recebia forte pressão de Tritão, Zeus, Rodes e até mesmo dos outros Olimpianos, para que eles reatassem, mas assim que ele conheceu minha mãe, todos os esforços dos meus irmãos e dos outros para salvar o casamento arruinado do casal soberano do mar foi por água baixo.
—--Realmente sua mãe era uma mulher extremamente linda e forte, digna de ser chamada de irresistível.
—--Sim, minha mãe era incrível. ---Concordei sorrindo, lembrando da beleza estonteante da minha mãe e da sua enorme força. ---Após conseguir uma generosa quantidade de água imbuída de magia de cura do meu pai. ---Que já estava totalmente caidinho por ela e meio que usou dos seus poderes para se aproximar dela. ---Ela começa o estudo para ajudar seu pai e se redimir dos erros com o avião de guerra. Pouco tempo depois, o remédio, é produzido com a água divina, ao qual Sally desenvolve um remédio ao qual multiplica em três vezes o tempo de recuperação de qualquer ferimento, comparados aos remédios criados pelos mortais. Obvio que se minha mãe colocasse mais da concentração dá água divina, isso poderia matar os mortais, já que basicamente estamos falando de energia divina de meu pai, isso também pode ser fatal, mesmo que precipuamente tenha sido feito para curar.
—--Mesmo assim foi um avanço muito significativo na medicina mortal. ---Disse Emuna fascinada.
—--Pois é. ---Disse sorrindo orgulhoso dos feitos da minha mãe. ---Pouco tempo depois, eles começaram seu relacionamento e eu nasci, minha mãe tinha seus 19 anos de idade, e o restante da história, todos já conhecem.
—--Mas agora podemos ter um pouco mais de conhecimento sobre a história antes disso, dos anos que sua mãe passou no acampamento. ---Lembrou-me Emuna, apontando para o bilhete. ---Está na hora de ler.
—--Sim, vamos começar. ---Disse animado, bem, eu realmente tinha que admitir que eu estava um pouco mais do que apenas animado para ler esse diário. Peguei o bilhete primeiro, escrito em inglês mesmo, a letra da minha mãe era muito bonita, bem redonda e alinhada, bem diferente da minha, confesso que não tinha uma letra bonita. Então eu li o conteúdo do bilhete em voz alta. ---“Caro irmão ou irmã, vejo que encontrou meu diário de anotações sobre minhas pesquisas, espero que o conteúdo nele possa vir a ser útil para você, faça o que bem entender com as informações aqui contidas. De uma antiga conselheira do chalé de Atena, eu agora me despeço.” ---Um pouco abaixo. Haviam mais duas linhas escritas no curto bilhete, uma era um pois escrito, com a combinação do cadeado, que eram números, sua data de nascimento, embora não fosse exatamente um nascimento comum, mesmo para semideuses, mas foi nessa data 28/07/1977 que Zéfiro, o Imortal vento oeste, levou minha mãe para seu pai, em um berço de ouro puro, tradição dos filhos de Atena. Um pouco abaixo sua assinatura. ---"Assinado Sally Jackson.”
—--Ela deu permissão, então, vamos ler, porque estou bastante curiosa também. ---Disse Emuna animada, eu assenti sorrindo, guardando o bilhete com carinho no bolso da minha jaqueta. Sem hesitar mais, eu coloquei os números no cadeado e ele abriu. Estava ansioso e muito animado para ler sobre o conteúdo, mas eu realmente acho que não vou encontrar muitas coisas sobre os sentimentos, anseios, prazeres da vida da minha mãe, acho que seria mais algo do tipo como um manuscrito de pesquisa, sobre suas invenções, obviamente sendo quem sou, estava ansioso em conhecer os projetos da minha mãe, lendo esse manuscrito, quem sabe o que mais ela tinha para me ensinar.
Comecei a ler o conteúdo do manuscrito, conforme eu havia imaginado, não era um diário comum, mas sim um diário sobre as ideias de uma semideusa, inventora, cientista e alquimista. Apesar de haver contas e procedimentos extremamente complexos, não haviam muitas páginas escritas, rapidamente eu acabei de ler o conteúdo, que continha vários projetos da minha mãe, esquemas de protótipos, algo sobre armaduras corporais avançadas, algo sobre Núcleos Mágicos para armazenar energia, projetos arquitetônicos, até tinha alguns rascunhos do Blackbird aqui também, tudo aquilo era extremamente útil, minha mãe era realmente genial, uma semideusa além de seu tempo.
Mas o que realmente chamou minha atenção, foi um lugar que ela recebeu de Hefesto, em algum tipo de transação que ela fez com meu irmão, o que exatamente eles trocaram eu não sei, não especifica, mas minha mãe ganhou esse lugar, do qual pertenceu aos filhos de Hefesto durante a Guerra Civil, que teve seu início em 1.981 e se encerrou em 1.865, também conhecida como Guerra de Secessão, essa foi mais uma batalha entre os mortais, da qual os semideuses da época ficaram divididos entre os Confederados e a União, mas essa é uma longa e muito triste história, da qual não gosto muito de lembrar sobre seus acontecimentos. Um lugar chamado de Bunker 9, aparentemente um lugar onde os filhos de meu irmão fizeram para poder trabalhar mais durante o conflito.
—--Vamos lá, agora. ---Disse me levantando. Em todo caso, esse Bunker 9 estava aqui dentro do Acampamento, segundo minha mãe haviam tantas coisas interessantes para serem exploradas lá, que estava muito ansioso em ir dar uma conferida.
—--Mas Percy, seria bom você ter uma refeição, já são quase nove horas da noite. ---Disse Emuna preocupada.
—--Eu tenho que ir, não estou mesmo com fome, vamos lá. ---Disse já me encaminhando para a porta.
—--Você anda muito mimado ultimamente, preciso cortar um pouco suas asinhas. ---Riu Emuna, mas eu podia sentir que ela também estava muito curiosa para ver o que tinha lá dentro. ---Tudo bem, você me venceu, estou mesmo curiosa.
—--------------------------------------- Quebra de Tempo. -------------------------------------------------------------------------------------------------
Estava ansioso demais, tanto que partimos rapidamente para a floresta, tão profundamente quanto eu jamais havia ido, andamos tanto que estávamos nos limites da barreira de proteção, as árvores aqui eram do tamanho de arranha-céus, tão grossas que meia dúzia de pessoas não poderiam abraça-las e a cobertura das folhas no topo tampavam completamente minha visão para as estrelas, deixando esse lugar completamente no escuro. Finalmente nós cruzamos um córrego e fomos para um beco sem saída, uma falésia de calcário de trinta metros de altura, uma massa lisa e sólida, com um buraco do tamanho de uma bola de basquete mais o menos no meio, o lugar onde ficava a “fechadura” da passagem.
—--Com certeza é aqui. ---Disse para Emuna. Aqui era o exato lugar que a minha mãe descreveu em seu manuscrito, sem a menor dúvida.
—--Ainda acho incrível sua mãe ter conseguido entrar nesse lugar, sem ter nenhuma habilidade com fogo. ---Disse Emuna seriamente. Ela tinha razão, esse lugar e essa porta mágica foram feitos para os descendentes do deus do fogo, não para outros campistas, a forma que minha mãe produziu um substituto de um filho de Hefesto baseando-se em alquimia, era incrível, ela criou uma espécie de esfera de Ouro solar (Que era o metal divino que mais suportava calor) que armazenava diferentes tipos de elementos Químicos, baseados em especial em propano e hidrogênio concentrado, que concentrava uma espécie de ataque de fogo concentrado, que imitaria uma lufada de fogo muito poderosa e concentrada. Felizmente eu tenho habilidades de fogo, então não precisaria inventar algo como minha mãe para conseguir entrar pela porta do Bunker 9.
—--Vamos entrar, quero ver como está lá dentro.
—--Deve estar uma sujeira só, já fazem quase vinte anos que não entra ninguém aqui. ---Disse Emuna seriamente. Emuna não era nada fã de sujeira, ela era um pouco obcecada por limpeza, na verdade. ---Mas estou ansiosa com o que vamos encontrar lá dentro. ---Eu nem precisava dizer que também estava. Então sem perder tempo, lancei uma lufada de chamas para dentro do buraco, instantaneamente, linhas vermelhas como magma, linhas de fogo propagaram-se da ponta deles como pólvora inflamada, chiando pelo calcário, as linhas ardentes correram pela superfície da falésia até contornarem uma porta vermelha brilhante cinco vezes mais alta que eu, conforme ia aumentando a intensidade e força do ataque de chamas, a linha de fogo ia completando o desenho da porta. De repente a porta se abriu e virou, perturbadoramente silenciosa por tal placa de rocha.
—--Realmente foi um trabalho muito bem feito. ---Depois de quase vinte anos que minha mãe saiu do acampamento, a porta continua funcionando perfeitamente bem. ---Vamos entrando.
Comecei a entrar para dentro, Emuna seguiu meus passos, quando finalmente entramos, as portas atrás de nós começaram a se fechar, mas então luzes cintilaram, uma combinação de fluorescentes elétricas e tochas montadas nas paredes. O que estava diante meus olhos era até um pouco surreal demais para colocar em palavras, aquela enorme Caverna era do tamanho de um hangar de um avião, com mesas trabalho sem fim e cofres de armazenamento, fileiras de portas do tamanho de garagens ao longo de cada parede e escadarias que levavam para uma rede de passarelas altas acima.
Equipamentos estavam em todo o lugar, elevadores hidráulicos, tochas de soldagem, trajes de risco, empilhadeiras, e mais algo que parecia suspeitamente uma câmara de reação nuclear. Quadros de aviso estavam cobertos com diagramas esfarrapados e desbotados. E armas, escudos, suprimentos de guerra em todos os lugares, vários projetos e invenções só parcialmente terminados. Pendurada em correntes muito acima da plataforma havia um banner antigo e esfarrapado quase desbotado demais para ler. As letras eram em Grego, que dizia: “Carvoeira 9.” Mas também havia muita, mais muita sujeira mesmo, teias de aranha e poeira cobriam tudo.
—--Isso precisa de um jeito, urgentemente. ---Disse Emuna angustiada, eu podia sentir toda sua angustia com toda aquela sujeira. Emuna ativou seu disco de mana, uma energia verde escura, com escritos em Grego Olimpiano, eu conheci a magia, na verdade eu já esperava que ela usaria isso, era a magia de limpeza, assim que ela foi ativada, uma energia verde foi emitida do disco de mana dela, como uma espécie de barreira de energia, que ia aumentando exponencialmente de Emuna para os limites do Bunker, onde essa energia passava ela deixava para trás o lugar completamente limpo, toda poeira, sujeira e até mesmo as aranhas e suas teias iam desaparecendo em um piscar de olhos, diga-se de passagem, essa magia até poderia restaurar pequenas coisas danificadas, como roupas. ---Agora sim, isto é um lugar digno de pessoas estarem.
—--Eu adoro magia. ---Disse sorrindo. Então nesse instante eu vi algo muito interessante, era uma das armaduras que minha mãe relatou no seu manuscrito, uma de suas armaduras, a qual ela precipuamente criou para poder enfrentar deuses em sua forma divina, ela era majoritariamente feita de Oricalco, verde, com mais de seis metros de altura, grande e robusta, quase impetrável sua resistência aos impactos. Essa armadura deveria pesar uma tonelada, mas minha mãe diz em seu manuscrito que ela reduziu o peso com magia de ferreiro, chamada de Redução de Pesos, ela como o próprio nome sugere, reduz a quantidade de peso dos objetos, mas isso depende da quantidade de energia que o Ferreiro quer imbuir na runa, podendo por exemplo, essa armadura que pesaria uma tonelada, pesar apenas dez quilos, até menos, depende muito da habilidade do Ferreiro com magia.
—--E eu adoro tecnologia. ---Disse Emuna também olhando a armadura. ---Sua mãe realmente era surpreendente, digna de ter sido chamada de prodígio da sua época.
—--Olha aquela outra ali. ---Disse animado indo na direção da outra invenção da minha mãe, uma outra armadura, mas essa era menor e mais ágil, algo em torno de 2 metros de altura, também feita de Oricalco verde, está seria bem mais ágil em combate, ambas tinham a habilidade de voar, minha mãe utilizou o mesmo sistema de propulsão que ela inventou pro BlackBird, melhor dizendo, ela utilizou no BlackBird o sistema do qual tinha inventado para essas armaduras e como em suas armaduras eram feitas de materiais divinos, era muito melhor do que o do avião, afinal de contas os metais divinos são muito mais resistente aos elementos e com magia de Ferreiro era muito mais leves também.
—--Não acredito nisso. ---Escutei Emuna falar. Me virei para ela e a vi segurando uma pequena espécie de pedra em suas mãos, ela era do tamanho de uma bola de golfe, verde brilhante como uma Esmeralda, mas ela tinha um brilho diferenciado, um verde muito forte, vívido. ---Isso é o Núcleo que Hécate usa em seus autômatos e cajados mágicos, aquela safada filha da mãe. ---Riu Emuna.
—--O que foi? ---Perguntei seriamente, enquanto me aproximava e pegava um outro núcleo que estava em cima da mesa, bem ao lado das armaduras. Assim que toquei a Núcleo, senti uma enorme quantidade de energia naquela pequena pedra, era surpreendente a quantidade, era muitas vezes a quantidade de poder que um semideus comum teria, acho que beirava a quantidade de poder que eu tinha quando cheguei no mar, eu até podia sentir o núcleo pedindo para eu imbuir minha energia nele. ---Isso é muito poder.
—--Sim, exatamente. ---Disse Emuna rindo. ---Eu e Hécate estivemos durante um tempo disputando quem conseguiria produzir um núcleo de armazenamento mágico melhor, algumas décadas atrás, ele me apareceu com esse núcleo, dizendo que havia conseguido uma nova forma de refinar, muito mais potente, muito melhor do que eu podia produzir. ---Emuna riu mais um pouco. ---Aquela vagabunda, me deixou pensando que ela havia me vencido, mas na verdade ela comprou da sua mãe o processo de desenvolvimento do Núcleo.
—--Agora faz sentido porquê havia as magias de proteção de Hécate feitas na minha casa de Montauk. ---Disse concluído a barganha a qual minha mãe e Hécate se envolveram anos atrás. ---Esse núcleo pode também ter sido o objeto de barganha que minha mãe ofereceu a meu irmão para conseguir esse lugar.
—--Sim, com toda certeza Hefesto também teria interesse em conseguir esses poderosos núcleos.
—---------------------------------------- Quebra de Tempo. --------------------------------------------------------------------------------------------
Infelizmente já estava ficando muito tarde, não pude ficar mais tempo naquele bunker, vendo mais coisas, procurando mais coisas naquele incrível lugar. Eu tinha que retornar pra casa grande e dormir, para poder descansar minha mente para o grande combate de amanhã. Como já estava muito tarde, eu achei melhor ir direto para cama, lugar em que me encontrava nesse instante. Pois eu não estava com fome mesmo, desde que o Sigilo havia sido feito, não senti fome, um pouco de vontade de comer as vezes, mas ela ia diminuindo cada vez mais, acho que era minha ansiedade com o embate amanhã, agora com menos de um dia para a luta, o horário da luta se aproximava cada vez mais, eu sentia em meu peito a ansiedade e o nervosismo aumentando, nunca em minha vida eu havia planejado uma batalha, mesmo que em tese não seja uma batalha mortal, eu não tinha certeza que Héracles realmente cumpriria sua palavra, caso vence-se de poupar minha vida.
O fato é que todas as minhas batalhas até hoje não tinham sido planejadas, pelo menos não como essa foi, até mesmo com público, em minhas antigas batalhas, eu normalmente era pego de surpresa, o mais próximo que estive de planejar batalhas foi quando estive no mar sendo General, mas naquele caso eu não sabia exatamente quem enfrentaria, era mais tentar adivinhar quem seria o inimigo e se preparar, em todo caso, eu tinha muitas informações sobre meu inimigo, é verdade, embora fosse apenas informações desatualizadas.
—--Percy. ---Escutei uma voz tirando-me dos meus pensamentos. Quando tirei minha cabeça do travesseiro e voltei meus olhos para a porta, lá estava Emuna, mas ela não estava sozinha. ---Como pensei você não dormiu ainda. ---Emuna entrou porta a dentro e deixou Clarisse e Drew entrarem no quarto.
—--O que foi, aconteceu algo? ---Perguntei sentando em minha cama.
—--Não, está tudo bem. ---Tranquilizou-me Drew, se aproximando da cama, ela estava muito bonita, seus olhos negros eram puxados em um jeito oriental, que confesso era um pouco chamativo e bonito, seus cabelos negros e lisos, e seu corpo era muito belo, seios Médios e redondos, cintura fina, e grande coxas e bunda, eram enormes, ela estava vestindo roupas curtas e simples, poderia chamar aquilo de pijama. ---Só sentimos sua falta hoje à noite no jantar.
—--Quando descobrimos que havia retornado, pensamos que veríamos você, para podermos conversar um pouco mais. ----Disse Clarisse, ambas já haviam se aproximado da minha cama, Clarisse que estava mais próxima, já havia até subido para cima da cama. Clarisse também era muito bonita, seus cabelos negros e um pouco rebeldes, seus lindos olhos castanhos avermelhados, boa parte da sua macia pele branca estava a vista, em sua camiseta larga, que quando ela apoio suas mãos na cama para subir, deixou-me ver completamente os seus enormes seios, aqueles lindos bicos rosados que me deixavam louco. Drew me empurrou para trás, fazendo-me deitar na cama, subindo em meu colo. ---Quem sabe, fazer o nosso amado diretor relaxar um pouco antes do combate de amanhã.
—--É nossa obrigação como boas campistas. ---Concordou Drew sorrindo pervertida, nesse momento ela já havia passado para o outro lado, mas ainda havia deixado uma de suas pernas em cima de mim, enquanto com sua mão fazia pequenos círculos em meu peito. ---Nossa vice-diretora, nos convocou para tal função.
—--Mas pensei que tu querias deixar-me descansar. ---Disse sorrindo para Emuna, que também já havia subido na cama e estava aos meus pés, já tirando sua blusa. Nesse instante Clarisse começou a dar leves beijos em meu pescoço, deixando-me arrepiado.
—--Sua mente está muito agitada, um pouco de exercícios vai acalmar ela. ---Disse Emuna sorrindo pervertida. Ela já estava com seus lindos e maravilhosos seios à mostra. ---Vamos brincar um pouco.
Fale com o autor