Percy Jackson o Guerreiro Sem limites
162 Capítulo 162
Notas iniciais
POV: Perseus Heitor Jackson.
Depois da minha estranha revelação, ou melhor dizendo, depois da descoberta da minha nova habilidade, diferentemente de como eu costumava ficar ao conseguir uma nova habilidade, dessa vez eu não fiquei muito feliz, em ter despertado essa nova habilidade, mesmo que soubesse que ela poderia a ser útil um dia, porém, saber os motivos que fizeram esse poder florescer dentro de mim, Zeus é o motivo, o ódio que estou sentindo dele agora, não é normal pra mim, eu sentia como se ele tivesse feito algo muito errado com minha mãe, mesmo que ela não tenha me dito se ocorreu algo mais grave que apenas uma discussão, sendo dona Hera, nunca conseguiria tirar algo dela, e isso estava me deixando irado, louco de fúria.
Tentei não pensar muito naquilo, o dia estava agradável demais pra eu ficar me martirizando desta forma, então decidi não pensar nisso e continuar com minhas obrigações. Depois de me despedir de Quintus e da fofa Sra. O'leary, apesar de ser o maior cão infernal que vi na vida, extremamente poderosa e letal, ao mesmo tempo ela era fofa, amigável. Porém, Quintus era sombrio, podia descreve-lo desta forma, mas se Quíron confiou nele para estar no acampamento, eu também confio. Antes de poder ver os treinamentos, eu e o Tyson, fomos no riacho mais próximo, e lavei toda a baba de cão infernal do meu rosto e das minhas roupas, e ajudei o Tyson a fazer o mesmo, Tyson tinha algumas dificuldades de controlar seus poderes sobre a água, então tive que limpa-lo e seca-lo para irmos adiante. Já estava entardecendo quando passei pelos estábulos e segui adiante, não avistei meu velho amigo BlackJack, seria fácil distingui-lo dos outros Pégasos do acampamento, pois ele era enorme, além de ter uma pelagem totalmente negro, nem um outro Pégaso que eu vi até hoje, tinha a mesma cor, sei que ele não gosta muito de ficar nos estábulos, então provavelmente deve ter ido dar uma volta, mas havia vários outros Pégasos descansando no estabulo, haviam mais do que antigamente.
Achei estranho que não houvesse ninguém próximo da arena principal, treinando, o que era o normal, estava quase pensando que havia me atrasado demais com a Sra. O’Leary e com seu dono Quintus. Então eu vi algo que quase fez meu queixo cair, era um pouco complicado demais de descrever o que meus olhos estavam vendo, haviam dezenas, não, devia haver centenas de semideuses treinando perto da floresta, desde coisa simples como esgrima, treino com lanças, até coisa incríveis como ver descendentes de Deméter, meia dúzia deles controlando as árvores em uma escala surpreendente, não fazendo apenas flores florescerem e ficaram mais belas, mas sim habilidades de combate poderosas, como cipós e raízes se dobrando a vontade de suas mentes, era a famosa habilidade conhecida como dança dos chicotes, apesar do nome gentil e sugestivo, não era uma simples dança, os descendentes de Deméter podiam controlar raízes com suas mentes, raízes tão grossas quanto minha coxa, muito resistentes e incrivelmente poderosas, sendo capazes de matar seus oponentes, se fosse necessário.
—--Incrível, as raízes das árvores estão sendo controladas. ---Disse Tyson animado, me tirando do meu estado de choque momentâneo.
---Então finalmente os poderes dos semideuses estão sendo usados, essas habilidades magicas são incríveis, o treinamento delas realmente rendeu muitos frutos. ---Disse animado, observando atentamente, os campistas em suas atividades. De repente, notei um semideus um pouco diferente, com certeza era um filho de Deméter, sua aparência era comum aos filhos de minha tia, devia ter por volta dos 17 anos, ele era alto, 180cm, tinha um corpo relativamente grande e forte, pele bronzeada, cabelo curto acastanhado, ele era o único campista entre seus irmãos que não estava usando a habitual camisa laranja do acampamento meio-sangue. O garoto bateu o pé no chão, e a terra tremeu levemente sobre meus pés, então as raízes começaram a se juntar em um frenesi diferenciado do que os outros filhos de Deméter faziam, terra e raízes foram se juntando e ganhando tamanho, então diante dos meus olhos havia uma espécie de humanoide de uns 3 metros de altura, feito de barro e raízes, um Golem, ele parecia poderoso e muito resistente. O garoto parecia estar treinando os outros, dando dicas, a todo tempo ele falava com seus outros irmãos. Eu não sei muito bem, mas algo nele chamou minha atenção, ele tinha uma aura diferenciada dos seus irmãos, podia sentir que ele era poderoso, mesmo que eu não tivesse visto ele invocar um Golem, uma habilidade rara e difícil entre os filhos de Deméter, eu ainda poderia sentir que ele era poderoso, ele era um semideus diferenciado, ele tinha muito poder, com toda certeza, eu tinha que ficar de olhos bem abertos nele, quem sabe poderíamos desenvolver suas habilidades a um patamar que poderia se equivaler aos imortais.
—--Percy. ---Escutei uma voz chamar minha atenção, me virei e encarei um rosto que a muito tempo eu não via, aparentando seus 15 anos, 1,70cm, seu rosto era belo como sempre, seu cabelo loiro escuro e ondulado como uma cascata de ouro, que chegava um pouco acima do meio das costas, aquela mecha branca, que combinava com as minhas, seu corpo era bonito, ela estava vestindo uma calça jeans escura que realçava muito bem suas curvas, a camisa laranja do Acampamento e um tênis de corrida preto, ela vinha se aproximando rapidamente, me dando um lindo sorriso.
—--Annabeth. ---Disse contente, ela veio correndo e me deu um abraço apertado, com força, pude sentir seu corpo contra o meu, era uma sensação boa, um pouco excitante. Afastei aqueles pensamentos, era bom demais estar de volta e ver rostos queridos novamente, como o da Annie. Ela se separou do meu abraço, e sorriu corando um pouco, tirando a mecha branca da frente do seu rosto.
—--É muito bom ver você de novo, você parece estar tão...---Ele estava levemente corada e estava tendo dificuldades de encontrar as palavras que diria a seguir. ---Bem, sabe, sua aparência eu quero dizer, pra quem esteve em uma guerra tão longa... ---Disse Annabeth timidamente.
—--É muito bom estar de volta, você também está ainda mais linda do que antes. ---Disse sorrindo para ela, o que a fez corar ainda mais e ficar totalmente sem jeito.
—--Olá, Annabeth, você é muito bonita. ---Disse Tyson acenando para Annabeth, Tyson também estava corado, o que era normal. Annabeth pareceu ficar um pouco desconfortável na presença do Tyson, eu compreendia isso, quando eu encontrei Annabeth em São Francisco, eu a salvei de ser devorada por Ciclopes, creio que não seja um dos monstros favoritos dela e mesmo que Tyson não seja um monstro de verdade, com certeza é difícil ver um Ciclope tão de perto, tendo um trauma como o dela.
—--A olá, muito obrigado, Tyson. ---Disse ela gentilmente. Então ela virou sua atenção pra mim. ---Vem, deixe-me mostrar seu novo acampamento, senhor diretor. ---Disse ela sorrindo, o que me fez corar um pouco.
—--Para de bobagem, sou apenas o Percy, tecnicamente ainda nem assumi como novo diretor. ---Disse cochichando para ela. Comecei a caminhar junto dela, para mais dentro da floresta onde os campistas estavam treinando, havia tantos campistas, fazendo tantas coisas incríveis com habilidades divinas, que era difícil de descrever. De repente, uma rápida forma veio voando na nossa direção, asas douradas e grandes batendo, mais de uma na verdade, eles passaram sobre nós e continuaram voando rapidamente na direção do pinheiro, eu conhecia está habilidade, eram as asas douradas, uma habilidade de Iris e seus descendentes, sendo uma deusa alada e mensageira, seus filhos também herdaram essa incrível habilidade da mãe.
—--Olha, pessoas com asas douradas, legal. ---Disse Tyson admirado. Olhando as crianças voando rapidamente por nós, era realmente uma imagem majestosa.
—--São os filhos de Iris, eles são extremamente exibidos com essas asas, como se eles fossem os únicos que tivessem asas nesse acampamento, os filhos de Nêmesis também tem, e não fazem tanta pose quanto eles. ---Disse Annabeth desdenhosa.
—--Com certeza, sendo filhos de Nêmesis, se puxaram a mãe, eles não ligam para impressionar os outros. ---Conclui sorrindo para ela, lembrando vagamente da minha interação com aquela deusa. Continuamos a caminhar, Tyson avistou Beckendorf e me abandonou rapidamente, indo rever seu bom e velho amigo, eu quase fui junto, mas já estava com a Annabeth, mais tarde iria rever meu bom amigo ferreiro também. De repente, um barulho alto a nossa esquerda chamou minha atenção, três filhos de Deméter estavam enfrentando o Golem que o garoto havia invocado, eles estavam tendo dificuldades, pois mesmo quando cortavam o Golem, novas raízes cresciam e cobriam a “ferida”, além disso o Golem arremessava pedras nos campistas, tentando acerta-los, mas não queria feri-los de verdade. ---Ei Annabeth, quem é aquele filho de Deméter controlando o Golem? ---Perguntei mostrando o garoto, ela olhou e logo se apressou em dizer.
—--Aquele é o Caio Fiore, é o segundo em comando no chalé de Deméter, mas se falarmos em força de combate, é o mais poderoso filho de Deméter no acampamento, talvez um dos mais poderosos semideuses do Acampamento, mas ele não é muito sociável com outros campistas, exceto seus irmãos, e não liga muito pra poder, pelo que me parece, uma vez que não se esforçou para adquirir o comando total de seu chalé. ---Disse Annabeth seriamente.
—--Entendo. ---Disse seriamente, realmente teria que observar aquele semideus. Continuamos a caminhar mais pra dentro da floresta, entre os muitos semideuses treinando, de repente, um barulho chamou minha atenção entre as muitas coisas que estavam acontecendo, um grupo de uns 20 semideuses me chamou atenção, eles eram todos corpulentos, grandes e muito musculosos, eles estavam disputando entre eles, na pura e boa força bruta, trocando socos poderosos, que chegava a dar impactos no ar, eu poderia saber de quem estes semideuses eram descendentes, mesmo sem ver o que veria a seguir, eu já saberia de quem estes eram filhos, entretanto, um deles invocou um típico poder de seu pai, o famoso soco explosivo, está habilidade e basicamente que o descendente de Héracles, o golpear seu adversário, com as mãos, uma pequena carga de energia entrará em combustão e causará uma pequena explosão, jogando o adversário longe e causando bastante dano, é realmente um golpe bem pesado de se levar.
—--Filhos de Héracles, exibidos, grandes, resmungões e se acham o centro do universo, porém, são poderosos e estão em grande número no acampamento. ---Disse Annabeth desanimada, eu entendia isso, assim como Zeus, Héracles não era dos maridos mais fies, é o mesmo caso com minha irmã, Hebe, ele também não respeita sua esposa, tendo diversos casos com mortais e consequentemente muitos filhos semideuses. Hebe é um assunto delicado na minha família, ela e minha mãe tiveram uma briga muito feia, era fácil entender o porquê de minha mãe ter ficado tão irritada com o que Hebe fez, não há um filho de Zeus que minha mãe odiará mais que Héracles, em contrapartida, não há uma filha que minha mãe amasse mais que Hebe, a junção dos dois acabou com minha mãe, depois daquele fatídico dia, minha mãe cortou o contato com Hebe, expulsou ela do Olimpo e nunca abençoou o matrimonio de ambos, então tecnicamente, eles não estão casados.
—--Igual o papai deles. ---Disse entre os dentes. Balancei a cabeça afastando aqueles pensamentos, hoje eu estava me sentindo um pouco rancoroso demais, não ia deixar isto estragar meu bom dia, tinha que controlar melhor meu temperamento.
—--Percy, eu tive uma ideia extremamente legal. ---Disse Annabeth se virando e encarando-me seriamente, apesar de seus olhos cinzas tempestades estarem quase excitados e muito animados. ---Como não temos nenhuma caçadora filha de Atena, não temos um professor que conheça afundo as habilidades da nossa mãe, então eu pensei, que você estudando com ela, deva saber todas as habilidades especiais de Atena, não é mesmo? ---Perguntou ela esperançosa.
—--Bem, todas, todas, não, mas conheço algumas sim. ---Disse sorrindo sem graça. Annabeth sorriu ainda mais largamente, sem esperar por mais alguma palavra, ela agarrou meu braço e me arrastou rapidamente para mais fundo na floresta, indo diretamente para uma área um pouco mais afastada dos outros treinamentos, mais especificamente a um grupo de mesas e cadeiras um pouco mais afastadas dos treinamentos mais pesados, bem próximo ao mar, nesse lugar havia uns 15 campistas, todos descendentes de Atena, todos garotos esguios, com corpos atléticos e gênios, como minha avó, e um pouco como eu, tenho que admitir. Todos eles estavam bastante ocupados, havia uma mesa de estratégia, aquelas grandes, como uma espécie de mapa, onde eles estavam discutindo sobre estratégias de batalha, outros estavam lendo livros, alguns praticavam esgrima entre eles, mas nenhum deles estava treinando habilidades e poderes especiais.
—--Pessoal, olha quem eu trouxe para nos dar umas dicas? ---Anunciou Annabeth, chamando a atenção de todos, assim que eles me viram, seus olhos acinzentados se tornaram mais escuros, exatamente iguais aos da minha avó quando estava animada, aquilo fez um frio percorrer a minha espinha, e eu notei ali mesmo, que tinha arrumado pra minha cabeça, agora eles não me deixariam ir tão facilmente, sendo descendentes de Atena como eu, não desanimamos facilmente e não desistimos antes de sabermos tudo que se há pra saber.
—--Olá. ---Disse acenando meio sem graça. Sem esperar por mais palavras minhas, eles foram se organizando e se sentando rapidamente nas cadeiras a minha frente, como se estivessem esperando uma palestra, uma aula, e aquilo realmente me deixava envergonhado, em poucos segundo todos estavam preparados e em silencio, olhando atentamente pra mim, esperando que eu começasse a falar. ---Bem, como vocês estão? ---Perguntei inocentemente, tentando quebra o clima pesado que havia se instalado, até houve algumas respostas e acenos de mãos, mas eles não puxaram uma conversa de volta, nenhum deles, eles realmente estavam esperando uma palestra, uma aula, e eu não me sentia inspirado para isso, mas conhecendo-os um pouco, sabia que não tinha mais opção. ---A bem, quem é o conselheiro do chalé hoje em dia? ---Perguntei, em resposta a minha pergunta, Annabeth deu um passo à frente e acenou pra mim.
—--Sou eu. ---Disse ela sorrindo, eu achei estranho, Annabeth era a conselheira? Mas ela era tão nova no Acampamento, mas com certeza era uma semideusa especial, mesmo para um filho de Atena, eu senti isso desde o dia que conheci ela, ela tinha uma aura poderosa, mas poderosa que vi em qualquer descendente de minha avó, exceto minha mãe, Sally.
—--Hora, Annabeth, certo. ---Disse pensativo, nas muitas habilidades de minha avó, eu tinha que dar alguma dica pra eles, isso fazia parte do meu papel sendo um semideus mais antigo e ainda mais agora, sendo diretor do Acampamento. Então uma ideia me ocorreu, desde que Atena começou a ter seus filhos, eles sempre foram uma espécie de crianças diferenciadas, podíamos se dizer que eram crianças “cérebro”, literalmente, assim como a própria Atena nasceu adulta, diretamente da cabeça de Zeus, já trajando sua armadura e com uma lança em mãos, ela já nasceu sabia, ela nasceu de pensamentos, da parte mais inteligente do cérebro do próprio rei dos deuses, dessa forma, seus filhos também são assim, minha avó se apaixona pelo intelecto, pelos conhecimentos que um determinado mortal possui, dessa forma ela o favorece, ajudando-o a ser ainda mais inteligente, sábio, dessa interação entre eles, os filhos de Atena surgem dos pensamentos divinos de nossa ascendente e da ingenuidade mortal de seu pai, sinceramente, eu nunca entrei em mais detalhes sobre isso, especialmente depois de ver minha avó nua com meu pai, enfim, o ponto é que os filhos de Atena, são crianças cérebro, especialmente projetadas entre todos os semideuses para obter e transmitir o conhecimento do mundo para o mundo, por isso a maioria dos seus filhos, se tornam grandes figuras históricas da humanidade, enfim, eles não se satisfazem facilmente com pouco conhecimento, eu tiro por mim, e olha que não sou realmente filho dela, minha descendência é mais fraca que estes que estão na minha frente. ---Bem, acho que todos vocês sabem sobre a afinidade que Atena tem com as corujas, certo? ---todos assentiram positivamente as minhas palavras. ---Alguns de vocês conhece sobre o primeiro contato com as corujas que nossa senhora teve? ---Em resposta a minha pergunta, Annabeth levantou a mão de prontidão. ---Annie, por favor.
—--Eu li uma vez, em um antigo livro, que o primeiro contato, o começo da ligação entre as corujas e Atena, foi logo no começo da vida imortal de nossa mãe, com uma espécie significativa de corujas especiais e extremamente raras, mais conhecidas como Corujas das Neves, especialmente com uma coruja chamada de Nocci...
—--Isso, exatamente. ---Disse a interrompendo. ---Nocci foi a primeira e a mais especial ligação que Atena teve com as corujas, inclusive até hoje em dia, Nocci ainda é a conselheira de Atena...
—--Espera. ---Disse um garoto me interrompendo. ---Nocci não é uma lenda? Ela realmente existe? ainda vive? ---Perguntou um garoto, extremamente surpreso, a maioria deles pareciam bem surpresos com essa revelação. Eu entendo o motivo, Atena nunca foi de transmitir grandes informações sobre seus segredos, ela sempre mantem o mais escondido possível, mesmo dos seus descendentes, isso foi de caso pensado, para não dar qualquer vantagem de informações a seus inimigos, conhecimento é poder, você deve ocultar sua fraqueza, ou seja, deixar detalhes e habilidades muito amostra, você basicamente está fornecendo uma arma pro seu inimigo, mas eu acho que não teria problema de falar sobre Nocci, para os seus próprios filhos, especialmente quando estava prestes a mostrar uma habilidade nova para eles, uma habilidade que leva o próprio nome da rainha das corujas.
—--Bem, não, ela não é uma lenda, é bem real, incrivelmente majestosa, bela, e tão sabia quanto nossa própria mãe. ---Disse seriamente, olhando para eles com o ar mais sério que pude transmitir. ---E um tanto quanto rabugenta e mandona.
—--Você teve contato com ela? ---Perguntou Annabeth de olhos arregalados.
—--Assim, claro, ela é uma velha amiga. ---Disse sorrindo, todos me olhavam fascinados, como se eu fosse tão surreal quanto a própria Nocci. ---Muito embora ela não esteja muito feliz comigo.
—--Espera, espera. ---Disse Annabeth me interrompendo. ---Então naquela reunião do Olimpo, quando Atena falou sobre Nocci e sobre você ter invadido a sessão restrita do Olimpo, era sobre a verdadeira coruja das lendas?
—--Exatamente. ---Disse meio sem jeito.
—--Como conseguiu enganar alguém tão sabia quanto Atena? ---Perguntou Annabeth fascinada.
—--Longa história, envolvendo muito tédio e minha coruja das Neves...
—--Você tem uma? ---Perguntou o garoto fascinado.
—--Tenho, minha companheira em batalha, seu nome é Pandora, ela foi me confiada quando eu fui para o Olimpo. ---Disse sorrindo em resposta. ---Como todos sabem, nossa mãe Atena, sempre dá um presente pra seus filhos, algo que possa ajuda-lo em suas aventuras no mundo mortal, como eu sei que Annabeth tem um boné de invisibilidade, creio que todos tem algo, correto? ---Todos assentiram a minha pergunta. ---Enfim, não estou dando essa aula atoa, vou mostrar para vocês, uma habilidade nova, uma que leva o próprio nome de Nocci. ---Sem esperar por mais perguntas, ou dúvidas, se desse espaço, tinha certeza que haveria. Então acionei meu escudo em meu pulso, então o relógio foi se expandindo, crescendo em espiral, logo estava segurando um escudo de Bronze Celestial, eu ergui o escudo e mostrei para todos. ---A habilidade que vou mostrar agora, tem a ver com escudos e com Nocci, sei que não preciso explicar a ligação de Atena com os escudos, pois todos aqui sabem. ---Vários acenos positivos de cabeça sobre isso, confirmaram minha suposição. ---Está habilidade chamasse: Escudo de Nocci, basicamente um filho de Atena, canaliza sua energia para o escudo, seu poder espiritual, mais o menos assim. ---Dizendo isso, concentrei-me em mandar energia para o escudo, fazendo-o ficar com uma aura de energia oliva brilhante. Assim que fiz isso, todos arfaram surpresos. ---Com está habilidade o escudo ficará mais leve e muito mais resistente a impactos, quase indestrutível. ---Enquanto explicava, comecei a andar para o lado, saindo da tenda improvisada e caçando um alvo para mostrar a parte mais legal do poder, porém ainda tinha que mostrar as variações dessa habilidade. ---Existem mais algumas variações dessa habilidade, eu particularmente gosto de chama-las de outros nomes, mesmo que continuem sendo a mesma habilidade, como por exemplo, o avultar de Escudo. ---Eu me concentrei nessa outra habilidade, imaginando que nas bordas do meu escudo, houvesse lâminas em forma de asas de corujas e bastante afiada, não foi difícil, bastou acumular um pouco de energia para produzir está nova camada de lâminas. ---Elas são bastante afiadas, podendo partir monstros ao meio com facilidade.
—--Muito legal. ---Disse o garoto fascinado com a habilidade, todos pareciam bastante animados e surpresos com a nova habilidade.
—--Ainda melhora. ---Disse sorrindo para eles. ---Vocês também podem usar uma segunda variação, chamada de escudo rotatório. ---Me concentrei em fazer com que a borda mística extra que se formou ao redor de meu escudo, começasse a girar velozmente, como se fosse uma espécie de serra circular, rodando com extrema velocidade. Eu fiz alguns movimentos, demonstrando como se poderia atacar usando está habilidade. ---Isso ajudará a fatiar os monstros com ainda mais facilidade e melhor resultado, mesmo monstros com armaduras fortes, não escaparão ilesos dessa habilidade. ---E por fim. ---Disse sorrindo para eles. Sem dizer mais nada, eu me virei e arremessei no sentido das árvores, não usando muita força, porém, mesmo assim o escudo partiu em alta velocidade, atingindo e cortando meia dúzia de árvores grandes e grossas tanto quanto humanos, antes de parar e ficar enterrado profundamente em uma outra árvore, exatamente como eu queria que acontecesse. Em respostas os campistas arfaram surpresos com o ataque. Como havia mirado em uma área sem ninguém por perto, não teve problema, somente talvez deixar algumas dríades irritadas por cortar umas árvores. ---Normalmente, o escudo acaba voltando para a nossa mão, depois de cortar o alvo, porém, devo alertar que há a chance de o escudo ser parado ou capturado pelo inimigo, e nestes casos ele não retornará à mão do dono, então tome cuidado. ---Orientei eles, mas acho que eles não me ouviram, estavam tão maravilhados com a habilidade que acabaram de ver. ---Ei, prestem atenção. ---Briguei com eles, fazendo-a a conversa parar. ---Tomem cuidado com essa habilidade, ou ficaram sem o escudo em uma batalha real, caso o adversário segure firme e não deixe o escudo voltar para suas mãos. ---Por fim, concentrei-me em ordenar que o escudo retornasse para minha mão, mesmo que estivesse de costas e sem olhar diretamente para ele, poderia senti-lo por causa da energia que havia colocado, apenas estiquei a mão e o escudo voltou voando da árvore, direto para meu braço, assim que fiz isso, deixei de mandar a energia para o escudo e ele perdeu a cor oliva de energia. Encerrando a aula de hoje, eu toquei no botão dentro do suporte de segurar do escudo, fazendo-o a retornar a ser o apenas um relógio, com um mostrador branco e prata e uma pulseira de couro preto, estiloso e simples. ---Sei que logo vamos ter avanços com estás habilidades, podem treinar um pouco, mas tomem cuidado para não desmatar muito a floresta, recomendaria a achar algumas rochas e treinar lá, senão as ninfas vão querer arrancar a cabeça de vocês, Annabeth ficará responsável pela evolução de todos, com o tempo ensinarei algumas outras habilidades.
—------------------------------------- Quebra de Tempo. ------------------------------------------------------------------------------------------------
Depois de mostrar as habilidades, fiquei lá um pouco e dei mais algumas dicas, ajudei um pouco com o treinamento, porém quem mais se destacou foi Annabeth, que conseguiu fazer o escudo de Nocci, mas não conseguiu invocar as lâminas, ela era realmente a mais forte e inteligente dentre os filhos de Atena, mesmo não sendo a mais velhas deles em idade ou em tempo de acampamento, também pude notar que Quintus observou atentamente o treinamento, mesmo que de longe. Não demorou muito e Quíron veio atrás de mim, ele parecia um pouco aflito, sério.
—--Percy, sei que teu retorno para o Acampamento, seja algo que te deixa feliz, algo que tenha que ser comemorado, porém temo que tenho notícias não tão agradáveis para te dar.
—--O que quer dizer com isso, Quíron? ---Perguntei me sentido meio aflito.
—--Deuses, já está na hora, Quíron? ---Perguntou Annabeth entrando na conversa.
—--Desculpe, mas alguém pode me explicar do que estamos falando? Estou meio perdido.
—--Não temos tempo, conto os detalhes para você no caminho, mas agora venha, devemos ir para a floresta, Grover vai querer você lá. ---Disse Quíron seriamente. Grover, deuses, fazia muito tempo que não pensava em meu velho amigo bode, estive tão atolado em problemas e mais problemas, que não tive tempo para pensar no meu amigo Grover, desde que morri e nossa conexão empática foi desfeita, não o vi, a última coisa que fiquei sabendo dele, foi que ele havia retornado para buscar Pã, o deus da natureza perdido, e partiu em uma viagem.
—--Grover, o que há de errado com ele? Onde ele está? ---Perguntei preocupado.
—--Na audiência formal dele. ---Quíron disse sombriamente. ---O Conselho dos Anciões de Casco Fendido, está se reunindo para decidir o destino dele como buscador. ---Aquilo me pegou de surpresa e me deixou apreensivo, não era exatamente o expert em assuntos relacionados a espíritos da natureza, porém tinha ciência que eles tinham lideres, responsáveis por distribuir e controlar quase tudo na vida das criaturas, não me parecia nada legal.
—--Por Atena, Juníper deve estar tão desesperada, tinha que estar lá pra ajuda-la. ---Disse Annabeth tristemente. Quíron disse que precisávamos nos apressar, então deixou eu e a Annabeth subir em suas costas, para poder nos dar uma carona em suas costas, começamos a subir rapidamente, Annabeth estava na frente, então as vezes nossos corpos se juntavam, dando uma sensação extremamente gostosa e estimulante, mas eu estava com Emuna agora, apesar de saber que ela é meio liberal, creio que ela não seja do tipo ciumenta, porém não sei se ela seria com a Annabeth, sabendo de meus sentimentos confusos sobre ela. Balancei a cabeça afastando aqueles pensamentos, não era hora para isso, tinha que pensar em Grover. Quíron precipitou-se para dentro da floresta, Ninfas espiaram para fora de suas árvores para nos ver passar. Grandes formas farfalharam nas sombras, monstros que estocávamos aqui, como um desafio para os campistas.
Eu achava que conhecia os bosques muito bem depois de jogar captura da bandeira aqui por algumas vezes, mas Quíron pegou um caminho que eu não reconheci, através de um túnel de velhos salgueiros, por uma pequena queda d’água e para dentro de uma clareira coberta com flores selvagens. Um bando de sátiros estava sentado em círculo na grama. Grover estava de pé no meio, de frente para três velhos, realmente gordos, sátiros sentados em tronos feitos de ramos de roseiras, eu nunca vira os três velhos sátiros antes, mas imaginei que eles deviam ser o Conselho dos Anciões de Casco Fendido. Grover parecia estar contando a eles uma história, ele torcia a barra da camiseta, deslocando seu peso nervosamente de um casco de bode para outro, ele não tinha mudado muito desde o último inverno, talvez porque sátiros envelhecem na metade do tempo dos humanos, aparentava ter seus 16 anos, cabelo ruivo cacheado, onde havia os pequenos chifres nascendo, barba rala, e olhos castanhos, era magrelo, cerca de 1.75cm, pele branca, exceto a parte de bode que tinha pelos castanhos, usava uma camisa do acampamento e estava com as penas de bode nua, também notei que sua acne reaparecera. Desmontei rapidamente de Quíron e auxiliei a Annabeth, Annabeth andou rapidamente até próximo de outra garota, que reconheci que era a Juniper, ela não havia mudado nada também, era pequena e delicada, acho que você poderia chamar assim, com cabelo fino cor de âmbar e uma face bonita, élfica, ela vestia uma túnica verde e sandálias de tira, e estava secando seus olhos com um lenço, seus olhos, ao invés de estarem vermelhos por chorar, estavam tingidos de verde, da cor de clorofila, pois ela era uma ninfa do bosque, uma dríade. Ao lado dela, estava Zoë, que tinha um braço em volta da outra garota, que parecia ter estado chorando bastante, ela sendo namorada de Grover, aquilo me fez ter pensamentos ainda piores do que aquele reunião significava, pelo que me parecia, ele estava falando sobre o que aconteceu em Cloudcroft, Novo México.
—--Isso está indo muito mal, muito mal. ---Ela choramingou, Annabeth se aproximou mais dela e disse:
—--Não, não. ---Annabeth afagou seus ombros, tentando transbordar confiança em sua voz. ---Ele vai ficar bem, Juníper.
—--Senhor Underwood! ---O membro do conselho à direita gritou, interrompendo o que Grover estava tentando dizer e chamando minha atenção de volta a reunião. ---O senhor espera seriamente que acreditemos nisso?
—--M-mas Sileno. ---Grover gaguejou. ---É a verdade! ---O cara do Conselho, Sileno, virou para seus colegas e resmungou algo. Quíron trotou até a frente e ficou em pé próximo a eles. Lembrei que ele era um membro honorário do conselho, mas nunca tinha pensado muito nisso. Os anciões não eram muito impressionantes, eles me lembravam bodes de zoológico, barrigas grandes, expressões sonolentas e olhos vidrados que não conseguiam ver além de um punhado de ração para bode. Sileno puxou sua camisa polo amarela por cima da barriga e se ajustou em seu belo trono de roseira.
—--Senhor Underwood, por cinco meses, quase cinco meses, estivemos ouvindo esses boatos escandalosos, sobre você ter ouvido o deus da natureza Pã falar. ---Disse Sileno irritado. Mas é claro que ele ouviria isso, pois era exatamente a época da missão em busca da Ártemis, e quando Grover ouviu o deus desaparecido falar.
—--Mas eu ouvi. ---Tentou argumentar Grover.
—--Mentiras! ---Disse o ancião da esquerda.
—--Agora, Maron. ---Quíron disse tentando o acalmar. ---Paciência.
—--Paciência, realmente tenho que ter muita paciência! ---Maron falou. ---Eu estou com essa tolice até os chifres, como se o deus da natureza fosse falar com... com ele. ---Ele disse aquilo com nojo, como se Grover fosse um qualquer, aquilo fez o ódio em meu peito se expandir, ninguém falava daquela forma com meu melhor amigo. De repente, algo chamou minha atenção, Juníper parecia querer socar o velho sátiro, mas Annabeth e Zoë a seguraram.
—--Briga errada, mocinha. ---Zoë murmurou. ---Espere. ---Eu não sabia o que me surpreendia mais, Zoë evitando que alguém brigasse, ou o fato que eu mesmo ainda não tinha entrado na briga.
—--Por quase cinco meses. ---Sileno continuou. ---Temos sido indulgentes, Senhor Underwood. Deixamos você viajar, permitimos que você mantivesse sua licença de buscador, esperamos você trazer provas das suas ridículas alegações, e o que você achou em cinco meses de busca?
—--Eu só preciso de mais tempo. ---Grover pediu.
—--Nada! ---O ancião no trono do meio replicou. ---Você não achou nada.
—--Mas, Leneu... ---Sileno levantou sua mão, fazendo Grover se silenciar. Quíron se inclinou e disse algo aos sátiros, os sátiros não pareciam felizes, eles resmungaram e discutiram entre eles, mas Quíron disse mais alguma coisa, e Sileno suspirou, e eu pude ouvir o que ele disse, infelizmente para ele, eu tinha uma audição mais apurada e pude ouvir.
—--Toda a família Underwood, todos sátiros inúteis que morreram e não fizeram nada que prestasse de suas vidas. ---Disse Sileno em voz baixa, porém um pouco mais alto que devia, eu olhei para Grover e pude ver uma lágrima escorrer dos seus olhos, quando ele também conseguiu ouvir aquilo, nesse instante meu sangue ferveu, eu estive o tempo todo tentando controlar meu humor, que estava péssimo, mas isso foi a gota de água que faltava, minha vista ficou vermelha, eu comecei a caminhar para frente no sentido dos anciões.
—--Repete, seu gordo desgraçado, repete isso que você disse, seja um bode de verdade e fale isso em voz alta para todos ouvirem. ---Disse entre os dentes me aproximando deles. Sileno arregalou os grandes olhos de bode velho e engoliu em seco. Zoë me agarrou pelo ombro, evitando que eu esmagasse aquele bode velho.
—--Eu... eu... ---Gaguejou ele, agora eu já estava bem na frente dele, Quíron se pós entre nós.
—--Percy, se acalma. ---Disse Quíron calmamente.
—--Você seu bode gordo e resmungão, gosta de falar bobagens, mas não passa de um gordo e covarde. ---Disse parando na frente dele, e apontando o dedo na cara dele. ---Você se acha muita bosta, porque tem esse título de senhor da natureza, está ai a vários anos e se acha superior a todos os outros, mas eu vou te dizer uma coisa, antes de falar que meu amigo, Grover é um mentiroso, insinuar que ele e sua FAMÍLIA. ---Disse mais alto a parte família para que todos pudessem ouvir. ---São inúteis, vou te dizer algumas coisas, nunca vi ou ouvi falar, em um sátiro mais corajoso que este, forte e sábio, ele salvou minha vida mais vezes que posso contar, também devo lembrar que foi este sátiro, que aceitou ir para o submundo e me ajudar a evitar uma guerra entre os deuses antigos, este sátiro covarde que você fala, foi o único sátiro a ir até Polifeno, sobreviver ao Ciclope e descobriu sobre o Velocino de Ouro, salvou este acampamento e evitou e deu espaço para que mais e mais buscadores fossem atrás de Pã. ---Entre os outros espíritos da natureza houve comentários de concordância e apoio aos feitos de Grover. ---Este sátiro que vocês duvidam, foi o sátiro a encontrar os irmãos Di Angelo, filhos do deus dos Mortos, lorde Hades e traze-los em segurança de volta ao Acampamento, além de quebra também ter encontrado Thalia, três dos semideuses mais poderosos dos últimos séculos, além disso, este sátiro foi o único entre todos, que foi em uma busca a deusa Ártemis, sem sua magia da natureza, nunca teríamos encontrado nosso caminho até a deusa. ---Olhei para Grover e ele sorria para mim. ---Quero relatar aqui e agora, que quando estivemos na missão para resgatar Lady Ártemis, quando estávamos em Cloudcroft, Novo México, houve um acontecimento que chamou nossa atenção, especialmente a de Grover, que devido ao choque daquela aura poderosa, derrubou sua xícara de café, que era decorada com figuras de pássaros, de repente, os pássaros saíram da xícara e voaram livres, criaram vida, um bando de minúsculas pombas, meu rato de borracha, que havia acabado de comprar de uma lojinha de bugigangas, literalmente guinchou, e correu livre, ganhando vida do nada, fugindo para as árvores, pelo de verdade e bigode de verdade, então Grover desmoronou, perante o impacto que ele recebeu, eu mesmo sendo um semideus, pude sentir algo, era quase como uma voz, uma sensação da natureza.
—--Isso é verdade, eu também senti, tenho plena convicção que era a aura do Pã, sua presença. ---Disse Zoë em voz alta.
—--Claro, Zoë, pelo que eu saiba, de todos que estão aqui, somente ela e Quíron, que realmente estiveram na presença do deus perdido Pã, podem realmente afirmar se sentiram a presença do deus, uma outra vez. ---Disse seriamente, houve ainda mais murmúrios de concordância, eu já tinha dito quase tudo que havia para dizer. ---E para finalizar, foi Grover o responsável a retornar com o Ofiotauro em segurança para o Olimpo, uma das criaturas mais poderosas e emblemáticas de todo nosso mundo. ---Agora todos os espíritos da natureza ao nosso redor, foram pegos e estavam fascinados pelos feitos de nosso querido Grover, e mesmo que ainda quisesse socar a cara desses bodes velhos, eu já os tinha colocado em maus lençóis, porém, mesmo assim ainda me virei para eles, especialmente para Sileno, que tremeu sobre o meu olhar de poucos amigos. ---E por fim, tenho plena convicção, se o deus Pã quisesse se comunicar com um sátiro, esse sátiro seria o Grover, um Sátiro poderoso, com enormes feitos de coragem e bondade, e por fim, um sátiro que realmente se importa com a natureza, vive pela natureza, fez realmente algo por ela, e com certeza não para três idiotas e gordos sátiros, que não fazem merda nenhuma. ---Deixei as palavras no ar, dei uma olhada para o Quíron, ele tentava se conter, mas podia ver que ele sorria. ---Era só isso que eu tinha para dizer, siga meu exemplo, se tiver que dizer algo, diga na cara e em alto e bom som, covarde. ---Disparei especialmente para Sileno, então me virei e caminhei de volta, parando ao lado do Grover, Zoë parou do meu lado e trombou de leve em meu ombro, sorrindo pra mim, voltei minha atenção para Grover, que sorria de orelha a orelha pra mim. ---Fala noivinha. ---Disse em voz baixa, dando uma piscadela para ele.
—--Senhor Underwood. ---Sileno disse baixo, depois ele pigarreou um pouco, e anunciou mais alto. ---Nós lhe daremos mais uma chance. ---Houve uma salva de palmas dos outros espíritos da natureza, quase euforia.
—--Muito obrigado! ---Disse Grover sorrindo.
—--Como de costume para os buscadores, daríamos o prazo de seis meses, porém, daremos ao senhor o dobro do prazo, um ano, devido aos seus grandes e conhecidos feitos, Senhor Underwood. ---Disse Sileno, ouve mais gritos e agitação dos outros espíritos da natureza. ---Está reunião do Conselho está encerrada. ---Eu me virei para Grover e sorri, mas antes de poder dizer qualquer coisa, alguém pulou nas minhas costas e começou a beijar meu rosto rapidamente e diversas vezes.
—--Eu te amo, eu te amo, eu te amo. ---Dizia Juníper entre os beijos, fazendo todos rirem do seu entusiasmo.
—--Ei, ei, calma. ---Disse rindo, Grover também estava rindo, mas Juníper não me deu ouvidos e continuou abraçada a mim, com força, porém pelo menos havia parado de me beijar, porém ainda disse:
—--Você é demais, o melhor de todos.
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