Percy Jackson o Guerreiro Sem limites
132 Capítulo 132
Notas iniciais
POV: Perseus Heitor Jackson.
Acordei de manhã com o sol batendo em meu rosto, senti algo pesando em meu peito, quando olhei para baixo, vi uma enorme cabeleira vermelha recostada em meu peito, o cheiro gostoso de seu cabelo invadia minhas narinas, me lembrava a flores, o calor do corpo nu de minha namorada esquentava o meu corpo, ela dormia tranquilamente. Eu me sentia incrivelmente bem, satisfeito e amado, mesmo que no fundo soubesse que o mundo estava preste a chegar ao fim, com a guerra que se aproximava, ou com a guerra no mar, naquele momento, isso não importava, a noite de ontem foi maravilhosa, mesmo que dona Hera tenha vindo atrapalhar, foi uma noite inesquecível, e pela primeira vez em muitos e muitos anos, eu realmente pensava em constituir uma família, ter filhos e filhas, vários pestinhas, fofinhos, para dar dor de cabeça e me irritar, como eu faço com a dona Hera, seria maravilhoso. Ligea se mexeu em meu peito, se virando para o outro lado, saindo do meu peito, mas ela ainda dormia tranquilamente. Senti meu estômago roncar, a noite de ontem foi bastante agitada, foi quente, me levantei delicadamente, tomando cuidado para não acordar Ligea, então fui colocando minhas roupas, antes de sair pela porta, dei mais uma última olhada para aquela linda mulher na minha cama. Então desci as escadas rapidamente, animado em comer a comida da minha mãe, por um momento me senti uma criança, como a muito não sentia, tanto que até fiquei um pouco surpreso com a minha felicidade.
—--MÂEEEE, O QUE TEM DE BOM PRA COME... ---Entrei gritando pela cozinha da minha mãe, na espera dela estar lá, tinha quase certeza que estaria, mas não estava, o que era extremamente estranho, eu estar em casa depois de tanto tempo e ela não estar de manhã na cozinha, fazendo panquecas ou qualquer outra comida deliciosa pra mim. ---Que estranho. ---Disse confuso, mas então senti um cheiro indescritivelmente bom, algo que fazia-me lembrar dos meus dias da infância, parecia que havia sido a tantos e tantos anos, eu ri, nesse mundo e nesse corpo, eu posso parecer apenas um jovem de 17 anos, mas na verdade, tenho mais de 40 anos, se contar a época da prisão das almas. Balancei a cabeça afastando aqueles pensamentos, o dia estava incrível, não havia o porquê eu lembrar de coisas ruins, fui em direção aquele cheiro maravilhoso, em cima da mesa, havia um banquete, suco e diversos tipos de comida, panquecas, bacon entre outras delicias que dona Hera fazia, nada fora do comum, mas então eu notei um bilhete em cima de um dos pratos, eu peguei ele, era a letra da minha mãe, comecei a lê-lo em voz alta:
—---“Meus amores, espero que esteja tudo uma delícia, sei que a noite de ontem foi bem... quente...” ----Fiquei vermelho com essa parte que minha mãe escreveu, mesmo que estivesse lendo sozinho o bilhete, somente dona Hera para me fazer corar sem nem estar presente. ---“Perdoe-me não acompanha-los, estou no coliseu, fazendo meu treinamento matinal, nós vemos no almoço.” ---Acabei de ler o texto e ri, dona Hera treinando? Isso era novidade, nunca a vi fazer algo do tipo antes, acho que até mesmo ela tem que se preparar para as batalhas, confesso que tive curiosidade em ver o treinamento da minha mãe, então peguei algumas coisas, como sanduiches e bacon, e sai correndo para o coliseu, para ver minha mãe treinando. Assim que cheguei no coliseu, sim, aquele mesmo que Festus e eu destruímos na nossa “batalha de brincadeira”, ele fora reconstruído, assim que cheguei, vi uma aglomeração de pessoas no meio do coliseu, para minha surpresa entre eles, estava minha mãe, aparentava ter 25 anos, seu rosto era extremamente belo, sua pele branca como a neve, seus poderosos e lindos olhos castanhos claros, seu cabelo tinha quase a mesma cor dos olhos, ele era liso e longo, até chegar na sua cintura, mas ele estava preso em um rabo de cavalo, ela tinha 1.70cm, seu corpo era perfeito, mas pela primeira vez em toda minha vida, eu via minha mãe usando uma armadura completa, era linda, dourada, brilhava bastante, como se fosse o próprio sol, dando uma ar de divindade a minha mãe, em suas mãos havia sua arma mais poderosa, o Cetro das Devotas, devia ter pelo menos um metro e meio, era feito de ouro do mar, presente do meu pai para ela, com uma grande joia vermelha, que parecia uma romã, a arma que emitia um brilho fraco semelhante à cor do romã, as outras pessoas eu percebi que eram cervos e seguidores da minha mãe, entre eles haviam semideuses do passado, que ganharam imortalidade parcial, para defender e servir minha mãe, ou então ninfas, alguns deles habitavam o Olimpo, onde viviam nos palácios menores, ao longo da encosta do Olimpo, haviam pelo menos meia dúzia deles, todos em suas armaduras e armados, com isso pude deduzir que eles ajudam no treinamento da minha mãe, servindo de oponente a ela. De repente um deles, que estava com uma enorme lança de Bronze Celestial em suas mãos, avançou em direção da minha mãe, pelas costas, por um instante eu quase corre na direção da minha mãe, ele estocou diretamente nas costas da minha mãe, mas ela desviou com facilidade, mal se virando para ver o ataque, que reflexo incrível, ela era muito rápida, sem esperar outra serva a atacou, está estava armada com uma espada, de repente todos estavam atacando minha mãe e por incrível que pareça, eles não atacavam brincando, eles atacavam com intenção de matar, mas eles mal conseguiam acerta-la, minha mãe deslizava entre eles, desviando e defendendo-se com uma classe incrível, eu sinceramente podia acreditar que se houvesse o dobro deles, ainda sim, eles não conseguiriam pressiona-la a ponto de feri-la. Lembro que minha avó havia me dito que Hera era incrivelmente habilidosa em batalha, talvez a superando em velocidade, força e talvez em própria inteligência, sem falar nas suas habilidades mentais, que superavam qualquer um dos Olimpianos de longe, isso não são minhas palavras, são palavras da minha avó, se Atena elogiava alguém, com certeza a pessoa era ainda melhor do que aquilo que ela falava, minha avó era bastante rígida em suas analises em batalha. Sentei-me a beira do coliseu e fiquei assistindo o treinamento da minha mãe, sinceramente observando, ela estava lutando com uma facilidade extrema, não parecia um combate, parecia mais aquecimento para ela, enquanto os outros estavam se cansando rapidamente, dona Hera mau suava, ela se preocupava em apenas desviar, não atacava os seus combatentes, mesmo que tivesse tido diversas vezes a chance de contra-atacar, com o canto dos olhos ela me viu e sorriu para mim, de repente ela mudou sua estratégia de combate, ela começou atacar, seu cetro rodava em suas mãos, com movimentos incrivelmente velozes, ela ia derrubando seus adversários, os desarmando, logo, nenhum deles estava de pé, todos eles estavam caídos no chão, com toda certeza com belos hematomas em seus corpos, de pancadas que levaram do Cetro de minha mãe, fui me aproximando do combate, enquanto ainda mastigava o último sanduiche, assim que fui me aproximando, pude notar que os hematomas estavam curando rapidamente, corpos semi-imortais tem uma cura muito maior e mais rápido do que a de um mero semideus como o eu.
—--Percy, querido. ---Disse minha mãe sorrindo. ---Que bom que achou seu café da manhã.
—--Pois é, mamãe, estava uma delícia. ---Disse sorrindo, ajudei uma das servas da minha mãe se levantar, ela sorriu para mim.
—--Obrigado, príncipe. ---Disse a serva sorrindo, sorri sem graça para ela.
—--Por favor, só Percy. ---Disse sorrindo para garota loira, ela assentiu sorrindo.
—--Então, querido, que tal fazermos um aquecimento? ---Perguntou minha mãe, chamando minha atenção, engoli em seco a olhando.
—--Não, muito obrigado, estou de férias. ---Disse sorrindo sem graça, com certeza eu não queria enfrentar minha mãe, no melhor dos casos eu passaria uma vergonha enorme.
—--Que foi? Você não está com medo, está meu bebezinho? ---Perguntou minha mãe, de forma zombeteira. ---Está com medo dessa pobre deusa, você o mais poderoso General do exército de Poseidon o herói mais importante dos deuses olimpianos. ---Disse ela sorrindo, minha mãe sabia como provocar as pessoas, ela entendia melhor do que ninguém como a cabeça das pessoas funcionava, mas ela não me venceria tão facilmente. Eu me virei, levando minha mão direita para dentro do meu bolso, segurando Contracorrente ainda como caneta em minha mão, sorrindo provoquei.
—--Existe legislações especificas por agredir idosas, mamãezinha. ---Provoquei me afastando um pouco, antes de me virar eu ainda disse. ---Serei preso se lutar com uma deusa da terceira idade. ---Com os cantos dos olhos, vi o ataque vindo, na direção do meu rosto, eu já esperava esse movimento da minha mãe, então eu me abaixei em tempo, o Cetro passando sobre minha cabeça, com minha mão ainda dentro do bolso da minha calça, eu destampei Contracorrente, usando o dedo polegar, enquanto minha caneta se transformava em uma enorme espada de Bronze Celestial, eu estoquei-a visando o abdômen da minha mãe, sabia que a armadura a protegeria de um dano fatal, e mesmo que ela tivesse sem armadura, deuses só “morrem” se forem decapitados. Mas minha mãe desviou do meu ataque, girando para o lado, tão rápido como um escorpião ela girou e atacou tentando me acertar com seu cetro na lateral do meu corpo, mas eu defendi com Contracorrente, mas ela era muito forte, tanto que eu fui arremessando com a força do impacto, eu rolei e me coloquei de pé rapidamente, com a espada pronta, minha mãe me olhava sorrindo.
—--Talvez essa deusa da terceira idade, não seja um desafio a altura para um grande herói como você. ---Zombou ela sorrindo em desafio, ela andava tranquilamente, com seu cetro para baixo, de guarda baixa, me incitando a ataca-la.
—--Você fala demais para alguém que há muito tempo, não lutava uma luta de verdade, mamãe. ---Zombei de volta. ---Quando foi sua última luta de verdade? Hefesto já era nascido? ---Perguntei sorrindo, seu olhar se tornou um pouco mais sério, ela podia ser a mestre em zombar, mas eu sabia algumas coisas também, sabia que ela odiava quando falavam da sua idade, querendo ou não, ela era a terceira deusa mais velha entre os Olimpianos, perdendo somente para Afrodite e Héstia.
—--Então, hoje é o dia que a mamãe aqui, vai ensinar uma liçãozinha para seu bebê. ---Disse ela me olhando animadamente, sem esperar por uma resposta minha, ela atacou, seu cetro vindo na minha direção, ela então começou a rodar, tentando me acertar, eu desviava e defendia, sua velocidade era mesmo incrível, eu mal podia defender dos ataques dela, quanto mais contra-atacar, ela com certeza era tão rápida e forte nos ataques quanto Atlas, ou qualquer outro que já enfrentei, eu precisava de uma estratégia, na velocidade e na força, eu não conseguiria fazer nada além de me defender, então algo me ocorreu, talvez usando força bruta eu poderia criar uma distração para fazer um ataque surpresa, ainda desviando dos ataques da minha mãe, eu girei, me esquivando do Cetro, que passou raspando meu rosto, nesse momento, era perfeito para tentar executar meu plano, então usando minha força monstruosa, eu pisei o mais forte que pude no chão do coliseu, pisei tão forte que o chão se quebrou e uma enorme cratera se formou e levantou, fazendo minha mãe se desequilibrar, aproveitando disso, pulei o mais forte que pude em sua direção, fazendo um corte em arco, mas mesmo usando dessa artimanha, minha mãe pulou para trás, mas dessa vez minha espada encontrou com o peito de sua armadura, quando eu posei e girei equilibrando-me novamente, eu olhei para minha mãe, em sua armadura havia um enorme risco, não a ponto de ter chegado na pele dela, com sua mão ela passou os dedos sobre a marca e sorriu. ---Tenho que admitir, você quase me pegou com esse ataque, inteligente, usar da sua força para causar um tremor e fazer fissuras no solo do coliseu, me desequilibrando para atacar de uma forma rápida, esperto meu bebê.
—--É, mas não foi exatamente como eu planejei. ---Disse me colocando de guarda novamente, erguendo Contracorrente.
—--Chega, está na hora de acabar com essa brincadeira. ---Disse ela vindo rapidamente em minha direção, dessa vez ela atacou ainda com mais força e velocidade, eu estava dando tudo de mim, apenas para poder me defender, se essa era a força e a velocidade que minha mãe tinha agora, tenho pena de quem a enfrentar enquanto tiver em sua forma divina. Em um movimento muito rápido, ela acertou com a joia de seu Cetro em meu rosto, bem no meu nariz, com o golpe eu senti o gosto de sangue na minha boca, senti meus olhos se encherem de lágrimas e arder muito, além de tudo rodar com a força do impacto no meu rosto, mas ela ainda continuou atacando, com o pomo de joia ela acertou minha mão que segurava Contracorrente, fazendo a arma escapar da minha mão e voar longe, antes que eu pudesse escolher outra das minhas armas, tão rápido como o pensamento, ela girou se abaixando um pouco e com o cabo do seu Cetro ela bateu na minha perna direita, me fazendo rodar no ar, como um parafuso e cair no chão. Tudo foi tão rápido, que quando me dei por mim, estava com minha mãe com um dos joelhos no meu peito e apontado uma lança em meu rosto, a poucos centímetros de me matar, ela sorria para mim. ---Acabou. ---Anunciou ela, pude ouvir os cervos de minha mãe aplaudirem ela, concordo com isso, ela foi mesmo incrível, me derrotou na hora que quis.
—--Tudo bem, eu perdi. ---Admiti, meus olhos ainda estavam muito marejados o que atrapalhava-me enxergar direito, e eu sentia o gosto de sangue na minha boca e o sangue escorria pelo meu nariz. Minha mãe tirou o joelho do meu peito e ofereceu sua mão, para me ajudar a levantar, eu a peguei. ---Da onde você tirou uma lança? ---Perguntei assim que estava de pé, ela riu, mostrando seu cetro, onde antes havia o cabo do Cetro das Devotas, agora havia uma lança, onde o cetro havia ganhado pelo menos mais meio metro de comprimento, totalizando mais de 2 metros.
—--Uma das funcionalidades do Cetro e que seu cabo se transforma em quase todo tipo de arma. ---Disse minha mãe, de repente o cabo que era uma lança, se achatou e foi mudando rapidamente, se transformou em uma Foice, com o cabo ainda mais longo, e com a lâmina curva longa e afiada, depois ele se reduziu em uma espada, depois voltou a ser o Cetro que via sempre.
—--Incrível. ---Admiti impressionado, eu realmente não sabia dessa funcionalidade do Cetro.
—--Incrível mesmo é você ter conseguido acertar um golpe em nossa senhora, Lady Hera. ---Disse uma voz atrás de mim, me virei e vi a garota loira que eu ajudará a levantar a pouco.
—--Dei sorte. ---Disse sorrindo para ela, minha mãe me abraçou de lado e deu um beijo em meu rosto, senti a dor que sentia desaparecer por completo, sabia que minha mãe tinha usado de poder para me curar, o deus que causa o ferimento pode curar instantaneamente, mesmo se o ferimento for fatal. Ela sorriu, eu olhei para o lado, e a enorme fissura no coliseu também havia desaparecido, minha mãe havia cuidado de tudo, como sempre.
—--Sim, minha querida Lívia, ele é incrível a ponto de ferir a rainha dos deuses.
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Depois de retornamos para casa, fui recebido pela minha linda namorada, ela me olhou confusa, com uma sobrancelha levantada.
—--Aonde vocês foram? ---Perguntou Ligea levemente irritada, mas ela ainda sim, não falou tão irritada, como ela falaria se estivéssemos no reino do meu pai, longe da minha mãe, acho que ela ainda tinha um receio da minha mãe, bem, depois da surra que levei hoje, eu também tenho receio. ---Acordei e não havia ninguém, em lugar algum.
—--Desculpe, querida Ligea. ---Disse minha mãe gentilmente, ela já não usava mais uma armadura, ela vestia-se como sempre, um vestido bonito verde, que descia até seus joelhos e uma sandália preta. ---Percy, estava me ajudando a treinar.
—--Treinar? ---Perguntou Ligea confusa, com uma sobrancelha levantada. Acho que ela achava estranho ouvir que um deus treina.
—--Estava mais para tomar uma bela surra. ---Disse coçando a cabeça e sorrindo sem graça. ---Além disso, havia um bilhete na cozinha, junto com um banquete.
—--Cozinha? Era o último lugar que eu iria procurar vocês. ---Disse Ligea.
—--Como não? ---Perguntei incrédulo. ---O primeiro lugar a procurar alguém pela manhã e na cozinha da sua casa, ou então no seu quarto.
—--Percy, nem todos são mortos de fome e preguiçosos, como você. ---Disse minha mãe rindo, o que fez eu e Ligea a acompanhar, me joguei no sofá, dando uma cambalhota e deitando de forma muito esparramada, estava cansado.
—--Tudo bem, culpado. ---Disse sorrindo. De repente escutei a porta sendo aberta.
—--O de casa. ---Disse uma voz muito conhecida, era a voz de Dite, com toda certeza.
—--Aqui na sala. ---Disse minha mãe de volta, então ouvi passos vindo correndo.
—--PERCY. ---Escutei um grito infantil.
—--Aqui, meu anjinho. ---Chamei sem me levantar do sofá, de repente um pequeno furacão eufórico, entrou no meu campo de visão, com seus quase um metro de altura, sua pele era branquinha, seus cabelos negros, lisos e encaracolados nas pontas, seus cabelos iam além de seus ombros, ela hoje usava um short preto, e uma camiseta amarela, ela correu e pulou em cima de mim. ---Ai Ai Ai... ---Gemi, fingindo dor, o que fez Antonieta rir feliz, ela sentou-se de pernas cruzadas em cima da minha barriga e me olhava atentamente, sorrindo. ---Que garotinha pesada, meus deuses, tu anda comendo o que?
—--Muitos legumes, arroz e feijão, para poder ficar forte como você. ---Disse Antonieta forçando seus bíceps, o que fez todos rirem bastante.
—--Deu pra notar, já está dando resultados. ---Disse rindo, apertando seu braço fininho com as pontas dos dedos.
—--Bom dia pessoal, desculpa aparecer aqui tão cedo, mais Antonieta estava eufórica para vir logo, ver o padrinho dela. ---Disse Afrodite aparecendo em meu campo de visão, Afrodite apareceu, aparentando seus 20 anos, 1,70cm de altura, cabelos longos, preto e loiro ao mesmo tempo, sua pele bem branca, corpo escultural, muitas curvas, seios fartos, olhos caleidoscópios verdes e azuis ela estava vestida de forma semelhante a Antonieta, um short curto branco e uma camisa regata da mesma cor. ---Ela disse que não queria deixar Ligea aproveitar o seu querido padrinho o tempo todo.
—--Não mesmo, a preferência é minha. ---Disse Antonieta do meu colo, cruzando os braços em frente ao seu peito, o que a fez parecer demais com dona Hera, que até me assustou, acho que Dite tinha que deixar Antonieta um pouco menos com a minha mãe.
—--Todos já sabemos que a preferência é sua Antonieta. ---Disse Ligea brincando, o que fez todos rirem.
—--Acho bom. ---Confirmou Antonieta balançando a cabeça positivamente, então ela virou sua atenção para mim. ---Vamos lá fora, brincar um pouco, vamos. ---pediu ela.
—--Agora não, vamos mais tarde. ---Disse desanimado, o sorriso de Antonieta se desmanchou.
—--Porque não agora? ---Perguntou ela tristemente.
—--Estou cansado, minha mãe me deu uma surra. ---Disse fingindo dor.
—--A vovó? ---Perguntou ela confusa, eu assenti positivamente. ---Por que você bateu no Percy, vovó?
—--Por que ele foi um menino muito levado. ---Disse minha mãe, olhando severamente para Antonieta. ---Crianças mau educadas e desobedientes, levam palmadas no bumbum.
—--Doeu? Muito? ---Perguntou Antonieta pra mim, eu assenti positivamente, fazendo cara de choro. ---Devo-me lembrar de não irritar a vovó. ---Disse Antonieta seriamente, o que fez todos os outros rirem bastante.
—--Sim, é uma coisa esperta a se fazer, não irrita-la, se não vai acabar como eu, sendo castigado severamente. ---Disse fingindo choro.
—--Porquê Ligea não te defendeu? ---Perguntou ela olhando para Ligea.
—--Mas ela defendeu o Percy. ---Disse minha mãe entrando na brincadeira. ---Se não fosse Ligea, eu teria batido muito mais no Percy, não é mesmo, Ligea?
—--Sim, senhora, apesar de que o Percy mereceu levar umas palmadas. ---Disse Ligea seriamente, por um momento Antonieta parou e ficou pensando, queria saber o que se passava naquela pequena e inocente cabecinha.
—--Bem. ---Disse ela por fim dando de ombros. ---Se a vovó te bateu, ela tem seus motivos a vovó sabe das coisas, então você mereceu apanhar mesmo. ---Disse ela seriamente, fazendo todos rirem.
—--Então você não me defenderia da minha mãe? ---Perguntei seriamente, esperando a resposta da Antonieta, ela parou e ponderou por um momento, então dei mais um empurrãozinho. --- Eu, seu padrinho, você que é minha garota predileta.
—--Não te defenderia, sinto muito, tenho mais medo da vovó do que amo você. ---Disse ela seriamente, fazendo todos rirem muito, inclusive eu não consegui conter a risada, mais eu ainda consegui dizer em meio aos risos.
—--Esperta, eu faria o mesmo que você.
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Depois daquela cena engraçada que Antonieta nós proporcionou, a manhã daquele dia passou muito rapidamente, logo o almoço chegou, foi divertido, teve muitas risadas e diversão, algo que fazia tempo que não fazia com a minha família, mesmo que ela não estivesse completa, Hefesto e as outras deusas apareceram para almoçar conosco novamente, mas como dizem que o que é bom passa rápido, aquele momento de prazer passou rapidamente, então chegou a hora de nos despedirmos e voltar para o mar, voltar para a guerra. Foi triste e demorado me despedir de todos, depois de me despedir de Deméter, Héstia, Afrodite e Hefesto, com demorados abraços e beijos e confesso com algumas lágrimas minhas, foi inevitável não me emocionar, chegou o momento mais triste pra mim, que era despedir-me da minha mãe.
—--Então, tenho que ir, antes que dona Atena fique irritada com a minha demora, você entende, não é mesmo, mamãe? ---Disse sorrindo enquanto aproximava-me da minha mãe, tentando fazer uma graça para quebrar o clima pesado de despedida, ela sorria, mas seus olhos estavam marejados, ela me abraçou com força, seu corpo tremia um pouco, ela estava prestes a começar a chorar, eu tentei retribuir o abraço com a mesma intensidade, tentando aproveitar o máximo possível aquele momento que estava tendo com a minha mãe.
—--Meu querido, só me prometa voltar bem, ---Cochichou minha mãe no meu ouvido, enquanto ainda estávamos abraçados.
—--Eu prometo, nunca irei deixar seu lado. ---Disse cochichando de volta, ela separou o abraço e deu um demorado beijo em meu rosto, fechei os olhos aproveitando daquela sensação gostosa.
—--Eu te amo muito, meu filho. ---Disse ela olhando em meus olhos, seus lindos olhos castanhos me encarando profundamente.
—--Eu também te amo, mamãe. ---Disse sorrindo, dando um beijo em seu rosto.
—--Chega de melação, vocês dois, estou ficando com ciúmes. ---Disse Hefesto levemente irritado, com certeza fingindo irritação.
—--Deixe os dois. ---Disse Afrodite o reprendendo, me virei para encarar o casal de deuses, Afrodite suspirou alto sorrindo. ---Eles ficam tão lindos juntos.
—--Não precisa ter ciúmes, meu irmão. ---Disse sorrindo para Hefesto. ---Todos sabem que a mamãe gosta mais de mim. ---Disse dando uma piscadela para ele. ----AIAIAI… ---Reclamei quando minha mãe me beliscou.
—--Eu amo todos os meus filhos igualmente. ---Disse ela me olhando seriamente. ---O que muda de você em relação a eles é que...
—--Ele é adotado. ---Disse Hefesto a interrompendo, o que fez todos os presentes rirem, principalmente Ligea que estava logo atrás de mim.
—--Cale a boca, Hefesto. ---Reprendeu minha mãe rindo. ---Não tem nada haver com isso, o que realmente muda, é que mesmo ele tendo um milésimo da idade de vocês, ele já deu o dobro de preocupação pra mim.
—--Esse é o trabalho do filho mais novo, dar preocupação. ---Disse rindo, alguns acompanharam, mas quando eu olhei para cara de poucos amigos da minha mãe, eu me calei de imediato. ---Ou não.
—--Isso, não dê mais trabalho. ---Incentivou minha mãe, ela deu um leve tapinha em meu rosto e se virou para Ligea. ---Espero que você tome conta do meu filho, Ligea.
—--Pode deixar ele comigo, dona Hera. ---Disse Ligea sorrindo, Ligea tentou me abraçar de lado, mas uma pequena pessoa entrou no meio, afastando Ligea de mim. ---Ah, desculpe Antonieta.
—--Que mania irritante que você tem de abraçar ele. ---Disse Antonieta bufando irritada, o que pareceu extremamente fofo e inevitavelmente foi muito engraçado e fez todos rirem.
—--Vem cá, dona ciumenta. ---Disse rindo, pegando Antonieta do chão e levando para meu colo, dei um demorado beijo no rosto da minha pequena princesinha, assim que separei dei uma última olhada naquela imensidão vermelha, que me transmitia tanta força e esperança, tanto quanto, se não mais do que os olhos de Héstia. ---Eu te amo, minha linda.
—--Eu também te amo, Percy. ---Disse ela sorrindo, de seus olhinhos lágrimas saiam. ---Por favor, não demore pra voltar pra me ver.
—--Eu prometo que não vou demorar. ---Disse forçando um sorriso para ela e segurando as lágrimas, não queria mentir para ela, mas era necessário. Aquelas palavras fizeram Antonieta abrir um largo sorriso. ---Agora tenho que ir, cuide bem do pessoal, ok? ---Disse para ela, ela assentiu com força, de seus olhos lágrimas saiam.
—--Eu vou cuidar de todos. ---Respondeu ela sorrindo, eu a levei para o chão, ela correu chorando para o colo de Hefesto que abraçou firmemente, eu sorri com aquela imagem de pai e filha, confesso que senti uma pontada de inveja de Hefesto, ter uma linda e amorosa filha, como Antonieta, é lindo. Depois endireitei meu corpo e respirei fundo, com os olhos fechados, segurando as lágrimas, eu não entendia bem, mas eu sentia meu coração tão apertado, como se algo estivesse errado, que algo ruim estivesse prestes a acontecer. Abri meus olhos e sorri para todos os presentes, todos me olhavam sorrindo e com lágrimas nos olhos, passei meus olhos por todos aqueles deuses amados, minha família.
—--Até logo, eu amo todos vocês. ---Disse sorrindo, sem esperar por uma resposta, eu me virei e peguei na mão de Ligea, que me olhava sorrindo e comecei a caminhar em direção a porta, meio que puxando Ligea comigo, não sei ao certo, antes, no começo da guerra, eu não senti tanta aflição por abandonar minha família e ir para a guerra, eu sentia medo, medo de não poder vê-los novamente, em não poder olhar nos olhos de Antonieta e dizer a verdade, aquilo realmente acabou comigo.
—--Espera. ---Escutei uma voz chamar, quando me virei vi Antonieta vindo correndo na minha direção, aquilo fez meu coração se apertar ainda mais, não aguento mais isso, ter que mentir para a Antonieta. Mas então Antonieta parou na frente da Ligea, me surpreendendo um pouco, Ligea olhou para mim, surpresa. ---Eu só queria... ---Antonieta se interrompeu, ela parecia um pouco apreensiva. ---Me despedir de você, Ligea.
—--De mim? ---Perguntou Ligea surpresa, confesso que realmente fiquei surpreso com isso.
—--Sim, você é uma pessoa legal, eu até... ---Antonieta se interrompeu, ela olhava para baixo. ---Gosto de você, um pouco, não muito. ---Disse Antonieta por fim, aquilo me pegou de surpresa e me encheu de alegria, de poder ver aquela cena. Ligea se ajoelhou ficando da altura da Antonieta e disse sorrindo.
—--Eu também gosto muito de você, não é pouco. ---Disse ela sorrindo, Antonieta levantou seu rosto, encarando os olhos de Ligea, Ligea em resposta esticou a mão, para que Antonieta pudesse apertar. ---Até mais ver, minha eterna rival. ---Antonieta ficou surpresa com as palavras de Ligea, ela olhou do rosto de Ligea para a mão dela, então de volta para o rosto de Ligea e sorriu, então ela fez algo que me impressionou ainda mais, ela abraçou Ligea, passando seus bracinhos envolta do pescoço de Ligea, por um momento, minha namorada ficou sem reação, até que ela retribuiu o abraço de Antonieta. Confesso que aquilo me encheu ainda mais de felicidade e esperança, ver aquelas duas se abraçando, dois dos meus maiores motivadores, que viviam em conflito, era realmente algo incrível, tão incrível que lágrimas de felicidades caíram de meus olhos e escorreram pela minha bochecha. Depois de alguns segundos, elas se separaram, então Antonieta olhou diretamente pra mim, sorrindo.
—--Percy, cuide muito bem da minha eterna rival.
—--Eu prometo cuidar.
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