Notas iniciais
Eae galera, dois capítulos seguidos em, quero dizer que infelizmente não postarei semana que vem, as provas chegaram, tenho que passar de termo hahaha. Me desejem sorte.

POV: Perseus Heitor Jackson.

2 semanas.

A batalha continuava sem descanso, eu apesar de ser forte, não conseguia manter o combate por tanto tempo quanto as criaturas aquáticas, elas na grande maioria, eram monstros imortais, mais mesmo eles tinham que recuar, para recuperar o fôlego, se não seriam mortos, claro que nem todos de uma vez, eles meio que se revezavam, o que fazia que as batalhas continuassem. Então eu também vinha descansar, quando estava chegando ao meu limite, depois retornava para a batalha, confesso que estou sentindo meu progresso, Ares tinha razão, a batalha, a guerra, faz você evoluir melhor e mais rápido que qualquer treinamento, eu cada vez mais, aguentava mais tempo em combate, é a cada nova volta ao campo de batalha, eu estava melhor e mais forte, mesmo que eu na vez anterior, usasse mais do meu poder, na próxima vez, eu usava ainda mais energia e poder divino, até me esgotar, sinceramente, eu estava ficando impressionado com a minha evolução, nunca havia evoluído tão rapidamente. Estava prestes a retornar para o campo de batalha, havia tirado uma boa quantidade de horas de sono, meu sono foi bem, eu felizmente, não tive nenhum pesadelo ou invasão de demônios sexys, que queiram sugar minha vida, o que pra mim, por si só, já era ótima notícia. Estava me encaminhando até os Estábulos, para que eu pudesse pegar Meia-noite e irmos novamente para a batalha, enquanto estava passando perto dos jardins, os jardins eram esculpidos com colônias de coral e plantas do mar brilhantes, inúmeras cores e diferentes formas, uma mais linda que a anterior, estava tão distraído, vendo a beleza daquelas formas e cores, que não notei a aproximação de um amigo.

—--Eae Percy. ---Me virei e vê Paláimon, Deus dos Tubarões, ele estava trajando sua armadura, feita de Oricalco, tendo uma coloração Bronze, com desenhos negros de tridente, seu capacete tinha formato de uma boca de tubarão, com dentes pontiagudos por todo ele, porém com penachos verdes, ele retirou o capacete sorrindo, o que sempre me impressionava, seus dentes pontiagudos, como presas de Tubarão, sua pele era negra, bastante escuro, seu cabelo era preto e crespo, seus olhos eram dourados.

—--Eae Paláimon, como vão as coisas? ---Perguntei distraidamente.

—--Acho que vão bem. ---Disse ele.

—--Fiquei sabendo que você e os outros Tubarões, deram conta de um batalhão de Serpentes marinhas. ---Disse eu para ele.

—--É foi sim, elas deram bastante trabalho, mas somos poderosos, sabe como é, não posso perder pra você. ---Disse ele dando de ombros e sorrindo desafiador, eu ri, Paláimon era muito doido, e segundo ele, estávamos em uma batalha particular, para saber qual era o melhor guerreiro, não que eu estivesse me esforçando para ganhar dele, mas ele estava. ---Ei, garanhão, e isso ai, conquistou mesmo a ruivinha difícil, sempre tenho razão, ela te defendendo daquela forma, foi incrível, ainda mais pra ela.

—--Me defendendo? ---Perguntei confuso, Paláimon sempre chamava Ligea de ruivinha difícil, nunca entendi muito bem, mas Ligea era mesmo complicada de se conviver. ---Ligea me defendendo?

—--Você não ficou sabendo? ---Perguntou ele curioso, eu neguei com a cabeça. ---Ouve uma discussão mais acalorada, hoje mais cedo, entre alguns Tritões e Sereias, as Sereias estavam te defendendo é claro, elas te acham o poderoso General bonitão. ---Corei com o que ele disse, mas era verdade, depois que eu cuidei das Bake-Kujira as salvando, elas viraram minhas fãs de carteirinha, todas elas, não havia uma delas que não me idolatra-se, cá entre nós, é estranho ter um fã clube de monstros aquáticos, mas sendo um filho de Poseidon, creio que isso deva ser comum. ---E alguns Tritões te apedrejando como de costume, me parece, que Ligea quase matou um dos Tritões, por ele ter chamado você de assassino de crianças. ---Senti uma pontada no peito, alguns dos Tritões ficaram sabendo do incidente algum tempo atrás, onde eu acidentalmente, matei uma criança Tritão.

—--Ela me defendeu? ---Perguntei espantado.

—--Defendeu é muito, pelo que eu soube. ---Disse Paláimon sorrindo com aqueles dentes de Tubarão assustadores. ---Um danadinho. ---Disse Paláimon trombando no meu ombro e rindo, eu corei, o que o fez rir mais ainda. ---Já não basta a gata da Esmeralda, também tem que ter a Ligea, você puxou mesmo Poseidon.

—--Por essa, eu não esperava. ---Disse sorrindo, confesso que fui pego de surpresa, também confesso que fiquei feliz, saber que ela estava me defendendo, ela que me odiava tanto, apenas pelo fato de eu ter matado aquele idiota do Tritão, mas também teve aquele momento antes do começo da guerra, que rolou aquele clima, cheio de potencial, mas a Roda atrapalhou, depois daquilo, não tive mais uma chance de ficar sozinho com ela, bem, que eu queria muito, mas ela me evitava a todo custo, é eu não tinha tempo para começar um romance no meio de uma guerra, o máximo mesmo é me divertir com a Esmeralda.

—--Espera um segundo. ---Disse Paláimon, me tirando dos meus pensamentos, ele olhou bem pro meu rosto e caiu na gargalhada. ---É esse sorriso apaixonado, parece que não e só ela que está apaixonada. ---Disse Paláimon me fazendo corar violentamente. Ele me pegou, me dando uma gravata, e esfregando minha cabeça com os dedos da mão e rindo. ---Relaxa, seu segredo está seguro comigo, senhor General apaixonado.

—---------------------------------------- Quebra de Tempo. -----------------------------------------------------------------------------------------------

Depois da minha estimulante conversa com Paláimon, eu me encaminhava para a batalha, montado em meu fiel escudeiro, Meia-noite, trajando sua armadura de batalha, feita de Oricalco da cor de seus pelos, negra, mas na ponta da cabeça, havia uma lança de Bronze Celestial, devia ter 40cm. Enquanto nadávamos em meios as batalhas, procurando alguém que estivesse precisando de ajuda, eu avistei ao longe, uma enorme forma, tão grande, com certeza, era uma enorme Lula, como eu sei, para começar, a lula têm um corpo alongado, em forma de tubo, já o do polvo é mais arredondado, apesar de ambos os moluscos possuírem oito braços, esses animais possuem uma outra diferença importante, as lulas têm um par de tentáculos e nadadeiras ao longo do corpo, já os polvos não. O seu corpo era mesmo enorme e vermelho vivo, devia atingir uns 120 metros de comprimento, mais da metade era só daqueles enormes tentáculos, devia ter pelo menos 80 metros e tão grossos quanto uma Serpente Marinha, e mesmo de longe, eu podia ver, que a criatura tinha enormes olhos brancos, com uma bola preta, eu já havia lido sobre ele, era o Akkorokamui, presente no folclore Ainu, que supostamente se esconde no Funka Bay, em Hokkaido, no Japão, seu mito ganhou força mundial, quando um mortal chamado, John Batchelor, registra um relato desse monstro em seu livro, O Ainu e Seu Folclore ao notar: "... três homens, diziam-se, estavam tentando pegar um peixe-espada, quando de repente um grande monstro marinho, com grandes olhos fixos, apareceu na frente deles e procedeu a atacar o barco, o monstro era redondo em forma, e emitiu um fluido escuro que tem um odor muito poderoso e nocivo...” A reverência Ainu deste monstro, permeou o xintoísmo, que incorporou Akkorokamui como um Kami menor, que seria como um Deus menor. As práticas de autopurificação para Akkorokamui, são muitas vezes rigorosamente seguidas, enquanto Akkorokamui é muitas vezes apresentado como um benevolente Kami (deus), com poderes para curar e dar conhecimento, é inconstante e tem a propensão a fazer mal, a natureza de Akkorokamui como um polvo significa que é persistente e é quase impossível escapar de seu alcance sem permissão, o que era obvio, pelo tamanho dela, como outros rituais de purificação xintoísta, antes de entrar no santuário de Akkorokamui, as mãos devem ser limpas com água, com a exceção de que os pés também devem ser limpos também, agora uma parte idiota e nojenta do seu mito, Akkorokamui goza no mar e isso reflete em pescarias mais fartas no mar, então oferendas como peixe, caranguejo, moluscos, e similares são favoritos particulares de Akkorokamui, que devolvem o que deu, homenagem a Akkorokamui é muitas vezes para doenças dos membros ou pele, mas purificação mental e liberação espiritual é particularmente importante, santuários em dedicação a Akkorokamui e deidade de polvo associado são encontrados em todo o Japão. Em particular, santuários bem conhecidos incluem um em Kyoto e na ilha de Hokkaido que homenagear Nade Yakushi. Esses santuários, embora nomeados para diferentes entidades, vêm de e compartilhar várias características com Akkorokamui, e como tais práticas envolvendo cura, renovação e purificação são semelhantes. Essa característica se manifesta na crença no Xintoísmo de que Akkorokamui tem poderes de cura, consequentemente, acredita-se entre os seguidores que dar oferendas a Akkorokamui irá curar doenças do corpo, em particular, desfigurações e membros quebrados, tudo idiotice, a verdade, era que esse monstro, era perigoso e assassino, destruindo vários barcos e devorando seus marinheiros, mas pelo que eu sabia, ele tinha caracteristicamente, habilidades perigosas, como soltar um cortina de liquido negro e viscoso, porém ácido, ele também tinha capacidade de auto amputação, como várias espécies de polvo, e regenera os membros com facilidade. A criatura vinha destruindo tudo por onde passava, havia alguns Tubarões tentando combate-la, enormes Tubarões, Brancos, Martelo, Tigres, Raposa, Duende e Cação Bruxa, eles mordiam, e lutavam como podiam, mas era quase inofensivos seus ataques, não conseguiam fazer muito avanço, acredito eu, que para Paláimon não estar ajudando esses Tubarões, ele está enfrentando algo ainda mais perigoso.

—--Daqui em diante, eu irei sozinho, Meia-noite. ---Disse para ele.

—--“Mas...Tudo bem, você que manda.” ---Disse Meia-noite contrariado, eu sabia que ele era corajoso e forte, mas essa criatura tem aquela cortina de liquido ácido, além disso, eu era ainda mais rápido sozinho, controlando a água e tinha um fator de cura e uma maior resistência a ácido que o Meia-noite. Pulei das suas costas e ordenei que as mares me impulsionassem em direção a criatura, essa criatura era muito grande para sofrer algum dano com alguma das minhas armas, então o que me restava era usar o meu poder divino, dentro da água, meus poderes de Héstia não funcionam aqui, em baixo d’água, a menos que eu faça a chama sagrada, o que eu ainda não consigo, mesmo que venha treinando sempre, bem, sempre que sobrava um tempo das minhas responsabilidades, posso usar um ataque surpresa, aproveitar da distração que os Tubarões me davam, e destruir a criatura com facilidade. Ordenei que as águas me impulsionassem para cima, para sair da visão da Akkorokamui, as água me levaram para cima, eu subi alto, passando por trás da criatura, parei, eu estava bem acima dela, comecei a me concentrar para formar três lanças de gelo, grandes o suficiente para empalar a criatura, assim que consegui eu ordenei que as lanças descessem rapidamente na direção da criatura, mais algo deu errado, assim que as lanças estavam próximas de acerta-la, ela desviou delas de alguma forma, acho que ela tinha conseguido me ver, e apesar de tudo, as lanças eram grandes e não eram tão rápidas, mas esta enorme Lula, era muito rápida, nadando rapidamente para a outra direção, ela escapou, mas apesar de tudo, eu ainda acertei uma das lanças, seus tentáculos se agitaram por causa da dor, vários vindo na minha direção, eu ordenei que as correntes marítimas, que me movessem rapidamente, desviando dos tentáculos enormes, apesar de serem tão grandes, eram muito rápidos, a criatura rodou rapidamente, seu muitos tentáculos focados em mim, tentando de alguma forma me acertar, eu desviava como podia, de repente ela lançou uma cortina de liquido preto na minha direção, eu sabia que isso era ruim, era ácido.

—--SAIAM TODOS DE PERTO. ---Gritei para os Tubarões, que ainda estavam perto, alguns não conseguiram fugir a tempo e foram dissolvidos no ácido negro, controlei as correntes marinhas para que me afastasse da água acida, e controlei a água para que impedissem que a cortina ácida se alastrasse, mais algo estranhamente bom aconteceu, por causa da lança de gelo que eu havia acertado, a Akkorokamui estava mais lenta, formei outra lança de gelo rápida, menor, mais só que mais veloz, eu lancei na Akkorokamui, acertando em um de seus tentáculos, ele cravou no Tentáculo e fincou no chão do mar, a criatura se mexeu com dor, visivelmente com muita dor, então ela usou outra da sua habilidade especial, soltou um dos seus enormes tentáculos, eu me concentrei novamente em outra dúzia de lanças menores e mais rápidas, lanças de gelo de 2 metros de comprimentos e da grossura do meu braço, e arremessei elas, no corpo da criatura, com toda a força que eu pude controlar com a água, elas saíram como misseis, e felizmente pra mim, todas as lanças acertaram o corpo da Akkorokamui, ela explodiu em sangue verde e pó dourado de imediato, manchando a água do mar, que logo foi dispersando a sujeira aos poucos. Nadei em direção aos Tubarões, precisava saber onde Paláimon estava, tinha um mau pressentimento sobre ele.

—--Onde está Paláimon? ---Perguntei para um dos Tubarões, era um enorme Tubarão Raposa, ele tinha um coloração cinza escura, quase preta, mas o que chamava atenção nele, era que mais da metade dos seus 6 metros, era apenas de uma longa barbatana na cauda que, que com certeza, pode ser usada como chicote para atordoar as suas presas.

—--“Ele está enfrentando Glauco.” ---Disse o tubarão raposa na minha mente. ---“Eles saíram naquela direção.” ---Disparei em direção a que o Tubarão havia me falado, não demorou para que eu pudesse ver flashes de energia pura, sendo lançados, o combate de dois deuses, eu podia sentir a água mais quente e as ondas do combate, acelerei, ordenando que as correntes me levassem ainda mais rápido naquela direção. Quando me aproximei do combate entre os deuses, pude ver a destruição causada por causa do combate, havia rochas partidas, crateras abertas no chão, e mais afastados vê os dois deuses lutando, em suas formas divinas, Glauco tinha uma aparência de um velho, por volta dos 60 anos, a parte superior do seu corpo, tinha pelo menos 3 metros, cabelos verdes como o mar, assim como sua enorme barba, seus olhos negros, seus ombros largos, seu corpo musculoso e no lugar de suas pernas haviam uma cauda de serpente, com grossas escamas de peixe azul e verde, que devam mais uns 7 metros de comprimento ao Glauco, ele empunhava suas armas que vira a 2 meses atrás, um escudo feito de ferro do mar, o metal era esverdeado e emitia um brilho verde aquoso, o escudo estava coberto de algas antigas e verdes escuras, é na sua mão direita, ele empunhava sua lança, que tinham pelo menos uns 7 metros, de ouro do mar, a lâmina dourada, emitia um brilho verde. Do outro lado estava Paláimon o deus dos Tubarões e meu amigo, em sua forma Divina, ele trajava sua armadura, feita de Oricalco, tendo uma coloração Bronze, com desenhos negros de tridente, ele em sua forma divina, ficava ainda com mais características de tubarão, ele tinha seis metros, ele não tinha mais cabelo e sua cabeça era quase a de um tubarão, somente os olhos que eram totalmente dourados, em suas mãos haviam criado membranas entre os dedos, onde ele empunhava sua arma, um enorme Machado Duplo, de uns 5 metros de cabo, e enormes laminas feita de Ferro do mar, que tinha uma lâmina esverdeada é emitia um brilho verde aquoso, havia uma barbatana dorsal em suas costas, mas ele continuava com duas pernas humanas. Eles lutavam rapidamente, seus movimentos eram muitos rápidos, mais eu podia ver que Paláimon estava levando a pior, Glauco por ter um escudo, tinha muita vantagem, tinha uma defesa muito melhor e tinha mais opções de golpes, em um movimento rápido, Paláimon cometeu um vacilo, ele atacou muito displicente, usando muita força, é pouca habilidade, Glauco, defendeu com seu escudo, girou em sua cauda de serpente e cravou sua lança de ouro no ombro de Paláimon que urrou de dor, ele saiu cambaleando pra trás, mas a lança continuava na mão de Glauco, que aproveitou do deslize de Paláimon e foi para cima, com sua lança em mãos. Eu ordenei que as correntes me impulsionassem para mais perto, e antes que Paláimon ganhasse uma lança entre os olhos, eu soquei Glauco no rosto, o lançando longe, ele saiu rodando na água, até tomar o controle de novo do seu corpo.

—--Que bom ver você, General. ---Disse Paláimon com dor, sorri para ele.

—--Então o principezinho mimado, veio morrer antes da hora. ---Disse Glauco olhando com ódio pra mim, no canto da sua boca, Icor o sangue dos deuses, escorria, manchando a água.

—--O único que vai morrer aqui é você. ---Disse colocando minha mão entre o espaço da armadura de superior e inferior e pegando minha caneta mortal da minha calça, destampei Contracorrente, a caneta cresceu em minhas mãos até que eu estava segurando uma espada grega de Bronze Celestial, com um 1,55cm de comprimento e punho de duas mãos envolvido em couro, a lâmina brilhava ligeiramente, lançando uma luz dourada.

—--Você fala demais, pra alguém do seu tamanho. ---Zombou Glauco sorrindo sarcasticamente. Quando estava prestes a partir pra cima dele, senti algo grande segurar meu ombro, olhei para Paláimon, seus olhos dourados queimavam em pura energia, sua ferida no ombro, já havia se fechado.

—--Está luta é minha Percy, eu te agradeço, mas eu não quero sua ajuda. ---Disse Paláimon me olhando seriamente, assenti para ele, está batalha era algo relacionado a sua honra como guerreiro, ele estava a todo tempo em uma disputa comigo, eu simplesmente não podia chegar aqui, e roubar sua luta dessa forma.

—--A então o Tubarãozinho, ainda não desistiu. ---Zombou Glauco. ---Mesmo você sendo um deus, não é pareô pra mim, eu já te disse isso.

—--Quando está luta acabar, veremos qual dos dois estará de pé. ---Disse Paláimon seriamente, Glauco riu de escarnio.

—--Por isso você tem que pedir ajuda, para um simples semideuses, se ele não tivesse chegado a tempo, você já estaria morto. ---Zombou Glauco, sua enorme cauda de Serpente se agitando. ---Sei que quando eu estiver novamente, prestes a te matar, o Principezinho bastardo, vai salvar sua barbatana. ---Senti meus sangue pulsar de ódio nos meus ouvidos.

—--Percy. ---Disse Paláimon, ele me olhou seriamente, eu quase nunca tinha o visto com uma expressão tão seria no rosto, ele sempre era sorridente e brincalhão. ---Não importa o que aconteça aqui, se eu ganhar ou perder, até um de nós dois estiver morto, em hipótese alguma você ajuda.

—--Mas... ---Eu tentei argumentar com o Paláimon, mas ele me cortou sem dar espaço para conversa.

—--Jure pelo Rio Estige. ---Exigiu Paláimon, eu hesitei, não que não confiasse no Paláimon, mas eu simplesmente não conseguiria ver um amigo, morrer diante dos meus olhos e não fazer nada para evitar isso, ver ele morrer e não ajudar, era demais pra mim. ---JURE. ---Gritou Paláimon, seus olhos fervendo de puro ódio. ---Se você se intrometer, eu juro que você terá um inimigo. ---Disse ele me olhando, eu sabia que isso era algo extremamente pessoal para Paláimon, algo mais importante que sua vida, seu posto, qualquer coisa, era sua honra que foi manchada, pode parecer idiota, mas eu entendia e respeitava.

—--Eu juro pelo rio Estige, que não entrarei na sua luta, para te ajudar, mesmo que você morra. ---Disse alto, apesar de não poder escutar o trovão de confirmação, eu sabia que aquele juramente estava valendo.

—--Obrigado. ---Disse Paláimon dando um breve sorriso. Um riso alto ecoou mais alto, me chamando a intenção.

—--Você acaba de desistir da sua única forma de me derrotar. ---Disse Glauco rindo. ---Somente vocês dois juntos, teriam uma pequena chance de me derrotar, separados, ambos vão morrer.

—--Você fala demais. ---Disse Paláimon, ele partiu pra cima, atacando firmemente na lateral do corpo de Glauco, que defendeu com seu escudo, o som ecoou alto, eles começaram a lutar. Ordenei para que as correntes marinhas, me afastassem da batalha, não queria atrapalhar de nenhuma forma a batalha deles, os dois eram incrivelmente velozes e fortes, eles eram deuses em sua forma divina, eles rodavam no campo de batalha, além de Glauco ter escudo é lança, ele também conseguia atacar com sua cauda de serpente, e acredite, ele conseguia lançar energia, esferas verdes de pura energia destrutiva. Paláimon por sua vez, dispersava as energias com as dele próprio, as dele tinha uma coloração azul. A luta se estendeu por longos minutos tortuosos pra mim, já que eu não podia ajudar, além disso, eu podia ver que Paláimon estava em desvantagem, somente lutando com seu machado, não que ele fosse ruim, muito pelo contrário, mais Glauco tinha praticamente três armas, contando sua calda, querendo ou não, isso era uma ótima vantagem. Paláimon em um movimento rápido, ele girou seu machado na altura da cintura do Glauco, o escudo deste não conseguiu chegar a tempo, para defender, então o machado atingiu o começo da cauda, fazendo um belo corte.

—--Isso. ---Vibrei torcendo, Glauco urrou de dor e lançou sua calda na direção do peito de Paláimon, mas Paláimon girou, desviando da calda, ele chutou o escudo de Glauco pra longe, o escudo escapou da mão do deus, mas antes que Paláimon pudesse acabar com a luta, Glauco foi mais rápido e se afastou rapidamente. ---Depois o Paláimon que é o covarde. ---Desdenhei, Paláimon se lançou pra frente, atacou com seu enorme machado duplo, de baixo pra cima, cravando na cauda de Glauco, que urrou de dor, mas em um movimento muito rápido ele se virou e aproveitando que o machado de Paláimon estava preso em sua calda, ele cravou a lança no peito de Paláimon, a lança atingiu a armadura de Paláimon e varou do outro lado. Paláimon cuspiu Icor dourado, sangue dos deuses, me contive para correr e ajudar Paláimon, aquilo estava me matando. Paláimon caiu de joelhos, respirando com dificuldades, apesar de um golpe no coração não matar um deus, o machucava muito, e praticamente o imobilizava, agora Glauco só precisa decapitar Paláimon, para manda-lo algumas décadas pra um sono profundo. Glauco arrancou o machado de sua calda, e analisou a arma, e me olhou sorrindo.

—--Tenho que admitir, foi mais difícil que eu imaginei, poderoso deus dos Tubarões. ---Disse Glauco sarcasticamente, meu sangue fervia nos ouvidos, eu queria ir até lá e esmagar esse desgraçado, maldita hora que jurei, mas eu não podia quebrar um juramento pelo Estige, quebrar tal juramento significava maldições terríveis, para mortais como eu significava a morte imediata, enquanto para os deuses, podia ser a petrificação, morte instantânea que levaria o deus a alguns anos em sono profundo, ou até mesmo a perda da imortalidade. ---Blá, não passa de um inseto, não devia se considerar um predador. ---Ele colocou o machado no pescoço do Paláimon é olhou para mim, meu sangue pulsou nós ouvidos, eu ordenei que as correntes marítimas me levasse até lá, dane-se o que aconteça comigo, não posso ver um amigo morrer dessa forma é simplesmente não fazer nada. ---Você é o próximo, principezinho bastardo... ---Antes que eu pudesse chegar ou ele cortar a cabeça de Paláimon, Paláimon rápido como uma serpente, voou na garganta de Glauco, o mordendo com força, com tanta força que pude ouvir os ossos se romperem, Paláimon sacudiu de um lado para o outro, até separar a cabeça do corpo, o corpo de Glauco começou a se desfazer em pó dourado, se misturando com a água, Paláimon jogou a cabeça longe, cuspiu Icor dourado, de Glauco.

—--Não fale assim do General apaixonado.