Notas iniciais
Salve rapaziada, finalmente chegamos ao 100 capitulo, então, espero que gostem dele.

POV: Perseus Heitor Jackson.

Eu estava nervoso, estava muito nervoso, mas quem não estaria, liderar um exército, um batalhão de monstros marinhos, Tritões, Sereias e muitos outros. Meu pai está louco em me dar tanta responsabilidade, a cerimonia começaria logo após o banquete com os líderes do exército de Poseidon, eu nem estava nervoso pelo fato de ter que está sentado com os líderes do meu pai, seres com milhares de anos, mais poderosos, mais inteligentes e sábios que eu, estava nervoso mesmo, porque depois do jantar, eu estaria em pé em frente de milhares de soldados, tirando o fato da grande maioria dos Tritões me odiarem, quase pressão nenhuma. Estava tão nervoso que nem conseguia colocar a armadura do jeito certo, Poseidon havia feito uma nova armadura pra mim, feita de Oricalco, este tipo de metal, encontrado no fundo do mar, tem muitas cores diferentes de metal, todas as cores são ótimas, e não há diferenças entre elas, exceto a cor é claro, este metal é usado normalmente em armaduras, o Oricalco em si, é extremamente resistente a impactos, ele amortece o impacto, por isso sua preferência para armaduras, e não armas. Bem, minha armadura era feita de Oricalco preto, mais dessa vez, havia um enorme desenho de um Tridente verde, que pegava toda a frente da armadura, o capacete era preto com penachos negros, era uma armadura incrível, antes eu usava uma armadura sem desenhos, pra não demonstrar favoritismo a nenhum deus, mas agora que seria promovido a um General das tropas de meu pai, não tinha mais escolha.

—--Você ainda não colocou essa armadura, menino. ---Disse uma voz irritada, me virei e encontrei minha avó, ela já estava com sua armadura de General, dourada, entalhada no peito, um desenhos de asas de corujas, e seu capacete que parecia uma cabeça de coruja com penachos negros.

—--Eu não sei, se estou pronto. ---Disse olhando pro capacete, aqueles penachos negros, queriam dizer que eu não era um simples soldado, eu era um soldado de alta patente, da mais alta patente, responsável por liderar uma guerra, responsável por um grande exército, muitas vidas, cada uma delas tinha um sonho, uma história, existiam por algum motivo. ---Não sei se estou pronto para ser um general. ---Em resposta, senti o toque macio e quente em meu rosto, e uma mão puxou meu rosto para cima, fazendo-me a encarar, só podia olhar em seus olhos, é um pedaço da sua boca e nariz, já que o capacete tampava quase todo o rosto, aquela imensidão cinza tempestade, seus olhos tentavam transmitir confiança, ela sorriu, então retirou seu capacete por um momento, dando lugar ao seu lindo rosto.

—--Como disse, um grande filho meu, Ferdinand Fouch, “As batalhas são ganhas ou perdidas por generais, não por oficiais ou soldados.” ---Eu conhecia a história dele, ele foi um militar francês, comandou as forças da Tríplice Entente ou dos Aliados em 1914, de uma forma decisiva, levando à vitória do Marne, dirigiu com êxito operações na Flandres, como adjunto de Joseph Joffre, coordenou as operações dos exércitos franceses, belgas e britânicos, em 1917 assumiu o cargo de chefe de Estado-Maior do Exército Francês e em 1918 somou mais uma vitória ao conseguir ganhar a Segunda Batalha do Marne. ---Agora, se eu e seu pai, te escolhemos para tal função, é por que você está pronto. ---Disse ela firmemente, ela pegou a parte de cima da armadura, e me ajudou vestir, ela apertou as tiras com força. ---Eu te acompanho desde sempre, meu querido, desde o dia em que você nasceu, até hoje, sei de toda a dor que você sentiu, de como sua vida foi sofrida e cruel, desde de muito cedo, desde muito novo, você foi obrigado a ter uma vida difícil, ser tratado como um guerreiro, sofreu, sofreu demais para uma pessoa da sua idade, ou melhor, sofreu demais para qualquer um, mas também vê como você evoluiu e progrediu, se esforçou e treinou, treinou exaustivamente todos os dias da sua vida, sempre dando seu melhor, tenho muito orgulho de você, tenho confiança em você, agora você precisa ter confiança em você, em sua força de vontade, no seu poder, na sua liderança, sua bondade, seu senso de justiça inabalável e acima de tudo, sua lealdade. ---Disse ela seriamente, me senti melhor com aquelas palavras, me senti realmente confiante. ---Você não percebe, mas liderou as pessoas a sua volta a vida toda, mesmo nós deuses, você da sua forma, nós fez ser mais humanos, mais gentis, isso é um modo de liderar, então não duvide de seu potencial, você não para de se superar, meu querido.

—--Obrigado, não vou decepcionar. ---Disse firmemente, encarando aquela imensidão cinza tempestade. ---Eu prometo.

—--Eu sei que não. ---Disse ela passando a mão em meu cabelo e sorrindo, seu olhar estava cheio de ternura, ela passou a mão em meu braço e colocou a mão em minha pulseira de coruja, feito de ouro, ela ergueu meu braço e me mostrou a pulseira. ---Você se lembra de quem te deu isso?

—--Sim, eu me lembro, foi você. ---Disse sorrindo.

—--Claro, talvez, você não se lembre, era muito novo, além disso, eu nunca te falei sobre isso antes, você era jovem demais para entender, mas esse bracelete pertenceu a maior e mais forte, filha que eu tive. ---Disse ela sorrindo tristemente. ---Ela pertenceu a sua mãe, Sally Jackson. ---Disse ela sorrindo, senti uma lágrima escorrer, eu não sabia disso, então, aquela lança que ela lutou sua luta final, foi a mesma lança que hoje eu empunho. ---Só os mais fortes, dignos, principalmente os mais sábios dos meus descendentes, poderão ter a honra de usar está arma, desde os primórdios, desde meus primeiros filhos, até você agora, da sua mãe, ele foi pra você, Sally teria orgulho de você, orgulho de quem se tornou, assim como eu tenho.

—--Obrigado. ---Disse sorrindo, Atena depositou um beijo sobre a pequena pulseira, sobre a joia de coruja e sorriu para mim.

—--Você cresceu tanto. ---Ela passou a mão no meu rosto, passando a mão na minha barba, que estava curta, mais dava para senti-la com as mãos. ---Já tem até barba, agora já é um homem, um belo homem. ---Ela deu um tapa de leve em um rosto e me olhou seriamente. ---Agora vamos, não podemos nos atrasar para o banquete e depois sua promoção. ---Ela colocou de volta seu capacete, e se virou e começou a andar para fora do meu quarto.

—--Mas espera um segundo. ---Disse pegando meu capacete e correndo atrás da minha avó. ---Para isso ser chamado de promoção, eu não teria que ser pelo menos do exército?

—--Realmente você tem um ponto, mas não se esqueça, que você é da realeza, filho de um deus rei. ---Disse minha avó.

—--Isso me faz seu herdeiro, príncipe, e bla, bla. ---Disse revirando os olhos.

—--Deixe de ser mal educado, você devia ter mais orgulho de quem é. ---Repreendeu minha avó.

—--Eu tenho orgulho, só não gosto de ser tratado como um príncipe. ---Disse me defendendo.

—--Você é um príncipe, devia acostumar-se com isso. ---Disse ela me olhando severamente, senti um frio na espinha de olhar aquela tempestade cinza irritada, não sei de quem tenho mais medo, dela, da minha mãe ou Ártemis. Caminhamos até a sala onde o banquete ocorreria, logo quando chegamos, todos os lideres já estavam presentes, agora você pode achar estranho estar comendo perto de monstros e criaturas marinhas estranhas, mas para um filho de Poseidon, isso era comum. Sentei-me no meu lugar, ao lado de Roda, e minha avó sentou ao lado de meu pai. Na grande mesa de jantar, estavam os principais líderes do meu pai, e nós os Generais. Sentado na cabeceira da mesa, estava meu Pai, Poseidon, ele estava vestido em sua armadura, verde-mar, brilhosa, com um enorme desenho de tridente negro em seu peito, ele não usava seu capacete, seu olhar era firme e confiante, ao lado direito dele, estava minha avó, vestida com sua bela armadura, dourada, entalhada no peito, um desenhos de asas de corujas, ela também não usava capacete, seus olhos cinzas estavam pensativos e distante, acredito que ela esteja pensando em mil coisas ao mesmo tempo, ao lado esquerdo de meu pai, estava Roda, em sua armadura, branca com desenhos de tridentes verdes, nos ombros e no peito, Roda parecia descontraída, conversando com meu pai e minha avó. Eu estava ao lado de Roda, eu me sentia totalmente deslocado e nervoso, mas tinha que me manter firme, e assim estava. Na minha frente ao lado de minha avó, estava sentado Delfim, em sua forma humana, por volta dos 30 anos, tinha 1.75cm, seu corpo era magro e definido, sua pele porém era meio acinzentada, como um golfinho, cabelos brancos e olhos totalmente dourados, sem pupila ou esclerótica, ele estava vestido em sua armadura, dourada com desenhos de Tridente preto, ele estava conversando com uma linda mulher ao seu lado, por volta dos 21 anos, 1.70cm, seu rosto era extremamente belo, sua pele branca como neve, cabelos negros e curtos, na altura do ombro, seus olhos eram totalmente dourados, sem esclerótica ou pupila, trajando uma armadura na cor Bronze, com desenhos negros de tridentes entalhado, está bela mulher era a Deusa das Sereias, Esmeralda, ela conversava com Delfim, mas toda hora ela voltava seu olhar para mim, era um olhar diferente. Em frente dela e ao meu lado, estava um homem, por volta dos 25 anos, 1.90cm, seu rosto era bruto, porem o que chamava atenção era seus dentes, dentes pontiagudos, presas de tubarões, sua pele era negra, bastante escuro, seu cabelo era preto e crespo, seus olhos eram dourados é ele trajava uma armadura dos capitães, ela tinha uma coloração Bronze, com desenhos negros de Tridente, este era o Deus dos Tubarões, Paláimon, ele conversava animadamente com aquela garota mau humorada, Ligea, ela não estava nenhum pouco diferente do que a virá mais cedo, porém agora ela sorria as vezes, seu sorriso era bonito, de arrancar cuecas. Em frente a Ligea, estava Arges, contudo ele não tinha os 12 metros de altura, tinha apenas uns 2 metros, mais continuava idêntico a o que eu tinha visto hoje, musculoso e enorme, seus cabelos pretos e longos, assim como sua barba, seu enorme olho azul no meio da testa, agora estava calmo e quase feliz, é ele usava um armadura de Capitão, feita de Oricalco e tendo uma coloração Bronze, com desenhos negros de Tridentes, ele conversava seriamente com uma das criaturas que mais me impressionou, era Coto, o furioso, ele tinha 2 metros, talvez um pouco mais, sua pele era muito, muito pálida, da cor de leite, mais o que era impressionante era seu tórax, do tórax brotavam mais braços do que eu podia contar, em fileiras, por toda a volta do seu corpo, desde o que seria o ombro de um homem comum, até sua cintura, os braços pareciam relativamente normais, seu rosto era bruto e comprido, seus olhos eram vermelhos sangue, sem esclerótica e sem pupila, totalmente vermelho, enquanto ele conversava com o outro Centímano, suas faces trocavam, literalmente, uma sorridente, outra triste, outra nervosa. O outro Centímano, era Giges, ambos eram muito parecidos, porém Giges tinha olhos amarelos claros é tinha braços mais longos e fortes, um pouco desproporcionais, no resto eram muito parecidos.

—--Parece que a Esmeralda está de olho em você. ---Cochichou Paláimon, me tirando dos meus pensamentos.

—--Você acha? ---Perguntei corando, o que o fez rir, o que pareceu um pouco assustador, com aqueles dentes de tubarão.

—--Acredite em mim, conheço ela. ---Disse ele, ele esticou a mão, eu apertei de volta. ---Prazer, sou Paláimon, deus dos Tubarões.

—--O prazer é meu, Paláimon, sou Perseus Heitor Jackson, mas prefiro apenas Percy. ---Disse sorrindo.

—--Então Percy, gostei de tu é um cara simpático. ---Disse ele.

—--Obrigado.

—--Diferente do idiota do Tritão, tu fez bem em matar aquele exibido irritante. ---Cochichou ele para mim.

—--Aaa... que bom, eu acho. ---Disse confuso, desconcertado, não sabia o que responder.

—--Não precisa ter vergonha em fazer algo legal, as vezes matar é a única opção para o bem da maioria, há inimigos que não podem ser convencidos apenas com palavras. ---Disse ele distraidamente, dando uma mordida em um peixe ainda vivo em seu prato, isso foi mais estranho do que você pode imaginar, um homem relativamente comum, com boca de tubarão, devorando um peixe, a propósito, o peixe estava vivo e eu podia ouvir o peixe pedindo ajuda. ---É como um predador, ele tem que comer, entende? Então para permanecer vivo, ele tem que matar, cruel? Talvez, mas faz parte do ciclo.

—--Interessante, seu modo de pensar. ---Disse para ele.

—--O que os dois idiotas estão falando? ---Perguntou Roda.

—--Nada demais. ---Disse dando de ombros.

—--Estamos falando de belas mulheres. ---Disse Paláimon, dando uma piscadela para Roda, que revirou os olhos. ---Falando nisso, querida Rodes, linda como sempre, não, está ainda mais linda do que dá última vez que te vê. ---Disse Paláimon com uma voz sedutora, eu acho pelo menos. ---Você ainda aceita ser minha esposa? ---Perguntou ele dando uma piscadela para Roda, mas ele voltou seu olhar para mim. ---Claro, desde que esteja tudo bem pra você? meu caro e estimado, amigo Percy. ---Antes que eu pudesse responder qualquer coisa, Roda tirou meu rosto da frente com um empurrão, é disse irritada:

—--Eu tenho três coisas para falar pra você, meu caro Paláimon, em primeiro lugar, Percy, não manda em mim, se eu quisesse, fico com quem eu quiser, e ninguém daria opinião de nada, principalmente ele, este idiota não opinaria em nada. ---Disse ela me olhando feio, ergui as mãos em sinal de rendição, com uma mensagem silenciosa de: “Eii... Eu não falei nada.” --- segundo eu escolhi ser uma deusa donzela, VIRGEM. ---Gritou ela na parte final.

—--Que cá entre nós, é um grande desperdício. ---Disse Paláimon, dando de ombros, Roda ignorou ele.

—--Por fim, sé abdicasse da minha castidade, não seria por sua causa, meu querido. ---Disparou ela, mas Paláimon ignorou. ---Além disso, você já tem 3 esposas, Paláimon. ---Mas aparentemente, Paláimon não se deixou abater, ele continuou normalmente, acho que ele já era acostumado a tomar foras da Roda.

—--É como aquele velho ditado diz, “É melhor ter esposas de sobra, do que quando precisar de uma esposa, faltar”. ---Disse ele piscando pra mim, o que me fez cair na gargalhada. ---Acho que é um ditado, se não for, agora é.

—--Cara, preciso fazer um chalé enorme pra você no acampamento. ---Disse rindo.

—--A não, não se preocupe enquanto a filhos, eu só gosto de brincar, filho é dor de cabeça. ---Disse o deus sorrindo.

—--Tu é um porco, Paláimon. ---Disse Ligea com nojo, Paláimon se virou para ela.

—--Não, minha querida Ligea, sou um predador, um tubarão. ---Disse ele, o que me fez rir ainda mais.

—--Idiota. ---Disse Roda para o deus dos tubarões, ele sorriu e mandou um beijo para ela, ela virou o rosto.

—--Ei Roda, a propósito, você disse quatro coisas para Paláimon. ---Disparei para Roda, que fez uma careta engraçada, o que fez todos rirmos, inclusive Ligea, ela ficava incrivelmente linda rindo, suas bochechas formavam covinha fofas. ---Então você sabe rir, senhorita mau humor. ---Disse para Ligea, ela no mesmo instante fechou a cara.

—--Eu não estava rindo, seu idiota. ---Disse ela mexendo na sua comida, Paláimon olhou pra ela, depois para mim, depois pra ela novamente e riu alto.

—--EEE... garanhão, mais uma. ---Disse Paláimon me cutucando e rindo, o que fez o rosto de Ligea ficar vermelho igual a cor do seu cabelo.

—--MAIS UMA O QUE? ---Gritou ela para Paláimon, ela vermelhinha ficava ainda mais bonita.

—--Caidinha pelo bonitão, ali. ---Disse Paláimon para ela.

—--Deixa de falar bobagens, cara de tubarão, este idiota, nunca chamaria minha atenção. ---Disse Ligea irritada.

—--Sua boca diz não, mas seu corpo diz sim, minha querida. ---Disse Paláimon, o que fez Ligea ficar ainda mais vermelha.

—--Aahh... não fale bobagens. ---Disse Ligea atrapalhadamente.

—--Faz parte minha querida Ligea, está no DNA, olha por exemplo, meu caro é estimado Rei, senhor Poseidon, ele era o cara das baladas. ---Disse Paláimon, levantando uma taça pro meu pai, que riu e ergueu sua taça de volta. ---Nem gostava de sair com ele, ele roubava todas as belas mulheres pra ele, só sobrava as mais o menos pra mim.

—--Como é? Senhor Poseidon? Rei das baladas? Roubava todas as belas mulheres pra si? É muito bom saber disso. ---Disse minha avó olhando pro meu pai, com cara de poucos amigos, mas era visível a brincadeira da minha avó.

—--Não, querida, é claro que isso é uma brincadeira de Paláimon. ---Disse meu pai nervosamente, isso eu já estava vermelho de tanto segurar a risada.

—--Vish, compliquei pro senhor. ---Disse Paláimon distraidamente, como se ele não tivesse cutucado onça com vara curta, o que me fez gargalhar.

—--Para de rir, Perseus. ---Disse minha avó, mas ela também estava rindo.

—--Mas, voltando a nosso assunto, Ligea está no seu olhar, você está perdidamente apaixonada, você pode negar, mas seus olhos não negam. ---Disse Paláimon romanticamente, esse era o tipo de cara, que sabia animar uma festa, sem esforço nenhum e fazer todos rirem muito.

—--Para de inventar as coisas. ---Disse Ligea nervosamente. Os dois começaram a discutir, Ligea estava com o rosto extremamente vermelho, só não sabia se era de raiva ou vergonha, mas acho que era de raiva, pelo menos ela estava me xingando e Paláimon fazendo o pior papel de conselheiro amoroso de todos os tempos, ele estava tentando erguer minha bola para Ligea, mas isso só irritava ela.

—--Ei roda. ---Cochichei para ela, baixinho, em meio as risadas de quem olhava a briga, mas acredito que pelo ritmo da briga dos dois, eles não ouviriam nada. ---Porque ela me odeia tanto?

—--Simples, ela era namorada do Tritão. ---Cochichou Roda de volta.

—--------------------------------- Quebra de Tempo. -------------------------------------------------------------------------------------------

Depois de rir muito com as gracinhas de Paláimon, eu estava quase preparado, para não morrer de nervoso, nadamos para uma das torres mais alta do palácio, podia ouvir o barulho e agitação do lado de fora das paredes, milhares de criaturas estavam à minha espera, à espera da apresentação do novo General de Poseidon. Quando chegamos na sala, já estavam ali parados, meu pai, com sua armadura completa, feita de Oricalco também, era verde-mar, brilhosa, com um enorme desenho de tridente negro em seu peito, o capacete é estava em sua cabeça, ele tinha um formato de cabeça de cavalo com penachos negros, meu pai estava com seu Tridente em mãos, feito de ouro do mar, ele emitia um leve brilho verde mar. Roda também estava ali, trajando sua armadura feita de Oricalco, branca com desenhos de tridentes verdes, nos ombros e no peito, seu capacete tinha penachos negros, ao lado de Rode estava um homem, por volta dos 30 anos, tinha 1.75cm, sua pele porem era meio acinzentada, como um golfinho, cabelos brancos e olhos totalmente dourados, sem pupila ou esclerótica, ele usava uma armadura Dourada com desenhos de Tridente preto, seu capacete tinha um formato de cabeça de golfinho, com penachos negros, o que dizia que ele era Delfim, deus dos Golfinhos, não sabia que ele podia se transformar em homem, mais parece que pode. Tirando minha avó, que na verdade era uma Rainha, eles eram os 2 Generais de Poseidon, poderosos e sábios, agora eu estava me tornando o terceiro General. Meu pai me viu e sorriu, ele veio em minha direção e me deu um forte abraço, senti o cheiro forte de maresia que emanava dele, eu retribui o abraço com a mesma intensidade, não entendi muito bem o porquê do abraço.

—--Que bom que você está aqui, meu filho. ---Sussurrou ele no meu ouvido, tinha mais para se entender daquela frase, do que as meras palavras ditas, havia o sentimento de alivio do meu pai, eu conseguia entender isso muito bem, acho que sempre dei muita dor de cabeça e preocupação para meu pai, principalmente minha noite de tormenta a 5 meses atrás, quando pedi para que ele me mata-se, aquilo com certeza abalou meu pai, mas agora comigo aqui, ao seu lado, estando perto dele, ele parecia aliviado, até mesmo contente, bem, com a guerra, acho que contente não é a palavra certa para dizer. ---Você vai se sair bem. ---Disse meu pai colocando a mão no meu ombro.

—--Não vou mais te desapontar. ---Disse firmemente, ele sorriu e deu um leve tapa no meu rosto.

—--Já disse antes e digo de novo, você nunca desapontou. ---Disse ele, ele saiu e deu espaço ao outro, General Delfim, ele sorriu e apertou minha mão, sua mão era áspera como a pele de um golfinho.

—--Parabéns, jovem Príncipe, sei que você será um grande trunfo para nossos exércitos. ---Disse ele com uma voz normal, sua voz era semelhante a sua forma de golfinho, bem, outra pessoa que não fosse filho de Poseidon, não conseguiria ouvir sua voz de golfinho, mas, já que eu podia entender ambas, eu podia notar a semelhança.

—--Obrigado. ---Disse fazendo uma breve reverencia, ele retribuiu e foi se postar ao lado esquerdo do meu pai.

—--Olha, você quase está bonito nesta armadura. ---Zombou Roda.

—--Você também, quase fica apresentável nessa armadura. ---Provoquei, ela riu e me deu um beijo na bochecha, seus olhos verdes claro me transmitiam calma, serenidade. ---Você vai conseguir, agora, papai ira te apresentar, te nomear um General, você nada vai dizer, apenas vai ir a frente, erguer o capacete no alto, e colocá-lo, isto quer dizer que você se subordina ao reino de Poseidon e suas ordens, depois pegara sua espada e apontara ela para cima, como um sinal de que você entrega sua força e sua vida pelo exército.

—--Entendi. ---Disse para Roda.

—--Pronto, Percy? ---Perguntou meu pai, assenti confiante, pegando contracorrente, ainda como caneta e deixando-a na minha mão. ---Então vamos. ---Disse Poseidon, ele colocou seu capacete, e segurou na mão da minha avó, e os dois foram para frente, para a sacada onde o exército pode-se os ver, meu pai ergueu sua mão junto com de Atena, o que fez o exército ir à loucura, gritos, saudações e bater de armas e caldas no chão, o barulho era tanto que sacudia as paredes do palácio, os gritos eram divididos entre “Poseidon” é “Atena”.

—--Impressionante. ---Disse eu, o que fez Roda rir.

—--Você ainda não viu nada. ---Disse ela sorrindo. ---Espere até quando chegar minha apresentação. ---Disse ela piscando.

—--Todos vão sair correndo com sua feiura extrema. ---Zombei.

—--Idiota. ---Disse ela socando meu braço e rindo, nesse instante meu pai ergueu seu Tridente, o barulho cessou quase que instantaneamente.

—--Exército de Atlântida. ---Disse Poseidon, mas sua voz parecia estar sendo aumentada por um microfone invisível, pois soou centenas de vezes mais alto. ---O Titã Oceano caminha neste instante com suas tropas em direção a nossa civilização, traidores e mercenários estão do lado dele, mas nós temos as melhores tropas, melhores guerreiros e estrategistas. ---Disse ele olhando para minha avó. ---Não será uma batalha fácil, mas ganharemos. ---Concluiu meu pai, erguendo seu Tridente novamente, isso fez o exército ir a loucura novamente, fazendo estremecer tudo. Ele abaixou sua arma divina, fazendo o exército silenciar-se novamente. ---Agora, vou apresentar nossos Generais, terríveis e poderosos guerreiros, escolhidos pelo destino a liderar nossa vitória contra o Titã Oceano. ---Disse ele confiante. ---Delfim, deus dos Golfinhos. ---Disse Poseidon, Delfim foi a frente já com seu capacete no lugar, ele estava segurando uma lança feita de Ferro do mar, ela tinha 2 metros, e emanava um brilho verde aquoso como a espada de Roda, o exército estava em silencio, mas quando Delfim gritou e ergueu sua lança pra cima, todo o exército foi à loucura.

—--DELFIM, DELFIM. ---Gritava o exército, quando Delfim abaixou sua arma, as tropas foram se acalmando.

—--A poderosa Princesa de Atlântida, Roda. ---Gritou meu pai.

—--Hora do show. ---Ela piscou pra mim, Roda foi a frente já com seu capacete, e sua espada, 1,10cm de Ferro do mar, a lâmina era esverdeada com desenhos de onda, e emitia um brilho verde aquoso, o cabo era branco com pedras preciosas do fundo do mar, como esmeraldas, perolas. ---POR POSEIDON. ---Gritou Roda, assim como meu pai, sua voz ecoou centenas de vezes mais alto, chegando a doer meus ouvidos, ela ergueu sua espada.

—--RODES, RODES, RODES. ---Gritava o exército, ela tinha razão, o exército ficou tão excitado com ela, quanto quando meu pai foi para frente. Respirei fundo, eu era o próximo, confesso que minha perna estava bamba e eu estava com ânsia de vômito, mas não tinha mais tempo para vomitar, tinha que segurar, eu tinha que fazer. Roda abaixou sua arma, fazendo aos poucos, o exército se acalmar.

—--Agora, guerreiros de Atlântida, eu lhes apresento, com um enorme prazer, o nosso novo General, guerreiro temível, pode até ser sua primeira vez aqui no mar, mas seus feitos já foram aplaudidos por todo o Olimpo, por todos os deuses, até já foi lhe oferecido o posto de deus Olimpiano, meu filho, herdeiro do meu trono, Perseus Heitor Jackson. ---Disse meu pai, senti meu rosto corar, com todos os elogios do meu pai, mas respirei fundo e me forcei a caminhar em direção a beirada, olhei a multidão que se agitava aos meus pés, milhares, não fazia ideia do quantas dezenas de milhares de criaturas, haviam milhares de Tritões, Sereias, Ciclopes, Peixes, Tubarões, serpentes marinhas gigantescas, e muitas outras criaturas naquele exército, todos fiéis seguidores de meu pai, e a partir de agora, meus seguidores também. Tremendo um pouco, ergui meu capacete no alto da minha cabeça, isso demonstrando minha subordinação a meu pai, abaixei o capacete o colocando, estreitando minha visão do enorme exercito a minha frente. Minha respiração estava acelerada, assim como meu peito, parecia que meu coração ia saltar para fora da boca. Peguei Contracorrente, ainda como uma caneta esferográfica simples, a destampei, a caneta cresceu em minhas mãos até que eu estava segurando uma espada grega de Bronze Celestial, com um 1,55cm de comprimento e punho de duas mãos envolvido em couro negro, a lâmina brilhava ligeiramente, lançando uma luz dourada em meu rosto, ergui minha lâmina para cima. O exército respondeu de imediato, gritando com muita intensidade, não sei dizer se foi maior do que Rodes, mais creio que não, mas foi suficientemente alto para doer meus ouvidos e fazer o palácio tremer, com som dos gritos, e das armas batendo, enquanto os gritos ecoavam na escuridão do mar, apenas um nome era ouvido.

—--PERSEUS, PERSEUS, PERSEUS.