Percy Jackson o Guerreiro Sem limites
98 Capítulo 98
Notas iniciais
POV: Perseus Heitor Jackson.
Durante o sonho, eu me sentia mais forte, me sentia mais vivo, é isso significava que eu estava em baixo da água, o lugar era claro, e até mesmo aconchegante de certa forma, eu estava em um enorme aposento, o aposento era alto, paredes azuis claras, o piso negro, mas no centro da sala, haviam dois tronos, o maior trono verde com pedras preciosas como esmeraldas e outras, mais acima, no topo do trono, uma miniatura de um Tridente, neste trono, sentado um homem alto 1.85cm de altura, aparentemente 22 anos, musculoso e bronzeado, com os cabelos rebeldes e negros, e com os olhos tão verdes-mar que parecia conter todo o poder do mar dentro dele, meu pai Poseidon, mas ele estava vestido com sua armadura de guerra, somente não usando o capacete, que tinha um formato de uma cabeça de cavalo com penachos negros, o capacete que descansava ao seu lado, sua armadura era verde-mar, brilhosa, com um enorme desenho de tridente negro em seu peito, seu Tridente, estava em sua mão, dourado, feito de ouro do mar, muito raro e muito mais resistente do que qualquer ouro, ele emitia um leve brilho verde mar. Ao lado do meu pai, em um trono de ouro, com pedras preciosas por todo trono, e no topo dele, havia uma miniatura de ouro de uma coruja, com duas esmeraldas verdes, representando os olhos da coruja, nele uma linda mulher, tinha 1,75cm aparentava 22 anos, sua pele branca e cabelos negros, seus olhos acinzentados e inteligentes, estavam mais tempestuosos que o normal, o que queria dizer, que ela estava nervosa, seu belo corpo escultural, estava escondido em uma Armadura completa dourada, entalhada no peito, um desenhos de asas de corujas, e seu capacete, que parecia uma cabeça de coruja, descansava em sua perna, era minha avó Atena. As portas se abriram, duas enormes portas de ouro, e dentro do salão, um golfinho, um pouco diferente dos comuns, já que seus olhos eram totalmente dourados, eu já havia visto ele, uma ou duas vezes, era um dos Generais do meu pai, Delfim, Deus dos Golfinhos, veio nadando rapidamente em direção ao meu pai,
—--Delfim ---Disse meu pai, sua voz estava muito séria, Delfim parou e fez uma breve reverencia ao meu pai e depois a minha avó. ---Então? ---Meu pai o questionou, o golfinho falou em uma voz estranha, mas pude entender em minha mente.
—--“Meu senhor! As notícias são preocupantes, as tropas de Oceano, começaram a marchar, saindo do Atlântico, levaram alguns dias a chegar até nossas portas.” ---Disse Delfim.
—--Então, não há mais negociações. ---Disse Atena preocupada, olhando para meu pai.
—--Sim, minha querida, a guerra chegou para nós. ---Disse meu pai, ele parecia ainda mais preocupado, a imagem tremeluziu, uma leve vertigem e outra imagem havia tomado o seu lugar, eu estava a centenas de metros no fundo do mar, água escura por toda a volta, mas eu podia enxergar bem, a imagem que eu vê, fez minha espinha gelar de medo, um batalhão, não melhor, um exército de criaturas marinhas, onde meus olhos olhavam, eu via somente monstros, milhares, desde enormes Leviatãs, que eram lulas gigantes horrendas, lagostas é caranguejos enormes, serpentes marinhas, dragões aquáticos, tritões vestidos em armaduras, Ciclopes enormes e muitas outras criaturas que eu mal conhecia, mas o que mais me chamou atenção foi uma enorme criatura, um Tritão maior do que os outros, com chifres de touro, e uma enorme pinça de caranguejo na mão esquerda, na outra, ao invés de uma espada, ele bradava uma serpente viva, ele parecia estar dirigindo uma carruagem puxada por lagostas vermelha enorme, ao lado dele, junto na carruagem, uma linda mulher, por volta dos 21 anos, sua pele branca se realçava com seus longos e sedosos cabelos negros, seus olhos eram extremamente azuis como o mar, seu corpo era belo, seios fartos, cintura fina, pernas grossas e bunda grande e redonda, usava um longo vestido seda azulado, ela parecia uma piada no meio da imagem, mas seus olhos azuis, mostrava uma excitação e selvageria, ela tinha um sorriso maligno nos lábios. Então eu levantei em um pulo da minha cama, estava suado e ofegante.
—--“O que foi, Percy?” ---Perguntou Pandora, ele estava em sua forma pequena, parada aos pés da minha cama, me olhando. ---“Outro pesadelo?” ---Perguntou Pandora preocupada.
—--Não sei. ---Respondi.
—--“Você sempre tem muitos pesadelos.” ---Disse ela preocupada. ---“O que é isso em suas costas? São marcas de unhas? Esteve com uma mulher ontem? Nem ao menos tomou um banho para curar as feridas da noite? Se tua mãe visse isso? Seu irresponsável, isso no seu pescoço é uma marca de batom?” ---Perguntou ela rapidamente na minha cabeça, feito uma metralhadora de palavras. A noite de ontem foi tão incrível, tão perfeita, que nem ao menos lembrei de tomar um banho, só cheguei e adormeci rapidamente, pensando naqueles lindos olhos pratas, e em Louise, eu não sabia nada sobre ela, mas eu realmente gostei de estar com ela, aquelas sensações que tive quando estava com ela, por um momento, me senti completo, mas então adormeci, e ela desapareceu, mas ela disse que me encontraria, duvido muito, somos de mundos diferentes, ela é uma mera mortal, enquanto eu sou um guerreiro semideus, é com aquela maldita profecia, realmente não tinha esperanças de ter uma vida muito longa, mas por um instante, podia me imaginar tendo uma vida longa e chata, como um mero homem do século XXI, vivendo com Louise, tendo filhos, como Apolo fez com Celeste, sem problemas e responsabilidades. Deuses, no que estou pensando? Eu não posso fazer nada disso, ter tudo aquilo, aquilo era um sonho distante, Louise não podia entrar no meu mundo, eu não queria isso para ela, então tudo aquilo, todos os sentimentos, não passaram de uma noite de paixão, um dia em que eu fui simplesmente um adolescente comum, uma pessoa comum, foi divertido. ---“Que olhar é esse? você me parece estranho.” ---Disse Pandora em minha mente, trazendo-me de volta a realidade.
—--Espera um segundo, como você sabe disso? Ou melhor onde você esteve nesses últimos dois dias? ---Perguntei me levantando.
—--“HAA, então você sentiu minha falta.” ---Gabou-se ela.
—--Na verdade não. ---Disse distraidamente.
—--“NOSSA... que maldade de se falar.” ---Disse ela magoada.
—--Brincadeirinha, claro que senti sua falta. ---Disse olhando pela janela, já estava claro, olhei para o relógio, eram nove da manhã. ---Então, onde você estava?
—--“Já que você havia desaparecido durante meses, eu fui visitar minhas parentes na Antártica.” ---Disse ela distraidamente, eu sabia disso, a maioria das corujas das neves ficam lá, longe da vista dos seres humanos e semideuses, protegidas pela temperatura muito baixa, foi o jeito que minha avó encontrou para protege-las. ---“Mas então, onde você esteve? Seu irresponsável, sabia que eu fiquei preocupada?!” ---Disse ela me dando bronca, dei uma risada, somente eu, para tomar bronca de uma Coruja, peguei minha toalha e fui em direção ao banheiro. ---“Aonde você pensa que vai?”
—--Tomar um banho, posso? ---Perguntei sarcasticamente.
—--“Claro que pode, melhor mesmo, com essas marcas no corpo, se Hera te visse assim, você seria acordado na base da pancada.” ---Disse ela seria, eu ri, mas no fundo, sabia que ela tinha razão, se minha mãe me encontrasse assim, arranhado e com marcas de batom, ela me mataria, lentamente e com muita dor. ---“Mas ainda não escapou da nossa conversa.” ---Respondeu Pandora na minha mente, entrei no banheiro, e impedi que meus pensamentos fossem lidos pela Pandora, entrei no chuveiro e deixei a água curar todos os arranhados que Louise havia feito no meu corpo, por fim, limpei a marca de Batom do meu pescoço, a última lembrança daquela noite maravilhosa. O banho era gelado, por que ainda estava com muito sono, mais não queria voltar a dormir, vai saber o que de pior eu tinha pra sonhar, agora, os sonhos de um semideus são péssimos por natureza, os meus piores, o negócio é que eles nunca são apenas sonhos, eles acabam sendo visões, agouros, e todas aquelas outras coisas místicas que fazem o meu dia ficar horrível, mas o mais preocupante, e que esse meu pesadelo signifique mesmo o que parece, o começo da guerra no mar.
—-------------------------------------- Quebra de Tempo. ----------------------------------------------------------------------------------------
Estávamos na Sala dos Tronos, uma reunião de emergência, parece que meu sonho, não foi um simples sonho, só para variar, e como até mesmo fui convocado, bem na verdade eu, na maioria absoluta das vezes, não era convocado, sempre entrava de penetra, então cá estou de novo. Todos os deuses estavam presentes, exceto meu Pai e Atena, o que praticamente respondeu todas as minhas dúvidas e destruiu as esperanças de o motivo da reunião, não ser por causa da Guerra no mar, bem Hades e Héstia também estavam nos seus respectivos tronos, agora eles faziam parte do conselho, o que era ótimo, me sentia bem comigo mesmo, por trazer ambos de volta do nosso lado, mas o clima estava pesado, muito nervosismo, conversas confusas que eu mal conseguia entender, entendia bem, línguas antigas, principalmente o Grego Olimpiano, mas quando eles falava rapidamente, era difícil de acompanhar, mesmo para mim, não sou muito de falar com os deuses na língua antiga, mas Zeus tomou a dianteira.
—--Declaro iniciada, a reunião de emergência, em primeiro lugar, quero agradecer a presença dos meus irmãos, Héstia, voltando a ter seu devido lugar entre os Olimpianos novamente. ---Disse ele sorrindo para Héstia, que fez uma breve reverencia a Zeus.
—--E uma honra voltar, meu irmão. ---Disse Héstia, ela estava vestida com um longo vestido vermelho sangue, mas ainda estava como uma criança, uma criança gigante, mas seus pés balançavam no ar, já que ela não alcançava o chão da sala.
—--E meu irmão, Hades, em sua primeira reunião como um Olimpiano, seja bem-vindo, meu irmão. ---Disse Zeus para Hades, Hades somente fez uma breve reverencia. ---Continuando, está reunião foi convocada, infelizmente, Poseidon e minha filha Atena, não vão poder comparecer, devido a um problema grande, que na verdade é o motivo da reunião. ---Disse Zeus, ele parecia sério, ele estava vestido com seu elegante terno de seda branco, então o que eu temia, ele disse. ---Poseidon me informou algo preocupante, o Titã Oceano mandou suas tropas marcharem em sentido ao reino de Atlântida.
—--Isto é uma óbvia declaração de guerra. ---Disse Ares do seu trono, ele parecia excitado com a nova guerra, claro, ele era o deus da guerra.
—--Isso é ruim. ---Disse Deméter. ---Ele se manteve neutro na primeira guerra.
—--Mas Cronos o convenceu a lutar. ---Disse minha mãe, ela parecia mais preocupada ainda. ---Isso é... bem, não é um bom sinal, conheço Oceano, ele não deixou de participar da primeira guerra por ser bonzinho ou porque ele apoiava a gente, ele é um sádico calculistas, não se comprometeria a lutar a menos que tivesse certeza que escolheria o lado vencedor.
—--Ele está errado. ---Disse eu, chamando a atenção de todos. ---Meu pai é poderoso, além disso ele tem minha avó Atena com ele, creio que Oceano nunca esteve tão errado, o Reino de Poseidon nunca esteve tão forte como agora, ainda mais com a vovó sendo a nova Rainha do mar.
—--Você pode estar certo, Percy. ---Disse Zeus pensativo. ---Mas Oceano conseguiu fortes aliados, nessa batalha contra seu pai, até agora, sei que Ceto, Fórcis, Glauco, Nereu e mais outros, já se juntaram a ele. ---Disse Zeus, isso era preocupante, muito nomes de deuses antigos do mar, poderosos. Nereu, então o que o velho do mar disse, aconteceu mesmo, nos iriamos nos encontrar novamente, mas agora de lado opostos do campo de batalha. ---Hermes, você fez o que eu pedi?
—--Fiz meu pai, fui verificar alguns dos nossos aliados, a deusa Estige, disse que Oceano veio falar com ela, tentou negociar por sua força na batalha contra os deuses, mas ela disse que não vai escolher um lado dessa vez, irá se manter neutra. ---Disse Hermes, isso era bom, pois na primeira guerra, Oceano, pode ser considerado como que um dos artífices da vitória dos deuses antigos, isso porque, no auge da guerra, Oceano aconselhou a deusa Estige, sua poderosa filha mais velha, a abandonar o campo dos Titãs e lutar ao lado dos deuses antigos, Estige era uma deusa que representava tudo o que o mundo subterrâneo, o mundo infernal e também o mundo aquático comportam em matéria de força perigosa, as águas do rio Estige eram tão poderosas que qualquer mortal que as bebesse seria imediatamente fulminado, bem, isso é outra história, o ponto é que ao se aliar aos deuses antigo, ela trouxe consigo ao campo de batalha, os filhos que nasceram de sua união com o Titã Palas, a deusa Nice, deusa da vitória, Zelo, Titã da dedicação, Cratos, Titã da força e do poder e Bia, Titânide da violência brutal. Após a guerra, os deuses deram uma parte das águas a Oceano, por causa da sua “ajuda”, fazendo do distante Atlântico a sede de seu domínio aquático, enquanto meu pai, Poseidon reinava sobre o Mediterrâneo.
—--Isso é um alivio. ---Disse Dionísio preocupado. ---Estige seria um grande problema, se ela estivesse do lado dos Titãs.
—--Deixa de bobagem, seu velho bêbado, o que apenas uma deusa faria de diferença? ---Disse ele sarcasticamente.
—--Filho, feche essa boca. ---Disse Zeus severamente, fazendo Ares ficar mudo, tive que conter a risada, tirando a história que Ares viveu, ele não sabe muita coisa de antes, então ele não sabia a bobagem que estava falando. ---Bem, enfim uma boa notícia.
—--Eu tive um pesadelo esta noite. ---Disse seriamente. ---Eu vê a guerra no meu sonho, ou melhor, vê as tropas de Oceano, mas o que me chamou atenção, foi uma mulher, temo que ela seja Tétis.
—--Você tem certeza disso? ---Perguntou Deméter preocupada, assenti positivamente.
—--Eu também tive uma visão como essa. ---Disse Apolo seriamente, era difícil ver Apolo levar algo a sério, mas quando ele estava sério, as coisas estavam realmente ruins. ---Era Tétis.
—--Isso é ruim. ---Disse Héstia. ---Se mesmo Tétis escolheu o lado dos Titãs, eles tem que ter algo pesado na manga.
—--Mas nós também temos. ---Disse firmemente, tentando parecer mais confiante do que estava.
—--Como assim, Percy? ---Perguntou Hefesto, eu olhei de relance para Ártemis, ela assentiu, dando um breve sorriso.
—--Eu conversei com Arty, contei minha ideia a ela e ao Quíron. ---Disse seriamente. ---Inclusive ia convocar uma reunião hoje, de qualquer forma, para pedir consentimento da minha ideia, então vou aproveitar desta, primeiro quero informar que fiz um acordo com Ártemis, para deixar as Caçadoras no Acampamento. ---Afrodite engasgou.
—--Você está louco? ---Perguntou Afrodite preocupada.
—--Isso vai dar muito errado, meu caro, Perry. ---Disse Dionísio sorrindo sinistramente.
—--Certamente, vai haver mortes. ---Concluiu Hades sombriamente, olhei para ele com uma cara de espanto, ele sorriu sinistramente, dando de ombros.
—--As Caçadoras vão trucidar os campistas. ---Disse Hermes preocupado. ---Elas não sabem levar as coisas na brincadeira.
—--O que você quer dizer com isso? ---Perguntou Ártemis, então antes que a conversa se alongasse demais, e torna-se uma briga, eu cortei eles.
—--Eu sei que vai ser difícil, mas tem que ser feito, as Caçadoras são as melhores guerreiras, elas podem ajudar muito no Acampamento, ainda mais agora, que ele não vai mais deixar os semideuses ir embora para suas casas, na época que as aulas voltarem. ---Disse firmemente.
—--Isso é loucura, você está dizendo que meus filhos não são os melhores guerreiros, piores que aquelas estupidas garotas? Nunca. ---Disse Ares entre os dentes.
—--O que você disse cabeça de porco? ---Disse Ártemis, levantando do seu trono.
—--Eu gaguejei? Não. ---Disse Ares levantando, então eles começaram a se xingar, com trocas de insultos e discussões infantis, de milhares de anos atrás.
—--OOOOOO. ---Gritei chamando atenção, parando as brigas. ---Primeiro, as Caçadoras são filhas da maioria de vocês, tem centenas de anos, sabem usar todos os seus poderes e habilidades, melhor do que ninguém, como Diana. ---Disse para Ares, ele deu de ombros sorrindo. ---Segundo, talvez vocês sendo imortais, pouca diferença faça, quantos semideuses vão morrer, mas eu me importo e quero proteger e treinar a maioria deles, o melhor possível, então a menos que vocês queiram ir treinar seus filhos pessoalmente, o que na minha opinião seria o ideal, falem outra ideia, estou a todo ouvidos. ---Silencio decaiu-se, sobre todos.
—--Percy, você não pode tomar essas decisões sozinhos, meu filho. ---Disse minha mãe severamente.
—--Eu não tomei decisão nenhuma, só estou mostrando uma tática, um jeito de melhorar, vocês que vão decidir, eu só dei a ideia. ---Disse para eles.
—--Cara, você é pior que a Atena. ---Disse Hefesto rindo, alguns riram junto com ele.
—--Bem, então. ---Disse minha mãe sorrindo para mim. ---todos a favor? ---várias mãos se levantam, ninguém foi contra minha ideia, exceto novamente Dionísio, o que era de se esperar, que mesmo que ele não fizesse muito pelo Acampamento, algo ele fazia, e se os campistas continuassem em grande número o ano todo, isso complicaria as coisas pra ele.
—--Então, foi aprovado, que as Caçadoras fiquem no Acampamento, que agora não vai mais dispensar os campistas, certo Dionísio? ---Perguntou Zeus.
—--Claro, claro. ---Disse Dionísio de mau gosto. ---Vai me dar uma bela dor de cabeça, senhor Perry Johnson.
—--Acho que por hora, não temos mais o que falar. ---Disse Zeus.
—--Espera. ---Disse chamando a atenção dos deuses. ---Eu quero ir pro mar. ---Disse seriamente.
—--O QUE? ---Gritou minha mãe. ---Você não vai.
—--Mãe, eu preciso ir, meu pai precisa da minha ajuda. ---Argumentei, ela cruzou os braços em frente ao peito, o que não era um bom sinal, na verdade era péssimo, isso significava que ela não tinha argumentos, e ela mesmo sabia disso, mas não daria o braço a torcer, de jeito nenhum.
—--Não há discussões enquanto a isso. ---Disse ela firmemente.
—--Mãe, o que a gente conversou naquela noite, era tudo mentira? ---Perguntei, ela olhou diretamente pra mim, seus olhos tomando uma tonalidade totalmente castanha, deixando de mostrar a esclerótica e pupila, senti um calafrio percorrer minha espinha, e pinhas pernas bambearam, não me julguem, desafiar um deus já é assustador o suficiente, agora estar desafiando novamente minha mãe, e ela me olhar daquele jeito sinistro, era terrivelmente pior.
—--Você ousa dizer, ou melhor, insinuar que EU, sua mãe, estava mentindo para você? ---Rosnou ela.
—--Sim.... Há... digo não... --- Eu comecei a gaguejar com as palavras, deuses, estou morto.
—--Eu acho que ele tem que ir. ---Disse Héstia, todos se voltaram para ela, ela era sempre era uma das que apoiava minha mãe, em quase todas as decisões dela, mesmo que ela estivesse errada, Héstia ia ao seu favor, nunca entendi isso, até Héstia me contar sobre a “infância” delas, dentro da barriga de seu pai, Cronos.
—--Como assim, Héstia? ---Perguntou minha mãe incrédula.
—--Eu acho que ele tem que ir pro mar, ajudar seu pai. ---Disse ela seriamente, olhando pra minha mãe.
—--ELE QUASE MORREU, NÃO FAZ NEM UMA SEMANA. ---Gritou minha mãe para Héstia.
—--Exatamente minha irmã, ele QUASE morreu, ele está vivo, é necessário na batalha no mar, como General do seu pai, liderando o exército de Poseidon. ---Disse Héstia severamente, minha mãe recuou, poucas vezes vê Héstia levantar a voz para alguém, se irritar, nunca tinha pensado em vê-la fazer isso contra minha mãe. ---É um direito dele, direito do pai dele, Poseidon vai precisar de toda ajuda possível.
—--Eu concordo com Héstia. ---Disse Deméter, minha mãe balançou, ela tentou argumentar, mas não tinha o que falar, acho que duas deusas antigas do meu lado, isso era bom.
—--Mãe, ele foi treinado por mim. ---Disse Ares calmamente. ---Como seu mestre e irmão mais velho, sei que ele está preparado para guerra, e dou minha benção para ele.
—--Minha irmã, ele provou centenas de vezes, que é um herói e heróis fazem isso, ajudam quem precisa. ---Disse Hades, ele se virou para mim, sorriu. ---Como ele me honrou e honrou a casa de Hades, eu voto para que ele vá a guerra, em ajuda do nosso irmão. ---Disse ele se virando para Hera.
—--Hera. ---Disse Zeus chamando atenção da minha mãe, ela parecia aturdida e confusa. ---Ele já não é uma criança, ele cresceu, tem o direito de escolher, ajudar seu pai, é uma coisa nobre a se fazer. ---Disse ele sorrindo, minha mãe suspirou fundo, derrotada.
—--Mãe, você não pode prender ele para sempre. ---Disse Hefesto seriamente, olhando para minha mãe. ---Eu voto para que ele vá, alguém como o Percy, que tanto é um guerreiro, estrategista e ótimo ferreiro, servira como uma luva, um ás na manga para Poseidon.
—--Ele precisa ir, algo importante espera ele, algo bom. ---Disse Afrodite sorrindo diferente, não entendi o que ela quis dizer, mas não deu tempo de pensar naquilo. ---Meu voto é sim.
—--Mas, ele acabou do voltar. ---Disse ela tristemente, me olhando, fiz minha melhor cara de pidão, sorrindo feito um cachorrinho fofo, sabia que aquilo seria a gota d’agua para ela ceder, ela suspirou derrotada. ---Tudo bem, desde que você prometa se proteger é não fazer nada estúpido novamente.
—--Claro mamãe, vou me proteger. ---Disse sorrindo para ela.
—--Bem, mais alguma pauta a ser levantada? ---Perguntou Zeus, ninguém se manifestou. ---Então encerramos a reunião. ---Disse Zeus, ele olhou para mim e sorriu. ---Boa sorte. ---Disse ele, assenti, ele brilhou fracamente e desapareceu.
—--Obrigado, Perry. ---Disse Dionisio sarcasticamente, antes de desaparecer em uma nuvem arroxeada, com cheiro de uvas. Hermes desapareceu sem dizer nada, acredito que ele deva estar muito sentido, um dos seus filhos favoritos morreu, Luke um dia foi o orgulho dele, mesmo que Luke tenha vindo se tornar um traidor, pai é pai, além é claro de Travis ainda estar do lado de Cronos. Recebi um tapa nas costas que quase me fez cair de cara no chão.
—--Deixa de ser mole. ---Disse Ares rindo, enquanto eu alongava as costas, esse filho da mãe, não entende que tem mão pesada. ---Você está muito frouxo rapaz, esses meses afastados, te deixaram preguiçoso. ---Disse ele me analisando, sorri sem graça, ele tinha razão, estava fora de forma. ---Mas não se preocupe, nada que uma boa guerra não resolva. ---Disse ele sorrindo. ---Desculpe meu irmão, tenha cuidado, e não se esqueça, cabeça fria, não deixe-se levar pela raiva, tenho que ir. ---Dizendo isso, seu corpo incendiou-se e desapareceu.
—--Exibido. ---Disse revirando os olhos.
—--Ei meu irmão, tome cuidado, Antonieta precisa do seu padrinho. ---Disse Hefesto.
—--Pode deixar, vou ficar bem. ---Disse sorrindo, trocamos um abraço rápido e ele se afastou sorrindo.
—--Meu lindo. ---Disse Afrodite, me dando um demorado beijo no rosto e um abraço apertado, enquanto me abraçava ela sussurrou. ---Você pode esconder da sua mãe, até mesmo de você, mas eu sei o que você fez ontem à noite.
—--Como? ---Perguntei incrédulo.
—--Sou a deusa do amor, querido. ---Sussurrou ela de volta.
—--O que você quis dizer com algo importante, me aguarda, na guerra? ---Sussurrei a pergunta, ela separou do abraço e me deu um sorriso largo.
—--Não sei, apenas uma intuição de mulher. ---Disse ela sorrindo diferente, de um jeito assustador. ---Você ainda precisa se descobrir, isso, somente você pode fazer a si mesmo, somente quando se descobrir, entenderá o que o amor significa para você. ---Disse ela seriamente, não gostei do que ela disse, até por que não entendi. ---Mas eu tenho uma dica, apenas sinta, não pense. ---Disse ela seriamente, aquilo fez minhas pernas bambearem, eu odiava não saber das coisas, principalmente no quesito amor, isto me assustava bastante, por tudo que já passei, eu tinha medo de sentir. ---Tenha cuidado.
—--Vou ter, de um beijo na Antonieta por mim.
—--Pode deixar, eu levo ela pra vocês se despedirem. ---Disse Afrodite sorrindo, ela se virou para Hefesto. ---Vamos querido, tenho um compromisso. ---Ele assentiu, os dois deram as mãos e desapareceram.
—--Ei, tome cuidado, ainda temos que ir pra muitas festas. ---Disse Apolo dando seu melhor sorriso brilhante, mas antes de eu responder ele levou um pé do ouvido, bem dado, (Bem, era basicamente um belo tapa na orelha, que fazia ela ficar zumbindo, por horas), este belo golpe, foi dado pela Ártemis. ---AI... maninha.
—--Primeiro, não me chame de maninha. ---Advertiu Ártemis. ---Segundo, pare de tentar desvirtuar um homem bom, eles são raros.
—--Desvirtuar? Isso ele fez sozinho. ---Apolo alegou em sua defesa, ele não mentiu, não poderia negar isso, mas ele tem culpa, já que quem me desvirtuou foi uma de suas filhas é ele me levou para a iniciação ontem, onde eu conheci Louise.
—--Mas levar ele pra festas e suas loucuras, não é algo bom. ---Disse ela com cara de poucos amigos. ---Ele é um caçador.
—--Seus padrões de castidade caíram bastante, maninha. ---Disse Apolo dando uma piscada pra mim, eu corei, eu já havia contado para ele, sobre minha noite com Louise, nos mínimos detalhes, mas ao mesmo tempo que corei, tive que conter a risada, os dois brigando era engraçado.
—--COMO É? ---Gritou Arty.
—--Nada, nada. ---Disse ele. ---Tudo bem, de qualquer forma, tenha cuidado meu amigo, eu preciso ir antes que alguém fique realmente irritada. ---Disse ele dando mais um sorriso brilhante e desapareceu com uma luz amarela forte.
—--Idiota. ---Disse Ártemis, ela se virou pra mim, me olhou de um jeito diferente, era quase como se fosse uma despedida. ---Boa sorte, tenha cuidado, pelo amor dos deuses, fique bem, Percy.
—--Deixa comigo Arty, não precisa se preocupar baixinha. ---Disse sorrindo, dei um abraço apertado nela, sentindo o cheiro de floresta invadir meus sentidos, ela me deu um beijo no rosto. ---Tenha cuidado também.
—--Vou ter, tenho que ir, preciso começar minha jornada. ---Dizendo isso, ela desapareceu com um brilho fraco.
—--Espero não te encontrar no meu reino, pelo menos, não morto. ---Disse Hades, sorri para ele. ---Use minhas armas com sabedoria.
—--Pode deixar, Tio Hades. ---Disse fazendo uma breve reverencia, ele deu um breve sorriso e desapareceu nas sombras ao seus pés. Me virei para minha tinha Deméter, ele estrava sorrindo para mim, mas eu podia notar na sua expressão que ela não estava exatamente feliz comigo indo para o mar, para guerra, ela assim como a minha mãe, era super protetora.
—--Meu querido. ---Disse ela me dando um demorado abraço, ela separou o abraço e beijou minha testa, como uma espécie de benção. ---Volte para nós.
—--Eu vou voltar, eu prometo, minha tia. ---Disse sorrindo para ela.
—--Boa sorte, meu campeão, sei que vai se sair bem. ---Disse Héstia, chamando minha atenção, me ajoelhei na sua altura e dei um demorado abraço nela.
—--Obrigado, por me ajudar com minha mãe. ---Sussurrei no seu ouvido.
—--Não fiz nada demais. ---Disse ela no meu ouvido, ela me deu um beijo quente no rosto e se afastou. ---Não faça nenhuma bobagem, se proteja, estou confiando em você, não me desaponte, fique bem.
—--Não vou morrer, novamente. ---Disse sorrindo, ela sorriu e fez carinho no meu rosto, seu toque era muito quente.
—--Tome cuidado com a chama sagrada. ---Advertiu ela.
—--Pode deixar, vou ter.
—--Se tiver tempo, tente meditar, vai ajudar. ---Disse ela sorrindo, ela se afastou, caminhei até minha mãe, ela estava com os olhos vermelhos.
—--Ei mamãe, não chore, ---Dei um abraço apertado nela. ---Somente a dona Hera, para fazer todo esse drama, até parece que estou indo pra uma guerra? a não espera. ---Você deve imaginar o que aconteceu, se imaginou que levei um tapa na cabeça, está com toda a razão.
—--Idiota. ---Disse ela com uma voz meio chorosa e meio rindo. ---Não faça brincadeira estupidas, com coisas serias.
—--Desculpe. ---Disse sorrindo inocentemente, ela passou a mão no meu rosto, seu toque era tão macio e suave, tão bom.
—--Ainda acho que você não devia ir, vai ser muito perigoso, meu filho. ---Disse minha mãe.
—--Mãe, confia em mim, você prometeu que iria confiar. ---Disse eu firmemente, ela olhou para baixo e assentiu.
—--Eu vou confiar, só me prometa voltar vivo? ---Disse ela olhando para baixo, peguei no seu queixo e levantei, fazendo-a encarar meus olhos, os castanhos dela, junto no meu verde-mar, tentei transmitir o máximo de confiança e sinceridade que podia, no olhar, e respondi com sinceridade.
—--Eu prometo.
—--------------------------------- Quebra de Tempo. --------------------------------------------------------------------------------------------
Estava no meu quarto, havia acabado de arrumar minha mala com as minhas roupas, então estava esperando a pequena Antonieta aparecer pra eu me despedir dela, logo ela entrou como um pequeno furacão, correndo desajeitadamente até mim, sua pele branca em contraste com sua roupa vermelha, a deixava parecida com Héstia, seus cabelos negros, lisos e encaracolados nas pontas, estavam amarrados em um rabo de cavalo, suas íris eram vermelhas como fogo, me olhavam atentamente, ela correu até mim, e pulou no meu colo, a levantei no alto a balançando.
—--Pelcy. ---Disse ela rindo, eu dei um beijo rápido no seu rosto.
—--Minha pequena, anjinha. ---Disse feliz, ela me olhou por um instante, e seu sorrisinho banguela se desmanchou, e ela fez uma carinha de choro. ---Ei, que foi?
—--Fica por favor, não vai não, fica comigo. ---Disse ela com carinha de choro, confesso que isso me balançou, ver ela chorando assim, me cortava o coração, minha mãe sabia jogar baixo, pegar Antonieta para me chantagear é maldade.
—--ISSO É GOLPE BAIXO, MÃE. ---Gritei alto.
—--EU TINHA QUE TENTAR, DESCULPE. ---Gritou ela de volta, sorri, só dona Hera pra armar uma dessas. Sentei na cama com a Antonieta no colo.
—--Não se preocupe, minha pequena. ---Disse limpando a lágrima do rostinho dela. ---Eu sou o poderoso Percy, sou invencível, nunca poderei ser derrotado. ---Ela riu da minha brincadeira, o que me fez sentir muito melhor.
—--Mas a vovó disse que você vai pra um luga ruim, que vai te fazer mau, ela disse que você vai pra..Gue..Gerra. ---Disse ela com dificuldade.
—--Não se preocupe, eu vou ficar bem e vou voltar para você, eu juro. ---Disse firmemente.
—--Você jula de dedinho? Que vai voltar e ficar comigo? ---Perguntou ela tristinha, me oferecendo o dedo mínimo, como eu a ensinei, eu levei o meu ao dela, e colamos nossas mãos.
—--Sim, eu juro de dedinho.
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