Percy Jackson o Guerreiro Sem limites
75 Capítulo 75
Notas iniciais
POV: 3° Pessoa.
A fúria de Perseus, por te visto uma amiga que ele considerava uma irmã, dizer suas últimas palavras em vida e falecer em sua frente, mesmo com as palavras doces de aceitação da caçadora, a fúria se alastrou dentro do peito de Percy, e ele partiu para batalha em pura fúria e inconsciência. Perseus gritou em fúria, a terra começou a tremer, desequilibrando Talos, mas isto não era o suficiente para derrubá-lo, então Percy jogou um Tridente Supremo, uma réplica perfeita do Tridente de Poseidon. O tridente acertou o joelho esquerdo de Talos, e explodiu, uma onda de calor e ferros foram lançados para todos os lados, e o autômato gigante, se desequilibrou e caiu de costas, mas Percy ainda não estava satisfeito, ele pulou, um enorme salto, humanamente impossível, mais de 10 metros de altura, pousando na cara de Talos, as luzes vermelhas enormes dos olhos, piscavam falhando, Percy começou a socar o rosto do autômato com as mãos nuas, seu corpo começava a soltar fumaça, e suas mãos pegavam fogo, com a força dos golpes, o rosto de Talos foi afundando, mas Percy estava em puro frenesi, ele continuava socando o rosto do autômato, mesmo depois que as luzes dos olhos apagaram e ele estava fora de combate, ele continuava a gritar e socar com uma força inacreditável o rosto do gigante. Thalia vendo que o amigo não iria parar de socar, escalou o rosto de Talos.
—--PERCY. ---Gritou Thalia, mas Percy continuava gritando e socando o rosto de Talos. ---PERCY, ELE JÁ FOI DESTRUIDO. ---Gritou Thalia, Percy parou de socar e se sentou chorando, em cima de Talos, onde ele estava socando, enterrou suas mãos em seu rosto, sujando todo seu rosto com seu sangue, Thalia chegou mais perto do amigo, ela não tinha medo nenhum do amigo, sabia que ele jamais machucaria quem ele ama, mas ela se espantou com os ferimentos nas mãos do Percy, suas mãos estavam em carne viva, toda esfolada e sangrando, ela se ajoelhou na frente do amigo e o abraçou, sem dizer nenhuma palavra, Percy enterrou a cabeça na curva do corpo da Thalia e chorou.
POV: Perseus Heitor Jackson.
Após conseguir me acalmar e parar de chorar, eu não podia perder o controle agora, tinha que continuar com a cabeça fria e calma, para continuar a missão, mesmo a missão não sendo diretamente relacionada a mim, eu sabia que eu tinha que levar a missão adiante, tomar as rédeas, tinha muita coisa em jogo, eu tinha que salvar Annabeth e Ártemis, além de evitar que mais pessoas morram, aconteceu exatamente como foi previsto a profecia, “Um deve se perder na terra árida.” Ali estávamos nós no deserto, e Phoebe se fora para sempre, eu infelizmente sabia, que não tinha mais o que fazer por ela, o que eu posso fazer agora, e não deixar o resto da profecia se concretizar. Eu curei minhas mãos usando água e descemos do rosto de Talos, Thalia estava me observando em silencio, enquanto caminhava de volta aos meus amigos, chutei algo, peguei a estatueta na minha mão, eu ainda não podia dizer sequer de que deus ela deveria ser, Nico saberia, minha mão se fechou em volta da estatueta que tinha custado a vida dela, senti um ódio brotar no meu peito, por causa de um pedido de desculpas idiota, de uma garota egoísta, minha amiga tinha morrido, e a culpada era.... Não, não era a Bianca a culpada, ela não podia imaginar o que aconteceria.
—--Percy, está tudo bem? O que você tem na mão. ---Perguntou Thalia preocupada.
—--Nada, nada, está tudo bem. ---Disse guardando a estatueta no bolso. Fomos chegando perto do corpo da minha amiga, todos estavam em volta do seu corpo sem vida, Zoë chorava desesperadamente em cima do corpo de Phoebe, isso foi um choque forte pra mim, ver Zoë tão abalada, mas eu não podia me desesperar, tinha que me manter forte por todos, Thalia parecia bem, mas eu podia ver em seus olhos que ela estava mal também, Grover estava olhando triste pra mim, ele podia sentir o que estava sentindo, Bianca estava chorando baixinho, quando ela me viu, seus olhos se encheram de medo, acho que ela pensou que eu perderia de novo o controle. Me aproximei, ela estava ajoelhada com a cabeça entre os joelhos e me olhava encolhida, parei em sua frente, seus olhos estavam em total pânico, me senti mau, por ela ter medo de mim, acho que nunca tentei ser realmente gentil com ela, não a culpo por ter medo de mim, eu teria. Eu sorri tristemente, peguei a estatueta do meu bolso e a entreguei, ela pegou e me olhou chorando.
—--Está tudo bem, Bianca, vai ficar tudo bem. ---Disse passando a mão em seu rosto, tirando a franja que cobria seus olhos, aqueles lindos olhos negros. ---Não foi sua culpa. ---Ela me olhou por um instante incrédula, mas eu não disse mais nada, apenas me levantei e fui para Zoë, ela chorava compulsivamente em cima do corpo de Phoebe, era uma cena muito triste, cortava meu coração. ---Zoë. ---Chamei, ela se virou, seu rosto estava banhado em lagrimas, ela voou no meu pescoço, me abraçando e chorando, passei a mão em seus cabelos, fazendo carinho, e a apertei bem forte contra meu corpo. ---Vai ficar tudo bem, ela vai para os Campos Elísios, tenho certeza.
—--E minha culpa, não devia ter chamado ela. ---disse Zoë chorando em meu ombro.
—--Shiu, não é sua culpa Zoë, ela viria de qualquer jeito, você sabe disso. ---Disse a afastando e olhando aqueles olhos negros, vermelhos de chorar. ---Você a conhecia, melhor do que eu, sabe o quanto ela e cabeça dura, chata e mandona. ---Disse sorrindo, Zoë deu uma risada, misturada a seu choro.
—--Você tem razão. ---Disse ela sorrindo tristemente.
—--Precisamos continuar. ---Disse mais alto, para todos. ---Phoebe ia quer que fizéssemos isso. ---Disse olhando para o corpo da minha irmã. ---Ainda temos uma missão para acabar e pessoas para salvar.
—--O que faremos com o corpo dela? ---Disse Zoë.
—--Vou teletransportá-lo para o Olimpo, quando a missão acabar, vamos fazer um velório digno de rei para ela. ---Disse sorrindo para Zoë, ela sorriu tristemente. Me ajoelhei em cima do corpo, e me concentrei em minha tia Héstia, e rezei para ela. ---“Tia, eu preciso que tome conta desse corpo pra mim.”
—--“Claro Percy.” ---Escutei a voz de Héstia em minha cabeça. ---“Meus pêsames meu querido”. ---Não respondi, apenas me concentrei e dando uma última olhada para o rosto de Phoebe, mesmo ensanguentado e sujo de poeira, ela era linda, então a teletransporte em chamas para minha tia. Senti uma forte tontura, mesmo ajoelhado eu cai sentado, respirando pesadamente.
—--Percy, você está bem? ---Perguntou Zoë preocupada, todos estavam em volta, me olhando preocupados.
—--Estou. ---Disse sorrindo, respirei fundo e me levantei com dificuldade, Thalia e Grover me ajudaram a levantar. ---Precisamos seguir em frente.
—--Percy, não seria melhor você descansar... ---Começou Thalia a falar.
—--Eu estou bem, posso continuar. ---Respondi, no limite do ferro-velho encontramos um reboque tão velho que deve ter se jogado fora por conta própria, depois de mexer um pouco no motor, e fazer a famosa “chupeta” na bateria do reboque, mas dessa vez, em vez de ser duas baterias, era uma bateria e uma semideusa filha de Zeus, o motor ligou, e ele estava com o uma boa quantidade de combustível no tanque, então decidimos pegá-lo emprestado.
—--Thalia, eu estou esgotado, preciso tirar um cochilo, Grover e Bianca não sabem é Zoë não está em condições, você pode dirigir? ---Perguntei para Thalia.
—--Sim, claro Percy. ---Me virei para ir me deitar. ---Percy. ---me virei, Thalia arremessou um embrulho, peguei-o no ar, abri, era um pedaço de Ambrosia. --- Os esqueletos ainda estão lá fora, você precisa manter as forças. ---Disse ela sorrindo, assenti e come, tinha o gosto da minha comida predileta, ou seja, a Lasanha de Frango da dona Hera, senti meu corpo se encher de energia extra e calor. Zoë sentou na frente com Thalia, Grover e Bianca sentaram no banco traseiro, encostados contra o reboque, e eu me deitei na caçamba do reboque, o ar estava frio e seco, mas o clima bom parecia um insulto depois de perder Phoebe, agora ali sozinho, sem ninguém comigo, eu desmoronei, junto com as lagrimas e com a dor, sentimentos vieram, eu havia novamente fracassado, havia novamente deixado um amigo morrer, isto estava acabando comigo, todas essas perdas, primeiro minha mãe, depois Yasmin é agora Phoebe, todos que estavam a minha volta morriam, talvez eu fosse amaldiçoado, Phoebe morreu, e a culpa não tinha sido de Bianca, foi minha, eu devia ter protegido ela, meus amigos, devia ter me lembrando da profecia inteira, não somente a parte em que a Zoë corria o risco de morrer. Limpei as lagrimas do meu rosto, e jurei ali, para eu mesmo, que não deixaria que a Zoë morresse, e que resgataria Ártemis, precisava me desculpar com ela, pelas palavras idiota que eu disse a ela, ela não merecia ouvir aquelas palavras, é também tinha Annabeth, que acabou sendo sequestrada no meu lugar, e foi tentando salvar eu e a Thalia, deuses, a Thalia, ela estava muito próxima de completar 19 anos, precisava arrumar um jeito, um jeito dela não ser aquele semideus da profecia, mesmo que eu tenha que ser esse semideus. Thalia navegou pelo deserto, debaixo do céu limpo e azul, a areia tão brilhante que doía olhar, o reboque ficou sem combustível na beirada de um desfiladeiro de rio, isso estava bem, uma vez que a estrada havia terminado, Thalia saiu e bateu a porta, parece piada, mas não é, imediatamente um dos pneus furou.
—--ÓTIMO. ---gritou ela. --- Agora o quê? ---Examinei o horizonte, não havia muito para ver, deserto em todas as direções, amontoados ocasionais de montanhas áridas apareciam aqui e ali, o desfiladeiro era a única coisa interessante, o rio em si não era muito grande, talvez uns quarenta metros de largura, água esverdeada com poucas corredeiras, mas entalhava uma enorme cicatriz no deserto, os penhascos rochosos desciam longe abaixo de nós.
—--Há uma trilha ---disse Grover. ---Podemos chegar ao rio. ---Tentei ver sobre o que ele estava falando, e finalmente notei uma minúscula saliência serpenteando ao longo da face do penhasco.
—--É um caminho para bodes ---eu disse.
—--E? ---ele perguntou parecendo ofendido.
—--O resto de nós não é bode. ---Disse revirando os olhos.
—--Nós vamos conseguir ---Grover falou. ---Eu acho. ---Pensei sobre isso, já tinha encarado penhascos antes, até já subi e desci o Everest uma vez, eu gostava deles, então olhei para Thalia e vi o quanto ela tinha ficado pálida novamente, o problema dela com alturas... ela nunca conseguiria fazer isso.
—-- Não ---eu disse. ---Eu, hã, acho que devemos ir mais longe rio acima. ---Grover tentou argumentar.
—--Mas e perca de tempo. ---Argumentou ele.
---Vamos, eu ainda não estou forte o bastante para descer um desfiladeiro, Grover. ---eu disse. ---Uma caminhada não vai nos machucar. ---Olhei de relance para Thalia, os olhos dela diziam obrigada de forma breve, nós seguimos o rio durante quase um quilômetro antes de chegarmos a um declive mais leve que descia até a água, na margem havia um serviço de aluguel de canoas que estava fechado para a temporada, mas eu deixei uma pilha de dracmas dourados em cima do balcão, junto a algumas notas em dinheiro mortal e uma nota dizendo peguei duas canoas.
—--Devemos subir o rio ---Zoë disse, era a primeira vez que eu a escutava falar desde que descemos do reboque, e estava preocupado com como ela parecia mal, como uma pessoa gripada, grandes orelhas, olhos vermelhos e nariz vermelho. ---As corredeiras são muito velozes.
—--Deixe isso comigo ---falei, nós colocamos as canoas na água, Thalia me puxou de lado quando estávamos pegando os remos.
—--Obrigada pelo que fez lá atrás.
—--Não foi nada.
—--Você realmente pode... ---ela indicou as corredeiras com a cabeça. ---Você sabe.
—--Acho que sim, geralmente sou bom com água. ---Disse sorrindo.
—--Você pode levar Zoë? ---ela perguntou. ---Acho que, hum, talvez você possa falar com ela.
—--Deixa comigo, já descansei lá trás, dou conta dela. ---Disse sorrindo, os ombros de Thalia relaxaram.
—--Eu te devo uma.
—--Duas.
—--Uma e meia ---Thalia disse, ela sorriu, seu sorriso era lindo e por um segundo me lembrei de que na verdade gostava dela, quando ela não estava gritando comigo, ela se virou e ajudou Grover a botar a canoa na água, no final das contas, nem precisei controlar as correntezas, logo que entramos no rio, olhei para a beirada do bote e encontrei um par de náiades me encarando, elas pareciam garotas adolescentes comuns, do tipo que você encontra no shopping, bonitas, exceto pelo fato de que estavam embaixo d’água.
—--Ei. ---eu disse, elas fizeram um som borbulhante que deve ter sido uma risadinha, eu não estava certo, as vezes tinha dificuldade para entender náiades. ---Estamos subindo o rio, vocês acham que podem... ---Antes que eu pudesse terminar, cada náiade escolheu uma canoa e começou a empurrar rio acima, nós partimos tão rápido que Grover caiu dentro de sua canoa com os cascos balançando no ar, dei uma risada, ele mostrou o dedo do meio, da sua canoa, o que fez Bianca e Thalia caírem na gargalhada, todos riram exceto Zoë.
—--Odeio náiades ---resmungou Zoë, ela mau fechou a boca e um jato de água esguichou da traseira do bote e atingiu Zoë na cara. ---Diabinhas! ---Zoë buscou suas facas de caça.
—--Epa. ---eu disse, segurando suas mãos e sorrindo. ---Elas estão apenas brincando.
—--Malditos espíritos aquáticos, eles nunca me perdoaram. ---Nós aceleramos rio acima, os penhascos se elevando de ambos os lados.
—--O que aconteceu com Phoebe não foi culpa sua --- disse a ela. ---Foi minha culpa, eu deveria ter a protegido. ---Pensei que isso daria a Zoë uma desculpa para começar a gritar comigo, pelo menos isso poderia sacudi-la para que parasse de se sentir deprimida, em vez disso, seus ombros caíram bruscamente.
—--Não foi sua culpa Percy, não foi culpa de ninguém, nada dura para sempre, Percy, por mais de três mil anos eu liderei a Caça, e minha sabedoria não melhorou, agora a própria Ártemis está em perigo.
—--Olhe, você não pode se culpar por isso. ---Disse sentando ao seu lado, ela olhava a água tristemente.
—--Se eu tivesse insistido em ir com ela... ---Começou ela.
—--Você acha que poderia ter lutado com algo poderoso o bastante para raptar Ártemis? Não há nada que você pudesse ter feito. ---Zoë não respondeu. Os penhascos ao longo do rio estavam ficando mais altos, longas sombras caiam sobre a água, deixando-a muito mais gelada, ainda que o dia estivesse claro. Então tive uma ideia que talvez pudesse reanimar a Zoë, tirei Contracorrente do meu bolso, Zoë olhou para a caneta, mas sua expressão era sofrida. --- Você se lembra quem fez isso? ---Eu perguntei, ela respirou fundo e disse.
—--Fui eu. ---Disse ela tristemente.
—--Não, você está errada. ---Disse eu, ela me olhou curiosa. ---A pessoa que fez isso, e uma pessoa que eu admiro demais, ou melhor, é a pessoa que mais admiro entre os mortais, ela e a pessoa mais teimosa de todas, ela e inteligente, carinhosa, chata, encrenqueira, convencida, compreensiva, amiga, sem paciência, bravinha, emburra e por qualquer coisa e me bate, forte, justa e tem um coração enorme, que cabe o mundo todo dentro dele. ---Zoë me olhou sorrindo. ---E acima de tudo, ela nunca desiste, foi por essa pessoa, que Phoebe veio pra essa missão, disposta a dar sua vida, essa era a pessoa que eu vim ajudar, disposto a dar a minha vida, por ela e essa missão. ---Disse sorrindo. ---Mas eu não estou vendo ela agora, ela não está presente. ---isto despertou o que eu esperava nela, seus olhos se encheram com um brilho, o brilho que eu queria ver naquele lindos olhos negros como rochas vulcânica, um brilho de esperança, um brilho de vontade. ---Agora sim, agora e a minha Zoë.
—--“Só podemos vir até aqui, Príncipe.” ---A náiade ruiva falou em minha mente, a canoa estava desacelerando, olhei à frente, e vi por quê, isto era o mais longe que elas poderiam nos levar, o rio estava bloqueado, uma represa do tamanho de um campo de futebol estava no nosso caminho.
—--Represa Hoover ---disse Thalia. ---É enorme. ---Nós ficamos na beira do rio, olhando acima para uma curva de concreto que se elevava entre os penhascos, pessoas estavam caminhando ao longo do topo da represa, elas eram tão pequenas que pareciam pulgas, as náiades foram embora resmungando muito, palavras que se minha mãe soubesse que eu escutei, ela iria matar elas, mas era óbvio que elas odiavam essa represa bloqueando o seu bonito rio, nossas canoas flutuaram de volta rio abaixo, rodopiando no rescaldo de uma das aberturas de descarga da represa.
—--Mais de duzentos metros de altura ---eu disse distraidamente, gostava de compartilhar informações. ---Construída na década de 1930,
—--Trinta e cinco milhões de metros cúbicos de água --- Thalia falou me surpreendendo, Grover suspirou.
—--Maior projeto de construção dos Estados Unidos. ---Disse Grover, eu e Zoë encaramos eles.
—--Como vocês sabem tudo isso? ---Perguntou Zoë.
—--Annabeth ---disse Thalia. ----Ela gostava de arquitetura, era louca por monumentos ---Thalia falou, senti uma pontada de culpa.
—--Despejava fatos o tempo todo ---Grover fungou. ---Tão irritante.
—--Queria que ela estivesse aqui --- falou Thalia. ---É um destino cruel que nós chegamos até a Represa Hoover, uma das favoritas de Annabeth, e ela não está aqui para ver conosco.
—--Nós devíamos subir lá ---Disse Grover. ---Por ela, apenas para dizer que fomos.
—--Vocês são malucos ---Zoë decidiu, eu coloquei a mão em seu ombro, e sorri para ela, transmitindo uma mensagem silenciosa, de que não tinha problema, ela entendeu, eu e ela quase tínhamos uma conexão hepática como eu e o Grover, suspirei triste lembrando da minha com a Phoebe.
—--Mas é lá que a estrada está. ---Eu apontei para um imenso estacionamento perto do topo da represa. --- Então, passeio turístico em homenagem a Annabeth está na missão. ---Disse sorrindo para eles, tivemos que andar por quase uma hora antes de acharmos uma passagem que levasse para a estrada, ela ficava no lado leste do rio, então nós caminhamos de volta na direção da represa, estava frio e ventando no topo, de um lado, um grande lago se espalhava, rodeado por áridas montanhas do deserto, no outro lado, a represa descia como a mais perigosa rampa de skate do mundo, indo até o rio mais de duzentos metros abaixo, e a água que espumava pelas aberturas da represa.
—--Bianca. ---Chamei ela, ela não falara nada, desde o ferro velho, ela me olhou triste. ---Ei, não se culpe. ---Animei ela.
—--Foi minha culpa. ---Disse ela tristemente. ---Eu só faço burrada. ---Disse ela com lagrimas nos olhos. ---Tudo por causa dessa coisa idiota. ---Disse ela tirando a estatueta do bolso e olhando com ódio.
—--Não, não foi Bianca, nada e para sempre, tenho certeza que Phoebe está feliz nós Campos Elísios. ---Disse sorrindo, Bianca deu um mínimo sorriso. ---Olha, todos nós erramos Bianca. ---Disse olhando para ela, peguei sua mão, e a fechei com o boneco dentro dela. ---Mas você pode concertar as coisas. ---Disse sorrindo, ela entendeu, sorriu e guardou a estatueta.
—--Será que ele vai me perdoar? ---Perguntou ela.
—--Vai, vai sim. ---Disse sorrindo, Thalia andava no meio da estrada, bem longe das beiradas, Grover continuava farejando o vento e parecendo nervoso, ele não falou nada, mas eu sabia que ele havia sentindo cheiro de monstros.
—--Quão perto eles estão? ---perguntei, ele balançou a cabeça.
—--Talvez não estejam perto, o vento na represa, o deserto ao nosso redor... o cheiro pode ser carregado por quilômetros, mas está vindo de várias direções, não gosto disso. ---Disse ele nervoso.
—--Eu também não. ---Concordei, já era quarta-feira, apenas dois dias antes do solstício de inverno, e nós tínhamos um longo caminho a percorrer, não precisávamos de mais nenhum monstro.
—--Tem uma lanchonete no centro de visitantes. ---Thalia disse.
—--Você esteve aqui antes? ---perguntei.
—--Uma vez, para ver os guardiões. ---Ela apontou para o fim da represa, entalhadas na lateral do penhasco havia uma pequena praça e duas grandes estátuas de bronze, elas meio que se pareciam com estatuetas do Oscar aladas. ---Elas foram dedicadas a Zeus quando a represa foi construída ---disse Thalia. ---Um presente de Atena. ---Turistas estavam aglomerados em volta delas, eles pareciam estar olhando para os pés das estátuas.
—--O que eles estão fazendo? ---perguntou Bianca.
—--Esfregando os dedos ---Thalia disse. --- Eles acham que traz sorte.
—--Por quê? ---Perguntou Bianca, Thalia balançou a cabeça negativamente.
—--Mortais têm ideias malucas, eles não sabem que as estátuas são consagradas para Zeus, mas sabem que há alguma coisa especial sobre elas. ---Respondeu Thalia.
—--Quando você esteve aqui da última vez, elas falaram com você ou algo assim? ---Perguntou Bianca, a expressão de Thalia escureceu, eu podia dizer que ela viera aqui antes esperando exatamente isso, algum tipo de sinal do seu pai, alguma ligação.
—--Não, elas não fazem nada, são apenas grandes estátuas de metal. ---Disse Thalia indiferente. Pensei na última grande estátua de metal que havíamos encontrado, aquilo não tinha ido muito bem, mas decidi não tocar no assunto.
—--Vamos achar a droga da lanchonete. --- Zoë disse. ---Devemos comer enquanto podemos. ---Grover esboçou um sorriso.
—--A droga da lanchonete? ---Perguntou ele, Zoë piscou confusa.
—-- Sim, o que é engraçado? ---Perguntou Zoë.
—--Nada ---Grover disse, tentando manter o rosto sério. ---Eu poderia comer umas drogas de batatas fritas. ---Até Thalia riu com essa.
—--E eu preciso usar a droga de um banheiro. ---Disse Bianca, talvez fosse o fato de que nós estávamos tão cansados e esgotados emocionalmente, mas comecei a gargalhar, e Thalia, Bianca e Grover se juntaram a mim, enquanto Zoë olhava para nós.
—--Eu não entendo. ---Disse ela confusa.
—--Eu quero usar a droga da fonte de água ---Grover disse.
—--E... ---Thalia tentou tomar fôlego. ---Quero comprar uma droga de camiseta. ---Rolei de rir, e continuaria gargalhando o dia inteiro, mas escutei um barulho:
—--Moooo. ---O sorriso derreteu no meu rosto, imaginei se o barulho estava apenas na minha cabeça, mas Grover também parara de rir, ele estava olhando ao redor, confuso.
—--Eu acabei de escutar uma vaca? ---Ele perguntou.
—--Uma droga de vaca? --- riu Thalia.
—--Não ---disse Grover. ---É sério. ---Zoë parou e escutou.
—--Eu não ouço nada. ---Disse Zoë.
—--Eu também não. ---Disse Bianca, Thalia estava olhando para mim.
—--Percy, você está bem? ---Perguntou ela.
—--Sim ---eu disse. ---Vão na frente, eu alcanço vocês daqui a pouco.
—--O que está errado? ---Grover perguntou.
—--Nada ---falei. ---Eu... eu apenas preciso de um minuto, para pensar. ---Menti o melhor que pude, felizmente deu certo, eles hesitaram, mas acho que eu aparentava estar chateado. ---Comprem algo pra mim, eu já vou. ---Eles finalmente entraram no centro de visitantes sem mim, assim que eles se foram, corri até o limite norte da represa e olhei em volta.
—-- Moo. ---Escutei o mugido, ela estava no lago, quase dez metros abaixo, mas eu podia vê-la claramente: minha amiga do Estuário de Long Island, a vaca-serpente Bessie, olhei ao redor, havia grupos de crianças correndo ao longo da represa, vários cidadãos idosos, algumas famílias, mas ninguém aparentava estar prestando atenção em Bessie ainda.
—--O que você está fazendo aqui? ---perguntei a ela.
—--Moo! ---A voz dela era alarmada, como se estivesse tentando me avisar sobre algo.
—--Como você chegou aqui? ---perguntei, estávamos a milhares de quilômetros de Long Island, centenas de quilômetros no interior, de maneira nenhuma ela poderia ter nadado até aqui, ainda assim, aqui estava ela, Bessie nadou em círculo e bateu sua cabeça contra a lateral da represa.
—--Moo! ---Eu acho que ela queria que eu fosse com ela, estava me dizendo para me apressar.
—--Não posso ---disse a ela. ---Meus amigos estão lá dentro. ---Ela olhou com seus tristes olhos castanhos para mim, então ela fez mais um ruído de urgência.
—--“Mooo!”, ---Deu uma cambalhota e desapareceu dentro d’água, eu hesitei, algo estava errado, ela estava tentando me dizer isso, considerei pular por cima da borda e segui-la, mas então eu fiquei tenso, os pelos dos meus braços se eriçaram, olhei abaixo para a estrada da represa em direção ao leste e vi dois homens andando vagarosamente na minha direção, eles vestiam roupas de camuflagem cinza que tremeluziam por cima de seus corpos esqueléticos, eles passaram por um grupo de crianças e as empurraram para o lado, uma criança gritou “Ei!”, um dos guerreiros se virou, sua face se transformando momentaneamente em uma caveira.
—--Ah! ---a criança berrou, e todo seu grupo recuou, corri para o centro de visitantes, estava quase nas escadas quando escutei pneus cantando, no lado oeste da represa, um furgão preto desviou rapidamente para uma parada no meio da estrada, quase batendo em alguns idosos, as portas do furgão se abriram e mais guerreiros esqueleto se precipitaram para fora, eu estava cercado, desci disparado pelas escadas e através da entrada do museu, o segurança no detector de metais berrou.
—--Ei, garoto! ---Mas eu não parei, corri pelo meio das exibições e me agachei atrás de um grupo de passeio, procurei pelos meus amigos, mas não conseguia vê-los em lugar nenhum, onde era a porcaria da lanchonete? ---Pare! ---o cara do detector de metais gritou, não havia outro lugar para ir a não ser o elevador com o grupo de passeio, eu me esgueirei para dentro assim que a porta se fechou.
—-- Vamos descer mais de duzentos metros --nossa guia turística falou, animada, ela era uma guarda-florestal, com longo cabelo preto puxado para trás num rabo-de-cavalo e óculos coloridos, acho que ela não percebeu que eu estava sendo perseguido. ---Não se preocupem, senhoras e senhores, o elevador dificilmente quebra.
—--Ele vai até a lanchonete? ---perguntei a ela, algumas pessoas atrás de mim abafaram o riso, a guia turística me olhou, alguma coisa no olhar dela fez minha pele formigar.
—--Para as turbinas, meu jovem ---a moça falou. ---Você não estava escutando a minha fascinante apresentação lá em cima?
—-- Oh, hum, claro, tem outro jeito de sair da represa?
—--É um beco sem saída --- um turista atrás de mim disse. ---Pelos céus, o único jeito de sair é pelo outro elevador. ---As portas se abriram.
—--Sigam em frente, pessoal ---a guia turística nos disse. ---Outro guarda-florestal está esperando por vocês no fim do corredor. ---Não tive muita escolha a não ser sair com o grupo. ---E meu jovem ---a guia turística chamou, olhei para trás, ela havia tirado seus óculos, seus olhos eram surpreendentemente cinzas, como nuvens de tempestade, reconhecia aqueles olhos em qualquer lugar, ela sorriu largamente, era minha avó Atena. ---Existe sempre uma saída para aqueles inteligentes o bastante para encontrá-la. ---As portas se fecharam com a guia turística divina ainda dentro, deixando-me sozinho, antes que eu pudesse pensar mais sobre a minha avó no elevador, um ding veio do canto, o segundo elevador estava abrindo, e eu escutei um som inconfundível, o tinir de dentes esqueléticos. Corri até o grupo turístico, por um túnel entalhado na pedra sólida, parecia continuar para sempre, as paredes eram úmidas, e o ar zunia com eletricidade e o rugido da água, saí em uma sacada em forma de U que dava vista para esta enorme área de armazéns, quinze metros abaixo, enormes turbinas estavam ligadas, era uma sala grande, mas eu não via nenhuma outra saída, a menos que eu quisesse pular dentro das turbinas e ser triturado para gerar eletricidade, e eu não queria.
Outro guia turístico estava falando no microfone, contando aos turistas sobre os suprimentos de água em Nevada, rezei para que Thalia, Bianca, Zoë e Grover estivessem bem, eles podiam já ter sido capturados, ou estar comendo na lanchonete, completamente ignorantes de que estávamos sendo cercados. E que estupidez a minha: eu havia me aprisionado num buraco centenas de metros abaixo da superfície, fiz meu caminho ao redor da multidão, tentando não parecer óbvio, havia um corredor no outro lado da sacada, talvez um lugar onde pudesse me esconder, mantive minha mão em Contracorrente, pronto para atacar, no momento em que cheguei ao lado oposto da sacada, meus nervos dispararam, fiquei de costas para o pequeno corredor e observei o túnel pelo qual viera, então, bem atrás de mim eu escutei um agudo Chhh! como a voz de um esqueleto, sem pensar, destampei Contracorrente e girei, golpeando com minha espada, a garota que eu tinha acabado de tentar fatiar ao meio ganiu e deixou cair seu guardanapo.
—--Ó, meu deus! ---ela gritou. ---Você sempre mata as pessoas quando elas assoam o nariz? ---A primeira coisa que me veio à cabeça foi que a espada não a tinha machucado, havia passado limpa através do seu corpo, inofensivamente.
—--Você é mortal! ---Ela olhou para mim incrédula.
—--O que isso quer dizer? É claro que sou mortal! Como você passou essa espada pela segurança?
—--Eu não, espere, você pode ver que é uma espada? ---A garota rolou os olhos, seus olhos era verdes, mas em um tom mais escuro, seus cabelos eram vermelhos, como fogo, sua pele era branquinha, era muito linda, seu nariz também estava vermelho, como se estivesse gripada, devia ter por volta dos 16 anos, 1,70cm, corpo perfeito, seios fartos, cintura fina, bunda grande e coxas grossas, ela vestia um grande moletom grená de Harvard e jeans cobertos de manchas de canetinhas e pequenos buracos, como se ela usasse o tempo livre para espetá-los com um garfo.
—--Bem, é claro que é uma espada. ---ela disse. ---E por que não me feriu? Quero dizer, não que eu esteja reclamando, quem é você? ---Perguntou ela rapidamente, ela me fez tantas perguntas, tão rápido, que era como se ela estivesse jogando pedras em mim, eu não conseguia pensar no que falar. Eu sabia que os guerreiros esqueleto ainda estavam me perseguindo, não havia tempo a perder, mas eu apenas encarei a menina ruiva, Talvez eu pudesse manipular a Névoa é escapar do interrogatório, eu me concentrei bastante e estalei meus dedos, pensei em que eu estava segurando um pedaço de madeira qualquer, e não uma espada, então pensei na espada como caneta estereográfica novamente.
—--Você não vê uma espada --- eu disse à garota. --- É apenas uma caneta esferográfica. ---Ela piscou.
—--Hum... não. É uma espada, seu esquisito. ---Disse ela, isso nunca tinha falhado antes, nem com monstros, imagina com uma mera mortal.
—--Quem é você? ---exigi, ela retrucou, indignada.
—--Rachel Elizabeth Dare, agora, você vai responder às minhas perguntas ou devo gritar pelos seguranças? ---Disse ela nervosa, minha cabeça tinha dado um nó por completo.
—--Não! --- eu disse. ---Quero dizer, estou meio que com pressa, estou com problemas.
—--Com pressa ou com problemas?
—--Hum, acho que os dois. ---Ela olhou sobre os meus ombros e seus olhos se arregalaram.
—--Banheiro!
—--O quê?
—--Banheiro! Atrás de mim! Agora! ---Não sei por que, mas eu a escutei, escorreguei para dentro do banheiro masculino e deixei Rachel Elizabeth Dare permanecer do lado de fora, depois, aquilo me pareceu covarde, também estou quase certo de que salvou minha vida, ouvi os sons tirintantes e sibilantes dos esqueletos enquanto eles se aproximavam, meu aperto se intensificou em Contracorrente, o que eu estava pensando? Eu deixei uma garota mortal lá fora para morrer, estava me preparando para irromper e lutar quando Rachel Elizabeth Dare começou a falar no seu jeito de metralhadora automática. ---Ó, meu deus! Vocês viram aquele garoto? Já era tempo de vocês chegarem aqui. Ele tentou me matar! Ele tinha uma espada, pelo amor de Deus. Vocês da segurança deixaram um espadachim lunático entrar em um monumento nacional? Quero dizer, nossa! Ele correu na direção daquelas coisas das turbinas. Acho que ele foi pela lateral ou algo assim. Talvez tenha caído. ---Os esqueletos tirintaram excitadamente, eu os escutei indo embora, Rachel abriu a porta. ---Tudo limpo, mas é melhor você se apressar. ---Ela parecia abalada, sua face estava pálida e suada, espiei o canto, três guerreiros esqueleto estavam correndo em direção ao outro extremo da sacada, o caminho para o elevador estava livre por poucos segundos.
—--Eu te devo uma, Rachel Elizabeth Dare.
—--O que são essas coisas? --- ela perguntou. --- Pareciam...
—--Esqueletos? ---Completei, ela assentiu, apreensiva. ---Faça um favor a si mesma, esqueça isso, esqueça que alguma vez me viu.
—--Esquecer que você tentou me matar? ---Disse ela me olhando acusadoramente.
—--É, principalmente isso.
—-- Mas quem é você?
—--Percy --- eu comecei a dizer, então os esqueletos se viraram. ---Droga. Tenho que ir!
—--Que tipo de nome é “Percy, Droga. Tenho-que-ir”? ---Eu disparei para a saída, a lanchonete estava repleta de crianças aproveitando a melhor parte do passeio, o almoço da represa, Thalia, Bianca, Zoë e Grover estavam justamente se sentando com suas comidas.
—--Temos que ir --- arquejei. ---Agora!
—--Mas nós acabamos de pegar nossos burritos! ---Thalia disse, Zoë se levantou, murmurando um antigo insulto grego.
—--Ele está certo! Olha. ---As janelas da lanchonete envolviam todo o andar de observação, o que nos dava uma linda visão panorâmica do exército de esqueletos que viera nos matar, contei dois no lado leste da estrada da represa, bloqueando o caminho para o Arizona, mais três no lado oeste, guardando Nevada, todos estavam armados com cassetetes e pistolas, mas nosso problema imediato estava bem mais próximo, os três guerreiros esqueleto que estiveram me perseguindo na sala das turbinas apareciam agora nas escadas, eles me viram do outro lado da lanchonete e rangeram seus dentes.
—--Elevador! ---Grover disse, disparamos naquela direção, mas as portas se abriram com um agradável ding, e mais três guerreiros pisaram para fora, todos os guerreiros foram contabilizados, menos o que Bianca tinha explodido em chamas no Novo México, estávamos completamente cercado, então Grover teve uma ideia brilhante, totalmente no estilo Grover.
—--Guerra de burritos! ---ele gritou, e arremessou seu Guacamole Grande no esqueleto mais próximo, agora, se você nunca foi atingido por um burrito voador, considere-se sortudo, em termos de projéteis letais, está no topo da lista junto com granadas, bombas atômicas e balas de canhão. O lanche de Grover acertou o esqueleto e derrubou completamente seu crânio de seus ombros, não tenho certeza do que as outras crianças na lanchonete viram, mas elas enlouqueceram e começaram a jogar seus burritos e cestas de batatas fritas e refrigerantes umas nas outras, guinchando e gritando. Os esqueletos tentaram mirar suas armas, mas foi inútil, corpos e comidas e bebidas estavam voando por toda parte, um completo caos, no caos, Thalia e eu derrubamos os outros dois esqueletos nas escadas e os mandamos voando para a mesa de condimentos, então nós todos corremos para o elevador, Guacamoles Grandes zunindo pelas nossas cabeças. ---E agora? ---Grover perguntou quando irrompemos ao ar livre, sinceramente, eu não tinha uma resposta, os guerreiros na estrada estavam se aproximando por ambos os lados, atravessamos a rua correndo para o pavilhão com as estátuas aladas de bronze, mas isso apenas colocou nossas costas contra a montanha, os esqueletos se adiantaram, formando um semicírculo à nossa volta, seus irmãos da lanchonete estavam correndo para se juntar a eles, um ainda estava colocando seu crânio de volta sobre os ombros, outro estava coberto de catchup e mostarda, mais dois tinham burritos alojados entre as suas costelas, eles não pareciam felizes com isso, sacaram seus cassetetes e avançaram.
—--Cinco contra onze --- Zoë murmurou. ---E eles não podem morrer.
—--Foi legal me aventurar com vocês ---Grover disse, sua voz trêmula.
Fale com o autor