Percy Jackson o Guerreiro Sem limites
52 Capítulo 52
Notas iniciais
POV: Perseus Heitor Jackson.
–--- Você está louca? ----Perguntou Drew para Clarisse.
–---Não, ela não está, é a única entrada para o Mar de Monstros, bem entre Caríbdis e sua irmã Squila. ----Disse eu apontando para o topo das falésias.
–---O que você quer dizer com única entrada? ---- perguntou Drew. --– O mar é tão largo! É só contorná-las. ----Clarisse revirou os olhos.
–--- Você não sabe nada? Se eu tentar contornar elas vão simplesmente aparecer no meu caminho de novo. Se quer entrar no Mar de Monstros você precisa navegar por entre as duas. ----Disse Clarisse.
–-- E as Simplégadas, as Rochas Colidentes? ---– disse eu. ----– É outro portal. Jasão o usou uma vez.
–--- Eu não consigo explodir rochas com os meus canhões --- disse Clarisse. ---- Mas monstros, por outro lado...Temos alguma chance. Em curso para Caríbdis!
–--- Sim, milady. ----disse o Capitão. O motor gemeu, as chapas de ferro chacoalharam e o navio começou a ganhar velocidade.
–--- Clarisse --- falou Drew --- Caríbdis suga o mar. Não é essa a história?
–--- E o cospe de volta depois, sim. ----Disse eu.
–--- E Squila?
–--- Ela vive em uma caverna, no alto daquelas falésias. Se chegarmos perto demais, suas cabeças de serpente vão descer e começar a arrancar marinheiros do navio. ----disse eu.
–--- Então escolhemos Squila? ---- Perguntou Clarisse. – Todo mundo vai para o convés de baixo e passamos direto.
–--- Não! --- falei para elas. ---- Se Squila não conseguir sua comida facilmente, poderá pegar o navio inteiro, o que e muito pior. Além disso, fica muito no alto para conseguirmos uma boa mira. Os canhões do navio não conseguem atirar tão alto. Caríbdis fica sentada lá, no centro do seu redemoinho. Uma das opções e avançar diretamente para ela, mirar nossos canhões e mandá-la para o Tártaro! ----As caldeiras estavam esquentando muito, muito mesmo, tanto que eu podia sentir o convés se aquecendo embaixo de meus pés, As chaminés vomitavam rolos de fumaça. A bandeira vermelha de Ares tremulava ao vento. À medida que nos aproximávamos dos monstros, o som de Caríbdis era cada vez mais alto, um horrível rugido molhado, como a descarga do maior vaso sanitário da galáxia. A cada vez que Caríbdis inspirava, o navio estremecia e era arremessado para a frente. A cada vez que ela expirava, subíamos na água e éramos castigados por ondas de três metros. Tentei cronometrar o redemoinho. Até onde pude perceber, Caríbdis levava cerca de três minutos para sugar e destruir tudo num raio de um quilômetro. Para evitá-la, teríamos de passar bem perto das falésias de Squila. E, por pior que Squila pudesse ser, aquelas falésias não estavam me parecendo nada boas.
Os marinheiros mortos vivos realizavam com calma suas tarefas no convés superior. Imagino que já tivessem lutado por uma causa perdida antes, portanto aquilo não os incomodava. Ou talvez não se preocupassem com a possibilidade de ser destruídos, porque já eram defuntos. Nenhum dos dois pensamentos fez com que me sentisse melhor. Fechei os olhos e tentei acalmar o oceano, as ondas não me respondiam, mas não desisti e me esforcei mais, e consegui acalmar o mar.
–--- O motor não está bom. ---disse Tyson, eu sabia o que ele estava falando, os pistões estavam no seu limite.
–---O que você quer dizer? ---- perguntou Clarisse e Drew em uníssono.
–---Pressão. Os pistões precisam de conserto. ----Antes que ele pudesse explicar, o vaso sanitário cósmico deu descarga com um possante chuááááâ! O navio se lançou para frente, e eu fui arremessado no convés. Estávamos no redemoinho.
–--- Retaguarda total! ---- gritou Clarisse mais alto que o barulho. O mar se agitava à nossa volta, as ondas arrebentavam no convés, as chapas de ferro agora estavam tão quentes que fumegavam.
–--- Levem-nos à linha de tiro! Preparem os canhões de estibordo! --- Os confederados mortos corriam de um lado para o outro. O motor entrou em reverso ruidosamente, tentando reduzir a marcha do navio, mas continuamos a deslizar em direção ao centro do vórtice. Um marinheiro-zumbi de repente saiu do porão e correu até Clarisse. Seu uniforme cinzento fumegava. A barba estava em chamas.
–--- A sala da caldeira está superaquecendo, madame! Vai explodir!
–---Bem, desça até lá e conserte! ---Disse Drew.
–--- Impossível! ---- gritou o marinheiro. ---- Estamos nos vaporizando com o calor. ----Clarisse deu um murro na lateral da casamata.
–-- Só preciso de mais alguns minutos! Só o bastante para chegar à linha de tiro! ---disse Clarisse.
–--- Estamos indo depressa demais para Caríbdis. ---- disse o capitão em tom sinistro. --- Preparem-se para morrer.
–-- Não! --- Tyson urrou. ---- Eu posso consertar. ----Eu sabia que ele podia, eu o ensinei bem, então deixei o ir. Enquanto o olhava seguindo o marinheiro incandescente pela escotilha, tive uma ideia idiota. O navio de novo foi lançado para a frente e, então, vi Caríbdis. Ela surgiu algumas centenas de metros adiante, em meio a um turbilhão de névoa, fumaça e água. A primeira coisa que notei foi o recife – um rochedo negro de coral com uma figueira agarrada ao topo, algo estranhamente tranquilo no meio da confusão. Por roda a volta, a água girava como num funil, como luz ao redor de um buraco negro. Então vi a coisa horrível ancorada no recife logo abaixo do nível da água – uma enorme boca com lábios vistosos e dentes cobertos de musgo do tamanho de botes a remo. E, pior, os dentes tinham um aparelho, tiras de metal corroído e infecto com pedaços de peixes, madeira podre e lixo flutuante presos entre eles.
Caríbdis era o pesadelo de um ortodontista. Nada mais que uma enorme boca negra, com dentes estragados e mal alinhados, os caninos e os incisivos exageradamente projetados sobre os dentes de baixo, e que havia séculos não fazia nada a não ser comer sem escovar os dentes depois das refeições. Enquanto eu olhava, todo o mar à sua volta foi sugado para o vazio – tubarões, cardumes de peixes, uma lula gigante. E percebi que em poucos segundos o Birmingham seria o próximo. Então estava na hora de colocar meu plano em pratica.
–---Agora e minha vez. ----disse serio, Clarisse e Drew me olharam confusas. ---Capitão siga na direção de Caríbdis com ela tenho alguma chance. ---o Capitão assentiu.
–--Chance? Pra que? ---perguntou Drew.
–--- Sabe Squila e muito alto e eu não tenho mais as benções, então não voo mais. Porém a água e meu território, vou descer na água.
–--- ESTA LOUCO.---Gritou Clarisse exasperada.
–---E perigoso demais, Percy. ---disse Drew.
–---Eu sei, Perigo e meu segundo nome. ----disse sorrindo.
–---Não, perigo não e seu segundo nome e sim Heitor. ---Disse Drew irritada, eu sorri.
–---Pensei que fosse Perigo. ---Disse caminhando para frente do Barco. ----Reduzam a velocidade, vou distrair Caríbdis. ---Clarisse correu e segurou meu braço com força me virando para olha-la, o Navio estava começando a ganhar velocidade e o barulho estava mais fraco, Tyson estava conseguindo resfriar os pistões.
–---Você vai morrer se descer desse navio, mesmo sendo filho de Poseidon. ---Disse Drew, Clarisse me olhava nos olhos fixamente, seus lindos olhos castanhos avermelhados.
–--Percy, a culpa não e sua, você não precisa se sacrificar por nós, Yeasmin não iria querer isso. ---Disse ela, por um momento isto me deteve.
–---Sim, a culpa e minha, mas não estou fazendo isso por ela, estou fazendo por vocês, agora me obedeça. ---disse para Clarisse que recuou com meu tom de raiva agressivo. ---Capitão diminua a velocidade, espere Caríbdis desaparecer, depois disso todo pano à frente, eu vou distrai-la, então vão em frente, não me esperem.
–---Sim, senhor. ---Disse o Capitão, Clarisse me abraçou.
–--Percy não vá, por favor, não quero perder você também, por favor. ---Disse ela com a voz embargada, retribui o abraço, Drew veio e me abraçou também, ambas choravam, o Capitão havia me obedecido, e diminuído a velocidade, praticamente desligado os motores. Abracei as duas fortemente, amava ambas, talvez mais que amigas.
–--Por favor, fique, não vai, você vai morrer. ---disse Drew com a cabeça enterrada no meu peito. O Redemoinho fez o barco balançar de novo, estava ficando sem tempo, precisava ir.
–---Eu vou viver. ---disse sorrindo para elas. Soltei-me delas, me jogando na água, mas ainda pude ouvir o grito choroso de Clarisse “NÃOO”. Depois que desci uns 8 metros de profundidade, a água estava calma, diferente de lá de cima, então esse monstro não tinha tanta força assim, ele só manipulava os redemoinhos a sua frente, então eu vi o corpo da besta, algumas centenas de metros a Frente, ela estava recostada no recife, eu acho que tinha no mínimo uns 200 metros, não faço a mínima ideia do peso daquilo, seu corpo era como um de um povo, ela tinha 6 tentáculos, do tamanho do corpo, porém como ficavam abaixo da cabeça e boca, eles ainda iam uns 30 metros a mais do que o corpo, eram tão grossos quanto a Píton, na ponta dos tentáculos tinham um tipo de “pata” em formato de Flecha do tamanho de ônibus, seu corpo era cheio de “espinhos” de vários tamanho, ela acabou de sugar, peixes, tubarões e tudo no seu caminho, felizmente o navio ainda não, Ela fechou a boca que devia aberta ter o tamanho de uma quadra de vôlei, pude ver seus olhos, grandes, do tamanhos de carros e todo amarelo. Eu precisava chamar sua atenção e deixar que meus amigos passassem com o navio, então me concentrei-me ao máximo, e assim como uma outra vez fiz que a Biga de Ares passasse em água solida eu fiz de novo, Caríbdis levantou-se para fazer seu ataque, mas dessa vez deu errado, ela bateu na água, o Capitão teve um tempo Perfeito, e saiu com o barco a todo vapor, o monstro investiu de novo, mas eu consegui segura-la, pude ver meu sangue manchar a água na minha frente, mas não desisti, houve mais duas ou três tentativas de Caríbdis e felizmente eu consegui frustra-las, logo o navio havia passado e eu pude relaxar. Mas para minha sorte de sempre, ela me notou.
–---ou droga, por que nada e simples. ----Disse irritado, Caríbdis rugiu, fazendo a água vibrar e meus ouvidos doerem, Ela se jogou para frente e veio nadando na minha direção, as centenas de metros que nós separavam fora percorrido em segundos, ela era muito rápida, eu saquei Contracorrente, não sei o quanto ela podia me ajudar, mas era minha melhor arma, o monstro vinha a toda não tenho a menor ideia de como vou derrota-lo, mas estou no meu ambiente, não vou morrer sem lutar. Caríbdis estava vindo, um de seus tentáculos veio na minha direção, desviei-me, e golpeei seu tentáculo eu fiz um belo de um corte, onde jorrou sangue verde, o monstro urrou de dor, e mandou mais um de seus tentáculos, desviei, ela mandou outra vez o mesmo tentáculo machucado, eu o golpeei de novo, dessa vez eu consegui o corta-lo, mas me distrai com o sangue verde e não vê o tentáculo vindo, ele me acertou e foi me levando para o fundo, o tentáculo me esmagou contra o fundo do mar, senti uma dor aguda nas costas, não fazia ideia de quantas toneladas tinham em cima de mim naquele momento, eu tentei levantar usando minha força, levantei o tentáculo, mas o monstro apertou novamente e me pressionou no chão de novo, a dor estava forte, eu vi o meu sangue manchando a água do mar, junto com o sangue verde do monstro, usando toda minha força, joguei o tentáculo de cima de mim, e tentei sair do lugar, mas algo me impediu, olhei para baixo e pude ver o por que, eu fui espetado na pancada, por uma rocha pontiaguda, ela estava na minha barriga, tinha me atravessado. O tentáculo começou a descer, fiz um vácuo com a água empurrando o monstro para longe, consegui me levantar, a água começou a curar meu ferimento, com a pancada o monstro estava desnorteado temporariamente, eu precisava de um plano de fuga, mas eu vi que ele era muito mais rápido do que eu, então talvez nem chega-se ao barco e se chega-se colocaria os outros em risco, o barco não conseguiria fugir se ela decide-se perseguir, dificilmente conseguiria uma fuga, então tinha que mata-lo ou pelo menos tira-lo de combate, me joguei pra cima da Caríbdis, infelizmente tinha derrubado Contracorrente no impacto, visivelmente a cabeça do animal era onde ele era mais forte e onde com certeza era seu ponto fraco, de baixo de toda aquela armadura natural, nenhum ser vivo pode continuar quando se mata órgãos vitais, como coração e cérebro, eu tinha que ataca-lo, por dentro e claro, como fiz com Píton, mas com toda a certeza não queria entrar pela boca, aqueles dentes não teriam a menor dificuldade em me esmagar e cortar. Tive uma ideia realmente louca, era tudo ou nada. Ou eu acertava e vivia, pelo menos se falha-se não sentiria dor na morte.
Nadei por cima da fera, desviando dos tentáculos, em longas distancias ele podia ganhar de mim, mas nas curtas eu tinha grande vantagem, nadei rapidamente, desviando dos tentáculos, e cheguei a uma aérea muito perigosa, mas fazia parte do Plano, a cara da fera, perto demais da boca, tomara que eu consiga fazer isso duas vezes. O monstro rugiu a todos pulmões, me obriguei a não levar as mãos aos ouvidos e nariz, por que fedia demais, respirei fundo e fiz. Lancei um Tridente Supremo no olho direito da fera, acertando em cheio, e explodindo o olho e uma boa parte a mais do rosto da fera, com o impacto o monstro foi jogado para trás, Ela rugiu de dor, mas não morreu como esperado, eu me sentia muito esgotado e tinha certeza que não ficaria consciente com mais um disparo, me concentrei-me e fiz com muitas dificuldades, mais um Tridente Supremo, se eu abusasse dos meus poderes divinos, eu podia usar tanto que poderia esgotar minha vida, joguei-o, e tudo ficou escuro.
POV: Clarisse La Rue.
–----NÂOO.... ----Gritei desesperada, não acredito que ele fez isso. Ele se jogou no mar, pensei em pular atrás dele, essa era minha vontade, mais eu morreria ou pior mataria ele junto, a água se acalmou de novo. ---Maldito, se ele não morrer, eu o mato.
–---E eu ajudo. ----Disse Drew entre os dentes, essa e minha princesa. Peguei meu binóculo e pude ver claramente o monstro em baixo d’água, ele se preparou para outra subida, mas ele bateu na água, literalmente, era como se houve-se um espelho que o impedia de subir a superfície, na hora entendi, era o mesmo tipo de coisa que o Percy fez comigo, no dia da Biga do meu pai.
–---A todo pano a Frente capitão. ----Gritei, o capitão acelerou e o encouraçado saiu a toda, ainda mais rápido do que nunca, o tempo em que deixamos o motor parado Tyson fez seu serviço e fez o motor rodar com mais força, Caríbdis ainda tentou mais duas investidas, mas Percy conseguiu segura-la. O momento era de total tensão, mal respirávamos mesmo os confederados mortos. ----Ele conseguiu, passamos.
–---Graças aos Deuses. ----Disse Drew, ela correu e me abraçou, e nós beijamos, um beijo doce, todos comemorávamos, eu já ia dar a ordem para podermos parar e esperar o Percy. Um rugido monstruoso cortou nossas comemorações, também vi algo se agitar na água e sai correndo para trás do barco, Caríbdis saiu em disparada para onde o Percy estava, apenas alguns espinhos de pelo menos 2 metros fora d’água, das suas costas rasgando a superfície do mar, ela percorreu a distancia de centenas de metros em poucos segundos, era muito rápida, houve movimento e sangue verde saindo e se misturando na superfície, junto veio um grito de dor do monstro, sorri, Percy estava conseguindo, Drew estava segurando minha mão e olhando a batalha, houve mais uma lufada de sangue verde, e as costas de Caríbdis que podia ser vista sumiu, ela aprofundou desaparecendo no fundo do mar.
–---Deuses, ela deve ter acertado o Percy. ---Disse eu.
–--Não, não seja pessimista Clarisse. ---Repreendeu Drew. O barco se agitou junto com o mar, e por um instante podemos ver de novo as costas do monstro, tudo afundou de novo. Tyson apareceu no convés, suas roupas estavam aos trapos, e sua pele suja de fuligem e graxa, ele sorria de orelha a orelha.
–---Consegui. ---disse ele feliz, mas vendo nossas caras de Preocupação ele perguntou. ---o que foi? Cadê o Percy? ---Antes que pode-se responder um urro ensurdecedor cortou o que iria dizer a Tyson, seguido de uma explosão que sacudiu o navio, seguido de um urro de dor do monstro, Percy estava conseguindo, e acho que isso foi um Tridente Supremo, ouve mais uma explosão ainda maior que a primeira, seguida de uma onda verde, do sangue de Caríbdis com pó dourado gigante, pelo menos 10 metros, Tyson felizmente foi rápido e controlou a onda a diminuindo. Felizmente não foi nada demais, apenas deixou todos sujos de sangue, de uma coisa eu sabia, Caríbdis foi mandada para o Tártaro, todos começamos a comemorar no convés, abraços, beijos, comprimentos, exceto uma pessoa, Tyson, que estava ajoelhado na proa com a mão na água, sua expressão era totalmente concentrada e seria.
–---Tyson o que foi? ---perguntei preocupada.
–--Não consigo, não sinto. ---disse ele com a voz chorosa.
–---O que meu jovem ciclope. ----disse o Capitão.
–---Não consigo sentir o Percy.
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