Percy Jackson o Guerreiro Sem limites
178 Capítulo 178
Notas iniciais
POV: Perseus Heitor Jackson.
Depois de mais uma hora em frente a um caldeirão, mexendo um liquido meio transparente e não muito cheiroso, com magia de função, até que não era tão difícil, eu consegui fazer sem problemas, embora no começo, nos primeiros 5 minutos, eu tivesse que imitar o movimento com a mão, fazendo o movimento de mexer em círculos, enquanto a meio metro de mim, a bagueta de bronze celestial estivesse mexendo sozinha, sem nenhuma mão pra tocar, o momento mais difícil foi quando chegou a hora de colocar a quantidade de água do rio Estige, Emuna não quis mexer a bagueta e nem colocar a gota, ela mandou-me fazer sozinho, sem ajuda e não deixou eu usar minhas mãos, então tive que continuar mexendo a bagueta com a mente e controlar e levitar o recipiente de água do rio Estige, desrosquear a tampa do conta gota e pingar exatamente um gota, nada mais que isso, tive um pequeno erro e deixei a tampa do conta gota cair no chão, mas felizmente não estragou a poção.
Mas finalmente havíamos tido resultado, com o auxílio de Emuna, mesmo que ela não tenha colocado a mão nenhuma vez, era seu processo que estava lá, então a poção foi um sucesso absoluto, claro, afinal de contas estávamos falando de uma mestra em alquimia, com milhões de anos de experiencia, quantas milhares de vezes ela deve ter feito uma poção como essa? Ou mesmo, quantas milhares de vezes ela deve ter feito a própria poção da verdade. Isso ela fez questão de responder pra mim, ela disse que havia feito poucos vezes, apenas pra aperfeiçoar o método, ela não tinha necessidade de ficar usando a poção da verdade, afinal de contas, ela podia roubar a verdade das pessoas com um beijo, descobrir seus segredos mais íntimos, realmente com esses poderes não era necessário poção da verdade, embora, existia uma peculiaridade em alguns casos, como por exemplo: Não seria nada agradável ter que beijar a boca de um cara como um mendigo.
Assim que tínhamos tudo preparado, eu fui para área dos refeitórios aqui do QG, para poder comer alguma coisa rapidamente, a área de alimentação era tão grande quando o pavilhão do acampamento, tinha até mais mesas, poderíamos alimentar um batalhão de pessoas de uma só vez aqui. Felizmente Emuna havia se lembrado que eu estava sem almoço e trouxe alguns hambúrgueres pra mim, aquela sacola que vi mais cedo, e mesmo que tivesse comido o café da manhã reforçado da rainha Hera, eu já estava com fome novamente, afinal de contas já eram quase duas horas da tarde. Havia acabado de terminar de comer, na verdade, eu quase engoli, tinha apenas 15 minutos para a reunião começar, precisava me apressar para poder pingar a poção da verdade nos cálices mágicos dos conselheiros presentes. Estava prestes a usar meu teletransporte em chamas, para retornar para o acampamento, quando Clarisse e Drew entraram.
—--Percy, nós queremos ir com você, por favor. ---Pediu Drew gentilmente.
—--Acho melhor não, vocês ainda não estão totalmente recuperadas, é melhor ficar e descansar. ---Disse seriamente, enquanto guardava o frasco da poção no bolso da minha jaqueta de couro. Dei uma boa olhada para elas, realmente aparentavam estar bem melhores, a cor dos seus rostos já não estava mais pálida, mas elas ainda estavam alguns quilos mais magras do que o normal.
—--Até parece que vamos ir para uma batalha. ---Disse Clarisse revirando os olhos. ---É só voltar pro acampamento, não vamos entrar em batalha com ninguém, só queremos rever nossos amigos, estamos com saudades.
—--Elas têm razão, Percy. ---Disse Emuna seriamente, chamando minha atenção para ela. ---Elas estão fortes o suficiente para alguns beijos e abraços com os amigos. ---Eu sabia disso, obvio que elas poderiam continuar o tratamento no acampamento, tínhamos ótimos curandeiros dos chalés de Apolo e Asclépio, eles poderiam facilmente cuidar da recuperação delas, até porque, já poderíamos deixa-las sem nenhum tratamento, apenas comendo regularmente, elas poderiam recuperar-se em duas semanas, pelo menos a parte física, claro que elas também já estavam aptas até pra combate, uma boa noite de sono e refeição abundante, deixa um semideus forte o suficiente pra um combate com monstros, o problema mesmo agora, era parte da recuperação mental delas, eu não sabia como elas estavam mentalmente, não sei exatamente o quanto elas estão abaladas e esgotadas mentalmente, mas eu sabia que estar de volta com os amigos a ajudariam a melhorar sua mente.
—--Tudo bem, vocês podem ir conosco. ---Disse sorrindo, o que fez Clarisse e Drew sorrirem largamente. O verdadeiro problema era a poção, eu não queria que elas vissem isso, vissem a tristeza de ver pessoas que você considerava amigo, um companheiro, te trair, ela já passaram por muita coisa ruim, em especial recentemente, mas eu confiava nelas, confiava nos meus amigos mais próximos do acampamento, eu os considerava mais minha família do que apenas amigos, tinha plena convicção que eles não estariam nos espionando, Clarisse, Drew, Annabeth, Charles, Connor, Luana, Silena, Thalia e as caçadoras em geral, a que eu tinha menos confiança, era Luana, não por ela ter me traído, bem, pensando melhor, era por esse motivo mesmo, mas mesmo ela eu não achava que estaria trabalhando pra Cronos. Mas eu tinha que levar em conta muitas coisas, entre elas, era que eu sendo o novo diretor do Acampamento Meio-sangue, eu não podia mais demonstrar favoritismo, mesmo entre aqueles que até pouco tempo eram meus amigos, meus iguais, minha família. Para outros conselheiros de chalés, aqueles com o qual não tinha muita amizade, se eu deixasse a Clarisse sem tomar a poção, eu poderia arrumar problemas com os outros, tinha que tratar todos iguais nesse momento, mas parando para pensar melhor, eu estava sendo paranoico, tinha certeza que Clarisse jamais me trairia. ---Mas já vou avisando, temos assuntos muitos sérios para resolver hoje.
—--Não importa, estamos animados em rever nossos amigos.
—------------------------------------ Quebra de Tempo. ---------------------------------------------------------------------------------------------
Assim teletransportei todos nos de volta pro Acampamento, diretamente para a sala de reuniões, onde todos os conselheiros já estavam presentes, afinal de contas estava bem encima da hora. Todos estavam conversando entre si e sentados na longa mesa de guerra, eu tinha uma visão de todos os conselheiros, começando por Thalia, que hoje especialmente estava representando o chalé de Zeus, ela estava sentada na primeira cadeira ao lado direito, ela estava totalmente seria, ouvindo o que a Annabeth estava falando para ela, mas podia notar que ela não estava com a cabeça naquilo, o que meio que entregava a situação problemática que estávamos prestes a presenciar.
Sentado ao lado esquerdo, de frente com Thalia, estava a conselheira do chalé de Deméter, Sophia Matos, aparentando ter por volta dos seus 16 anos, não era muito alta também, acho que uns 1,55cm, seu peso com a ficha até parecia estar certo, por volta dos 45 kg, do estilo de corpo que podia chamar de magra, mas não esquelética, ela tinha algumas curvas, seios pequenos e bundas e coxas medianas, pele morena clara, seu rosto era belo, olhos castanhos e cabelos até o ombro e liso, da mesma cor dos olhos, estava vestindo tipicamente como uma garota do acampamento, camisa laranja e calças jeans preta. Tirando a ficha, eu realmente não sabia de nada sobre ela.
Ao lado de Thalia, estava Annabeth, conselheira do chalé de Atena, ela estava linda como sempre, conversando animadamente com Thalia, embora essa última, não estivesse realmente prestando atenção, mas a loira não parecia ter notado isso ainda, pois continuava falando animadamente, aparentando ter seus 15 anos, 1,70cm, seu rosto era belo como sempre, seu cabelo loiro escuro e ondulado como uma cascata de ouro, que chegava um pouco acima do meio das costas, mas agora havia algo de novo em seu cabelo, uma mecha branca, que combinava com a minha, seu corpo era bonito para sua pouca idade, bunda grande, pernas grossas, peito grande e cintura fina, vestindo-se como uma campista comum, camiseta laranja do acampamento, e um jeans azul claro.
Ao lado de Sophia e de frente com a Annabeth, estava Luana, conselheira do chalé de Apolo e líder da enfermaria, o qual ela, a conselheira de Asclépio e Quíron tomavam conta. Luana estava extremamente linda como sempre, seus cabelos castanhos é longos, olhos verdes floresta, sua pele era branca como leite, seus rosto era lindo, lábios carnudos, aparentava agora seus 20 anos, corpo perfeito, seios grandes, cintura fina, coxas e bunda enormes, ela conversava animadamente com o Charles e Silena, minhas maiores suspeitas eram dela, até mais que os outros campistas que ainda não conhecia muito bem.
Ao lado de Annabeth estava meu bom amigo Charles Beckendorf, conselheiro do chalé de Hefesto, confiava plenamente nele, jamais duvidaria dele, ele transmitia confiança, assim como eu, era o campista ao qual mais confiava, tanto que na vez que fui expulso pela morte de Yeasmin na missão, a tantos anos atrás, deixei Festus no acampamento sobre as ordens de Charles. Charles era um cara grande, acho que um dos campistas mais velho dos acampamento na atualidade, aparentando ter seus 21 anos, ele era alto 1.85cm, sua pele era negra, bem escura, seus olhos eram castanhos e seus cabelos negros, forte e musculoso, quase tanto quanto eu, ele vestia-se como um campista comum.
A namorada de Charles, minha boa amiga Silena, conselheira do chalé de Afrodite, estava sentada ao lado Luana e de frente com o Charles, ela conversava despreocupadamente com Luana e Charles, rindo contente, seu sorriso lindo, ela era linda, uma das mais belas campistas de todo o acampamento, ela aparentava ter 18 anos, mais tinha pelo menos 20, tinha por volta do 1,65cm de altura, sua pele era branca, os cabelos dela eram longos e pretos, lindos olhos azuis, seu rosto era realmente extremamente belo, seu corpo então, seios médios e redondos, coxas grandes e bunda redonda, ela usava uma camiseta preta, calça jeans branca.
Ao lado da Silena, estava Connor Stoll, conselheiro do chalé de Hermes, um dos primeiros e mais engraçados amigos que tive entre os semideuses, mas depois de Luana, era o conselheiro que mais me levantava suspeitas, afinal de contas, ele era o atual namorada da Luana, o que não quer dizer muita coisa, porque eu que a chutei e tudo mais, mas eu realmente estava me sentindo um tanto quanto rancoroso hoje. O maior problema era Travis, seu irmão, era um traidor, um campista que abandonou o acampamento e se tornou servo de Cronos, embora, ache que depois que explodi o navio, Travis deva estar morto. Todavia, o Connor realmente era praticamente o mesmo do que eu conheci, sua aparência não havia mudado em nada, aparentes 17 anos, embora, ele tenha no mínimo 19, ele tinha expressões élficas, comuns entre os filhos de Hermes, ele tinha cabelos castanhos escuros e olhos castanhos escuros, era magro, não tinha grande volume de massa muscular, ele continuava sorrindo como sempre, conversando animadamente com outro conselheiro, vestia uma camiseta preta, com uma escrita em branco, que dizia: “Consegue me vencer numa corrida? Duvido.” O que fazia sentindo, ele era o campista mais veloz do acampamento, mesmo entre os filhos de Hermes era o mais veloz, passando bastante a velocidade do som, mais de 6.000 Km/H é o que dizem, eu mesmo nunca presenciei ele correndo a toda e parece que essas medições foram feitas antes mesmo de eu chegar no Acampamento.
Ao lado de Charles e de frente ao Connor, estava o conselheiro de chalé de Dionísio, um dos gêmeos Cox, Castor, ele era realmente idêntico ao seu irmão, mal podia notar as diferenças entre eles, mas Castor aparentava ter por volta dos 17 anos de idade, não era muito alto, tinha por volta dos 1,68cm, tinha um corpo robusto, porém, seu corpo não era musculoso, nem gordo, poderia se dizer que ele era fofo, até parecendo ser um anjinho, um Querubim, na verdade, era mais por causa do seu rosto, bem bochechudo, com as maçãs do rostos bem rosadas, como os lábios carnudos, o que o deixava meio estranho, ainda mais com os cabelos totalmente cheios e cacheados, descendo pelos seus ombros. Eu não sabia muito sobre os irmãos gêmeos Castor e Pólux, filhos de Dionísio, exceto, que ganharam seus nomes em homenagens a outros dois filhos de Zeus, embora, apenas Pólux realmente fosse um filho de Zeus.
Res a lenda, que sendo filho de um deus, Pólux foi agraciado com o dom da imortalidade, entretanto, seu irmão Castor não, por serem inseparáveis, quando Castor morreu, Pólux recusou a imortalidade e oferecimento a se tornar um deus menor, pelo menos enquanto permanecesse separado de seu irmão, Zeus, seu pai, não podia convencer Hades, o deus dos mortos a trazer Castor de volta à vida, Zeus transformou Castor e Pólux na constelação de Gêmeos, uma das histórias antigas que mais me deixava confusos em relação ao D.N.A divino, irei explicar melhor, tudo começou com Leda, que havia recentemente desposado Tíndaro, herdeiro do reino de Esparta, o maldito do Zeus, fascinado com a beleza da jovem, deseja unir-se a ela, mesmo sabendo que não seria aceito, sendo ela recém casada. Assim, Zeus assume a forma de um belo cisne e se aproxima de Leda quando ela se banhava num rio, a jovem inocente, encantada com a beleza do animal, coloca o animal no colo e o acaricia, não sabendo que era o maldito Zeus, meses depois, Leda cai contraída de dor e percebe que do seu ventre haviam saído dois ovos: do primeiro, nascem Castor e Helena de troia, do segundo, Pólux e Clitemnestra, em cada ovo um filho de Zeus, que seriam Helena e Pólux, imortais, enquanto seus irmãos, filhos de Tíndaro, mortais como qualquer ser humano. Esse era o mito que todos conheciam, entretanto, havia rumores, que Zeus na verdade estuprou Leda, não se transformou em cisne coisa nenhuma, porém, se isso foi verdade ou não, eu não posso confirmar.
Voltando a história de Castor e Pólux, apesar de serem filhos de pais diferentes, Castor e Pólux ficaram conhecidos como os Dióscuros (filhos de Zeus) e cresceram juntos, tendo entre si a mais bela amizade, levados por Hermes à cidade de Pelene, no Peloponeso, os irmãos logo mostraram-se fortes e corajosos, Castor especializou-se em domesticar cavalos e Pólux tornou-se um excelente lutador, a região do Peloponeso onde moravam era assolada por piratas que incessantemente pilhavam as ilhas e amedrontavam o povo com sua violência desmedida. Castor e Pólux decidem então livrar a península da ameaça e derrotam o inimigo sozinhos e desarmados, feito que os tornou conhecidos em toda a Grécia como grandes heróis. Mal haviam retornado da guerra contra os piratas, Castor e Pólux são chamados às terras do Calidão, onde seus pais se conheceram, para matar um enorme e terrível javali, enviado por Afrodite como vingança contra o povo da região, que não lhe havia prestado as devidas homenagens. Quando se reveem vitoriosos, os irmãos são novamente convocados para mais uma missão: conquistar o Velocino de Ouro na viagem com Jasão e os Argonautas que deveriam derrotar o terrível Cíclope, mas não vou me prolongar muito com essa história.
Ao lado de Castor Cox, estava Bianca Di Angelo, embora ela fosse uma caçadora, hoje estava representando o chalé de Hades, em nome de seu pai, ela aparentava ter por volta dos 16 anos, 1,60cm de altura, seus seios continuavam bem pequenos, sua pele bem branca, muito mesmo, seus olhos negros como a noite, cabelos sedosos e muito negros, que estavam soltos e maiores, deixando-o seu belo rosto ainda mais bonito, vestida em típicas roupas de caçadora, aquela comum blusa cinza e jeans.
Ao lado esquerdo da mesa, bem ao lado de Connor e de frente com Bianca, estava o conselheiro do chalé de Íris, o Butch Walker, ele tinha por volta dos 21 anos de idade, Butch era um dos semideuses mais velhos que conheci, apesar de ter apenas uns 4 anos a mais que eu, para nós semideuses, 4 anos é muito tempo de vida, ele era um homem volumoso, forte, ele devia ter 1,89cm de altura, tinha a cabeça completamente raspada, e tinha um rosto bruto, como uma pilha de tijolos, bem diferente da sua mãe, que a propósito, eu conhecia muito bem. Porém, apesar de toda essa pose de durão, se tu visse um cara como ele na rua, era melhor atravessar para o outro lado, algo entregava que ele parecia um cara legal, porque ele tinha uma tatuagem muito estranha e um tanto, podemos dizer, feminina, ele tinha em seu musculoso braço direito, uma tatuagem de arco-íris no, que começava no bíceps, e subia até seu ombro, hoje amostra em sua camisa do acampamento que teve as mangas cortadas, ele conversava com o Clovis Over, que estava sentado bem ao seu lado.
Já o Clovis Over era o conselheiro do chalé de Hypnos, ele estava ali, mas acho que sua mente não estava, os filhos de Hypnos gostam de passar a maior parte do seu tempo dormindo, em seu próprio mundo, ainda mais quando estão aqui no acampamento. Clovis tinha por volta dos 15 anos de idade, por volta dos 1,60cm de altura, ele era magricelo, sem músculos e sem gordura, tinha cabelos que apreciam ser feitos de ouro, um amarelo claro brilhante, seu rosto tinha feições infantis e coradas que demonstravam calma, serenidade, quase como se estivesse dormindo acordado, seus olhos verdes e claros também transmite uma profunda paz e despreocupação.
Em frente ao Clovis estava o conselheiro do chalé de Nêmesis, Damien Smith, ele tinha por volta dos seus 18 anos, 1,80cm de altura, e com um corpo musculoso, pele bronzeada, cabelos e olhos escarlate, possuía o famoso olhar de “peixe morto”, comum entre os filhos de Nêmesis, pálpebras caídas cobrindo metade dos olhos, quem olhava achava um olhar preguiçoso ou sonolento, porém, era um olhar de alguém frio, calculista e extremamente vingativo como a sua mãe. Ele era um cara silencioso, não falava muito, entre todos os conselheiros aqui, ele era o mais antipático, mas isso não quer dizer que ele esteja do lado de Cronos.
Ao lado de Damien, estava a conselheira do chalé de Nice, Laurel Victor, era uma bela jovem, tinha seus 19 anos, possuía cabelos curtos na altura dos ombros, castanhos e ondulados, lindos olhos dourados e que emitiam certo brilho, não era muito alta, tinha1,69cm de altura, seu corpo também era bonito, seios fartos e grandes e uma bunda mediana, sua pele era levemente bronzeada como a minha, tinha uma cintura fina, acho que poderia dizer que ela tinha um físico saudável. Laurel era animada, poderia dizer que ela era até meio vibrante, confiante, ela conversava animadamente com a conselheira do chalé 19, Chiara Benvenuti, uma filha de Tique, nascida no Brasil.
Está estava sentada bem em frente a Laurel, Chiara era uma jovem linda de 18 anos, 1,60cm de altura, possuía longos cabelos lisos e negros com uma franja cobrindo sua testa, possuía uma pele levemente bronzeada, seus olhos eram bonitos, belas orbes azuis celestes, seu corpo era muito bonito e sexy, seios fartos, coxas torneadas, e bunda mediana levemente empinada. Eu não sabia muito sobre ela, mas ela era uma verdadeira descendente dos deuses e dos índios brasileiros, o que explicava sua beleza estonteante.
Ao lado de Chiara, estava o conselheiro do chalé de Éris, seu nome era John Carter, ele era um rapaz de estatura mediana, 1,66cm de altura, tinha 17 anos, possuía um corpo um pouco desenvolvido, olhos e cabelos negros e rebeldes, pele um pouco pálida, e usava um alargador em sua orelha direita. Pelo que fiquei sabendo, ele tinha uma personalidade difícil, por mais que fosse conselheiro de seu chalé, ele adorava causar conflitos entre os campistas, sendo muitas das vezes o responsável por gerar conflitos entre caçadoras e campistas, porém ninguém o acusava de nada, ser filho da discórdia o ajudava a gerar tais conflitos sem dificuldades.
Quíron comentou comigo que ele nunca conheceu seu pai, havia sido criado em orfanato, talvez isso explique sua personalidade manipuladora, era um dos campistas que eu tinha que ficar com os meus dois olhos abertos para não causar grandes confusões novamente. Conversando com o John estava Jake, aquele mesmo semideus que me causou problemas logo no primeiro dia, parando para pensar melhor, entre os seguidores de Jake aquele dia, eu tenho certeza que o John estava entre eles, talvez, ele também tivesse um dedo no que Jake fazia com os outros campistas. Jake aparentava ter seus 17 anos, mais de 1,90cm de altura, seu corpo era grande e musculoso, olhos azuis, cabelo loiro e espetado, ele tinha um rosto bruto.
Ao lado de Jake, estava Alex Corvinos, filho e o conselheiro do deus das portas, Jano, um garoto por volta dos 15 anos de idade, ele era magro, por volta dos 1,70cm, cabelos castanho-claros estilo tigela, olhos castanhos, algumas sardas no rosto. Alex conversava animadamente com uma linda garota, eles pareciam ser grandes amigos, talvez até algo mais, eles até pareciam ser um casal, a garota segurava a mão de Alex enquanto sorria largamente e falava com ele, mas Alex parecia um pouco tímido, podia senti-lo tenso por ter a conselheira do chalé de Éolo segurando sua mão.
Falando nela, ela era Mary Jane Watson, ela era uma garota de 17, possuía logos cabelos ruivos meio alaranjados, olhos verdes, pele branca como a neve, ela tinha por volta de uns 1,60cm de altura. Seu corpo curvilíneo chegava a ser uma tentação, cintura fina, bunda empinada de um tamanho médio, seios médios, lábios vermelhos e carnudos, apenas por olhar seu corpo já poderia se imaginar a maciez que ele possuía. Diziam que ela tinha uma personalidade um tanto que ousada, era uma pessoa calma e doce, porém era teimosa com suas decisões, dificilmente voltava atrás com algo que colocasse em mente. Agora vendo como ela conversava e tratava o Alex, acho que outros campistas não tinham muitas chances com ela.
Ao lado de Mary Jane estava a conselheira do chalé de Asclépio, Laura Ellen, uma linda mulher por volta dos seus 18 anos, 1,63cm de altura, possuía lindos cabelos ondulados e macios de uma tonalidade branca que ia até um pouco acima de sua cintura, olhos de uma tonalidade azul claro, dava um charme a mais, tinha um corpo completamente esbelto, sua pele era levemente bronzeada, seios grandes e arredondados, coxas torneadas, e uma bunda empinada e média, lábios avermelhados que contrastava com a cor de sua pele e olhos. Zoë me disse uma vez que ela era uma pessoa fantasticamente inteligente, sempre focada e parecia estar atenta a tudo, sempre prestando atenção ao seu redor, não aguentava ver algum ser vivo ferido, era uma pessoa amorosa e sempre disposta a ajudar alguém que precisasse de ajuda, quando estava em algum procedimento médico mostrava uma incrível frieza no processo, não expressava nenhum sentimento até que terminasse a cirurgia, tratamento, seja lá o que fosse, que Zoë tentou convence-la a se tornar uma caçadora, devido a suas habilidades e personalidade, mas Laura não podia abandonar o amor e educadamente recusou a oferta de Zoë.
Em frente a Laura estava o conselheiro do chalé de Tânatos, Martin Collins, ele tinha 18 anos, 1,80cm de altura, era um rapaz forte e possuía um corpo um pouco musculoso, pele branca e cabelos bagunçados e brancos, olhos ônix profundos e severos. Possuía uma tattoo de foice com o nome de sua mãe no seu ombro esquerdo. Quíron me disse que ele era um jovem frio e não se expressava muito, por conta de seu parentesco divino não sentia remorso ou tristeza perante alguma morte e assim como todos seus irmãos possuía uma ligação forte com os primos filhos de Hipnos, sempre lutavam juntos lado a lado, Quíron também me disse que ele tinha uma grande admiração por mim, muitas vezes se referindo ao meu nome como o herói Percy, o que me deixava desconfortável, mas era bom também saber que alguns me tinham como exemplo de conduta.
Ao lado de Martin estava a conselheira do chalé de Quione, a semideusa Felicia Hardy, dos conselheiros que tinha pouca amizade, ela era a que eu mais tive contato e me interessou, ela tinha uma história interessante, Felicia tinha por voltado dos 18 anos, 1,65cm de altura, possuía uma pele branca como a neve, olhos verdes claros, cabelos brancos e longos, que estavam presos em rabo de cavalo, ela possuía um corpo incrivelmente atlético, seios médios, cintura fina, coxas torneadas, bunda média e empinada, como na maioria das vezes usava roupa de couro apertada isso dava um ar ainda mais sexy para seu corpo. Tinha uma personalidade interessante, era ousada em suas falas, porém fria em seus sentimentos, além de também ser uma ladra e tanto, suas habilidades furtivas e sua agilidade se a assemelhava aos filhos de Hermes, isso se deve ao fato de seu pai ser um ladrão profissional, bem conhecido, Walter Hardy, mas por um simples erro acabou sendo pego, dizem que ele não era uma pessoa ruim, muito pelo contrário, sempre ajudava os necessitados, ele era uma boa pessoa, embora fosse um ladrão. Vários garotos do acampamento queriam ter uma chance com Felicia e tentavam flertar com ela, mas raramente ela dava bola para alguém, suas habilidades eram formidáveis, era extremamente ágil e veloz, e especialista em artes marciais, desde pequena havia sido treinado por seu pai.
Bem em frente a linda Felícia, estava o conselheiro do chalé de Ícelo, Oliver Long, ele tinha seus 17 anos de idade, tinha a minha altura, cerca de 1,85cm e magro e um pouco musculoso, pesando uns 75 quilos, os seus cabelos são negros com algumas mechas cinzentas, até que parecidos com os meus, só que mais lisos e menos rebeldes, os seus olhos são azuis celeste, acho que poderia dizer que ele era um cara bonito. A história dele era um pouco escondida entre os semideuses, mas Quíron me contou que ele não teve uma infância muito fácil, mesmo para os padrões de um semideus, que convenhamos não são grande coisa.
Oliver nasceu na Florida, ele cresceu sendo uma criança incrivelmente perturbada, não era muitas as crianças e até mesmo os adultos que chegavam perto dele, pois circulava rumores que ele era um tipo de "demônio", pois todos que chegavam a ter contato com ele, tinham pesadelos terríveis com a sua imagem e com os monstros, era na verdade o poder escondido em seu sangue, que causava os pesadelos aqueles ao seu redor. Aos 11 anos, ele fugiu da sua casa após ter uma briga extremamente feia com a sua mãe, que não aguentava mais ter a sua reputação manchada pelo o seu filho "pertubado", dizendo que ela se arrependia de não ter se livrado dele quando ainda era um feto. Após fugir, ele é encontrado pelo seu pai, Ícelo que apesar das regras, acaba ajudando o filho, o que não é tanto quanto eu gostaria. Após uma rápida conversa e explicação sobre a sua circunstância atual e para onde ele deve ir, é lhe dado uma espada e um arco e suprimentos para a sua viagem, por 3 longos meses, ele é deixado a própria sorte contra vários monstros desconhecidos, com apenas um destino em mente: O acampamento meio-sangue.
E por último, a conselheira do chalé de Lissa, Mile Ross, uma garota por volta dos 16 anos de idade, tinha por volta do 1,70cm de altura, sua pele era negra, na mesma tonalidade do Charles, seus cabelos eram encaracolados, totalmente negros, desciam por todas as suas costas até na sua bunda, ela tinha diferentes olhos amarelados, mas ela era muito bonita, embora fosse um tanto magricela demais, seios e bunda pequena, braços e pernas finas também, mas obviamente isso não tirava sua beleza. Não sabia muito sobre ela, nem mesmo Quíron, na verdade os filhos de Lissa são sempre meios misteriosos, dizem que eles são dotados de uma tripla personalidade, as proles da deusa da loucura são extremamente insanas, no entanto, uma vez que encaixam-se num grupo, costumam ficar nele permanentemente, são leais a seus amigos de grupo, mas algumas vezes são meio individualistas, nem sempre raciocinando no que ocorrerá com as demais pessoas.
Assim que os conselheiros nos perceberam, em especial a Clarisse e Drew, as conversas que já estavam animadas, no mínimo dobraram de intensidade, vários deles se levantaram para receber elas, por mais felizes que estivessem, eles não pareciam surpresos, acho que o Quíron deve ter contado pelo menos as boas novidades. Falando no velho centauro, ele adiantou-se entre os campistas, pedindo espaço para poder chegar até as meninas, abraçando-as com carinho, podia ver algumas lágrimas nos olhos do Quíron, ele estava realmente muito feliz e aliviado de ter as garotas vivas e de volta ao acampamento. Em meio a abraços e comemorações dos conselheiros, em Clarisse e Drew, tive uma ideia, uma para fazer todos beberem a poção sem desconfiarem de nada.
—--“Emuna.” ---Tentei comunicar-me mentalmente com ela, embora, ela ainda estivesse bem do meu lado, observando as conversas animadas.
—--“Estou te ouvindo.” ---Pude ouvir sua voz em minha mente.
—--“Eu tive uma ideia, pegue a poção e as coloque nos cálices mágicos, brindaremos em homenagem a volta de Clarisse e Drew, não esqueça de colocar em todos os copos, inclusive no meu e no seu, para todos na sala” ---Pedi para ela, Emuna apenas assentiu, e disfarçadamente, colocou a mão dentro do bolso da minha jaqueta, pegando o pequeno frasco com a poção e saindo porta a fora, acompanhada por Odara. Com o canto dos olhos, vi quando Thalia se aproximou, contornando a multidão de pessoas que estavam entorno de Clarisse e Drew, perguntando coisas, exaltando-as e fazendo brincadeiras, felizes pela volta das amigas.
—--Então, tudo certo? ---Perguntou Thalia baixo, parada ao meu lado, observando as irmãs Silena e Drew darem um abraço apertado, onde ambas choravam de emoção e de alegria, era uma linda cena de se ver, tinha que admitir que me senti emocionado também.
—--Tudo conforme o planejado, só mantenha a calma. ---Cochichei de volta, o que a deixou ainda mais nervosa do que já aparentava, ela apertava as mãos, quase podia ouvir a energia crepitando, com o atrito. ---Muito bem, vamos nos acalmar. ---Disse alto, mais alto que as conversas dos campistas, o que foi difícil, eles estavam muito felizes de terem as amigas desaparecidas de volta. ---Todos os conselheiros voltem aos seus devidos lugares, vamos começar a nossa reunião. ---Ao meu pedido, todos começaram a se ajeitar, voltando aos seus respectivos lugares, inclusive Clarisse voltou ao seu, como a devida conselheira do chalé de Ares. Já a Drew ficou de pé atrás da cadeira de Silena, conselheira do seu respectivo chalé de Afrodite. Eu sentei-me no lugar do diretor do acampamento, na cabeceira da mesa. ---É realmente muito bom ver todos aqui reunidos nessa tarde, muito obrigado pela presença de todos, essa é a minha primeira reunião como diretor. ---Todos pareciam estar calmos e felizes, sorrindo pra mim, mas eu sabia, que infelizmente essa não vai ser a reunião mais legal, muito pelo contrário, na verdade. ---Eu pedi essa reunião para poder coloca-los a par de situações que vem ocorrendo no acampamento e para tirar algumas dúvidas de como iremos prosseguir daqui pra frente, afinal de contas, o Sr. D. não está mais aqui e as decisões mais importantes devem ser tomadas por mim e por Quíron.
—--Faremos nosso melhor, sempre buscando o bem da maioria, sempre buscando agradar aos deuses. ---Disse Quíron, sua voz transbordava culpa, até mesmo para os que não podiam ler bem as pessoas era visível.
—--Sim, exatamente, Quíron colocou bem as palavras. ---Disse sorrindo para os campistas, tentando tranquiliza-los. ---Em todo caso, creio que todos já saibam que o acampamento foi invadido está madrugada, por um semideus de Cronos, certo? ---Perguntei seriamente, várias cabeças assentiram positivamente. ---Não sabemos qual era a sua intenção, qual foi o motivo de estar aqui, presumimos, que foi para buscar Quintus, o professor de esgrima, que até agora desapareceu, sem deixar rastros e sem comunicar ninguém onde ia, sem sinais de lutas, ele simplesmente desapareceu.
—--Ele pode ter sido apenas sequestrado por esse semideus que invadiu o acampamento. ---Argumentou Butch, o conselheiro do chalé de Íris.
—--Realmente é uma possibilidade. ---Concordei, mas eu sabia que não era isso, Quíron disse que Quintus era um ótimo Espadachim, até o comparou a mim, se Quíron disse isso, quer dizer que ele era mesmo excepcional, agora, alguém assim, ser levado sem uma luta? Nem mesmo eu, poderia sequestrar alguém tão facilmente, muito menos alguém tão qualificado quanto Quintus era. ---Ainda não temos certeza de nada, até termos mais informações, peço que todos fiquem de olhos bem abertos. ---Nesse instante, Emuna e Odara entraram para dentro do aposento, trazendo com elas vários cálices mágicos. ---Mas nem tudo é notícia ruim, não é mesmo? ---Perguntei sorrindo, apesar de tudo, eu realmente tinha tido ótimas notícias nesses últimos dias, e quem sabe, Gustavo tenha mentido, tentando me fazer dúvidas dos meus companheiros de acampamento, só pra causar desconfianças e intrigas entre nós. ---Dessa forma, tomei a liberdade de trazer os cálices, para podermos fazer alguns brindes, as boas notícias, aos amigos, aos amigos que estão aqui conosco, são e salvos. ---Enquanto falava, Odara e Emuna iam distribuindo os cálices a todos os conselheiros, que estavam bem felizes nesse momento. Conversando animadamente entre eles sorrindo, alguns como o Castor nem esperaram os brindes, já estavam bebendo em seus copos, felizes da vida. Assim que peguei meu copo, levantei-me da minha cadeira, os conselheiros seguiram meu exemplo, todos estavam com seus copos em mãos, sem exceções. Quase todos estavam sorrindo animados, exceto aqueles que já sabiam do plano. ---Então, proponho um brinde, para que possamos agradecer aos deuses. ---E a uma Titânide, completei mentalmente. ---A volta das nossas queridas amigas. ---Disse apontando o meu cálice para Clarisse e depois para Drew, elas sorriam largamente, com suas taças em mãos. ---Aos deuses.
—--AOS DEUSES. ---Os conselheiros seguiram meu exemplo, fazendo a saudação aos Olimpianos. Depois disso, pude ver todos tomarem pelo menos um gole de seus copos, o que era suficiente. Agora é só aguardar mais alguns minutos, para ter certeza que a poção está fazendo efeito.
—--Percy. ---Chamou-me Silena sorrindo.
—--Sim.
—--O que nós queremos saber. ---Começou Silena, seu sorriso era largo e até um tanto assustador, um sorriso que costuma chamar de “animada romântica”, mesmo o de Silena, era idêntico ao de sua mãe, quando estava animada com o amor no ar. Então eu sabia o que viria a seguir. ---Qual é o seu relacionamento com a Emuna? ---Como eu esperava, essa pergunta veio pra mim, e o pior era que eu mesmo esperando ela, não sabia o que responder. Institivamente olhei para Annabeth, que apesar de olhar atentamente por minha resposta, ao me vê-la olhando, desviou o olhar, dando mais uma golada em sua taça e a encarando depois, como se os detalhes no metal fossem extremamente chamativos.
—--Bem... É um pouco complicado de explicar, Silena ---Disse pensando um pouco, o que eu diria para eles? Que ela era minha escrava? Minha mestra? Minha chefe? Minha mão no acampamento? Ou quem sabe...
—--Que tal a denominação que usou esses dias, eu gostei dela, como era mesmo, possível namorada. ---Ofereceu Emuna sorrindo para Silena. Senti meu rosto corar um pouco, não sei bem o porquê, mas quando olhei para Annabeth novamente, podia ver que a parte de cima do seu rosto estava bem vermelho também, embora não conseguisse ver claramente sua expressão, pois ela continuava com a cabeça baixa.
—--Possível namorada? ---Indagou Silena confusa. Depois ela riu. ---Isso é um termo novo para casal?
—--Bem, não somos um casal, quer dizer, mais o menos. ---Disse rapidamente, o que soou muito atrapalhado. Nesse instante, Annabeth olhou para mim, e eu pude ver algo em seus olhos, algo que lembrou minha avó, sua mãe, os olhos de Annabeth tinham aquele mesmo brilho de quando minha avó estava animada, em especial, quando meu pai a desafiava, quando ela queria provar seu valor pra meu pai, era o instinto máximo de competição. Mas quando ela me viu a olhando, desviou sua atenção para Thalia. Thalia estava perdida, seus olhos estavam cheios de dúvida, medo, apreensão. Aqueles mesmos olhos que eu vi antes, que eu vi naquele dia.
—--Sei, sei, você é sempre muito reprimido, meu amigo. ---Disse Silena sorrindo, mas eu não dei muita importância, minha mente não estava mais focada naquela conversa, estava focando em Thalia. Ela estava extremamente seria ainda, era quase como se ela estivesse muito preocupada, o que eu achei estranho, muito estranho. Um terrível sentimento tomou meu coração, ele veio junto de um pensamento que me fez odiar-me, simplesmente por ele passar na minha mente, será que Thalia é a espiã? Não, não, eu não posso acreditar nisso. Mas teve aquela vez, no píer em São Francisco, que Cronos conseguiu a fazer duvidar, duvidar que ela estava do lado certo, duvidar se ela não queria voltar ao lado de Luke, se Zeus era por quem ela tinha que lutar, talvez Cronos a tenha oferecido trazer Luke de volta, seu amor, alguém que ela amou mais que tudo.
—--Não. ---Murmurei alarmado, o pânico aumentando em meu peito, não pode ser Thalia, mas eu tinha que saber, por mais que me doesse, eu a vi tomando do copo, eu a vi engolindo a bebida com a poção, todos que estão aqui eu vi tomando. ---Pessoal. ---Disse mais alto, chamando a atenção de todos pra mim, deixando-os em silencio ---Antes de continuarmos, eu tenho uma pergunta pra fazer a todos os presentes. ---Olhei para Thalia, ela estava de olhos fechados, esperando a pergunta, aquilo deixou-me ainda mais assustado, ela parecia culpada, ela parecia triste demais. ---Quem de vocês nessa sala é o espião de Cronos?
—--Eu. ---Não, não pode ser ela, eu não posso acreditar, eu não posso acreditar, ela é uma das minhas melhores amigas. ---Eu sou a espiã de Cronos.
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