Percy Jackson o Guerreiro Sem limites
177 Capítulo 177
Notas iniciais
POV: Perseus Heitor Jackson.
—--Desculpe, ser tão grosseiro, mas vocês têm que entender, que as vezes matar é a única opção para o bem da maioria, há inimigos que não podem ser convencidos apenas com palavras. ---Disse firmemente, como o esperado não houve argumentação, eu sabia de verdade que tinha pego pesado, em especial com Quíron e Thalia. Porém, não tinha mais escolhas, não podia pegar na mão de cada semideus e explicar a história do mundo para ele, explicar todas as maldades e mazelas dos Titãs e dos deuses, mostrar que tirando o titã Prometeu, que roubou o fogo sagrado que estava em posse de Héstia e apresentou ao mundo, aos mortais, aos humanos, dando início a evolução dessa espécie em particular, não houve mais momentos de bondades dos Titãs, muito embora, em vários momentos os deuses foram extremamente maldosos com os mortais, em especial Zeus, que por exemplo, não queria deixar que os mortais tivessem o fogo, que houvesse a evolução da espécie, tanto, que aprisionou o Titã Prometeu a uma eternidade de sofrimento, embora, o próprio Zeus, tenha o incumbido de criar os mortais, a ele e a seu irmão Epimeteu a tarefa de criar os homens e os animais, Epimeteu encarregou-se da obra e Prometeu encarregou-se de supervisioná-la, na obra, Epimeteu atribuiu a cada animal os dons variados de coragem, força, rapidez, sagacidade; asas a um, garras outro, uma carapaça protegendo um terceiro, etc, deixando o humano por último, uma vez, que estes foram criados a forma dos deuses, semelhantes aos deuses em aparência, porém, quando chegou a vez de dar dons aos homens, que foram formados do barro e de energia divina, mas como Epimeteu gastou todos os recursos nos outros animais, recorreu a seu irmão Prometeu, este então roubou o fogo dos deuses e deu-o aos homens, isto assegurou a superioridade dos homens sobre os outros animais, com sua inteligência e lógica superiores aos outros animais, todavia o fogo era exclusivo dos deuses, como castigo a Prometeu, Zeus ordenou a Hefesto que o acorrentasse no cume do monte Cáucaso, onde todos os dias um corvo gigante, dilacerava seu fígado que, todos os dias, regenerava-se com seu poder de cura, por ser um imortal, esse castigo devia durar trinta mil anos, entretanto, ele continua até os dias de hoje em sua punição, milhões e milhões de anos depois.
—--Você tem razão. ---Disse Quíron chamando minha atenção. ---Muito embora eu não goste de matar, sendo um curandeiro como sou, tenho que admitir que exceções tem de ser feitas, em especial, quando estamos em guerra.
—--Aos traidores, nos honraremos com um funeral digno, não por eles, mas por seus pais divinos, colocaremos dracmas de ouro em seus olhos e queimaremos seus corpos, restará aos juízes do submundo o julgamento, eles serão justos com os que merecem. ---Disse seriamente, pude notar que Quíron ficou mais calmo com as minhas palavras, afinal de contas, fazendo um ritual fúnebre correto, os semideuses traidores não ficariam uma eternidade esperando a boa vontade de Caronte. Os semideuses traidores com os dracmas, eles poderiam pagar sua passagem pelo rio Estige e Aqueronte, até o julgamento. ---Preciso de duas horas para completar a poção, então, deixo com você, Quíron. ---Disse voltando minha atenção ao velho centauro, que me olhava atentamente, esperando minhas ordens. ---Marque uma reunião para daqui três horas, começaremos aplicando a poção da verdade entre os líderes de chalés, à noite ou amanhã, aplicaremos ao acampamento todo. ---Ele assentiu seriamente. Acho que já havíamos falado de tudo que tínhamos para falar, claro que eu também sabia que não ia conseguir sair daqui sem ter que ouvir as reclamações e lamentações da Zoë, por isso acabei pedindo uma hora mais, porém, antes de poder dispensar os outros, Odara tomou a frente para dizer algo.
—--Percy. ---Chamou ela, eu assenti sorrindo para ela, mostrando que queria que ela continuasse com o que queria me dizer. ---Há mais um problema, depois que Quintus desapareceu, deixou sua gigantesca cadela infernal aqui no acampamento.
—--Isso é verdade, depois de tantos acontecimentos, nem havia lembrado desse problema. ---Disse Quíron cansado, ele estava realmente, visivelmente cansado, em especial mentalmente, eu podia ver. ---A cadela infernal vai ser um problema muito grande, ela somente obedece ao Quintus, a mais ninguém no acampamento.
—--Pelo menos ela não atacou ninguém. ---Observou Thalia.
—--Não é pra menos, ninguém tem coragem de chegar perto dela. ---Disse Odara seriamente.
—--Nem mesmo as caçadoras. ---Observou a Zoë.
—--Aquele é o maior e mais poderoso cão infernal que já vi. ---Disse Quíron seriamente. ---Mesmo com dúzias de campistas fortemente armados, não seria nada fácil destruí-la.
—--Não será necessário destruir a Sra. O’Leary. ---Disse chamando a atenção para mim. ---Ela foi dócil comigo e com o Tyson, não sei se posso faze-la obedecer-me, mas acho que posso tirar ela do acampamento, antes que ela machuque algum campista ou um campista machuque ela.
—--Ótimo. ---Disse Quíron aliviado, podia dizer pelo tom da sua voz, que ele estava satisfeito por resolver um problema sem ter que matar algo, tanto que nem quis discutir qual método eu usaria para levar o cão infernal sem destruí-lo. ---Então, deixo mais está tarefa em suas mãos, meu caro, Percy.
—--Certo, nós vemos daqui a três horas. ---Disse sorrindo para o Quíron e a Odara, que juntos, foram saindo para seus afazeres e para comprimirem meus pedidos. ---Thalia, mesmo que tu não sejas mais uma mera campista do chalé um, hoje, nessa reunião, peço pra que sente ao meu lado, como conselheira do seu chalé, também avisa a Bianca para representar lorde Hades nessa reunião, quero a presença dos descendentes de todos os deuses possíveis, em especial dos três grandes.
—--Tudo bem. ---Disse ela suspirando, ela também me parecia cansada, não, acho que poderia dizer que ela estava mais é irritada. Ela voltou sua atenção para Zoë, e elas trocaram um olhar, exatamente como eu fazia com elas, como se estivessem conversando sem dizer uma única palavra. Fiquei feliz de ver aquilo, isso era ótimo, quer dizer que a amizade delas evoluiu ao ponto de elas conseguirem se comunicar dessa forma, como verdadeiras irmãs. ---Vou indo, tenho alguns afazeres, e vocês tem muito o que conversar também.
—--Sim, temos mesmo. ---Concordou Zoë irritada, tanto que sua voz saiu quase que como um rosnado, o que não era muito bom pra mim.
—--Muito bem. ---Disse seriamente, estava esperando que essa conversa viesse, mas realmente não estava nem um pouco afim de tê-la, estava atolado de problemas e mais problemas, e mesmo que a luta contra Héracles seja daqui uma semana, parecia-me tanto tempo, que estava tão longe, que nem precisava esquentar minha cabeça agora com isso. Thalia saiu rapidamente pela porta, fechando-a, finamente deixando-me sozinho com a Zoë, que continuava me encarando de forma bastante irritada. ---Não adianta dizer que você não queria isso, eu sei que não queria, mas eu precisava, eu tinha que fazer, por mim...
—--E se tu morreres? ---Perguntou Zoë irritada, me interrompendo, eu hesitei por um momento. ---Isso é egoísta, muito egoísta. ---Disse ela chorando, seus olhos estavam cheios de raiva, medo e tristeza, seu corpo tremia levemente. Aquilo fez toda a raiva em meu peito desmanchar, e eu me senti culpado por fazê-la ficar assim. ---Você não me deixou morrer, porque disse que não estava pronto pra ficar sem mim, porque não queria uma vida sem mim, mas e eu? ---Ela levantou-se de sua cadeira e se aproximou mais da minha cadeira, seu rosto ficando apenas alguns centímetros do meu, ver aqueles lindos olhos vermelhos, muito vermelhos, lágrimas desciam de sua face livremente. ---Eu tenho que aceitar viver uma vida sem você? Tenho que deixar-te fazer o que quiser, se arriscar por coisas idiotas e sem sentido como uma vingança, um ajuste de contas por algo que a muito tempo atrás eu já superei.
—--Zoë, eu que escolhi essa batalha por mim, você não precisa sentir-se culpada. ---Disse firmemente, estava sentindo-me irritado novamente, com a superproteção dela, com a mania dela querer tomar conta da minha vida, das minhas ações, eu estava cansado e irritado com isso, mesmo Hera, que era minha mãe, a pessoa que mais me protegeu e tentou-me controlar nesse mundo, concordou com o combate, se ela não me parou, não seria Zoë que fará isso, por mais que eu a ame e respeite seus sentimentos. ---Além disso, é a minha vida que estará em jogo, não a sua... ---Fui interrompido por um tapa no rosto, muito violento, que de imediato me fez calar.
—--NÃO ME VENHA COM ESSA QUE É A SUA VIDA QUE ESTÁ EM JOGO, QUE NÃO É A MINHA. ---Gritou ela chorando. ---NÃO OUSE DIZER QUE EU NÃO TENHO NADA HAVER COM ISSO, NÃO DIGA ISSO OU EU MESMA TE MATO E ME MATO DEPOIS. ---Gritou ela chorando, tremendo muito. Aquilo me surpreendeu, deixou-me sem reação nenhuma, apenas encara-la, sem palavras. ---Naquela noite, quando tu não me deixaste morrer, literalmente me trouxeste de volta, tua vida deixou de ser apenas tua, ela é minha, você tornou-se meu, no momento em que me impediu de descansar, eu tinha aceitado minha morte, eu tinha mesmo, mas você roubou isso de mim, roubou minha própria vida, então assuma a responsabilidade pela minha vida, você não pode morrer, não pode separar-se de mim, nunca. ---A raiva em seus olhos diminuiu, mas a tristeza aumentou muito, ela voltou a chorar compulsivamente. Eu a entendia, ela estava certa, afinal de contas Zoë também era uma ninfa, se ela morresse, apenas deixaria de existir, sem submundo como no meu caso, se morresse naquela batalha, Zoë voltaria a ser um com a natureza, exatamente como a minha Ligea.
—--Você tem razão, me perdoe. ---Disse com a voz embargada. ---Me perdoe mesmo por ser tão egoísta, eu não a deixei ser egoísta naquela noite, te trouxe de volta, não a deixei descansar, com isso, eu realmente perdi o poder sobre a minha vida, ela também é sua, assim, como eu roubei sua vida pra mim. ---Com cautela, peguei na sua mão, ela não afastou, apenas continuava me encarando e chorando. ---Eu prometo que tomarei a responsabilidade, por nossas vidas, daqui pra frente, não me arriscarei nunca mais por algo sem sentido, apenas porque quero, como fiz hoje. ---Segurei sua outra mão e trouxe-a para um abraço, apertando seu corpo pequeno contra o meu, ela me apertou com força, com medo, eu podia senti-la chorar e tremer levemente. ---Eu realmente fui um babaca, notei o erro que cometi, eu não posso dizer que fiz isso por Hebe, para protegê-la, ou mesmo para vingar você ou ainda para provar que sou digno de seu presente, eu fiz exclusivamente por motivos egoístas, simplesmente porque queria essa luta, talvez para testar-me, testar minha força ou para provar para os outros que eu sou o melhor herói que já existiu, maior que qualquer outro semideus, eu realmente não sei, mas sei, que eu fui totalmente egoísta, não pensei em você, nos seus sentimentos. ---Ela afastou-se um pouco do mim, olhando atentamente para meu rosto. ---Mas eu te prometo, e dessa vez é uma promessa pra você, por nossas vidas compartilhadas, infelizmente eu não posso desistir do duelo agora, por mais que eu queira, fizemos um juramente pelo Estige...
—--O que foi uma grande estupidez. ---Disse ela irritada, me interrompendo novamente.
—--Eu sei. ---Disse forçando um sorriso, o que fez Zoë sorrir levemente em resposta. ---Mas, eu te prometo, aqui e agora. ---Disse a encarando o mais firmemente que podia. ---Que não vou morrer nessa batalha.
—--------------------------------------- Quebra De tempo. ---------------------------------------------------------------------------------------------
Depois de conseguir acalmar a Zoë, o que levou quase a uma hora extra que eu tinha, dessa forma meu prazo estava terminando rapidamente, tinha que me apressar com os preparativos para fazer a poção da verdade, acho que terei de pedir ajuda da Emuna, por mais que soubesse em teoria o modo de preparado da poção, tivesse todos os ingredientes no meu QG, seria minha primeira poção, e por mais que o preparo de poções seja mais uma ciência do que magia, eu precisa ter alguma supervisão de alguém com mais experiencia, para me evitar de explodir-me e levar o meu QG junto comigo, quem melhor para me supervisionar e ajudar do que isso que minha querida mestra Emuna?
Depois de teletransportar-me para o QG, eu fui direto para a sala do laboratório, começar os preparativos da poção, era uma sala mais afastada, poderia chamar ela de sala de poções também, afinal de contas era exatamente a função dela, armazenar todos os ingredientes e poções que Emuna havia feito e guardado ao passar dos muitos anos, o que era muita coisa, acredite, haviam coisas aqui que ela colocou aqui a centenas de anos, que ela guardava com ela antes disso. Graças ao nosso beijo e a magia de Emuna, eu sabia exatamente onde cada coisa estava nesse enorme QG, poderia achar tudo e qualquer coisa nesse lugar, afinal de contas, foi a própria Emuna que preparou o lugar, ela tinha controle sobre tudo que entrou e saiu daqui nos últimos 200 anos, sim, esse QG tinha duzentos anos, obviamente que ele foi mudado de lugares com o passar dos anos, já que a atual localização dele não tem 200 anos que foi construída.
Continuei caminhando por um dos largos corredores, eram tão grandes, que mesmo a Sra. O’Leary poderia passar tranquilamente por eles, sem precisa se agachar ou se espremer. Falando na cadela infernal, eu precisava de alguma forma trazê-la para o QG, um lugar seguro, mas depois de todo o tempo que Zoë me segurou, eu vou ter que deixar esse problema para depois, espero que a Sra. O’Leary continue calma e os campistas longe dela, sinceramente falando, tinha mais medo de algum campista ficar com medo e ferir ela, aí sim deixando ela irritada e muito perigosa.
Finalmente cheguei à porta, mesmo que ela não tivesse nada de especial, eu sabia que era aqui o laboratório, Emuna separava e organizava muito bem o QG como um todo, mas o laboratório era o que era mais organizado, extremamente bem organizado, o espaço aqui dentro, separando as diferentes áreas e os objetos que precisavam em cada um, por exemplo a enfermaria, onde tinham os muitos matérias e equipamentos médicos modernos, ou os quartos, onde tinha espaço suficiente para manter centenas de pessoas bem acomodadas, a parte de treinamentos, onde ele havia construído com matérias mais resistentes e magias de proteção para conter os impactos do treinamento, o que seria extremamente útil muito em breve, onde eu começaria o meu treinamento para a batalha contra Héracles, mas não tinha tempo para pensar nisso.
Assim que entrei para dentro da porta, me surpreendi novamente com o tamanho do lugar, era alto, com as paredes brancas, por mais que não precisasse de luz para enxergar, haviam luzes feitas de magia, que não viam de lâmpadas, os mesmo esferas de energia, mas eles estavam iluminando muito bem, haviam muitas prateleiras, com muitas vidrarias de tantas e tantas cores diferentes, misturas e ingredientes distintos, que chegava a embananar sua cabeça. Haviam caixas com diferentes tipos de ingredientes, até havia um aquário de vidro enorme sem água, onde Emuna criava dúzias de ratos para experiencias, haviam muitas vidarias de diferentes tamanhos e formatos, equipamentos de laboratórios modernos, até tinha dois Microscópios de milhares de dólares cada, tanto o eletrônico quanto o ótico, o que era muito inteligente, já que existia diferença entre eles, era um verdadeiro laboratório moderno. Entretanto, Emuna também gostava dos velhos métodos da alquimia, eu sabia que tinha caldeirões e diversos outros tipos de equipamentos mais medievais.
—--Muito bem, vamos começar. ---Por mais que eu soubesse a importância e a gravidade do motivo de ter que preparar essa poção, afinal de contas, iria produzir uma poção que obrigaria os campistas a dizer a verdade, e eu queria descobrir os traidores entre nós, e o resultado disso era péssimo, além de ter que perder um possível amigo, eu teria que executar o campista espião, e isso deixava-me de péssimo humor, apenas para dizer no mínimo. Agora precisava descobrir se Emuna podia me ajudar, agora que já peguei todos os ingredientes e estava prestes a começar com o procedimento. ---“Emuna, pode me ouvir?” ---Perguntei mentalmente, enquanto tentava pensar e direcionar meus pensamentos diretamente para ela.
—--“Sim, estou te ouvindo, Percy.” ---Escutei a voz de Emuna em minha cabeça. ---“Aconteceu alguma coisa?” ---Podia sentir a preocupação dela.
—--“A com certeza aconteceu muitas coisas hoje, mas eu pensei que você já soubesse sobre isso, dos problemas do acampamento, por causa do selo.” ---Disse confuso. Pensei que Emuna pode-se ver e ouvir em minha mente em tempo real, o tempo todo, mas parando para pensar, não era bem assim.
—--“Não exatamente, na verdade eu preciso me concentrar para visualizar as informações da sua mente, e quanto mais longe estamos um do outro fisicamente, mas fraco fica a ligação, só quando estamos a menos de dez metros um do outro, que é praticamente automático o compartilhamento.” ---Disse ela respondendo minhas dúvidas. ---“O acampamento está com problemas?”
—--“Sim, um pouco, na verdade, eu precisava da sua ajuda nesse momento, você está muito ocupada?”
—--“Não, já terminei tudo que tinha pra fazer hoje com o filme, estou terminando de almoçar com uma de minhas funcionárias, inclusive, eu já estava pensando em ir atrás de você.” ---Respondeu ela em minha mente, o que me deixou mais aliviado por não estar atrapalhando a sua vida, bem, eu atrapalhava muito, mais queria que fosse apenas o necessário.
—--“Preciso da sua ajuda no preparo para uma poção.” ---Pude sentir a euforia de Emuna aumentando, mesmo que estivéssemos muito longe um do outro, podia sentir aquela vontade e animação que ela tinha sempre que estava prestes a me ensinar as coisas.
—--“Ótimo, ótimo, estou a caminho.” ---Pude ouvir a Emuna em minha mente. Comecei o procedimento devagar, peguei todos os ingredientes e os deixem preparados para começar, fiz quase todo o necessário pra começar a preparar a poção, menos jogar os ingredientes no caldeirão e começar o preparado. Não sabia quanto mais a Emuna podia demorar, então resolvi ir começando logo, afinal de contas tinha o tempo apertado. Comecei a misturar os ingredientes junto ao caldeirão fervendo de água, o cheiro das misturas não era muito agradável, mas não era tão ruim a ponto de fazer-me querer vomitar, mas eu realmente não tinha mais nada no estômago pra jogar fora, de qualquer maneira. Eu como sempre me lembrava perfeitamente dos passos do preparo, então eu os fiz com bastante cuidado, com delicadeza, bem focado em não fazer nada de errado, felizmente tudo correu bem, sem eu não errar, em nada. Agora eu tinha que esperar uma hora inteira os ingredientes misturarem com a água no caldeirão em fogo alto, depois mexer os ingredientes por mais meia hora, e depois disso, misturar o ingrediente final e mais complicado, uma quantidade mínima de água do Estige, poucas gotas, tinha que tomar muito cuidado, uma gota a mais do que o necessário e a poção da verdade viraria veneno, o semideus que engolisse aquilo iria ter seu corpo incinerado cruelmente, isso era o complicado da alquimia e da ciência, uma simples coisinha errada estragava tudo. Mas por agora eu só tinha que esperar.
—--Finalmente posso respirar um pouco. ---Disse cansado, sentando-me em uma cadeira confortável de espera que tinha aqui, o dia de hoje está insanamente corrido, mesmo em meus sonhos foram complicados. Nesse instante uma coluna de chamas intensificou na minha frente, e eu pude ver minha querida Emuna, ela já estava como Emuna novamente, não Ester sua personalidade mortal atual, aparentando ter seus 19 anos, 1,65cm de altura, sua pele branca como a neve, seu rosto era extremamente lindo estava sorrindo largamente pra mim, seu cabelo branco, liso até um pouco abaixo dos ombros, seus olhos eram extremamente negros, que eu mal podia ver a pupila, ela estava vestindo-se como uma típica garota americana, camiseta azul e um short cinza que ia até metade das suas torneadas cochas, mas ela trazia uma sacola com um cheiro que emanava dela maravilhoso, cheirava a hamburguers e fritas. Mas antes de dizer qualquer coisa, pude sentir ela entrar na minha mente, buscando atualização de tudo que aconteceu em sua ausência, não tentei impedir, isso pouparia tempo de eu ter que explicar tudo pra ela.
—--Realmente não posso te deixar sozinho, você é um verdadeiro imã pra problemas. ---Concluiu ela rindo levemente, tentando erguer o auto estral, que nesse momento estava bem baixo, era assim que eu estava me sentindo agora. Infelizmente não ajudou em nada, estava muito pra baixo no momento. Emuna fez com que a sacola de comida desaparece, mandando-a para outro lugar, o que me deixou ainda mais pra baixo e com vontade de comer os hambúrgueres mais ainda. ---Não precisa ficar preocupado, você ainda vai ver aquela comida. ---Emuna respondeu sorrindo, ela se ajoelhou na minha frente, sorrindo de um jeito safado, eu podia sentir suas intenções, ela estava querendo brincar.
—--Não estou no clima, Emuna. ---Disse cansado, mas ela não me deu ouvidos, ela massageou minhas pernas, sua mão ia e vinha, era gostoso, muito.
—--Meu mestre, está tendo um dia ruim. ---Disse ela se levantando, indo para trás de mim, massageando meus ombros e o meu trapézio, que estavam muito tensos, apesar de Emuna aperta firmemente, era gostoso, eu me sentia bem melhor. ---Não está?
—--Sim, fui um dia muito longo, e ainda pode piorar bastante. ---Disse preocupado com o que ainda estava por vir, podia ser que meu dia ficasse muito pior, caso realmente houvesse algum semideus traidor entre os conselheiros, havia a possibilidade de não haver, ela era até maior do que ter, mas existia possibilidade de haver um espião e com a minha sorte, eu duvidava que meu dia acabaria bem.
—--Vamos tentar relaxar um pouquinho, o que está pôr vir, seja bom ou ruim, de uma forma ou de outra virá, até lá, temos que terminar a poção, e temos que esperar quase uma hora inteira, antes de continuarmos com o processo de preparo. ---Dizendo isso ela saiu de trás de mim, passou uma de suas pernas e sentou no meu colo, olhando diretamente pra mim. Instintivamente minhas mãos escorregaram para cintura dela, segurando-a. ---Eu pensei que poderíamos brincar um pouco, quero ajudar meu mestre relaxar.
—--Já disse pra não me chamar de mestre. ---disse a repreendendo e para fixar melhor minha bronca, dei um belo tapa em sua bunda, fazendo-a gemer de prazer. ---Ou vou ter que te punir.
—--Mestre, mestre, mestre. ---Cantarolou ela em meu ouvido, o que me deixou arrepiado, mas para me deixar ainda mais excitado, a cada mestre, ela se esfregava em meu colo, indo pra frente e pra trás, fazendo nossas intimidades roçarem sobre o tecido das nossas roupas. ---Vai, eu quero ser punida, meu mestre. ---Pediu ela roçando seus dentes em meu pescoço, fazendo me arrepiar.
—--Você vai se arrepender de me provocar. ---Sussurrei no seu ouvido, pude ver os pelos do seu pescoço se arrepiarem, o que quase deixou-me vingado. Mas ainda não era o suficiente, com as duas mãos eu dei uma palmada mais forte na bunda de Emuna, fazendo-a soltar um gritinho agudo e sexy, eu agarrei com força aquela enorme bunda. Então eu me levantei da cadeira e a levantei junto comigo. Da última vez que fizemos sexo, ela deixou-me amarrado, vendado durante quase todo o tempo, queria dar o troco, queria ser um pouco mais bruto com ela. Então a pressionei com força contra a prateleira mais próxima, uma enorme prateleira de cor cinza, que tinha centenas das mais diversas vidrarias, quando a pressionei ela gemeu de prazer, o que me deixou ainda mais excitado, porém, acabei fazendo muitas das vidrarias cair e quebrar. Mas eu não dei importância, sabia que haviam milhares vidrarias aqui e caso quebrassem alguma, poderia facilmente fazer mais ou mesmo comprar. Ela também não deu importância as vidrarias quebradas, ela cravou as unhas nas minhas costas, fazendo-me gemer. Sem a deixar esperar falar eu ataquei seus lábios, beijando-a com luxuria e desejo, nossas línguas brigavam por espaço, de uma forma muito deliciosa. Minhas mãos percorriam aquele corpo sexy de Emuna, as suas torneadas cochas, sua enorme bunda, minha mão passeava por essas partes, vezes ou outras dando um tapa, fazendo-a gemer entre o beijo. Eu a soltei e deixei-a ir pro chão, finalmente interrompendo o beijo, mas eu não estava nem um pouco satisfeito, queria puni-la, tanto por ficar me chamando de Mestre, quanto por ter feito o que fez comigo no filme, tratando-me como seu criado, apesar de ter gostado.
—--Sabia que ia gostar de ser tratado como um criado. ---Provocou ela sorrindo, seus lábios e sua boca estavam vermelhos, por causa da intensidade do beijo. Ela continuava entrando em minha cabeça e lendo meus pensamentos. Concentrei-me um pouco e tirei ela da minha cabeça, queria castiga-la e sem deixa-la saber o que viria a seguir. A virei de costas pra mim, abaixando-me nos meus joelhos, mordendo sua bunda ainda por cima do seu short, fazendo-a gemer. Dei um belo tapa do outro lado da sua bunda. ---Delícia.
—--SHIU... ---Disse tampando sua boca com a mão, enquanto levantava-me e a pressionava novamente com meu corpo contra a prateleira, derrubando mais coisas, escutando as caras vidrarias se arrebentarem contra o chão. ---Não te dei permissão pra falar. ---Disse sussurrando em seu ouvido, depois pra deixar claro quem mandava ali, acabei mordendo seu pescoço, fazendo-a gemer. ---Só pode gemer. ---Sem delicadeza peguei sua blusa com sutiã e tudo e rasguei com as minhas mãos, deixando-a completamente seus lindos seios a amostras, apertei seus seios, enormes e durinhos, minha mão que estava em sua boca escorregou, passando por seus seios e descendo, até entrar dentro do cós do seu short, descobrindo que Emuna estava sem calcinha. ---Já estava prontinha pra facilitar pra mim, boa menina. ---Disse massageando seu clitóris, ela já estava bem molhadinha. Enquanto massageava, fazia ela gemer mais um pouco e cravar suas unhas no meu braço. Fiquei um bom tempo massageando sua intimidade com uma das mãos e a outra massageava seus deliciosos seios, arrancado deliciosos gemidos de prazer de Emuna. Minha boca passeava do seu pescoço pra sua boca e quando me faltava o ar eu voltava pro seu pescoço, depois boca. Quando notei que Emuna estava chegando próxima do seu orgasmo, eu parei de estimula-la, só pra castigar.
—--Não, não para. ---Reclamou ela ofegante, o que me fez sentir-me mais vingado. ---Continua. ---Sem dizer nada, pressionei com a minha mão suas costas, fazendo-a se inclinar mais, sem cerimonias puxei seu short pra baixo e ataquei sua intimidade rosada, lambendo, indo e vindo com a minha língua, meus dedos brincava com o clitóris, só parava eles quando passava minha língua pelo clitóris. ---AHHH... ISSO... ---Não demorou para Emuna finalmente chegar a seu orgasmo, tremendo muito, momentaneamente suas pernas perderam a força, eu a agarrei pela cintura. Enquanto a segurava com um dos braços, eu abria o zíper da minha calça e cueca, deixando meu membro finalmente sair de lá, eu estava muito excitado. Sem cerimonias a penetrei sem aviso, ela gemeu alto, segurando meu peito.
—--Agora é minha vez, possível não namorada. ---Disse a provocando, fazendo-a rir levemente. Segurei um de seus punhos e depois o outro, os mantendo em suas costas, prendendo-a como se estivesse amarrada. Comecei a aumentar o ritmo das estocadas, a cada estocada mais forte, Emuna chova-se com a prateleira, derrubando mais alguma vidraria. Eu não me importei, e pra mostrar que não estava de brincadeira, que iria pegar bem pesado na punição, com a mão livre, agarrei seus cabelos puxando firmemente para trás, deixando-a perfeitamente curvada e com a bunda bem empinada pra mim.
—--Vai, me fode. ---Incentivou Emuna. Eu aumentei ainda mais o ritmo, larguei o cabelo de Emuna e dei mais um belo tapa em sua bunda, fazendo-a gemer alto, mas ela acabou indo mais pra frente, fazendo uma das vidrarias cair bem próximo de nós, me surpreendendo um pouco, foi bem perto. ---Não para. ---Mandou Emuna, eu a obedeci, ela já estava próxima do seu segundo orgasmo e eu não estava longe do meu. Mais alguns minutos, Emuna já não pode mais segurar o seu e chegou novamente ao ápice. ---AHHHHH...
—--Isso. ---Gemi ofegante. Mais algumas estocadas e cheguei ao meu também.
—--Eu queria mais. ---Reclamou Emuna ofegante, eu não entendi de imediato o que ela quis dizer, eu ainda poderia continuar por bastante tempo, ainda me sentia bastante excitado. ---Precisamos terminar a poção, daqui dois minutos vai dar o tempo pra começar a mexer a mistura de ingredientes que estão no caldeirão e no fogo.
—--Você tem razão. ---Disse seriamente, lembrando da poção, soltando os braços de Emuna e saindo de dentro dela. Olhei a nossa volta, havíamos arrastado a prateleira com as vidrarias uns bons 3 metros pra trás, quase batendo na outra de trás, sem contar que pra todo lado havia vidro quebrado. ---Acho que exagerei com a força.
—--Um pouco. ---Disse Emuna rindo, eu a acompanhei. ---Mas pelo menos seu humor melhorou bastante. ---Disse ela sorrindo, enquanto dava um leve beijo em meus lábios, sorri pra ela, mesmo que não tivesse me satisfeito ainda, com certeza pude elevar meu espirito e relaxar bastante.
—--Então, você fica mexendo a poção e eu limpo? Ou quer limpar?
—--Não seja bobo. ---Desdenhou ela rindo. Ela olhou para a bagunça e balançou a mão, imediatamente a prateleira começou a se mexer, voltando os três metros que ela tinha ido pra trás, os muitos cacos de vidro começaram a voar pro alto, levitando, eles iam indo de encontro um com o outro, milhões e milhões de cacos minúsculos voando para todo lado, eles voltaram a se juntar, reconstruindo-se, voltando a ser exatamente o que eram antes, pude ver quando um béquer de 300ml, reconstruir-se perfeitamente inteiro e voar de volta para prateleira, ao exato lugar onde Emuna o tinha deixado da última vez que usou e de onde nós o derrubamos na nossa “brincadeira de adultos”. ---Somos feiticeiros, não limpamos as coisas com a mão. ---Zombou Emuna, o que me fez rir. Usar minhas mãos para arrumar as coisas era tão natural pra mim, que havia me esquecido da magia de função. Não me chame de lerdo, não sou lerdo, tá, talvez um pouco, mas entenda uma coisa, as deusas, em especial Hera e Deméter não me davam paz, mesmo que elas pudessem arrumar tudo com um estalar de dedos, elas faziam questão de me fazer pôr a mão na maça, por exemplo na vez que destruí o jardim de Deméter, ela muito bem podia arrumar tudo em um piscar de olhos, mas não, como punição me fez replantar e cuidar de tudo, Hera fazia a mesma coisa quando eu quebrava as coisas, ou fazia-me levar a louça suja de toda refeição.
—--Magia de função de último nível, o quinto, mas conhecida como Restauração. ---Disse fascinado, enquanto observada as últimas vidrarias voltarem a seus lugares, em perfeito estado, como se nunca tivesse caído. Magia de função era uma das habilidades de feitiçaria que mais me instigavam e me deixavam fascinado, elas funcionavam com simples comandos da mente, sem círculos mágicos ou rituais, o que era muito incrível, mesmo um iniciante poderia fazer ela sem grande alarde aos inimigos. Claro que ela era extremamente difícil, seus três primeiros níveis eram conhecidos como Telecinese, um principiante, poderia fazer objetos levitarem, normalmente pequenos objetos, apenas usando a mente, quanto maior e mais pesado, mais energia necessitará, mas mesmo no primeiro nível o feiticeiro poderia fazer os objetos exercerem suas funções normais, como por exemplo, uma porta abrir ou fechar, uma TV ligar ou desligar, uma cortina abrir ou fechar, uma torneira se abrir e fechar, etc... Mas nesse nível o feiticeiro terá que estar focado o tempo todo no que estiver ordenando a fazer, por exemplo, fazer uma vassoura varrer sozinha. Já no nível dois, poderia fazer objetos maiores e mais pesados levitarem, o feiticeiro poderia fazer mais coisas, com apenas uma ordem, um monte de pratos se lavarem na pia, várias vassouras varrer selvagemente a casa, ou talvez uma máquina se autocontrolar, nesse nível, você não precisa ficar focado o tempo todo, até poderia fazer mais de um objeto mexer-se ao mesmo tempo, ou mesmo, poderá deixar uma vassoura varrendo a casa, enquanto está em outro cômodo, sem contato visual nenhum. No terceiro nível, já poderia elevar objetos de toneladas, o feiticeiro conseguiria fazer máquinas complexas se manusearem sozinhas, carros andarem sem nenhum motorista, e todos os móveis e aparelhos de uma casa exercerem suas funções como você desejar, mesmo estando do outro lado do mundo, nesse nível, você já poderia restaurar objetos quebrados, mas teria que manter um foco preciso nesse objeto e apenas um pôr vez. Já o quarto nível estava tão acima dos demais, que já não era mais chamado de telecinese, e sim, de animação: É a capacidade de não só encantar e sim animar objetos a sua volta, fazendo com que eles se transformem em ótimos guerreiros para lhe ajudar em batalhas, por exemplo misturar diferentes objetos em um Golem que atacaria seu inimigo junto de você, sem nem ao menos prestar atenção nos golpes, era quase como se o objeto ganhasse vida própria, por isso o nome dado de animação. Nesse nível, a restauração já era mais normal e simples para o feiticeiro, ele poderia restaurar maquinas que a muito não funcionavam, carros que estavam quebrados a anos voltarem funcionar, tornando as peças totalmente novas, mesmo restaurar objetos que o feiticeiro nem ao menos sabia como funcionava e tinha o último nível, Restauração, onde o feiticeiro poderia fazer praticamente qualquer coisa, restaurar objetos totalmente destruído, desde uma folha de papel que foi completamente queimada, até como Emuna fez agora, em restaurar centenas de vidrarias complexas que estavam totalmente estilhaçadas no chão e misturadas em milhões e milhões de vidros minúsculos, era realmente incrível, ela fez tudo isso sem nem ao menos olhar e em segundos tudo estava de volta ao normal. ---Muito legal.
—--Que tal começar a treinar a magia de função um pouco. ---Disse Emuna sorrindo, voltei minha atenção pra ela, ela já estava com um pequeno pedaço de bronze celestial, da grossura do meu dedo menor, de 50cm, parecia uma bagueta de vidro, feita para misturar, mas ao invés de vidro, era feita de bronze celestial. ---Que tal usar a oportunidade de mexer a mistura do caldeirão com magia de função, não será problema.
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