Percy Jackson o Guerreiro Sem limites
119 Capítulo 119
Notas iniciais
POV: Perseus Heitor Jackson.
Estava em Meia-noite, meu Hipocampo de guerra, ele estava vestido em sua armadura, de Oricalco da cor de seus pelos, negra, que protegeria ele na Batalha, mas na ponta da cabeça, havia uma lança de Bronze Celestial, devia ter 40cm é servia muito bem, para ataques diretos, nadávamos em alta velocidade em direção a criatura, era colossal, mesmo de tão longe, eu podia ver ela, devia ter o tamanho de uma ilha.
—--“Olha só o tamanho daquilo.” ---Disse Meia-noite impressionado.
—--E realmente surreal. ---Disse impressionado.
—--“Como se pode destruir aquilo?” ---Perguntou ele preocupado.
—--Eu realmente não faço a menor ideia. ---Disse sinceramente.
—--“Realmente muito encorajador, poderoso General.” ---Disse sarcasticamente o Hipocampo, contive o riso, somente eu pra ser zombado por uma criatura marinha.
—--Relaxe, nós vamos descobrir alguma forma, não precisa ter medo. ---Disse para ele.
—--“Hunp... Quem aqui está com medo? Eu não estou... você está?” ---Perguntou Meia-noite preocupado.
—--Sinceramente... não vou mentir, estou um pouco. ---Disse para Meia-noite.
—--“Eu tinha medo de ouvir essa resposta.” ---Disse ele na minha mente.
—--Vamos Meia-noite. ---Meia-noite continuou em alta velocidade em direção a criatura, eu já havia lido sobre ela antes, mas eu realmente acreditei que era somente um mito, mas é claro que pra minha incrível sorte, sentiu o sarcasmo? Certo, aquela criatura não era apenas um mito e pra piorar, eu tinha que enfrentar aquilo, bem em todo caso, Hafgufa, do irlandês haf "mar" mais Gufa "vapor", é um enorme monstro marinho relatado ter existido no Mar da Groenlândia, que era tão enorme, que disfarçava-se como uma ilha ou um par de pedras no mar e tinha o hábito de naufragar as embarcações, é melhor explicado cientificamente para os mortais como a famosa ilha que desaparecia do nada, sem falar no hábito de arrotar. No livro norueguês Konungs skuggsjá, Hafgufa, Hafgufu em norueguês idioma antigo, era descrito como um peixe enorme que mais parecia uma ilha do que como uma coisa viva, e descreve como era sua alimentação:" o Hafgufa arrotava, e expulsava tanta comida que atraia todos os peixes, baleias, até mesmo outros animais mitológicos das proximidades, uma vez que um grande número tinha lotado em sua boca e na barriga, ele fechava a boca e devorava todos de uma vez, na saga irlandesa Orvar-Odds, Hafgufa foi a mãe de todos os monstros do mar e se alimentava de baleias, navios, homens e qualquer coisa que pegava. Hafgufa vivia debaixo d'água, e quando a maré estava baixa à noite, seu nariz e sua cabeça subia para fora da água. A única descrição física fornecida na saga é o nariz de fora da água, que foi confundido com duas pedras enormes subindo do mar. É também conhecida como: Aspidochelone, uma grande baleia ou grande tartaruga marinha, Lyngbakr, uma enorme baleia ou até com o maldito Kraken o polvo, a realidade eu não faço a menor ideia, só sabia de uma coisa, isso era grande demais, e sua aparência ainda estava disforme, eu realmente não fazia ideia do tamanho e muito menos do peso daquilo, realmente parecia como um ilha afundada, com meia dúzia de tentáculos enormes, centenas de metros e três vezes mais grosso que ônibus escolares, acima do seu corpo, eu podia ver pedras enormes, que queimavam em fogo verde, fogo Grego, mais aquela coisa, simplesmente a ignorava, aquela ilha de pedras nas suas costas, o que com certeza quando ele estava na superfície, dava suporte ao mito, dele ser ilha as vezes, eu via todos os exércitos se afastando da besta, nem mesmo o de Oceano, ficava por onde a Hafgufa passava, acredito que não há como comandar um ser colossal assim, ele faz o que quer, simplesmente isso. Ao longe vê uma forma que lutava contra a besta colossal, está forma tinha pelo menos 70 metros de altura, logo cheguei perto o suficiente pra distinguir melhor, sua pele continuou branca muito pálida, da cor de leite, mais o que já era impressionante, ficou ainda mais, do seu tórax, brotavam mais braços do que eu podia contar, em fileiras, por toda a volta do seu corpo, desde o que seria o ombro de um homem comum, até sua cintura, os braços tinham tomado dimensões gigantes, seus braços eram um pouco desproporcionais, mais longos e fortes, ainda mais enormes, em cada uma das cem mãos, haviam enormes punhos de metal com pontas, algumas das pontas eram laminas, outras estacas, algumas apenas uma barra de metal, em resumo, era os maiores e mais assustadores socos ingleses que eu já vê, seu rosto estava com uma cara preocupada, eu também estaria, por enfrentar algo assim colossal, seus olhos amarelos claros, sem esclerótica e sem pupila, totalmente amarelos claros, estavam severos, seus pés eram do tamanho de ônibus e tinham 8 dedos em cada, dedos do tamanho de um carro, era o outro Centímano é capitão dos exércitos de Poseidon, Giges, ele partiu pra cima da criatura, até sumir do meu campo de visão.
—--Meia-noite, daqui pra frente eu vou sozinho, pode ser muito perigoso pra você. ---Disse para ele.
—--“O senhor que manda.” ---Disse ele em minha mente, super corajoso é claro. Desmontei da suas costas e controlei as correntes para que me impulsiona-se para mais perto da criatura, cada vez mais próximo que eu chegava, mais me impressionava com o tamanho daquilo, sua pele era cinza escura, cor de pedra, e acredito eu, que seja tão dura quanto metal. Disparei em alta velocidade na direção de onde Giges foi, eu precisava da ajuda dele, para conseguir destruir está coisa. Quando finalmente dei a volta naquela imensa criatura, pode ver seu rosto melhor, ele parecia com um peixe, um bagre enorme, ele tinha aqueles “bigodes” como um peixe gato, só que só aqueles bigodes deviam ter mais de 10 metros de comprimento e da grossura de um corpo humano, acredito eu que serviria semelhante aos bigodes dos bagres comuns, um tipo de sensor, seus dois olhos vermelhos, eram enormes, do tamanho de uma quadra de vôlei cada um. Giges socava o enorme rosto da criatura, com suas centenas de mãos com socos ingleses, mas mesmo com sua força colossal, eu podia ver que seus ataques estavam sendo totalmente inúteis, aquilo parecia fazer cócegas na Hafgufa, os tentáculos da criatura rasgaram na direção do Giges, ele nadou desviando, apesar de ser enorme, ele era ágil embaixo d’água, eu precisava fazer alguma coisa, se aqueles enormes socos ingleses com estacas, não fizeram dano, naquela pele dura, acredito que minhas armas, pouco funcionariam para ferir, mas eu precisava de alguma coisa ainda mais dura e maior que as próprias armas de Giges, talvez uma estaca de gelo, o gelo que eu podia solidificar da água do mar, era ainda mais duro que a lâmina da Contracorrente, desde que eu usasse muita energia para fazer, nadei na direção da criatura, me concentrando na água, na corrente marinha, senti uma puxada nas minhas entranhas, e formei a uma enorme lança de gelo, devia ter mais que a grossura de uma árvore e mais de 30 metros de comprimento, aproveitando que Giges tinha a atenção da Hafgufa, eu controlei as correntes, e passei por cima das suas costas de pedras, o mais longe possível do fogo Grego, teria grandes problemas se aquilo relasse em mim, controlei as correntes marinhas, e ordenei para que a lança de gelo, descesse o mais rápido possível, na direção da parte de trás da cabeça do monstro marinho.
—--AAAAA.... ---Gritei, usando toda a força que tinha, desci a lança de gelo, um golpe perfeito, exatamente onde queria, rápido e com muita força, se desse certo aquilo faria um estrago enorme, mas como sempre, nada ocorreu do jeito que eu queria, a lança de gelo gigantesca, atingiu a pele da criatura, mas sua pele era tão dura, que a lança de gelo se desintegrou é rápido como uma serpente, eu senti o movimento na água, um dos tentáculos estavam vindo na minha direção, ordenei que a corrente marítima, me afastasse, desviei dos tentáculos, me afastando, eu havia falhado. A besta batia seus tentáculos envolta do seu corpo, acho que por eu ser tão pequeno, ela não conseguiu me ver, pois ela continuou sacudindo seus tentáculos por cima da sua cabeça, tentando afastar algo.
—--Senhor General, seu plano foi por água abaixo. ---Disse Giges, só agora havia percebido que estava próximo a ele.
—--Aquele foi o maior e mais dura lança de gelo que já fiz. ---Disse desanimado, respirando acelerado pelo esforço.
---É frustrante, está criatura talvez, seja demais para você. ---Disse ele, me virei para ele, estava na altura do seu rosto, que mesmo assim, ainda era bem maior que eu. ---Mas não posso te julgar, todos os meus ataques também foram inúteis.
—--Ainda tenho mais um ou dois planos. ---Disse para ele, seu rosto trocou, literalmente, mudou para algo mais esperançoso, um sorriso de canto. ---Hora do plano B. ---Disse para ele, ordenei que as ondas me levassem em direção a criatura, em direção ao seu rosto, se uma lança de gelo não funcionou, então eu precisaria usar meu mais poderoso ataque do meu arsenal magico de habilidades divinas, ou seja, o Tridente Supremo, me concentrei ao máximo, sentindo um forte puxão nas minhas entranhas, então algo pesou na minha mão direita, então projetei uma réplica idêntica do Tridente original do meu pai, o Tridente, tinha uns 2 metros de comprimento, ele era dourado, imitando a lâmina de ouro do mar e emitia um forte brilho verde mar, pois era feito de pura energia, a criatura ainda mexia seus tentáculos aleatoriamente, tentando acertar quem a atacou, eu tinha que acertar o tempo, não podia gastar um Tridente Supremo, apenas para destruir um dos tentáculos, ainda mais um que usei tanta energia pra fazer, precisava acertar o olho, talvez, com sorte, a explosão danifique o cérebro da criatura e isso funcione. Me preparei e analisei o movimento de casa tentáculo, esperando o tempo certo, então arremessei o Tridente na direção do olho, o tiro felizmente foi perfeito, ele passou entre os tentáculos, sem acertar nenhum, e eu atingi o olho da criatura, assim que o Tridente Supremo atingiu uma superfície dura, a explosão aconteceu, um raio de calor se expandiu e sangue verde manchou a água e o urro da criatura fez meus ouvidos doerem, era um som estridente e horroroso. Os tentáculos da criatura balançavam freneticamente em várias direções, eu com certeza havia causado algum dano, mais não o suficiente para matá-la. Assim que o sangue foi abaixando, eu pude ver o meu estrago, o olho havia desaparecido com a explosão, havia muito sangue vasando, mas o ataque foi visivelmente superficial, atrás dos olhos havia algo pequeno e branco, do tamanho de uma bola de futebol vermelha, mais parecia que estava ficando maior, e diante dos meus olhos, ela cresceu rapidamente, até se tornar novamente um enorme olho vermelho. ---Isso é ruim.
—--Parece que seu plano não funcionou. ---Disse Giges desanimado pra mim.
—--Você sabia da cura dele? ---Perguntei levemente irritado.
—--Não, não consegui fazer um dano assim nele. ---Disse o Centímano. ---Você tem outro plano? ---Perguntou ele esperançoso.
—--Vamos ao plano C. ---Disse sorrindo, já que ataque físico não funcionava, além dessa coisa ser muito resistente, tinha um fator de cura incrivelmente rápido, talvez um ataque mental possa funcionar. ---Reze para que funcione é meu último plano. ---Disse para ele, respirei fundo, para o ataque mental, para esse ataque, eu precisava chegar perto suficiente dos olhos da criatura, para poder invadir sua mente, usando o poder mais poderoso da minha mãe, e mais poderoso do meu arsenal de poderes mentais, ele chama-se de Cruel realidade, diferente de uma simples ilusão, eu passo a projetar alucinações diretamente na mente de suas vítimas, o alvo das ilusões acredita plenamente que as imagens são reais, então eu posso dobrar a mente ao meu bem entender, por exemplo, um fogo alucinatório pode queimá-lo, laços imaginários podem estrangulá-lo e paredes ilusórias podem bloqueá-lo, este poder afeta apenas uma mente de cada vez e quando o caso, for uma pessoa a vítima do ataque, outras pessoas poderem tentar convencer a vítima de que o seu terror não é real, ela não irá acreditar, eu poderia controlar tanto a matéria quanto o próprio tempo, realmente criando uma realidade alternativa na mente da criatura, mas isto era impossível na minha atual situação, era um nível totalmente acima, somente a própria Hera pode fazer isso, segundo minha mãe, eu posso até causar danos irreversíveis no meu atual nível de habilidade, talvez causando morte cerebral ou demência permanente. Controlei as correntes marítimas para que me impulsionasse na direção dos olhos da besta, assim foi feito, disparei na direção da besta, desviando dos seus enormes tentáculos, indo diretamente pro rosto da besta, assim que cheguei nos enormes olhos, eles eram totalmente vermelhos, sem pupila, sem esclerótica, fenda, qualquer coisa. Cheguei bem à frente do olho da besta, não tinha certeza se estava forte o suficiente para invadir uma mente e destruir ela, não há ponto de causar a morte, mais está era minha última opção, olhei naquela imensidão vermelha assustadora, me concentrei ao máximo, tentando influenciar minha vontade sobre a da Hafgufa, senti um puxão na minha cabeça, estava conseguindo, tentava fazer uma realidade para a besta, uma que ela estivesse morrendo, uma que estivessem matando ela, algo que estivesse a destruindo, dilacerando. Então tudo deu errado, talvez eu tenha me distraído ou não era forte o suficiente para aquilo, não sei ao certo, só senti a pancada e fui arremessado longe, aterrissando com força na terra dura do fundo do mar, senti muita dor nas minhas costas, havia quebrado várias costelas e mais alguns ossos, senti o gosto do sangue na minha boca, de repente eu senti as correntes e um tentáculo vindo na minha direção, pronto para me esmagar, eu ainda não havia recuperado o fôlego, não conseguiria desviar, então vi uma enorme coisa na minha frente, era Giges, ela havia segurado o tentáculo, com suas centenas de mãos, me salvado de ser esmagado até a morte.
—--O que aconteceu? Você estava conseguindo. ---Disse o Centímano para mim, ele se esforçava para não sermos esmagados. ---A criatura estava começando a se contorcer de dor.
—--Eu não sei, talvez não seja tão poderoso, não para controlar a mente de algo tão enorme. ---Disse com dificuldade, balancei a cabeça, afastando a tontura, a água rapidamente ia recuperando minhas fraturas. Ainda pude ver o Centímano socando os tentáculos para longe, mas mesmo a enorme força de Giges, mais parecia pequenas picadas de insetos para o Hafgufa, na verdade qualquer coisa que a gente fazia, não passávamos de pequenos parasitas irritantes... isso, parasitas.
—--Ótimo e agora, o que faremos General? ---Perguntou Giges me olhando, o monstro havia recuado com seus tentáculos.
—--Plano D.
—--Plano D? mais você não disse que o C era o último? ---Perguntou ele usando uma cara engraçada, com uma de suas grossas sobrancelhas levantadas e uma cara de surpresa esquisita, se não estivesse assustado com o plano que tive, com certeza teria rido muito. Meu corpo já estava bom, a água havia reparado os danos do ataque que eu havia sofrido.
—--Plano D, de doidera total. ---Disse para ele, controlei as correntes marítimas e ordenei para que me levassem para cima da criatura em alta velocidade, por um instante, olhando aquela imensa boca, com aquelas enormes placas ósseas, como as dos Bagres comuns. Quando cheguei mais próximo, não sei se felizmente ou infelizmente, não havia dentes enormes, apenas pequenos dentes, 30cm, bem era enorme, mais comparado as proporções dessa criatura, era pequeno, sem hesitar controlei as correntes marinhas, entrando como um torpedo diretamente para dentro do monstro, fui tão rápido que a criatura não teve reação, entrei por dentro da sua enorme boca, passando direto entre as enormes brânquias negras e fétidas, assim que entrei realmente dentro da besta, sai voando com velocidade, não havia água aqui dentro, aterrissei em um liquido fétido do estômago da besta, eu me arrependi imediatamente do meu plano o cheiro era horrível e todo aquele liquido escuro e fétido estava impregnando em mim, centenas de vezes pior do que qualquer coisa que senti, mais que quando estive dentro da Píton, senti uma forte ânsia, mas me controlei, tampei meu nariz e segurei a respiração, tinha pouco tempo. Olhei melhor para dentro da criatura, não havia muito sangue e água aqui, havia carne avermelhada, aqui devia ser o começo do estomago, e como fui engolindo involuntariamente, não havia água empurrando diretamente para o verdadeiro estomago dessa criatura, olhei mais a frente, eu sentia que a verdadeira imundice era mais afrente, podia sentir que lá que fedia, muito mais que aqui, o que com certeza era o estômago da criatura, lá eu estaria morto, com os ácidos estomacais de digestão, aqui felizmente estava a salvo. Agora preciso explicar melhor meu plano, como eu era meramente um parasita para a Hafgufa, eu não podia causar um dano significativo por fora, mas assim, como um parasita, um vírus, eu poderia destruir de dentro pra fora, como fiz com a Píton, mais a Píton não fedia tanto assim. Comecei a caminhar, eu não conhecia muito bem a anatomia de um monstro, mas acredito que ela tem órgãos internos, precisava achar algum órgão interno dela, coração ou cérebro de preferência, em ambos eu a mataria instantaneamente, pelo menos está era a esperança, enquanto caminhava, me equilibrava com dificuldade, ela balançava muito, por causa do combate lá fora. Enquanto caminhava, escutei algo pulsar, aos poucos, foi aumentando ainda mais, logo estava alto e claro, até sentia o “chão” tremer embaixo dos meus pés, estava próximo do coração, ao lado direito da parede interna da criatura, eu vi algo diferente, em um grande espaço do tamanho de um portão grande, a pele ali era mais clara, e vibrava ao ritmo do toque do coração, peguei Contracorrente, ainda em forma de uma caneta esferográfica simples, a destampei, a caneta cresceu em minhas mãos até que eu estava segurando uma espada grega de Bronze Celestial, com um 1,55cm de comprimento e punho de duas mãos envolvido em couro, a lâmina brilhava ligeiramente, lançando uma luz dourada. Fiz um corte na membrana, ela se partiu facilmente, derramando sangue verde, mais tão fácil como quando ela rasgou, ela se fechou em segundos. ---Que cura incrível. ---Disse impressionado, eu fiz novamente, três cortes rápidos, fazendo uma porta grande o suficiente pra eu passar, e me joguei nela, a membrana cedeu, passei rapidamente para dentro, caindo dentro de um liquido esverdeado, era o sangue da criatura, me levantei rapidamente, o liquido ia até meus joelhos, assim que me virei de volta para membrana, ela voltou ao seu lugar, se curando rapidamente, uma pulsada alta fez eu me virar rapidamente. ---Olha só o tamanho disso. ---Disse impressionado, eu havia achado o coração, ele era enorme, tinha uma coloração meio esverdeada, onde veias, o que mais pareciam aqueles tubos de canos extremamente grossos, o órgão em si, era do tamanho de um Mamute enorme, acho que só aquele coração devia pesar, pelo menos umas 10 toneladas, mais uma balançada forte e eu fui direto pro chão, me levantei rapidamente, precisava destruir isso, antes que ele causasse mais destruição e mortes, me concentrei ao máximo, sentindo um forte puxão nas minhas entranhas, então algo pesou na minha mão direita, projetei uma réplica, idêntica do Tridente original do meu pai, o Tridente, tinha uns 2 metros de comprimento, ele era dourado, imitando a lâmina de ouro do mar e emitia um forte brilho verde mar, pois era feito de pura energia. ---Espero que dê certo. ---Disse para mim, eu arremessei o Tridente no coração, assim que o Tridente atingiu o coração o espaço onde estávamos se encheu de energia e calor e tudo balançou, sangue espirrando para todos os lados, então uma outra explosão mais forte ainda, me rodando em muitas direções. Quando toda a tormenta passou e eu consegui abrir meus olhos, eu estava de volta ao fundo do Oceano, a água estava toda manchada de sangue verde e pó dourado, então meu plano funcionou, espero nunca mais entrar uma terceira vez, dentro de um monstro. Comecei a nadar para fora da sujeira de pó dourado e sangue verde, até que avistei Giges, seu enorme rosto, estava com uma cara de medo, assustado eu acho, preocupado talvez. Nadei em sua direção, assim que ele me avistou sua cara trocou de aliviada, para confusa, depois levemente irritada.
—--O que aconteceu? Você entrou dentro daquela coisa, eu pensei que você tivesse enlouquecido, então esse era o plano D? de repente a criatura simplesmente explodiu, enquanto eu lutava com ela, o que você fez? ---Ele fez várias perguntas de uma vez, parecendo uma metralhadora, naquele momento, por incrível que pareça, me lembrei da mortal esquisita que conhecerá na represa, Rachel.
—--Ser pequeno, tem suas vantagens.
—--------------------------------------- Quebra de Tempo. --------------------------------------------------------------------------------------------
—--VOCÊ ENLOQUECEU? ---Voltando um pouco, caso você tenha se perdido, depois de destruir o monstro colossal Hafgufa, eu fui ordenado por minha avó, a recuar, ir até ela, de volta para o centro de comando, a só pra constar, essa pessoa gritando e Atena.
—--Calma Atena... ---Meu pai tentou argumentar, mais foi interrompido, ele estava trajando sua armadura, feita de Oricalco também, era verde-mar, brilhosa, com um enorme desenho de tridente negro em seu peito, ele não vestia seu capacete, seus cabelos estavam mais rebeldes e negros, e seus olhos verdes-mar estavam sérios.
—--CALMA NADA, POSEIDON, VOCÊ NÃO PODE SIMPLESMENTE, CONCORDAR COM AS LOUCURAS DO SEU FILHO. ---Gritou ela para meu pai, que recuou, Atena por si só, já era assustadora, agora em sua armadura completa de guerra, era ainda mais, sua armadura em si, era dourada, entalhada no peito, um desenhos de asas de corujas, ela no momento não vestia seu capacete, mais seus cabelos negros e lisos, até o meio das costas e seus olhos cinzas tempestade, estavam ainda mais tempestuosos e escuros o que demostrava sua raiva naquele momento.
—--Atena tem razão, Percy. ---Disse Roda me olhando irritada, ela trajava sua bela armadura, feita de Oricalco, branca com desenhos de tridentes verdes, nos ombros e no peito, ela não usava seu capacete, o que deixavam seus cabelos negros esverdeados, que iam até a metade das suas costas, livres e balançando na água, seus olhos eram de um verde claro, tão lindo, mas eles me olhavam de uma forma bastante irritada. ---Se você tivesse caído mais para dentro, seria destruído imediatamente, você faz ideia do poder de dissolução do suco gástrico do estômago daquela coisa?
—--Eu sei do cheiro, era horrível. ---Disse fazendo uma careta, mas essa não foi a resposta certa, naquele momento, isso só irritou aquelas duas ainda mais.
—--Seu idiota, irresponsável, você não consegue nem sequer, por apenas um segundo, pensar em você, na sua segurança, no seu bem estar? ---Perguntou Atena irritada.
—--Você não consegue levar nada a sério? ---Perguntou Roda incrédula.
—--Ei, vocês precisam dar um desconto pra ele, funcionou, ele fez algo que nem mesmo Giges conseguiu, destruiu aquela coisa. ---Disse meu pai para elas, pude ver nos olhos dele, que ele estava zangado comigo, mas ao mesmo tempo, ele estava orgulhoso e feliz por mim.
—--Ah, obrigado pai, é muito bom ter alguém aqui, que vê o meu esforço. ---Disse sarcasticamente, o que não ajudou em nada a minha situação, o rosto da minha avó, queimou em vermelho rubro, seus olhos cinzas tempestades, tomaram todo os olhos, fazendo a pupila e a esclerótica desaparecerem, senti a energia expandir dentro dela para fora e o ar ficou pesado. Senti minhas pernas bambearem.
—--SUA AMEBA MARINHA, SEM CÉREBRO... EU DEVIA... DEVIA... ---Ela gritou gaguejando, eu segurei a respiração, esperando ser fulminado ou espancado. Mas ela parou o que quer que fosse que ela iria dizer ou fazer, olhou para baixo e fechou os olhos e respirou fundo, uma, duas, três vezes. Ela voltou seus olhos pra mim, seu semblante era totalmente sério, mas pelo menos seus olhos voltaram ao normal, ainda tinha um olhar assassino e totalmente irritado. ---O senhor, está dispensado, retorne ao seus aposentos e descanse, até segundas ordens, vai ter guardas nas portas...
—--O QUE? VOCÊ ESTÁ ME PRENDENDO? ---Gritei indignado.
—--Fale baixo, sou sua superior e pro senhor é rainha Atena ou lady. ---Disse ela entre os dentes, eu recuei, eu nunca a vi tão irritada assim, exceto quando ela me espancou, por ter achado uma calcinha fio dental vermelha, na minha cama. ---É isso é uma ordem direta, não como sua avó, mas sim como Rainha, General Perseus. ---Respirei fundo, e me curvei para ela.
—--Sim, senhora Rainha Atena.
—--Atena, você está exagerando... ---Começou meu pai, mas minha avó se virou para ele, lhe lançando um olhar mortal, o fazendo se calar, meu pai se virou pra mim. ---Você ouviu suas ordens, General Perseus.
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