Percy Jackson o Guerreiro Sem limites
116 Capítulo 116
Notas iniciais
POV: Perseus Heitor Jackson.
—--Seus dois irresponsáveis, idiotas. ---Disse Roda nervosa, ela trajava sua armadura, feita de Oricalco, branca com desenhos de tridentes verdes, nos ombros e no peito, ela não usava seu capacete, então seu lindo rosto realçava, junto aos seus cabelos negros esverdeados que iam até a metade das suas costas, mas principalmente seus olhos, eram de um verde claro, tão lindo, mais que naquele momentos estavam irritados e assustadores.
—--Obrigada, senhorita resmungona. ---Disse Paláimon fracamente, bem, caso você pergunte o que está acontecendo, depois da luta entre Glauco e Paláimon, Paláimon ficou muito ferido, somente a decapitação mata um deus, um golpe no coração ou no cérebro, que seria fatal a qualquer outro mortal e monstros, não mata um deus, mais o machuca bastante é dói muito, fiquei impressionado por Paláimon ainda ter força o bastante pra matar Glauco daquela forma. Eu levei Paláimon para Roda o mais rápido que pude, claro que eu dei os primeiros socorros, mas acho que não era bom o suficiente para curar um deus. ---Mas não sou digno de tais elogios. ---Isso não ajudou muito a melhorar o humor de Roda, ela apertou o pano que limpava o ferimento do deus dos Tubarões, o fazendo soltar um gemido de dor. ---Aiaiai..
—--Bem feito. ---Disse Roda sorrindo. ---O Percy eu até entendo, fazer burradas e ser assim, ele é jovem e imaturo, mas você é um deus velho Paláimon, devia ser mais inteligente.
—--Você anda muito malvada, minha querida Rodes, assim vai me fazer pensar, que não me ama mais. ---Disse Paláimon piscando para Roda, que revirou os olhos.
—--Você não muda nunca. ---Disse rindo das piadas que Paláimon fazia, mesmo Paláimon, tendo quase morrido, pensando no fato de que Deuses não morrem de verdade, apenas ficam desaparecidos, por assim dizer, Paláimon não mudava seu jeito brincalhão e divertido.
—--Mudar a perfeição? pra que? ---Perguntou ele sarcasticamente, me fazendo rir.
—--É senhor perfeição você poderia ter morrido, por causa dessa sua honra perfeita. ---Disse Roda nervosa.
—--Vai me dizer então que sentiria saudades de mim? ---Perguntou Paláimon sorrindo pervertido para Roda, fazendo-a bufar irritada e revirar os olhos.
---Continua sonhando cara de tubarão. ---Disse Roda indiferentemente, o que me fez rir. ---O ferimento está envenenado, veneno de Peixe-pedra, bem, agora sabemos quem era o covarde que usa dessas artimanhas baixas.
—--Eu sabia. ---Disse Paláimon sorrindo confiante. ---Aquele desgraçado, covarde e falastrão, ele que não poderia comigo nunca, sem usar um truque sujo como esse.
—--Pode até ser sujo. ---concordou Roda seriamente. ---Mas eficiente e inteligente, o veneno em si, não pode matar um deus, mais pode o deixar mais lento e enfraquece-lo aos poucos, tanto que sua cura divina foi muito reduzida, por isso mesmo o Percy não conseguiu fazer avanços com sua cura aquática, primeiro precisamos retirar este veneno. ---Roda parou e se concentrou, eu parei e prestei mais atenção, queria ver de novo, aquela incrível habilidade, mas de repente ela se virou pra mim, sorrindo. ---Percy, venha cá, quero que você tire o veneno.
—--O QUE? EU? PORQUE? ---Perguntei espantado, ela revirou os olhos.
—--Treinamento é claro. ---Disse ela se levantando e dando espaço para eu tomar seu lugar. ---Paláimon não vai morrer, o veneno não é capaz de matar um deus, como eu já disse, então você tem tempo pra se concentrar é se falhar, bem... É só um treinamento. ---Disse ela sorrindo.
—--Legal, só uma cobaia dos Príncipes. ---Disse Paláimon rindo.
—--Você não se importaria, não é? ---Perguntou Roda sorrindo encantadoramente, confesso que até eu fiquei tentado a ceder, cederia se fosse comigo que ela fala-se assim, Roda sabia como ser linda, se eu fiquei assim, você deve imaginar o Paláimon, ele fez uma careta engraçada e espantada.
—--Claro que não, manda vê General, confio em você plenamente. ---Disse Paláimon rapidamente.
—--Tudo bem, não tenho nada a perder. ---Disse eu indo até Paláimon, me ajoelhando ao seu lado, ele estava deitado em uma maca no chão, ele estava um pouco sem cor, e seus lábios esbranquiçados, o ferimento de seu peito, estava manchado de Icor dourado, o sangue dos deuses, mas o ferimento em si, estava mais arroxeado, e as veias do peito, tinha uma coloração mais escura, assim como aquele Tritão que eu vira Roda salvar. Eu me concentrei, lembrando do meu treinamento especial com meu pai, a muitos anos atrás, ele havia me feito dominar diferentes tipos de líquidos, como água doce e salgada, leite, veneno, entre outros, eu havia ido bem, tive facilidade com isso, mas eu realmente nunca tinha tentado fazer isso que estava prestes a tentar, eu sabia do grau de dificuldade, primeiro, eu não estava vendo o liquido que iria controlar, para depois extrair do corpo, nunca tentei controlar um liquido que não visse com meus próprios olhos, liquido esse que não fosse água, eu sabia que tinha que sentir, eu conseguia sentir a água, principalmente a do mar, eu sentia com muita facilidade, mas, além de ter que sentir um liquido totalmente novo, que era o Veneno, isso ainda conseguia ficar mais difícil, eu tinha que achar um liquido desconhecido, dentro de um corpo, que continha vários líquidos diferentes, imaginando que um corpo e composto por 70% de líquidos, estes líquidos, ficam presentes em vários sistemas do corpo, entre eles, os sistemas sanguíneo e linfático, a maioria da comunicação e distribuição que acontece no corpo, com exceção do sistema nervoso, é feita por meio dos líquidos, como os hormônios que passam pelo sangue, e nutrientes e energia dentro das células, a distribuição da água varia, dependendo do tecido, o cérebro contém por volta de 75% de água, o plasma sanguíneo por volta de 90% e os ossos contêm cerca de 10% de água, existem dois tipos de líquidos no corpo: o intracelular, encontrado no interior das células, não precisaria ir tão fundo, acredito que nem seja possível, nem mesmo Roda ou meu pai podem ir tão fundo, mas o outro tipo de líquido, o extracelular, que engloba os outros líquidos fora das células, esses sim, dariam trabalho, além de ter que me preocupar em achar no meio de tudo isso, uma ínfima quantidade de veneno, eu tinha que fazer isso tudo, sentindo, pois todos eles, estavam invisíveis aos olhos, isso era algo totalmente um nível acima do que jamais tentei controlar líquidos, dessa forma, claro que tinha facilidade com meus poderes derivado do meu pai, poderes do mar, mas eu não sei se estou pronto para usar meus poderes nesse nível . Roda se ajoelhou na minha frente, do outro lado de Paláimon, e me olhou nós olhos, seus olhos transbordavam calma e confiança, isso me fez me sentir mais confiante.
—--Percy, não se desespere, apenas respire fundo, a água faz parte de você, ela é sua amiga, sua companheira, ela e você são apenas um, você tem a habilidade, você tem o potencial, eu sei disso, você simplesmente tem que pegar o jeito. ---Disse Roda calmamente. ---Primeiro, controle suas emoções, deixe tudo sair da sua cabeça, depois disso, se concentre, comece a pensar a água a nossa volta, depois vai se concentrando mais pra dentro do corpo do Paláimon...
—--Mas não se concentra demais em meu corpo sarado, só pra constar, gosto de mulheres... AI.. ---Reclamou ele, depois do tapa no braço que ele levou da Roda.
—--Como eu estava falando, antes de um idiota atrapalhar. ---Disse ela olhando severamente pra Paláimon, que em resposta, sorriu e mandou um beijo pra ela. ---Afaste outros pensamentos dispersos, se concentre apenas na água, na vida, você consegue. ---Disse ela sorrindo, assenti confiante, ela tinha razão, eu e a água éramos um, respirei fundo e afastei todos os pensamentos mundanos e dispersos, foquei no meu poder interno, na vida, na água, nas correntes marítimas ao meu redor. Levei a minha mão direita, para mais perto do ferimento, isso pode ajudar a me concentrar melhor em algo especifico, então comecei a focar melhor no corpo de Paláimon, no primeiro momento, eu não senti nada, mas então, eu senti o liquido que estava na pele, dentro da pele, continuei me concentrando, até que eu conseguia sentir o Icor pulsando dentro do corpo dele, correndo dentro de suas veias, mas eu não queria o Icor o sangue dos Deuses, eu precisa ir mais afundo, achar o veneno que estava misturada na quantidade de Icor, que Paláimon tinha dentro do seu corpo, enquanto eu procurava eu pude sentir, o liquido que ficava dentro dos ossos, era uma porção insignificante, mas estava lá, tinha que me concentrar mais, sentir o líquido mais afundo, eu senti o líquido do sucos estomacais, os nutrientes em forma de água, os hormônios, e mais outras coisas, pude sentir até os líquidos cerebrais, mais até então não havia sentido nada diferente, nada como o veneno no organismo, me concentrei mais, então eu senti, o veneno, era corrosivo, mortal, destruidor eu podia sentir isso, algo que nunca consegui sentir antes, não sei muito bem explicar, mas eu podia sentir.
—--Eu achei. ---Disse para Roda.
—--Perfeito, agora complica um pouco, controlar ele vai ser mais difícil, mas não impossível, vamos lá. ---Incentivou Roda, assenti, voltei a me concentrar, agora que eu já sabia onde procurar, eu pude achar com mais facilidade, eu pode sentir que ele estava espalhado por todo o coração, agora entendia, o veneno atrapalhava a distribuição de energia divina para o corpo de Paláimon, e mesmo que depois que ele já tinha derrotado Glauco, minha cura aquática fez pouco avanço. Agora é a hora, vamos ver, me concentrei ao máximo, comecei a juntar o veneno, ele tinha se espalhado bem, já estava até indo para outros órgãos, então eu comecei a puxar para fora, sem puxar o Icor junto, parecia que estava dando certo, até que.
—--AAAAAHHHHHH... ---Berrou Paláimon, olhei para ele apavorado, será que eu tinha o machucado, o que eu fiz? Mas ele em reposta, olhou para minha cara e começou a gargalhar. ---Essa cara de medo, não tem preço.
—--Idiota, eu estava quase lá. ---Disse entre os dentes.
—--Desculpa, eu não podia perder a oportunidade. ---Disse ele rindo mais ainda, até que ele levou um belo tapa no rosto, estralado, aqueles de marcar os 5 dedos perfeitamente. ---Ai.. Rodes, pra que isso.
—--Você não podia agir como um adulto de verdade, apenas por 5 minutos, tinha que ser um infantil, sem cérebro. ---Rosnou Roda, fazendo Paláimon se encolher. ---Eu devia arrancar essa sua cabeça de tubarão inútil, Percy estava mesmo fazendo um bom trabalho.
—--Desculpa minha querida, mas eu perco amizade, mas não perco a piada.
—------------------------------- Quebra de Tempo. -------------------------------------------------------------------------------------------
Depois do meu teste de treinamento ter falhado, por causa da brincadeira imbecil do Paláimon, Roda ficou muito irritada e ela mesmo tirou o veneno de dentro do Paláimon, porém não foi nada gentil, quase violenta na verdade, depois disso, ela me mandou vir de volta para a batalha, eu vinha montado em meu amigo Hipocampo, Meia-noite, ele estava trajando sua armadura de guerra, que o protegia na batalha, sua armadura era feita de Oricalco negro, da cor de seus pelos, na ponta da cabeça, havia uma lança de Bronze Celestial, devia ter 40cm. Cortávamos as profundas águas em alta velocidade, de volta ao campo de batalha, foi então que eu avistei algo preocupante, uma antiga criatura, eu já havia visto fotos dela em livros mortais de história e de ciências, uma criatura pré-histórica, chamada de Thalassomedon, seu mito foi bastante reduzido, após alguns mortais, acharem algumas parte de seus esqueletos, Thalassamedon, tem seu nome de origem Grega, thalassa, "mar" e do grego, medon, "senhor, régua", é por muito tempo foi considerado o verdadeiro monstro do Lago Ness, o monstro do lago Ness é o personagem mais famoso e querido da Escócia, mais que medo, a lenda rende histórias divertidas e muito dinheiro para quem vive do turismo local, mas há quem acredite piamente na existência do monstro e dedique toda a vida na busca de provas que convençam o mundo disso, se eles pudessem ver está criatura, enlouqueceriam, com toda a certeza. O lago fica próximo à cidade de Inverness, no frio e chuvoso norte escocês, suas margens são pontuadas por antigos castelos, o problema de seu mito foi por ele ter sido reduzido bastante, é atribuída a um relato de Santo Columba, no século 6, um dia, no lago, o santo teria sido abordado por um grupo de homens que carregava um corpo, supostamente uma pessoa morta pelo monstro, o que eu duvido muito, com o tamanho daquela boca, ela facilmente engoliria um homem, porém, a santidade mandou uma moça até o lago para atrair a criatura e, quando ela avançou, espantou a fera com o sinal da cruz, tudo isso e um ideia idiota da realidade, o que não deixa de ser verdade, e reforça e da explicação ao mito que os mortais tem, e possível que a muitos anos, um Thalassomedon se perdeu nas águas, e acabou entrando no lago ou mesmo uma serpente marinha comum, já que eles tem uma mera semelhança, o que daria todo o suporte pro restante do mito, a realidade, eles eram predadores enormes, Thalassomedon é um género de plesiossauro, exatamente, nem todos os Dinossauros foram extintos, este é um dos que sobreviveram nas profundezas do mar, este género de plesiossauro, viveu na América do Norte, onde os mortais, acreditando que foi extinto a cerca de 95 milhões de anos atrás, o que olhando para a criatura, podia-se ver que eles sobreviveram, isso colocá-lo durante o Cenomanian, pra quem não sabe, Cenomanian e a escala de tempo geológico, é a idade da época Cretácea Superior do período Cretáceo da era Mesozoica do éon Fanerozoico, bem confuso não? Vou colocar em números que é bem mais fácil, e mais o menos entre 100 milhões e 500 mil e 93 milhões e 900 mil anos atrás, aproximadamente, seu parente mais próximo é Elasmosaurus, este foi extinto, e ambos pertencem à família Elasmosauridae, há seis amostras de diferentes estado de conservação em exibição em vários museus aqui, nos Estados Unidos, algo interessante sobre eles, e que pedras, foram encontrados em seu estômago, área levando alguns a teorizar que eles foram usados como lastro ou digestão, neste último caso, a ação de estômago faria com que as pedras para ajudar a triturar os alimentos ingeridos. Thalassomedon está entre os maiores elasmosaurids. Sua aparência, era esquisita, alcançando comprimentos de até 12 metros comprimento, seu pescoço era tão longo quando o corpo, chegando a 7 metros, mais da metade da comprimento total, sua cabeça era grande e com longos dentes pontiagudos, suas 4 nadadeiras laterais, chegavam a quase 2 metros de comprimento, permitindo que nadassem nas profundezas com eficiência mortal, sua calda era curta, é havia uma dúzia deles, atacando um pequeno contingente de Tritões, eles estavam com problemas, eu sei que devia estar indo em direção ao problema principal, mais eu simplesmente não podia ver estes Tritões com problemas, mesmo que a maioria não goste de mim, eu podia simplesmente ignorar, e eles poderiam todos serem mortos, por mais que eles me odeiem, eu não sou tão maldoso dessa forma. Peguei Contracorrente do espaço entre minha armadura e calça, uma caneta esferográfica simples, a destampei, a caneta cresceu em minhas mãos até que eu estava segurando uma espada grega de Bronze Celestial, com um 1,55cm de comprimento e punho de duas mãos envolvido em couro, a lâmina brilhava ligeiramente, lançando uma luz dourada.
—--Ali, Meia-noite, precisamos ajudar aqueles Tritões. ---Disse para o Hipocampo.
—--“Deixe comigo, Príncipe.” ---Disse ele na minha mente, ele deu uma guinada e acelerou mais ainda, ele foi direto ao encontro de uma das criaturas, que estava prestes a engolir um dos Tritões, Meia-noite deu uma investida com seu chifre/lança em sua cabeça, bem na lateral do corpo da criatura, o Thalassomedon urrou de dor, e virou seu enorme pescoço para tentar morder Meia-noite, mais eu estava atento, com Contracorrente fiz um corte da esquerda pra direita, separando a cabeça do seu corpo, a criatura caiu no chão morta, diferente de monstros comuns, este não explodia em pó dourado, o que dizia que sua força vital, não estava ligada ao Tártaro, ela simplesmente morria e sangue verde manchava a água do mar.
—--AAAHHH... ---Escutei um grito, me virei a tempo de ver um enorme Thalassomedon, morder um Tritão, tão forte que ele se dividiu ao meio, explodindo em pó dourado.
—--Droga. ---Disse irritado, pulei das costas de Meia-noite, controlei as correntes para que me mandasse na direção da criatura, ela não conseguiu nem se virar a tempo, antes que percebe-se já havia dado o golpe que separou sua cabeça do corpo. Controlei as correntes na direção do próximo, separando sua cabeça do corpo, em pouco segundos, eu havia colocado todos os monstros abaixo, sem exceção, olhei em volta atrás de mais criaturas como essas, mais tudo que vê foi meia dúzia de criaturas humanoides, com seu rabo de peixe cinza escuro da cintura para baixo e corpos humanos da cintura para cima, exceto pela pele, que era azul, seus olhos eram de um verde brilhante, como aquele fluído que se coloca dentro daquelas pulseiras fluorescentes, e seus dentes eram como os de um tubarão, Tritões, eles estavam me olhando com as bocas abertas
—--Incrível. ---Disse um deles chamando minha atenção, ele era diferente dos comuns, ele até tinha um rabo de peixe cinza escuro da cintura para baixo, mais sua parte de cima, era ainda mais humana que os outros, sua pela pele era normal, um pouco bronzeada, quase negra, mas não era azul, seus olhos eram de um verde brilhante, mais comuns, com esclerótica e pupila, diferente dos outros, que tinham os olhos inteiramente verdes e brilhantes, como aquele fluído que se coloca dentro daquelas pulseiras fluorescentes, e seu dente eram normal, como de um humano, não como os de um tubarão, ele até tinha cabelo escuro e curto. Então me lembrei que os Tritões assim como as sereias, podem se parecer com humanos, inclusive viver na terra firme, as vezes necessitando de água salgada, eles diferentes das Sereias, não se importam em mostrar sua verdadeira forma, com os dentes de tubarão e tudo mais, mas este era um pouco diferente, ele parecia se importar com sua aparência monstruosa. ---Você nós salvou.
—--A isso não foi nada demais, bem, não consegui salvar todos. ---Disse olhando pra baixo, lembrando do Tritão que eu vira ser partido ao meio.
—--Não se preocupe, se você não tivesse aparecido, estaríamos todos mortos. ---Disse o Tritão mais humano, ele sorriu. ---A propósito meu nome é Deep.
—--Prazer em conhece-lo, Deep, sou o General Perseus. ---Disse me apresentando. Meia-noite nadou até meu lado, sua armadura negra de Oricalco, estava manchada de sangue verde dos monstros que ele empalou com aquela lança.
—--“Príncipe, temos que ir.” ---Disse Meia-noite em minha mente, assenti para ele, e montei em suas costas.
—--Tenho que ir.
—--Até logo, General Perseus. ---Disse Deep, fazendo uma reverencia, incrível, este foi o primeiro e único Tritão a me tratar realmente bem, já havia salvado a vida de outro Tritões, mas mesmo assim, eles não foram tão educados e sinceros quanto Deep. Meia-noite se virou e começamos a nadar a procura de um adversário complicado, ou algum aliado que precisa-se de ajuda, e infelizmente, não demoramos a achar, havia meia dúzia de enormes Serpentes Marinhas, sendo encurraladas por centenas de Golfinhos com Lanças, Espadas, Tridentes, entre outras armas, eles estavam com problemas.
—--Lá Meia-noite, os Golfinhos estão em apuros.
—--“Sim, senhor.” ---Disse Meia-noite, ele partiu em alta velocidade em direção as Serpentes Marinhas e os Golfinhos, mas enquanto nós aproximávamos, outro aliado poderoso, fez o mesmo, era o Deus dos Golfinhos é General, Delfim, ele estava em sua forma divina, tinha 6 metros de altura, sua pele era mais puxada para o cinza, seu rosto era um pouco parecido com um golfinho, ele trajava sua armadura dourada com desenhos de Tridente preto, seu capacete tinha um formato de cabeça de golfinho, com penachos negros, ele trazia em mãos, sua enorme espada de duas mãos, ela devia ter 4 metros, feita de Ouro do mar, sua lâmina era dourada e emitia um leve brilho verde aquoso, ele nadou rapidamente na direção de uma das Serpentes Marinha, ela não era tão grande, bem era enorme, mais eu já havia visto maiores, do rabo a cabeça, devia ter mais de 20 metros de comprimento, e da grossura de um tronco de árvore grosso, era laranja e preto, sua cabeça era parecida com a de um cobra, com enorme chifre esquisito na cabeça, seus olhos eram enormes, fendas reptilianas e em volta vermelho sangue, seus dentes eram tão grandes, no mínimo um metro, e tinha um formato de lâminas afiadas, haviam alguns Golfinhos que lutavam contra ela, mas eles não faziam grande diferença, mas Delfim veio nadando em alta velocidade na direção da Serpente, sem hesitar, com sua espada, ele atacou, um corte limpo, de baixo pra cima, a Serpente nem ao menos teve reação, a espada de Ouro do mar, a dividiu no meio, ela explodiu em pó dourado, manchando a água, Delfim não demorou e partiu para a próxima. Eu continuava avançando, em Meia-noite, fui direto em outra Serpente, que estava mais afastada de Delfim, ela lutava contra vários Golfinhos e estava de costas pra mim, desmontei de Meia-noite e ordenei que as ondas me levassem o mais rápido possível na direção da criatura, me concentrei na água, formando uma dezena de lanças de gelo, de 2 metros cada, duras como Bronze Celestial ou qualquer outro metal, lancei elas na Serpente, cravando em sua pele, todas elas acharam um lugar no corpo enorme da serpente, que devia ter pelo menos uns 30 metros, uma das estacas, acertou diretamente na cabeça, fazendo a Serpente explodir em pó dourado, me virei para partir pra próxima, só pra ver a última delas, perder a cabeça em um corte rápido, uau, Delfim era incrível, ele destruiu 5 das Serpentes em poucos segundos, no tempo que levei para destruir uma. Ele se virou na minha direção e sorriu.
—--Obrigado pela ajuda, General Perseus.
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