Notas iniciais
Salve galera, estou postando no meio da semana em homenagem ao meu aniversario, uma forma de presente pra vocês meus leitores fies.

POV: Roda.

Eu era uma idiota, como eu poderia pensar que o Percy, meu querido e amado irmãozinho nós trairia, mesmo que fosse apenas por um segundo, aquele cabeça de bagre do meu irmãozinho nunca faria isso, só de lembrar que eu pensei naquela hipótese eu já sentia ódio de mim, depois de toda a dor e sofrimento que ele passou para salvar a nós, os deuses, ele não jogaria tudo fora assim, servindo de marionete do Rei Titã. Mas ele estava desaparecido, de alguma forma capturaram ele, fizeram ele sumir da visão do papai, não, segundo a ninfa ele estava sozinho no quarto, fazendo o ritual de sangue no chão, com seu próprio sangue, deuses, talvez alguém estivesse controlando seu corpo, talvez alguém esteja controlando seus atos, não, impossível, Percy e descendente de Hera e Atena, ele é muito poderoso para ser controlado assim, então eu simplesmente não faço ideia no que devo pensar.

—--Roda, minha filha? ---Disse Poseidon, meu pai, chamando minha atenção, ele trajava sua armadura, feita de Oricalco, era verde-mar, brilhosa, com um enorme desenho de tridente negro em seu peito, ele não usava seu capacete, o que deixa seu belo rosto amostra, ele parecia muito com o Percy, aparentava seus 22 anos, com seus cabelos rebeldes e negros, e com os olhos verdes-mar, ele sorria, tentando transmitir confiança para mim e ele conseguia fazer isso. ---Não se preocupe minha querida, vamos encontrar o Percy.

—--Sim, eu sei que vamos papai. ---Disse forçando um sorriso. Ele veio andando na minha direção e me deu um abraço, forte e apertado, retribui na mesma intensidade, mesmo com a armadura em seu corpo, o calor dos seus braços me fazia sentir muito melhor.

—--Já estamos preparando uma equipe de busca, meu senhor. ---Disse uma voz chamando minha atenção, tirei meu rosto do peito do meu pai, para olhar para Paláimon, ele não usava seu capacete, o que deixava seu rosto amostra, por volta dos 25 anos, seu rosto era bruto, porem o que chamava atenção era seus dentes, dentes pontiagudos, presas de tubarões, sua pele era negra, bastante escuro, seu cabelo era preto e crespo, seus olhos eram dourados, ele trajava sua armadura, feita de Oricalco, tendo uma coloração Bronze, com desenhos negros de Tridentes. ---Logo partiremos, estou levando meus melhores farejadores, qualquer gota de sangue do Percy, que pingar dentro do mar, em qualquer lugar, iremos sentir e rastreá-lo.

—--Tudo bem, conto contigo, Paláimon. ---Disse meu pai firmemente, mas eu pude perceber que ele não estava muito confiante, mas com certeza essa era a única chance de achar o Percy, bem, pelo menos dentro das próximas 22 horas, até o ritual de sangue acabar, está era a única forma de encontrar o Percy, os tubarões sentindo o cheiro do sangue do Percy na água, mas para isso, ele tinha que se machucar e deixar o sangue cair na água, então era uma chance mínima, quase impossível, mas era o que tínhamos para fazer naquele momento, aquilo com certeza me dava uma sensação de...

—--Eu me sinto tão impotente. ---Disse Atena irritada, chamando nossa atenção, ela estava trajando sua armadura dourada, entalhada no peito, um desenhos de asas de corujas, ela não usava seu capacete, o que deixava seu lindo rosto amostra, ela tinha por volta dos 22 anos, pele branca, tinha cabelos negros e lisos, até o meio das costas, seus olhos, eram cinzas tempestade, mas dessa vez, eles emanavam energia e poder, estavam totalmente cinzas tempestade, sem esclerótica ou pupila. ---Droga. ---Ela socou a mesa, fazendo um barulho alto e partindo a mesa ao meio com a força do golpe.

—--Atena. ---Chamou meu pai, ela voltou-se para meu pai, seus olhos irradiavam força, mas ela travou quando viu meu pai, seus olhos aos poucos voltaram ao normal, ela respirou fundo. ---Não adianta se alterar, precisamos manter a calma. ---Disse meu pai firmemente, ela assentiu lentamente. ---Paláimon, parta assim que possível.

—--Sim, senhor. ---Disse Paláimon se curvando para meu pai.

—--Isso não vai dar certo. ---Disse Atena frustrada. ---E muito improvável que ele se machuque e deixe cair sangue na água, talvez ele nem esteja nos mares, pode estar já na superfície.

—--Como você disse, improvável não impossível. ---Disse meu pai firmemente, Atena suspirou, concordando. ---Por hora, é o que podemos fazer, pelo menos até o ritual acabar.

—--Eu vou junto. ---Disse rapidamente, chamando atenção de todos para mim. ---Eu não suporto ficar aqui parada, além disso, se o Percy tiver se ferido, eu vou poder cuidar dele.

—--É um bom plano. ---Disse meu pai sorrindo, mas antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, as portas da sala foram abertas bruscamente, chamando nossa atenção, dois Tritões entraram rapidamente para dentro. ---O que aconteceu? ---Perguntou meu pai, os dois Tritões se curvaram respeitosamente para meu pai.

—--Meu senhor. ---Disse um deles. ---Tenho uma notícia importante para informar ao senhor...

—--Vocês acharam o General, Percy? ---Perguntou meu pai, interrompendo o Tritão.

—--Não senhor, infelizmente não é isso. ---Disse o Tritão de cabeça baixa.

—--Entendo. ---Disse meu pai tristemente. ---Então, fale logo o que aconteceu.

—--Sim senhor, chegou algumas mensagens, as tropas que o senhor ordenara a vigiar o Cruzeiro do lorde Titã, Princesa Andrômeda, acabaram de informar que o navio explodiu...

—--O que? Como assim? Quem fez isso? ---Perguntou Atena confusa.

—--Não sabemos minha senhora, apenas foi dito que ele simplesmente explodiu, em milhões de pedaços, sem mais nem menos. ---Disse o Tritão.

—--Percy? ---Perguntei esperançosa para meu pai, ele negou com a cabeça lentamente.

—--Não, mesmo ele não tem tanto poder a ponto de fazer isso. ---Disse meu pai desanimado.

—--Entendo. ---Disse tristemente.

—--Quero que enviem alguns soldados para lá, investiguem o que aconteceu... ---Meu pai começou a dizer para o Tritão.

—--Não, você está errado Poseidon. ---Disse Atena, ela parecia muito agitada. ---Pode ser sim, o Percy.

—--Não, amor, ele não poderia explodir um navio de Cruzeiro como aquele. ---Disse meu pai docemente.

—--Sim, ele poderia, se ele usasse de suas habilidades e sua inteligência, por exemplo se ele atacasse o Tridente Supremo nos motores do navio, tudo iria pelos ares. ---Disse Atena pensativa.

—--Mas se foi ele mesmo que fez isso, ele pode não sobreviver a explosão, não estando tão perto do núcleo dela, mesmo sendo imune a fogo, uma explosão não é só fogo... ---Me interrompi, uma ideia horrível me ocorrendo, Percy esteve tão abalado nos últimos dias, tantas coisas horríveis acontecendo com ele, talvez, talvez. ---Deuses, Paláimon, vem comigo. ---Disse indo em direção a ele.

—--Espera, espera. ----Disse meu pai irritado. ---O que você está pensando? Está dizendo que o Percy tentou se... ---Ele travou por um momento, seus olhos ficaram tristes, sua voz saiu baixa, e ele fez uma pergunta que não queria resposta. ---matar? ---Eu não tive coragem de responder, nem ao menos coragem de olhar nos olhos do meu pai, então eu senti uma mão áspera na minha, ela aperto firme minha mão, olhei para o dono daquela mão, Paláimon sorriu em resposta para mim, tentando passar confiança.

—--Não, meu senhor, só vamos dar uma carona pra aquele idiota. ---Disse Paláimon sorrindo para meu pai. ---Não se preocupe, ele deve estar lá, com algumas ninfas, se divertindo um pouco. ---Meu pai sorriu tristemente com a resposta de Paláimon. ---Sabe, para a rainha não espancar ele de novo. ---Disse ele piscando para Poseidon, que riu da gracinha dele.

—--O que você disse Paláimon? ---Perguntou Atena para ele.

—--Em como a senhora tem um belo tapa, incrível mesmo. ---Disse ele sorrindo para Atena, que sorriu das palavras doces de Paláimon. ---Vamos indo, Princesa, precisamos achar aquele cabeça de vento. ---Disse ele sorrindo para mim, sorri agradecida para ele, assentindo. ---Aquele safado, nem lembrou de me chamar. ---Assim que ele disse isso, ele se teletransportou para onde o navio de Cruzeiro, Princesa Andrômeda estava na última notícia que tivemos.

—--Obrigado. ---Disse para Paláimon, assim que acabamos de chegar ao local da explosão, ele sorriu tristemente para mim.

—--Não se preocupe com isso. ---Disse ele sorrindo para mim. ---Agora, vamos encontrar.... uau. ---Disse ele olhando para algo atrás de mim, me virei rapidamente, vendo o que ele disse, destroços, metais, madeiras, e tantas outras coisas, que era difícil descrever, ainda podia sentir o calor na água, mas o que realmente chamava minha atenção, era enorme quantidade de pó dourado, que se misturava com a água do mar. ---Quanta destruição. ---Disse Paláimon me trazendo de volta a realidade.

—--Com certeza isso e impressionante... ---Então vê algo que gelou meu coração, um corpo humano, ou melhor dizendo, o que sobrou de um corpo humano. Nadei na direção do corpo rapidamente, meu coração estava disparado, quando cheguei mais perto, pude ver melhor o corpo, seu rosto estava irreconhecível, queimado, sem falar do corpo, que estava faltando algumas partes, como um braço direito, por um instante pensei ser o Percy, por causa do corpo grande e musculoso, mas então me lembrei que o Percy não se queima.

—--Não é ele, se fosse, eu poderia sentir o cheiro do seu sangue. ---Disse Paláimon apontando para seu nariz, sorri aliviada para ele, mas então o corpo dele endureceu, ele começou a cheirar a água.

—--Achou? ---Perguntei apressadamente.

—--Sim, eu achei. ---Disse ele, ele saiu nadando rapidamente, comecei a segui-lo, enquanto passávamos por entre os destroços, pude ver alguns corpos de semideuses, ou talvez apenas mortais, difícil dizer. Continuei a seguir Paláimon, ele nadou rapidamente entre os destroços, indo mais para o fundo do mar, aqui não era um lugar muito profundo, talvez 300 metros, enquanto descíamos rapidamente, então ele parou em um monte de destroços no fundo, ele cheirou mais um pouco. ---Ele está aqui embaixo. ---Dizendo isso, ele começou a tirar os destroços, havia muito metal, eu comecei a tirar também, não demorou muito para acharmos um corpo, a imagem daquele corpo me fez entrar em puro desespero, havia muito sangue manchando a água, muitos metais retorcidos e espetados no corpo, no peito, na barriga, nas pernas, também havia ossos perfurando a pele, fraturas expostas.

—--Ali, eu achei, PERCY. ---Gritei chamando ele, mas ele não se mexeu, eu não conseguia ver a cabeça, nem mesmo sabia se ele ainda estava vivo. Entrei em desespero, comecei a jogar os metais para cima, não demorei para conseguir chegar ao corpo, pude ver o rosto do Percy, me desesperei mais ainda, com o que vê, havia metais e estilhaços no seu rosto, havia uma grossa barra de metal, entrando na sua bochecha e saindo do outro lado, havia muito sangue.

—--Santo Poseidon. ---Disse Paláimon atrás de mim. Eu nadei até o corpo do Percy, levei a mão no seu pescoço, buscando sua artéria, por um segundo de pânico não senti a pulsação no corpo dele, mas então senti o batimento do seu coração. ---Ele está vivo? Diga que sim.

—--Sim, por enquanto, seus batimentos estão muito fraco, ele não vai suportar muito mais. ---Disse para Paláimon. ---Precisamos leva-lo para a enfermaria agora, precisamos começar a cirurgia agora. ---Disse me teletransportando com o corpo do Percy, direto para a sala de emergência do mar, ela era totalmente selada, coberta de água límpida e sagrada. ---Aqui, rápido, preciso de ajuda. ---Disse chamando a Ninfa mais próxima, que se assustou com a minha aparição repentina, mas quando ela viu o corpo que eu colocava na mesa de cirurgia, ela assentiu. ---Saindo correndo na direção, oposta. Invoquei uma unidade de sangue B+, indo aplicar a unidade de sangue no Percy. ---“Pai.” ---Chamei Poseidon pela minha mente.

—--“Roda, querida, você já está de volta, o que aconteceu?” ---Perguntou ele na minha mente.

—--“Eu achei o Percy.” ---Respondi para ele, então eu coloquei a agulha no braço do Percy, felizmente não foi difícil achar uma veia no braço dele, já que ele tinha um vaso dilatação incrível.

—--“Achou? Que ótima notícia, ele está bem?” ---Perguntou meu pai preocupado e alegre ao mesmo tempo. Nesse mesmo instante mais Ninfas entraram na sala de emergência, prontas para auxiliar-me na cirurgia.

—--“Não, ele estava ferido, muito ferido, estou na sala de emergência, prestes a começar com uma cirurgia.” ---Respondi para meu pai, por um instante, não houve resposta. ---Vamos começar meninas.

—------------------------------------- Quebra de Tempo. -------------------------------------------------------------------------------------------

POV: Poseidon.

—--“Eu confio em você, querida, você vai salvar ele.” ---Disse de volta para Roda.

—--O que aconteceu Poseidon? Você está me deixando louca de curiosidade e preocupação. ---Disse Atena me cutucando.

—--Eles acharam o Percy. ---Disse sorrindo para Atena, ela suspirou aliviada. ---Mas...

—--Mas o que? ---Disse ela me incentivando.

—--Ele estava gravemente ferido, Roda já começou uma cirurgia, ela não deu mais detalhes de como ela achou ele. ---Disse tudo que eu sabia para ela, sabia que ela odiava enrolação nesses momentos de apreensão. Por alguns segundos ela ficou em silencio, imagino que ela estava processando a notícia, tentando formular o que havia acontecido com o Percy, confesso que também estava curioso para saber o que havia acontecido naquele navio, antes de tudo ir para os ares, se foi mesmo o Percy que fizera aquilo. ---O que acha que aconteceu?

—--Difícil dizer. ---Assumiu ela. ---Mas se tivesse que apostar, diria que o Percy fingiu cooperar com Cronos, talvez dizendo que ele aceitaria ser casca do lorde Titã, chegando lá, entrando dentro do navio, aproveitando que eles estavam com a guarda baixa, ele começou seu ataque.

—--Sim, realmente faz sentido. ---Disse pensativo.

—--Aquele idiota. ---Resmungo Atena irritada. ---Se ele não morrer, eu mato ele, ressuscito e mato de novo, como ele pode se arriscar dessa forma. ---Antes que eu pudesse dizer algo para defender ele, uma voz chamou minha atenção.

—--Poseidon. ---Disse uma voz atrás de mim, me virei lentamente para encarar o rosto da minha irmã, rosto que fez meu coração falhar uma batida, aparentando os seus 25 anos, seu rosto era extremamente belo, sua pele branca como a neve, seu cabelo tinha quase a mesma cor dos olhos, ele era liso e longo, até chegar na sua cintura, seus poderosos e lindos olhos castanhos claros, pareciam levemente irritados, o que não é bom sinal. ---Eu estou tentando ligar para o Percy já faz algum tempo, ele ainda está lutando? Já era hora dele estar descansando, você prometeu não colocá-lo em risco... ---Ela se interrompeu, vendo nossas expressões tristes e pesadas. ---O que aconteceu?

—--Bem, é complicado. ---Comecei a falar, eu precisava de uma boa desculpa, não podia simplesmente dizer que nosso filho estava fazendo uma cirurgia arriscada, à beira da morte, Hera me destruiria, pedaço por pedaço, claro, não sem antes me torturar mentalmente. ---Tivemos alguns problemas, o Percy está em um missão fora do palácio, coisa simples, nada muito preocupante...

—--Percy está na mesa de cirurgia, está à beira da morte. ---Disse Atena de uma vez me interrompendo.

—--ATENA. ---Gritei assustado.

—--Ela é mãe dele, tem o direito de saber a verdade. ---Argumentou ela irritada.

—--Poseidon, que história é essa? ---Perguntou Hera, sua voz extremamente baixa e assustadora, quando virei meu rosto de volta para a mensagem de íris, dei um passo para trás assustado, os olhos de Hera, haviam ficado totalmente castanhos, sem pupila ou esclerótica, aquilo era um mau sinal, péssimo. Antes que eu pudesse responder qualquer coisa, ela já emendou. ---Libere minha entrada no mar, agora, antes que eu perca minha paciência com você. ---Disse ela, assenti positivamente, a imagem de Íris se dissolveu.

—--Você ficou louca Atena? Quer ficar viúva? ---Perguntei a olhando incrédulo. Ela revirou os olhos em resposta.

—--Se eu fosse você, liberava logo a entrada dela, antes que ela fique realmente irritada. ---Disse Atena seriamente, respirei fundo derrotado.

—--Não mando nem no meu próprio reino.

—------------------------------------------- Quebra de Tempo. -------------------------------------------------------------------------------------------------

POV: Perseus Heitor Jackson.

20 dias depois.

No meu sonho, eu me sentia mais forte, me sentia mais vivo e isso significava, que eu estava em baixo da água, no fundo do mar, meu corpo estava meio translucido, eu mal via minhas pernas, não conseguia andar também, então o que for que eu tinha que ver com esse sonho, iria ver, uma vez que não poderei fugir. Por um instante, eu fiquei confuso de onde estava, mas me parecia familiar, o lugar era claro, e até mesmo aconchegante de certa forma, eu estava em um enorme aposento, o aposento era alto, paredes azuis claras, o piso negro, mas no centro da sala, haviam dois tronos, o maior trono verde com pedras preciosas como esmeraldas e outras, mais acima, no topo do trono, uma miniatura de um Tridente, neste trono, sentado um homem alto 1.85cm de altura, aparentemente 22 anos, musculoso e bronzeado, com os cabelos rebeldes e negros, e com os olhos tão verdes-mar que parecia conter todo o poder do mar dentro dele, meu pai Poseidon, ele estava vestindo uma túnica de seda negra, ele fica bonito naquela roupa. Ao lado do meu pai, em um trono de ouro bonito, cheio de pedras preciosas verdes, esmeraldas, malaquitas, atacamita, entre outras, no topo do Trono havia um tridente feito de Obsidiana verde, era bonita, mas o trono estava vazio, mas eu sabia de quem aquele trono era da Anfitrite, aquele pensamento, não me fez sentir-me melhor, na verdade, me fez sentir raiva. Para meu azar, logo avistei Anfitrite vindo na direção do meu pai, uma linda mulher, de aproximadamente 25 anos, 1,65 cm e de olhos azuis esverdeados que mais parecia um mar doente e poluído, porém seu rosto era belo e seu corpo rodeado de curvas e atlético, com logos cabelos negros esverdeados, ela vestia uma longa túnica branca, ela sorria feliz, acho que nunca havia visto ela sorrir feliz como agora.

—--Meu amor. ---Disse Anfitrite sorrindo para meu pai, em resposta meu pai sorriu feliz, ela veio andando em direção dele, ela deu um demorado selinho no meu pai, devo admitir, senti nojo, credo. Depois do beijo ela sentou-se de volta no seu trono, ao lado do meu pai. ---Então, meu querido, onde iremos está noite? ---Perguntou ela animada.

—--Vou te levar a um lugar incrível, minha rainha. ---Disse meu pai gentilmente.

—--A vai ficar de segredinho? ---Perguntou ela sorrindo.

—--Segredos são segredos, além disso é uma surpresa. ---Disse meu pai sorrindo.

—--Você é muito maldoso. ---Disse Anfitrite docemente, fazendo um biquinho. Sinceramente estava impressionado com este lado mais doce dela, era quase surreal, eu realmente esperava que a qualquer momento ela tentasse apunhalar meu pai.

—--Não adianta fazer bico, não vou contar. ---Disse meu pai rindo, da careta que a Anfitrite fazia. Por um momento, me senti mau, me senti mau por ter nascido, meu pai e Anfitrite pareciam tão felizes juntos, tão apaixonados.

—--PAPAI. ---Escutei um grito infantil atrás de mim, era meio histérico e feliz. Me virei a tempo de ver um pequeno furacão de cabelos negros passar correndo. ---Pai, ganhei. ---Disse uma pequena menininha pulando no colo do meu pai, ela devia ter uns 8 anos de idade, um metro e pouquinho, cabelos negros esverdeados, enrolados na pontinha, pele branca como a neve, olhos verdes claros, ela vestia uma túnica branca.

—--O Rodes minha querida, o que aconteceu? ---Perguntou meu pai docemente, fazendo carinhos nos cabelos da pequena Roda. Roda era tão lindinha, parecia um anjinho.

—--Pai, mãe. ---Disse uma voz atrás de mim, me virei rapidamente, para ver um rosto conhecido, pele levemente bronzeada, magro, cabelos rebeldes e negros esverdeados, mais seus olhos eram de um verde doentio, diferente, sua calda era grossa e azul, ele usava uma túnica vermelha, era meu irmão, Tritão.

—--Eu ganhei do Tritão na corrida. ---Disse Roda feliz, comemorando para meu pai.

—--Mesmo? ---Perguntou meu pai, Roda assentiu com força, sorrindo banguela e feliz. ---Que incrível, você já está forte assim, minha garotinha. ---Disse meu pai sorrindo, olhei para Anfitrite por um momento, ela sorria feliz, olhando aquela linda cena, voltei para o Tritão que também sorria feliz, aquilo me atingiu de um jeito diferente, e pela primeira vez em todos esses anos, eu senti compaixão em relação Anfitrite, mesmo que fosse apenas um pouco, ela um dia fora uma deusa boa e feliz e infelizmente eu sabia o que aconteceu para ela mudar tanto assim. Mas antes de ver mais algo, senti uma vertigem me dominar e tudo girou por um momento, fechei os olhos, tentando controlar a vertigem, mas tão rápida quanto ela veio, ela se foi, quando abri meus olhos novamente, eu ainda estava no mesmo lugar, a sala dos tronos do meu pai, não havia mudado nada no cômodo, na verdade, nem as pessoas, os mesmos quatro, só que agora, eles não se vestiam com túnicas, eles usavam roupas comuns, mais modernas.

—--Você não pode fazer isso comigo, Poseidon. ---Disse Anfitrite chorando, ela parecia descontrolada, seus olhos estavam muito vermelhos, e ela parecia muito, muito irritada.

—--Eu sinto muito, Anfitrite, mas eu não te amo mais. ---Disse meu pai gentilmente.

—--VOCÊ NÃO PODE DIZER ALGO ASSIM, ESTAMOS JUNTOS A MUITOS MILÊNIOS, PARA VOCÊ ME CHUTAR ASSIM. ---Gritou ela irritada para meu pai. Roda e Tritão, estavam perto da mãe, tentando acalma-la.

—--Mãe, calma, respira um pouco. ---Disse Roda gentilmente.

—--NÃO ME PEÇA PARA TER CALMA. ---Gritou ela para Roda.

—--Pai, olha só o que você está fazendo. ---Disse Tritão para meu pai. ---Está destruindo sua família, tudo porque? por uma mera mortal. ---Meu pai parecia bastante abalado também.

—--Sinto muito, mas eu não posso mudar isso, tem que ser feito, meu filho. ---Disse Poseidon tristemente.

—--Eu não me importo de você me trair, meu amor. ---Disse Anfitrite correndo até meu pai e o abraçando com força. ---Eu te amo demais, por favor não me abandone.

—--Eu não posso fazer isso com você, eu amo outra pessoa... ---Ele foi interrompido por um tapa forte no seu rosto, o barulho estalou alto.

—--Por que? Eu não consigo entender. ---Disse Anfitrite irritada.

—--Eu amo ela, Sally, ela me faz feliz, feliz como a muito não me sinto, além disso, agora, ela está grávida, logo ele nascerá, o pequeno Heitor foi o nome que escolhi para ele. ---Disse meu pai sorrindo feliz.

—--Eu juro, eu vou matar está mulher e vou matar o seu filho, nem que seja a última coisa que eu faça. ---Disse ela, antes que meu pai o outra pessoa, pudesse responder ela, outra vertigem me dominou, fechei os olhos, quando finalmente parou de rodar, e eu pude abrir os olhos novamente, eu senti o vento bater em meu rosto, e a brisa da tarde em meus cabelos, o sol se pondo no horizonte, ofuscava meus olhos, uma linda visão, ao fundo, vê uma ponte conhecida, Ponte Golden Gate, São Francisco, eu estava em um ilha, eu conhecia este lugar, aqui era a Prisão de Alcatraz, lugar onde eu coloquei fim a vida de Anfitrite.

—--Solte-os. ---Disse uma voz de mulher, atrás de mim, me virei rapidamente para ver duas figuras conhecidas, uma delas era Anfitrite e a outra o Tritão, eles estavam sorrindo, mas era um sorriso sinistro, não um sorriso feliz, como eu vi na primeira visão. ---Está na hora de agitar as coisas.

—--Sim, mamãe, creio que nossos amigos, vão adorar o presente que estamos dando a eles. ---Disse Tritão sorrindo sadicamente. Eu não entendi de imediato, mas então um som, a muito ouvido, fez os pelos da minha nunca se eriçarem.

—--Muuuu. ---Olhei para onde os dois imortais olhavam, e lá estava, aquele maldito monstro, cerca de 2.50 de altura, sem contar os chifres que provavelmente aderindo mais um meio metro ao animal, parecendo aqueles Bodybuilding, com apenas músculos e mais músculos, e uma cabeça de touro, e pelos marrons por todo lado naquela tarde ensolarada o sol estava forte então não foi problema velo com clareza, até mesmo nessa lembrança, eu consegui sentir seu odor pungente, escroto e podre, exatamente como naquele maldito dia, parecia carne deixada no sol por vários dias, em sua mão havia um machado gigantesco, com certeza o Minotauro, com certeza o Minotauro que matará minha mãe, senti uma raiva se formar em meu peito.

—--Não, eles vão estar ocupados demais, vendo suas próprias vísceras, meu filho. ---Disse Anfitrite sorrindo, maldita sádica. Um rosnado chamou minha atenção, então olhei para o outro lado, para ver um Cão Infernal, com seus olhos vermelhos como sangue e pelos negros, não muito grande, do tamanho de um Rottweiler adulto, o mesmo Cão infernal que me atacou naquele dia. Então eu percebi que está era a memória do dia da morte da minha mãe, do dia do meu aniversário de 4 anos, senti um aperto no peito é uma vontade de atacar aqueles dois monstros e os destruir, mas eu sabia que aquilo era apenas uma maldita lembrança, não havia como eu fazer nada. ---Vão, vão meu queridos monstrinhos, matem aqueles dois malditos. ---Aos poucos, a imagem foi escurecendo, enquanto eu via as sombras dos dois monstros partindo na direção oposta, minha última imagem clara, foi ver o sorriso doentio no rosto de Anfitrite. Ter aqueles sonhos naquele momento, não fizeram sentido na minha cabeça, saber a verdade do meu passado, das sombras do meu nascimento, que causaram devastação ao mar, ver como meu pai e Anfitrite se relacionavam, ver o momento que tudo acabou, de como as almas deles foram corrompidas pelo ódio, pela raiva, em como eles se tornaram monstros. Aos poucos comecei a abrir meus olhos, a claridade ofuscou minha vista por um momento, mas então eu comecei a ouvir algumas vozes, a princípio pareciam distantes, mas aos poucos foram se tornando mais nítidas, mais claras, então eu vê uma forma grande, acima de mim, aos poucos eu notei de quem era, um corpo grande, forte e musculoso, suas roupas continuavam maltrapilhas, como sempre, seus cabelos iam até o ombro e eram estilo Dread, tinha um cor castanha clara, era meu irmãozinho, Tyson, ele conversava com alguém, ele parecia agitado.

—--Eu disse, Percy jamais se juntaria aos Titãs, ele explodiu o navio do mau. ---Disse ele animado, me senti feliz em ver o Tyson, ainda mais por ele estar me defendendo, grande inocência, mas no fim, eu acabei fazendo o certo, acho que posso me orgulhar, eu conseguia me lembrar perfeitamente do que eu fizerá, de como as coisas quase acabaram de um jeito muito mal.

—--Sim, meu querido, Percy foi incrível. ---Disse uma voz conhecida, muito conhecida, mas o fato dela estar aqui, não era nada bom. ---Você confia muito no seu irmão, não é? ---Perguntou minha mãe para ele.

—--Sim, Tia Hera, ele é meu Herói, meu irmãozão, sempre falavam muita coisa ruim dele pra mim, principalmente os Tritões, mas eu nunca acreditei, nunca. ---Disse Tyson firmemente. Senti mais felicidade ainda, por estar ouvindo aquelas palavras do Tyson.

—--Por isso você bateu no outro Ciclope? ---Perguntou minha mãe. Por um momento o Tyson não respondeu.

—--Ele disse que o Percy havia traído o papai, disse que ele havia ido se juntar aos Titãs, que seria melhor ele morrer na cirurgia. ---Disse Tyson com raiva, eu podia estar de olhos fechados, mas podia ouvir pelo seu timbre de voz o quanto ele estava irritado com o outro Ciclope que dissera aquilo, o que me fez sentir-me muito mal, já que o Ciclope tinha razão. ---Então eu bati nele, ninguém fala mal do Percy na minha frente. ---Disse ele firmemente, por um momento houve silêncio.

—--Sabe Tyson, fico feliz em saber que você ama o Percy tanto assim. ---Disse minha mãe docemente. ---Sabe, eu também faria o mesmo que você, Percy é meu filho, faria qualquer coisa por ele. ---Senti-me muito feliz de ouvir aquilo.

—--Qualquer coisa, mamãe? ---Perguntei entrando na conversa, chamando atenção deles. ---Que tal, não brigar comigo? ---Perguntei inocentemente.

—--PERCY. ---Gritou Tyson feliz. Minha mãe me olhou sorrindo e disse.

—--Isso está fora de cogitação. ---Disse minha mãe sorrindo. Passei a minha mão no meu rosto, minha barba já havia crescido um pouco, acho que fazia pelo menos 1 semanas que estou desacordado.

—--Quanto tempo eu apaguei? ---Perguntei para minha mãe.

—--Faz quase 20 dias. ---Disse minha mãe, arregalei os olhos, pelo tamanho da minha barba, era apenas uma semana, ela fez carinho em meu rosto, ela sorriu. ---Eu mesma te barbeei.

—--Percy. ---Disse uma voz me chamando, me virei para ver uma Roda, com cara de poucos amigos. ---Você tem noção de como eu te encontrei? ---Disse ela com lágrimas nos olhos. Ver ela daquele jeito, cortou meu coração, me senti mal, muito mal, em trazer ainda mais dor a Roda.

—--Desculpa.

—------------------------------------ Quebra de Tempo. ----------------------------------------------------------------------------------------------

Depois de alguns abraços, beijos e tapas, claro, estamos falando da minha família, sempre tem tapas, normalmente em mim. Eu fui levado para a sala de controle, precisava fazer um relatório do que tinha ocorrido, enquanto caminhava em direção ao meu “julgamento” eu pensava no que falava, se eu falasse toda a verdade, eu magoaria muito minha família, ainda mais o Tyson, então decide não contar tudo, nunca é bom mentir, mas se for para proteger pessoas queridas, como Roda disse: “Nem toda a verdade deve ser dita, ainda mais quando estamos em um momento tão delicado” eu vou proteger eles, fingir que está tudo bem, eu posso fazer isso, e melhor ser assim no final das contas, daria no mesmo, eu nunca mais vou fraquejar, morrerei lutando por eles, por pessoas que me amam, como minha mãe, Roda e o Tyson, por todos eles, todos aqueles que eu pensei enquanto andava pelos corredores daquele maldito navio, valia muito a pena lutar por eles. Quando cheguei na sala, encontrei meu pai e minha avó, eles estavam nós aguardando.

—--Percy, meu filho, que bom que está bem. ---Disse meu pai feliz, vindo me dar um forte abraço, retribui o abraço na mesma intensidade.

—--Ei, deixa um pouco pra mim. ---Disse minha avó, separei do abraço do meu pai, e olhei para ela, ela sorria feliz, me olhando, sai do abraço do meu pai, para receber um outro da minha avó. Ela me apertou fortemente também. ---Você me preocupou bastante. ---Sussurrou ela no meu ouvido.

—--Me perdoe vovó. ---Sussurrei de volta.

—--Tudo bem, meu querido. ---Disse ela separando do abraço, mas ela ainda me deu um demorado beijo na bochecha. ---Agora, querido, conte-nos o que aconteceu, então? ---Perguntou ela, eu sabia o que dizer, algo que iria deixá-los irritados comigo, mas pelo menos, pouparia eles da dor, eu podia suportar um pouco de irritação deles, com certeza era melhor irrita-los com a minha imprudência do que magoa-los com a minha fraqueza.

—--Eu fingi cooperar com Cronos, para poder entrar no navio, uma vez lá dentro, foi fácil explodir tudo, tinha que aproveitar a chance que tinha, dificilmente teríamos outra. ---Podia ver nos olhos deles irritação, mas eu não via desconfiança, só o fato deles acreditarem assim nas minhas palavras, fazia-me me sentir mal, mas era melhor assim, enquanto eles estivessem bem, pouco importa o que acontecesse comigo e com meus sentimentos. ---Fiz o ritual de sangue para poder me locomover dentro do navio sem ser visto...

—--Sabia, sabia. ---Tyson comemorou feliz, me interrompendo. ---Meu irmãozão é o cara mais inteligente do mundo.