Notas iniciais
Bom, este é o primeiro capítulo do primeiro "livro" da saga, obrigado por começaram a ler, enfim, agradeço por pelo menos ter aberto a aba e boa leitura.

Talvez eu devesse simplesmente me entregar, ou talvez continuar correndo tentando fugir daquela coisa enorme meio-homem meio-touro... Mas quem se importaria se eu sumisse? Meu irmão me odeia, minha mãe sempre estava mais preocupada com ele e meu pai nem ao menos para em casa... Talvez eu devesse simplesmente desistir e deixar a morte me abraçar e encontrar com meu verdadeiro pai... Mas onde estão meus modos? Eu tenho de contar a história desde o começo, e já aviso para você, tudo que você leu aqui é realmente real e se pensa que é divertido e quer ser um meio-sangue não pense nisso, por favor, o quanto mais você sabe sobre si mesmo mais seu odor se torna forte para os monstros.

Tudo começou em uma tarde normal de inverno, eu estava na sala de aula, durante a aula de História, da mitologia Greco-Romana, o sr. Brunner estava na frente da sala em sua tipica cadeira de rodas, contando sobre que os deuses gregos também tinham suas contra-partes romanas, por exemplo Zeus, no qual sua contra-parte era denominado Júpiter e assim por diante, até que ele chegou em algo que, quase de imediato, eu e meu irmão, Alex, prestamos atenção. O sr. Brunner começou a explicar sobre os deuses gêmeos, Hypnos e Thanatos, que designavam o Sono Eterno e a Morte e também nossos deuses preferidos. Apesar de sermos irmãos não somos totalmente iguais, meu cabelos são curtos e negros, pele clara e olhos azuis como a noite, enquanto Alex parece um lustre dourado ambulante, sempre usa roupas que chamam atenção, com aquela pele bronzeada, cabelos loiros e olhos dourados, e por sorte eu sou eu irmão adotivo, oque me deixa super contente de não ser irmão dessa criatura horrenda e brilhante. Minha mãe sempre diz que o pai dele era alguém que podia fazer com que qualquer uma dormisse em seus braços com facilidade, oque eu não acreditei muito, porque ele não parecia ter herdado sua beleza nem um pouco... Revirei meu olhar para a janela do lado de fora da sala do 8º Ano (7ª Série) e me deparei com a cena mais estranha da minha vida... Um rapaz de cabelos brancos e, pelo que parecia, uma enorme cicatriz vermelha no rosto estava lutando contra uma criatura enorme de quase 2,80 metros e parecia que ninguém via aquilo, todos que olhavam pela janela entediados com a aula do Sr. Brunner, os quais eram só os valentões, encaravam aquilo com a maior normalidade, até consegui um deles dizer "Aquele pirralho vai ser esmagado por aquele jogador de basquete", foi quando a ficha caiu. Percebi que Alex também vira aquilo, mas as outras pessoas não e aquilo me fez ter de me levantar imediatamente, oque surpreendeu o sr. Brunner.

– Ahn... Com licença sr. Brunner, podemos ir ao banheiro?– Perguntei, virando o olhar para Alex e depois de volta para o professor. — Por favor?

Sr. Brunner pareceu desconfiado mas depois cedeu, esticando a mão para a porta enquanto esperava que saíssemos. Puxei Alex pela manga da camisa e o arrastei até alguns metros corredor adentro, até que joguei-o na parede com o olhar sério.

– Oque foi que você viu do lado de fora? Um garoto de cabelos brancos lutando contra um homem–touro?! — Ele assentiu um pouco tremulo, eu sabia que filmes de terror o assustavam mais que tudo, até mesmo os mais leves como "O Exorcista" ou a série The Walking Dead, mas não era hora para palhaçadas, respirei fundo e então findei: — Certo, quero que você avise o diretor, eu vou la fora.

Alex não discutiu, começou a correr na direção oposta que a minha, na qual era a saída do prédio do Ensino Fundamental, e ao sair de lá só consegui ver uma enorme pedra ser atirada contra mim, foi quando o rapaz de cabelos brancos me viu e ficou pasmo.

– SAIA DAQUI, É PERIGOSO DE MAIS! – Ao gritar aquilo ele fora esmagado pelo pé enorme daquele homem-touro que mugia enquanto escorria suor e pelos de touro de corpo, e para meu azar a foice do garoto havia caído a meus pés, e vendo aquilo a criatura ficou furiosa e avançou contra mim em uma investida e por sorte eu era bom em ed. física. Com um salto sobre a cabeça do monstro, chutando sua testa e caindo de joelhos em um giro no chão, consegui me virar a tempo de conseguir ver sua cara peluda encontrar com as portas da escola e derrubar uma das paredes, caindo no patio interno da escola. O garoto se levantou e me fitou com seus olhos quase completamente azuis. — Oque pensa que estava fazendo? Poderia ter morrido!

– Mas não morri, e oque diabos era aquela coisa?– Respondi com um tom de arrogância.

– Um Minotauro.

– Um Mino-oque?

– Um Minotauro, você não teve aula de História não?

– Era lá que eu deveria estar... E você se refere ao Minotauro da Mitologia Grega?

– Não não, o Minotauro dos Cristãos, agora cale a boca e vamos sair logo daqui!– Dizendo aquilo ele me puxou pelo braço até a saída da escola, bem a tempo de ver Alex parado nos escombros da porta destroçada junto de Sr. Brunner, que parecia estar com um sorriso de satisfação no rosto. Após muito tempo correndo chegamos em um beco sem saída, e ao me apoiar com força em uma parede cai para trás, dentro de alguma coisa, sendo seguido pelo rapaz de cabelos claros.

– Ai! Oque é isso?

– Uma camuflagem, apenas meio-sangues podem passar por ela, oque comprova minha teoria...

– Que teoria seu idiota?! – Me levantei com o punho serrado pronto para socar a cara daquele pivete metido.

– Se eu fosse você acalmaria os animos um pouco.– Disse uma voz feminina logo atrás de mim, e quando me virei fui envolvido por um chicote dourado, que prendia meus braços e pernas e me fazia cair no chão novamente.

– Calma Saiuko, calma...

Ao dizer aquelas palavras o chicote me largou e me vi em uma sala completamente iluminada por luz de velas, com mais ou menos 15 adolescentes em armaduras gregas ou romanas, com simbolos diversificados em suas ombreiras e com penachos vermelhos no topo de seus elmos.

– Certo, só porque foi você que pediu quem pediu, Koichi...

Olhei em volta mais uma vez, até fitar aquele casal maluco que era praticamente impossível de serem irmãos ou até mesmo namorados. O rapaz tinha uma pele tão clara quanto seu cabelo, olhos azuis profundos, com uma pupila minuscula e seus dedos pareciam ter alguns pequenos calos, talvez por trabalho braçal ou coisa parecida, media 1,60 metros e usava um brinco prateado com uma faixa vermelha no fim. A garota era mais diferente, possuía cabelos roxos e olhos roxos também, sua pele era de uma tonalidade normal, nem palida nem bronzeada, e tinha um sorriso maldoso posto em seu rosto com firmeza, medindo 1,72metros, muito maior que o rapaz, que em comparação a ela, era um anão. Após uma breve vista de olhos neles me sentei no banco mais proximo, segurando o braço esquerdo com força, por onde começará a sair sangue devido a força do chicote.

– Quem são vocês e oque querem comigo? Porque estou aqui? Oque diabos era aquela coisa e oque ela fazia na minha escola?

Saiuko e Koichi se entreolharam, suspirando e depois se virando para o resto do grupo.

– Pessoal, escutem aqui um pouco — Iniciou Saiuko. — Koichi trouxe um meio-sangue de uma escola daqui de Atlanta e como nossa missão era recrutar todos os meio-sangues possíveis para os Cavaleiros Vermelhos, temos ao todo 3 recrutados hoje, oque foi um grande avanço devido as duas mortes de ontem... Não é mesmo, Trevor?

– Hey, não foi culpa minha, aquela Górgona transformou-os em pedra antes que eu pudesse fazer algo!– Protestou um rapaz gorducho no meio dos cavaleiros.

Koichi não conseguiu conter um risinho, porém o "silêncio" em que a sala havia se tomado logo era interrompido pela voz do Sr. Brunner.

– Parece que sua ida ao banheiro foi meio longa, não?– Perguntou ele, adentrando pelo portal em sua cadeira de rodas e com Alex logo atrás dele.

– Ahn... Senhor, me desculpe, é que eu vi uma coisa estranha do lado de fora e...

– Não precisa se explicar, eu já sei de tudo– Interrompeu o sr. Brunner, com um olhar sério.

– Você contou a ele não foi?!– Bradei para Alex, que revirou os olhos, um tanto envergonhado.

– Não tem problema... A vida de um meio-sangue é assim, sempre foi, não é mesmo meus alunos?– Perguntou sr. Brunner para todos ali presentes, e eles responderam quase em uníssono "SIM SENHOR, QUIRON SENHOR!". Sr. Brunner deu uma risadinha e se levantou de sua cadeira de rodas, oque eu achei meio estranho, porque no começo ele tirou seus sapatos, onde deviam estar pés estavam cascos de cavalo, e onde deveria estar seu assento na cadeira de rodas estava um vazio enorme, revelando a parte de trás de um corcel branco.

– U-Um... Centauro? – Perguntou Alex. — Sr. Brunner, você é o Quíron das histórias da mitologia?

Sr. Brunner pareceu surpreso por pelo menos alguém realmente prestar atenção em suas aulas de história em um colégio publico.

– Muito bem, acho que é hora de vocês dois se apresentarem, não é, Dante?– Disse ele em um tom irônico, esperando alguma resposta.

Com um suspiro me levantei e fitei todos ali na sala.

– Eu sou Dante Morgenstern, 14 anos, filho adotivo de Edward e Clary Morgenstern... Esse é meu meio-irmão, Alexander Morgenstern, somos daqui de Atlanta, ambos temos dislexia e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, ele mais do que eu, ou simplesmente TDAH, somos de Atlanta e vivemos na parte rica da cidade, em uma cobertura de 16 andares...

Pode-se ouvir alguns garotos do fundo reclamando com alguns "Riquinhos, Metidos, Filhinhos de Mamãe", mas não me incomodei com aquilo. Fitei Quiron com o olhar sério e ele se virou para o grupo, com a mão levantada pedindo silêncio.

– Dante é um aluno meu, eu sabia que havia uma enorme concentração de forças aqui, e esta na cara que vinha dos irmãos Morgenstern, e se não se importarem, quero que eles se juntem aos Cavaleiros Vermelhos. Como vocês bem sabem eu irei voltar ao Acampamento em dois dias, e você junto comigo, e espero que até lá todos vocês se deem bem. – Quiron fez uma pausa para respirar e continuou. — Também quero que algum de vocês leve Dante e Alex para casa, eu já manipulei a névoa na escola, ninguém saberá que vocês estiveram lá durante o ataque do Minotauro.

– Névoa?– Perguntei para Koichi porém ele não me respondeu. Agora Quiron, que já havia "sentado" em sua cadeira de rodas extra-dimensional, começou a sair pela porta invisível do beco e seguiu até a escola. - Espere um pouco, se isso, pelo lado de dentro, é uma "mansão" de luxo, como ninguém consegue entrar ou vê-la?

– Isso é como se fosse uma barreira que nos protege aqui dentro, isso é praticamente um esconderijo de meio-sangues, a unica forma de entrar aqui é pelo Labirinto de Dédalo, que foi destruído a mais de cinco anos pelo próprio Dédalo, desde então viemos trabalhando em outras formas de entrar no esconderijo e acabamos por parar aqui.– Explicou Saiuko, ignorando Koichi que estava prestes a responder a pergunta.

– Ainda não nos disseram oque é essa tal Névoa.– Disse Alex, se aproximando do grupo com o olhar atento que fora visto na aula do sr. Brunner.

– A Névoa é uma força mística que distorce a visão mortal, impedindo que eles vejam as coisas do nosso "mundo". Porém tem uma exceção, alguns mortais conseguem ver através da névoa quando na adolescência, já que na maioridade fica mais difícil se concentrar e ver através dela.– Disse Koichi, tentando encerrar aquele assunto logo de uma só vez.

– Então... Oque faremos agora?– Perguntei sem ter a menor ideia do que fazer a seguir.

– Esperamos.– Disse Saiuko.

***

Os dois dias que Quiron havia falado passaram rapidamente e os preparativos para a partida estavam prontos, havia apenas uma coisa que havia faltado ser confirmada... Avisar para mamãe onde estávamos indo. Caminhamos pelas ruas de Atlanta por quase uma hora, quando achamos a cobertura dos Morgenstern e ao tocar a campanha fomos surpreendidos por nossa mãe. Ela abraçou a mim e a Alex com força, enquanto Koichi, que havia vindo nos acompanhar, revirava os olhos quase vomitando de tanta "felicidade" que ele via.

– Eu estive tão preocupada, Quiron me disse que vocês estavam bem mas me forcei a acreditar nisso!– Lagrimas escorriam pelo rosto de Clary, e colocando a mão atrás de sua cabeça abracei-a com força.

– Calma mamãe, estamos bem, foi o ataque de um Minoseiladasquantas, mas estamos bem. Então, quem é o pai do Alex?

Ela olhou para Alex e depois para mim, foi quando percebi sobre oque se tratava a aula do sr. Brunner, ele falara sobre o pai de Alex.

– Você quer dizer... Que o pai dele é o Deus do Sono Eterno? Hypnos?

– Bom, se lembra quando eu falei que ele colocava qualquer mulher para dormir em seus braços? Então, é exatamente por isso...– Disse Clary meio envergonhada.

– Então era por isso que você sempre dizia que Edward não era meu pai... Além de não sermos nem um pouco parecidos, meu pai é um Deus Grego... – Proferiu Alex, olhando para baixo um tanto cabisbaixo

– Querido, eu fiz isso para proteger você, o quanto mais você soubesse sobre si mesmo mais difícil seria para você ter uma vida normal.

Alex estava prestes a protestar, quando um enorme MUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU! e a explosão de um carro fez a rua toda tremer. Koichi se colocou em posição de guarda e a cicatriz em seu rosto e seu olho esquerdo tomaram um brilho avermelhado, enquanto seu bracelete de prata se transformava na foice Shredders. Em menos de um minuto pudemos ver a silhueta de um homem-touro super furioso na esquina, pronto para avançar contra nós mais uma vez. Nos entre-olhamos e decidimos que era hora de correr pra valar.

– Mamãe, entre, nós cuidamos disso.– Disse Alex, sério.

Clary não discutiu, fechou a porta a sete chaves e se escondeu dentro de casa enquanto os três semi-deuses se preparavam para lutar contra o Minotauro. Alex segurava um arco-e-flecha em formato de meia-lua que lhe fora dado por Quiron na noite anterior durante uma mini-aula de arco-e-flecha, Koichi utilizava sua sempre confiável foice Shredders, enquanto eu simplesmente usava uma espada de bronze celestial qualquer que encontrei sobrando no estoque. Sem saber oque fazer o monstro avançou, 30 toneladas de músculo e 2 gramas de cérebro estavam indo em nossa direção, não sabíamos oque fazer... Era tudo ou nada naquele momento, três contra um, e ainda assim estávamos em desvantagem numérica, tanto em peso quanto em tamanho.

Next Chapter of PJO — Dreams or Death: Luto com uma vaca até a morte!

Notas finais
Agora que chegou até o final custa comentar oque gostou, oque não gostou, oque está faltando e oque podia melhorar? Por favorzinho né... =3