Notas iniciais
Uma capítulo mais curto, mas com informações importantes. Espero que gostem! Ah, e saibam que este será o único capítulo curto. Apenas o fiz assim para destacar a visita de Atena...

Os dois dias seguintes passaram sem grandes ameaças. Annabeth me evitou no começo, mas depois começamos a voltar ao normal. Ou seja, conversávamos, mas quase nunca conseguíamos terminar a conversa sem querer estrangular um ao outro. O assunto de Luke não veio mais à tona.

Annabeth estava ficando um pouco paranóica.

– Percy, é muito estranho ainda não termos sido atacados... – disse ela

– Os lestrigões que quase te mataram não contam? – indaguei

– Mas não foram eles que vieram atrás de nós. Aproximamo-nos de sua base e eles defenderam-se. Foi defesa, não ataque. Entendeu a diferença? – ela olhou para mim, esperando.

– Hã...

– Além do mais, todos os monstros, como serpentes marinhas, nos ignoram!

– Talvez elas sejam passivas. Não estejam do lado de Cronos... – sugeri, esperançoso.

– Mas algo já devia ter vindo – ela olhava para trás, como se esperasse que algum monstro surgisse. O que era bem possível

– Cronos é ardiloso. Ele pode querer que pensemos que não há perigo e, quando deixarmos alguma brecha, nos atacar.

– Acho que não é isso. Acredito que ele guarda o maior perigo para o final...e nos quer vivos para enfrentá-lo – especulou Annabeth.

Que desafio tão terrível seria esse que fizera o Senhor dos Titãs adiar nossa morte, só para nos ver enfrentá-lo? Isso era assustador.

– Torça para que esteja errada – disse a Annabeth

Isso era um conflito de ideias para ela. Annabeth odiava estar errada, mas também não queria enfrentar esse perigo que especulava.


Mais tarde, recebemos uma visita inesperada.

Estava anoitecendo e nós observávamos as estrelas, quando uma luz iluminou o navio. Fechamos os olhos com a claridade e, quando os abrimos, uma mulher de cabelos pretos e olhos cinzentos estava parada na proa.

– Mãe! – gritou Annabeth.

– Olá, Annabeth! E...Percy – não sei porque, mas ela parecia não gostar muito de mim

– Mãe, não quero ser grosseira, mas...Por que está aqui? – Annabeth perguntou

– Precisava contar-lhe uma coisa- começou Atena, olhando apenas para sua filha, como se eu não existisse – Sei que não posso interferir em missões, mas é importante. Percebi que você está perguntando-se por que nada os atacou ainda.

Annabeth assentiu.

– Nada os atacou por que Cronos quer que cheguem ao ciclope vivos – explicou Atena.

Isso me desconcertou.

– Mas...por que? – perguntei – Ele não quer que Bruce se junte à sua tropa? Por que iria querer que nós o achássemos primeiro e, com sorte, o convencêssemos a juntar-se aos deuses?

– Você já tem a resposta: com sorte – disse Atena – Cronos está apostando que vocês não terão essa sorte. O que eu, francamente, também não acredito que não terão...

– Obrigado pelo apoio – murmurei

– Se falharem – continuou ela, como se eu não houvesse interrompido — Cronos ganhará vantagem, pois terá um argumento para convencer o ciclope. Poderá dizer a ele que os deuses o estão coagindo e, então, o ciclope ficará contra nós.

– Mas, se ganharmos, Cronos ficará sem suas armas. Ele não se arriscaria assim se não tivesse certeza de que iríamos falhar – concluiu Annabeth

– Exatamente, minha filha. Vejo que meus filhos são inteligentes.

Atena olhou para mim pelo canto do olho, como se disesse: Ei, você é burro! O que acho que queria mesmo dizer.

– Era sobre isso que eu precisava lhes informar — disse ela – Agora, vou deixá-los completar a missão. Boa sorte, vocês precisam. E, antes que eu me esqueça...Percy, como você não atendeu ao pedido que fiz no solstício de inverno, eu repito: fique longe da minha filha.

Eu corei, mas Annabeth me superou, ficou extremamente vermelha.

Então, Atena assumiu sua forma divina e nós desviamos o olhar.

– Despedida legal – observei

– Vamos voltar a vigiar, Cabeça de Alga.

– Mas ela disse que Cronos não vai mandar nenhum monstro! – retruquei

– Não importa, vamos vigiar...


Notas finais
Obrigada por ler. Deixem reviews com sugestões e ideias, posso acrescentá-las à história!