Notas iniciais
Obrigada a todos os comentários! Bom, acho que vão gostar desse capítulo... Por favor, deixem reviews!!!

Ficamos sentados olhando o mar em silêncio durante uma hora. Então, Annabeth caiu no sono e, inconscientemente, apoiou-se em meu ombro.

Esperei até que ela acordasse, o que não demorou muito. Acho que meu ombro não é muito confortável. Quando viu onde estava deitada, corou e pediu desculpas. Eu apenas sorri.

Ela resolveu deitar-se e eu fiquei de guarda. Não vi nada e resolvi não acordar Annabeth para o próximo turno. Ela precisava descansar, eu ficaria no seu lugar.

Quando amanheceu, peguei algumas barrinhas de cereais. O pão havia acabado.

– Ótimo – resmunguei – Que refeição boa...

– Do que está reclamando, Cabeça de Alga? – perguntou alguém atrás de mim

Era Annabeth. Havia tomado banho e penteado o cabelo. Estava muito bonita.

– Hã...

Ela levantou a sobrancelha.

– Quer dizer – corrigi-me – Estava reclamando de ter que comer barrinhas de novo!

Ela sentou-se ao meu lado.

– Fique tranquilo. Logo vamos chegar ao acampamento — disse

– Se sobrevivermos — observei

– Não seja tão pessimista, Percy. Talvez o ciclope nos escute.

– Não sei, Annabeth. Estou com medo. Acho que não devia ter te colocado nesta missão — confessei

– O quê? Somos uma equipe, lembra?

– Essa frase é minha – eu ri

Ficamos em silêncio por algum tempo.

– Annabeth, posso fazer uma pergunta?

– Sim?

– Você pretendia se juntar às Caçadoras?

Seu rosto assumiu uma expressão séria.

– Sim, Percy. Pretendia – ela concordou

– É por que não se juntou?

– Acho que você sabe a resposta.

– Não, não sei — admiti

Ela me encarou.

– Percy, foi por sua causa. Depois que você me salvou, eu comecei a duvidar se queria mesmo ser uma donzela eterna.

– Hã... – eu não sabia o que dizer – Bom, eu agradeço por não ter feito isso.

Ela colocou uma mecha do cabelo atrás da orelha.

– Só isso que me diz? Eu mereço muito mais por ter recusado a imortalidade por sua causa.

Isso me pegou de surpresa.

– O que você quer que eu faça para demonstrar minha gratidão? — perguntei

– Bom, você não terminou o que ia falar antes de sermos atacados pelos lestrigões. Talvez, se valer a pena o que disser, eu aceite como um bom agradecimento.

Eu estava perdido. Não sabia o que falar.

– Onde eu estava? – perguntei

– Você estava dizendo o que sente por mim.

– Eu...eu... – gaguejei

– Você pode fazer melhor que isso.

– E você não está ajudando! – acusei

– Mas eu já disse o que sinto.

– Se me permite dizer, eu não entendi muito bem o que você sente. Poderia repetir?

Ela sorriu.

– Alguém está ficando muito convencido!

– Acho que não é novidade que eu não entenda o que você diz! É complicado conversar com você, tenho que pensar em cada palavra que falo!

Ela parecia envergonhada.

– Mas vale a pena – completei

Annabeth sorriu e isso compensou tudo.

– Então, vai me dizer explicitamente o que sente ou não? – indaguei

– Eu já disse, Cabeça de Alga! E não me faça repetir.

– Então, sou eu quem fala agora? – perguntei

– Exatamente – ela respondeu.

– Como eu dizia antes de sermos interrompidos, sinto por você o mesmo que disse sentir por mim.

Ela parece gostar disso, pois sorriu.

– Bom, foi uma boa resposta, mas ainda não é suficiente.

– O quê? – indaguei. Saiu um pouco alto demais – O que você quer que eu faça?

Annabeth me olhou de esguelha, analisando-me. Então inclinou-se em minha direção, aproximando-se cada vez mais. Meu coração disparou...

E alguém atrás de mim pigarreou.

Meu único pensamento foi: Ah, cara! Não dá para esperar um pouco...Mas era tarde demais. Annabeth abriu os olhos e afastou-se rapidamente.

Eu me virei e vi uma Mensagem de Íris do Acampamento Meio-Sangue. Era hora do café da manhã e todos os campistas estavam no pavilhão de refeitório. Muitos nos olhavam boquiabertos. Outros seguravam a risada e alguns, como os campistas de Ares, riam alto.

– Interrompemos alguma coisa? – perguntou Clarisse. Todos os campistas de Ares gargalharam.

Annabeth estava muito vermelha.

– Quietos, pestinhas! – gritou o Sr. D – Ou transformo todos vocês em golfinhos!

Todos se silenciaram.

Quíron batia os cascos no chão, pouco à vontade. Um pedido de desculpas expresso em seus olhos.

– Hã – começou – Percy, Annabeth. Desculpe-nos a aparição repentina, mas precisávamos saber da missão.

Annabeth contou tudo. A falta de ataques, a visita de Atena e o plano de Cronos.

– Cronos está fazendo uma jogada arriscada – disse Quíron — Isso significa que vocês devem ter mais cuidado na presença do gigante. Posso lhes dar algumas dicas. Quando o encontrarem, não deixem as armas à vista, pois ele se sentirá desafiado. Porém, mantenham-nas a fácil alcance, caso ele os ataque. Comecem contando o plano de Cronos e digam que ele não precisa se unir ao deuses, pode ficar livre. A única coisa que precisa fazer é não aliar-se a Cronos. Assim, ele não se sente pressionado. Outro item importante: caso ele não aceite, fujam É quase impossível lutar contra Bruce.

Annabeth e Quíron trocaram mais algumas ideias.

– Agora precisamos voltar para nossas atividades– disse o centauro – Mais uma vez, desculpem-nos pela interrupção – Muitos campistas riram – E boa sorte!

Ele agitou a mão e a mensagem sumiu.

– Bom... – falei – Agora sabemos que não poderemos lutar contra o ciclope.

– Mantenha o foco, Cabeça de Alga – disse Annabeth, que ainda estava vermelha.

Vi que ela não queria falar sobre o que estava prestes a fazer...antes de sermos interompidos. Como não queria brigar com Annabeth de novo, me calei.

Notas finais
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