Percy Jackson e o Ciclope (Percabeth)
7 Chegamos à ilha
Notas iniciais
A tarde foi silenciosa e passou rapidamente. Ao anoitecer, avistamos uma baía: era a ilha de Bruce.
Fiquei impressionado, pois imaginava que encontraríamos uma ilha deserta e pequena, mas esta era enorme e possuía uma cidade igualmente grande. Ao redor dos edifícios do lugar, uma mata fechada se estendia.
- Isso é a ilha do ciclope? – perguntei
- É, chegamos à ilha de Bruce – respondeu Annabeth
- Não era para ser um lugar deserto?
- Alguns gigantes sabem se esconder, Percy. Além do mais, no interior da ilha, a cidade acaba e dá lugar ao esconderijo de Bruce.
- Não quero nem ver o lugar – resmunguei
- Venha, Percy. Temos que ir a pé – disse Annabeth, mal humorada.
Para minha infelicidade, não pudemos ir pela cidade e pegar um táxi. É mais fácil seguir o caminho pela mata, dissera Annabeth. Eu não entendi, mas não perguntei nada. Vá entender...Agora iríamos demorar mais para chegar.
Depois de percorrer um bom caminho, meus pés estavam doendo e resolvemos parar. Sentamo-nos debaixo de uma árvore enorme e abrimos nossas barrinhas.
Annabeth não falava nada e eu resolvi quebrar o silêncio.
- Por que disse que é melhor não ir pela cidade? — perguntei
- Percy, não acha estranho uma cidade no meio do nada? Como os humanos encontraram essa ilha? – disse ela
- Bom, eles pegaram um barco e vieram até aqui.
Annabeth revirou os olhos.
- Isso é porque não são humanos. São monstros.
Engoli em seco.
- Pensando bem, não vejo problema em vir pela mata.
Ela sorriu.
- Percy, eu, hum... – começou
- Pode falar – incitei
- Eu gostaria de pedir desculpas pelo meu distanciamento — confessou
- Não precisa se desculpar. As coisas estão meio...confusas.
- Acho que ontem só compliquei as coisas.
Percebi que ela falava do que estivera prestes a fazer antes de sermos interrompidos.
- Você não tem culpa de nada – consolei-a
Ela não falou nada, mas parecia agradecida. Depois de um tempo, perguntou baixinho:
- E o que fazemos agora?
Ela me encarou e eu gelei. Não tinha a mínima ideia do que falar.
- Eu...hum... Acho que devemos tentar voltar ao que era antes...Sabe, sem brigas...
Annabeth sorriu.
- Qual é a graça? – perguntei – Você não está descomplicando nada rindo de mim!
Agora ela ria de verdade.
- Talvez o que era antes não fosse exatamente o melhor – disse
Eu não tinha a mínima ideia do que ela falava. Então, ela começou a se aproximar...e me beijou.
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