Notas iniciais
Desculpa a demora, não vou pedir para me perdoarem pois certamente vou demorar a postar de novo, pois a faculdade não esta ajudando e meu bloqueio mental sumiu ontem e tentarei escrever o mais rapido possivel, mas não sei quando ele vei voltar, e bem como disse nos avisos, os personagens que estão fazendo participação especial começaram a aparecer e espero que gostem

Pov. Percy

Já se haviam passado dois meses desde que eu viera para a caçada. Bem, pelo menos o clima hoje estava perfeito até agora, ameno e sem nenhuma das brincadeiras das caçadoras — por enquanto —, mas nem sempre fora assim. Mesmo evitando-as ao máximo, elas viviam aprontando. Nunca pensei que seria fácil conviver com elas e protegê-las; só pela recepção que tive, já imaginei o que poderia vir depois: armadilhas me aguardando ao redor do acampamento, olhares atravessados e acusadores, cochichos, indiretas e até ficar na mira das armas delas várias vezes, sempre desviando pelas sombras para evitar brigas e mortes — principalmente para elas, pois, certa vez, Atena me mandou uma mensagem dizendo que minha mãe estava de olho na caçada, para ter certeza de que eu não seria machucado, porque, se fosse, as caçadoras desejariam ter ido para os Campos de Punição. Ao ler isso, sempre tento evitá-las ainda mais do que já o fazia. Mas, ao ver um grupo de ciclopes ao longe, seguido por um pequeno exército de monstros menores, fui obrigado a ir ao acampamento.

Entrei no acampamento pela frente, já prevendo as flechas que seriam disparadas contra mim. Desviei de todas as que vi, mas algumas vieram de um ponto cego, onde quase fui atingido, se não fosse por Edwirgens, que piou ao vê-las, e, no último segundo, usei minhas sombras para fazê-las passar por mim, mas não fui rápido o suficiente, porque vi que duas flechas chegaram a me arranhar. Quando olhei, percebi que quem as tinha disparado fora Thalia e Ártemis, que fingiu não ter feito nada e nem saber o que as caçadoras estavam fazendo — certamente para que eu reclamasse, e assim ela pudesse ter um motivo para me transformar em algum híbrido de animal, o que ela gosta de fazer. Mas eu não lhe daria esse gosto, ainda mais hoje. E, ao olhar feio das caçadoras por eu ter escapado, virei-me para Ártemis e disse:

— Lady Ártemis, está se aproximando, a mais ou menos quinhentos metros do acampamento, um pequeno exército de monstros liderados por um grupo de ciclopes — nisso, percebo a surpresa estampada no rosto das caçadoras, ainda mais porque não estavam preparadas para aquilo, tinham sido pegas desprevenidas. Então continuei: — Irei interceptá-los, para que as caçadoras possam se preparar com mais tranquilidade.

E, sem esperar resposta, mandei Edwirgens para um galho próximo, sabendo que nada aconteceria a ela, pois tanto Ártemis quanto as caçadoras sabiam que era um animal sagrado a Atena e que estava sob constante vigilância e proteção dela, e pulei numa sombra, sem nem mesmo pensar, indo para a luta, já imaginando como acabaria com aquele exército. Ao sair da sombra, já estava no meio do grupo de ciclopes, e, antes mesmo de eles me notarem, já tinha invocado a espada de ferro estígio em forma de anel, assim como uma de ferro comum, para me auxiliar, e já tinha despachado dois dos quinze ciclopes ali. Gritei então para os outros:

— Para serem tão burros assim e nem conseguirem acertar um semideus, devem ser filhos da pior parte de Poseidon — depois de dizer isso, ouço um trovão enorme, além de sentir um terremoto, uma demonstração da fúria de Poseidon pelo que eu disse. Ao que sorri, e continuei a falar: — Vamos fazer um jogo: aquele que me acertar primeiro poderá me ter como jantar, além de fazer o que quiser comigo — isso, é claro, se ao menos conseguirem me alcançar.

Depois disso, só ouvi os gritos de indignação dos ciclopes, que pegaram os seus bastões cheios de pregos de bronze celestial e tentaram me acertar. Desviei prontamente e corri rumo ao exército que vinha logo atrás deles, esquivando-me dos golpes dos ciclopes enfurecidos, que acertavam o exército sem nem hesitar, tentando me atingir, fazendo assim com que os monstros virassem poeira, o que facilitava imensamente o meu trabalho, já que só precisava desviar dos ciclopes e do exército de monstros. Depois de um tempo, todos os monstros já tinham virado poeira, só faltavam os ciclopes, aos quais me virei e disse:

— Como esperado, vocês não me acertaram, então darei a vocês uma segunda chance, só que, dessa vez, irei partir para cima de vocês.

Depois disso, parti para cima deles e usei a raiva deles a meu favor: enquanto pulava sobre a cabeça de um, outro já o atacava com o porrete, e eu desviava, aproveitando para atacar aquele também, e assim fiz um pandemônio naquele lugar. Depois, vi uma chuva de flechas prateadas, e soube que as caçadoras tinham chegado e estavam atacando. No final, eu matei dez dos quinze, enquanto as caçadoras mataram o resto. Ao olhar para mim, Ártemis estava com uma cara espantada, e pude perceber que ela sabia que eu tinha ofendido Poseidon e que não me importava, sem contar que as flechas das caçadoras também não tinham me acertado, já que eu as desviava com as sombras quando estavam prestes a me atingir, e saí ileso daquele confronto. Ela se virou para mim e disse:

— Agora entendo por que meu tio não queria propor um guardião na reunião do conselho: primeiro, como já havia constatado, porque certamente meu pai e Poseidon colocariam um homem que morreria no primeiro dia, ou que não resistiria a um ataque de monstro; e, segundo, porque você não respeita nenhum deus, não é mesmo? — Eu respeito os deuses, sim, Lady Ártemis — respondi a ela — mas só os que realmente merecem respeito, como meu pai, vossa senhoria, Hestia, Deméter, Atena, Hera, entre alguns outros, mas, para aqueles que não merecem respeito, não demonstrarei nenhum — e, antes que ela pudesse falar dos castigos que os deuses poderiam me fazer sofrer, eu disse: — Não me importo com o que eles possam fazer, pois só estou aqui a pedido de Caos, e ele está impedindo qualquer coisa que tentem contra mim, e, se me der licença, tenho que fazer a ronda até que as caçadoras voltem ao acampamento, para que não haja nenhum outro ataque, e, no final, mandarei o relatório do perímetro para a senhora através de Edwirgens — dizendo isso, desapareci nas sombras e reapareci numa árvore ali próxima, e comecei a minha ronda.

Pov. Ártemis

Ao chegar ao acampamento, Guardião escapou das flechas que as caçadoras e eu lançamos nele, e percebi que só escapou da minha e da de Thalia graças à sua coruja, que fora dada por Atena, mas, mesmo assim, elas o pegaram de raspão. Fingi que não tinha visto o que as caçadoras fizeram, e nem que eu tinha participado, mas vi em seus olhos — a única coisa visível por baixo das suas vestes — que ele sabia que eu tinha participado, mas que não diria nada sobre isso. E, quando falou, disse algo que surpreendeu a mim e às caçadoras:

— Lady Ártemis, está se aproximando, a mais ou menos quinhentos metros do acampamento, um pequeno exército de monstros liderados por um grupo de ciclopes. Irei interceptá-los, para que as caçadoras possam se preparar com mais tranquilidade.

E, antes que eu pudesse dizer algo contra aquilo, para não parecer que as caçadoras tinham sido pegas desprevenidas, ele enviou a sua coruja para uma árvore próxima e desapareceu nas sombras. Então disse às caçadoras:

— Preparem-se para a batalha, eu irei atrás desse exército, pois certamente o nosso guardião não poderá lidar sozinho com ele.

Dizendo isso, teletransportei-me para uma colina próxima ao exército, e o vi destruir dois dos quinze ciclopes e insultar Poseidon, como se não o temesse, mesmo diante das demonstrações da sua fúria, e desafiar os ciclopes a acertá-lo. Pensei que ele era burro, e já estava prestes a entrar na luta, quando percebi a sua verdadeira intenção: ele estava fazendo com que os ciclopes destruíssem o exército de monstros, facilitando assim a luta, ainda mais porque as caçadoras realmente tinham sido pegas de surpresa, e, se não fosse pelo aviso dele, poderíamos até vencer, mas ao custo de várias vidas das caçadoras. Fiquei observando-o, e, depois de um tempo, as caçadoras chegaram, e mandei que ficassem ao meu lado e observassem também, para ver como ele se sairia, e se, com sorte, a sua capa saísse do lugar e víssemos quem ele realmente era. Mas parecia que aquela bendita capa estava colada ao seu corpo, pois, nem com todos os desvios que fez para salvar a própria vida, ela saiu do lugar. Depois de um tempo, só restavam os ciclopes, e ele disse que daria mais uma chance para que o acertassem, mas que agora também atacaria, e assim o fez, fazendo com que um ciclope se voltasse contra o outro, aproveitando para matá-los. Mandei minhas caçadoras atirarem suas flechas para acertar os monstros, mas, do jeito que ele estava lutando, ele mesmo acabaria sendo atingido ou morto por uma. Bem, infelizmente, não podia fazer muita coisa contra isso, e também ataquei. No final, os ciclopes foram mortos, e ele estava intacto: desviou tanto das flechas quanto dos ciclopes e saiu ileso, matando um total de dez dos quinze, sendo que eu matei três e as caçadoras os outros dois. Então, espantada, disse a ele:

— Agora entendo por que meu tio não queria propor um guardião na reunião do conselho: primeiro, como já havia constatado, porque certamente meu pai e Poseidon colocariam um homem que morreria no primeiro dia, ou que não resistiria a um ataque de monstro; e, segundo, porque você não respeita nenhum deus, não é mesmo? — Eu respeito os deuses, sim, Lady Ártemis — ele me respondeu — mas só os que realmente merecem respeito, como meu pai, vossa senhoria, Hestia, Deméter, Atena, Hera, entre alguns outros, mas, para aqueles que não merecem respeito, não demonstrarei nenhum — e, antes que eu pudesse adverti-lo dos castigos que os deuses poderiam fazê-lo sofrer, ele continuou: — Não me importo com o que eles possam fazer, pois só estou aqui a pedido de Caos, e ele está impedindo qualquer coisa que tentem contra mim, e, se me der licença, tenho que fazer a ronda até que as caçadoras voltem ao acampamento, para que não haja nenhum outro ataque, e, no final, mandarei o relatório do perímetro para a senhora através de Edwirgens — depois disso, ele sumiu nas sombras, reaparecendo ali perto, numa árvore, e começou a sua ronda.

Fiquei pasma com ele. Nunca vira um humano enfrentar os deuses assim, sem medo, mesmo tendo outra divindade a protegê-lo — e, claro, a que o protegia poderia ser Caos —, mas, quando ele falou, não vi nenhuma arrogância nele, somente algo parecido com desconforto e tristeza, o que me surpreendeu ainda mais, pois o que teriam feito meu pai Zeus e Poseidon, além de outros deuses, para que ele ficasse assim, e ainda mais o que eu e as outras deusas que ele citou teríamos feito para que nos respeitasse assim, como a Hades e, ao que parece, a alguns outros deuses? Mas saí dos meus devaneios quando minha tenente perguntou, diante de toda a caçada:

— Como assim, a pedido de Caos, e ele o está protegendo?

Virei-me para elas e percebi que, por observá-lo, achando que estava prestando atenção em tudo, por causa disso, e daqueles olhos misteriosos, parecidos com os de Perseus, eu não tinha percebido nem questionado a principal parte. Então falei às minhas caçadoras as partes de que sabia:

— Bem, vou esclarecer o que sei — digo. — Algumas coisas precisamos questioná-lo a respeito, mas, quando fui ao submundo e Hades me disse que iria colocá-lo como guardião da caçada, ele revelou que outra guerra estava prestes a começar, e que já tinha começado a se preparar para ela, mas quem lhe disse isso foi o próprio Caos, que, ao que parece, está do nosso lado, e falou que o Tártaro está contra nós nesta guerra, e, ao que parece, alguém superior a ele — então não sei dizer quem poderia ser. Ele também disse que esse garoto só veio ajudar por causa de Caos, que lhe pediu, e que ele não nos trairia, porque o seu defeito fatal é a lealdade. Assim como vocês, fiquei desnorteada, e, por isso, deixei passar essas coisas, e já até pensei que Caos poderia estar por trás disso e o tivesse mandado para nos destruir, mas ele fez um juramento por Caos e pelo Estige de que nos protegeria com a sua vida, ou até mesmo na morte, e, por isso, tenho certeza de que Caos não está contra nós — e, como percebi que Diana, que sempre parecia a menos chocada, mesmo assim chocada, ia perguntar por que eu não tinha lido a mente dele, disse: — E, antes que me perguntem por que não li a sua mente, eu estava tão estática que esqueci de fazer isso, e, bem, creio que, por estar longe agora, não consigo lê-la, mas, assim que ele aparecer de novo, irei ler.

Nisso, Thalia disse imediatamente, com esperança nos olhos:

— Seu defeito fatal é a lealdade? Mas esse é o defeito dos filhos de Poseidon, e não de Hades. — Eu sei, Thalia — respondo a ela, já triste por ter que destruir as suas esperanças — mas isso não vale para todos. Por exemplo, o filho de Poseidon que está no acampamento tem como defeito fatal a arrogância, sem contar que ele, pelo menos, como ele mesmo disse, é um mortal, e os mortais não estão presos a essas regras, e o único que poderia ser ainda está preso.

Depois disso, mandei as caçadoras voltarem para o acampamento, enquanto eu ainda fiquei um tempo olhando o campo de batalha, que já tinha terminado, e pensei que, querendo ou não, ele merecia crédito, pois não só avisou as caçadoras de um ataque iminente do qual não estávamos próximas, como também não se gabou disso e se lançou na luta sem nem hesitar, para protegê-las. Usou a sabedoria para derrotar o exército e os ciclopes, tanto que acho que foi abençoado por Atena, ainda mais por ter sido presenteado por ela com uma coruja, que é seu símbolo sagrado, o que reforçava ainda mais isso. Desviou-se com elegância das flechas e dos porretes dos monstros, saindo ileso da luta, sem contar que matou a maioria deles e nem se vangloriou, e seu combate era muito bom, comparável ou até superior ao das caçadoras. A única pessoa que imaginava que pudesse ser tudo isso seria o próprio Perseus... Comecei a imaginar, então, se Perseus estava mesmo no Tártaro, ou se não tinha sido salvo por Caos e treinado por ele... Mas, se realmente era ele, por que não tinha dito a Thalia, pelo menos? Iria descobrir isso a qualquer custo, porque, se realmente fosse ele, esse garoto poderia muito bem ser o herói da profecia, pois, para mim, esse menino parecia ser o maior e melhor herói existente. Mas, é claro, não admitiria isso, ainda mais para ele, não até descobrir quem ele realmente era...

Pov. Desconhecido

Numa sala do trono longe dali, estavam reunidos todos os titãs e gigantes, além de alguns primordiais, para ouvirem as minhas ordens, que, mesmo não estando liberto, já estava à frente do meu exército. Virei-me para o rei dos titãs, Cronos, e disse:

— Você me decepcionou, Cronos — vejo-o tremer todo, e me animo um pouco. — Mandei para você uma simples tarefa: destruir a caçada, ainda mais porque elas estariam indefesas, e, no fim, você falhou miseravelmente. — Lorde Vácuo — ele começa, tentando se desculpar — isso teria acontecido sem nenhum problema, senhor, mas, se aquele homem, que, por algum motivo, está na caçada como se fosse um guardião, não tivesse interferido, elas já estariam todas mortas. Se o senhor me permitir, eu mesmo irei lá e acabarei com ele e com a deusa da caça, e não haverá mais nenhuma interferência... — Silêncio — já grito, interrompendo-o. — Você nunca conseguiria derrotá-lo — vi que ele não gostou do que eu disse, mas nunca ousaria me questionar. — Pelo menos esse fracasso serviu para me provar algo que já é útil: aquele garoto certamente é um dos discípulos do meu irmão Caos, já que dei um pouco do meu poder àqueles monstros, e ele os derrotou facilmente, e, pelo visto, ele já percebeu que estou despertando e já está fazendo o seu movimento.

Penso um momento, então digo:

— Farei outro movimento, Porfírion: mande alguns monstros para pegar a senhorita Donavan e trazê-la até mim, para que tenhamos mais um trunfo contra esses deuses de merda.

Assim que ele saiu, mandei todos saírem dali e me deixarem descansar em paz. Nisso, percebo que uma presença ainda permanece, oculta pelas sombras, então digo:

— Ordenei que todos saíssem, senhor Donavan.

Nisso, aparece Lucas Donavan e me diz:

— Você sabe que ele vai matá-la assim que tiver a chance, não vou trazê-la para você. — Então o que você fará em relação à sua irmã? — pergunto. — Você sabe que não deveria subestimar os filhos de Poseidon, tanto eu quanto minha irmã somos imprevisíveis — ele me respondeu, já saindo da sala. — Eu sei, mas ela não foi treinada para combate como você, e poderá muito bem estar desprotegida — digo a ele. — Nisso é que você se engana — ele me responde, rindo, e desaparecendo nas trevas, com o poder que lhe dei, e eu sabia que ele estava indo atrás da irmã, mas ouço-o dizer: — Ela nunca está desprotegida, mesmo que não saiba, e não digo isso por mim, mas por outro que a protege, alguém oculto.

Depois disso, ri, e pensei que aquilo seria interessante: uma variável que nem eu, nem Caos, estava controlando, e que poderia muito bem mudar o rumo desta guerra. Só precisava controlá-la, e, para isso, precisava da garota, e, assim que tivesse os dois irmãos Donavan em minhas mãos, não haveria outra alternativa para essa força oculta a não ser me ajudar, e, assim, o reinado de Vácuo começaria.

Pov. Ártemis

Estava no acampamento, junto das caçadoras, quando recebo uma Íris-Mensagem do meu pai, que disse:

— Ártemis, minha filha, há uma grande comoção de monstros passando por uma cidade próxima a você, e, ao que parece, eles estão perseguindo um semideus. Vá atrás deles, destrua os monstros e traga esse semideus para o acampamento, para que possa ser treinado, pois, pela sua aura, ele é forte e será de muita ajuda para nós — dizendo isso, ele desfez a mensagem, e, pelo jeito, ainda não sabia do guardião que eu tinha recebido do meu tio Hades.

Reuni as caçadoras para avisar que tínhamos uma nova missão, e disse que levaríamos Guardião, e que essa seria uma oportunidade de questioná-lo sobre a sua vida. Ao verem que elas concordaram em não atacá-lo quando chegasse, mandei uma mensagem telepática para ele, pedindo que viesse com urgência.

Pov. Perseus

Recebi uma mensagem de Ártemis, mandando que eu fosse imediatamente ao acampamento caçador. Pensei que tinha deixado passar algo nas minhas vigílias e fui imediatamente. Ao chegar lá, não fui recebido com flechas, o que achei estranho, e já me preparei para o pior, mas, ao ver a deusa da lua e as suas caçadoras me esperando, soube que era pior do que eu pensava, e achei que poderia ser mais um interrogatório. Então fui ver no que aquilo daria.

Mal cheguei, Ártemis já me perguntou:

— Por que você veio para cá a pedido de Caos, como o conhece, e por que ele te protege, e quem é você? — Primeiro — digo, já começando a falar, antes que ela dissesse mais — eu sou Guardião, como já disse anteriormente... — Eu quero é saber o seu nome verdadeiro — ela disse, interrompendo-me — pois, por todas as suas ações, você está me parecendo o Perseus Jackson, o semideus que deveria estar no Tártaro, mas que, por algum motivo, Caos deve ter salvado, e é por isso que você está aqui. Mas o que eu não sei é se isso é verdade, porque você não entrou em contato com a minha tenente, que é sua prima. — Para começar, não é a hora de eu falar o meu verdadeiro nome. Segundo, eu conheci Caos numa missão que fiz para o meu pai no Tártaro, e, no final, acabei falhando. Caos me ajudou e me treinou um pouco, e tenho uma grande dívida com ele, por isso vim a pedido dele, e é por isso que ele me protege contra os deuses, e é por isso que eu disse que não há nenhum castigo que os deuses pudessem me impor que fosse perturbador, pois eu já estive no próprio Tártaro. Mas, se isso é tudo o que a senhorita gostaria de saber, irei sair para fazer a ronda, antes que algo passe despercebido por mim — digo, já me virando para ir embora, mas sou interrompido pela exclamação de Ártemis, ao dizer: — Como você está me bloqueando, para que eu não possa ler a sua mente? — Como eu disse, Caos me protege contra qualquer coisa que os deuses façam, isso inclui ler mentes — minto, para não falar sobre minha mãe, e continuo — já estou indo... — Não é só isso — Ártemis me interrompe de novo. — Temos uma missão de Zeus, que, pelo jeito, não sabe da sua existência, pelo jeito Caos realmente não quer que você seja descoberto, o que me surpreende, mas, deixando isso de lado, um grupo de monstros está atacando uma cidade próxima, e está atacando um semideus desconhecido. Devemos destruir esses monstros e levar o semideus para o acampamento. — Já que as caçadoras vão, eu irei também, mas não espere que eu entre no acampamento dos semideuses, a minha missão é proteger as caçadoras, e somente isso — digo, já saindo, preparando-me para ir atrás desses monstros, mas algo me dizia que esse semideus, quem quer que fosse, seria importante, e que eu deveria protegê-lo também, e que ele surpreenderia a todos, de um jeito bom ou ruim. Não importava, seguiria o meu juramento e a minha intuição: destruir os monstros e salvar o semideus, e ver o que viria a seguir.

Saímos quando a manhã já estava terminando, e chegamos no início da tarde, quando vi os monstros. Mas o que mais chamou a atenção foi o semideus que eles estavam atacando, ou melhor, a semideusa, pois era uma menina, e, ao ver isso, nem escutei o que Ártemis estava dizendo, que certamente seria o nosso plano de ataque. Eu só agi automaticamente: pulei na frente dela, evitando o golpe do Minotauro, que tentava acertá-la com seu machado, e a olhei — mais especificamente, os seus olhos... olhos...

Notas finais
Agradeço e espero que continuem a acompanhar e gostar deixem comentarios para eu ver aonde eu preciso melhorar