Percy Jackson: O Retorno
4 KATIE
Notas iniciais
Katie havia se acostumado a viver no Acampamento Meio Sangue. Era uma vida boa. Ela lutava, escalava paredões de lava, ia no lago de canoagem e praticava muitas atividades ao ar livre.
Ela tinha participado da caça a bandeira. Seu lado havia ganhado, mas os filhos de Ares juraram vingança. Clarisse a chamou para uma luta até a morte.
-É uma luta até a morte mesmo? — perguntou Katie a Percy, no dia seguinte de manhã.
-Sim — respondeu Percy, e o ânimo de Katie despencou.
Estavam caminhando nos jardins do Acampamento. Fazia uma bela manhã ensolarada e tudo estava bem.
-Ei, Katie! — chamou Annabeth
-Sim?
-Quíron quer ver você
-Eu?
-Sim.
-Bem, então eu vou — disse Katie, e se foi.
Caminhou até a Casa Grande, onde Quíron a esperava com um pequeno embrulhe na mão.
-Bom dia Quíron — disse Katie
-Bom dia — disse Quíron
-Por que... me chamou? — perguntou Katie
-Preciso ter uma conversa com você. Vamos.
Então foram andar. Passaram pelos estábulos, onde os cavalos cumprimentaram Katie. A garota não achou estranho, pois seu pai, Poseidon, era o senhor dos cavalos.
-Como deve saber, você é uma semideusa poderosa — disse Quíron
-Sim
-E ainda não tem uma espada.
-N...não, senhor.
-Seu pai lhe mandou isto.
Quíron entregou a Katie um embrulho. A garota, sem perder tempo, abriu o embrulho. Dentro tinha...
-Um isqueiro — disse Katie infignada. — Isso é um isqueiro!
-Percy disse a mesma coisa quando ganhou a caneta dele — disse Quíron entre gargalhadas .
-E ele deveria ter razão! O que eu posso fazer com um isqueiro?
-Acenda-o
Katie então acendeu. O isqueiro, que era prateado, virou uma bela espada de 40 cm. A lâmina era prateada, e o punho, do mais belo couro. No punho tinha também, várias pedras preciosas, que so eram encontradas no fundo do mar.
-Nossa... é linda! — exclamou Katie
- E perigosa — falou Quíron — Seu nome é Kriptoris.
-Meu pai mandou isso?
-Sim
Katie agradeceu e depois entrou na floresta. Caminhou até a beira do rio e se sentou em uma pedra, analisando sua espada. Era linda.
A garota percebeu que embaixo do lugar onde estava o isqueiro, estava um bilhete. Nele estava escrito:
Katie
Não preciso dizer que esta
espada que te mandei é
muito poderosa. Tome cuidado
ao manuseá-la.
E, cuide-se também.
De seu pai,
Poseidon
Quando terminou de ler, seu rosto estava cheio de lágrimas. Ficou chorando por um bom tempo, bem baixinho. Nem notou quando Nico apareceu do seu lado.
-O que aconteceu? — perguntou ele
-Nada — disse Katie levantando. Estava tentando limpar as lágrimas, mas elas caíam em maior quantidade.
-Conte — pediu ele gentilmente
-É que... eu...- vendo que ela não conseguiria terminar, Nico a abraçou.
Quando se soltaram, Katie conseguiu secar as lágrimas. Contou sobre a carta para Nico. Felizmente, ele era um bom ouvinte, e não interrompeu.
No decorrer dessa manhã, Katie se preparou para a luta daquela tarde Na hora do almoço, comeu pouco.
Três horas da tarde em ponto, chegou na arena. Clarisse já a esperava. Ao redor delas, uma multidão já se formava.
-Preparada para morrer? — perguntou Clarisse
-Oh, esqueci de me preparar para isso — disse Katie com um sorriso travesso no rosto
-Onde estão as suas armas?
-Aqui — Katie mostrou o isqueiro
-Isso? — disse Clarisse caindo na risada. Alguns na multidão riram também
-Ataque, se tiver coragem — disse Katie
Clarisse atacou. Sua lança estava a centímetros do peito de Katie, quando ela se desviou. Katie acionou o isqueiro. Ele se transformou na sua espada recém-ganha. Clarisse atacou de novo. Dessa vez, Katie não desviou.
Lutaram bravamente por um longo tempo. Se machucaram, e muito. Clarisse havia substituído sua lança por uma espada. Em um certo ponto da luta, Katie derrubou Clarisse no chão, e chutou sua esada para longe. Colocou sua espada a centímetros do peito da filha de Ares.
-Vai me matar? — Clarisse perguntou. Estava quase aterrorizada, mas manteve um tom mandão na voz.Katie demorou para responder.
-Vá — disse Katie, tirando sua espada do peito de Clarisse, que se surpreendeu. — Nunca mais arrume confusão comigo.
Katie clicou na ponta da espada e ela se recolheu a um isqueiro de novo. Clarisse saiu correndo. Todos que assistiram a cena ficaram em silêncio. Por fim, Katie também saiu. Foi para a floresta. Precisava descontar sua raiva em alguma coisa. A luta tnha dado a ela uma estranha sensação.
Destruiu alguns bonecos de pano, depois voltou para o seu chalé. Tinha algum tempo antes do jantar. Mal sabia que naquela noite ganharia uma b~enção, uma missão, uma profecia e uma maldição.
Meia hora antes do jantar, tomou um banho e passou na enfermaria para tratar seus ferimentos. Felizmente, só precisou de um pouco de ambrosia e néctar.
Na janta, o falatório de sempre havia voltado. Todos estavam felizes, pois os deuses haviam mandado presentes para o Acampento.O chalé de Afrodite, ganhou um SPA. O de Apolo, uma coleção novinha de arcos e flechas. O de Ares, para a surpresa de Katie, não ganhou nada. O de Hefesto, novas ferramentas. O de Hpecate, livros de magia. O de Atena, livros superinteressantes. O de Deméter, livros com as mais complicadas receitas, e assim por diante.
-Nosso pai não te mandou nada? — perguntou Katie para Percy
-Não, e pra você?
-Isso — Katie mostrou o isqueiro
-É aquela... — começou Percy
-Espada — terminou Katie e acionou o isqueiro. Depois, com um toque na lâmina, se transformou em isqueiro de novo.
-Nossa, que bonita! — exclamou Percy
-Ganhei ela hoje.
-Sério?
-Sim
Depois do jantar, se reuníram ao redor da fogueira, onde o chalé de Apolo liderou a cantoria. Todos estavam se gabando em altas vozes, comparando seuspresentes com os dos outros. De repente, Rachel, o oráculo do acampamento chegou.
-Rachel! Você aqui? — admirou-se Quíron
-Profecia... — disse Rachel e se sentou. Foi envolvida poruma névoa esverdeada. Seus olhos se arregalaram, e ela começou a falar, só que com uma voz que não era dela.
Das sombras da guerra ainda há um ser a vagar
A criança das águas irá a derrotar
O sol e a lua irão a libertar
Mas uma bênção e maldição haverá de carregar
Dito isso, a névoa ao seu redor evaporou. Seus olhos piscaram e ficaram normais.Todos ficaram em silêncio. Ninguém se movia. Até Quíron estava perplexo. Katie quebrou o silêncio.
-Um ser a vagar? Não entendo.
-Não é possível — disse Quíron
-O que? — insistiu Katie
-Reunir, semideuses! Líderes, levem os semideuses para os chalés. A farra acabou.
-Do que estão falando?- perguntou Katie para Percy, assim que voltaram para o chalé 3
-No chalé eu te conto — disse Pecy atento
Quando entraram no chalé e sentaram nas suas camas, Percy começou a contar.
-No ano passado, nós tivemos uma guerra contra vários seres do mal. Gigantes, ciclopes do mal. Estavam do lado de Gaia. Bem, Hera conseguiu juntar os semideuses gregos e romanos . Conseguimos derrotar Gaia e seu exército. Mas sobrou um gigante. Gaia o havia criado para destruir todos os deuses, um por um, por isso é que ele era quase invencível. Procuramos durante meses, e não o achamos. Dizem que ele está morto, mas não acreditamos.
-Então o ser é... o gigante?
-Deve ser.
-E a criança das águas? Quem será que é?
Percy não respondeu
-Vamos dormir — resmungou Katie
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