Notas iniciais
Primeiro Capítulo, espero que gostem!

O dia de Katie foi muito estranho. De manhã, acordou com um tempo muito fechado. Trovões cortavam o céu, mas não choveu. Desceu para tomar café com a sua mãe. Ela tinha preparado a sua comida preferida: Cupcakes azuis.

Logo após o café, Katie foi sozinha para a escola. Incrivelmente, ela não tinha amigos lá. Mas, quem gostaria de ser amigo de uma garota louca que fazia banheiros explodirem e mudava de escola a cada ano?

Estava quase entrando na escola, quando viu dois garotos parados nos portões de entrada. Um tinha os cabelos pretos e desarrumados. Vestia roupas pretas. Jeans, blusa e jaqueta de couro. O outro, usava calças velhas e surradas, uma blusa laranja e uma touca de lã. Seus cabelos eram encaracolados.

Ficaram se encarando por um minuto, até que Katie saiu do transe e se encaminhou para a sala de aula. Após ver os garotos, tinha a certeza de que algo péssimo iria acontecer.

–Muito bem — disse a professora de filosofia, Brockley Willmond. Usava um turbante negro e óculos da mesma cor. Tinha a aparência assustadora. Pena que os outros alunos não percebiam isso — . O que quer dizer essa frase? — Muitos levantaram a mão. — Srta. Jackson?

Katie tentou ler a frase que estava escrita no quadro, mas as letras flutuavam para todos os lados. O que Katie viu foi:

''ARAP A NETEM EBM TESURATUDRA, A TOMER É ANEPSA A NGREA NEVARUTA SIUENTGE''

–Me desculpe, professora, ,mas nao entendi — disse Katie

–Muito bem — disse ela.

O restante da aula se passou bem. Na hora do recreio, Katie levou um susto. Os garotos que ela tinha visto na entrada ainda estavam lá. No mesmo lugar.

– Ei, Jackson! — disse Ashley Mandsmoor

–O que você quer?

–Está de olho naqueles meninos, né?

–Não é da sua conta

–Não se preocupe, Jackson. Eles não iriam querer se meter com gente como você mesmo.

–Gente...como eu?

–É, Jackson. Acha que não sabemos que você está na oitava escola em oito anos? Que na escola anterior explodiu o banheiro? E além do mais, que saiu de lá com as roupas todas secas?

–Não é da sua conta o que eu faço ou deixo de fazer, Ashley!

–Ora, é sim. Sou a filha da diretora

–Ótimo, tudo bem. Agora vai cuidar da sua vida!

–Não, não vou. Vou cuidar da sua, que é muito mais interessante. O pai, morto. A mãe, fracassada...

–Não...chame...minha...mãe...de...fracassada!

Inesperadamente, o vento aumentou mais. Os cabelos de Katie começaram a balançar loucamente. Ashley foi arremessada para trás. Bateu a cabeça em uma árvore e desmaiou.

Katie ficou observando o acidente, horrorizada. Os garotos no portão a olhavam espantados. Mas o pior estava para vir: a diretora da escola estaa vindo correndo, juntamente com a professora Willmond.

–Muito bem! — berrou a diretora. — O que houve aqui?

–Eu não quis...

–Senhorita Jackson! Para a sala da professora Willmond!

Andaram rapidamente para a sala da professora. Todas as três sentaram em silêncio. Após um minuto se encarando, a diretora falou:

–Srta. Jackson. Seu comportamento hoje aqui na nossa escola foi intolerável. Nunca arrumou tanta confusão como hoje.

–Você não entende? Não foi culpa minha!

–A senhora está sendo convidada a se retirar da escola, e não voltar mais.

–Er... senhora diretora? – disse a professora Willmond

–Sim, professora?

–Antes da saída da senhorita arruma confusão, gostaria que ela viesse comigo

–Ora, claro, pode leva-la!

Katie se levantou e seguiu a professora. Elas saíram dos terrenos da escola. Katie tentou argumentar, mas a professora simplesmente a ignorou.

Entraram em um galpão abandonado. Mas, num piscar de olhos, a professora havia desaparecido.

–Professora Willmond? – perguntou Katie, mas não ouviu nenhuma resposta, exceto o eco da sua voz.

–Pequena semideusa! – disse a voz da professora. Mas quando Katie se virou, a professora a empurrou contra a parede. Nesse momento, ela começou a tirar o turbante e os óculos. Katie não sabia o que fazer. Foi quando uma voz masculina gritou da porta:

–Feche os olhos, Katie!

Katie fechou os olhos instantaneamente. A professora rosnou. O garoto de roupas negras atacou. A professora havia se transformado em um dos monstros. Sim, Katie já os tinha visto. Uma vez, com doze anos, havia enfrentado um monstro terrível. Era verde e escamoso da cintura para baixo, e da cintura para cima, tinha uma pele de couro. Havia presas de vampiro na boca e seus cabelos, eram horríveis. Atacou Katie enquanto ela estava jantando. Sorte que havia uma faca de corte na cozinha.

Foi quando Katie abriu os olhos devagar, que pôde ver. A professora não era uma professora. Era a Medusa. Katie havia lido sobre isso na biblioteca.

Bem, o garoto de roupas negras tentava golpear Medusa, mas de olhos fechados, isso era impossível. Katie olhou para os lados e avistou uma barra de ferro. Ajuntou-a. Chegou mais perto e golpeou a cabeça do monstro. Katie desabou no chão. Medusa se levantou e agarrou Katie pelo pescoço.

–Eu sei quem você é! Você é uma semideusa, filha de um dos três grandes. Sim, pelos seus olhos, sim. Você é uma filha de Poseidon!

Nessa hora, Katie quase abriu os olhos.

–Abra seus olhos – disse Medusa – Deixe-me ver esses olhos. Venha, abra seus... AAAAAAAAH!

Pois um golpe de espada havia cortado a cabeça dela.

–Ainda não abra os olhos – disse outra voz.

–Certo – resmungou Katie

–OK, agora pode abrir

Katie abriu os olhos. O corpo de Medusa estava caído no chão, mas sua cabeça não estava mais lá. Estava bem embrulhada. O garoto de touca estava segurando-a.

–Você está bem?

–M- mais ou menos

–Pelo menos não foi petrificada

–Por pouco. Se vocês não chegassem...

Ficaram em silêncio por um minuto

–Quem são vocês? – perguntou Katie

–Eu sou Nico DiAngelo – disse o garoto de roupas pretas — . E este é Grover Underwood – Nico apontou para o outro garoto

–E você é K...

–Katherine Hellena Jackson, isso mesmo.

–Viemos resgatar você – disse Nico

–Me resgatar...?

–Agora que Zeus e meu pai a descobriram, você deve ir para o Acampamento

–Zeus? Seu pai? De qual Acampamento estamos falando?

–Apenas venha com a gente – disse Grover

–Ir com vocês? E como vou saber se não são monstros?

–Por que se fossemos monstros – disse Nico – já a teríamos atacado. Agora, quer fazer o favor de vir conosco?

–Está certo!

Saíram correndo do galpão até chegarem na saída da cidade, que não era longe. Fizeram uma pausa em um trechinho de uma floresta, que ficava ao lado da estrada principal. Arranjaram lenha e fizeram fogo.

-Então... — disse Katie para Nico — Pode me contar melhor essa história de deuses e monstros?

-Certo — respondeu ele com um sorriso amargo no rosto.

'' Como você deve saber, após a Segunda Guerra Mundial, Zeus, Poseidon e Hades, que é o meu pai, fizeram um juramento nas margens do rio Estige. Juraram que nunca mais iriam ter filhos com mortais.''

-Mas você está aqui, como... eu — disse Katie

-Sim. Mas eu nasci muito antes desse juramento. Fiquei trancado...bem, mas isso não interessa. — disse Nico

''Mas Zeus e Poseidon tiveram filhos. Zeus teve Thalia, que foi morta, mas voltou. Agoa, Poseidon teve vários. Teve Percy, Tyson, que é um Ciclope e ... bem, você.''

-Mas... pelo que eu li, os deuses proclamam seus filhos, né?

-Sim, mas por algum motivo Poseidon não te proclamou

-Nossa. Bem... você é filho de Hades mesmo?

-Sim

-Me conte . Onde você ficou trancado...?

-Vamos — disse Grover — Podems seguir viajem

-Vamos — disse Nico infeliz

Caminharam alguns minutos em silêncio. Grover estava na frente, observando o caminho.

-Nico , como funciona esse... esse Acampamento?

-Bem, os semideuses são separados em Chalés. Cada Chalé representa um deus. Lá, comemos no pavilhão, praticamos atividades ao ar livre e, uma vez por ano, temos a Caça a Bandeira.

-Caça a Bandeira?

-Sim. Geralmente, os Chalés se separam em dois grupos: vermelho e azul. Há uma bandeira para cada lado. Quem capturar a bandeira da equipe adversária, ganha o jogo.

-Nossa, que legal!

-É, mas muitos já foram feridos.

-Alguém já foi ferido seriamente?

-Não

Estavam quase chegando no Acampamento. Era lindo. Na frente, haviam dois pilares, iguais aos pilares da Grécia antiga. Ao lado deles, havia um pinheiro, com um velocio de ouro na ponta, e protegendo-o, havia um dragão. Entre os dois pilares, havia uma placa. Nela, estavam gravadas algumas palavras em grego antigo. Katie conseguiu entender. Tinha uma facilidade incrível para entender o grego antigo. Estava escrito:

''ACAMPAMENTO MEIO SANGUE''

Deram alguns passos em direção a entrada, mas havia alguém bloqueando o caminho.




Notas finais
E aí, gostaram?