Percy Jackson Na Arena

59 Um herói maior que Harry Potter, Rei Arthur e Luke Skywalker


Notas iniciais
HEY HEY HEY!! ~desviando as pedras. . . . ME PERDOEM SÉRIO MESMO!!! Eu sei eu sei, demorei muito. Mas eu tenho meu motivos, acreditem. EM COMPENSAÇÃO ESSE É O MAIOR CAPÍTULO DA FIC!!!!!!! Então pela demora vocês podem me perdoar. Não vou dizer o mesmo quanto ao capítulo... Mas isso nós resolvemos nas notas finais... espero :/ . . CAPÍTULO NARRADO INTEIRINHO PELO MEU IRMÃO DIVO LINDO GOSTOSO CONNOR STOLL. Apreciem e tentam não me matar. Obrigada, de nada. . . . E gente, não se preocupem quanto ao título ok? Não é que irá ter um super herói super incrivel. Vocês irão entender. E MAIS UMA VEZ: NÃO ME MATEM. OBRIGADA. DE NADA. ATÉ AS NOTAS FINAIS QUE NÃO DEVEM SER IGNORADAS!!

P.O.V Connor Stoll

Nós saímos da sala ao mesmo tempo em que as garotas, que foram salvas pelo tal de Peeta Melark, aquele por quem Katniss tem uma queda, ou melhor, tombo. Armados. Junto a eles também há cinco garotas armadas que variam de onze a quinze anos que desconheço. Porém, Thalia exclama de animação quando as veem.

— Key! Emily! Garotas! O que vocês estão fazendo aqui? — ela pergunta.

— Viemos oferecer ajuda. Iniciante a caçadoras de Ártemis a sua disposição! — ela faz uma continência que é imitada pelas outras. — Eu sou Key.

— Raquel.

— Lopes. Rebecca Lopes.

— Maria Clara.

— Emily.

Elas se apresentam tão rapidamente e ensaiado que quase não consigo registrar quem é quem. E nesse momento, essa é minha última preocupação. Ao lado das portas, quatro corpos estão jogados no chão. Percy, Thalia, Gale e Jake pegam suas armas.

— Estão mortos? — Percy pergunta, horrorizado.

— Apenas desmaiados — Peeta responde — e não sabemos por quanto tempo. O que faremos agora?

— São vocês que vieram aqui, não têm um plano? — Nico indaga.

— O plano era chegar até aqui — Katniss responde — agora é com vocês.

— Acho que é melhor é sair daqui antes que alguém apareça. — Annabeth sugere — precisamos de armas.

Percebo que Katniss olha de relance para seus hematomas, mas não comenta nada.

Nós andamos pelo corredor no máximo de silêncio que quarenta e duas pernas podem fazer. Não demora muito para acharmos o primeiro guarda. É um dos treinadores do Distrito 13. Gale consegue bater em sua cabeça com a arma antes que dê o alarme, mas não temos a mesma sorte com o segundo, que estava por perto. Ele fala alguma coisa no Walkie Talkie ao mesmo tempo em que Annabeth atira nele com a arma do primeiro.

Os alarmes começam a soar, e passos são ouvidos imediatamente. Como estamos no terceiro andar, não há para onde ir. As escadas e elevadores estão bloqueados, e a altura das janelas é muito alta. Sem dizer que temos uma mulher maluca e seis crianças/pré-adolescentes não semideusas no grupo.

— Vamos ter que lutar. — Percy diz empunhando a arma. Agora começa a diversão.

Olho de relance Travis, que pegou a arma do segundo guarda e que está com um semblante de ódio. Nunca o vi desse jeito, nem mesmo na guerra de Cronos. Estou realmente preocupado com o que ele pode fazer.

É de conhecimento geral que eu e meu irmão somos muito melhores em pegadinhas do que em lutas, mas isso não exclui o fato de ainda termos sangue divino nas veias. Ainda somos semideuses. Temos reflexos, força e habilidade como qualquer um.

Quando o primeiro homem aparece na vista da escada, não tem tempo para reagir. Travis atira em seu peito. Os outros são mais cuidadosos, subindo atirando. Nos escondemos atrás de alguma vigas e atiramos. A batalha é estranha, algo como nunca fizemos antes.

Não demora muito para que todos tenhamos armas roubadas. A sensação de que só apertar um gatilho pode acabar com a vida de alguém é ao mesmo tempo incrível e tenebrosa. É tudo uma confusão em minha mente. Meus reflexos observam a movimentação dos outros ao mesmo tempo em que estou concentrado em minha própria luta. O som dos tiros, gritos, corpos caindo somado ao barulho de um helicóptero que chega ao longe deixa tudo ainda mais surreal.

Mesmo concentrado em meus próprios alvos, assisto com nitidez quando Jake é atingido. Atiro em uma mulher que se aproximava ao mesmo tempo em que registro o grito de Percy quando Jake estatela no chão e ele descarregando três balas na pessoa que atirou a bala que fez isso. Vejo Annabeth se aproximar horrorizada. Ela puxa Jake até o corredor de onde viemos e volta à luta, ainda mais furiosa. E apesar disso, estamos em clara desvantagem, sem contar que já é possível ouvir o helicóptero pousando no topo do prédio. Não demorará até que outro seja atingido.

— Annabeth! — ouço Thalia gritar — nós precisamos fazer alguma coisa! Eles são muitos, e muito mais bem treinados e inteligentes que monstros do submundo!

Vejo Annabeth respirar fundo e pressionar seus lábios em uma linha severa.

— Eu sei! — ela grita de volta, sem deixar de atirar.

Atinjo um cara no mesmo instante em que percebo que ele preparava a mira na garotinha menor. Covardia. Ela não deve ter mais de onze anos. Clara, se não me engano.

Quando registro mais uma pessoa do nosso grupo ser atingida é que percebo que essa é uma batalha perdida a não ser que aconteça um milagre.

— KEY! — O grito de Thalia é furioso e agonizante ao mesmo tempo.

É então que o milagre começa a acontecer.

— Regra número cinco: — Thalia fala tão alto que é possível que todos tenham escutado — nunca, em hipótese alguma, machuque alguém que Thalia Grace ame.

O primeiro trovão é o mais assustador.

Dica do dia: nunca irrite uma filha de Zeus a não ser que almeje morrer eletrocutado.

Os tiros param. Os caras inimigos olham para o teto assombrados, perguntando-se se ele irá cair. Thalia tem a mesma ideia.

— Percy, uma ajudinha aqui? — ela pede. Percy abre aquele sorriso maquiavélico que definitivamente não tem nada a ver com ele, mas que nesse momento é tão confortador quanto assustador.

Esqueça a dica anterior. Esta é a dica do dia: nunca, nem em seus maiores pesadelos, irrite uma filha de Zeus que é amiga de um filho de Poseidon.

O resultado pode ser desastroso.

Jogo-me no chão no mesmo momento em que tudo começa a tremer. Percy está de olhos fechados, concentrando todo o seu poder dentro e si. Em pé agora, só estão ele, Thalia e... Nico.

Agora é definitivo: NUNCA irrite uma filha de Zeus que é amiga de um filho de Poseidon e de um filho de Hades.

Os resultados serão desastrosos. Não. Desastre é eufemismo para o que aconteceu a seguir.

A terra e toda a estrutura começam a tremer. Assim que o teto começa a cair, Thalia inicia sua própria concentração. Os raios e trovões destroem o helicóptero e todos os que estão nele. O céu escurece rapidamente, dando início a uma sucessão de gritos vindo de dentro e de fora o edifício.

É a vez de Nico. O chão começa a se abrir. Corro para a borda levando o corpo inerte de Key comigo. Todos os outros também fazem isso, com exceção do grupo inimigo que ainda observa aterrorizado o trio em frente a eles. É realmente uma visão assustadora.

Thalia está no meio, seus cabelos pretos emaranhados e sujos de poeira voando ao redor do seu rosto. Seus olhos abertos revelam suas íris azuis de em jeito intenso que nunca vi antes. Percy, ao seu lado, também abriu os olhos, revelando o verde, que muitas vezes calmo e tranquilizador, agora é a representação da fúria e poder. No outro lado de Thalia, Nico fita o horizonte com seus olhos totalmente pretos, sem piscar nenhuma vez. Eles dão a ele um olhar sombrio.

Para completar o cenário, a coisa mais rara que já deve ter acontecido na história da humanidade: três filhos dos três grandes recebendo ao mesmo tempo bênçãos de seus respectivos pais. Auras verde, azul e preta misturando-se em uma cena assustadora e poderosa. Ali, naquele momento, eles são o centro do universo. Céu, mar e terra se unindo de uma forma nunca vista antes.

O chão e o teto desabam.

Protejo o corpo de Key com o meu. Todos os que ainda estavam no centro do salão, são engolidos pela terra.

— Connor! — ouço uma voz de garota gritar meu nome. Receoso, levanto a cabeça. Annabeth e os outros estão correndo em direção à escada de incêndio. Levanto colocando o corpo de Key em meus ombros. Apesar de já ter certeza que está morta, não consigo pensar na possibilidade de deixá-la ali.

Quando chego à base da escada, Will puxa Key dos meus ombros passando-a para as pessoas acima.

— Subam logo! — ouço Annabeth gritar — esse lugar vai cair.

Sou o último a subir. Lá em cima está os destroços do helicóptero e no centro um grande buraco que dá para os andares da casa, de onde se vê os filhos dos Três Grandes. Ando até a borda da estrutura, de onde avisto a cidade.

Está tudo um caos. Sirenes, gritos, bombas, tiros, tudo misturado causando uma confusão que no momento ninguém será capaz de conter. De longe, avisto aerodeslizadores vindo em nossa direção.

— Han... Annabeth? — chamo.

— O que é? — ela esbraveja.

— É melhor nós sairmos daqui — aponto para as naves que estão cada vez mais próximas. A expressão dela passa de furiosa para reocupada, virando-se para o buraco.

— PERCY! THALIA! NICO! Precisamos sair daqui! AGORA! — sua voz se eleva sobre os outros sons, recebendo uma resposta.

— Estamos indo! — é a voz de Thalia. Ela soa mais poderosa do que nunca.

— Clarisse, tire-os daqui. Vá por trás. — Clarisse não faz objeções. Em silêncio e o mais rapidamente possível nós a seguimos, exceto por Annabeth, Katniss, Peeta, Johanna e Gale.

Will leva o corpo de Key nos ombros, negando a possibilidade de deixá-la para trás. Fico perto dele, protegendo-o por estar desarmado. Mas, felizmente, não é necessário. Pulando alguns destroços, conseguimos chegar à rua facilmente e assim nos juntamos à confusão. Clarisse se vira para nós.

— E agora?

— Precisamos esperar os outros em um lugar seguro, mas que dê para observar a mansão. — Paula sugere. Clarisse assente e começa a olhar para os lados. Seu olhar se fica em uma lojinha do outro lado da rua.

— Ali.

Nós a seguimos com cuidado, sempre misturados à multidão. Com o caos, ninguém presta atenção em nós e chegamos à porta rapidamente. Trancada. Clarisse se prepara para arrombar quando eu a detenho.

— Deixe comigo.

Pressiono a palma da mão na fechadura, sentindo-a por dentro. É um pouco mais complexa do que estou acostumado, mas abro-a facilmente. A porta desliza silenciosamente para dentro.

— Até que você não é tão inútil — Clarisse resmunga entrando no cômodo. Eu sorrio.

— Vou tomar isso como um elogio, Clary.

Sinto uma pancada na cabeça.

— Não a chame assim. — Chris avisa. Eu solto um risinho e levanto as mãos em sinal de rendição.

— Tem alguém aqui! — ouço Emily gritar. Nós a seguimos para trás de um balcão, onde uma garota está encolhida chorando. Pelas suas roupas e maquiagem, é nítida sua origem: Capital.

— Qual é seu nome e sua idade, pirralha? — Clarisse esbraveja. A garota se encolhe sem dizer nenhuma palavra. — Vamos! Diga! — a filha de Ares esbraveja, deixando a menina com mais medo ainda. Chris coloca a mão em seu ombro e a puxa para trás.

— Talvez seja melhor deixar outra pessoa tentar.

— Que seja. Vou procurar comida. — Clarisse diz puxando o namorado junto com ela para os corredores do lugar.

Travis os segue e Will vai até um canto, depositando o corpo de Key cuidadosamente no chão. Calmamente, ele fecha seus olhos. Emily, Raquel e Clara ficam junto ao corpo, chorando baixinho. Paula e Lou ficam na janela, observando o movimento da rua, esperando algum sinal dos que ficaram para trás. Sunny tenta controlar as lágrimas, sentada abraçada a uma Annie traumatizada, que fica repetindo: Finnick, Finnick.

Sem saber o que fazer, observo Rebecca se aproximar da garota da Capital.

— Nós não vamos machucar você. Clarisse só está um pouco nervosa. Qual o seu nome?

A garota, apesar de aparentar ser mais velha, parece pequena e vulnerável perto da possível futura caçadora. Ela seca as lágrimas e sussurra baixinho:

— Júlia. Me chamo Júlia. — ela diz com um forte sotaque.

— Quantos anos você tem? — pergunto, me aproximando. A garota se encolhe — Não vou machucá-la.

— Dezesseis.

— E o que houve com sua família? — uma lágrima escorre pelo seu rosto, e ela responde, limpando-a

— Eu não sei. Meus pais e minha irmã foram ao mercado, daí começou toda essa confusão e eu não os vi mais. Você vão me matar? — ela pergunta.

— Não, claro que não. — Rebecca a tranquiliza. — mas nós iremos precisar da sua ajuda. Você pode nos ajudar?

— Vocês são do Distrito 13? — ela pergunta, ignorando a pergunta. Rebecca me olha transtornada.

— Nós não estamos do lado deles. — é o que respondo. Essa resposta parece tranquilizá-la.

— Eu tenho comida. A garota brava não irá achar.

De fato Clarisse não achou mesmo. Quando chegamos à cozinha, tudo o que encontramos é um Chris confuso tentando acalmar uma Clarisse furiosa. Júlia os guia por mais corredores, mas eu fico por ali, sentando-me ao lado de Travis.

— Você está estranho. — constato. Ele me lança um olhar furioso, mas cheio de dor.

— Vocês parecem que nem se importam com todo mundo morrer. Nós vamos morrer.

— É para isso que nascemos, não é? Morrer por alguma causa.

— Mas essa causa vale a pena? Essa é a guerra dos mortais, em um tempo que nem é o nosso. Temos mesmo que arriscar nossas vidar pelos erros de mortais?

— Talvez não sejam de mortais. Você não ouviu o que diziam no 13? Porque nos odiavam? Eles nos culpavam. Talvez seja nossa culpa, e essa é nossa chance de concertar.

— Nossa culpa?! Connor, nós nunca fizemos algo importante demais para mudar o destino da humanidade. Nós somos só filhos de Hermes. Se isso é culpa de alguém, provavelmente é de Percy, Thalia e Nico. Nós não temos nada a ver com isso. Nós não temos que arriscar nossa vida por isso. Katie, Jake e Key não precisavam ter morrido por isso.

— Você quer calar a boca? Essa guerra é nossa também. Você prefere viver o resto da sua vida sendo só um dos Stoll que são conhecidos pelas suas brincadeiras idiotas? Isso é vida? Sim, talvez isso tudo seja culpa de Percy, mas de quem as pessoas se lembram? Dele. Para quem as pessoas correm quando há algum problema? Para ele. Porque ele é um verdadeiro herói da mitologia. Que cometeu erros e acertos e talvez não passe dos dezoito anos de vida. Mas o seu nome será lembrado. Ele é alguém. Essa é nossa chance de ser alguém. Mais do que um mero coadjuvante da história de outro herói. Essa é nossa chance de termos nossa própria história. Essa é nossa chance de ser aquilo para que nascemos: heróis. E heróis têm fracassos e vitórias. Heróis perdem pessoas. Mas heróis não desistem por isso. Heróis são motivados por isso!

Travis abre a boca para retrucar, mas é impedido por um grito de Paula.

— Eles estão vindo! Eles conseguiram sair!

Corremos para frente da loja, nos espremendo para ver através da janela. Annabeth vem correndo a frente, com Percy e Thalia atrás dela. Esperamos ver os outros atrás deles, mas ninguém mais aparece. Clarisse tira um sinalizador do bolso e o passa pela janela. Annabeth o vê imediatamente e segue para cá. Eles chegam em segurança e ofegantes.

— Nico? — Sunny pergunta. — Onde está Nico?

Thalia olha para ela com dor nos olhos.

— Onde ele está? Ele está vivo, não está? Vocês o deixaram morrer? — A garota se desespera, inundando seus olhos de lágrimas.

— Nós não sabemos o que aconteceu com ele. Duvido que esteja morto — Percy diz.

— Então onde ele esta?

— Ele caiu. — Thalia responde. — Quando o chão se abriu, ele caiu. Não sabemos como. Foi como se ele tivesse sido puxado para baixo. Talvez o pai dele tenha o pego, o levado para casa em segurança. — Thalia se abaixa, ficando um pouco mais baixa que Sunny. — Mas eu sei que Nico quer que você seja forte. Ele irá encontrá-la quando tudo isso acabar, tudo bem?

Sunny não responde e sai correndo, se jogando em um canto e chorando silenciosamente. Os olhos de Thalia se desviam para o corpo de Key, fazendo com que seus olhos fiquem mais escuros. Ela segue até lá calmamente e se senta ao seu lado, murmurando palavras baixinhas.

— E Katniss, Johanna Peeta e Gale? — alguém pergunta.

— Eles estão bem. Foram atrás de Finnick e procurar mais aliados. Estão em bastante número, irão nos achar. — Percy diz, tentando convencer mais a si mesmo do que a nós.

— Jake? — Pergunto.

— O corpo sumiu.

Percy e Annabeth se abraçam como se não quisessem se soltar nunca mais, ficando sentados encostados na parede. Agora, Percy parece esgotado, prestes a desabar. Todo aquele esforço esgotou suas forças, e Annabeth não está muito melhor que ele. Clarisse e Chris também ficam escorados na parede, tentando descansar.

Quando Júlia coloca alguns enlatados, pães e sucos na mesa, nós a atacamos rapidamente, famintos. Annie agora é amparada por Will, que tenta a acalmar, obtendo pouco sucesso. Sento-me na mesa, observando a cena.

— Se é isso que significa ser herói, prefiro continuar sendo só um filho de Hermes engraçado. — Travis sussurra em meu ouvido, alguns minutos depois. Eu não respondo, não tendo o que dizer.

Consigo dormir um pouco. Sou acordado por uma mão no ombro que me chacoalha.

— Acorde. Nós vamos ter uma reunião. — Chris me chama.

Sentamos no chão em um circulo.

— Eu sei que estamos todos cansados e acabados física e emocionalmente, mas não podemos ficar parados por muito tempo. — Annabeth começa. — acho que primeiro tenho que agradecer por vocês terem vindo me buscar, não sei quanto mais eu aguentaria. — Percy a abraça.

— Nós nunca a deixaríamos nas mãos deles.

— O que nós vamos fazer agora? — Paula pergunta.

— Precisamos tomar a cidade. Ela não pode ficar nas mãos de Coin. — Will diz. Viramos-nos para ele. Ele engole em seco — No distrito 13, eu ouvi algumas conversar de Coin com uns caras lá. Ela dizia que quando dominasse o país, iria fazer um Jogos Vorazes com as crianças da Capital, para eles provarem do próprio remédio.

Júlia estremece ao meu lado.

— Mas ela não pode fazer isto! — Lou exclama — nós estamos aqui para acabar com isso!

— Por isso nós precisamos detê-la. Ela está cega. — Percy afirma— cega de um rancor pela mãe. Ela me lembra Luke.

— Acredito que ela não irá mudar de lado no final. —Paula comenta. — Ela quer muito mais que poder. Ela quer controle. Quer reconhecimento.

— E como vamos conseguir tomar a cidade? Nós somos muito poucos comparado à ela. Ela possui um exército inteiro.

— Cronos também possuía. — Percy esbraveja. — Nós não vamos desistir só por causa de um número.

— Como já dizia Remus Lupin: “É o grau de comprometimento que determina o sucesso, não o número de seguidores” — murmuro. Os olhares se voltam para mim. Eu arregalo os olhos — Ah não! Vocês não vão me dizer que nunca leram/assistiram Harry Potter?

— Eu ando meio ocupado ultimamente — Percy comenta, sarcástico.

— O que é Harry Potter? — Emily pergunta.

— No futuro não tem Harry Potter?! — Travis exclama. — O futuro é uma merda.

— Clama aí. — Julia interrompe. — Seu nome não é Travis Potter? — Eu e meu irmão rimos.

— Ele é Travis Stoll. — corrijo — Só que teve a cara de pau de roubar o sobrenome do Harry. Harry Potter é simplesmente o...

— EI! — Annabeth me interrompe — Podemos voltar ao que interessa?

— Harry Potter interessa. — sou ignorado.

— Bom, nós precisamos fazer alguma coisa. Essa noite, enquanto Coin ainda não dominou tudo. Precisamos convencer as pessoas. Snow provavelmente não é mais ninguém. O verdadeiro inimigo agora é Coin. Nós precisamos tirar o controle das mãos delas. Precisamos fazer as pessoas acreditarem em nós. Eles no momento só querem paz. Vamos dar paz a eles.

— “Podemos fazer a paz, mas apenas se formos suficientemente fortes para fazer a guerra” — cito. Novamente os olhares são dirigidos a mim. — Rei Arthur? — Ninguém diz nada. Suspiro. — É o fim do mundo mesmo.

Sou ignorado novamente.

— Agora que a mansão caiu, onde Coin pode estar? — Annabeth pergunta.

— Alguns lugar grande, provavelmente. E importante. — Paula tenta ajudar.

—O edifício dos tributos! — Thalia exclama — Lá é grande, e tem um significado. O prédio onde os tributos ficam, onde treinam, onde são entrevistados!

Todos parecem concordar com ela.

— Bom, nós conhecemos o lugar. Coin provavelmente ficará no melhor lugar, que segundo me disserem, é o último, do Distrito 12.

— É o que me disserem também — Percy comenta. — Não fica muito longe daqui.

A próxima hora nós traçamos um plano. Fraco, cheio de brechas e com chance de fracassos, mas é o melhor que conseguimos. É meia-noite quando saímos. Sunny, Annie, Júlia e Will ficam na loja, com recomendações para se esconderem no porão se alguém chegar perto e não sair em hipótese alguma, a não ser por u sinal que será dado.

Ninguém pergunta o que fazer se nós morrermos.

As ruas estão vazias, repleta de destroços. Nossas roupas escuras nos misturam à escuridão da noite. O prédio é apenas duas quadras da mansão do Presidente, instalada estrategicamente por este. Não demora muito a chegarmos à esquina. Como esperado, dezenas de guardas estão na portaria, completamente dispostos e atentos a qualquer movimento. Thalia se vira para as garotas.

— Prontas?

Elas assentem.

— Nós estaremos bem atrás de vocês. — Thalia as assegura. — Lou, pode ficar à frente.

A garota obedece, fixando seus olhos nas garotas, que saem correndo em direção aos guardas.

— Socorro! Socorro! — elas gritam. Apenas três guardas se viram paa elas. Os outros nem se mexem.

— Por favor, por favor! Nos deixem entrar! — Maria Clara implora.

— Vocês são traidoras. — o homem constata. Emily se põe a chorar.

— Não somos, não somos! A garota nos raptou. Nós conseguimos fugir por pouco. Olhem nossos pulsos. — Elas estendem as mãos — eles nos prenderam com cordas e nos obrigaram a ajudar.

— Eu quero minha mãe! Onde está minha mãe? — Maria Clara continua a chorar. Agora, já são dez os guardas que observam a cena. De repente, as quatro começam a chorar ao mesmo tempo, deixam os guardas preocupados. Eles ficam confusos, sem saber o que fazer.

— Suas mães não estão aqui. — eles tentam acalmar, o que só piora a situação. Eu contenho o riso diante da confusão dos guardas. — Não se preocupem, vocês irão ficar bem. Vem, vamos levá-las para dentro.

Elas fazem tanto estardalhaço que é necessário cinco guardas para levá-las.

— Lou? — Percy pergunta. Ela fecha os olhos concentrada.

Observamos com fascinação a filha de Hécate agir. Uma névoa fina começa a sair dela, dançando em direção aos quinze guardas restantes. O primeiro a ser atingido, fica confuso, sem saber o que está vendo. Mas ele se convence depois: ele está vendo os procurados na esquina e corre em direção a eles. Nós estamos apavorados, vendo todos os quinze guardas correndo em nossa direção. Nós corremos rapidamente e eles nos seguem.

Tudo isso é o que Lou mostra a eles. Na outra esquina, onde estamos, a exultação é grande. Lou começa a andar, ainda concentrada, e nós a seguimos cautelosamente. Entramos pelo portão, nos escondendo rapidamente atrás de um carro. Lou agora fecha os olhos, tentando concentrar sua magia a distancia, mas é fácil perceber que está cada vez mais difícil. Um alarme soa e dezenas de guardas saem correndo o prédio em direção à rua e ao pedido de ajuda.

Aqueles que vêm por trás são atacados por Clarisse, Percy, Chris, Thalia e Annabeth, e rapidamente todos estamos vestidos de guardas. Nos juntamos a confusão de cabeça abaixada correndo em direção ao prédio. É fácil entrar, e como estamos caracterizados e a confusão tomou conta do lugar, ninguém presta atenção em nós.

Tudo parece estar correndo conforme o plano, quando as coisas começam a dar errado, e o inevitável acontece: o plano não é seguido.

Vejo Travis sair do grupo e correr em direção a um grupo de guardas. Meu corpo se paralisa no lugar, tentando entender o que vejo, mas é tudo uma confusão.

Travis mata um. Mata outro. E continua em direção ao mais ao longe. Aquele que eu não esqueci o rosto, e tenho certeza de que Travis também não: o que matou e jogou o corpo de Katie.

Ele continua, eliminando qualquer um que apareça em seu caminho. O homem-alvo está tão paralisado quanto eu. Vejo Travis chegar a sua frente. Vejo seus ombros subirem e abaixarem, como nas poucas vezes em que ele esteve furioso de verdade. Vejo-o chutar a arma do cara paralisado. Vejo-o levantar a arma.

Então vejo também outro cara dar atenção ao que se acontece. Ao mesmo tempo em que vejo Travis puxar o gatilho, vejo o homem também puxá-lo.

Meu grito sai no mesmo momento em que Travis desaba no chão.

Eu corro.

— TRAVIS!

Atiro no cara que atirou nele e a confusão começa, mas tudo o que consigo discernir é a figura de Travis caída no chão. Ajoelho-me ao seu lado e observo a vida começar a se esvair dele. Aquele sorriso tão parecido com o meu e que sempre me acompanhava agora estampa seu rosto de uma forma meio debilitada.

— Ele está morto? — murmura com dificuldade.

— Está sim. — asseguro — Esqueça o que eu disse. Você é um Herói, irmão. Muito maior que qualquer outro, você é meu herói. Você irá conseguir sair dessa.

— Você sempre mentiu melhor que eu.

— Eu não estou mentindo. Aguente firme. Você não vai morrer.

— Eu vou morrer. Eu sou um herói, não sou?

— Sim, você é. O maior herói de todos. — as lágrimas inundam meus olhos. — Você é o meu herói.

— Eu preciso te dizer uma coisa — ele murmura. Eu aproximo meu rosto do dele, tentando ouvi-lo — fui eu que roubei o seu bonequinho do Luke Skywalker.

E essas são suas últimas palavras.

— TRAVIS!

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.

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LEIAM AS NOTAS FINAIS. SUPER ULTRA HIPER MEGA MASTER POWER IMPORTANTES!!

Notas finais
Bom gente, é isso. (desculpem qualquer erro. De digitação e gramática. A morte dos personagens não foi um erro) ~desviando de pedras, tomates, pianos, espada ou seja lá mais o que for. Eu sei eu sei. Katie, Jake, Key, Nico, Travis... eu ando muito cruel. E ISSO NÃO TEM NADA A VER COM O FATO DE EU ESTAR LENDO A FÚRIA DOS REIS. Ou talvez tenha :p Zoera gente. Isso tá acontecendo por uma razão sim. ESSE É O PENÚLTIMO CAPÍTULO DA FIC!!! Sim, eu sei que prometi mais uns cinco, as o próximo é o ultimo. E depois só mais o epílogo. E assim, o próximo capítulo já está praticamente pronto, então eu vou fazer uma coisa: Eu vou postar o próximo capítulo daqui a exatamente 40 dias. Ou seja dia dezesseis de maio... MAS VOCÊS PODEM DIMINUIR ESSE TEMPO!! ISSO MESMO!! A cada review, eu diminuo um dia da postagem. Então se você acha que o seu review não irá fazer a diferença, irá sim!!! E eu sei que tem gente suficiente acompanhando a fic para eu poder postar amanha mesmo!! E, se por algum acaso não tiver nenhum reviews, eu vou ficar tremendamente triste, mas ainda sim vou postar daqui a 40 dias. Não vou abandonar por nenhum motivo! A não ser que me matem depois desse capítulo, o que eu não duvido muito. Então é isso: comente e deixe uma escritora e leitores felizes!!! Essa é sua chance de tomar vergonha na cara e parar de ser fantasma. Escritores agradecem. Eu prometo ser bem legal e responder todos *-* ACCIO LEITORES FANTASMAS! HONREM O NOME DE HARRY POTTER USADO NESSA FIC. AGRADECIDA.