Notas iniciais
OOOi! Nm demorei dessa vez. Na verdade, eu nem ia fazer esse capítulo, comecei por bobeira. Mas eu gostei tanto dele que quis postar. O prox sai essa semana ainda. Eu acho. No máximo segunda! E, é isso. Eu vou responder os reviews atrasados, prometo!!!!

POV Annabeth

Dor.

É a única coisa que sinto. A única coisa que consigo identificar na confusão em que minha mente se encontra.

E um par de olhos verdes.

Sei que estou deitada, mas não faço ideia de onde. Desde que recobrei a consciência meu olhos ainda não abriram. Eu tentei, mas era como se minhas pálpebras tivessem sido coladas com Super Bonder. Tudo o que eu vejo são imagens, cenas. Pessoas me dizendo que me odiavam. Conversas em que eu e minha estupidez somos os assuntos principais. Eu sei que conheço essas pessoas. Forço minha mente a pensar. Tento me concentrar, mas os gritos em minha mente se tornam mais altos, tornando ainda mais difícil a minha falha tentativa de controlar minhas próprias lembranças e pensamentos. Mas eu não desisto.

Aos poucos, consigo discernir os rostos das pessoas que dizem que me odeiam e logo lembro seus nomes.

Kate.

“Você se acha demais, mas não é nada, Annabeth.”

Will.

“Você nunca será uma líder de verdade.”

Os gêmeos Stoll.

“Você é chata.” “Arrogante.” “Ignorante.”

Katniss.

“Você não merece o Percy.”

Chris.

“Quem você pensa que é? Todo mundo te odeia, Annabeth.”

Lou.

“Tem medo de aranhas? Que ridícula.”

Jake.

“Qualquer um é mais inteligente que você.”

Clarisse.

“Você é só uma garotinha idiota e imprestável que não sabe fazer nada.”

Nico.

“Nem o submundo te quer, Annabeth, e esse é o único motivo do porque você ainda não está morta”

Thalia.

“Você só atrapalha minha vida.”

E Percy. O meu Percy.

“Eu te odeio.”

As palavras machucam, mas de algum modo me parecem falsas. Erradas. Como se nunca tivessem sido pronunciadas. Minha cabeça lateja quando começo a me obrigar a relembrar a verdade. Os gritos se tornam ainda mais ensurdecedores, mas ao invés de piorarem minha situação, me dá ainda mais vontade de lutar contra isso.

“Eu te odeio.”

É a voz dele saindo da boca dele, mas eu sei que não é ele. Os seus olhos dizem outra coisa.

“Eu te amo.”

E, dessa vez, as palavras me convencem. Quando ele volta a dizer que me odeia, eu não acredito. As palavras não fazem nada comigo. A única coisa que eu presto atenção são os olhos. Verdes. Azuis. Castanhos. Pretos. Eles desmentem o que suas bocas pronunciam. De repente, uma voz que nunca ouvi na vida entra na minha mente. Ela é real e está próxima de mim.

— Estamos perdendo o controle!

Tento mais uma vez abrir os olhos e dessa vez tenho sucesso. Assim que me acostumo com a claridade do espaço, o observo com minha visão periférica. Estou em uma espécie de quarto de hospital. Uma mulher que parece médica está a minha direito, olhando para uma tela onde imagens da minha vida aparecem, mas logo somem.

— Perdemos o controle! — A mulher diz numa espécie de Walkie Talkie, a voz parecendo desesperada. Ouço passos no corredor e fecho os olhos quando a porta é aberta. Um cheiro nauseante de rosas misturado com mais alguma coisa invade o local e eu tenho que me esforçar para não vomitar.

— O que está acontecendo? — É a voz do Presidente.

— Perdemos o controle. — A mulher diz alarmada. — Ela não está reagindo como o previsto. Toda vez que tentamos distorcer alguma lembrança, ela impõe outra ainda mais forte.

— Isso não é possível! Continue tentando. Ela é apenas uma garota.

— Uma garota muito forte, por sinal. Isso não vai mais funcionar.

— Então tente outra coisa. Ela precisa saber a verdade sobre quem são seus amigos.

— Sim, senhor.

A porta é aberta novamente e o presidente sai. Infelizmente, o cheiro permanece. Ainda estou com os olhos fechados quando a mulher volta a falar.

— Preciso de dois pacificadores para levarem a garota. Agora.

Poucos minutos depois, os pacificadores entram e começam a me tirar da maca. Eu não luto contra eles, sabendo que é inútil. Eles me levam para fora e respiro fundo quando o cheiro do presidente fica para trás. Andamos por vários corredores e mudamos de direção tantas vezes que desisto de tentar lembrar o caminho. Finalmente, eles entram em uma sala. Pelos ecos dos passos dos pacificadores, percebo que a sala é grande. Eles me colocam de pé, segurando minha cintura e prendem meus braços acima da cabeça. Prendem também meus pés no chão e deixam a sala em seguida.

Abro os olhos aos poucos e percebo que estou sozinha. A sala é tão escura que não vejo nem meus pés, quanto mais onde fica a porta. Mesmo sabendo que é inútil, tento me libertar das amarras, mas elas parecem de ferro. Sou interrompida por uma claridade à minha direita. A porta foi aberta, revelando uma mulher que suponho ser a mesma da outra sala.

— Não adianta tentar. Isso só vai cansá-la mais. — Como sei que é verdade, desisto de lutar. Preciso pensar.

— O que vão fazer comigo? Eu sei que estão colocando mentiras na minha mente. — A mulher fecha a porta fazendo com que a sala mergulhe na escuridão novamente. Seus passos são abafados quando se aproxima de mim.

— Não são mentiras. Eles colocaram mentiras na sua mente, estamos tentando fazer com que você veja a verdade.

Eu rio.

— Não acredito.

— Mas vai. E é melhor que você facilite as coisas pra você. Eu não me importo nadinha de como é que mais ficar esse seu rostinho lindo. Quanto mais rápido você aceitar a verdade, menos danos causará a si mesma.

Eu abro a boca para retrucar, mas sinto uma dor excruciante no braço esquerdo e sei que ela injetou algo em mim. Não demora muito e eu volto ao meu estado de estupor. Minha cabeça volta a doer e as cenas voltam a se projetar em minha mente, parecendo ainda mais reais. Tenho que me lembrar que não são.

“Você não é nada, Annabeth.”

A voz de Thalia grita em minha mente. Eu me obrigo a retrucar:

—Isso não é real.

“E isso, é real?” Ela me pergunta dando um tapa em meu rosto. A dor é real.

— Não é você. Eu sei que não é.

Ela me bate novamente.

“Eu te odeio, Annabeth. Você é ridícula, sempre foi. Quando nós éramos crianças tudo o que eu queria era matá-la logo.”

— MENTIRA! — Grito para ela, recebendo outro tapa. Lagrimas inundam meus olhos. A imagem de Thalia desaparece e eu suspiro aliviada. Mas logo outra imagem está a minha frente. Percy. Eu levanto o braço para tocá-lo.

— Percy...

Mas ele me encara furioso e desvia meu toque.

“Não me toque” Ele diz, com nojo. As lágrimas agora embaçam meus olhos.

— Não! Percy, não! Eu te amo!

Ele me dá um tapa. Machuca não só física, mas emocionalmente também.

“Você não me ama, e eu também não. Você não é ninguém.”

— Você me ama, Percy. Eu sei que me ama e ninguém me fará esquecer disto.

Outro tapa, dessa vez ainda mais forte.

“Ninguém te ama. Você não merece o amor de ninguém.”

— Por favor, não.

Mais um tapa.

“Eu te odeio”

— Pare!

Um soco dessa vez, no meu olho esquerdo.

“Eu te odeio”

— PARE COM ISSO!

Ele bate minha cabeça contra a parede.

“EU TE ODEIO, ANNABETH.”

—Eu também te odeio, Percy Jackson.

Notas finais
E ai??? O q acharam? Cara, me da uma dor no coração escrever isso... Mas eu até q gostei do cap e espero q tenham gostado tbm! SÓ AVISANDO QUE EU AMO A ANNABETH GENTE!!!! N fiquem pensando q eu odeio ela e por isso to fazendo isso. É só necessário. Tenho certeza q a Tia Sisy ama o Peeta u.u E pfv gente. Lembrem-se de que estamos falando da Annabeth, não do Peeta. Obrigada! E eu to tentando arrumar um jeito de essa fic não ultrapassar os 70 caps, mas os caps q eu to escrevendo tão saindo mt pequenos e t mt enrolado. Mzs. Desse jeito a fic vai chegar a 100 caps. Okay, mentira. N chega a isso. E é isso. Comentem!!! ACCIO LEITORES FANTASMAS! EU SEI QUE VOCÊS EXISTEM O_O (E vc q le a fic sem ter uma conta, cria uma. E comente, é claro!! :D )