Percy Jackson Em : A Irmã Do Heroi
5 A conversa (finalmente)
Notas iniciais
LIA
As três primeiras aulas foram normais. O que aconteceu no intervalo que foi muito estranho.
Mas antes de eu narrar o que aconteceu eu preciso explicar.
Meu nome de verdade é Liandra De La Rosa, mas as únicas pessoas que sabem disso é minha mãe e a diretora da escola. O resto das pessoas como minhas amigas e até os professores eu sou Lia Detnaa.
A historia do porque disso é muito longa e eu não vou narrar.
Voltando ao intervalo...
Eu estava sentada de frente ao portão de saída ouvindo musica com a Luana, enquanto a Fabi e a Andressa estavam comprando alguma coisa para comer.
Só que de repente um garoto de cabelos pretos e olhos verdes (ele era bem parecido comigo) chega e encosta no portão da escola e felá meio desesperado.
- Oi Liandra, eu preciso falar com... – só que ele foi interrompido pela Luana.
- Do que foi que ele te chamou Lia? – eu não consegui responder, estava em choque.
Como aquele garoto sabia meu verdadeiro nome? Porque queria falar comigo?
Mais nessa hora uma menina loira chegou e falou alguma coisa para ele que eu não pude ouvir. Ele concordou com a cabeça. Depois disso mais dois garotos chegaram para perto.
Eu não ia esperar mais, isso estava me assustando.
- Vamos Luana – eu me levantei e a puxei.
- Calma Lia, quero saber do que esse garoto te chamou... – mais eu não a deixei terminar.
- Por favor Luana vamos – ela viu o desespero em meu olhar e se levantou.
Saímos dali enquanto o garoto de olhos verdes gritava:
- Espera! – ele parecia desesperado para falar comigo, mais eu não liguei e continuei andando.
PERCY
Eu sou um idiota mesmo. Agora minha irmã acha que eu sou maluco.
Eu me afasto um pouco do portão e sento encostado numa arvore. Depois de alguns minutos Annabeth senta do meu lado.
- Eu estraguei tudo Annabeth, agora minha irmã pensa que eu sou loco. Hoje é o dia do aniversario dela, mas na hora eu não pude resistir ao impulso, senti necessidade de falar com ela, de chegar perto dela.
- Percy fique calmo, vamos tentar falar com sua irmã quando ela sair. E isso que você fez foi só uma atitude de irmão.
- É talvez você esteja certa. – de repente me lembro de uma coisa. — Annabeth você viu a cara dela quando eu a chamei? Ela estava com uma expreção de raiva mas também um pouco de medo. O que isso quer dizer?
- Eu não sei Percy.
Nós ficamos sentados por mais três horas. Quando era mais ou menos 12:30 a musica começou a tocar de novo e as pessoas começaram a sair.
Até que Percy a viu saindo do portão da escola com mais três garotas, inclusive a que estava com ela no intervalo.
Nós esperamos um pouco até ela sair do portão. Quando ela já tinha decido um pouco a rua, fomos atrás dela.
Quando já estávamos perto o suficiente vimos que duas das três meninas que a acompanhavam já tinham ido embora.
Ate que ela se virou e nos viu.
- Liandra precisamos falar com você – ele fez a mesma cara de antes : raiva e medo.
- Lia, meu nome é Lia – ela disse com os dentes cerrados. Depois ela se virou para a garota ao seu lado – Luana no parque a gente se encontra, tudo bem?
A menina ainda estava com uma cara de curiosidade.
- Tudo bem, as 3 horas Lia não se esqueça – depois disso ela saiu
Minha irmã nos olhou desconfiada e disse:
- Venham – esse foi seu único comentário e começou a nos guiar descendo a rua.
Quando paramos de andar ela se vira para nos. Sua expressão era ameaçadora.
- Quem são vocês e como sabem meu verdadeiro nome?
- Como assim verdadeiro nome? – perguntou Leandro – Ninguém sabe que seu nome é Liandra?
- Não, apenas minha mãe e a diretora da escola. Todos me conhecem como Lia
- Mais por quê? – perguntou Grover
- Isso não importa. E vocês não me reponderam.
- Bom Liandra é que...
- Já disse para me chamar de Lia – diz seria minha irmã.
- Nós estamos aqui Lia porque meu pai me pediu para busca-la e a levar para nosso acampamento em Long Island – digo depois de tomar coragem – E foi ele que disse seu verdadeiro nome.
Ela nos olhou como se fossemos loucos, mas vamos dizer que já estou acostumado com essa olhar.
- Primeiro: eu tenho certeza que não conheço seu pai. Segundo: não sou loca de ir com pessoas que não conheço para um acampamento em outro país. E terceiro: vocês vão precisar de mais do que isso para eu acreditar em vocês.
Bem eu não fiquei tão surpreso. Eu já imaginava que seria difícil.
- Bem Lia, na verdade você conhece meu pai sim, ou pelo menos sua mãe conhece.
- O que tem minha mãe? E como ela pode conhecer seu pai?
Um frio na barriga passa por mim. Essa era a hora, a hora de dizer a verdade.
Tomei coragem e falei:
Porque ele é seu pai. Você é minha irmã Lia.
Eu olho para minha irmã e vejo que tem uma expressão de assombro em seu rosto. Nos ficamos em um silencio constrangedor por um minuto, até que vejo a expressão da minha irmã começar a mudar para ferocidade.
- Vocês são um bando de loucos. Nunca mais me procurem se sabem o que é bom para vocês.
Ela nos da as costas e começa a andar.
Eu me desespero, não posso a deixar ir embora.
- Liandra, por favor espere – eu grito
Ela se vira para nós com uma cara muito, mais muito feroz.
- LIA, JÁ DISSE PARA ME CHAMAR DE LIA!!! – meus deuses como ela grita alto
Do nada a garrafinha de água que estava no bolso de lado da mochila de Grover estoura, jogando água para todos os lados.
Nós cinco ficamos autônomos, mais logo entendo o que aconteceu. A raiva de Lia fez isso. Eu olho para ela e vejo o pavor em seu rosto, com certeza isso já tinha acontecido.
Do nada uma van branca e amarela apareci e começa a buzinar.
- Vamos Lia, eu não tenho o dia todo! – exclama a mulher que esta dirigindo.
Lia nos olha mais uma vez e entra na van.
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