Percy Jackson E Os Olimpianos: As Armas De Bronze
1 RECEBO UMA NOVA MISSÃO. (PERCY)
Era um dia quente de verão, eu havia acabado de acordar, meus olhos estavam embaçados, não conseguia ver o relógio, mas devia ser 8:00 da manhã.
O Acampamento já estava na ativa, sons de espada soavam ao fundo, gritos de guerra e correria. Levantei sonolento, me vesti e saí do chalé 3.
Tinha andado pouco e Grover veio à meu encontro correndo.
–Percy — Ofegou ele — Quíron te convocou... Na Casa Grande.
–Mas já? — Perguntei — O que foi que eu fiz?
–Pelo jeito nada, acho que ele só quer conversar, disse que era algo importante.
–Ai que legal. — Resmunguei — Muito interessante.
–Sério?
–Fui irônico.
Juntos, seguimos até a Casa Grande. Não fazia a menor do que Quíron queria, mas eu sabia que não tinha feito nada.
Quando chegamos, encontrei Quíron, Sr. D. e Annabeth me esperando na porta.
–Será que dava para ser mais demorado? — Me repreendeu Annabeth
Fazia umas poucas semanas que havíamos começado a namorar, e nessas poucas semanas eu percebi o quanto ela era ciumenta.
–Desculpe — Eu disse — Estava dormindo.
Annabeth bufou e eu ri.
–Está rindo de que?
–De você, bobinha.
Fui até ela e lhe dei um beijo no rosto.
–Bom dia!
Entramos na Casa Grande. Quíron me conduziu até sua sala.
–Sentem-se, por favor — Disse ele — Precisamos conversar.
–Eu não fiz nada — Me apresei em dizer — Juro.
–Eu sei, mas não é sobre isso que chamei vocês aqui, é algo importante.
–O que é então?
–Vá com calma Percy, ainda temos muito tempo.
–Maravilha — Resmunguei — Eu ainda nem tomei café da manhã.
–Você ainda vai tomar seu café da manhã, acalme-se, por favor.
–Desculpe.
Admito, eu estava com medo, não queria saber o que Quíron ia me dizer, mas ao mesmo tempo eu queria. Ah, fala sério, eu to maluco.
–A muito tempo atrás, no início do reinado dos deuses, quando havia apenas alguns poucos semideuses vagando pela terra, foi criado três armas muito poderosas, banhadas de bronze celestial. — Disse Quíron — Essas armas, nas mãos erradas, são extremamente perigosas.
–E o que são essas armas? — Perguntou Grover.
–Calma rapaz, chegaremos lá. Enfim, muitas pessoas desconheciam essas armas, até pouco tempo, o que é estranho.
–Como assim? — Eu perguntei.
–Ultimamente, eu estou ouvindo muito falarem delas, as armas ficaram famosas de repente. Então, fui pesquisar, contactei conhecidos, e fiquei sabendo que essas armas foram roubadas, foram roubadas recentemente, por um filho de Mercúrio.
–Vou adivinhar — Eu disse — Você quer que nós três saia em uma missão em busca dessas armas.
–Exatamente.
–Eu concordo- Disse o Sr. D.
–Legal. — Eu disse — Então vamos.
–Percy, o problema é que não é fácil, é uma tarefa muito difícil. Ninguém sabe como são essas armas, elas mudam de forma constantemente de anos em anos.
–Aí complicou.
–A tarefa de vocês é identificar como essas armas são, recuperá-las e devolve-las ao Olimpo, onde os deuses saberão o que fazer.
–E como identificaremos essas armas?
–Eu consegui criar um vinho, com algumas substâncias adicionadas. -Disse o Sr. D.
–Tá, e daí? — Eu perguntei.
–E daí que este vinho consegue "identificar" o bronze celestial.
–Tá, e daí? — Eu perguntei de novo.
–Se você tomar este vinho em determinadas situações, você consegue sentir se as armas estarão perto.
–Legal, Sr. D., mas.... E daí? — Eu perguntei
Annabeth me lançou um olhar furioso, do tipo: "Cala a boca e escuta, ou você quer descobrir as armas sozinho?".
Então eu calei a boca, não sou louco para desobedecer ela.
–Quando você desconfiar que as armas estão perto, você toma um gole do vinho, se ele estiver doce, é porque você ainda não chegou perto das armas. Mas se ele estiver amargo, bom, as armas estão perto.
–Simples — Eu disse
O Sr. D. me entregou o frasco de vinho. O frasco era do tamanho e forma de uma lata de refrigerante. Peguei o frasco e o guardei.
–Nem tanto — disse o Sr. D. — Você terá que sofrer as consequências.
–Que consequências?
–Bom, você ficará um pouco.....
Ele não conseguiu terminar de falar, uma explosão nos interrompeu. Corremos pela janela e vimos uma pequena figura sobrevoando o acampamento em uma plataforma dourada e reluzente lançando bombas por todos os lados. Eu não consegui identificar o rosto dele.
–É ele — Disse Quíron — O ladrão.
–Como assim? — Eu disse — Impossível ele ter atravessado a barreira.
–É possível sim, Percy — Disse Annabeth — Ele é um semideus.
Descemos correndo as escadas, corremos até um grupo de semideuses caídos no chão. Eram alguns campistas do chalé de Hermes caídos, inconscientes, no chão.
Consegui identificar os irmãos Stoll, mas só eles, os outros campistas estavam com o rosto sujo de pólvora.
–Percy, Annabeth e Grover — Nos chamou Quíron — Vão, mantenham contato. Vamos tentar ajudar os campistas.
–Para onde vamos? — Eu perguntei.
–Não faço a mínima ideia Percy, lamento. Boa sorte.. vão precisar.
–Obrigado.
O ladrão já havia ido embora, não havia mas nenhum sinal de campistas machucados. Viramos as costas e rumamos para o arco de entrada do Acampamento Meio-Sangue.
–Porque só o chalé de Hermes foi atingido? — Perguntei para Annabeth
–Não é óbvio, Percy? — disse Annabeth — Ele é filho de Mercúrio, como disse Quíron, ele deve estar querendo se vingar ou matar seus meio-irmãos gregos.
–Tenho a leve impressão de que esta não vai ser uma missão fácil. — Disse Grover.
–Leve? — Eu perguntei — Eu tenho certeza de que não vai ser fácil, nunca é fácil.
Atravessamos o arco e a barreira do pinheiro de Thalia, que agora não tinha mais Thalia.
–Para onde vamos? — Eu perguntei.
–O ladrão foi para lá — Disse Annabeth apontando para oeste. — Então vamos para lá.
Seguimos para Oeste.
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