Percy Jackson E Os Olimpianos: As Armas De Bronze

6 FRED NÃO É EXATAMENTE FRED. (PERCY)


Fred estava a alguns metros de distância, uns cinco metros talvez. Corri na direção dele no que pareceram décadas, pensei que Cronos estivesse manipulando o tempo de novo, mas era impossível.

Na metade do caminho, enquanto Fred corria,os olhos dele ficaram amarelados e ele começou a se transformar em um monstro de três metros de altura.

Eu não tive tempo para decifrar o que ele era, mas ele tinha pernas e o corpo de um urso pardo e cabeça de elefante.

Ele deu um bramido horrível, típico de um elefante.

–Fuuuuueeeeeeeeeeeeeeem.

Parei abruptamente, mudei o meu caminho e desviei para a esquerda.

Olhei pelo canto do olho Annabeth e Grover, eles estavam encostados na parede, inconscientes.

Foi aí que a raiva subiu e tomou todo o meu corpo.

–Oh, elefanturso! — gritei.

Elefanturso? Pensei

Joguei esse pensamento de lado e ataquei Fred, o elefanturso.

Ele rolou para o lado e me bateu com a tromba, que pegou nas minhas pernas e eu caí de cara na grama. Levantei rapidamente e o ataquei de novo enquanto ele estava no chão. Perfurei sua clavícula com a espada, ele gritou (ou bramiu?) de dor enquanto se transformava em pó.

Olhei para trás e vi Grover e Annabeth se levantando, sonolentos.

–O que aconteceu? — perguntou Annabeth

–Fred se transformou num elefanturso e eu o matei — respondi.

–Elefanturso?- perguntou Grover — Que raios é isso?

–Um elefante misturado com urso, oras. — respondi de novo.- Vocês estão bem?

–Apenas com dor de cabeça — disse Annabeth — Vamos andando, não podemos perder tempo.

Nesse momento, o ladrão passou voando, não muito alto, indo para leste.

–É impressão minha ou o ladrão quer ser seguido por nós?- perguntei — Onde quer que nós estamos, ele passa e nos mostra o caminho. Isso não é bom sinal.

De repente, barulhos de explosão cortaram o ar, seguido de gritos e correria.

–As bombas! — exclamou Annabeth — As bombas do ladrão.

Corremos até o final do gramado e viramos a esquina.

Logo à frente, havia uma cratera enorme do meio do asfalto, carros destruídos caiam dentro dela. Pessoas corriam e gritavam feito loucas, tentando se abrigar em algum lugar seguro.

Olhei para o céu para me certificar que o ladrão não estava mais ali para atacar. Eu não tinha certeza, mas achei que era seguro seguir adiante.

Fui até mais perto da cratera, devias ter pelo menos 5 metros de profundidade e exatamente no meio tinha uma carta, totalmente ilesa.

Corri até o local da carta e a peguei na mão. Estava quente devido a explosão, mas dava para segurar. Abri a carta e li o que estava escrito.

Percy Jackson,

Se quer as Armas de Bronze, venha pegá-las. Lute comigo e vença, então as terá.

Me encontre no Grand Cânyon daqui a dois dias, te esperarei lá até meia-noite do mesmo dia. Se não vier, destruirei todos os prisioneiros que estão comigo, não falhe.

No momento que terminer de ler, a carta explodiu na minha mão, mas sem causar danos.

-Precisamos chegar ao Grand Cânyon, em dois dias. — gaguejei.

-Mas como?- perguntou Annabeth — Isto é impóssivel. O Grand Cânyon fica no Arizona, do outro lado do país. Não temos tempo o suficiente.

-Precisamos conseguir, ou o ladrão matará todos os prisioneiros. Precisamos de um transporte rápido.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.