Notas iniciais
Oi pessoal, tudo bem, aqui está outro cap, eu escrevi ontem (domingo) e demorei um pouco, mas acho que você vão gostar bastante, o fato de eu ter demorado para escrever foi por que eu recebi só um review no ultimo cap, dai eu fiquei a semana passada inteira vendo toda a hora se eu recebia mais algum... Mas no final foi só, não vou parar de escrever por essa razão, juro, mas o quanto menos reviews eu recebo, menos eu fico motivado e mais eu demoro, e eu fico olhando, geralmente eu espero ter uns 3 reviews para escrever um novo cap, mas ta foda... Espero que gostem do cap.
GBriel

POV Marco

Eu estava no quarto de Robert. Os ferimentos dele eram tão primários que era uma vergonha estar cuidando dele, não demorou muito para a pessoa que eu estava esperando chegar.

-Qual o estado do paciente? –Perguntou ela.

-Nada de mais, umas costelas quebradas, o osso esterno foi arranhado pela a faca e uma gripe forte, nada que não possamos resolver. –Respondi.

-Espera, Elizabeth me mandou aqui por causa de uma gripe? –Perguntou ela. –Eu sou Katherine Pierce! Eu curei os maiores guerreiros dos cânceres mais violentos! E ela quer que eu cure uma gripe?

-Não foi pela doença que ela nos chamou, foi pelo paciente.

Katherine olhou para ele sem expressão.

-O que tem? Quem é ele?

-O nome dele é Robert Castellan, filho de Thalia e Luke Castellan.

-Os lideres daquele Acampamento? O que Elizabeth quer com ele?

-Não sei direito, mas quando toquei nele... Eu senti uma coisa diferente, mas familiar.

-Está atraído pelo garoto? –Perguntou ela dando um sorriso de leve.

-Não é isso, é que... Venha, toque nele.

Ela se aproximou com receio, quando encostou no peito enfaixado dele, tive certeza que ela sentiu o mesmo que eu.

-A magia dele é tão quente, reconfortante...

-Igual a nossa. –Falei.

-Eu achava que só a nossa magia era assim.

-Eu também, e Elizabeth suspeita que ele seja um dos Salvadores.

Eu e ela olhamos para Robert por um instante, logo depois, ela voltou a se concentrar na poção que estava fazendo para a gripe dele, e eu voltei a curar suas costelas.

-Você acredita nisso? –Perguntou ela.

-No que?

-Que ele seja um Salvador.

-Não sei, mas se for, seria uma grande vantagem termos ele do nosso lado.

-Quer dizer, do lado da Elizabeth.

Eu afirmei tristemente com a cabeça, mas antes que eu pudesse responder, o garoto acordou.

POV Robert

Abri meus olhos com dificuldade, eu fui humilhado pela a minha família e esfaqueado por uma estranha no mesmo dia, será que podia piorar? Antes que eu pudesse pensar em responder, meus olhos foram abençoados por uma visão do paraíso.

Eu estava em uma sala com apenas uma janela, que era tão pequena que a sala precisava ser iluminada artificialmente, mas, pelos deuses, o homem que estava cuidando de mim era incrivelmente lindo, aparentava ter minha idade, tinha cabelos castanhos curtos e bem penteados, uma pele morena e perfeita, olhos verde claro, lábios grandes e... Nossa, os músculos eram tão definidos que quase pude vê-los por baixo da roupa de médico. Um pouco mais longe, havia uma garota, ela também era extremamente atraente, era morena, os cabelos não eram tão escuros quanto os de Elizabeth, eram um preto mais fraco, mas, na minha opinião, mais bonitos, tinha olhos cor de âmbar, eram lindos, tinha uma pele clara e um corpo de modelo.

-Quem são... –Comecei, mas fui interrompido pelo homem lindo.

-Não fale, a facada danificou alguns órgãos internos, em algumas horas você já estará melhor, mas por enquanto é melhor se recuperar. –Meu deus, como um homem tão lindo podia ser tão esperto? –Meu nome é Marco, sou o médico chefe da equipe, especialista em ferimentos físicos, filho de Ártemis, e essa é Katherine Pierce, a outra médica chefe, especialista em doenças, filha de Apolo.

-Você está na atual base de comando de Elizabeth. –Falou Katherine. –Quando você se recuperar, ela quer falar com você, para a sua sorte, é bom que ela queira você do nosso lado, senão...

-Acho que ele entendeu. –Falou Marco.

Com a minha sorte de ultimamente, acho que ela não vai me querer. Marco tocou em meu peito para me curar e Katherine terminou a poção que estava fazendo e trouxe até mim, quando os dois me tocaram, eu me senti tão... Vivo, a magia dos dois era tão aconchegante.

-A magia de vocês é alimentada por pensamentos bons ou ruins? –Perguntei rapidamente.

-Bons. –Respondeu Marco.

-Somos os únicos subordinados de Elizabeth com esse tipo de magia. –Explicou Katherine.

-Mas, então por que estão do lado dela? –Perguntei, aquilo pareceu abalar bastante os dois.

-Ás vezes você nasce puro. –Falou Marco.

-Mas o mundo te corrompe. –Terminou Katherine.

-Desculpe ter perguntado. –Falei.

-Tudo bem, nós...

-Katherine e Marco, como está o paciente especial? –Perguntou uma voz vinda da porta, nem precisei pensar muito para saber que era Elizabeth.

-Ele está se recuperando bem, nenhuma anormalidade visível. –Respondeu Marco. –Precisa de algo, Senhora?

-Só quero falar com Robert. –Falou ela se direcionando a mim, ela caminhou até mim com aquela sua beleza maligna. –Está gostando dos aposentos? É o único quarto do covil com uma janela. –Eu olhei para ela com receio, sem responder. –O que foi? Algum problema?

-Algum problema? Você preparou meu café da manhã, depois me esfaqueou nas costas sem razão nenhuma, e agora pergunta se eu gostei do quarto. A sua bipolaridade me assusta. –Falei, Marco e Katherine pareceram gostar dessa resposta, acho que não era muito comum alguém não se curvar para Elizabeth aqui.

-Você ainda ta bravo com isso? Qual é, isso já faz três horas, vê se esquece! E além disso, eu só fiz aquilo para você conhecer o Marquinho aqui. –Falou ela apertando uma das bochechas de Marco. –Ele não é lindo? Parece até filho de Afrodite!

Antes que eu pudesse pensar em uma resposta grossa para ela, a mão dela, que estava na bochecha de Marco, começou a pegar fogo, por um momento, achei que ela estava fazendo aquilo, mas depois que ela tirou a mão assustada, eu percebi que Marco havia invocado fogo na bochecha para ela tirar a mão.

-Você fez as duas coisas que eu sempre peço para você não fazer. –Falou ele calmamente. –Você me chamou de Marquinho e apertou minha bochecha, eu odeio isso.

-Nossa! Lindo, inteligente e feroz! Que partidão hein? –Falou ela, o fogo não pareceu ter incomodado muito, então ela piscou para mim como se nós dois fossemos amigos há anos e aquilo fosse uma piada interna.

-Por que veio falar comigo? –Perguntei. Ela ficou um pouco mesmo relaxada depois que eu falei aquilo.

-Bom queridinho, eles te trataram tão mal naquele Acampamento, sabe, só pela sua orientação sexual eles não te aceitaram... Isso é tão feio né? Não acha que deve se vingar? E também...

-Elizabeth! –Gritou Katherine. –Eu odeio quando você faz isso! Se ele quiser ficar do nosso lado ele ficará! Se você usar charme para convencê-lo, terá uma falsa lealdade. –Olhei confuso para ela. –O charme é uma habilidade que filhas de Afrodite tem, quando elas querem te convencer de algo, o charme faz você achar que ela está certa, mas isso é errado.

-Certo, não vou usar o charme nele, mas eu acho que eu nem preciso mesmo, afinal, tudo o que eu disse é verdade. –Ela olhou para mim. –Eles te trataram muito mal. –Pensei por um momento.

-Pode até ser, mas eles são minha família, e tudo o que meu pai disse, foi só pela surpresa do momento, eu acho... –Respondi.

-Eu acho que a reação momentânea é a verdadeira, é o que a pessoa realmente pensa, sem ter tempo para pensar um mentir. Então, quer se juntar a mim? –Falou Elizabeth.

-Eu preciso de um tempo para pensar, posso? –Perguntei.

-Claro, mas preciso da sua resposta até amanhã ao meio dia.

-Por que?

-Se você aceitar, tenho uma missão de estreia para você.

Ela passou a mão nos meus cabelos, bagunçando-os, e me deu um beijo na bochecha, provavelmente me deixando com uma marca de batom vermelho, por fim saiu desfilando do quarto. Olhei para Marco e Katherine. Só agora processam uma informação.

-Você disse que é filho de Ártemis? –Perguntei a Marco e ele afirmou com a cabeça. –Eu achei que ela era uma deusa donzela, sabe, não tem filhos.

-Ela era, dezessete anos atrás, ela conheceu um cara “legal” que adorava mitologia... –Ele parou de falar por um tempo, achei que ele tinha acabado, mas então ele soltou. –Mas odeia homossexuais.

-Seu pai também não aceitou bem? –Ele negou com a cabeça. –Eu sinto muito.

-Tudo bem.

-Foi por isso que se juntou a Elizabeth? Quantos anos você tinha?

-Quer a história da minha vida? –Perguntou ele sarcasticamente, achei que tinha o irritado, mas ele falou. –Pois bem, eu nasci em New York, minha mãe querida se desculpar pessoalmente com os outros deuses por ter um filho, mas ninguém ficou irritado, no final foi lá que eu vivi com meu pai até meus 14 anos, ele nunca foi um pai perfeito, sempre ocupado demais... Mas sempre cuidou de mim... Até que eu contei.

-Ele não aceitou bem?

-Ele quase me bateu, me lembro da cara de bravo que ele fez até hoje.

-Então você fugiu e...

-Encontrei Katherine nas ruas, e Elizabeth nos encontrou.

-E por que você estava fugindo? –Perguntei a Katherine.

-Minha mãe morreu, na mesma época, num incêndio, depois disso o País queria me botar num orfanato, mas eu não queria ir... Não queria outra família, daí fugi.

-Então vocês se conhecem a 3 anos?

-Sim. –Responderam juntos.

-E o que acham? Devo me juntar a Elizabeth?

-Bom, a resposta é óbvia, você devia se juntar apenas se achar que não é mais bem-vindo na sua casa, foi o meu caso e o de Marco. –Falou Katherine.

-Nesse caso, eu acho que já sei a resposta...

POV Sophia

Todos nós estávamos em volta da mesa de ping pong da Casa Grande, os pais e os filhos.

-O que vamos fazer em relação ao Robert? –Perguntou Annabeth, que estava liderando a reunião.

-Depois que ele... Contou, ele simplesmente sumiu? –Perguntou Vick.

-Sim, correu até a floresta, mas não contamos uma coisa. –Falou minha mãe, olhei de relance para meu pai, ele não falava uma única palavra sobre Robert desde o ocorrido.

-O que? –Perguntou James, eu conversei com ele, Vick, Ben e Mari antes logo depois de Robert fugir, James e Ben se sentiam mal por nunca terem notado, já que os três sempre foram muito amigos.

-Quando o feitiço de Robert se desfez e nós fomos procura-lo, em uma parte da floresta bem longe daqui, sentimos uma coisa... –Falei.

-O que? –Perguntou Ben.

-Uma magia, mais forte que a magia comum. –Respondeu minha mãe. Todos os adultos da sala pareceram entender, mas não os adolescentes.

-E o que isso importa. –Perguntou Mari.

-É, eu também não entendi, vocês tem ideia de quem deixou essa sensação? –Perguntou Vick.

-Uma magia fora do comum. –Refletiu Annabeth. –Acham que Elizabeth encontrou ele?

-Talvez, mas essa duvida me mata. –Falou minha mãe.

-Bom, tem um jeito de tentarmos falar com ela. –Disse Andresa.

-No que está pensando? –Perguntei ansiosa.

-Bom, as Mensagens de Íris nunca chegam até ela, certo? –Falou Andresa.

-Sim, ela usa uma magia especial. –Respondeu Santana.

-Mas, tem outro jeito de falarmos com ela... –Disse ela, e, de novo, apenas os mais velhos entenderam, o suspense quase me matou.

-Falem! Ela pode estar torturando meu irmão neste exato momento! Não temos tempo a perder! –Gritei irritada, eu amava demais Robert, mesmo que nós sejamos gêmeos, eu sempre o vi como um irmão mais velho, sempre admirei ele, e quando ele sumiu, fiquei arrasada, talvez até mais que meus pais.

-Talvez. –Começou Gabriel. –Só talvez, alguém próximo dele possa contatá-lo por sonho.

-Ou alguém experiente e sonhos. –Sugeriu Percy. –Eu já tive tantos que já sou Expret no assunto.

-Não! –Falei com firmeza. –Ele é meu irmão, meu herói, se alguém for tentar arranjar uma pista sobre o paradeiro dele, serei eu! E mais ninguém.

Todos na sala me encararam por um segundo, até que meu pai falou, pela a primeira vez, sobre o assunto.

-Você dormirá no quarto dele, com as roupas dele, ouvindo as musicas que ele gostava e pensando nele, tudo isso pode ajudar, o quanto mais próxima você se sentir dele melhor, e você vai ter de gravar todo o minuto do sonho, para nos contar detalhadamente depois. Está pronta, como você mesma disse, não temos tempo a perder! –Falou ele e todos na sala sorriram ao ver a vontade dele de resgatar o filho, não se importando com mais nada. –Preste atenção até mesmo no local do sonho, isso pode ajudar, não importa se a quantidade de informação for pouca, nós iremos em uma missão para busca-lo. –Samantha deu um sorriso alegre.

-E quem irá na missão, capitão?

-Eu, Thalia, Sophia, Victória, James, Mariana e Benjamin. –Falou ele. –Se preparem os cinco, pois essa será sua primeira missão de verdade, enquanto seus pais os ajudam a arrumar suas mochilas, dando dicas, eu irei ficar com Sophy enquanto ela dorme e Thalia irá falar com Rachel para ver se ela tem alguma profecia. Sophia, vamos para o quarto de seu irmão!

...

Acham que foi difícil par mim pegar no sono? Se enganaram, noite passada eu não dormi direito e estava exausta, ter uma desculpa para faltar o treino e dormir era ótimo. Depois de fazer tudo que o Robert fazia antes de dormir, eu desmaiei, e, por sorte, vi a mulher cruelmente bonita que eu queria, o sonho não tinha fundo, era tudo negro... Droga.

-Oi querida, eu estava e sua espera! –Falou ela se direcionando a mim, o que eu achei estranho, Percy disse que ela provavelmente não me veria.

-Como você...

-Ah, minha fofa, eu não sabia que você exatamente viria, mas sabia que já que não podem me contatar por mensagem de Íris, tentariam por sonho, e a razão de eu poder te ver... Não sei, talvez por eu ser o ser mais poderoso do mundo!

-Você é a tal Elizabeth?

-Em carne e osso! Você está aqui para saber de Robert, certo?

-Você está com ele? –Gritei. Perdi o controle com 10 segundos de conversa? Esse é o meu recorde.

-Calma querida, ele está sendo bem cuidado. –Ela materializou um copo de vinho nas mãos e me olhou com maldade. –Estou cuidando dele como se fosse meu irmão.

Eu tive vontade de bater nela, mas por alguma razão, senti que não ia adiantar nada.

-Por que está com ele? Vai mata-lo? –Perguntei apavorada.

-Não querida, pelo contrario, eu estou o convidando para ficar do meu lado, e pelo o que parece, ele vai aceitar! -Falou ela e tomou um gole de vinho.

-O que!? –Gritei.

-Exatamente querida, amanhã ele dará a resposta, e eu o mandarei em uma missão para testar sua lealdade, ao meio dia.

-Que missão?

-Eu rastreei a trilha de um Minotauro até Houston, Texas, e vou pedir para ele e mais dois companheiros matarem-no e pegar um chifre, sabe, o chifre de Minotauro pode ser muito poderoso nas mãos da maga certa, todo o objeto que um herói adquire em uma batalha, um chifre, a cabeça de Medusa, pele de um leão... Todos tem utilidades para os Deuses, mas também tem utilidade para a magia, o chifre de Minotauro por exemplo, ele pode fazer uma poção um tanto... Diabólica.

-Qual? E como esse teste vai provar a lealdade dele? –Perguntei estressada. Ela riu da minha cara.

-Ai querida, eu já te contei demais, só vou dar-lhe mais uma informação, o Minotauro está no matadouro de bois de Houston, afinal, é o lugar perfeito para um monstro carnívoro e sanguinário conseguir comida fácil, certo?

-Como isso vai provar a lealdade dele? Me responda! –Gritei mais alto do que eu achei que eu era capaz. –Na verdade, ele nunca vai se unir a você, ele é bom, ele é a pessoa mais caridosa que alguém pode ter o prazer de conhecer, nunca iria lhe servir! –Uma lágrima escorreu de um de meus olhos. –Nunca... –Falei, tentando convencer a mim mesma que era verdade.

-Olha querida, por mais que eu adore ver pessoas sofrer, tenho que ir, e lembre-se, ele partirá amanhã exatamente ás duas da tarde para o matadouro de Houston.

-Por que está repetindo isso?

Mas ela não respondeu, apenas estalou os dedos e eu acordei suada, meu pai estava do meu lado e me entregou um copo de água com gelo.

-O que você viu? Falou com o Robert?

-Matadouro. Houston. Duas da tarde. –Mesmo eu não tendo dito coisa com coisa, ele pareceu entender, anos como um semideus deviam ajudar.

-Certo, Matadouro de Houston, devemos estar lá ás duas horas ou partir a esse horário?

-Partir.

-E por que devemos ir até lá?

-Eu explico melhor depois, mas Robert estará lá. –Ele fez que sim com a cabeça.

-Vou avisar os outros que vão a missão, mais alguma coisa que queira falar antes?

-Só mais uma. –Olhei séria para ele. –Robert tentará nos matar...

CONTINUA...

Notas finais
E aí? O que estão achando da história? Esse cap ficou legal né? Eu tenho uma historyline bem legal pro Robert, depois tenho uma pra Mari e o Ben, sério, todos será importantes, mas e então pessoal, mereço mais reviews? Pro favor? Bom, mesmo com poucos reviews, vou continuar a escrever, eu adoro demais essa fic, espero que eu possa receber mais nesse, obrigado por lerem!
GBriel
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.