Notas iniciais
Ta bom, eu sei que demorei mais do que devia, mas minhas aulas começaram, e eu fiquei naquele rolo de rever os amigos, contar a novidade das férias, e perder a manhã com nada, por que nos primeiros dias de aula todo o mundo sabe que é só enrolação, bom, mas ta ai, acho que esse é o cap mais longo que eu escrevi, não só nessa fic, mas tipo, de todos, geralmente só tem umas 1000 palavras, esse teve o triplo, o que já é outra desculpa para ter demorado... Bom, espero que gostem, e boa leitura, até lá embaixo! o/
GBriel

POV James

Eu acordei na manhã seguinte, era quinta feira, Vick ainda dormia em cima de mim, me celular começou a tocar Bad, do Michael Jackson, era minha musica favorita, olhei na tela, vinte e três chamadas não atendidas, desde as três da manhã até agora, as oito, era o numero da casa do Ben.

-Alô? –Falei.

-James? Graças a Deus, onde você está? E a Vick? –Perguntou a voz da Mari.

-Calma, eu não disse ontem que viria para a casa da Vick? Eu e ela dormimos aqui, vocês estão ai em baixo? –Perguntei.

-Estamos aqui em baixo mesmo, eu dormi no quarto da Nathaly, por que vocês foram dormir tão cedo ontem? Nós fomos ai umas quinze vezes, mas a porta estava trancada.

-Nós estávamos com sono, eu dormi no quarto do Parker. –Menti enquanto acariciava a cabeça da Vick, talvez fosse melhor falar com ela antes de contar.

-Abram a porta, eu e o Ben estamos indo para ai.

-Certo, mas venham daqui a uns cinco minutos, eu e Vick temos que trocar de roupa, estamos de pijama.

-Certo, até. –Falou ela e desligou.

-Até. –Respondi, fechei o telefone e comecei a dar beijos carinhosos na nuca da Vick, ela acordou rapidamente, abri um sorriso e falei: -Bom dia...

-Bom dia. –Ela me respondeu e me beijou.

-A Mari ligou, tinha vinte e três chamadas não atendidas dela, temos que nos trocar, eu não contei nada para ela sobre agente, pensei que fosse melhor falarmos juntos. –Falei. –Ela e o Ben vão subir em cinco minutos.

-É melhor não contarmos. –Falou ela sem me olhar nos olhos e se levantou, colocando a calcinha que tinha sido jogada para trás da televisão e o sutiã, que ficou em cima da tela do computador.

-O que? Por que? –Perguntei incrédulo enquanto botava minha cueca que estava jogada no meio do chão.

-Sabe, nós somos amigos desde criança, talvez nem todos estejam prontos para saber. –Falou ela.

-Vick, você se esqueceu do que eu te disse ontem? Eu te amo, não ligo que as pessoas saibam ou aprovem, para mim está tudo bem desde que estejamos juntos.

-James, você diz coisas tão fofas! –Ela chegou perto de mim com nós dois já vestidos e me deu um beijo. –Mas você já pensou se o meu pai super protetor ou a minha mãe coruja descobrirem? James, o mundo não precisa saber disso, não vai mudar o amor que eu sinto por você.

Eu até argumentaria, mas ouvi batidas na porta, fui até lá e Mari e Ben entraram.

-O que vamos fazer hoje? –Perguntou Ben.

-Decidam enquanto eu jogo Xbox no quarto do Parker. –Falou Mari enquanto se direcionava para lá.

-Que tal agente passar no shopping? –Falou Vick, eu quase não resisti em falar que adoro essa mania dela por roupas, mas resisti.

-Hãã... James, você não disse que dormiu na cama do Parker? –Perguntou Mari e eu fiz que sim com a cabeça. –Mas o quarto dele está igual a ontem.

-Eu arrumei. –Respondi, a Mari pareceu suspeitar, mas felizmente não fez perguntas.

-Eu topo ir no shopping. –Falou Ben. –Mas eu tenho dentista ás três horas, já tava marcado a duas semanas, quando nossos pais não sabiam que iam ter que fazer essa viagem improvisada, vocês vão comigo?

-Claro. –Respondi.

-Eu e a Vick vamos ficar no shopping, tenho que conversar com ela. –Falou Mari, vocês podem até estar pensando por que eu não perguntei sobre o que ela queria conversar, mas conhecendo a Mari, ela nunca iria dizer.

-Certo, James, depois eu também preciso falar com você. –Falou Ben, será que eles desconfiam de algo?

-Ei, James, seus pais devem estar na TV. –Falou Vick, ela ligou em algum canal e meus pais estavam cantando Bad, minha musica favorita, como já disse

POV Annabeth

Eu, Percy, Luke, Thalia, Nico, Bárbara, Felipe e Samantha estávamos nos bastidores do show do Gabriel e da Andresa, eles estavam cantando Bad, por que sabiam que era a musica preferida do James, será que as crianças estavam vendo? Bom, depois da performance, eles disseram algumas palavras para o publico e vieram para cá.

-Então, agora que todos sabemos da situação atual, qual o plano? Eles vão para o acampamento? –Perguntou Andresa.

-Essa é a ultima das opções. –Falei

-Não, a ultima opção é contar o que eles são. –Falou Nico, ele usava suas roupas pretas de sempre, o Nico podia parecer um pai despreocupado, mas quando o assunto era a segurança da Mariana, ele sempre levava a sério, nunca pensei no Nico como pai de uma menina até ver o quanto ele mudou, perdi a conta de quantas vezes eu já tinha visto ele brincado de bonecas com a Mariana quando ela era pequena, acho que ele um dos melhores pais que uma menina podia desejar.

-Não podemos contar o que eles são se nem nós mesmo sabemos. –Falou Samantha, ela usava uma roupa típica de filhas de Afrodite, uma saia rosa, com uma camisa branca escrito Dream em letras garrafais, um colete preto com alguns poucos babados e óculos escuros em cima da cabeça, ela era uma mãe ótima para Ben, o garoto tinha puxado as características de Afrodite, tinha um bom coração por baixo das pilhas de roupas na moda, Samantha e Felipe já tinham me contado que ele adorava roupas, mas nunca contava para ninguém, por que podiam achar estranho.

-Olha, na minha opinião, nós devíamos fazer que nem Thalia e Luke fizeram com seus filhos, deixa-los no acampamento, sem contar nada para eles. –Falou Andresa, ela acabara de sair do palco, então usava um vestido de lantejoulas prateadas que faziam ela ficar igual a uma diva, ela e o Gabriel sempre estavam em turnês, mas nunca deixavam seus deveres como pais de lado, o James sempre era a prioridade, me lembro de uma vez que eles estavam fazendo uma turnê pelo o Japão e o James pegou um resfriado fraco, eu disse para eles não se preocuparem que eu cuidava dele, mas quem disse que eles fizeram isso? Eles pegaram suas coisa e embarcaram na hora no jato particular e na manhã seguinte já estavam batendo na porta lá de casa, os dois também eram ótimos pais.

-Não é tão fácil quanto parece, Andresa, nós temos que enfrentar um parto diariamente para que nenhum campista de armadura chegue perto deles, e para que eles não vejam as ninfas, ou os sátiros, ou entrem na floresta, é uma tarefa difícil, eles já quase descobriram várias vezes. –Falou Thalia, ela usava sua velha camisa do acampamento Meio-Sangue e um jeans surrado, era bom ver que ela não tinha mudado nada, mas eu sei que nela e no Luke uma coisa mudou, a responsabilidade, eles sabiam cuidar de si mesmo com responsabilidade, mas não dos outros, desde que o Robert e a Sophia nasceram, eles tem mostrado uma grande melhoria nisso.

-Se nós contarmos para eles, o cheiro fica mais forte, e cada vez mais os monstro irão vir, se eles realmente tiverem algum cheiro, vai ser mais forte que o nosso, por que cada um deles vai ter parentesco com dois deuses, não só um. –Falou Felipe.

-Acho que o que temos que fazer primeiro é descobrir o que eles são. –Falou Percy.

-Mas e até lá? Eles não estão seguros fora do acampamento. –Falou Gabriel.

-Temos que contar toda a verdade. –Falei.

-Mas eles vão ter um cheiro mais forte. –Acrescentou Bárbara. –A Mari é muito boa em caratê e essas coisas todas... Mas eu não quero que ela se machuque, aquela Quimera que mordeu a Vick, eu não sei se aguentaria se fosse com a minha filha.

-Talvez Annabeth tenha razão, mesmo que o cheiro fique mais forte, nós trazemos eles para o acampamento, a Vick e o Benjamin nasceram aqui, mas o James e a Mariana... Nós não sabemos se eles vão poder entrar. –Falou Percy.

-Se eles não puderem é só darmos permissão, assim eles ficam protegidos dos monstros. –Falou Luke e eu contorci meus lábios.

-A ultima coisa que eu queria nesse mundo era envolver a Vick e o Parker com o mundo dos Deuses, principalmente o Parker, ele é tão novo.

-Vai ficar tudo bem, você tinha seis anos quando descobriu, e ficou tudo bem. –Falou Andresa.

-Mas eu não quero que ele passe por tudo que eu passei, eu sei aos seis anos, mas minha vida no acampamento foi muito ruim até o Percy vir, eu estava sempre sozinha, e a Vick e muito indefesa, não quero que nada aconteça a ela ou ao Parker. –Falei.

-Annabeth, eu tinha doze anos quando fui para o acampamento, o Nico também, todos nós ficamos bem, e na verdade, quando estávamos no acampamento é que ficamos mais seguros, e... –Começou Percy, mas ele foi interrompido, seu celular começou a tocar, ele atendeu, falou algumas coisas, e quando desligou parecia preocupado. –Annabeth, era meu pai, ele falou que está ligando para o celular de todos eles e nenhum deles atendem.

-Aí, meus deuses. –Falou Andresa. –Gabriel, vamos cancelar o show, temos que ir, James pode estar em perigo.

-Certo. –Gabriel pegou o telefone enquanto todos nós pegávamos nossas coisas e Samantha ligava para o hotel mandando as crianças descerem com as malas. –Josh, cancele o show, cancele a turnê inteira, temos um problema de família. Obrigado.

Todos nós corremos para a porta, mas era tarde demais, antes que chegássemos lá, uma criatura horrorosa apareceu segurando duas crianças, Parker e Nathaly.

-Medusa! Solte nossos filhos, Agora! –Gritou Percy.

-Eu não sou a Medusa, imbecil, sou a irmã dela, Esteno! –Falou ela triunfante, como se fosse uma coisa importante.

-Nós não ligamos, solte-os agora! –Falou Samantha, desde que eu contei a história de Elizabeth para os Deuses e eles permitiram que usássemos Magia Negra, era só com isso que Samantha lutava, o resto usava de vez em quando, ainda preferiam suas armas comuns.

-Eu já te matei uma vez, naquele jogo de caça a bandeira, posso te matar de novo. –Falou Gabriel, e eu me lembrei vagamente do que aconteceu no primeiro jogo da bandeira dele, em que descobrimos que havia um traidor, que no final era o Lucas.

-Você nunca me matou, matou minha irmã!

-Falando nela, por que você veio sozinha? –Perguntou Nico e a criatura monstruosa abriu um sorriso.

-Por que acha que seus filhos não estão atendendo o celular...

POV Mariana

Sim, óbvio que eu e o Ben ouvimos, noite passada, cinco minutos depois do James subir, nós ouvimos vários gemidos de e da Vick, só que eu queria que eles contassem, e eu iria fingir surpresa, mas quando eu liguei e eles não quiseram contar, eu e o Ben concordamos que íamos fazê-los contar, o papo do dentista foi mentira, o Ben vai tentar fazer o James contar. Já eram três horas, James e Ben tinham acabado de ir para o “dentista” do Ben, eu e a Vick estávamos sentadas na praça de alimentação.

-Então, eu e você, aqui, sozinhas, na praça de alimentação, hora perfeita para conversar, dizer o que pensa, ou o que aconteceu na noite passada, não é um tópico legal? –Perguntei nada sutil, ela pareceu tentar imaginar uma resposta, pois ela olhava para o horizonte e sugava seu Milk Shake com força.

-Legal? Não, não, parece chato, sabe o que mais eu acho chato? O nome ”praça de alimentação” parece uma praça, em que você da comida para animais, não para humanos...

-Vick, somos amigas a anos, eu sei como você fica quando está nervosa, enrolando ou mentindo, e concidentemente você está fazendo os três agora. –Ela olhou para seu copo vazio e começou a brincar preocupada com o canudo. –E agora está me evitando, por que não me conta o que houve com você e o James ontem a noite? –Ela começou a ficar com os olhos chorosos.

-Agente transo, ta bom? Era isso que você queria ouvir? Ele se declarou para mim e eu amei ele esse tempo todo, não resisti àqueles olhos dourados e claros. –Ela falou enquanto contorcia os lábios de dor.

-E por que você não me contou? Não contou para ninguém? –Minhas perguntas pareciam até machuca-la.

-Por que eu amo ele, ta bom? –Ela deixou uma lágrima cair. –E- eu amo tanto ele, não queria correr nenhum risco de perder ele, meu pai nunca gostou dos meus outros namorados, minha mãe sempre reprovou, você sabe como eu me sinto? Meus pais são ótimas, mas muito preocupados, eles sempre gostaram do James, e se deixarem de gostar? Minha vida é muito boa, quero deixar assim.

-Vick, você acha mesmo que isso pode acontecer? Nós todos te amamos, claro que seria uma surpresa no começo, mas você acha mesmo que iriamos querer ficar entre você e sua felicidade? –Perguntei, mas antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, uma mulher, meio velha, veio correndo em nossa direção, ela usava um chapéu que tapava todo o cabelo, não me permitindo ver a cor, ela tinha uma expressão preocupada no rosto.

-Com licença, vocês podem me ajudar, por favor? Meu marido se machucou gravemente, lá no estacionamento, ele precisa de ajuda, por favor... –Falou ela rápido, quase sem respirar.

Eu e Vick nos levantados e corremos atrás dela na mesma hora, deixando meio hambúrguer, quase um pacote inteiro de batata frita e um copo intocado de Coca-Cola na mesa, eu me assustei tanto com a situação que nem pensei em fazer perguntas, como, por que ela veio até o terceiro andar pedir ajuda, se a garagem ficava no subsolo? E por que ela pediu a nossa ajuda, se podia ter pedido ajuda para alguém mais forte?, quando chegamos na garagem, a mulher parou em um lugar sem carros, na verdade, não tinha nada lá.

-Onde está seu marido, senhora? –Perguntou Vick.

-Não tenho. –Falou ela com um sorriso no rosto.

-Mas, um minuto atrás você... –Comecei, mas me obriguei a parar quando a mulher tirou o chapéu, mostrando um ninho de cobras, não, o ninho não estava no chapéu, estava na cabeça dela.

-Finalmente, este chapéu já estava incomodando minhas queridinhas. Permitam que eu me apresente, meu nome é Euríale, eu e minhas irmãs estamos espionando vocês a semanas, esperando um momento certo para poder atacar vocês, e aqui estão vocês, sozinhas e indefesas, todos os monstros estão na sua cola a semanas, vocês tem um cheiro delicioso, Equidna é uma tola, ela atacou muito cedo, mas por que xingá-la? Foi aquele ataque que fez seus pais viajarem. –Ela olhou para nós, como se contemplasse a refeição mais deliciosa do universo.

Ela pulou em nossa direção, mas antes mesmo que pudesse nos tocar, duas pessoas, de armadura, apareceram em nossa frente, um homem e uma mulher.

-Não irá tocar em um fio de cabelo delas, sua criatura repugnante. –Falou a mulher.

-Nunca me chame assim, foi por sua causa que eu fiquei desse jeito. –Falou Euríale.

Quando eu prestei atenção, os dois tinham nomes escritos nas armaduras, na da mulher, estava escrito Atena, e na do homem estava escrito Zeus...

POV Ben

Obrigado, Mari, por explicar toda a parte do nosso acordo sobre fazê-los falar, eu realmente não estava afim de fazer uma narrativa grande, logo que eu e James entramos no carro e saímos da garagem do shopping, ele falou.

-Cara, o dentista fica para o outro lado.

-Eu sei, mas eu não tenho dentista hoje...

-Então, para onde estamos indo? –Ele pareceu preocupado.

-O que, eu não posso só querer conversar com o meu melhor amigo?

-Pode, mas não precisava mentir sobre o dentista, sobre o que quer conversar? –Ele ainda não parecia estar confortável com a situação, e não era para estar mesmo...

-Sei lá, sobre o que melhores amigos conversam, segredos, mentiras, o que aconteceu noite passada, essas coisas...

-Então que tal agente conversar sobre mentiras? Eu sou que depois da festa, a Catarina disse que não se lembrava de ter dado a festa para a mãe dela, e dai ela não gostou nada da mentira e...

-James! Você sabe que não é disso que eu quero falar, por que você não me conta o que aconteceu noite passada entre você e a Vick? –Ele começou a apertar seu joelho fortemente. –Eu sou seu amigo a tempo o bastante para saber que você está com medo de alguma coisa, aconteceu alguma coisa ruim?

-Não! Sem duvida que não, mas é que... –Ele começou a brincar com seu colar, eu ainda me lembro do dia que nossos pais tinham nos dado esses colares, lembro também como eles estavam preocupados naquele diz, todos estavam lá, cada um tinha ganho um colar, igual e diferente ao mesmo tempo, o meu era um circulo comum, o do James era um quadrado, o da Vick era um coração e o da Mari era uma estrela, eles tinham formas diferentes para que nunca nos confundíssemos, mas todos abriam, e tinham a mesma foto, nós quatro dormindo espremidos no sofá-cama de um hotel que fomos uma vez.

Estávamos sujos de terra e molhados da chuva, mas todos nós nunca nos esquecemos daquele dia como o mais divertido de nossas vidas, tínhamos brincado a manhã inteira na piscina com tobogã do hotel, depois almoçamos no restaurante mais chique e gostoso dos EUA, e de tarde, mesmo com chuva, brincamos até as nove e meia de paint-ball, nossos pais tiraram essa foto, para que nunca que esqueçamos como conseguimos nos divertir juntos, e diziam sempre que se um dia, nós quatro estivéssemos sozinhos, era para olharmos o colar, e lembrar que mesmo sem eles, nós nunca estaríamos sozinhos, mas voltando ao assunto, quando James mexia no colar, ele estava claramente nervoso.

-Olha, Ben, eu vou te contar um segredo, mas só se você prometer que vai guarda-lo melhor que eu... –Falou ele e eu fiz que sim com a cabeça. –Eu e a Vick fizemos, vocês sabe, aquilo ontem, e estamos namorando.

-O que? Sério? E por que não nos contaram? –Perguntei animado.

-A Vick disse que talvez as pessoas não estivessem prontas...

-E você concorda?

-Bom, eu... –Ele falou, mas se interrompeu, pois começou a olhar para o retrovisor assustado. –Cara, o que é aquilo?

Olhei para o meu retrovisor, e não pude acreditar no que vi, tinha uma coisa de três cabeças, sei lá como explicar o que era, mas se não me engano, aquilo era um monstro da mitologia, uma Hidra, acho, e em cima dela, tinha uma mulher velha, com cobras na cabeça, vem cá, o que as cobras tem contra mim? Primeiro aquela na casa da Catarina, agora uma mulher com cabelo de cobra montada numa coisa que pode ser descrito como uma cobra de três cabeças...

-Olha eu não foço ideia. –Olhei mais atentamente, aquilo estava perigosamente perto, e não parava de correr. –Mano, seja lá o que for, ta vindo na nossa direção... –Eu e ele trocamos um sorriso.

-Vai!

Ele falou e eu botei o pé no acelerador, isso era uma brincadeira que tínhamos, sempre tentar passar o máximo de carros que pudéssemos, mas eu nunca pensei que nós um dia estaríamos tentando despistar outro carro, ou seja lá o que era aquilo.

Eu fiz várias curvas, tentando sair da vista daquela coisa, até entrar num bairro pouco movimentado, mas a coisa não parava de nos seguir, eu James começamos a ficar preocupado, eu botei a cabeça para fora do carro e as cobras ou sei lá o que ainda nos seguiam.

-Ben, olha para a frente! –Gritou James, mas quando entendi a mensagem e voltei a posição normal era tarde demais.

Batemos num muro e eu fiquei inconsciente...

CONTINUA...

Notas finais
Então? Gostaram? Nem a pau que odiaram, esse cap ficou muito perfeito, na minha opinião, bom, mas se vcs acharem algum erro, ou incoerencia, me digam, para eu concertar, obrigado por lerem, e deixem um review, Valeu!!!
GBriel