Percy Jackson E Os Olimpianos 7-Recomeço
2 A Festa
Notas iniciais
GBriel
POV Victória
Estávamos no carro do James, indo para a casa da Catarina, ela era uma menina amigável da nossa sala, os pais dela viajavam quase todo o fim de semana, e, desde que ela limpasse tudo depois, eles não viam problema em dar uma festa, eu, James, Mari e Ben nunca fomos muito de ir a festas, gostávamos, sei lá, de conversar, mas hoje eu queria esquecer esse pesadelos horríveis, hoje, pela a primeira vez em meses, ia querer beber, a casa dela era longe, todos nós morávamos a beira da praia, já a casa dela era mais no centro, Mari ficou segurando minha mão à viagem inteira, James dirigia e Ben estava no banco ao seu lado, quando chegamos à casa da Catarina, foi que começaram a acontecer coisas estranhas...
-Qual dessas casas é a da Catarina? –Perguntou James.
-Como você pode não se lembrar? –Perguntou Mari.
-Eu não venho aqui desde que eu e ela namorávamos. –Falou ele.
-Nem me lembre, ainda não vou com a cara dela, e tenho certeza que ela não vai com a minha. –Falei, mas não sei por que, a garota sempre foi legal comigo, mas quando James e ela começaram a namorar, não sei por que, comecei a não gostar dela, acho que ela nunca percebeu isso, por que ainda age normal comigo, por que será que senti uma coisa no estomago quando James me lembrou que já namorou ela?
-Olha Vick, não odeie a Catarina só por que tem uma paixonite secreta por mim. –Falou James, e pude perceber Mari tentando abafar o riso.
-Eu nunca disse que tinha uma paixonite por você. –Retruquei.
-Mas escreveu no seu diário. –Falou Ben.
-Vocês leram isso no meu diário quando nós tínhamos onze anos! –Falei envergonhada.
-Mas tenho certeza que ainda gosta dele. –Falou Ben, James também não pareceu à vontade com a conversa.
-Pessoal, foco, onde é a casa daquela que o nome não pode ser dito perto da Vick? –Falou ele e eu revirei os olhos.
-Logo ali, virando à esquerda, é a terceira casa da rua, se não me engano, verde clara. –Falou Mari, também tentando não voltar à discussão que me perseguia desde os onze anos.
Nós entramos na rua da casa e Mari estava certa, não foi difícil achar a casa, era a única que estava com luzes acesas e tocando L.O.V. E da Jessie J, entramos e Catarina veio nos cumprimentar.
-Oi galera e... James. –Falou ela com um sorriso bobo no rosto, me deu vontade de dar um tapa nela para parar de sorrir.
-Oi Cat. –Falou ele e fez um gesto com a cabeça.
A casa da Catarina era legal, uma sala bem grande, mas era só essa parte da casa que eu conhecia, ela não deixava ninguém subir as escadas, e em baixo só tinha a sala, a cozinha e uma piscina do lado de fora.
-Vick, você está linda, como sempre, esse colar realça seus olhos. –Falou Catarina.
-Você acha? Sempre achei ele tão brega... –Respondi, por que ela tinha que ser tão boazinha e simpática.
-Ah, Mari, esses dias eu comprei um blusa, mas não coube em mim, quer ir lá em cima provar? Vai ficar o máximo em você, você que gosta com estampa de caveira não é? –Perguntou a senhorita simpatia.
-Sim, adoro. –Respondeu Mari, ela tinha puxado essa mania de caveira do pai, Nico, ele também gosta de caveiras.
-Ótimo, vem também Vick, os meninos podem ficar aqui.
-Ta, tudo bem. –Falei para ela.
Nós subimos a escada, mas eu tinha a impressão de que havia algo diferente na Catarina hoje, ela é doida pelo James, não deixaria ele sozinho nem por um segundo, o quarto da garota era bem legal, era clássico, tinha paredes de tijolos como toda a casa, uma cama digna de uma princesa e duas espadas cruzadas em uma das paredes, a garota foi até o centro do quarto e pegou seu chihuahua .
-Que bom, isso já tava apertado demais. –Falou Catarina.
-Espera, essa que você está usando é a blusa? Não tem estampa de caveira... –Falou Mari e Catarina abriu um sorriso de ponta a ponta.
-Não, querida, não estou falando desta blusa, estou falando deste corpo. –A garota que a cinco minutos eu achava simpática começou a soltar uma fumaça azul pela a boca, e quando saiu tudo, ela desmaiou.
Eu e Mari nos entreolhamos enquanto a fumaça se juntava na frente de nós, e formava uma mulher gorda, cheia de estrias, com um vestido azul.
-Prazer, meu nome é Equidna, sou a mãe de todos os monstros, sinto muito, mas tenho que matar vocês. –Falou ela tentando se equilibrar em cima do salto com os pés gordos, eu e Mari trocamos olhares, pude perceber que ela pensava a mesmo coisa que eu, porta, eu e ela tentamos correr até lá, mas a tal Equidna fez um movimento com as mãos e a porta foi trancada. –Não queridas, não fiquem tristes, é uma raridade que eu bote um semideus... –Ela cheirou o ar perto de nós. –Ou seja lá o que vocês forem, a prova de uma de minhas proles, filhinho, veja cá, querido.
O chihuahua foi até os pés da moça, eu estava horrorizada com o que estava acontecendo, olhei ao redor, tentando achar um jeito de fugir, acho que não seria difícil de fugir dessa mulher, duvido que ela possa correr muito...
-Muito bem, queridinho, lembre-se, se conseguir devorar elas, de noite vai ter um bife a mais para você. –Disse a mulher, o chihuahua pareceu contente com a recompensa. –Eu estou contando com você, preparar, transformar e atacar!
Quando a Equidna falou isso, o cachorrinho ficou em posição de ataque e começou a crescer, eu e Mari vimos aquele animalzinho, que era até lindinho, virando um monstro, parecia um tipo de leão, com algumas partes de bode e a calda era uma cobra, o monstro olhou para Equidna, ela fez que sim para ele, que atacou, e a pior parte, ele me atacou.
-Vick! –Gritou Mari, o monstro pulou e quase me pegou, eu cheguei para o lado e ele errou, mas, infelizmente, eu me esqueci da cobra, ela picou meu ombro e eu senti uma ardência.
-Interessante... –Falou Equidna. –Seu pai também foi mordido pela a cobra.
Eu até questionaria essa coisa do meu pai, mas comecei a me sentir fraca e quase senti minha vida saindo de mim...
POV Mariana
A criatura pareceu ainda estar interessado na Vick, mas a sua mãe falou:
-Não queridinho, o veneno não vai sair dela, ataque a outra por favor, sim? –Falou Equidna, mesmo que ela me de aquela blusa, eu vou odiar ela... Será que tem alguma chance de ela me dar a blusa?
O monstro veio para cima de mim, como eu vi que não iria adiantar desviar, só tentei ficar longe da cobra, quando a criatura chegou perto de mim, eu dei um pulo e chutei o focinho dela, a mamãe monstro pareceu impressionada.
-Como você...
-Eu faço Karatê e Jiu Jitsu desde que era criança. –Eu corri até a parede e peguei uma das espadas que estavam cruzadas. –E esgrima também!
O monstro pulou, literalmente, para cima de mim, eu fiquei deitada no chão, com ele em cima de mim, mas ele não pareceu preocupado em se proteger, o que é um erro na esgrima, enfiei a espada na barriga dele, o que foi estranho, por que ela passou através dele, não o machucou, mas passou através, não sei com explicar.
-Ta bom, agora fiquei irritada, por que isso não passou por você? –Perguntei.
-Óbvio que isso não é feito de bronze celestial, bobinha, seus pais são grandes guerreiros e nunca te ensinaram isso? –Perguntou Equidna, sempre que ela fala me dava a impressão que ela é uma senhora doce.
A Quimera tentou me atacar com uma das patas, (sim, eu sei o bastante de mitologia grega para saber que aquilo era uma Quimera) mas eu segurei sua mão e torci o cotovelo dela, quando ela saiu de cima de mim, eu peguei a outra espada da parede enquanto Equidna tentava curar a fera, coloquei as duas espadas nas costas, peguei a Vick no colo e corri para lá para baixo...
POV James
Eu estava na mesa da cozinha conversando com o Ben, eu comecei a estranhar a demora das garotas lá em cima, só que eu estranhei ainda mais quando a Mari desceu a escada com duas espadas nas costas e a Vick no colo.
-Meninos, eu não tenho tempo de explicar. –Falou ela. –Mas vou tentar, tem uma velha gorda, uma cabra, um leão e uma cobra juntos, a Vick ta envenenada, essas espadas estavam no quarto da Catarina... É basicamente isso, preciso que vocês dois fiquem aqui lutando com essas espadas contra o monstro enquanto eu tento ajudar a Vick... –Falou ela e nós dois ficamos imóveis. –O que estão esperando, peguem as espadas!
Ainda meio confusos, eu e Ben pegamos as espadas e ela correu para de baixo da mesa, todos os convidados nos olhavam com medo, eu mirei as escadas, de onde vinha um som estranho, até que um monstro, que se eu não me engano se chama Quimera, desceu apressado, ele se posicionou em nossa frente até que a tal mulher gorda que a Mari falou foi para trás da Quimera.
-Muito bem, filhinho, já que acho quatro semi... Vitimas, de noite vai ter quatro bifes a mais para você, e se conseguir fazer algum deles sofrer, cinco!
A criatura pareceu ganhar uma injeção de animo, pois pulo em nossa direção, eu apontei minha espada para ele, com a intenção de ele ficar com medo e parar, mas algo diferente aconteceu, um raio saiu da espada e eletrocutou a criatura, ele voou tão longe que caiu na piscina, a mulher gorda tentou correr até lá, mas acabou quebrando um dos saltos e tropeçando umas três vezes, eu e Ben nos entreolhamos, eu também não sabia como fiz aquilo.
-Meninos! –Chamou a voz da Mari atrás de nós, ela estava com Vick no colo, ainda inconsciente, comecei a sentir meu coração doer, será que ela estava bem? A Mari estava na frente da porta aberta, fazendo um sinal para irmos, eu e Ben corremos até lá e entramos no carro que estava bem em frente.
-Como a Vick está? –Perguntei, meio assustado com a resposta.
-Nada bem, ela está pálida, a ferida está inchada e foi bem profunda, parece não estar respirando muito bem e a essa altura, talvez o veneno já esteja em todas as veias sanguíneas e...
-Não dava de para no “Nada bem”? –Perguntei.
-Desculpa, mas ela realmente parece mal... –Falou ela.
-Para onde vamos? –Perguntei.
-Devíamos levá-la para casa. –Falou Ben.
-E o que vamos dizer para os pais dela? “Olá, sua filha foi atacada por uma criatura mitológica insistente, a propósito, essa criatura trouxe a mãe para ver sua batalha, o que vai ter de jantar amanhã?”? Não vão acreditar em nós, temos que levá-la para o hospital antes disso. –Falou Mari.
-Não, acho que precisa ter um responsável junto. –Falei
Antes mesmo do Ben ou da Mari questionarem isso, começamos a ouvir a musica Without You tocando, era o celular da Vick, essa era a musica preferida dela, Mari olhou para a tela.
-É a mãe dela. Atende. –Falou a Mari.
-Mas eu estou dirigindo, não posso falar no celular. –Respondi.
-Você sempre fala no celular enquanto dirigi. –Falou Ben.
-Mas agora posso usar como desculpa...
-Ta bom, eu vou por no viva-voz. –Falou Mari.
-Alô? Vick? –Perguntou a voz da Sra.Jackson.
-Oi Sra.Jackson, é a Mari, a Vick está dançando agora, quer que eu de algum recado? –Falou a Mari, enquanto eu e o Ben nos concentrávamos em não fazer barulho.
-Só avisa para ela não demorar muito, amanhã de manhã eu, você e ela vamos escolher os seus vestidos para o baile de formatura, e Mari, fala para ela que eu a amo, certo?
Quando a senhora Jackson terminou de falar aquilo, a Mari pareceu ser atingida por alguma coisa.
-Pessoal, ela é a mãe da Vick, tem o direito de saber. –Cochichou ela, eu pensei por um instante, Mari tinha razão.
-Sra.Jackson, a Vick foi picada por uma cobra. –Falei triste.
-Uma cobra? E onde vocês estão?
-Pensamos em levá-la para o hospital e... –Começou Ben, mas a senhora Jackson o interrompeu.
-Tragam ela para casa o mais rápido possível! –Falou ela e desligou.
-Acham que estamos encrencados? –Perguntou Mari.
-Certeza... –Falei fazendo uma curva fechada.
...
Demorou um pouco para chegarmos até a casa da Vick, e quando chegamos eu peguei ela no colo, por que a Mari já estava cansada, e realmente, ela parecia mal, a picada latejava fortemente, na frente do prédio, os pais dela já estavam lá.
-Vick! Ai meu Deus... –Falou a senhora Jackson.
-O que aconteceu? –Perguntou o senhor Jackson.
-Uma criatura estranha nos atacou, ela tinha duas cabeças, uma de leão, e outra de bode, tinha uma cobra com calda, não foi nossa culpa, juramos. –Falou Mari.
-Ah, querida, eu sei que não foi culpa de vocês. –Falou a mãe da Vick.
-Equidna... Quando eu ver aquele demônio gordo vou fazê-la em pedaços tão pequenos que nunca mais poderão se unir.
-Espera, como sabe o nome da senhora que estava com o monstro? –Perguntei.
-Ela é a mãe de todos os monstros, vocês devem ter cheiro de semideus, vivem conosco.
-Percy, não temos tempo, pegue o cantil de Néctar que temos no quarto, rápido. –Falou a senhora Jackson, e ele foi. –Algum de vocês tem água?
-Sim, eu tenho uma garrafinha no carro, por que? –Perguntei.
-Pegue-a, rápido.
Eu corri até o carro e peguei a garrafinha que sempre tinha lá para quando tivesse sede, levei até a senhora Jackson e ela botou um pouco na ferida, acho que foi impressão minha, mas a Vick pareceu um pouco melhor, antes que eu pudesse perguntar alguma coisa, o senhor Jackson chegou com um cantil nas mãos.
-Annabeth, você tem certeza? E se ela...
-Não temos escolha Percy, se não dermos, ela morre, se dermos tem metade das chances dela viver, ou ela morre, ou morre, ou vive, temos que arriscar.
Sem esperar por uma resposta concreta, a senhora Jackson derramou o liquido na boca da Vick...
CONTINUA...
Notas finais
GBriel
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